Folha de São Pedro - O Jornal da Paróquia de São Pedro (Salvador-BA) - Março de 2016

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Edição de Março de 2016 do Jornal Folha de São Pedro, o Jornal da Paróquia de São Pedro.

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Folha de São Pedro - O Jornal da Paróquia de São Pedro (Salvador-BA) - Março de 2016

  1. 1. Ao anunciar oAno Santo da Mise- ricórdia no início do ano passado, o PapaFranciscoescreveunabulaMise- ricordiae Vultus (O Rosto da Miseri- córdia): “Na festa da Imaculada Con- ceição, terei a alegria de abrir a Porta Santa. Será então uma Porta da Misericórdia onde qual- quer pessoa que entre poderá experimentar o amor de Deus que consola, perdoa e dá espe- rança”.Compreende-seaemo- ção do Pontífice porque a data recorda o cinquentenário da conclusão do Concílio Vatica- no II, o maior evento da Igreja do século XX. Também per- mitiu que o gesto se repetisse em todas as dioceses do mun- do. Ela permanecerá aberta durantetodooAno Santo,sim- bolizando o Coração de Jesus, a verdadeira Porta que nunca está fechada para quem dele se aproxima. Magnífico sinal doAno Santo da Misericórdia oferecido à Igreja como um presente para esse momento. O mundo precisa ouvir pala- vras suaves queabafemaspro- postas de desamor ouvidas a cada ins- tante. A hora é grave: as famílias se desmancham como bolhas de sabão. Aviolência aumenta num tecido soci- al de competição, consumismo e indi- vidualismo. Nesse terreno hostil, é lançada a semente da misericórdia pelo profeta Francisco que crê no poder renovador do Espírito. É fantástica a sua confi- ança na Igreja: “A primeira verdade da Igreja é o amor de Cristo. É deste amor, que vai até o perdão e o dom de si mesmo, que a Igreja faz-se media- dora junto à humanidade. Por isso, onde a Igreja estiver presente, aí deve ser evidente a misericórdia do Pai. Onde houver cristãos, qualquer pes- soa deve encontrar um oásis de mise- ricórdia”. O Papa Francisco desce à prática, sugerindo o que fazer para vivermos num contexto menos desumano que o nosso: “QueremosviveresteAno Jubi- lar à luz desta palavra do Senhor: Misericordiosos como o Pai”. Na Bula, ele apresenta fundamentos de um programa de vida que cor- responda ao lema do evento. Como primeira sugestão, pede que escutemos a Palavra de Deus porquesó elanos apontaráodevi- do caminho para a vivência da misericórdia.Obstáculosnãofal- tarão, mas, na certeza de que o Senhor está conosco, enfrentare- mos com coragem todos os con- flitos. Basta termos a humildade decolocá-loànossa frenteedesa- parecer atrás dele, revestidos da sua compaixão. Na nossa Arquidiocese, a Porta Santa foi aberta na Basílica do Senhor do Bonfim, e, no Recôncavo baiano, no Santuário de Santo Antônio Galvão, em Belém,Cachoeira. O desafio do Ano Santo da Misericórdia é imenso, meus paroquianos, paroquianas e lei- tores do Folha. Maior, porém, é a oni- potência de Deus, que quer transfor- mar este mundo numa antessala do céu. Desejo que vocês façam essa experiência de fé, atravessando a Porta Santa. Uma santa Quaresma e umaPáscoademuitosdons. Padre Aderbal Galvão de Sousa Padre Aderbal celebra e rende graças a Deus pelos 100 anos de Monsenhor Gaspar Sadoc. Página 5 Troquemos a dureza de coração pela misericórdia, sugere-nos Yvette Amaral no seu artigo na página 7 Papa Francisco nos convida a participar ativamente da Campanha da Fraternidade Ecumênica. Leia mensagem do Pontífice na página 8
