Avaliacao -estudo_do_tema

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Curso inicial de 40horas realizado em 28.01 a 01.02.2013, e em edições extras.
2ª edição - 04 a 08.02.2013
3ª edição - 18 a 22.03.2013
4ª edição - 06 a 10.05.2013
5ª edição - 05 a 09.08.2013

Os conteúdos abordados para o curso inicial foram: a apresentação do programa do PNAIC (definição, objetivos etc.); estrutura geral do curso; dinâmica de apresentação do grupo e socialização de expectativas; formação continuada de professores; alfabetização e letramento – alfabetizar letrando; currículo na alfabetização na perspectiva da inclusão; educação especial; avaliação na alfabetização; planejamento dos encontros de formação; encerramento.

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Avaliacao -estudo_do_tema

  1. 1. AVALIAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃOAVALIAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃO Formadoras: Ana Mateó Carla Prates Guariara Soares Nara Magnolia Ocione Almeida Simone Lucena Supervisora:Ana Paula Silva
  2. 2. Fonte: http://www.clubedamafalda.blogspot.com.br
  3. 3. PODE SER DIFERENTE...PODE SER DIFERENTE...
  4. 4. [...] avaliar é um ato pelo qual, através de uma disposição acolhedora, qualificamos alguma coisa (um objeto, ação ou pessoa), tendo em vista, de alguma forma, tomar uma decisão sobre ela; e no caso de pessoas, junto com elas... Quando atuamos junto a pessoas, a qualificação e a decisão necessitam de ser dialogadas. O ato de avaliar não é um ato impositivo, mas sim dialógico, amoroso e construtivo. (LUCKESSI, 2003, p. 37)
  5. 5. A serviço de quem avaliamos? Deve ser sempre (em qualquer circunstância, momento e lugar) a serviço dos alunos que aprendem. “aprender para aprender e não só para avaliar”
  6. 6. PENSAMENTO TRADICIONALPENSAMENTO TRADICIONAL “a realização de práticas de avaliação nomeadas hoje como tradicionais, cuja ênfase era na medição/mensuração das aprendizagens dos alunos e na classificação deles como aptos ou não aptos para progredir no ensino” p. 24
  7. 7. PENSAMENTO TRADICIONALPENSAMENTO TRADICIONAL “Antes de iniciar o processo formal de alfabetização, era preciso avaliar se os alunos apresentavam a “prontidão” necessária para tal processo, relacionada ao desenvolvimento de habilidades “psiconeurológicas” ou “perceptivo- motoras” (coordenação motora, discriminação auditiva e visual, etc.).”
  8. 8. PENSAMENTO TRADICIONALPENSAMENTO TRADICIONAL Com a elevação do índice de repetência na 1ª série do Ensino Fundamental da escola pública, vimos surgir programas de Educação Compensatória que tinham o objetivo de preparar os alunos, na Educação Infantil (denominada de pré-escola na época), para o início do processo de alfabetização, compensando as supostas carências culturais, deficiências linguísticas e defasagens afetivas que esses alunos – provenientes das camadas populares – apresentavam (KRAMER, 2006).
  9. 9. Uma vez diagnosticado que elas estavam “aptas” para iniciar esse processo, cabia ao professor, que seguia um determinado método, apresentar as unidades sonoras (sílaba, fonema) em uma sequência pré- estabelecida, unidades estas que deveriam ser memorizadas pelos alunos. Como abordado por Albuquerque e Morais (2006, p. 129)
  10. 10. FIZEMOS ...FIZEMOS ... Nessa prática de ensino da leitura e da escrita, a avaliação era fundamental para o bom andamento do processo. Avaliava- se se os alunos estavam aprendendo o código alfabético na perspectiva da memorização das unidades apresentadas/ensinadas pelo professor e presentes no livro didático utilizado.
  11. 11. FIZEMOS...FIZEMOS... O objetivo de tal avaliação era o de medir e classificar a aprendizagem dos alunos para determinar seu prosseguimento nos estudos, tanto no que se refere à sequência de apresentação das lições/unidades ao longo do ano, como à passagem para a 2ª série. O propósito classificatório e seletivo de tal prática de avaliação evidencia-se nos altos índices de reprovação no final da 1ª série.
