Origemdo universo

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Origemdo universo

  1. 1. Primeira Parte
  2. 2. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxa Origem do Universo: Sonho ou Pesadelo? As contestações que serão alinhadas a seguir estão baseadas na experiência estratigráfica queculminou com a História Geológica (capítulo da sexta parte). Para explicar todos os objetos que existem no universo humano, há necessidade de explicitarantecipadamente: 1. A energia a ser usada para fazer o que se pretende. 2. O material a ser usado na sua fabricação. A energia é essencial. Nada se faz sem ela. Geologicamente falando, tudo o que existe sobre aface do globo, absolutamente tudo, é apenas uma face da transformação da energia, tanto a do interior doplaneta (energia da gravidade da Terra) como a exterior, do Sol (insolação). Fazendo uso intenso dos re-cursos matemáticos para explicar o universo, os profissionais da Astrofísica se aprofundam cada vez maisem teorias complicadas, que ficam restritas ao seleto grupo. Os principais argumentos geológicos contraessas teorias são: • Não dar solução aos problemas da humanidade e • Serem extraordinariamente inflacionárias. A história dessas crenças e teorias vem de longe e todas têm a intenção de explicar as questõeschamadas de transcendentais ou básicas: 1. De onde viemos, 2. Para onde iremos depois da morte e 3. O que fazemos na Terra. A invenção e o aperfeiçoamento do telescópio melhoraram muito a nossa capacidade de investi-gação. O fascínio pelas coisas e objetos extraterrestres foi tão grande, que acabou sendo exagerado. Descartando a gênese bíblica por inconsistente, veremos a seguir a gênese segundo os físicos,químicos e matemáticos que é tão sonhadora quanto à dos religiosos, apenas que mais complexa. Basica-mente, é preciso explicar a energia do Sol e das outras estrelas. Modelo Astrofísico Segundo a Astrofísica, o Sol brilha devido à fusão de átomos de hidrogênio, fenômeno que gera-ria átomos cada vez mais pesados, liberando energia no processo. Assim seria no Sol e a idéia foi estendidapara os outros astros do universo, mas não todos. Para a maior parte deles a energia dependeria do tama-nho do astro. Um dos pontos fracos da teoria diz respeito à temperatura existente no início do processo.Qual seria a temperatura do universo? Era frio e esquentou com a fusão dos átomos? Ou já era quentefacilitando com isso as interações atômicas? No primeiro caso, processo a frio, não há possibilidade deinterações atômicas. As interações não se realizam a frio. Se era quente, não haveria necessidade das inte-rações. Alguém de fora já teria providenciado o calor necessário para as interações atômicas e nesse pontoa teoria física se confunde com a teoria bíblica. A solução dada ao caso da energia solar, já foi dada com oSol como ele é hoje: muito quente. A espectroscopia determinou que havia hidrogênio no Sol e o resto, ou 2
  3. 3. Origem do Universoseja, as causas do brilho do Sol foram obtidas em exercícios com papel e lápis para encontrar uma soluçãocompatível. Os problemas que apareciam eram solucionados através de cálculos e mais cálculos feitos porcientistas de cérebros privilegiados. A barreira de Coulomb foi transposta, mas ainda assim sobravam doisproblemas. O primeiro era que as reações não fabricavam nada mais pesado que o hélio e só explicavama energia para astros com o tamanho do Sol. Só mais tarde foi engendrada outra reação química (ciclo docarbono) quando foi conseguida a reação que responderia pela energia das estrelas até 1,5 vezes maiorque o Sol. Continua-se insatisfeito: e as outras estrelas? Será que teremos de arranjar milhões de equa-ções para explicar cada estrela do céu? Ou a natureza é complicada, ou estamos complicando a natureza.Impossível ter explicações e teorias particulares para explicar a temperatura de cada estrela do céu. Paraprovar que as suposições apresentadas eram fatos que aconteciam no Sol, propôs-se uma experiência: acontagem das partículas chamadas de neutrinos, que são emitidas do Sol como subproduto das reaçõespreconizadas. Em operação complicadíssima1 (1983, p. 95) tomaram-se providências para a contagem dosneutrinos, mas os números obtidos foram decepcionantes, e nada ficou provado. Mesmo assim prosse-guem as pesquisas para provar que