  2. 2. Atento à solicitação do Papa Francisco, o Folha de SãoPedroprosseguecomareflexãosobre asvirtudesdes- tacadas noAcróstico composto por ele sobre a Misericór- dia e endereçado a “todos aqueles que querem tornar fecundaasua consagraçãoouoseuserviçoàIgreja”. LetraI–IdoneidadeeSagacidade Se Idoneidade – como esclarece o dicionário -, é sinô- nimo de competência, aptidão, capacidade, então idônea é a pessoa preparada e adequada para exercer um cargo e realizar um serviço. Entretanto, a idoneidade daqueles que se comprometem com o anúncio do Evangelho vai muito além de competência e preparo intelectual exigi- dos pelo mundo. Embora requeira um esforço pessoal, conhecimento das coisas do mundo, da natureza e reali- dade humanas, o missionário idôneo é antes de tudo um vocacionado, vez que os requisitos essenciais para exer- cer a missão de anunciar o amor e a misericórdia de Deus não são encontrados nas instituições humanas, mas parte de uma resposta afirmativa ao chamado divino. E disso quem nos fala muito bem é São Paulo na carta aos gála- tas: “Deus, porém me escolheu antes de eu nascer e me chamou por sua graça, quando ele resolveu revelar em mim o seu Filho, para que eu o anunciasse entre os pagãos...”(Gl1,15-16). Assim comoaidoneidadedeJesus seconcentravapri- meiro naquilo que ele era, assim também a idoneidade do discípulo missionário concentra-se naquilo que ele se torna mediante o batismo: membro do Corpo Místico de Jesus Cristo e pedra viva da Igreja por Ele fundada. E se “a Igreja é fruto do sonho missionário de Jesus”, nós, os batizados, somos os encarregados de dar vida a esse sonho. Em dado momento de sua vida pública, Jesus chamou 72 discípulos – pessoas que O conheciam e conviviam com Ele – e enviou-os em missão, dois a dois, com a ordem de fazerem tudo aquilo que Ele ensinou e fez (Cf Mt 10,7-8). Diante de uma missão aparentemente impos- sível, é Paulo quem mais uma vez vem em nosso auxílio e faz a todos nós que almejamos ser missionários idôneos a recomendação que fez aos filipenses: “Tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo” (Fl 2,5). Jesus dava testemunho da verdade, porque vivia em sintonia com o Pai e procurava fazer, em tudo, Sua vonta- de; era um profundo conhecedor das Escrituras, mas tam- bém da natureza humana e das realidades e costumes do povo. Tinha convicção de sua missão, era objetivo, acre- ditava no que anunciava e vivia de acordo com o que fala- va; não esperava que as pessoas viessem até Ele, mas saía ao encontro delas nas periferias existenciais, como gosta de frisar, Francisco. Compassivo com os famintos, doen- tes e marginalizados, era terno e bondoso com todos, porém enérgico com os hipócritas; falava de verdades eternas a partir das realidades simples do cotidiano dos queoouviam;aoinvésdecondenaçõesediscursos mora- listas, preferia falar do amor do Pai, suscitar esperança no coração das pessoas e se comprazia em apresentar solu- ções que as conduzissem à felicidade. A ninguém discri- minava, pelo contrário, garantiu a salvação a todos que livremente aceitassem Sua proposta e O seguissem. Nunca impôs sua Verdade, mas manifestou-se como o Caminho,aVerdadeeaVida. Nesse mundoemquevivemos,aespertezaestátãolar- gamente voltada para o crime, a violência e a corrupção que até relutam em vê-la como uma virtude. Entretanto, a presença de espírito e presteza para responder e resolver situações que requerem respostas e ações imediatas e urgentes torna-se uma preciosa virtude quando, ilumina- da pelo Espírito Santo, é usada para servir ao próximo, construir um mundo mais justo e para o anúncio da Boa NovadoReinodeDeus. Os evangelistas narram que as lideranças religiosas, incomodadas com a pregação de Jesus, tramavam arma- dilhas com a intenção de forçá-Lo a contradizer a Lei Mosaica e, assim, desacreditá-Lo junto ao povo. Mas Jesus, extremamente sagaz, percebia a maldade deles e dava respostas tão bem formuladas que deixava os inter- locutoresperplexosesemsaída. Não basta que sejamos missionários ternos e idôneos. Porque precisamos também de muita sagacidade, que é a recomendação de Jesus para os discípulos de seu tempo, “Sejam espertos como as serpentes, mas simples como as pombas” (Mt 10,16), chega até nós hoje com a mesma forçaevigordevinteséculosatrás. zelia.vianna@yahoo.com.br Zélia Vianna
