ITINERÁRIOS ERRANTES DO ROCK: DOS BEATLES AO RADIOHEAD
 
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O ETHOS BURGUES ESTRUTURANTE
O ETHOS BURGUES ESTRUTURANTE “ A cultura do rock surge exatamente como contestação desses dois pilares centrais: puritanis...
A FISSURA INTERNA: ADOLESCÊNCIA E ROCK “ Provenientes da fartura do pleno emprego e das instituições do  Welfare , que via...
REBELDES SEM CAUSA: adolescente aborrecido com a monotonia da vida burguesa.
DOS ANOS DOURADOS À CONTESTAÇÃO DO ETHOS BURGUES
Os Beatles encontram Bob Dylan
 
Beatles “Flower Power”
Beatles “Flower Power” <ul><li>“ [...] Vai até o ethos burguês-puritano e a ele se contrapõe frontalmente, opondo-lhe algo...
Across The Universe
Rolling Stones: surgimento da parte maldita do rock
The dream is over: ascensão do conservadorismo e niilismo punk <ul><li>Margareth Thatcher e Reagan </li></ul><ul><li>Class...
Punk
Punk <ul><li>O punk não tem projetos de futuro: niilismo no seu estado mais puro e explosivo. </li></ul><ul><li>Os anos 80...
Anos 80: rock de arena e consagração de estereótipos <ul><li>Burgueses e flower power se reconciliam ao redor do “deus sup...
 
Nirvana: caso limite do espetáculo <ul><li>“ Here we are now, entertain us”. </li></ul><ul><li>Contestação da estética do ...
 
Jeremy – Pearl Jam <ul><li>Em casa </li></ul><ul><li>Desenhando figuras de topos de montanhas </li></ul><ul><li>Com ele no...
Radiohead e a busca da perfuração do espetáculo <ul><li>Melancolia tensa em relação ao nosso tempo. Um desapreço desconcer...
 
A sujeira das cidades, a publicidade abusiva, o consumo como felicidade desidratada, a glorificação da tecnologia, o vazio...
OK Computer A máquina pela primeira vez pode entrar pela porta da frente. Ok, computer. “ Hail to the thief”
Rock: pós modernismo de desvio “ Se a criminologia não deve ser outra coisa que não a negação da injustiça, evitando reduz...
We're Sgt. Pepper's Lonely Heart's Club Band  We hope you have enjoyed the show  Sgt. Pepper's Lonely Heart's Club Band  W...
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Itinerários errantes do rock dos beatles ao radiohead 16-08

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Material do primeiro encontro do Botekis Legalis, 16/08/2011

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Itinerários errantes do rock dos beatles ao radiohead 16-08

