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Processando! <ul><li>Segundo Lúcia Moysés (2001, p.34), isso ocorre porque “os conteúdo programáticos que fazem parte dos ...
Comparando! <ul><li>Já Gentili e Alencar (2001, p.99), “Melhor do que falar em natureza humana, portanto, é falar em condi...
<ul><li>A escola como instituição </li></ul><ul><li>As formas do conhecimento </li></ul><ul><li>O próprio educador </li></...
Escola – aparelho ideológico do Estado <ul><li>Althusser (1971), a escola fornece à formação social capitalista dois dos m...
A estrutura dos aparelhos ideológicos <ul><li>O próprio Estado e sua estrutura; administrativa-burocrática. </li></ul><ul>...
<ul><li>Neutralidade e Justiça: análise comportamental; modelo sistêmico de gestão e Justiça da visa social (maximização d...
<ul><li>A intelectualidade educacional e o ato de “situar” </li></ul><ul><li>“  [...] os fatos sobre a sociedade são aquel...
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<ul><li>8. Para além da reprodução ideológica </li></ul><ul><li>De quem é o capital cultural, aberto e oculto, colocado “d...
<ul><li>Os Paradigmas da Educação Contemporânea </li></ul><ul><li>A liberdade, diálogo com outros significados; </li></ul>...
<ul><li>A relação entre  política da direita e a educação? </li></ul><ul><li>discussão sobre a educação politécnica numa p...
<ul><li>Para nossa reflexão prática: </li></ul><ul><li>Como a experiência norte-americana pode auxiliar na nossa práxis ed...
Bibliografia APPLE, Michael W. Ideologia e currículo. Tradução Vinicius Figueira. – 3. ed. – Artmed, Porto Alegre, 2006, 2...
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Pedagogia Aula0117022009 Funo Social Escola

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Pedagogia Aula0117022009 Funo Social Escola

  1. 1. INSTITUTO FEDERAL DO PARÁ – IF/PA Curso de Graduação em Pedagógia Disciplina: A Função Social da Escola Prof. Haroldo de Vasconcelos Bentes Mestrando em Educação Profissional e Tecnológica - UnB Belém-PA, fevereiro/2009
  2. 2. <ul><li>APPLE, Michael W. Ideologia e currículo . Tradução Vinicius Figueira. – 3. ed. – Artmed, Porto Alegre, 2006, 288 p.; 23 cm. Obra : Ideologia e Currículo </li></ul><ul><li>“ Qualquer análise das maneiras pelas quais o poder desigual é reproduzido e discutido na sociedade não pode deixar de levar em conta a educação ” (Prefácio à edição de 25ª aniversário – terceira edição. APPLE, 2006). </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Conteúdo Programático </li></ul><ul><li>Plano de ensino – e-mail: turma?? </li></ul><ul><li>Metodologia </li></ul><ul><li>Matriz metodológica : das categorias conceituais mais amplas, para a práxis (teoria-prática). </li></ul><ul><li>Pesquisa bibliográfica </li></ul><ul><li>Leitura e análise de textos </li></ul><ul><li>Visualização de slides </li></ul><ul><li>Discussão de conteúdos específicos </li></ul><ul><li>Aula expositiva </li></ul><ul><li>Trabalhos individual e em grupos </li></ul>
  4. 4. Objetivos <ul><li>OBJETIVO GERAL : Compreender a Função Social da Escola proporcionando o estudo dos fundamentos da função social da escola e do homem que se quer formar, visando uma convivência solidária, na perspectiva de uma sociedade autônomo, solidária e democraticamente </li></ul>