  3. 3. GRUPO DE ORAÇÃO NOSSA SENHORA DO CENÁCULO: 2, 9, 16, 23 e 30 de março, às 8h, na Igreja Nossa SenhoradaConceiçãodaLapa. ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO: 3 de março, às 11h, na Igreja de São Raimundo, sob a responsabilidadedaParóquiadeSãoPedro. HORA SANTA E MISSA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS: 4 de março. Hora santa às 9h e missa às 10h, na Igreja deSãoPedro. VIA SACRA: 4, 11 e 18 de março, às 11h e 16h, na Igreja de São Pedro; e às 15h30, na Igreja Senhor Bom Jesus dos Aflitos. 24HORAS DEORAÇÃO PARAO SENHOR: 4demarço. CATEQUESE PAROQUIAL: Encerramento das inscrições, 5 de março. Início: 12 de março, às 14h, na Igreja Nossa Senhora daConceiçãodaLapa. PREPARAÇÃO DE PAIS E PADRINHOS PARA O BATISMO DE CRIANÇAS: 5 e 19 de março, às 15h, na Igreja deSãoPedro. BATISMO DE CRIANÇAS: 6 e 20 de março, às 9h, na Igreja deSãoPedro. UNÇÃO DOS ENFERMOS: 5 de março, na missa das 15h, na Igreja de São Pedro. As inscrições devem ser feitas com antecedêncianasecretariaparoquial. ENCONTRO DOS MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA SAGRADA COMUNHÃO: 5 de março, das 8h30 às 11h, naIgrejaNossa SenhoradaConceiçãodaLapa. F E S T A D E S Ã O J O Ã O D E D E U S E D I A INTERNACIONALDAMULHER:8demarço. REUNIÃO DA PASTORAL DA VISITAÇÃO AOS DOENTES E IDOSOS: 8 de março, às 16h, na Igreja Nossa SenhoradaConceiçãodaLapa. REUNIÃO DACOMISSÃO DAFESTADE SÃO PEDRO: 9 demarço,às18h,naIgrejadeSãoPedro. DIADOS BIBLIOTECÁRIOS: 12demarço. R E U N I Ã O D A E Q U I P E D E R E C E P Ç Ã O E ATENDIMENTO: 12 de março, às 9h, na Igreja Nossa SenhoradoRosário. ANIVERSÁRIO DE ELEIÇÃO DO PAPA FRANCISCO (3 anos):13demarço. MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS DOADORES DOS BAZARES DA PARÓQUIA: 13 de março, às 12h, na IgrejadeSãoPedro. FESTA DE SANTO ANTÔNIO DE CATEGERÓ: 14 de março, missa às 8h, 10h, 12h, 15h, 17h e 18h30, na Igreja de sãoPedro. REUNIÃO DOS MONITORES DAS COMUNIDADES BÍBLICAS: 15demarço,às17h30,naIgrejadeSãoPedro. FESTADESÃO JOSÉ: 19demarço. ANIVERSÁRIO DE ORDENAÇÃO DE PADRE ÁUREO: 21demarço. ANIVERSÁRIO DACIDADE DO SALVADOR (467 anos): 29demarço. REUNIÃO DOS ANUNCIADORES DA PALAVRA: 29 de março,às15h30,naIgrejadeSãoPedro. ANIVERSÁRIO DE ORDENAÇÃO EPISCOPAL DE DOM ESTEVAM: 30demarço. 01: Hora Santa e missa do Sagrado Coração de Jesus; 02: Encontrão das Comunidades Bíblicas e Confraternização da Páscoa; 02 e 16: Preparação de pais e padrinhos para o batismo de crianças; 02: Unção dos Enfermos; 03 e 17: Batismo de crianças; 06, 13, 20 e 27: Grupo de Oração Nossa Senhora do Cenáculo; 07: Adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja de São Raimundo; 09: Reunião da Equipe de Recepção e Atendimento; 10: Aniversário de nascimento de Dom Estevão; 10: Missa em Ação de Graças pelos doadores dos bazares paroquiais; 11: Aniversário de nascimento do diácono Lourival; 12: Reunião da Pastoral da Visitação a Doentes e Idosos; 19: Reunião dos Monitores das Comunidades Bíblicas; 21: Tiradentes – Feriado – Igrejas fechadas; 26: Reunião dos Anunciadores da Palavra; 27: Dia dos Empregados do Lar; 28: Aniversário de ordenação episcopal de Dom Murilo Krieger; 29: Reunião do Apostolado da Oração. PROGRAMAÇÃO PARAA SEMANA SANTA DOMINGO DE RAMOS: 20 de março. Caminhada de Ramos, do Campo Grande à Praça Municipal, às 7h. Missas na Igreja de São Pedro às 10h e 12h. ORAÇÃO E SÚPLICA PELA MISERICÓRDIA: 23 de março, às 9h, 11h, 14h e 16h, na Igreja de São Pedro. QUINTA-FEIRA SANTA: 24 de março, Adoração ao Santíssimo Sacramento, das 8h às 16h. Missa da Ceia do Senhor, às 17h, na Igreja de São Pedro. SEXTA-FEIRA SANTA: 25 de março, Adoração ao Santíssimo Sacramento, das 8h às 11h30; Liturgia da Paixão, às 17h, na Igreja de São Pedro. SÁBADO SANTO: 26 de março, missa da Vigília da Páscoa, às 18h, na Igreja de São Pedro. DOMINGO DE PÁSCOA: 27 de março, missa às 8h, 10h e 12h, na Igreja de São Pedro. CONVITE No próximo dia 2 de abril, das 8h às 12h30, na Igreja Nossa Senhora da Conceição da Lapa, haverá o Encontrão das Comunidades Bíblicas da nossa Paróquia, aberto à participação de todos os paroquianos, terminando com um almoço de confraternização da Páscoa. Inscrições na secretaria paroquial.
