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Consumo humano é "insustentável", acham ambientalistas          Foto Mercado Municipal Sao Paulo.jpgO Brasil, e o Ocidente...
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Economia verde

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Economia verde

  1. 1. "Economia verde" integrada na natureza: grande perspetiva de "sustentabilidade" para o futurose abandonamos a cultura e consumo "insustentáveis", dizem utopistas ambientalistas. Foto: aborigem da Papua-Nova GuinéO telão desceu. A Rio+20 terminou. Nos diversos pontos que serviram para o encontro, umexército de funcionários está desmontando os gigantescos cenários feitos para o lançamentodo “desenvolvimento sustentável” e da “economia verde” como modelo para a humanidade.Representantes governamentais e ativistas de ONGs apressaram-se rumo ao aeroportolevando a seus países a “mensagem” haurida. Viajaram, preparados para implementar asestratégias do “desenvolvimento” sustentável” e da “economia verde”.Entretanto, poucos, muito poucos cidadãos, ficaram sabendo aonde podem nos conduzir essasestratégias que condenam o mundo que conhecemos como réu do crime de“insustentabilidade”.E é assim que as temáticas levantadas na Rio+20 farão sua entrada nas políticas na¬cionais.O Brasil parece ter sido escolhido como laboratório de ensaio privilegiado da “economia verde”e “sustentável”. O Código Florestal será o primeiro campo de batalha para atingir o“insustentável” agronegócio e reduzir os níveis de consumo “insustentáveis” dos brasileiros.Os “grandes inimigos do planeta”, desmatadores, emissores de CO2, a indústria, o progresso,o consumo, etc. estarão no centro das denúncias. As atividades extrativas, as indústriasprodutivas, o uso de carros, eletrodomésticos, etc., serão outros alvos da demolição.Poderá haver também “surpresas”, tal vez pré-fabricadas, relacionadas com a crise do sistemafinanceiro mundial, que– habilmente manipuladas pela grande mídia – predisporão à ideia deque o sistema atual é deveras “insustentável”.
  2. 2. Consumo humano é "insustentável", acham ambientalistas Foto Mercado Municipal Sao Paulo.jpgO Brasil, e o Ocidente em geral, não querem saber de nada disso. Concordam, sim, comalgumas mitigações e melhoras da qualidade de vida, para elevar o nível da cultura, dacivilização e do consumo. Mas não querem saber de mais agitação ou revolução.O ambientalismo saiu da Rio+20 em acentuada depressão por causa dessa falta de interesseno Brasil e no mundo. Esse desinteresse, aliás, se transforma em hostilidade popular nos EUAcontra as políticas ambientalistas do presidente candidato à reeleição Barak Obama.A falta de adesão do público aos sonhos ambientalistas cria na militância verde insegurança eum fundo de agressividade. É o que revelou o episódio constitucional no Paraguai.Foi como se os governos populistas sul-americanos, afinando com o cubano, tivessem sentidoo chão tremer embaixo dos pés ouvindo falar da destituição constitucional do agora ex-presidente Lugo do Paraguai..Um povo destituir democraticamente um dos “nossos”? E se amanhã somos nós?Os líderes autoconvocados a pôr em prática o “desenvolvimento sustentável” e a “economiaverde” deixaram claro pelo sua conduta que nas novas estratégias não há muita democracianem interesse pela vontade dos povos.Verdes mostram conteúdo vermelho: protesto contra impeachment de Lugo em frente à embaixada do Paraguai, Brasília. Foto Antonio Cruz-ABR
  3. 3. Com por arte de magia, a “Cúpula dos Povos” da Rio+20 aprovou moção de apoio aopresidente destituído e convocou a uma vigília em frente ao consulado paraguaio no Rio.Representantes de sindicatos brasileiros enunciaram a vontade de viajar ao país vizinho paratentar garantir a permanência de Lugo no poder.A ativista social Sandra Quintela, da Rede Jubileu Sul, como muitas outras presentes naRio+20 se insurgiu contra a vontade das autoridades legítimas do Paraguai qualificada, emcoro, de “golpe”.Carlos Henrique Painel, um dos coordenadores da Cúpula dos Povos e membro do FórumBrasileiro de ONGs, repetiu a voz de ordem: “é uma tentativa de golpe branco”.O que tem a ver isto todo com o ambientalismo? Por que é que o citamos neste blog?É, porque por trás de tudo o que aconteceu na Rio+20 pintado de cor verde, na realidadeagiam militantes do socialismo vermelho. E bem mais sensíveis ao vermelho do que ao verde.E o Paraguai foi o teste dos noves. Bastou um camarada de luta esquerdista e de Teologia daLibertação passar dificuldades que esses arautos do “desenvolvimento sustentável” e da“economia verde” esqueceram a razão aduzida para estar na reunião mundial ambientalista esaíram afobados a auxiliar o companheiro em apuros.E a ciência em tudo isto?Como virou costume no ambientalismo, a ciência só é aceita se serve à utopia. Senão que váàs favas.

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