o funcionamento do Sol é o previsto pelo Dr. Bethe 2 (1990, p.204). Nareação próton-próton, a principal dificuldade ficaria por conta da Barreira de Coulomb, segundo a qual,cargas de mesmo sinal se repelem. Era preciso fazer com que isso não acontecesse. O obstáculo entãofoi afastado com o auxílio da física quântica (tunelamento quântico) 2 (1990, p. 203) após o trabalho deGeorge Gamow. Robert Atkinson e Fritz Houtermans combinaram as descobertas de Gamow com a leida distribuição das velocidades de Maxwell-Boltzmann mostrando, no papel, a possibilidade de haver apenetração de um próton por outro, vencendo assim a barreira de Coulomb. O ciclo do carbono-azoto, quetambém é problemático, seria a reação responsável pela energia das estrelas mais quentes (1,5 vez o Sol).As estrelas maiores do que este número, a enorme maioria, fica sem explicação. Neste ponto há que sefazer uma observação importante sobre a desvantagem desse tipo de estudo. É impossível explicar o brilhode cada estrela por uma teoria particular. Se existissem apenas dez estrelas, daria um bom trabalho, masseria possível explicar as causas do brilho de cada uma. Ora, as estrelas são incontáveis. Como explicar asreações químicas para cada estrela? Qual seriam as explicações para o brilho das estrelas 2, 3 ou 10 vezesmaiores que o Sol? Entretanto, a reação (próton-próton), complicada que é, não fabrica nada mais pesado que o hélio.A outra fábrica de energia, que é o ciclo do carbono, envolve além do carbono, o oxigênio e o nitrogê-nio, apenas como catalisadores, mas também não deixa ao final, qualquer coisa mais pesada que o héliocomo resultado do processo. Dessa maneira, não serve como fator genético das coisas que conhecemos.O próprio Dr Gamow 3 (1904-1968) pensou no Big Bang (nome colocado por ele), mas notou logo asdificuldades. Big Bang é referência à grande explosão havida em um átomo, que os astrofísicos chamamo átomo primordial. Esse átomo, vez em quando, é promovido a um ovo, o “ovo cósmico”. Esse ponto dagrande explosão marca o início da contagem do tempo e teria tido toda a energia necessária para criar oselementos que formam as coisas da natureza. A idéia do átomo primordial não era boa por várias razões:seja um ovo ou um ponto, não explodem gratuitamente. Haveria necessidade de comprimir toda a matériaque forma o universo, para reduzi-la ao ponto ou ao ovo. Para o geólogo, que estuda o planeta Terra a hi-pótese é completamente absurda e não dá para levá-la a sério. A não ser que haja uma resposta satisfatóriapara algumas perguntas que surgem para a questão, a hipótese do Big Bang terá de ser abandonada comoinverossímil. As perguntas são: 1. O ponto (ou o ovo) referido pelos astrofísicos deveria conter alguma coisa para ser comprimidoe existia antes do Big Bang? 2. Quem comprimiu o material? 3. Que força comprimiu o material do ovo? 3
  4. 4. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxa 4. Quando foi comprimido? 5. Finalmente, quem fez a contagem regressiva para a explosão? Não havia explicação para a formação do hidrogênio. O hélio teria se formado na ocasião do BigBang, e continua a se formar hoje, mas por processo diferente (fusão do hidrogênio). Outra condição necessária seria um aumento de temperatura para que os elementos mais pesadostambém pudessem ser formados. Segundo as leis da termodinâmica, a temperatura mais alta deve teracontecido durante a maior compressão e, a partir daí, a temperatura baixou. Os elementos pesados nãopoderiam ser formados àquelas temperaturas. O problema ainda não foi solucionado, mas os matemáticos continuam na sua busca. Os que admitiram o Big Bang passaram a ter problemas para explicar o aparecimento dos elemen-tos pesados. Estes não se formaram naquela ocasião, como visto acima, por problemas de energia. Aindamais, a idéia do próprio Big Bang não era pacífica. Alguns cientistas se opunham a ela até como fenômenoreal. Segundo eles, o fenômeno jamais teria existido. O universo sempre fora grande, velho e imutável.O principal dos oponentes do Big Bang chamava-se Fred Hoyle4 (1915-2001), astrônomo e matemáticoinglês. Ele não acreditava no Big Bang inicial, porque, segundo ele, isto criava uma barreira temporalpara a ciência e os cientistas. Desse ponto para trás, eles não poderiam mais fazer seus cálculos. Porisso, ele