  4. 4. FESTA DE NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS Em 2 de fevereiro passado, em todas as missas na Igreja de São Pedro, foi celebrada a Festa de Nossa Senhora das Candeias.Aliturgiafazmemóriada Festa da Apresentação do Senhor, inicialmente chamada de Festa da Purificação de Nossa Senhora, uma das mais antigas do cristianismo, celebrada desde o século IV. A Festa de Nossa Senhora das Candeias lembra o gesto do velho profeta Simeão, quando Jesus foi apresentado ao Tem- plo,comoaLuzqueveioparailuminarasnações. QUARESMA: TEMPO DE CONVERSÃO O início da Quaresma na nossa comunidade foi mar- cado pelas missas da Quarta-feira de Cinzas, realizadas no último dia 10 de fevereiro, nas igrejas de São Pedro e Nossa Senhora da Conceição da Lapa. A missa das 17h, na Igreja de São Pedro, foi presidida pelo nosso pároco, padre Aderbal Galvão, contando com a presença do diá- cono LourivalAlmeida. Na homilia, padreAderbal refle- tiu sobre a liturgia da Palavra do dia, ressaltando o convi- te do profeta Joel para que nos voltemos para Deus; o pedido do apóstolo Paulo para que nos deixemos conver- ter para sermos embaixadores de Cristo; e o evangelho, através do qual Jesus nos convida a vivermos os exercíci- os quaresmais(jejum,esmolaeoração)semhipocrisia. FESTA DE NOSSA SENHORA DE LOURDES Em 11 de fevereiro último, foi celebrada a Festa de Nossa Senhora de Lourdes na Igreja Nossa Senhora do Rosário. Nesse dia, a Igreja celebra também o Dia Mun- dial dos Enfermos. Por essa razão, durante a missa, padre Aderbal, que presidiu a celebração, administrou a Unção dos Enfermosàspessoas doentes. RETIRO DA QUARESMA Abordando o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano “Casa comum, nossa responsabili- dade”, foi realizado, no último dia 13 de fevereiro, o Retiro da Quaresma, na Igreja Nossa Senhora da Concei- ção da Lapa. O Retiro contou com a presença do nosso pároco, padre Aderbal, do diácono Lourival, de mem- bros das pastorais e movimentos religiosos da Paróquia e dos representantes da Família Excelsior Vida. Os momentos de oração e exposições foram conduzidos pela equipe responsável pela divulgação da Campanha na Paróquia: Zélia Vianna, Ubereanã Cortês Umbelino e o casal André Luiz e Maria do Carmo Viana. O encerra- mento do Retiro foi presidido por padreAderbal com um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento. A Equipe de Eventos da Paróquia providenciou a infraes- trutura necessária para tornar o momento mais acolhe- dor.
  5. 5. Ao celebrar os 100 anos de nascimento de um irmão no sacerdócio tão querido, agradeço e louvo a Deus por tê-lo conhecido e experimentado o seu testemu- nho sacerdotal. Em 20 de março de 1916, em Santo Amaro da Purificação, Monsenhor Gaspar Sadoc da Natividade abriu os olhos para a luz do mundo e come- çou a ver coisas maravilhosas que não conhecia por- que, até então, sua retina só gravara a escuridão do ventre materno. E que coisas lindas ele viu: o sorriso de sua mãe, o olhar emocionado do seu pai, a alegria no rosto das visitas que recebeu e tudo mais de bom que a terra nos oferece. Foi crescendo, revelando seus desejos, conhecendo gente, admirando o ambiente, abrindo-se para a vida, vivendo. Como toda criança, o pequeno Gaspar foi para a escola, aprendeu a ler e a escrever, fez amigos. Enquanto esses fatos ocorrem, ele vai descobrindo Deus nas orações que a mamãe ensina, na bondade dos que o cercam, na catequese escolar, na preparação para a Pri- meira Eucaristia. Adolescente, percebe que existe um mundo fora do lar, que as pessoas não são iguais e cami- nham por atalhos diferentes. Chega a hora de decidir o seu futuro e percebe que Deus o convoca para um estado de vida que não corresponde ao da maioria. Pensa em ser padre. Reza, medita, estuda e se convence de que a escolha vai dar certo. E, em 30 de novembro de 1941, ouve de Deus e da Igreja a definição do que ele deve ser: “Tuéssacerdosinaeternum”(sacerdoteparasempre). Inicia-se um novo trecho na sua estrada, que não passa apenas por Santo Amaro, mas tem o seu fim nos confins da terra. É o tempo da consagração, da entrega, do plantio e da colheita. É impossível, num simples depoimento, fruto de admiração e