Desenvolvimento sócio-        afectivo              Interacção mãe/filhoAno lectivo 2009/2010Formadora: Daniela Gonçalves
Relações precoces mãe/filho   Um dos aspectos mais estudados tem    sido a relação da díade mãe/filho. As    característi...
Relações precoces mãe/filho   A relação com o filho começa antes do    nascimento, na fantasia dos pais. Ser    mãe e ser...
Relações precoces mãe/filho   Muitas mães testemunham como    falam com o bebé que tem na barriga:    Como lhe apresentam...
Relações precoces mãe/filho   Poderemos quase dizer quer o bebé    antes de nascer, se relaciona com a    mãe e com as pe...
Relações precoces mãe/filho   Não só o próprio acto de nascer, mas    o acolhimento – externo e interno –    que é feito....
Relações precoces mãe/filho   A relação da mãe e das outras    pessoas     com      os   bebés       é,    normalmente di...
Construção do objecto   Através da mãe, a criança tem acesso aos objectos    simples, depois a objectos progressivamente ...
Interacção mãe/filho   A relação mãe/filho tem    sido perspectivada de    forma diferente por    diversas correntes da  ...
Vinculação   John Bowlby, é um psicanalista    britânico que, segundo os estudos    de Sptiz, começou por estudar a    ca...
Vinculação   Este autor apresenta a necessidade    de vinculação (apego), isto é, a    necessidade de estabelecimento de ...
Vinculação   A necessidade de vinculação não é    fruto da aprendizagem, mas uma    necessidade básica do mesmo tipo    q...
Vinculação   O bebé tem variáveis    comportamentais – sistemas de    comportamentos – que favorecem a    vinculação, com...
Vinculação   Estes    sistemas   comportamentais    definem a sua natureza de acordo    com o meio em que se processa o  ...
Vinculação   A mãe dá significado aos sinais    emitidos. O recém nascido, sem falar,    como que ensina os pais a tratar...
Vinculação   Esta perspectiva é profundamente    interactiva – a relação mãe/filho é    bidireccional, isto é ambos emite...
Vinculação   Serão, segundo alguns autores, as    transformações hormonais que se    seguem ao parto que predispõem a    ...
Vinculação   A sensibilidade e a disponibilidade    emocional da mãe vão favorecer a    adequação de resposta aos sinais ...
Vinculação   O tipo de ligação entre o filho e a mãe    muda à medida que criança se    desenvolve, embora se mantenham a...
Vinculação   Se no recém nascido há uma    tendência para um comportamento    vinculativo com uma só pessoa, em    breve ...
Como se forma a vinculação?O bebé como promotor da vinculação:   Configuração facial do bebé;   Preferência do bebé pela...
Como se forma a vinculação?O adulto como promotor da vinculação:   O contacto físico frequente (pegar ao colo, beijos,   ...
Experiências Etológicas  A vinculação é um processo que se manifesta em certos mamíferos e aves.  Na década de 50, o etólo...
Experiências Etológicas    Colocou, na mesma jaula, duas mães- substituto: uma era construída em arame, a outra em tecido ...
Experiências Etológicas   A variável analisada foi o tempo que as crias passavam junto das mães artificiais.   As observaç...
Experiências Etológicas   Estas experiências levam Harlow a afirmar que a necessidade e a procura de contacto corporal e d...
Experiências Etológicas Esta necessidade de agarrar, de estar junto da mãe, vai ser designada como contacto e conforto. Es...
Experiências Etológicas Harlow fala da necessidade de amor e de emoção que observou nos primatas. Evidencia a interacção e...
Transição das Interacções para aRelação Interpessoal
Processo de     separação/individualização   Os    comportamentos       vinculativos    também evoluem. Assim, entre os 6...
Processo deseparação/individualização                     As interacções                  ocorridas ao longo             ...
Processo de     separação/individualização       O desenvolvimento do bebé,    nomeadamente         as      melhores    c...
Processo de     separação/individualização   Uma etapa importante ocorre quando    o bebé se sente individualizado    cor...
Processo de     separação/individualização    Sptiz refere a “angústia do 8º mês”    que se manifesta na sensação de que ...
Processo de     separação/individualização   Depois dos 8 meses, o bebé começa a    estranhar as pessoas não habituais, c...
Processo de     separação/individualização   Segundo Sptiz, não é o estranho, enquanto    tal, que angustia o bebé, mas o...
Processo de     separação/individualização   É nesta fase que o bebé tem reacções    de angústia às separações da mãe e  ...
Processo de     separação/individualização      É o desenvolvimento global, que    ocorre no primeiro ano de vida, que   ...
