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  1. 1. R G COMPORTAMENTO Lésbica depoisdos30 Elas passaram boa parte da vida apaixonadas por homens até que... uma mulher as fez questionar tudo. Paula Merlo investiga por que é cada vez mais comum mulheres se descobrirem lésbicas tardiamente 034GcomportamentoLESBICAS.indd 62 16/12/2014 16:23:40
  2. 2. R GLAMOUR 63 oberta, 34 anos, sempre namorou rapazes. Tipo: nunca deu selinho nas amigas nem de farra. Nada contra o movimento “I kissed a girl and I liked it”, eternizado pelo pop da musa Katy Perry, mas é que ela nunca viu graça nessa modinha. Até que um dia, há dois anos, recém-empregada numa agência de publicidade, se pegou pensando na amiga de baia durante o fim de semana. “Na semana seguinte, numa reunião, meu coração disparou quando ela olhou fundo nos meus olhos. Bateu um desespero. Passei dois meses tentando entender que diabos eu estava sentindo”, conta a jornalista. Bem, aqui cabe a pergunta: o que leva uma mulher-feita – longe das descobertas da adolescência e da infância – a rever/questionar sua orientação sexual? “Quando desabafei com um amigo gay sobre essa paixão pela garota do trabalho, ele disse que eu estava carente, decepcionada com os homens e tal. Tanto não era isso que estamos juntas há um ano e seis meses”, diz Roberta. O buraco é bem mais embaixo mesmo, Rô – leitora engraçadinha, é sem trocadilho, tá? “De acordo com Freud, o pai da psicanálise, diferente do instinto sexual animal, que tem sempre um objeto de interesse fixo, o foco da pulsão sexual dos seres humanos é extremamente variável. A qualquer momento da vida, podemos mudar de interesses sexuais”, garante Simone Perelson, psicóloga, psicanalista e professora da UFRJ. “E digo mais: a sexualidade das mulheres é muito mais fluida que a dos homens. Nos seus estudos, o psicanalista Lacan explica: não somos marcadas inteiramente pelo Complexo de Édipo – que prega que as crianças sentem atração natural pelo sexo oposto (no caso das meninas, o pai). O 1º amor tanto dos meninos quanto das meninas é a mãe. Pras meninas entrarem no Édipo, elas precisam abandonar a mãe como objeto e substituí-la pelo pai. Ou seja: nós mulheres já fazemos uma primeira transferência sexual ainda pequenas”, explica. COMPARTILHE: #LESBICADEPOISDOS30 #LATEBLOOMINGLESBIAN # LATE-BOOMING LESBIANS O fenômeno, por assim dizer, das lésbicas que desabrocham mais tarde (tradução literal do termo acima) tem sido tão discutido lá fora que virou até estudo acadêmico – celebs que se assumiram tardiamente ajudaram a turbinar a discussão, óbvio. Em 2010, a convenção anual do American Psychological Association discutiu o tema em palestra capitaneada pela americana Christan Moran. “É curioso: quando alguém se assume lésbica mais velha, pensam que ela sempre foi gay ou bissexual, mas escondia ou reprimia seus sentimentos”, diz a pesquisadora. Mas a questão é mais profunda e complexa. “Ninguém nasce homossexual ou heterossexual. Mas como nosso mundo é heteronormativo – ou seja, somos fortemente incentivados a ser heterossexuais –, é possível que a tentativa de cumprir os pressupostos da heterossexualidade seja o motivo principal da demora na aceitação de seus desejos por pessoas do mesmo sexo”, pondera Lívia Toledo, coordenadora do Núcleo de Sexualidade e Gênero do CRP-SP. Foi bem o que aconteceu com a arquiteta mineira Juliana, 31 anos. Ela sempre teve curiosidade de ficar com mulheres, mas faltava coragem. Casou, teve filho e separou-se depois de cinco anos. “Mais experiente e menos noiada, tratei de ir curtir minha solteirice. Me permiti, então, ficar com mulheres. Minha primeira transa homossexual foi um divisor de águas na minha vida. Mulheres têm uma sensibilidade que faz o sexo e o relacionamento irem pra um outro patamar de maturidade”, conta. A gente faz nossas as palavras da psicanalista carioca Mônica Donetto Guedes: “Não podemos temporalizar as questões relacionadas ao amor, desejo e afetividade. As experiências, em qualquer