Avaliação

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Avaliação

  1. 1. PRINCIPAL DESAFIO DA AVALIAÇÃO É PROMOVEREQUIDADE E INCENTIVAR BONS EDUCADORESO próximo passo da avaliação educacional no Brasil é ajudar a alcançar a equidade no aprendizado dosalunos, para que todos tenham desempenho satisfatório. É preciso também saber mais sobre os bonseducadores – quem são eles, como reconhecê-los e estimulá-los. Essa é a opinião dos especialistasconsultados pelo Todos Pela Educação."Não adianta ter poucos bons alunos e muitos maus. Temos que olhar não só para as escolas com melhoresresultados, mas também para aquelas com equidade no aproveitamento”, diz Fátima Alves, professora daPontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).Em outras palavras, isso significa reduzir a defasagem entre os estudantes com melhor e pior desempenho,ao invés de incentivar somente aqueles com potencial para elevar a posição da escola no ranking da ProvaBrasil ou do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "Os resultados devem ser utilizados para melhoriasinternas, e não apenas para atender as exigências do poder público”, argumenta.Na análise dos pesquisadores, o papel de professores e de gestores é fundamental. A avaliação tem de darconta de identificar aqueles que fazem diferença e, com isso, encorajar educadores desmotivados. "É precisocombater os cenários tão frequentes de paralisia e inércia”, diz Lina Kátia Mesquita, professora daUniversidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e presidente da Associação Brasileira de Avaliação Educacional(Abave).O que mudou desde 1990Até 1990, as informações sobre desempenho dos estudantes e outros atores da Educação não eram obtidasde forma sistemática no Brasil. Isso mudou com a criação do Sistema Nacional de Avaliação da EducaçãoBásica (Saeb), realizado a cada dois anos por meio de teste de desempenho dos alunos e questionários aosgestores e professores.Com ele, identificaram-se numericamente os problemas do ensino no Brasil. "Porém, dado o seu caráteramostral, ele não apreendia toda a diversidade educacional do País”, escrevem os professores daUniversidade de São Paulo (USP) Reynado Fernandes e Amaury Gremaud no artigo "Qualidade da Educação:avaliação, indicadores e metas”.Este primeiro momento da avaliação caracterizou-se pela "quebra da resistência da sociedade”, explicaFátima Alves. Surgiram grupos de pesquisa no governo e nas universidades para analisar os dados epercebeu-se, por exemplo, a importância de uma gestão escolar eficiente.Em 2005, a Prova Brasil instituiu a avaliação censitária para o último ano de cada ciclo do EnsinoFundamental, mas somente nas escolas públicas e urbanas. Em 2007, ela se fundiu ao Saeb e o exame foiampliado para parte dos municípios pouco populosos e escolas rurais. "Como a Prova Brasil não erarealizada em 100% da rede, havia um risco de superestimação nos resultados”, aponta Fátima. Além disso, aavaliação se limitava a apontar os resultados, sem atrelar a eles prêmios, sanções e assistência, afirmamFernandes e Gremaud.Ainda restava, contudo, uma lacuna grande no sistema de avaliação: o Ensino Médio. Por isso, em 1998, foicriado o Enem. A prova, de participação voluntária, ganhou vigor a partir de 2005, quando começou ainterferir na nota de alguns vestibulares e até substituí-los. Também foi aplicada para a seleção do ProgramaUniversidade para Todos (ProUni), que oferece bolsa de estudos a estudantes com problemas financeiros.Naquele ano, o Enem passou a ser utilizado como ferramenta de diagnóstico do ensino público, comresultados por Estado, sistema de ensino e escola.
