1 educação ambiental

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1 educação ambiental

  1. 1. Educação Ambiental Conceito e Evolução
  2. 2. Em 1972, a Declaração do Ambiente,produzida na sequência Conferência dasNações Unidas sobre Ambiente Humano(Estocolmo, Junho de 1972) e reflectindoa preocupação da satisfação dasnecessidades das gerações do presente edo futuro, formulou no Princípio 19,aquilo que viria a constituir a baseestratégica de intervençãoinstitucional no domínio do ambiente- a Educação Ambiental
  3. 3. É essencial ministrar o ensino, em matéria de ambiente, à juventude assim como aos adultos (...) com o fim de criar as bases que permitam esclarecer a opinião pública e dar aos indivíduos, às empresas e às colectividades um sentido das suas responsabilidades no que respeita à protecção melhoria do ambiente em toda a sua dimensão humana.Princípio 19
  4. 4. Do Colóquio sobre EducaçãoRelativa ao Ambiente, realizadoem Belgrado, em 1975, resultou aCarta de Belgrado. Nestedocumento são pela primeira vezdefinidos os grandes objectivose princípios norteadores daEducação Ambiental, bem comoo conceito básico que ainda hojese utiliza.
  5. 5. Formar uma população mundial consciente e preocupada com o ambiente e com os seus problemas, uma população que tenha os conhecimentos, as competências, o estado de espírito, as motivações e o sentido de compromisso que lhe permitam trabalhar individual e colectivamente na resolução das dificuldades actuais e impedir que elas se apresentem de novo.Carta de Belgrado
  6. 6. O conceito de Educação Ambiental temexperimentado uma assinalável evolução.Inicialmente, assume um carácter naturalista, oqual integra a defesa do regresso ao passado e arecusa do desenvolvimento e do progresso.Actualmente, assume um carácter tendencialmenterealista, o qual assenta na existência de umequilíbrio entre o meio natural e o homem,com vista à construção de um futuro pensadoe vivido numa lógica de desenvolvimento eprogresso. Neste contexto, a Educação Ambiental é aceite,cada vez mais, como sinónimo de educação para odesenvolvimento sustentável ou de educação para asustentabilidade.
  7. 7. A necessidade de uma educação que tenhacomo finalidade a formação de cidadãosambientalmente cultos, intervenientes epreocupados com a defesa e melhoria daqualidade do ambiente natural e humano reúneum largo consenso, tanto a nível internacional,como no nosso país.Neste sentido, a Educação Ambiental deveráconstituir uma preocupação de carácter geral epermanente na implementação do processo deeducação, pressupondo uma clara definição deintenções educativas e uma "ambientalização"dos conteúdos, estratégias e actividades deensino-aprendizagem.
  8. 8. Desenvolver, progressivamente,uma consciência ambientalglobal básica que evolua nosentido do desenvolvimento deconsciências ambientais maisespecíficas e especializadasconstitui o desafio presente daEducação Ambiental e agarantia da nossa própriasobrevivência.
  9. 9. Educação Ambiental estudo das relações entre o Homem e a Natureza, procurando demonstrar a existência da sua forte interligação - “a sobrevivência das pessoas depende da saúde da natureza e a sobrevivência depende da saúde das pessoas” (Opie, 1994)Conceito
  10. 10. Definida na Conferência deTibilisi como: Uma dimensão dada à prática da educação, orientada para a resolução dos problemas concretos do meio ambiente através de enfoques interdisciplinares e de uma participação activa e responsável de cada indivíduo na colectividade.