  1. 2. ITINERÁRIOS ERRANTES DO ROCK: DOS BEATLES AO RADIOHEAD
  2. 4. <ul><li>Intróito: questões epistemológicas acerca da Criminologia Cultural e Rock </li></ul><ul><li>Interações entre crime e cultura. </li></ul><ul><li>“ testar novas formas de interpretação dos complexos fenômenos da violência, do crime e do desvio na contemporaneidade” (CARVALHO, Salo). </li></ul>
  3. 5. <ul><li>Intróito: questões epistemológicas acerca da Criminologia Cultural e Rock </li></ul><ul><li>A criminologia altera constantemente seu objeto, mas é possível dizer que a ela restou a experiência empírica do delito. </li></ul><ul><li>Sutherland e Cressey: “criminologia é o estudo da elaboração das leis, da violação das leis e da reação ao crime”. </li></ul>
  4. 6. <ul><li>Intróito: questões epistemológicas acerca da Criminologia Cultural e Rock </li></ul><ul><li>A partir do Labelling Approach, amplia-se o estudo, “ao romperem as fronteiras que limitavam o saber na patologia individual, inserem no horizonte científico a dinâmica dos grupos e da sociedade e, posteriormente, com advento da criminologia crítica, o papel das instituições na formação do poder punitivo”. </li></ul>
  5. 7. <ul><li>Intróito: questões epistemológicas acerca da Criminologia Cultural e Rock </li></ul><ul><li>O Labelling Approach redimensionou o campo criminológico, consolidando sua natureza transdisciplinar. </li></ul><ul><li>Nenhuma ciência detém o objeto do saber criminológico. </li></ul>
  6. 8. <ul><li>Intróito: questões epistemológicas acerca da Criminologia Cultural e Rock </li></ul><ul><li>“ As tendências pós-modernas em criminologia retiram do foco central da discussão os tradicionais objetos de análise – crime, criminoso, reação social, instituições de controle, poder político e econômico -, inserindo na investigação criminológica a formação da linguagem da criminalização e do controle.” </li></ul>
  7. 9. <ul><li>Intróito: questões epistemológicas acerca da Criminologia Cultural e Rock </li></ul><ul><li>É fenômeno atual a proliferação de imagens do crime em todos os meios de comunicação social. </li></ul><ul><li>A criminologia não pode estar alheia a isso, devendo aperfeiçoar seus instrumentos de interpretação. </li></ul><ul><li>“ Acima de tudo, situar o crime e o seu controle no âmbito da cultura, isto é, perceber o crime e as agências de controle como produtos culturais”. </li></ul>
  8. 10. <ul><li>Intróito: questões epistemológicas acerca da Criminologia Cultural e Rock </li></ul><ul><li>Jeff Ferrel: “é necessário então importar os insights dos estudos culturais para dentro da criminologia contemporânea” [...], compreender a confluência entre cultura e crime na vida contemporânea”. </li></ul>
  9. 11. <ul><li>Intróito: questões epistemológicas acerca da Criminologia Cultural e Rock </li></ul><ul><li>Fenwick e Hayward: “o crime é embalado e comercializado para os jovens como um romântico, emocionante, cool e fashion símbolo cultural. E neste contexto a transgressão torna-se opção de consumo desejável.” </li></ul><ul><li>A criminologia cultural configura-se como criminologia estética de análise de ícones e símbolos culturais mercantilizados pelos meios formais e informais de comunicação. </li></ul>
  10. 12. Intróito: questões epistemológicas acerca da Criminologia Cultural e Rock “ É possível demonstrar, sereno e sem grandes rupturas com a tradição, que o rock enquanto fenômeno social ou mais especificamente como objeto cultural é um foco de atenção tão óbvio para o criminólogo quanto os crimes praticados por gerentes de grandes companhias, o tráfico de drogas, a situação do sistema carcerário e os mecanismos seletivos de controle policial”.
  11. 13. Intróito: questões epistemológicas acerca da Criminologia Cultural e Rock Abordar o rock enquanto desvio – portanto, enquanto objeto da ciência do desvio que é a Criminologia. Reagir à estetização da política, com a politização da arte.
  12. 14. A FORMAÇÃO DO ROCK NOS ANOS DOURADOS “ ... Para o habitante da sociedade dessa época, a associação entre comportamento desviante e anormalidade, típica, por exemplo, do Positivismo Criminológico, não era de todo estranha, à medida que a prosperidade social e a unidade de valores tenderia a formar uma sociedade uniforme, sem fissuras, assimilando aqueles que se desviam do padrão”.
  13. 15. O ETHOS BURGUES ESTRUTURANTE
  14. 16. O ETHOS BURGUES ESTRUTURANTE “ A cultura do rock surge exatamente como contestação desses dois pilares centrais: puritanismo e trabalho”.
  15. 17. A FISSURA INTERNA: ADOLESCÊNCIA E ROCK “ Provenientes da fartura do pleno emprego e das instituições do Welfare , que viabilizaram a dilatação do tempo até a entrada no mercado de trabalho, os adolescentes estavam no meio termo entre infância e idade adulta”. “ É aqui que temos os dois primeiros significantes fundamentais da cultura jovem da qual o rock será um caso: Elvis Presley e James Dean”.