  2. 2. O IdebO momento atual da avaliação educacional brasileira começou com a criação do Índice de Desenvolvimentoda Educação Básica (Ideb), em 2007. A principal novidade instituída é levar em conta o fluxo escolar – se oaluno está na série correta e com o aprendizado necessário à sua idade, o que ainda é um dos problemasmais sérios da Educação brasileira."Existem grandes contingentes de crianças e adolescentes que, às custas das dificuldades da aprendizagem edo pouco incentivo para os estudos, terminam por desistir da escola, seja pelo abandono da sala de aula,seja entregando-se às reprovações e às turmas dos excluídos”, diz Lina Mesquita."Também é necessário entender melhor a escala de proficiência aprendizado e usar os resultados paraaprimorar a aprendizagem. Entender, por exemplo, quais conteúdos os alunos não entendem e por quê”, dizFátima.Avaliação educacional é pouco abrangentePara os críticos da avaliação, as provas de desempenho deixam de fora aspectos da aprendizagem que nãodizem respeito à transmissão de conhecimento. "A Educação vai muito além dos conteúdos exigidos poresses testes. Além disso, não tem como entender as necessidades de cada aluno com uma prova única”,opina Vitor Paro, professor da Faculdade de Educação da USP.Ele explica que a avaliação deveria ser feita no dia a dia, com supervisão das escolas. "Não existe um testenacional para todos os fabricantes de automóveis – cada um é capaz de se autoavaliar. Por que fazer isso naEducação?”, questiona.Fátima Alves concorda com o fato de que a avaliação tem lacunas atualmente. No entanto, a pesquisadoraacredita que, no Brasil, a aprendizagem de conteúdos básicos ainda é um desafio e, nisso, as provas podemajudar. Fernandes e Gremaud argumentam que os resultados podem servir de incentivo aos professores –não para culpá-los pelo mau desempenho dos estudantes."A divulgação de resultados fornece parâmetros ao público interno (no caso das escolas, professores ediretor) e pode desfazer certas percepções que a escola ou a rede de ensino têm de si mesmas. Na falta deresultados comparáveis, pode-se acreditar estar fazendo um bom trabalho, quando de fato não se está”,dizem os autores.Existem, de fato, riscos como o de fraudes, por exemplo, quando professores respondem às questões pelosalunos. Também é possível que as escolas e redes de ensino façam treinos específicos para melhorar odesempenho na prova, que se tornaria o objetivo final da Educação em vez de um instrumento de avaliação.Mais um problema é a escola decidir excluir os estudantes com baixo aproveitamento. Evitar essesobstáculos depende de contínuo acompanhamento dos órgãos públicos, apontam Fernandes e Gremaud.http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/20187/principal-desafio-da-avaliacao-e-promover-equidade-e-incentivar-bons-educadores/
  3. 3. O BOM PROFESSOR NÃO DEIXA NENHUMALUNO PARA TRÁS"O bom professor não deixa nenhum aluno pra trás, pois todos têm o direito de aprender", afirma o spot doprojeto "No Ar: Todos Pela Educação" de novembro, lançado nesta terça-feira (8). Você concorda com amensagem? A ideia é que alunos diferentes têm necessidades distintas: alguns precisam de reforço, outrosde desafio.Baixe aqui o kit do "No Ar: Todos Pela Educação" http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/projeto-radiosA valorização do professor é o tema dos materiais deste mês. Isso porque nunca é demais falar que o bomprofessor é fundamental para um País que está crescendo, ampliando as oportunidades para todos oscidadãos. "Nenhum país cresce sem Educação de qualidade!", aponta um trecho da mensagem aosradialistas. O kit deste mês faz parte da campanha "Um bom professor, um bom começo”, lançada em abrildeste ano. http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/pecas-de-comunicacao/videos/509/um-bom-professor-um-bom-comeco/O que é o "No Ar: Todos Pela Educação"Mensalmente, radialistas de todo o País recebem um kit com informações, depoimentos de artistas eatletas, músicas e spots com dicas sobre como a população pode fazer a sua parte pela melhoria daEducação. O objetivo é que a Educação entre em pauta nas rádios e que a sociedade se mobilize por umensino melhor.O projeto é uma iniciativa do movimento Todos Pela Educação com o apoio do Grupo ABC e da produtoraAmics Áudio. "No Ar: Todos Pela Educação" também tem o apoio da Associação Brasileira de Rádio eTelevisão (Abert), das Associações Estaduais de Rádio e Televisão, do Grupo de Profissionais do Rádio (GPR)e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/20081/o-bom-professor-nao-deixa-nenhum-aluno-para-tras/

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