Alfabetização matemática apostila p professor 1 ano
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Alfabetização matemática apostila p professor 1 ano Document Transcript

  • 1. PREFEITURA MUNICIPAL DE CABO FRIO Região dos Lagos – Estado do Rio de Janeiro Secretaria Municipal de Educação Departamento Técnico-Pedagógico / Divisão de Supervisão Escolar Serviço de Programas Especiais / Coordenação de Alfabetização Alfabetização MatemáticaO significado de aprender Matemática Aprender não é somente incorporar dados e repeti-los, mas, principalmente, construirconhecimentos que possibilitem entender e resolver problemas de diferentes espécies em âmbitosculturais diversos. Os conhecimentos adquiridos pelas crianças interligam-se e constituem redes cada vez maiscomplexas e organizadas, que lhes permitem compreender novos e mais complexos conhecimentos. Para que uma criança aprenda a somar, não é preciso lhe ensinar todas as combinações numéricaspossíveis. Isso resultaria em tarefas intermináveis e por demais tediosas. As crianças de 5 e 6 anos já possuem certos conhecimentos matemáticos adquiridos em suasexperiências cotidianas, que lhes são significativos precisamente porque foram aprendidos em situaçõesfuncionais. O importante no processo de ensino da Matemática nos anos iniciais é oferecer às criançasoportunidades para identificarem relações numéricas espaciais e aplicarem-nas em situações cada vez maiselaboradas e complexas.Como o aluno aprende: O professor deve procurar conhecer cada vez melhor as ações mentais que o aluno deve realizar,relacionando conhecimentos anteriores com novas situações apresentadas, reelaborando ideias sobredeterminado conteúdo, observando fenômenos em um contexto e fora dele. Como decorrência desseolhar, perdem espaço as situações de ensino centradas exclusivamente em explicações e demonstrações,seguidas de exercícios com o intuito de memorizar o conteúdo apresentado. Nunca é demais ressaltar que pensar o aluno como agente da própria aprendizagem não significa,em hipótese alguma, abandoná-lo à própria sorte. Assim, é papel do professor mediar e planejar otrabalho em classe como uma situação que crie condições – e abra espaço – para o aluno perceber apossibilidade e a necessidade de relacionar saberes conquistados em momentos diferentes e encontrarcaminhos próprios de resolução de problemas.Objetivos gerais do ensino de Matemática O ensino de Matemática nos anos iniciais do ensino fundamental deve ter como foco que a criançaconsiga: • utilizar o pensamento matemático para analisar e compreender o mundo em que vivemos; • interpretar as situações do cotidiano segundo o olhar da Matemática e relacionando-as às outras ciências; • criar estratégias próprias para resolução de problemas; • pensar, refletir e abstrair, com base em situações concretas, para posteriormente organizar e interpretar; • planejar e criar estratégias de resolução para situações novas; • utilizar diversos tipos de linguagens matemáticas e empregá-las nas suas argumentações; • reconhecer as relações entre o conhecimento matemático e as outras áreas do conhecimento; • refletir sobre os resultados obtidos em situações-problema e verificar se são possíveis ou não.