e mais dois colegas, Thomas Gold e Hermann Bondi, criaram outra teoria chamada de “modeloestacionário”, na qual, admitia-se a expansão do universo e, para compensar a expansão e manter a den-sidade média da matéria, havia de admitir-se o hidrogênio materializando-se constantemente no espaçovazio. Este hidrogênio então, se condensaria em novas galáxias. Para vender a sua idéia, Hoyle mostrouque havia um erro grave cometido por Hubble e Humasson no cálculo da idade do universo. Segundo oscálculos de Hubble 5 (1889-1953) o universo tinha dois bilhões de anos, enquanto o Sol e a Terra já ha-viam sido datados com pelo menos quatro bilhões, pois assim o requeriam os estudos de Darwin em suateoria evolucionista, secundados por paleontólogos tradicionais. O universo não poderia ser mais jovemque a Terra, ou ao contrário, a Terra não poderia ser mais velha que o universo que a continha. Evidenteque o erro foi logo corrigido, e o modelo estacionário voltou de novo a um segundo plano. Entretanto, ateoria de Hoyle não foi inteiramente perdida. Como o cientista britânico não acreditava no Big Bang eleteve de criar uma teoria para gerar os elementos pesados. Ele demonstrou, segundo teoria complicada,que a gênese dos elementos pesados se fazia nas estrelas. Escreveria ele “...A síntese dos elementos estáestreitamente ligada ao problema da evolução estelar” 2 (1990, p. 215). Baseado na Curva de AbundânciaCósmica, onde foram plotados os pesos de 1200 átomos, (incluindo os seus isótopos), contra a abundânciadesses mesmos átomos no universo, Hoyle pôde determinar a origem dos elementos pesados. Uma desuas ferramentas para obter a curva foi o estudo das rochas da Terra, dos meteoritos vindos do espaço, dosespectros do Sol e das estrelas. O estudo perde a seriedade quando se diz baseado no “estudo das rochasda Terra”.Tal estudo não existe. A curva de abundância dos elementos atualmente existentes no cosmo 2(1990, p. 216) resulta da plotagem do peso dos vários átomos incluindo os respectivos isótopos (cerca de1200 espécies de núcleos) contra a abundância relativa no universo dos mesmos átomos. Ora, como contaro número de átomos no universo? Só o número de galáxias no universo é contado em números idealísticosde bilhões de galáxias (400 bilhões de galáxias!!). Só na Via Láctea são (Quem as teria contado?) mais de135 bilhões de estrelas! Como contar os nossos elementos conhecidos para determinar-lhes a abundância?Para um geólogo, tais cálculos são apenas uma aventura, sem seriedade. Observar então que pelo menosdois dos dados usados por Hoyle para construir o seu diagrama são falsos. Os resultados dos seus cálcu-los estão fatalmente errados. Astrofísicos podem levar tal suposição a sério. Um estratígrafo, não.Depoisdessa contagem, foi construída uma curva feita de picos e vales, onde são mostradas as abundâncias dosvários tipos de átomos existentes no universo. O hidrogênio e o hélio aparecem como os mais abundantes, 4
  5. 5. Origem do Universoe o processo de formação dos outros elementos se dá pela fusão: o hidrogênio funde e dá origem ao hélioe a estrela se modifica pela diminuição da sua energia com o desaparecimento de parte do seu combustívelnuclear. Em seguida fundem-se os átomos de hélio para formar carbono, oxigênio e neônio. Diminui maisainda o combustível da estrela. Depois se fundem os núcleos de hélio e neônio para formar magnésio,sílica, enxofre e cálcio. Diz o autor da teoria, que a estrela está evoluindo, e que nesse ponto da evoluçãoela se dispõe como uma cebola, em camadas, onde o núcleo central formado de ferro gasoso é cercado porcamadas de sílica, oxigênio, neônio, carbono, hélio e na camada mais exterior o restante hidrogênio. Semmaiores explicações, diz a teoria que o núcleo de ferro começa a crescer, como um câncer, estancandoas reações nucleares, desequilibrando a estrela, cristalizando o núcleo, virando uma estrela de nêutrons,pequenina e de alta densidade. Esse núcleo então explode e gera energia suficiente para sintetizar todos osátomos mais pesados que o ferro. Diz ainda a teoria que, quando o núcleo de ferro entra em colapso, há umextraordinário estampido, cuja onda sonora sobe pelo gás que irrompe, encontra-se com ondas de gás quevem entrando e dá como resultado a mais forte explosão que se possa conceber. É neste exato