  12. 12. REFLEXOS EDUCATIVOSREFLEXOS EDUCATIVOS “...tal prática de avaliação era excludente, pois desconsiderava o sujeito em suas singularidades e não considerava suas experiências/conhecimentos prévios, assim como seus percursos de aprendizagem. Os educandos, ao final do ano, eram apenas rotulados em aptos ou não aptos a prosseguir os estudos, estando tal aptidão relacionada ao desempenho deles nas tarefas/provas escolares e a suas capacidades de emitirem as respostas corretas.”
  13. 13. DIÁLOGOS IMPORTANTESDIÁLOGOS IMPORTANTES “... os trabalhos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky vão dar um novo sentido aos erros ou escritas não convencionais dos alunos, que passaram a ser vistos como reveladores de suas hipóteses de escrita.” Como abordado por Albuquerque e Morais (2006), diferentemente de uma prática tradicional de alfabetização e avaliação, na perspectiva construtivista e interacionista de ensino, e também na perspectiva inclusivista, avaliam-se as conquistas e as possibilidades dos estudantes ao longo do ano escolar, e não apenas os impedimentos e as condutas finais e acabadas.
  14. 14. DIÁLOGOS IMPORTANTESDIÁLOGOS IMPORTANTES “... Significa que já compreendemos que o nosso problema não é apenas ensinar a ler e a escrever, mas é, também, e sobretudo, levar os indivíduos – crianças e adultos – a fazer uso da leitura e da escrita, envolver-se em práticas sociais de leitura e de escrita”. (SOARES, 2003, p.58)
  15. 15. OBJETIVOS DA AVALIAÇÃOOBJETIVOS DA AVALIAÇÃO a) Identificar os conhecimentos já construídos pelos alunos, a fim de planejar as novas atividades de ensino de forma ajustada, isto é, considerando as aprendizagens que eles já desenvolveram, as dificuldades ou lacunas que precisam superar; b) Decidir sobre a necessidade ou não de retomar o ensino de certos itens já ensinados ou de usar estratégias de ensino alternativas, a partir da verificação do que os alunos aprenderam;
  16. 16. c) Decidir sobre se os alunos estão em condições de progredir para um nível (série, ciclo, etc.) escolar mais avançado. (LEAL, 2003, p 15) Nessa perspectiva, avalia-se tanto os alunos, para mapear seus percursos de aprendizagem, como as práticas pedagógicas com o objetivo de analisar as estratégias de ensino adotadas de modo a relacioná-las às possibilidades dos educandos. Como abordado por Ferreira e Leal (2006), “é papel da escola ensinar, favorecendo, por meio de diferentes estratégias, oportunidades de aprendizagem, e avaliar se tais estratégias estão sendo de fato adequadas” (p. 16).
  17. 17. INSTRUMENTOSINSTRUMENTOS AVALIATIVOSAVALIATIVOS 1.cadernos de registros dos estudantes; 2.os portfólios com a coletânea de atividades/registros realizados pelas crianças ao longo de um determinado período que permitem que tanto o professor como os próprios alunos acompanhem as dificuldades e os avanços em uma determinada matéria; 3.a ficha de acompanhamento individual (de cada aluno) e coletiva (da classe).
  18. 18. AVALIAÇÃO NAAVALIAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃOALFABETIZAÇÃO A concepção de avaliação que adotamos parte da defesa da não repetência, considerando o processo avaliativo não como instrumento de exclusão, mas caracterizando-o como contínuo, inclusivo, regulador, prognóstico, diagnóstico, emancipatório, mediador, qualitativo, dialético, dialógico, informativo, formativo- regulador. Segundo Leal (2003, p. 30)
  19. 19. AVALIAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃOAVALIAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃO  FINALIDADES PROPOSTAS DE UMA AVALAIÇÃO FORMATIVA: “[...] avaliar para identificar conhecimentos prévios; avaliar para conhecer as dificuldades e planejar atividades adequadas; avaliar para verificar o aprendizado e decidir o que precisa retomar; avaliar para verificar se os alunos estão em condição de progredir; avaliar para verificar utilidade/validade das estratégias de ensino; avaliar as estratégias didáticas para redimensionar o ensino.”