  11. 11. Formação de recursos humanos para assim, actuarem como agentes do desenvolvimento sustentável, especialmente: reorientação da Educação Escolar Básica como uma das condições essenciais ao desenvolvimento socioeconómico e à conservação do ambiente ampliação da consciência politica das comunidades para criarem responsabilidade pessoal e colectiva e participarem na solução dos problemas ambientais
  12. 12.  Processo continuo Falta de reciclagem Falta de qualificação Falta de formação Desconhecimento dos problemas ambientais locaisProblemática da EducaçãoAmbiental
  13. 13.  Desconhecimento do Conceito de Desenvolvimento Sustentável; Desconhecimento de Tratados; Acções interdisciplinares isoladas e raras; Ausência de participação activa social na decisão local e regional; Crença de que os problemas ambientais devem ser solucionados pelas autoridades; Desconhecimento da Educação Ambiental como estratégia para a solução dos problemas ambientais locaisProblemática da EducaçãoAmbiental
  14. 14. Objectivos: • Ampliação da sensibilização; • Ampliação do conhecimento; • Ampliação da percepção; • Formação de valores e atitudes; • Aquisição de habilidades; • Adopção de novos padrões de comportamento e estilos de vida.Formação de educadoresambientais
  15. 15. EVOLUÇÃO1801 - 1ª chamada de atenção para aexploração desenfreada dos recursosnaturais através da publicação “Man andnature or Physical Geography as Modifiedby human action2 - George Marsh1872 - Criação do 1º parque nacional– Yellwstone National Park nos EUA
  16. 16. Anos 60Despertar da Educação Ambiental devido aosdanos causados pelo rápido crescimento económicoque se seguiu à segunda guerra mundial.1968 – Clube de Roma, 30 especialistas devários países reuniram-se para estudos e análiseda situação dos Recursos naturais do Planeta.Necessidade urgente de:- conservar os recursos naturais;- Controlar o crescimento da população,- Mudar radicalmente a mentalidade do consumo eprocriação
  17. 17. 1970 - Conferência de Nevada onde sedefiniuEducação Ambiental como:“um processo de reconhecimento de valores ede clarificação de conceitos com vista aapreciar as inter-relações entre o Homem, asua cultura e o seu envolvimento biofísico. AEducação Ambiental implica também anecessidade de praticar a tomada de decisõestendo em vista a formulação de um código decomportamentos rígidos para a qualidade epara o ambiente”.
  18. 18. 1972 - Estocolomo – 1ª Conferência Mundial doMeio Ambiente Humano organizada pela ONU1975 – BelgradoEspecialistas em educação, biologia, geografia, etc.Objectivos da Educação AmbientalCarta de BelgradoFazer com que cada cidadão esteja consciente doambiente global e seus problemas e que tenha oconhecimento, a motivação, o envolvimento e ascompetências necessárias para trabalhar, individual ecolectivamente, nas soluções para a resolução dosproblemas actuais e prevenção de futuros problemas.
  19. 19. 1977 – I Conferência Intergovernamentalsobre EA,Tbilisi, Georgia (exURSS) – UNESCO.Foram criadas quarenta e uma recomendaçõessobre trabalhos de EA. São sete os pontos quetraduzem o “espírito da conferência”:1. Processo dinâmico integrativo: a EAdefinida(...) como “um processo permanente no qual osindivíduos e a comunidade tomam consciência doseu meio ambiente e adquirem conhecimentos,valores, experiências e a determinação que ostorna aptos a agir individualmente e colectivamente– e a resolver problemas ambientais
  20. 20. 2. Transformadora: A EA possibilita a aquisição deconhecimentos e habilidades capazes deinduzir mudanças de atitudes. Objectiva aconstrução de uma nova visão das relaçõesdo Homem com o seu meio e a adopção denovas posturas individuais e colectivas emrelação ao ambiente. A consolidação denovos valores, conhecimentos,competências,habilidades e atitudesreflectir-se-á numa nova ordemambientalmente sustentável.
  21. 21. 3. Participativa: a EA actua na sensibilização econsciencialização do cidadão, estimulando aparticipação individual nos processos colectivos.4. Abrangente: a importância da EA extrapolaas actividades internas da escola tradicional; deveser oferecida continuamente em todas as fases doensino formal, envolvendo ainda a família e acolectividade.A eficácia virá na medida em que a sua abrangênciavai atingindo a totalidade dos grupos sociais
  22. 22. 5. Globalizante: a EA deve considerar oambiente eos seus múltiplos aspectos e actuar com visãoampla de alcance local, regional e global.6. Permanente: a EA tem um carácterpermanente.Desperta a consciência e ganha-se um aliado para amelhoria das condições de vida do planeta.7. Contextualizante: a EA deve actuardirectamente na realidade da comunidade, semperder de vista a sua dimensão planetária.
  23. 23. Princípios recomendados na Conferência deTbilisi - 1977:• Considerar o meio ambiente na sua totalidade:nos seus aspectos naturais, tecnológicos, sociais,económicos, políticos, históricos, culturais, morais,éticos e estéticos.• Construir um processo permanente e contínuo.• Aplicar um enfoque interdisciplinar.• Examinar as principais questões ambientais doponto de vista local, regional, nacional einternacional.