  5. 5. Objetivos Específicos <ul><li>Compreender os fatores que compõem a dinâmica que envolve a escola e sua função social. </li></ul><ul><li>Contextualizar a atual sociedade do conhecimento, a partir de um contexto globalizado, o papel das tecnologias e seus desdobramentos na formação do cidadão-trabalhador. </li></ul><ul><li>Discutir o papel da Instituição escola, a partir do conceito de democracia, poder e gestão participativa. </li></ul><ul><li>Compreender os diversos conceitos de cultura numa perspectiva histórico-dialética, no cenário de uma sociedade contraditória (capitalista). </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Iniciando nossa conversa </li></ul><ul><li>* Spencer fez a seguinte pergunta: </li></ul><ul><li>“ Qual é o conhecimento de maior valor?” </li></ul><ul><li>**Apple responde: </li></ul><ul><li>Não é “apenas” uma questão educacional, mas inerentemente ideológica e política. </li></ul><ul><li>*+** Citações no prefácio à segunda edição, Ideologia e Currículo, APPLE, 2006, p. 21 </li></ul>
  7. 7. Qual é aFunção Social da Escola? <ul><li>-Quando se pensa na função social da escola e pergunta-se para que ela serve, a primeira que nos vem à mente é: a escola serve para ensinar. Mas ensinar a quem? O que ensinar? Como ensinar? </li></ul>
  8. 8. Reflexão! <ul><li>E esta é a principal função da escola: formar cidadãos críticos e bem informados, em condições de compreender e atuar no mundo em que vive. </li></ul>
  9. 9. Reflexão! <ul><li>E assim sobrevive a educação brasileira: as crianças aprendem. E aprendem tão bem que se tornam incapazes de pensar coisas diferentes. Mas como criticar os professores se eles são frutos da mesma educação que estão repassando hoje? </li></ul>
  10. 10. Repensar! <ul><li>Eis aí a prova de que parte dos profissionais da educação estão despreparados, não sabem como agir, sentem-se inseguros em sala de aula. E, por não saberem como agir, simplesmente repetem tudo o que foi feito com eles. Até percebem que o tempo passou e que a escola não é mais a mesma, mas não sabem como fazer para que o conteúdo que é ensinado na escola tenha significado para o aluno. </li></ul>
  11. 11. Processando! <ul><li>Segundo Lúcia Moysés (2001, p.34), isso ocorre porque “os conteúdo programáticos que fazem parte dos currículos aproximam-se muito da cultura das elites do que da do povo”. E se for analisado, percebe-se que essa é uma grande verdade. O que se fala na escola, não é aquilo que o aluno vivencia, e isso não tem significado algum para ele. </li></ul>
  12. 12. Comparando! <ul><li>Já Gentili e Alencar (2001, p.99), “Melhor do que falar em natureza humana, portanto, é falar em condição humana. Somos filhos do tempo, da cultura e... dos processos educativos que as sociedades criam e recriam”. Pensando nessa afirmação, questiona-se: que tipo de cidadão está sendo formado nas escolas? </li></ul>
  13. 13. <ul><li>A escola como instituição </li></ul><ul><li>As formas do conhecimento </li></ul><ul><li>O próprio educador </li></ul><ul><li>Palavra-chave “Situado”, contextualizar conhecimento que ensinamos; relações sociais na sala de aula, escola como mecanismo e nós que trabalhamos nessas instituições. </li></ul><ul><li>As escolas não apenas “produzem pessoas”; também “produzem conhecimento” (Raymond Williams, p. 40). </li></ul><ul><li>Análise escolar fundamental: conceitos de ideologia; hegemonia e tradição seletiva (controle e organização da vida social). </li></ul>
  14. 14. Escola – aparelho ideológico do Estado <ul><li>Althusser (1971), a escola fornece à formação social capitalista dois dos mas importantes elementos para a reprodução de sua força de trabalho: </li></ul><ul><li>1 – a reprodução das habilidades, e a </li></ul><ul><li>2 – reprodução de sua submissão às regras da ordem estabelecida. </li></ul><ul><li>Poulantzas (1973, além do caráter ideológico, inculcar a ideologia dominante, exerce o papel repressivo, por padrões de comportamentos predeterminados. </li></ul><ul><li>Gramsci (CARNOY, 1986 - Educação, Economia e Estado), os intelectuais orgânicos reforçam a dominação burguesa, mais existem aqueles que são fiés a classe trabalhadora. Esses devem realizar a consciência política. </li></ul>