  • 2. Os eixos de conteúdos: As propostas curriculares recentes organizam os conteúdos matemáticos em quatro eixos: I- Números e operações Neste eixo temos a contagem, a notação e escrita numéricas e as operações matemáticas. Éimportante que os alunos sejam colocados diante de situações que lhes propiciem um senso numérico,uma noção de números. Isso permitirá que interpretem e utilizem as diversas informações numéricas comas quais deparam todos os dias e nas mais variadas situações. Para que o desenvolvimento das noçõesnuméricas ocorra, os alunos deverão dispor de um ambiente aritmetizador. Assim como se busca um ambiente alfabetizador para o ensino da leitura e da escrita, o ideal émontar um ambiente aritmetizador na classe. Como? Deixando à disposição cartazes, quadros, calendários,gráficos, relógios e todo tipo de informação visual que estimule o pensamento numérico, isto é: • que utilize os números em situações do cotidiano; • que exija contagem, comparação de quantidades e resolução de problemas envolvendo as ideias de adicionar, subtrair, distribuir e multiplicar; • que estimule a utilização de estimativa, cálculo mental e procedimentos de contagem. Assim, todos perceberão onde e como o sistema de numeração é utilizado.Quando se ensina NÚMEROS é preciso considerar que: • a criança tem contato com os números desde antes de sua entrada na escola, e traz idéias sobre eles que devem ser sondadas e levadas em conta; • o fato de visualizar nove cachorrinhos desenhados em uma folha, ao mesmo tempo em que é apresentado o numeral 9, não significa que a criança compreenda totalmente o significado do número. O algarismo 9 é uma representação possível deste número, mas conhecê-lo não significa ter compreendido todas as relações aí envolvidas; • relacionar números é fundamental para a compreensão do significado deles (o conceito de número envolve compreender, por exemplo, que qualquer número natural corresponde ao antecessor mais um). Sendo assim, ensinar os números isoladamente, um após o outro, é de pouca valia para o aluno; • levar em conta o sujeito que aprende e investigar seus conhecimentos prévios; • conhecer o conteúdo de ensino em questão (neste caso, saber o que se ensina quando se ensinam números); • conhecer o processo de aprendizagem para o conteúdo específico (número).II- Espaço e forma Neste eixo, exploram-se relações de localização espacial, direção, sentido e as propriedades iniciaisdas formas geométricas. Vivemos inseridos em um contexto social que emite muitas informações. No caso da criança, amaioria dessas informações é gerada e percebida na exploração do espaço ao seu redor. Quando chega à escola, a criança traz muitas noções de espaço, porque suas primeiras experiênciasno mundo são, em grande parte, de caráter espacial. Por isso, estão naturalmente envolvidas em tarefas deexploração do espaço. Enquanto se movem e interagem com objetos, adquirem muitas das noçõesintuitivas que constituirão as bases da sua competência espacial. O conhecimento do seu próprio espaço e a capacidade de interpretá-lo pode servir a um indivíduopara várias finalidades, constituindo-se em uma ferramenta útil ao pensamento, tanto para captarinformações quanto para formular e resolver problemas. Por isso, as atividades de localização edeslocamento são importantes e as crianças devem experimentá-las com o próprio corpo.
  • 3. Assim, a Geometria, como estudo de figuras, formas e de relações espaciais, oferece uma dasmelhores oportunidades para relacionar a Matemática ao desenvolvimento da competência espacial dosalunos.III- Grandezas e medidas Neste eixo, são desenvolvidas as noções iniciais de medição das grandezas: massa, comprimento,capacidade, tempo e valor. O trabalho com grandezas e medidas justifica-se por sua grande importância social e suaaplicabilidade em muitas situações vividas pelos alunos em seu cotidiano. Além do objetivo de desenvolvero conceito de medir propriamente dito, quando os alunos participam ativamente de situações que exigemcomparações, é solicitado a eles contar de forma organizada e analisar o objeto que está sendo medidocom relação às suas propriedades de tamanho e forma, para, finalmente, realizar algum registro de suasdecisões. Basicamente, medir é fazer uma comparação. Essa comparação pode ser direta, a olho nu, ou como auxílio de algum objeto ou instrumento para funcionar como unidade de medida.IV- Tratamento da informação “Estar alfabetizado, neste final de século, supõe saber ler e interpretar dados apresentados demaneira organizada e construir representações, para formular e resolver problemas que impliquem orecolhimento de dados e a análise de informações.” BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. ParâmetrosCurriculares