  20. 20. PERGUNTA-SE???PERGUNTA-SE??? Por que e para que avaliar? Para quem? Onde? Quando? O quê? Como? Com quem? Quais os resultados das ações empreendidas? É importante considerar que a avaliação visa gerar informações para que professores e alunos possam refletir e criar estratégias de superação dos seus limites e ampliar suas possibilidades sobre cada eixo da língua trabalhado.
  21. 21. INTERAGINDO...INTERAGINDO... O QUE TEMOS E COMO FAREMOS?
  22. 22. AVALIAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃOAVALIAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃO É necessário avaliar no início do ano letivo (avaliação diagnóstica) e durante o ano, para acompanhar redimensionar os planejamentos. Ao tratarmos da avaliação diagnóstica, é importante refletirmos sobre os instrumentos a serem utilizados. Para investigar as apropriações dos alunos em relação à escrita, o professor poderá desenvolver atividades diversificadas, tais como: observar como seus alunos desenvolvem as atividades em sala de aula; analisar suas produções escritas; observar como lêem palavras ou textos curtos em diferentes situações; entrevistar ou conversar informalmente com os alunos; propor testes em atividades específicas, como a Provinha Brasil.
  23. 23. AVALIAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃOAVALIAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃO A Provinha Brasil, portanto, pode ser utilizada com o objetivo de se analisar os conhecimentos dos estudantes e definir prioridades e estratégias didáticas para garantir que os direitos de aprendizagem sejam efetivados. No terceiro ano, deve- se dar continuidade ao processo, consolidando o que foi aprendido e promovendo-se novas aprendizagens.
  24. 24. Consideramos, portanto, a importância da elaboração de uma proposta de continuidade e aprofundamento dos conhecimentos a serem explorados na busca pela efetivação da progressão escolar da criança e de suas aprendizagens a cada ano do ciclo, garantindo o seu direito à alfabetização em tempo oportuno. AVALIAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃOAVALIAÇÃO NA ALFABETIZAÇÃO
  25. 25. COMPROMISSO DE TODOSCOMPROMISSO DE TODOS ALFABETIZAR LETRANDO NOSSA BUSCA...
  26. 26. VÍNCULOS EDUCATIVOSVÍNCULOS EDUCATIVOS COMPROMISSO COMPETÊNCIA APRENDER FAZENDO CUIDADO ARTE DE ENSINAR/ENSINANDO ARTE DE EDUCAR/EDUCANDO ARTE DE LER/LENDO ARTE DE ESCREVER/ESCREVENDO
  27. 27. PACTO COM A VIDA..PACTO COM A VIDA.... EDUCADOR EDUCANDO COMUNIDADE EDUCATIVA SOCIEDADE APRENDENTE FAZEDORES EDUCATIVOS EM GERAL
  28. 28. Avaliar para incluirAvaliar para incluir Avaliamos para favorecer aprendizagens e não para Legitimar desigualdades perversas que servem, na maior parte das vezes, para promover a exclusão e a competitividade.
  29. 29. Avaliação na AlfabetizaçãoAvaliação na Alfabetização O objetivo de avaliar, nessa abordagem, não é reter as crianças em uma mesma etapa escolar, mas, sim, garantir que as aprendizagens não consolidadas em uma determinada etapa escolar, que pode corresponder a um mês, a um semestre, ou a um ano de escolaridade, sejam garantidas em outra etapa posterior de escolaridade.
  30. 30. A reprovação provoca, via de regra construção de uma auto imagem negativa de si que, em lugar de estimular o aluno a querer aprender, faz com que se sinta “fracassado”. Constatação...
  31. 31. Avaliação na AlfabetizaçãoAvaliação na Alfabetização [...] a avaliação cruza o trabalho pedagógico desde seu planejamento até a execução, coletando dados para melhor compreensão da relação entre o planejamento, o ensino e a aprendizagem e poder orientar a intervenção didática para que seja qualitativa e contextualizada. (SILVA, 2003, p.14).
  32. 32. Como avaliar a aprendizagem? AVALIAÇÃO AVALIA - AÇÃO
  33. 33. Avaliação = avaliar + açãoAvaliação = avaliar + ação [...] avaliar as próprias estratégias didáticas é fundamental para que possamos redimensionar o ensino, tendo como norte a avaliação do que os alunos fazem e dizem. Ou seja, ouvir o aluno e tentar entender as respostas que eles nos dão a partir dos instrumentos de avaliação é o primeiro passo para pensar sobre os procedimentos didáticos que usamos no nosso cotidiano.