  15. 15. A estrutura dos aparelhos ideológicos <ul><li>O próprio Estado e sua estrutura; administrativa-burocrática. </li></ul><ul><li>Os aparelhos repressivos; exército, polícia, escola, etc.. </li></ul><ul><li>Sistema produtivo; encabeçado pela classe dominante, via discurso ideológico. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Neutralidade e Justiça: análise comportamental; modelo sistêmico de gestão e Justiça da visa social (maximização da igualdade econômica, social e educacional). </li></ul><ul><li>Análise: despolitização, os problemas são neutros, a escola neutra pode orientar a instrumentação neutra dos educadores. </li></ul><ul><li>Bourdieu “capital cultural” ; Apple “ análise relacional” e Gramsci “ sentimentos saturados e procedimentos intelectuais neutros” (p. 44). </li></ul><ul><li>Contraponto: “ [...] as nossas questões educacionais são, na raiz, éticas, econômicas e políticas [...]” ( Apple, 2006, p. 46). </li></ul>
  17. 17. <ul><li>A intelectualidade educacional e o ato de “situar” </li></ul><ul><li>“ [...] os fatos sobre a sociedade são aqueles que raramente são debatidos [...] (Louis Wirth, 1936, apud Apple, p. 47). </li></ul><ul><li>“ [...] não devemos aceitar as ilusões de uma época [...] (Marx, apud Apple, p. 47). </li></ul><ul><li>“ O investigador (educador) deve situar suas atividades em um âmbito maior de conflito econômico, ideológico e social (Apple, p. 47). </li></ul><ul><li>Proposição pedagógico-política: “ [...] o estudo crítico da relação entre as ideologias e o pensamento e a prática educacional, as hipóteses do senso comum que orientam nossa área já tecnicamente dominada” (idem). </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Respostas proativas do educador: </li></ul><ul><li>Como as escolas funcionam? </li></ul><ul><li>Sensibilidade presente e histórica da escola? </li></ul><ul><li>Distribuição da cultura, pela presença ou ausência do poder? </li></ul><ul><li>O foco da questão: A política educacional liberal – ética de sucesso individual baseada no “mérito”. </li></ul><ul><li>Sobre a natureza da ideologia: legitimação, poder e argumentação </li></ul><ul><li>racionalizações/justificações </li></ul><ul><li>Programas políticas e movimentos sociais mais amplos </li></ul><ul><li>Visões de mundo e perspectivas abrangentes </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Sobre o problema do conhecimento de alto status </li></ul><ul><li>Young , [...] quem está no poder tentará definir o status do conhecimento [...] . Processo hegemônico. </li></ul><ul><li>Currículos centrados nas disciplinas – status alto “estratificação” </li></ul><ul><li>Currículos integrados – status baixo “integração” </li></ul><ul><li>Hegemonia e reprodução, [...] A lógica do desequilíbrio cultural e econômico (p. 75), “ [...] falta público para a mudança [...] (p. 76). </li></ul>
  20. 20. <ul><li>3. A economia e o controle no dia-a-dia da vida escolar </li></ul><ul><li>Estabilidade ideológica e econômica, internalização do senso comum. </li></ul><ul><li>Escolarização e capital cultural, a questão do conhecimento “legítimo” (p. 83). </li></ul><ul><li>- O que é escola? De quem são os significados coletados e distribuídos por meio dos currículos abertos e ocultos nas escolas? </li></ul><ul><li>Instituições que incorporam tradições coletivas e intenções humanas [...] (p. 84). [...] formas de conhecimento que implicam noções de poder e de recursos e controle econômicos (idem). </li></ul><ul><li>Para além de um humanismo retórico: “[...] a educação é, em suas implicações, um processo político” (Sharp e Green, 1975, apud Apple, p. 98). </li></ul>
