Inversão retórica e realidade invertida: Brasil-Mentira II Olavo de Carvalho
 
Enxergar nos criminosos a sombra da sociedade, portanto a projeção ampliada dos males latentes no próprio coração da maior...
Glamourização do crime
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A geração de universitários que hoje ocupa todas as posições de poder e influência no Brasil foi inteiramente formada ness...
Sentimento de culpa fundamental para a vida em sociedade
Sentimento de culpa fundamental para a vida em sociedade “ Vivo condenado a fazer o que não quero  Então bem comportado às...
Elas já não acreditam somente que o assassino “pode”, imaginariamente, refletir o mal latente no coração do inocente, mas ...
Ao mais mínimo sinal de que um cidadão conceituado não tenha uma conduta irrepreensível, santa, impecável, isto surge aos ...
 
Um código penal – qualquer código penal – não é outra coisa se não um sistema de proporcionalidades. Quando esta noção des...
Uma lição tardia - I Olavo de Carvalho <ul><li>A opção preferencial pela barbárie e pelo grotesco foi levada às suas últim...
Uma lição tardia – I <ul><li>É quase impossível conceber, na obra desses e outros romancistas de idêntica filiação ideológ...
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Inversão retórica e realidade invertida

  1. 2. Inversão retórica e realidade invertida: Brasil-Mentira II Olavo de Carvalho
  2. 4. Enxergar nos criminosos a sombra da sociedade, portanto a projeção ampliada dos males latentes no próprio coração da maioria honesta, é tendência bem antiga da cultura ocidental. A literatura dos séculos XIX e XX esforçou-se tanto para humanizar a imagem do criminoso, que acabou por desumanizar o restante da espécie humana.
  3. 5. Glamourização do crime
  4. 6. Glamourização do crime
  5. 7. Glamourização do crime
  6. 8. A geração de universitários que hoje ocupa todas as posições de poder e influência no Brasil foi inteiramente formada nessa mentalidade. Cada delinqüente, por definição, dá expressão física e manifesta às tendências malignas latentes na alma dos seres humanos em geral, inclusive os melhores deles. Nenhuma vítima de homicídio pode proclamar que o desejo de matar está totalmente ausente no seu coração. A diferença entre ela e o assassino não é de natureza, mas de proporção.
  7. 9. Sentimento de culpa fundamental para a vida em sociedade
  8. 10. Sentimento de culpa fundamental para a vida em sociedade “ Vivo condenado a fazer o que não quero Então bem comportado às vezes eu me desespero Se faço alguma coisa sempre alguém vem me dizer Que isso ou aquilo não se deve fazer Restam meus botões... Já não sei mais o que é certo E como vou saber O que eu devo fazer Que culpa tenho eu Me diga amigo meu Será que tudo o que eu gosto É ilegal, é imoral ou engorda” (Roberto Carlos/ Erasmo Carlos)
  9. 11. Elas já não acreditam somente que o assassino “pode”, imaginariamente, refletir o mal latente no coração do inocente, mas enxergam realmente, literalmente, os inocentes como culpados. “ Não existe bem e mal”
  10. 12. Ao mais mínimo sinal de que um cidadão conceituado não tenha uma conduta irrepreensível, santa, impecável, isto surge aos olhos desse novo modelo de justiceiro como a prova cabal de que tinha razão: os bons, se não são perfeitos, são maus; os maus, sendo um reflexo da maldade deles, são bons no fundo.
  11. 14. Um código penal – qualquer código penal – não é outra coisa se não um sistema de proporcionalidades. Quando esta noção desaparece do horizonte de consciência não só dos fazedores de justiça, mas também daqueles que lhes dão suporte cultural na mídia e no sistema educacional, toda possibilidade de discussão racional da gravidade relativa dos crimes, e portanto das penas que lhes competem, está eliminada do panorama social.
  12. 15. Uma lição tardia - I Olavo de Carvalho <ul><li>A opção preferencial pela barbárie e pelo grotesco foi levada às suas últimas conseqüências, e não existe via de retorno. Brasileiros podem, é claro, continuar estudando, criando, descobrindo, escrevendo coisas boas. Mas serão contribuições individuais, isoladas, não integráveis em qualquer conjunto que valha o nome de “cultura nacional”. </li></ul>
  13. 16. Uma lição tardia – I <ul><li>É quase impossível conceber, na obra desses e outros romancistas de idêntica filiação ideológica – pelo menos enquanto permanecem sob a influência direta do movimento esquerdista – um personagem conservador ou de direita que tenha alguma virtude humana, alguma qualidade moral, alguma razão aceitável para ser como é e pensar como pensa. </li></ul>
  14. 17. Uma lição tardia – I <ul><li>É quase impossível conceber, na obra desses e outros romancistas de idêntica filiação ideológica – pelo menos enquanto permanecem sob a influência direta do movimento esquerdista – um personagem conservador ou de direita que tenha alguma virtude humana, alguma qualidade moral, alguma razão aceitável para ser como é e pensar como pensa. </li></ul>

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