amizade, resumir a vida de Monsenhor Sadoc, o seu total compromisso com o Senhor, num cotidiano de receber e partilhar a graça e as bênçãos da sua vida sacerdotal, assim como o que significa para mim sua amizade fraterna e o seu testemu- nhodevida. Muito teria a sublinhar dessa história de 100 anos. Limito-me a destacar duas marcas da sua maneira de ser padre. Foram carismas que ele multiplicou com muita generosidade. Deus o agraciou com o dom da palavra. Desde cedo, demonstrou esse seu dote, pois, já na juven- tude, era convidado a falar em diversas solenidades. Tornou-se comum, tanto nas missas festivas como em outras celebrações, ele falar num português elegante, correto e bem trabalhado. Mas o seu discurso não valia como a decoração de um bolo. Sempre havia mensagens preciosas através das quais ele realizava a sua missão de evangelizar. A idade avança, e o orador prossegue bri- lhante, empolgante e convincente. Os anos se multipli- cam e hoje, embora tetraplégico, Monsenhor Sadoc continua na fidelidade da sua missão, aconselhando e rezando com todos aqueles que o visitam, dando sempre a nós, sacerdotes, uma palavra de incentivo ao ministé- rio. Também ele dirige diariamente a todo o povo de Deus sua palavra através da Rádio Excelsior da Bahia, dando testemunho do ardor missionário e, assim, parti- cipando da construção do Reino de Deus com a força da palavraqueoSenhorlhedeu. Outro traço destacado da sua personalidade é a soli- dariedade sacerdotal que ele manifesta aos seus irmãos padres quando enfrentam alguma adversidade. No pas- sado, quando dispunha de integridade física, era sempre uma presença ao lado dos sacerdotes doentes, idosos e daqueles que passavam por qualquer dificuldade voca- cional. A sua voz era sempre ouvida nas reuniões do clero, na defesa da Igreja da Arquidiocese e dos irmãos sacerdotes. Hoje, certamente, seu coração intercede muitoemfavordos responsáveispelavinhadeJesus. Monsenhor Sadoc, como seu parceiro no presbitério de Salvador, alegro-me com o seu centenário de nasci- mento. Agradeço as pedras que o senhor colocou na edificação da Igreja em nossa Arquidiocese. Pessoal- mente, como diretor da Rádio Excelsior da Bahia, sou grato pela sua valorização do nosso trabalho na comuni- cação e pela sua disponibilidade em servir à emissora queéa“VozdoSenhordoBonfim”. Sempre me marcou quando, todas as vezes que o encontro, o senhor faz questão de reservar um momento para rezar a Ave Maria, saudando à Virgem, Mãe de Deus. E, nesse momento, a ela me dirijo, suplicando que o envolva com o seu manto materno e interceda ao seu FilhoJesus pelodomdasuavida. SeuirmãonoCristoJesus,
  6. 6. 01-M.ª HELOÍSAAGUIAR PIRES 01-M.ª ROSA B. PEDRAL SAMPAIO 01-M.ª CRISTINA LE PINTO 02-ESMERALDA DOS SANTOS 02-GUILHERME C. MATOS DE BARROS 02-IVONE SANTANA SANTOS 02-LÊDA L. NETAANDRADE 02-LÚCIO CLÁUDIO SILVA PIRES 02-M.ª DA SOLEDADE M. MARIANO 02-THEREZA MOTTA DA FONSECA 03-CLEUSA VELOSO DA SILVA 03-GUIOMAR BISPO DOS SANTOS 03-LIONILA I. N. DE OLIVEIRA 03-MAÍRA LUIZA SILVA DE FREITAS 03-MARINA SANTOS DE MENEZES 04-EDMILSON DOS ANJOS 04-MARGARIDA M.ª COUTINHO FONSECA 05-M.ª AMÉLIA GONÇALVES DA SILVA 05-M.ª DE LOURDES RAMOS DE FREITAS 05-M.ª ROMILDES DOS REIS 05-ORDÉLIA RAMOS DA SILVA 06-CÉLIA M.ª L. CASTELLO BRANCO 06-GILCÉLIA JESUS DA SILVA 06-JOÃO MELO DOS SANTOS 06-M.ª NILDA OLIVEIRA SILVA 07-CLÁUDIO TRINDADE DE MELO 07-ECLÉA SANTOS DO COUTO 08-LUIZA DE FÁTIMA DA CUNHA 08-M.ª LEITE ALVES DE OLIVEIRA 08-SABINO JOSÉ SOARES 09-RUTH CARNEIRO DE OLIVEIRA 09-WALDO PEREIRA DE CARVALHO 10-ÁLVARO CLEMENTE NETO 10-DJANIR LEMOS BASTOS 10-GERALDO PEDRAL SAMPAIO 10-JOSÉ NEVES DA COSTA 10-M.ª DE LOURDES F. DA SILVA 10-ZENAIDE ELESBÃO DOS SANTOS 11-ANTÔNIO ROSENDO SACRAMENTO 11-FIRMINA RIBEIRO DE ALMEIDA 11-INA MÁRCIA DE OLIVEIRA 11-MARIA SANTOS DE SOUZA 11-ZAIDA MIRANDA DE SÁ 12-MARLENE P. DE M. MONTEIRO 12-MARTINIANA DE JESUS SANTOS 12-VANDERLICE A. M. DE FREITAS 13-ANA LUIZA DIAS DE OLIVEIRA 13-ANDRÉ LUIZ V. DIAS DOS SANTOS 14-MONICK S. DAANUNCIAÇÃO SILVA 15-HAYDÉE ANTUNES FRANÇA 15-JANILDA DE S. NASCIMENTO 16-ISABEL CRISTINA D. DE JESUS 16-RITA DE CÁSSIA R. CONCEIÇÃO 16-RITA FRANÇA 17-M.ª DA PURIFICAÇÃO P. COUTINHO 17-SOLANGE M.