  21. 21. <ul><li>8. Para além da reprodução ideológica </li></ul><ul><li>De quem é o capital cultural, aberto e oculto, colocado “dentro” do currículo escolar? (p. 212). </li></ul><ul><li>De quem são os princípios de justiça social engastados no conteúdo da escolarização? </li></ul><ul><li>Deriva de uma história determinada e de uma realidade econômica e política determinada. </li></ul><ul><li>Como realizar o contraponto crítico? </li></ul><ul><li>Desvelando a relação ideologia e cultura , entre poder e conhecimento. A classe dominante não é uniforme nos interesses, lutam em blocos pelo poder e influência política; meios de comunicação, acadêmica, escola, pelo “grande pluralismo norte-americano”, que encobre desigualdades entre o topo e a base da pirâmide social (p. 214/215). </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Os Paradigmas da Educação Contemporânea </li></ul><ul><li>A liberdade, diálogo com outros significados; </li></ul><ul><li>A democracia, de político ao econômico; </li></ul><ul><li>O individualismo do mercado, desejo inconsciente de comunidade; </li></ul><ul><li>A crítica social, principal ato de patriotismo (p. 235). </li></ul><ul><li>A democracia densa, dissenso como uma forma de compromisso patriótico. </li></ul><ul><li>O global e o local, ligação dinâmica </li></ul><ul><li>Prática educadora; buscar nos contraditórios, munição ao debate democrático, por meio de pedagogias adequadas que afastem o “fervor patriótico” e interrompam os projetos hegemônicos neoliberais e/o conservadores. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>A relação entre política da direita e a educação? </li></ul><ul><li>discussão sobre a educação politécnica numa perspectiva para todos (p. 259); </li></ul><ul><li>educação politécnica crítica e criativa que combine “coração, cabeça e mãos”, sabendo que não é um ideal neoliberal; </li></ul><ul><li>os riscos ideológicos dos livros-texto. </li></ul><ul><li>Sobre a política de certificação nacional para professores </li></ul><ul><li>o movimento do capital global, o sistema de impostos (p. 263); </li></ul><ul><li>a questão da certificação; conhecer a matéria; aulas criativas e críticas, social e educacionalmente. E os recursos? </li></ul><ul><li>a regionalização dos recursos, o poder de controlar as metas, os meios e conteúdos da educação, pela direita neoliberal e conservadora (p. 264). </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Para nossa reflexão prática: </li></ul><ul><li>Como a experiência norte-americana pode auxiliar na nossa práxis educadora, desde que respeitadas as nossas contingências históricas e formação cultural sincrética? </li></ul><ul><li>Quais as variáveis determinantes das políticas educacionais; o Estado, a ideologia? O poder e a hegemonia? Qual o nosso papel como sujeitos coletivos de massas? </li></ul><ul><li>A história é o motor dos acontecimentos, ou somos nós que escolhemos os caminhos? Quem fez, faz e poderá fazer a história, pelo viés da educação? </li></ul>
  25. 25. Bibliografia APPLE, Michael W. Ideologia e currículo. Tradução Vinicius Figueira. – 3. ed. – Artmed, Porto Alegre, 2006, 288 p.; 23 cm. Texto : A função social da escola: ensinar . Ronivaldo de Oliveira e Sheila Delgado Soares. Site: http://www.unoescxxe.edu.br/unoesc/publicacoes - acesso 16/02/2009 , 17h CARNOY, Martin. Educação, Economia e Estado. Cortez, São Paulo, 1986 BRANDAO , Carlos Rodrigues. O que é educação . Brasiliense: São Paulo, 2006. CORAGIO, José Luis. Desenvolvimento humano e educação , O papel das ONGs latino-americanas na iniciativa da Educação para todos. 2ª ed. Cortez: São Paulo, 1999 NEVES, Maria Aparecida Mamede, et al. O fracasso escolar e a busca de soluções alternativas: a experiência do NOAP. Vozes: Petrópolis - RJ, 1993. NUÑEZ, Carlos Hurtado. Educar para transformar, transformar para educar: comunicação e educação popular. Vozes: Petrópolis - Rio de Janeiro, 1992

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