Nacionais: Matemática. Brasília, 1997. A inserção desse eixo é importante, pois se relaciona diretamente com números, com odesenvolvimento da percepção espacial e, também, porque fornece aos alunos elementos para interpretargráficos e tabelas em um mundo no qual são cada vez mais frequentes e úteis na organização de dados einformações. Cada vez que é sugerida uma proposta com leitura e interpretação de gráficos ou tabelas o que sepretende é: • desenvolver e utilizar procedimentos de coleta, organização e análise de dados; • representar dados em forma de gráficos ou tabelas; • resolver e formular problemas com base em dados originários em tabelas e gráficos. JOGOS E RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS O uso de jogos e brincadeiras como estratégias de ensino, é uma ideia defendida desde o séc. XIXpor Fröebel a partir da Educação Infantil, devido à sua importância na exteriorização do pensamento e naconstrução do conhecimento, além de propiciarem oportunidades para os avanços sociais e odesenvolvimento da autonomia. Os jogos exercem papel importante na construção de conceitos matemáticos por se constituíremem desafios aos alunos. Esses desafios favorecem as reelaborações pessoais a partir dos conhecimentosprévios. Para a solução dos problemas, os alunos levantam hipóteses, testam sua validade, modificam seusesquemas de conhecimento e avançam cognitivamente. Nos jogos, os cálculos são carregados designificado porque se referem a situações concretas (marcar mais pontos, controlar a pontuação, formaruma quantia que se tem por objetivo etc). O retorno das hipóteses é imediato, pois se um cálculo ouestratégia não estiver correto, não se atingem os objetivos propostos ou não se cumprem as regras. O jogo deve fazer parte das estratégias de ensino do professor, isto é, deve-se ter umaintencionalidade com essa atividade. Portanto o jogo não deve ser escolhido ao acaso, é preciso haverclareza sobre os objetivos e/ou capacidades previstos para a utilização do mesmo. É importante também
  • 4. que sejam planejadas e realizadas atividades de sistematização dos conteúdos trabalhados com a utilizaçãodos jogos. Durante a realização do jogo, como em qualquer outra atividade, o professor deve estar presente;podendo jogar com os alunos, com uma equipe ou somente observando-os jogar. Essa observação pode sera oportunidade de descobrir com o aluno pensa e organiza o seu pensamento na realização do jogo. Além dos jogos confeccionados, é interessante levar os alunos para fora da sala de aula. A utilizaçãodo pátio da escola favorece aos alunos oportunidade de exploração do espaço e organização da equipe. Ao propor um jogo em equipes é importante sugerir à turma a separação dos alunos como umasituação-problema a ser resolvida. As regras propostas para determinado jogo devem estar registradas por escrito e devem serconstantemente relembradas e cobradas. É importante também que se discuta com a turma sobre afinalidade de cada regra e as consequências do não cumprimento da mesma. Ainda é comum nas escolas o uso de atividades (de livros didáticos ou fotocopiadas), onde sãoapresentados problemas tendo o primeiro deles já resolvido como modelo. Para resolvê-los o aluno apenasmodifica números. Não há desafios nem levantamento de hipóteses e, portanto, não há construção deconhecimentos, apenas reprodução de procedimentos anteriormente apresentados. Isto reforça a idéia deque a resolução de problemas na escola tem se reduzido a um pretexto para o aluno fazer contas. Aconcepção do problema, neste caso, está equivocada, uma vez que a atividade se constitui num exercício enão num problema, pois problema é uma situação, cuja solução não é conhecida, a priori, por aquele que aenfrenta. O uso do livro didático de matemática Quando se elege o livro didático como material de trabalho, o planejamento e a organização dotrabalho são essenciais. Avaliar os conceitos ensinados, ler os enunciados e modificá-los se for necessário,selecionar páginas e atividades, inverter a ordem das atividades ou das unidades, acrescentar ideias,providenciar materiais concretos para enriquecer o trabalho, são posturas que requerem do professor umplanejamento bem organizado não bastando somente escrever no caderno (no quadro de rotina semanal)o número da página do livro ou selecionar a atividade.Referências bibliográficas:STAREPRAVO, Ana Ruth. Jogando com a matemática: números e operações. Aymará Edições e TecnologiaLtda. Curitiba. PR – 2009Orientações gerais para o trabalho do professor. Guia e Recursos Didáticos. Matemática. Pitanguá - 1º ano.PNLD - 2010. Editora ModernaOrientações e subsídios ao professor. Matemática. Buriti – 1º ano. PNLD – 2010. Editora Moderna