O ser humano é o inimigo do planeta.

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O ser humano é o inimigo do planeta.

  1. 1. Cena da “Campanha global 10:10” contra o CO2105 Academias de Ciência ligadas à rede mundial IAP (Global Network of SciencesAcademies) conclamaram a uma “ação global coordenada” dos chefes de Estado na Rio+20para agir sobre a população mundial.O objetivo é proceder a uma redução acentuada dos seres humanos sobre a Terra.Não é a primeira vez que esse objetivo pasmoso é enunciado publicamente. O perigo está emque ele possa passar em meio à confusão em que se desenvolve a reunião mundial sobre o“desenvolvimento sustentável”.De fato, a militância ecologista prega há tempos que a humanidade atingiu um número“insustentável”.Com argumentos especiosos expostos com graus de radicalidade diversa, ela trabalha paraque a Rio+20 adote em sua declaração final uma política decidida para reduzir o gênerohumano.É o que temem numerosas organizações pela vida no mundo inteiro. Elas apalpam a ameaçarastejando entre as sinuosidades das discussões sobre o documento final do evento.O tema é explosivo e os representantes governamentais evitam falar de público. “Não há como o planeta sustentar nove bilhões de pessoascom renda de US$ 20 mil cada”, declarou recentemente o ex-ministro, embaixador e deputadoAntonio Delfim Neto. (“O Globo”, 11.5.2012)
  2. 2. “Um câncer é uma multiplicação descontrolada de células; aexplosão populacional é uma multiplicação descontrolada de pessoas ... Nossos esforçosdevem passar do tratamento dos sintomas para a extirpação do câncer… Nós devemos ter umcontrole populacional … compulsivo se os métodos voluntários fracassam”, escreveu há játempo Paul Ehrlich no livro “The Population Bomb” (Ballantine Books, 1968) considerado umadas “Bíblias” do ambientalismo.“Eu não vejo outra solução para evitar a ruína da Terra salvo uma drástica redução dapopulação humana”, acrescentou David Foreman, porta-voz da ONG Earth First!, citado porGregg Easterbrook em “The New Republic”, 30-4-1990. E o estarrecedor objetivo foi mais recentemente confessadopor David Attenborough, diretor da Ong The Optimum Population Trust:“Eu já vi a vida selvagem ameaçada pela crescente pressão humana em todo o mundo, e nãoé por causa da economia ou da tecnologia. É que por trás de cada ameaça está aestarrecedora explosão dos números da população humana. Qualquer ambientalista sério sabeperfeitamente bem que o crescimento da população é o cerne de todos os problemasambientais”. (The Telegraph, 14.4.2009).John Holdren, assessor para Ciência do presidente Obama não ficou na teoria e propôs ummétodo de ação para reduzir compulsoriamente a humanidade:“um envolvente Regime Planetário controlaria o desenvolvimento, administração, conservaçãoe distribuição de todos os recursos naturais, renováveis e não-renováveis. Ele teria o poder decontrolar a poluição não só da atmosfera e dos oceanos, mas também da água doce de rios elagos. Regularia todo o comércio incluindo todos os alimentos. Ele determinaria a populaçãoótima para o mundo. Ele deveria ter poder para impor limites populacionais aos países. E seVs. querem saber quem faria o aborto e a esterilização de massa forçados, eu respondo: „poiso Regime Planetário com certeza!‟”.
  3. 3. E Ted Turner, o magnata da mídia fundador da CNN,avançou números: “o ideal seria que a população mundial fosse de 250-300 milhões depessoas, quer dizer uma diminuição de 95% dos níveis atuais.”Estas propostas que soam como altamente criminosas não passariam de frases deextravagantes membros do “jet-set” ou da política se não tivessem encontrado eco nas maisaltas esferas das Nações Unidas, sob cuja égide acontece Rio+20.Ex-frei Leonardo Boff, "teólogo" do ambientalismo anti-humanoO ex-frade Leonardo Boff transformou esse viés anti-humano em “teologia”. E foi convidadooficialmente a expô-la na 63ª sessão da Assembleia