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2.1 desenvolvimento sócio-afectivo-interacção mãefilho

  1. 1. Desenvolvimento sócio- afectivo Interacção mãe/filhoAno lectivo 2009/2010Formadora: Daniela Gonçalves
  2. 2. Relações precoces mãe/filho Um dos aspectos mais estudados tem sido a relação da díade mãe/filho. As características desta relação, no primeiro ano de vida, vão ter grande importância no desenvolvimento futuro da criança: personalidade, auto- estima, confiança em si próprio, relacionamento interpessoal.
  3. 3. Relações precoces mãe/filho A relação com o filho começa antes do nascimento, na fantasia dos pais. Ser mãe e ser pai, são marcados por uma relação simbólica, um jogo de fantasia: será menino ou menina? Como vai ser? Com que se parecerá? Como será a nossa relação?
  4. 4. Relações precoces mãe/filho Muitas mães testemunham como falam com o bebé que tem na barriga: Como lhe apresentam a família e a casa, como lhe falam dos aborrecimentos do dia de trabalho, nas expectativas nele depositados, como se sentem na gravidez, como vivem os tempos em que o sentem crescer dentro delas…
  5. 5. Relações precoces mãe/filho Poderemos quase dizer quer o bebé antes de nascer, se relaciona com a mãe e com as pessoas significativas do seu meio. Ele influencia e é influenciado pelo mundo envolvente. A forma como decorre o próprio nascimento tem sido considerada como muito importante.
  6. 6. Relações precoces mãe/filho Não só o próprio acto de nascer, mas o acolhimento – externo e interno – que é feito. É a forma terna como lhe é dado nome, como se descobre com quem se parece, como se arranjou espaço para si na casa, que faz inscrever este filho no casal e nas histórias das famílias.
  7. 7. Relações precoces mãe/filho A relação da mãe e das outras pessoas com os bebés é, normalmente diferente das que desenvolvem com outras crianças mais velhas: no tom de voz, nos olhares, nos gestos, no que é dito e na forma como é dito.
  8. 8. Construção do objecto Através da mãe, a criança tem acesso aos objectos simples, depois a objectos progressivamente mais complexos e finalmente à sua dimensão. A relação de objecto da criança com a mãe, objecto de amor, define a afectividade relacional. Há ainda um enquadramento dessa afectividade num estado afectivo geral, que poode ser alegre ou triste, tranquilo ou ansioso, agitado ou instável.
  9. 9. Interacção mãe/filho A relação mãe/filho tem sido perspectivada de forma diferente por diversas correntes da psicologia.
  10. 10. Vinculação John Bowlby, é um psicanalista britânico que, segundo os estudos de Sptiz, começou por estudar a carência afectiva e a perda da ligação maternal.
  11. 11. Vinculação Este autor apresenta a necessidade de vinculação (apego), isto é, a necessidade de estabelecimento de contacto e de laços emocionais entre o bebé e a mãe e outras pessoas próximas, como um fenómeno determinado biologicamente.
  12. 12. Vinculação A necessidade de vinculação não é fruto da aprendizagem, mas uma necessidade básica do mesmo tipo que a alimentação e a sexualidade. Bowlby considera que esta necessidade não é herdada – o que se herda é o potencial para a desenvolver.
  13. 13. Vinculação O bebé tem variáveis comportamentais – sistemas de comportamentos – que favorecem a vinculação, como a sucção, o agarrar, o chorar, o seguir, o sorrir. Bowlby refere o chorar e o sorrir como os comportamentos que activam uma resposta materna.
  14. 14. Vinculação Estes sistemas comportamentais definem a sua natureza de acordo com o meio em que se processa o desenvolvimento. Os comportamentos de vinculação do bebé vão ser consolidados por sinais para desencadear ou manter respostas de proximidade e de contacto com a mãe.
  15. 15. Vinculação A mãe dá significado aos sinais emitidos. O recém nascido, sem falar, como que ensina os pais a tratarem bem dele, a adaptarem-se aos seu ritmo, a “adivinharem” as suas necessidades.
  16. 16. Vinculação Esta perspectiva é profundamente interactiva – a relação mãe/filho é bidireccional, isto é ambos emitem sinais que activam a vinculação. Esta perspectiva é profundamente interactiva – a relação mãe/filho é bidireccional, isto é ambos emitem sinais que activam a vinculação
  17. 17. Vinculação Serão, segundo alguns autores, as transformações hormonais que se seguem ao parto que predispõem a mãe a responder aos estímulos vindos do bebé. A relação entre a mãe e o bebé estabelece uma comunicação emocional através de um sistema de regulação mútua com adaptações constantes.
  18. 18. Vinculação A sensibilidade e a disponibilidade emocional da mãe vão favorecer a adequação de resposta aos sinais do bebé e facilitar o ultrapassar das possíveis dificuldades interactivas. Os padrões de vinculação resultam da qualidade desta interacção e influenciarão a vida psicológica futura.