  24. 24. • Concentrar-se nas questões ambientais actuais.• Insistir no valor e na necessidade de cooperaçãolocal, nacional e internacional.• Considerar explicitamente os problemasambientais nos planos de desenvolvimento ecrescimento.• Promover a participação dos alunos naorganização de todas as suas experiências deaprendizagem, dando-lhes oportunidade de tomardecisões e aceitar as suas consequências.
  25. 25. • Estabelecer para os alunos de todas as idades umarelação entre sensibilização ao meio ambiente e aquisiçãode conhecimentos, habilidades e atitudes, para resolverproblemas e clarificar valores procurando, principalmente,sensibilizar os mais jovens para os problemas ambientaisexistentes na sua própria comunidade.• Ajudar os alunos a descobrirem os sintomas e as causasreais dos problemas ambientais.• Realçar a complexidade dos problemas ambientais.• Utilizar diversos ambientes com finalidades educativas euma ampla gama de métodos, especialmente asactividades práticas e as experiências pessoais.
  26. 26. 1987 – Encontro de EA para a AméricaLatina –Costa Rica – UNESCO. Comissão de MeioAmbiente e Desenvolvimento da ONU.Relatório de Brundtland. “O nosso futurocomum” Quais as problemáticas que mais afectam o mundo?  Quais as soluções que se podem encontrar para diminuir o impacto negativo na degradação ambiental?
  27. 27. 1990 - Cimeira de DublinOs chefes de Estado e do Governo dacomunidade afirmaram “ Reconhecemos anossa responsabilidade particular emmatéria do meio ambiente tanto diantedos nossos próprios cidadãos como diantedo Mundo.“Comprometemo-nos a intensificar osnossos esforços com o objectivo deproteger e dar potencialidades ao meionatura da comunidade do planeta a quepertence.”
  28. 28. 1992 - Conferência das Nações Unidas doRio – Eco 92A Cimeira da Terra adoptou um Plano de Acçãopara o desenvolvimento sustentável, queelabora estratégias e um programa de medidasintegradas para parar e inverter os efeitos dadegradação ambiental e para promover umdesenvolvimento compatível com o meioambiente e sustentável em todos os países.Este plano de acção, que cobre temaseconómicos, sociais e culturais, foi aceite por 150países e é actualmente conhecido por AGENDA 21 LOCAL
  29. 29. 1997 - Conferência Internacionalsobre Ambiente e Sociedade:"Educação e Consciência Pública para aSustentabilidade" em Thessaloniki(Grécia), de onde resulta a Declaração deThessaloniki.Neste encontro foi reconhecido que,passados cinco anos da Conferência Rio,o progresso da E.A. Foi insuficiente
  30. 30. 2003 - Kiev Conferência dos Ministros doAmbiente organizada pela ComissãoEconómica das Nações Unidas para aEuropa, sublinha a necessidade de melhorarsistemas educativos e a concepção de programasde aprendizagem doDesenvolvimento sustentável.Estabelece-se a Década para o DesenvolvimentoSustentável (DEDS) - defende o direito a receberuma boa educação e de aprender os valores, ocomportamento e os modos de vida necessáriospara um futuro viável.
  31. 31.  Antes de 1974Regime autoritário eliminava qualquer forma de associativismos, independente ou contestatário. Mas…. 1948 - Fundada a LPN 1971 - Inaugurado o Parque Nacional da Peneda Gerês.- Criada a CNA com o objectivo de lançar campanhas de EA a todos os níveisE em Portugal…
  32. 32. 1974 - Criada a Secretaria de Estado doAmbiente1981 - Fundado o GEOTA - Grupo deEstudos de Ordenamento do Territórios eAmbiente1986 - Promulgada a Lei de Bases doSistema educativo, que contemplou a EA;-Fundada a Quercus1987 – Criação do Instituto Nacional doAmbiente (INAMB), ao qual foram atribuídascompetências explícitas no domínio dainformação e formação dos cidadãos
  33. 33. 1987 - Criação do Instituto Nacionaldo Ambiente (INAMB), ao qual foramatribuídas competências explícitas nodomínio da informação e formação doscidadãos .1993 – O INAMB deu lugar ao IPAMB(Instituto de Promoção Ambiental)que herdou daquele competências eatribuições muito semelhantes.2001 - Extinção do IPAMB.
  34. 34. Actualmente compete aoInstituto de Ambiente promovera EA em Portugal,embora as acções que desenvolvesejam muito reduzidas.Restringem-se, praticamente, aoapoio a projectos desenvolvidos porONGAs e à realização do EncontroNacional de EA, co-organizado com oParque Biológico de Gaia.

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