momentoque aparecem o ouro, a prata, o mercúrio e o chumbo, o ferro, iodo e cobre que são forjados nessa zona decolisão. Aí são lançadas no espaço, ficando a flutuar, posteriormente juntando-se à nuvem interestelar que,finalmente vai se condensar em outros astros, carregando-os dos metais de que são formados. Se o modeloestacionário não pegou, a teoria para formação dos metais pesados foi bem recebida. No momento as duasteorias estão casadas. O Big Bang para explicar o início da expansão e o tempo zero, e a teoria do estadoestacionário para explicar o aparecimento dos elementos pesados da tabela periódica. Tanto o modelo es-tacionário como o pulsante (modelo do Big Bang: oscila entre o Big Bang e o Big Crunch, em períodos de80 bilhões de anos!) são frágeis pela análise estratigráfica. Na primeira, sem qualquer evidência, há que seadmitir o hidrogênio aparecendo fantasmagoricamente em pleno espaço para formar o mundo. No segun-do, também sem nenhuma evidência, há um “ovo” ou “ponto primordial” onde, inicialmente, fica compri-mida toda a matéria do universo sem explicação sobre como acontece este milagre, quem faz e como sefaz a contração, quem fez a contagem regressiva para que houvesse a explosão e outros questionamentos.Acreditar nessas teorias, somente pela fé, como fazem os religiosos. Não existem quaisquer evidências oufatos a sustentá-las, exceto as fórmulas matemáticas no papel dos diversos autores. Modelo Geológico O modelo geológico é mais simples e os fatos que o sustentam, ou seja, as suas evidências sãoencontradas aqui, em toda a superfície do planeta. Qualquer pessoa, independente da sua profissão podeobservá-las. A conclusão do estudo geológico é simples: • A gênese de todas as coisas é a gravidade, uma propriedade dos corpos. Todos buscam essa gênese. Uns trabalhando com fórmulas matemáticas, outros com supercoliso-res, telescópios espaciais e antenas gigantescas. Os estratígrafos constroem mapas das rochas na superfícieda Terra, o único método de estudo do planeta e, por via de conseqüência do universo. A dedução é maisfácil: se a massa do astro ultrapassa determinado nível ela se transforma em energia. Quando tal nível deenergia diminui, ficando aquém daquele limite, a energia se transforma em matéria, quando aparecem, soba regência das forças menores da natureza, os átomos, seguindo-se os compostos que depois se transfor-mam em rochas.Em qualquer das teorias astrofísicas, como vimos, o elemento gerador de todas as coisasinclusive os animais e vegetais é o hidrogênio. Como não é possível manter o hidrogênio nos astros paratodo o sempre, é natural que um dia ele se acabe. Acabando seu combustível, explica Asimov6 (1920-1992), a estrela perde o brilho, expande-se e torna-se uma gigante vermelha, depois se transforma em uma 5
  6. 6. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxaanã branca, depois em anã negra desaparecendo em seguida na ‘forma” de um buraco negro. Estamos mostrando, a vôo de pássaro, como são complicadas todas as teorias sobre a origem douniverso, muitas passando para o terreno do esoterismo. Tudo porque se pensa que há um combustívelatômico para as estrelas, uma hipótese desnecessária sob o ponto de vista geológico. Mas essa desneces-sidade tem duas razões. A primeira é: aqui na Terra sabemos que para queimar é preciso algo que sejacombustível e que não seja mineral. A segunda está na classificação das forças da natureza, de formaincorreta, assunto que discutiremos mais adiante. Acontece como em muitas outras hipóteses científicas,que a fusão termonuclear no interior das estrelas é assunto no mínimo especulativo. Estamos tentandoadivinhar através de cálculos matemáticos, em fórmulas constantemente renormalizadas, os mistérios danatureza. O objeto mais poderoso em questões de energia que o homem construiu foi a bomba atômica.Pretensiosamente transportou para o Sol aquilo que conseguira nos laboratórios da Terra. Providenciouas fórmulas químicas para explicar o Sol, sem que haja nisso qualquer possibilidade de comparação. Osfenômenos ficam complicados e sem explicação. São possibilidades remotas e que devem ser substituídaspor outras mais engenhosas, mais fáceis de serem comprovadas e especialmente mais econômicas. Nãohá necessidade de hipóteses faustosas e suntuosas para compreender a Terra