  19. 19. Vinculação O tipo de ligação entre o filho e a mãe muda à medida que criança se desenvolve, embora se mantenham as características da vinculação
  20. 20. Vinculação Se no recém nascido há uma tendência para um comportamento vinculativo com uma só pessoa, em breve a criança vai-se vincular a outras pessoas. Este comportamento de vinculação pode existir durante toda a vida.
  21. 21. Como se forma a vinculação?O bebé como promotor da vinculação: Configuração facial do bebé; Preferência do bebé pela figura humana; Emite sinais facilitadores da comunicação e da interacção: choro,sorriso,expressoes emocionais; Outras condutas: reflexo de sucção e preensão
  22. 22. Como se forma a vinculação?O adulto como promotor da vinculação: O contacto físico frequente (pegar ao colo, beijos, …); Manutenção do olhar; Tipo de linguagem (exagerado, repetitivo, sem significado); Sincronia interactiva: pausa - produção /acção; Expressões faciais exageradas, repetidas e prolongadas; Capacidade de interpretar os sinais do bebé e de responder de forma estável e continuada.
  23. 23. Experiências Etológicas A vinculação é um processo que se manifesta em certos mamíferos e aves. Na década de 50, o etólogo Harry Harlow, desenvolveu experiências em crias de macacos.
  24. 24. Experiências Etológicas Colocou, na mesma jaula, duas mães- substituto: uma era construída em arame, a outra em tecido felpudo. Esta experiência decorreu em várias jaulas: em metade delas, era o modelo de arame que fornecia alimento à cria; na outra metade, esta função era assegurada pela mãe do tecido felpudo.
  25. 25. Experiências Etológicas A variável analisada foi o tempo que as crias passavam junto das mães artificiais. As observações levaram o investigador a concluir que as crias preferiam a mãe de tecido independentemente de qual fosse a que lhes forneciam alimento, recorrendo a estas em caso de perigo.
  26. 26. Experiências Etológicas Estas experiências levam Harlow a afirmar que a necessidade e a procura de contacto corporal e de proximidade física são mais importantes que a necessidade de alimentação.
  27. 27. Experiências Etológicas Esta necessidade de agarrar, de estar junto da mãe, vai ser designada como contacto e conforto. Este mecanismo, também estudado nos bebés humanos, permite concluir que o contacto físico com a mãe é da maior importância sendo uma necessidade primária que não depende da alimentação.
  28. 28. Experiências Etológicas Harlow fala da necessidade de amor e de emoção que observou nos primatas. Evidencia a interacção existente entre mãe e filho – o filho abraça a mãe que cada vez mais sente a necessidade de expressar este terno abraço – que está na base da vinculação.
  29. 29. Transição das Interacções para aRelação Interpessoal
  30. 30. Processo de separação/individualização Os comportamentos vinculativos também evoluem. Assim, entre os 6 e os 9 meses, a vinculação fica formada, existindo dois comportamentos característicos: prazer de ver a mãe e tristeza de separar-se dela.
  31. 31. Processo deseparação/individualização  As interacções ocorridas ao longo do tempo vão contribuir para a construção de uma relação interpessoal e de uma interlocução.
  32. 32. Processo de separação/individualização O desenvolvimento do bebé, nomeadamente as melhores competências perceptivas e a capacidade de ter imagens mentais, vai-lhe permitir ter, de uma forma interiorizada, uma representação de mãe.
  33. 33. Processo de separação/individualização Uma etapa importante ocorre quando o bebé se sente individualizado corporalmente da mãe, ultrapassando o estado indiferenciado, fusional, anteriormente vivido.
  34. 34. Processo de separação/individualização Sptiz refere a “angústia do 8º mês” que se manifesta na sensação de que a mãe, que não está ao seu lado, o abandonou. O facto de se sentir diferenciado da mãe acarreta o receio de a poder perder.
  35. 35. Processo de separação/individualização Depois dos 8 meses, o bebé começa a estranhar as pessoas não habituais, com reacções que vão da simples estranheza à ansiedade ou angústia, e estas respostas resultam do facto de o bebé ter interiorizado imagens da mãe e de pessoas significativas e de as diferenciar das outras caras e figuras.
  36. 36. Processo de separação/individualização Segundo Sptiz, não é o estranho, enquanto tal, que angustia o bebé, mas o desaparecimento da mãe, que o mergulha numa profunda insegurança. A chegada do estranho, iludindo o bebé no desejo de ver a mãe, reactiva a sua ansiedade e daí este repúdio vigoroso do intruso, por mais intencionado e cheio de solicitude que seja, e cujo único erro é o de estar presente quando a mãe não está.
  37. 37. Processo de separação/individualização É nesta fase que o bebé tem reacções de angústia às separações da mãe e expressa alegria nos reencontros com as pessoas queridas.
  38. 38. Processo de separação/individualização É o desenvolvimento global, que ocorre no primeiro ano de vida, que vai transformar as interacções iniciais em relações interpessoais elaboradas e consistentes.

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