período da vida, podem surpreender e nos fazer questionar o estabelecido. Nunca é cedo ou tarde pra repensar sua forma de educar e amar”. LÉSBICAS MADURAS Estas aqui se assumiram gays na idade adulta, vê só CYNTHIA NIXON “Não foi estranho”, disse a atriz sobre o amor por Christine Marinoni, com quem está desde 2004 DANIELA MERCURY Em 2013, depois de dois casamentos, a cantora revelou sua paixão pela jornalista Malu Verçosa JODIE FOSTER Haja coragem pra se assumir publicamente pro mundo num discurso em pleno Globo de Ouro, em 2013 SUZANE VON RICHTHOFEN Condenada pela morte dos pais, ela namora uma das detentas da penitenciária onde também cumpre pena FOTOS:GETTYIMAGESEREPRODUÇÃO 034GcomportamentoLESBICAS.indd 63 16/12/2014 16:23:41
  3. 3. G COMPORTAMENTO 64 GLAMOUR Grécia Antiga 630 a.C. Os primeiros registros de lesbianismo são da poetisa Sapphos Idade Média 8.d.C. Uma das mais famosas obras do poeta Ovídio conta a história de duas mulheres – uma delas cresce se passando por homem – que se apaixonam 1806 A nobre Anne Lister escreve sobre suas experiências com outras mulheres. É a primeira lésbica da História moderna 1920 Homossexualidade é tema recorrente dos estudos do psicanalista Sigmund Freud. Lesbianismo passa a ser seu caso de estudo quando ele trata de uma paciente que preocupa os pais por ser gay 1925 A palavra “lésbica” entra pro dicionário como substantivo 1931 É lançado o primeiro filme explicitamente lésbico da história, o alemão Mädchen in Uniform (algo como Mulheres de Uniforme) 1970 Acontece a primeira Parada LGBT do mundo, em Nova York 2014 “Se um gay busca Deus, quem sou eu pra julgar?”, diz o Papa Francisco 1980 A escritora Adrienne Rich propõe que todos os relacionamentos entre mulheres, mesmo os de mãe e filha, têm um quê lésbico 1997 A apresentadora – que a gente ama! – Ellen Degeneres sai do armário no próprio programa, abrindo caminho pra outras celebridades se assumirem publicamente FOTOS:GETTYIMAGES,THINKSTOCKEREPRODUÇÃO A americana Carren Strock, autora do livro com o título acima, virou expert no assunto porque viveu o tema na pele. Está vivendo esse drama? Leia abaixo SUA PERCEPÇÃO DE SEXUALIDADE MUDOU DEPOIS QUE SE APAIXONOU POR UMA MULHER? Estava casada há 25 anos quando me vi apaixonada pela minha melhor amiga. Quando abri o jogo, ela perguntou: “Você quer transar comigo, é isso?”. Fiquei surpresa e respondi: “Sexo é algo que eu tenho com meu marido. Eu te amo”. Entre todas as mulheres que entrevistei pro livro, as que se identificam como lésbicas dizem que a atração emocional é mais importante que a sexual. Já as que se dizem bissexuais, colocam o sexo em primeiro lugar. ENTÃO VOCÊ SE DEFINE LÉSBICA? Sim. Muitas mulheres casadas que entrevistei se identificavam como bissexuais porque não se sentiam confortáveis com o termo lésbica ou porque ainda estavam se ajustando sexualmente com os maridos. Mas a maioria passou a se definir como lésbica depois que a ficha finalmente caiu. QUAL A MAIOR PREOCUPAÇÃO DA MULHER CASADA QUE SE VÊ AMANDO OUTRA MULHER? Todas têm medo de magoar seus maridos e filhos e, ao mesmo tempo, uma enorme necessidade de serem verdadeiras com si mesmas. COMO FOI PRA VOCÊ? Continuo casada. Claro que, quando contei – num fim de semana em que os filhos não estavam em casa –, ele precisou de tempo pra digerir tudo. Foi difícil. Demorou pra voltarmos a nos falar e redefinir nosso status. Minha família e amigos sabem que sou lésbica. É MAIS FÁCIL PRA MULHER SAIR DO ARMÁRIO? Não. O que torna mais fácil se assumir, tanto pra nós quanto pra eles, depende de muita coisa: casamento, filhos, país de origem, religião... Outro dia recebi um e-mail de uma mulher casada na Índia que disse que podia ser presa se seu marido soubesse que ela estava apaixonada por outra mulher. MULHERES CASADAS QUE AMAM MULHERES Elas + elas na História Veja aí como o amor entre moças é coisa antiga... 034GcomportamentoLESBICAS.indd 64 16/12/2014 16:23:44

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