ª O. SENA MOREIRA 18-CONSTANÇA BARBOSA LEMOS 18-M.ª DE LOURDES DA CUNHA 18-M.ª LIMA P. DE CARVALHO 18-NIVALDO C. DOS SANTOS JÚNIOR 19-GÉRSON CARDOSO DOS SANTOS 19-JOSELITA M. BATISTA DE OLIVEIRA 19-M.ª AUXILIADORA CHÉ DE MIRANDA 19-M.ª JOSÉ NERI ANDRADE 19-M.ª LOURDES FERREIRA DE ASSIS 19-Mª JOSÉ NASCIMENTO SANTOS 20-FÁBIO SANTOS DE ALMEIDA 20-JORGE MANOEL MUNIZ FERREIRA 20-LUCIENE SANTOS DA CRUZ 20-MARCOS ANTÔNIO C. DE ARAÚJO 20-MARIANA QUADROS ANDRADE 20-OSWALNITA DE SOUZA TEIXEIRA 20-SÉRVULO ASSIS DE SOUZA 21-BENEDITO SANTIAGO DE QUEIROZ 21-CLÁUDIA SOARES VIEIRA 21-ELIEDISON SILVA DOS SANTOS 21-JOELITA GUERRA VIEIRA 21-LUIS ALBERTO OLIVEIRA RIBEIRO 21-MARLIETE M.ª M. MEIRA DA SILVA 22-IVANY LIMA DOS SANTOS 23-M.ª DA GLÓRIA B. P. SAMPAIO 23-VALDELICE FREITAS DOS SANTOS 24-DOMINGAS M.ª M. BOAVENTURA 24-M.ª DE FÁTIMA DA CUNHA 24-NELSON SANTOS SOUZA MAIA 24-NIVALDINA JOSÉ CARDOSO 24-OSMAR GOMES DE CARVALHO 24-ZEZILDA CONCEIÇÃO REIS 26-CAMILA Q. DÓREA ESTRELA 26-FRANCISCO J. S. DOS SANTOS 26-M.ª NILZA CALAZANS SILVA 27-ANGELITA SOUZA LEAL 27-FRANCISCO ROBERTO VITTI 27-M.ª JOSÉ PINTO DE JESUS 27-NILSON ROSA BARROS 27-SÍLVIO FÉLIX DE CERQUEIRA 27-VALDECIR ALBERTO CASSANEI 27-VANDREGISILA DE O. ATHAYDE 28-AIDÊE PEREIRA DA SILVA 28-ELEN GREICE MELO AMORIM 28-FÁTIMA M.ª DE SOUZA MATOS 28-GIRLENE DOS SANTOS DA SILVA 28-IZABEL CRISTINA S.S. FERREIRA 28-NEIANE SOUZA BOMFIM 29-ANA CRISTINA P. DOS SANTOS 29-JOSÉ ANTÔNIO MOTA DA SILVA 29-JOSÉ VALMIR LIMA OLIVEIRA 29-LEDA MARIA MOREIRA 29-LUCIENE NASCIMENTO MOURA 29-M.ª VITÓRIA T. DE SOUSA FREITAS 30-MARLENE SOLEDADE TEIXEIRA 30-MAURÍCIO JOSÉ CHAGAS DE JESUS 31-LUIZ CARLOS DE SOUZA 31-VAGNER APARECIDO A. CABRAL A você, meu irmão, minha irmã, que assume esta Paróquia como dizimista e se compromete com o trabalho pastoral, parabéns! Como presente do seu aniversário, a comunidade paroquial estará unida a você, seus amigos e familiares, nesse dia tão especial, para celebrar esta data. Venha participar, nesse dia, da Santa Missa, às 8h, na Igreja de São Pedro. PARÓQUIA DE SÃO PEDRO MOVIMENTO FINANCEIRO JANEIRO/2016 RECEITAS Dízimos .............................................. 35.796,00 Espórtulas de missas ............................ 4.624,00 Espórtulas de batizados ............................ 360,00 Espórtulas de matrimônios ........................ 355,00 Taxas de certidões ....................................... 70,00 Coletas ordinárias ................................... 8.570,00 Donativos ............................................... 1.800,00 Rendimento do bazar ............................. 7.916,00 Rendimento do restaurante .................... 8.675,49 Aluguéis .................................................1.200,00 TOTAL ...............................................69.366,49 DESPESAS Manutenção e conservação .................. 5.766,71 Material litúrgico ........................................ 492,40 Promoção humana/formação ...................4.939,48 Ajuda pastoral a moradores de rua ..........1.000,00 Ajuda pastoral a mulheres marginalizadas .880,00 Ajuda social ............................................. 5.400,00 Salários ................................................. 20.813,91 Vale refeição ......................................... 6.637,50 Vale transporte ......................................... 1.821,60 Encargos sociais .................................... 10.588,96 Côngrua ao pároco ...................................2.800,00 Material de expediente ..................................92,10 Correios ...................................................1.214,00 Água, energia e telefonia ..........................3.131,41 Serviços contábeis ......................................715,00 Impostos municipais ....................................236,65 Tarifa bancária ...............................................57,60 Taxa do programa SGCP ....................... 97,50 Repasse de taxa à Cúria ........................ 4.113,50 Outras despesas .................................... 301,11 TOTAL ............................................. 71.099,43 SALDO DO MÊS negativo 1.732,94 Dízimo é opção pastoral e não campanha financeira. SEJA DIZIMISTA! INSCREVA-SE NA SECRETARIA PAROQUIAL!
