Banquete grego

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Banquete grego

  1. 1. SEXTO ANO COLEGUIUM 5ª Etapa.
  2. 2. <ul><li>Os banquetes gregos eram atividades de lazer. </li></ul><ul><li>O objetivo era reunir grupos de amigos para comer, beber, jogar e discutir ideias de todo tipo. </li></ul><ul><li>O banquete ateninense (simpósio) era uma atividade masculina, e, segundo a análise iconográfica mulheres e escravos participavam promovendo entretenimento e serviço. Eram luxuosos e nada moderados. </li></ul><ul><li>O banquete espartano (sysstia) também era atividade masculina, exclusivo do grupo esparciata, mas eram marcados pela simplicidade e moderação. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Pintura em vaso, Ática, 420 a. C. Mulher entretém homens num simpósio enquanto eles jogam Kottabos. Este vaso encontra-se no Museu Nacional de Arqueologia da Espanha, Salamanca. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Os banquetes atenienses serviam com espaço do trocar ideias. Esse espaço é chamado de simpósio. </li></ul><ul><li>Duas obras de Sócrates e outras de Platão foram escritas com base nesses eventos. </li></ul><ul><li>Note que na maioria das representações de banquetes, os participantes estão deitados em divãs. </li></ul><ul><li>O Kottabos era um jogo com o objetivo de lançar a borra do vinho no fundo do kylix e acertar em um alvo, sem se levantar do divã. </li></ul>
  5. 5. Os Simpósios na Grécia antiga eram importantes instituições sociais. Era um espaço para debates, conspirações, reclamações ou simplismente para convivio. Era no Simposio que aconteciam apresentações dos adolescentes à sociedade aristocrata, aclamação aos atletas e homenagens aos poetas campeões nos concursos de poesia.
  6. 6. <ul><li>Kylix, utensílio utilizado para se tomar bebidas em geral, 500 a. C, British Museum, Londres. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Cena de um banquete. Escultura retirada do templo de Atena na cidade helênica de Asso (ao norte de Lesbos pg. 163).Trachyte, third quarter of the 6th century BC. Essa escultura está em Paris no Museu do Louvre. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>O banquete grego acontecia no andrōn (ἀνδρών). Os participantes deitavam em divãs que eram, geralmente colocados contra as 3 paredes do aposento longe da porta. </li></ul><ul><li>Devido à limitação do espaço, o números de sofás variava de 7 a 9, e o número de participantes ficava entre 14 e 27 2 (o autor Oswyn Murray diz que um simpósio com 30 participantes era um número exagerado para esse tipo de evento) 3 . </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Participante de um simpósio sendo auxiliado por escravo, Museu Nacional Danese, Compenhagem, Dinamarca. </li></ul><ul><li>De tanto comer e beber muitos passavam mal. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>O Simpósio mais famoso da história foi imortalizado por Platão que descreve o banquete ocorrido em 416 a.C., durante o Dionísia Urbana, festival ateniense de teatro em honra à Dionísio. </li></ul>    O festival principal no qual as tetralogias em competição era conhecido como Dionisía Urbana. O teatro de Dioniso estava situado na encosta Sul da acrópole de Atenas, com lugares para um público de 17.000 pessoas.
  11. 11. <ul><li>O banquete começava com a comida. De entrada eram servidas castanhas, feijão, grãos de trigo e cevada torrados e mel. </li></ul><ul><li>A cevada era o alimento básico dos gregos. </li></ul><ul><li>Após a refeição principal, os homens seguiam para os divãs. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Cevada no campo, em grãos e em flocos. </li></ul>
  13. 13. Uma Nike , descalça as sandálias, seguindo uma velha tradição, porque se prepara para pisar chão sagrado.
  14. 14. <ul><li>O vestuário, de lã ou linho da região, eram feitos pelas mulheres em casa. O seu traje consistia numa túnica e num manto ( himation ). </li></ul><ul><li>A túnica tinha dois modelos diferentes, no entanto o peplos , feito de lã, era o mais usado pelas atenienses até ao final do século IV a.c. A sua confecção consistia em cortar o tecido segundo a forma de um retângulo, com uma vez e meia a altura da pessoa; vestiam-no, embrulhando-o em redor do corpo, com alfinetes nos ombros. Não tinha mangas, possuindo amplas aberturas para os braços. </li></ul><ul><li>As versões requintadas eram decoradas com desenhos. O manto era de linho. O tecido era costurado de maneira a ficar com a forma de um cilindro longo; era usado com um cordão na cintura ou debaixo do peito. As mangas eram curtas e cozidas. </li></ul><ul><li>http ://www.museum.upenn.edu/Greek_World/Index.html . </li></ul>
  15. 16. <ul><li>Apesar da simplicidade austera (rigorosa) do traje, as pregas são mais suaves e flexíveis que os cortes arcaicos e parecem modeladas pelas forças que atuam sobre o tecido. </li></ul><ul><li>Pela descrição do início, pareceu-nos um elegante manto. </li></ul>
  16. 17. <ul><li>Os homens tinham frequentemente um dos ombros descobertos ou mesmo o tronco nú. Na figura, Artemisa, usa uma fita no cabelo, que era um adorno, frequente na época. </li></ul>
  17. 18. <ul><li>Pormenor da decoração de uma cerâmica ateniense do século V a.C., nos diz mais sobre o vestuário masculino. </li></ul>
  18. 19. Na alimentação básica da Grécia Antiga não podia faltar pão, leite, azeitonas, peixes, uvas, figo e frutos do mar entre outras especiarias. O açúcar não existia, mas podia se conseguir um excelente mel. Essas comidas são saudáveis, mas em épocas de crises, como: aumento da população e guerras, a escassez surgia. A comida, geralmente era preparada pelas esposas e filhas, o marido fazia as compras. As famílias ricas tinham escravos para trabalhar na cozinha e cozinheiros treinados.
  19. 20. <ul><li>Jogo: http://www.youtube.com/watch?v=fbP9DbCEx1w </li></ul><ul><li>1 - Peter Garnsey, Food and Society in Classical Antiquity (Cambridge University Press, 1999), p. 136 online; Sara Elise Phang, Roman Military Service: Ideologies of Discipline in the Late Republic and Early Principate (Cambridge University Press, 2008), pp. 263–264. </li></ul><ul><li>2 - Literature in the Greek World By Oliver Taplin; p47 </li></ul><ul><li>3 - The Oxford Companion to Classical Civilization (ed. Hornblower & Spawforth), pp.696-7 </li></ul><ul><li>Anciente Greec Music http://www.youtube.com/watch?v=1v3fJSn-oPo&feature=related </li></ul><ul><li>História Natural, Vol. 4, 5, Salvat, 2005 </li></ul><ul><li>História da Arte,H.W.Janson, 3ª ed., Fundação Calouste Gulbenkian, 1977. </li></ul>

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