e o Sol, como de resto asestrelas, seu brilho e sua luminosidade. A teoria geológica diz que a origem de todas as coisas, inclusive ohidrogênio, está na gravidade, uma função da massa dos corpos. Nas estrelas, como no Sol, não existemnem mesmo os elementos que conhecemos. Na Terra eles aparecem porque o nível de energia permite queisso aconteça, como frutos das CNTP na sua superfície. Premissa básica: a Terra, materialmente falando,é um corpo celeste como outro qualquer dos que podemos ver no firmamento. A diferença é que andamosna sua superfície. Nós a habitamos. Se assim é, estudando a Terra podemos generalizar as conclusões aquifeitas, para todos os outros corpos celestes. Diferenças Entre os Dois Modelos Ao leitor vale observar a diferença entre os estudos geológicos e os astrofísicos. Os Astrofísicos, seguindo tradições, com auxílio da matemática, buscam suas respostas no firma-mento inatingível. Os Geólogos buscam suas respostas no planeta Terra, extrapolando tais respostas para os outrosastros. Essa diferença de atitude é fundamental. As características do globo terrestre dependem da sua massa, que lhe dão as qualidades que po-demos observar nele, incluindo a nossa presença em sua superfície. Assim, se estudarmos corretamentea Terra, certamente a compreenderemos melhor e não somente ela, mas todos os astros do céu. Temposatrás o conhecimento do planeta era precário e daí a necessidade de reestudo baseado em novas premissas.Não pode haver leis naturais específicas para explicar a Terra, outra para explicar o Sol e outras aindapara explicar cada uma das estrelas. A teoria tem de ser unificada! Por não ser baseado no estudo da Terracomo planeta, as investigações cosmológicas se tornaram complexas, especialmente quando as observa-ções passaram a serem lavradas em números, fórmulas, constantes, etc, ameaçando piorar, enquanto nãofor adotada uma nova atitude. O estudo da Terra é para Geólogos, profissionais que sabem fazer mapasestratigráficos! Não para físicos e matemáticos. Mais clareza: o estudo da Terra é feito através de mapasgeológicos históricos/estratigráficos, e somente Geólogos têm essa competência. Sem dúvida o conhecimento do universo está cada dia mais complicado porque há erros de racio-cínio na condução do problema. Os principais são os seguintes: • Misturar escalas de estudo dos diversos fenômenos. 6
  7. 7. Origem do Universo • O estudo do universo e da natureza é filosófico e absolutamente independente de princípios matemáticos! • Desconhecimento do conceito geológico de Tempo. Isso define o que chamamos de Relação entre as Ciências. Vejamos a história: A primeira su-gestão sobre o uso da matemática para resolver problemas da humanidade vem de Pitágoras de Samosque viveu entre 580-500 a.C. Foi o fundador do Pitagoreanismo, filosofia que proclamava que todas ascoisas do mundo podiam ser resolvidas através de números. Foi Pitágoras que inaugurou a aplicação daMatemática aos fenômenos físicos, ao perceber que as notas emitidas por uma corda esticada dependiamde uma razão exata do comprimento da corda. Essa mesma idéia, apenas que estendida para os fenômenosgeológicos, seria esposada por Galileu em 1623, como o terceiro princípio de como investigar a natureza:”O correto conhecimento da natureza exige que se descubra a sua regularidade matemática”.7 (1978, p.119). Observar que Galileu trabalhava em laboratórios com aparelhos construídos por ele mesmo, dentroda escala humana. Para entender o globo terrestre só através de mapas e para isso não há nenhuma contri-buição matemática. Esta é a razão e a evidência que a Geologia é a ciência máxima. A matemática é umaciência da escala humana e é imprescindível para resolver problemas da física, da química, da arquitetura,da economia, etc. Observe-se o quadro para entender o conceito. ORGANIZAÇÃO DAS CIÊNCIAS Uso Atual Nova Proposta Química, Física, Engenharia, Arquitetura, Química, Física, Engenharia, Geologia, Medicina, etc. Arquitetura, Medicina, etc. Matemática Matemática Geologia Para formar uma idéia a respeito da nossa origem, fora das mirabolantes teorias sobre o problemafísico/químico das reações e da formação dos elementos que compõem a matéria, temos ainda o fatortempo a piorar as coisas. Vimos que, segundo Hoyle, autor do modelo estacionário, o universo era