  16. 18. REBELDES SEM CAUSA: adolescente aborrecido com a monotonia da vida burguesa.
  17. 19. DOS ANOS DOURADOS À CONTESTAÇÃO DO ETHOS BURGUES
  18. 20. Os Beatles encontram Bob Dylan
  19. 22. Beatles “Flower Power”
  20. 23. Beatles “Flower Power” <ul><li>“ [...] Vai até o ethos burguês-puritano e a ele se contrapõe frontalmente, opondo-lhe algo que se choca: à ética do trabalho, disciplina, ordem, os Beatles opõe a psicodelia, o dispêndio, a festa, o deixar-viver da relação no seu estado desinteressado”. </li></ul><ul><li>Guerra do Vietnã </li></ul>
  21. 24. Across The Universe
  22. 25. Rolling Stones: surgimento da parte maldita do rock
  23. 26. The dream is over: ascensão do conservadorismo e niilismo punk <ul><li>Margareth Thatcher e Reagan </li></ul><ul><li>Classe média culparia os pobres por suas dificuldades </li></ul><ul><li>As relações sociais se tornam tensas e violentas e neste contexto surge o punk, daqueles que ficaram entre os flower power e os burgueses. </li></ul>
  24. 27. Punk
  25. 28. Punk <ul><li>O punk não tem projetos de futuro: niilismo no seu estado mais puro e explosivo. </li></ul><ul><li>Os anos 80 assumem-se como lixo. </li></ul><ul><li>Opunham som seco, direto e agressivo às performances do rock progressivo. </li></ul>
  26. 29. Anos 80: rock de arena e consagração de estereótipos <ul><li>Burgueses e flower power se reconciliam ao redor do “deus supremo do mundo ocidental-burguês: o dinheiro”. </li></ul><ul><li>“ Glam Rock”: o potencial subversivo e transgressor é suavizado e domesticado pela dimensão do espetáculo. </li></ul><ul><li>Showbiz </li></ul><ul><li>Platéia passiva. </li></ul>
  27. 31. Nirvana: caso limite do espetáculo <ul><li>“ Here we are now, entertain us”. </li></ul><ul><li>Contestação da estética do espetáculo. </li></ul><ul><li>Vazio forte: “Sem esvaziamento ou suspensão do existente, não há chance para que algo novo aconteça”. </li></ul>
  28. 33. Jeremy – Pearl Jam <ul><li>Em casa </li></ul><ul><li>Desenhando figuras de topos de montanhas </li></ul><ul><li>Com ele no topo, sol amarelo limão </li></ul><ul><li>Braços erguidos em V </li></ul><ul><li>Os mortos estendidos em poças de cor marron embaixo deles </li></ul><ul><li>Papai não deu atenção </li></ul><ul><li>Para o fato de que a mamãe não se importava </li></ul><ul><li>Rei Jeremy, o perverso </li></ul><ul><li>Governou seu mundo Jeremy falou na aula de hoje </li></ul><ul><li>Me lembro claramente </li></ul><ul><li>Perseguindo o garoto </li></ul><ul><li>Parecia uma sacanagem inofensiva </li></ul><ul><li>Mas nós libertamos um leão </li></ul><ul><li>Que rangeu os dentes </li></ul><ul><li>e mordeu os seios da menina na hora do intervalo </li></ul><ul><li>Como eu poderia esquecer </li></ul><ul><li>E me acertou com um soco de esquerda de surpresa </li></ul><ul><li>Meu maxilar ficou machucado </li></ul><ul><li>Deslocado e aberto </li></ul><ul><li>Assim como no dia </li></ul><ul><li>Como dia em que ouvi </li></ul><ul><li>Papai não dava carinho </li></ul><ul><li>E o garoto era algo </li></ul><ul><li>Que mamãe não aceitaria </li></ul>
  29. 34. Radiohead e a busca da perfuração do espetáculo <ul><li>Melancolia tensa em relação ao nosso tempo. Um desapreço desconcertante em relação à indústria cultural. </li></ul>
  30. 36. A sujeira das cidades, a publicidade abusiva, o consumo como felicidade desidratada, a glorificação da tecnologia, o vazio da solidão, a substituição de um tempo vivido por um tempo paralisado na monotonia da rotina sufocante e estressante, a velocidade desnecessária, a esquizofrenia coletiva – todos esses elementos compõem o mosaico dos nossos dias desenhados no “conceito” de Ok Computer.
  31. 37. OK Computer A máquina pela primeira vez pode entrar pela porta da frente. Ok, computer. “ Hail to the thief”
  32. 38. Rock: pós modernismo de desvio “ Se a criminologia não deve ser outra coisa que não a negação da injustiça, evitando reduzir o sofrimento real vivenciado por representações esquemáticas que, a um só golpe, legitimam e reproduzem violência, dar voz aqueles que se insurgem – mesmo que às vezes de forma perversa – é o gesto que lhes permitirá romper com a monótona tautologia que permeia seus relatórios. “
  33. 39. We're Sgt. Pepper's Lonely Heart's Club Band We hope you have enjoyed the show Sgt. Pepper's Lonely Heart's Club Band We're sorry but it's time to go Sgt. Pepper's Lonely, Sgt. Pepper's Lonely Sgt. Pepper's Lonely, Sgt. Pepper's Lonely Sgt. Pepper's Lonely Heart's Club Band We'd like to thank you once again Sgt. Pepper's one and only Lonely Heart's Club Band It's getting very near the end Sgt. Pepper's Lonely, Sgt. Pepper's Lonely Sgt. Pepper's Lonely Heart's Club Band

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