  7. 7. yvettealemosmaral@gmail.com O processo de hipertrofia benigna da próstata insta- la-se na região chamada zona transicional, no interior desse órgão, bem próxima à parte prostática da uretra. Essa doença afeta homens a partir da quarta década de vida, podendo intensificar-se na sexta e oitava década, sendo considerada uma condição natural do envelheci- mento masculino. O crescimento da próstata determina o aparecimento dos sintomas do trato urinário inferior. Esses sintomas afetam negativamente a qualidade de vida, interferindo nas atividades diárias e convívio soci- al. Eles ainda afetam o sono reparador e provocam esta- do de ansiedade, podendo também afetar as funções sexuais. Como o nome já diz, é uma doença benigna, diferen- te do câncer de próstata, que se revela maligno e atinge outras partes do organismo através de metástases. Devi- do ao crescimento benigno do tecido da próstata, essa enfermidade resulta em obstrução da uretra, prejudican- do o esvaziamento da bexiga. A reação excessiva do músculo detrusor e os estímulos neuronais também con- tribuem para o deficiente esvaziamento urinário. Outras complicações decorrentes da hipertrofia benigna da próstata são: infecção urinária frequente, cálculos na bexiga, retenção urinária aguda, hidronefrose, insufi- ciência renal crônica e necessidade de cirurgia, afetando maisaindaaqualidadedevidado paciente. Para o diagnóstico, é preciso que, na consulta médi- ca, sejam relatados os desconfortos urinários, tais como: aumento da frequência e urgência para urinar (principal- mente à noite), incontinência urinária, jato fraco da uri- na,esforçoexageradoparaurinar,entreoutros. Assim, através da história e do exame físico, o médi- co assistente irá conduzir o paciente aos meios diagnós- ticoseindicarotratamentoaserrealizado. HIPERTROFIA BENIGNA DA PRÓSTATA Yvette Amaral É muito conhecida a parábola tra- dicionalmente denominada do filho pródigo que hoje se nomeia do pai misericordioso. Na verdade, o com- portamento do segundo filho é de tanta humildade e confiança no pai que sensibilizou sempre os comenta- dores. Entretanto, neste Ano Santo da Misericórdia, a atitude paterna tão compassiva merece atenção especial, sobretudo,confrontando-acomadure- zadecoraçãodo filhomaisvelho. É verdade que a atitude rebelde do caçula não merece aplauso. Ele exigiu do pai a antecipação da herança, saiu de casa, deixando o velho desolado, mas esperando pacientemente o seu retorno. Somos muito tocados pela misericórdia paterna, que perdoa o filhoinsensatosemnadaexigirdele. Entretanto, um terceiro persona- gem participa da composição: é o filho mais velho que sempre 'andou certinho', sem criar embaraços no lar. Permaneceuaoladodopaicomocons- tante colaborador, seguindo-o fiel- mente. Na vida familiar, porém, acon- tece um fato que leva o primogênito a revelar um traço escondido do seu caráter: a inveja motivada pelos ges- tos do pai ao acolher o seu irmão que abandonara o lar. Ele foi mesquinho, duro, ciumento. Condenou o pai que celebrou com tanta alegria e afeto a volta do seu filho. Alma mesquinha, cobra o serviço que deu à família e não consegue ultrapassar a justiça do “olho por olho, dente por dente” da lei. Ele tinha valor pessoal, mas, na sua maleta de viagem, faltou aquilo que carimba o ser cristão: a misericór- dia. Vencido pela insensibilidade, não revelou nenhuma compreensão pelo irmão. Os discípulos de Jesus devem ser exigentes consigo mesmos, contudo, prudentes em julgar o irmão. Não lhes cabe jogar pedras, porém estender a mão. Devem andar em linha reta sem, contudo, incriminar a sinuosidade da condutados maisfracos. O filho mais moço dispunha no lar de tudo que o poderia fazer feliz. Foi carente, porém, do amor fraterno. Se contasse com ele, talvez não tivesse abandonado o lar. No mundo, há mui- tos primogênitos 'bem comportados', mas não ungem com o óleo da tolerân- cia as suas atitudes. Agem com reti- dão, mas não temperam a eficiência com a doçura da misericórdia. Não têm aquela largueza de coração que esquece as faltas dos outros e anteci- pam o perdão antes de ser este pedido. O filho mais velho é um tronco robus- to, contudo não aceita a fragilidade dos ramos. Prefere crescer desnudo, isolado no seu orgulho a se cobrir de pequenas folhas. Morre estéril sem nunca produzir os frutos que dão con- tinuidade à vida. O filho mais novo é o ser humano que erra, mas, quando reconhece sua fraqueza, não se enver- gonha de pedir perdão. O pai é um oásis de misericórdia em que o beduí- no mata a sede, cochila sob a verde folhagem e haure mais energia para novamente enfrentar a secura do deserto. Dr. Getúlio Tanajura Machado gemachado@bol.com.br - tel. 71-3328-5633