  34. 34. Avaliação na AlfabetizaçãoAvaliação na Alfabetização “a criança encontra-se na clareza cognitiva quando sabe que aprende, quando sabe o que aprende, por que aprende e como aprende.” (In: BERNARDIN, 2003, p. 132).
  35. 35. Avaliação na AlfabetizaçãoAvaliação na Alfabetização [...] A AVALIAÇÃO FORMATIVA AVALIAÇÃO INICIAL: o processo avaliador tem que observar as diferentes fases de uma intervenção que deverá ser estratégica: conhecer qual é a situação da partida, em função de determinados objetivos gerais bem definidos; AVALIAÇÃO REGULADORA: um planejamento de intervenção fundamentado e, ao mesmo tempo, flexível, entendido como uma hipótese de intervenção;
  36. 36. AVALIAÇÃO FINAL: Uma atuação na sala de aula, em que as atividades e tarefas e os próprios conteúdos de trabalho se adequarão constantemente às necessidades que vão se apresentando para chegar a determinados resultados AVALIAÇÃO INTEGRADORA: Uma compreensão e valoração sobre o processo seguido, que permita estabelecer novas propostas de intervenção. (Zabala, 1998, p. 201)
  37. 37. Para a avaliação daPara a avaliação da leitura é fundamental:leitura é fundamental: Selecionar bem o texto, buscando um material que trate de um tema familiar aos estudantes;  Um gênero que seja de uso frequente no seu cotidiano; Questões bem elaboradas, e destinadas a avaliar conhecimentos e habilidades pertinentes ao currículo vivenciado.
  38. 38. Sistema de EscritaSistema de Escrita Alfabética e da OrtografiaAlfabética e da Ortografia A produção de textos escritos nos dá muitas informações sobre o processo de apropriação da língua, mas podemos também estruturar instrumentos com objetivos específicos. Para saber quais crianças ainda não dominam determinadas convenções ortográficas, podemos realizar atividades com tal objetivo, como as tarefas de completar lacunas em palavras.
  39. 39. Propor uma música do universoPropor uma música do universo infantil para completar...infantil para completar... O sapo não lava o __________________ Não lava porque não quer Ele mora na ________________ Não lava o pé porque não _____________
  40. 40. Desenvolvendo a OralidadeDesenvolvendo a Oralidade Quanto à oralidade, é necessário, após delimitar claramente o que se pretende ensinar, criar situações favoráveis à fala e à escuta, tanto entre o professor e as crianças quanto entre elas mesmas e criar critérios para análise de como interagiram nas situações.
  41. 41. Gênero Debate - O que AvaliarGênero Debate - O que Avaliar Se crianças respeitam o tempo de fala combinado, se respeitam o ponto de vista defendido pelo colega, se esperam a vez de falar, se escutam atentamente a intervenção dos colegas,  se expõem seus pontos de vista claramente,  se justificam seus pontos de vista, se contra-argumentam os pontos de vista dos colegas.
  42. 42. A avaliação no desenvolvimento dessa sequência serviu para orientar o planejamento e para avaliar quais aprendizagens foram efetivadas. Também é tarefa de fundamental importância. planejar bem a situação de avaliação; elaborar instrumentos de avaliação adequados aos nossos propósitos pedagógicos, registrar os resultados das crianças; acompanhar suas aprendizagens.
  43. 43. Ao construir o quadro de perfil da turma, por outro lado, o docente pode investigar quais conhecimentos ou capacidades a turma já construiu e se é preciso retomar com todos ou com alguns e o que o grupo não consolidou. Tal análise pode servir de dados para investigação pelo professor para as possíveis causas das dificuldades.
  44. 44. Ensinamos para que todos possam aprender a ousadia, e não o medo; a solidariedade, e não o individualismo; o prazer, e não o Sofrimento... são os pilares de um currículo inclusivo.
  45. 45. REFERÊNCIASREFERÊNCIAS Currículo na alfabetização: concepções e princípios. Unidade 1 - Ano 1. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria da Educação Básica – SEB Diretoria de Apoio à Gestão Educacional SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2 ed. Belo Horizonte:Autêntica, 2003.

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