Geral da ONU (22.4.2009) parafundamentar o projeto que instituiu o Dia Internacional da Mãe Terra aprovado pelaunanimidade dos 192 representantes presentes.O ex-frei apelou para uma muito contestável e cerebrina suposição – The Earth Overshoot Day,ou Dia da Ultrapassagem da Terra – segundo a qual em 23.9.2008 a Terra ultrapassou em30% sua capacidade de reposição dos recursos que necessitamos para viver. Direto: nãosustenta mais a humanidade.Desde então, segundo o teólogo da libertação, a situação só piora. “Já encostamos noslimites físicos da Terra. Um planeta finito não pode suportar um projetoinfinito”.Obviamente, nem explicou como faz para se sustentar, se é incapaz de fazê-lo.O “teólogo” excogitou um sofisma panteísta para dizer o que não é dizível sem apelar paraHitler, Stalin ou Mao: a Terra é um só ser vivo, independente do número dos homens.
  4. 4. “Ela mesma é viva – pregou –, um superorganismo que se autoregula para manter umequilíbrio favorável à existência e à persistência da vida. (...) aduzamos um exemplo doconhecido biólogo Edward Wilson: “num só grama de solo, ou seja em menos de um punhadode terra, vivem cerca de 10 bilhões de bactérias, pertencentes a seis mil espécies diferentes”(A criação, 2008, 26).Delírios extremistas entram na grande mídiaOs bilhões podem desaparecer ou aparecer, a vida perdura. “O ser humano representa aquelaporção da própria Terra que, num momento avançado de sua evolução e de sua complexidade,começou a sentir, a pensar e a amar. (...) o ser humano é a Terra...”Os indivíduos que sentido fazem nessa visão ecolo-panteísta? São mero número quepode aumentar ou diminuir segundo cálculos estatísticos do governo universal “verde”.Pasma, entretanto que os mesmos slogans anti-humanos tenham sido assumidos pela revista“Veja” no artigo “Gente um tabu a ser enfrentado” no número especial sobre “As reaisquestões ambientais que afetam as pessoas aqui e agora foram esquecidas” (20.6.2012).Quando afirmações dessa ferocidade saem das câmaras obscuras da utopia e aparecem à luzdo dia, é sinal que a hora do investida final chegou.No blog de Jeanne Smiths encontramos a fórmula com que se tenciona efetivar esse viés anti-humano ou anti-humanidade na Rio+20. Essa análise, não é só de Jeanne Smiths mas demuitos outros grupos que vêm lutando pela vida no mundo todo.
  5. 5. Cena da “Campanha global 10:10” contra o CO2Eis a fórmula expressa na linguagem hiper-técnica dos documentos da Onu, sob a qual seesconde o plano, segundo Smiths:“Fornecer o acesso à saúde reprodutiva integral e programas de planificação familiarpara todos. Esta questão exige verbas suplementares substanciais e uma atençãopolítica por porte dos governos e dos doadores internacionais”.A campanha para reduzir a humanidade será acrescida por uma “nova economia verde” malexplicada que visa reduzir também os “estilos de consumo nefastos”.
  6. 6. Feng Jianmei grávida de seu segundo filho foi pega pela polícia e obrigada a abortar.A China está na frente do controle compulsivo da natalidade para reduzir drasticamente a população. Na foto: a jovem mãe com o cadáver do filho.O presidente do grupo de academias que citamos no início do post, Charles Godfrey, membroda Royal Society britânica declarou à imprensa:“Durante tempo demais a população e o consumo ficaram afastados do debate por causa deseu aspecto sensível do ponto de vista político e ético. Mas, são questões que mexem com ospaíses desenvolvidos e os países em via de desenvolvimento e nós temos que assumir aresponsabilidade conjunta”.“É preciso puxar as alavancas que determinam o tamanho das famílias. Não dá para salvar oambiente sem uma política de programas de saúde reprodutiva”, comentou Lori Hunter,demógrafa que está agindo na Rio+20.“O ser humano, eis o inimigo!”, concluiu Jeanne Smiths entre espantada e horrorizada. Nãoe para menos.

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