  8. 8. Informativo da Paróquia de São Pedro Praça da Piedade, 11 - São Pedro - CEP: 40.060-300 - Salvador - Bahia - Brasil - Fone: (55)(0*71) 3329-3280 Site: www.paroquiadesaopedro.org - E-mail: padreaderbal@ig.com.br Direção e Coordenação: Padre Aderbal Galvão de Sousa Diagramação e Revisão: Equipe da Pastoral da Comunicação Colaboração: Getúlio Machado, Yvette Amaral e Zélia Vianna Ilustrações: Internet, Getúlio Machado e Marcel Lago Impressão: Gráfica e Editora Polikron - E-mail: florisvaldo.vitale@yahoo.com.br Expediente: Jornalista responsável: Maria Alcina Pipolo - MTb/DRT/BA 915 Tiragem: 10 mil exemplares Distribuição Gratuita Arquidiocese de São Salvador da Bahia - Brasil Queridos irmãoseirmãsdo Brasil! Em sua grande misericórdia, Deus não se cansa de nos oferecer sua bênção e graça e de nos chamar à conversão e ao crescimento na fé. No Brasil, desde 1963, se realiza, durante a Quaresma, a Campanha da Fraternidade. Ela propõe cada ano uma motivação comunitária para a con- versão e a mudança de vida. Ela tem como tema: “Casa comum, nossa responsabilidade”. Seu lema bíblico é tomado pelo Profeta Amós: “Quero ver o direito brotar como fonte e a justiça qual riacho que não seca” (Am 5, 24). É a quarta vez que a Campanha da Fraternidade se rea- liza com as Igrejas que fazem parte do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic). Mas, desta vez, ela cruza fronteiras: é feita em conjunto com a Misereor, ini- ciativa dos católicos alemães que realizam a Campanha da Quaresma desde 1958. O objetivo principal deste ano é o de contribuir para que seja assegurado o direito essenci- al de todos ao saneamento básico. Para tanto, apela a todas as pessoas, convidando-as a se empenharem com políti- cas públicas e atitudes responsáveis que garantam a inte- gridadeeo futurodenossa CasaComum. Todos nós temos responsabilidade por nossa Casa Comum, ela envolve os governantes e toda a sociedade. Por meio desta Campanha da Fraternidade, as pessoas e comunidades são convidadas a se mobilizar a partir dos locais em que vivem. São chamadas a tomar iniciativas em que se unam as Igrejas e as diversas expressões religi- osas etodasaspessoas deboavontadenapromoçãodajus- tiça e do direito ao saneamento básico. O acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é condição necessária para a superação da injustiça social e para a erradicação da pobreza e da fome, para a superação dos altos índices de mortalidade infantil e de doenças evitáveis, e para a sus- tentabilidadeambiental. Na encíclica Laudato Si', recordei que “o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, funda- mental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos” (n. 30), e que a grave dívida social para com os pobres é parcialmente saldada quando se desen- volvem programas para prover de água limpa e sanea- mentoaspopulaçõesmaispobres (cf.ibid.).E,numapers- pectiva de ecologia integral, procurei evidenciar o nexo queháentreadegradaçãoambientaleadegradaçãohuma- na e social, alertando que “a deterioração do meio ambi- ente e a da sociedade afetam de modo especial os mais frá- geisdoplaneta”(n.48). Aprofundemos a cultura ecológica. Ela não pode se limitar a respostas parciais, como se os problemas estives- semisolados.Ela“deveriaserumolhardiferente,umpen- samento, uma política, um programa educativo, um estilo de vida e uma espiritualidade que oponham resistência ao avanço do paradigma Tecnocrático” (Laudato si', 111). Queridos irmãos e irmãs, insisto que o rico patrimônio da espiritualidade cristã pode dar uma magnífica contribui- ção para o esforço de renovar a humanidade. Eu os convi- do, principalmente durante esta Quaresma: motivamos, pela Campanha da Fraternidade Ecumênica, a redescobrir como nossa espiritualidade se aprofunda quando supera- mos “a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor”, e descobrimos que Jesus quer “que toquemos a carne sofredora dos outros” (Evan- gelii gaudium, 270), dedicando-nos ao “cuidado generoso e cheio de ternura” (Laudato Si', 220) de nossos irmãos e irmãsedetodaacriação. Eu me uno a todos os cristãos do Brasil e aos que, na Alemanha, se envolvem nessa Campanha da Fraternidade Ecumênica, pedindo a Deus: “ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhe- cer que estamos profundamente unidos com todas as cria- turas no nosso caminho para a vossa luz infinita. Obrigado porque estais conosco todos os dias. Sustentai- nos, por favor, na nossa luta pela justiça, o amor e a paz” (Laudato si', 246).Aproveito a ocasião para enviar a todos minhas cordiais saudações com votos de todo bem em Jesus Cristo, único Salvador da humanidade, e pedindo que,porfavor,nãodeixemderezarpormim! Vaticano,22dejaneirode2016 Francisco

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