velho,grande, e não teria havido o Big Bang. A teoria foi lançada em virtude de um erro cometido por Hubblesobre o início do tempo ou o “H zero” ou ainda, o início da expansão do universo. Corrigido o erro, ajus-tadas as idades da Terra e do Sol, o universo teria ficado com 15 bilhões de anos. O Sol teria 10 bilhões e aTerra ficou com 4,5 bilhões de anos. De lá para cá, a citação desses números ficou completamente desmo-ralizada. Qualquer repórter ou cientista pode datar qualquer coisa e dar-lhe a quantidade de anos que bemlhe aprouver, que a coisa fica datada, sem contestações. Os próprios laboratórios das datações concorrempara a citada desmoralização. A característica comum de todas as datações é que elas são calculadas efornecidas em número de anos, referência humana utilizada corretamente para eventos ocorridos na Terra. Enquanto se fazem previsões sobre os milhões de anos do Sol, gastando milhões em dinheiro,a falta de trabalho, a pobreza, a fome, as doenças conhecidas e desconhecidas continuarão dizimando ahumanidade, todos os dias. A datação geológica é precisa, perfeita e não envolve número de anos. Comose deu o início do universo e como alguém conseguiu comprimir toda a matéria do mundo em um pontopara depois explodir em um terrível Big Bang ou ainda, como o Sol vai inchar na fase de gigante vermelha,ou a mudança da humanidade para outro planeta melhor que a Terra, ou se Sirius A vai ou não se tornaruma anã branca dentro dos próximos cinco bilhões de anos; ou se o espaço é curvo e se há tempo negati-vo8 (1983,p.33), não tem a mínima importância para nós. Geologicamente, são teorias que passam para oterreno de desrespeito às coisas sérias, como a nossa própria inteligência. O que tem importância é o quecomeremos amanhã e se vamos ou não continuar no emprego que temos hoje, como evitar seqüestros, 7
  8. 8. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxaviolência e corrupção, e isto não está ligado ao estudo das singularidades, eventos e a natureza dos com-bustíveis estelares. Toda a teoria dos buracos negros, singularidades e outras coisas mais, que se passam aolongo de milhões e bilhões de anos são idéias extravagantes, sem qualquer benefício para a humanidade.Indica apenas determinado grau de alienação sobre a importância de problemas sociais. Nossa sugestãoé descartá-las e admitir algo mais prático e econômico. A discussão correta é: a Ciência tem ou não a vercom a sociedade? O conhecimento tem ou não que ser posto a serviço do homem? O que interessa mais:a verdadeira idade do Sol ou descobrir novos reservatórios de petróleo e garantir trabalho para o homem eenergia para nossas máquinas? As perguntas têm importância, pois há necessidade de gastar dinheiro emqualquer dos ramos de pesquisa e há necessidade urgente de energia para os habitantes da Terra. São duas teorias sobre a gênese das coisas, e só uma está correta. Nossa revisão atinge os conceitos físicos/astronômicos em voga dentro da Ciência, e sugere queestes devem ser mudados para melhorar a compreensão de fatos da natureza que tenham reflexos na eco-nomia. Os fatos são os mesmos. As interpretações são diferentes. Os fatos centrais são: o Sol é muito quente, brilha e emite luz. A Terra é um dos planetas do siste-ma solar que recebe a energia radiante dele em forma de luz. Os fatos objetivos que governam a dependên-cia Terra/Sol levaram que aqui se desenvolvessem animais e vegetais, seres portadores de energia capazesde movimentos e reprodução. Entre os animais distingue-se a humanidade com diferenças sociais muitoaguçadas, as quais devem ser minimizadas. Que atitudes tomar para alcançar este objetivo? A resposta é:conhecer detalhadamente o ambiente em que vivemos. Para conseguir isto precisamos conhecer os detalhes do ambiente e isso só se faz construindomapas estratigráficos dos continentes. Esse tipo de trabalho modifica conceitos antigos, substituindo-ospor novos. Finalmente, qualquer programa que diga respeito ao comportamento do Sol em longo prazoé desnecessário segundo um raciocínio simples: se ele apagasse amanhã, nós não poderíamos evitar edesapareceríamos com ele, pois somos dele dependentes diretos. Se ele durar mais cinco bilhões de anos,também nada podemos fazer para interferir no problema. 8

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