Pé Cavo Dr. Omar Mohamad M. Abdallah

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Pé Cavo
Doença de CHARCOT – MARIE – TOOTH
Pitch do calcâneo é maior que 30º
Dr. Omar Mohamad M. Abdallah

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  • O primeiro raio fletido não permite eversao na fase de apoio e desprendimento na marcha acrretando a perda de absorçao de choque na art subtalar .
  • Diminui a mobilidade rotacional das art q integram o complexo subtalar – talonavicular o calcaneocuboide durante a marcha
  • Charcot- marie – tooth (Doença autossômica dominante ) causa mais frequente de pés cavos
  • Pé Cavo Dr. Omar Mohamad M. Abdallah

    1. 1. Dr. Omar Mohamad M. Abdallah R2 de Ortopedia e Traumatologia Hospital Santa Rita PÉ CAVO
    2. 2. • É uma deformidade complexa, caracterizada pela elevação exagerada do arco longitudinal medial, devido a flexão plantar do primeiro raio.  Associada a varo do retropé, adução de antepé e dedos em garra. • Essa pronação exagerada do antepé não cede mesmo com pé em apoio.  Pé fica encurtado  Folgado no calçado .
    3. 3. • É raro e geralmente está associado a alguma patologia ortopédica ou neurológica, ou neuromusculares. • Doloroso, pois mais carga é direcionada para médio e retropé; • A área de contato com o solo está diminuída, ocorrendo apoio  Na cabeça dos metatarsos e no coxim plantar do calcâneo . • O eixo da articulação talo-calcâneo está verticalizado, com isso há uma diminuição na ADM.
    4. 4. • A podoscopia serve para analisar a área de contato que nosso pé tem com o solo. E pode ser classificada de acordo com VALENTI:
    5. 5. CLASSIFICAÇÃO • O pé cavo pode se apresentar com uma serie de alterações anatômicas.  Existem 3 tipos principais de pé cavo, variando desde deformidades leves com dedos em garra flexíveis ate dedos dolorosos, e rígidos: • Pé cavo varo: com flexão plantar de antepé e varo de retropé. • Pé calcâneo cavo: antepé eqüino rígido e retropé calcâneo. • Pé eqüino cavo: eqüino de antepé e eqüino de retropé.
    6. 6. ETIOLOGIA • É uma manifestação de um distúrbio neurológico e muscular até que se prove o contrário. • Neuromuscular • Congênitas • Traumáticas • 2/3 cursam com alteração neurológica .  Doença de CHARCOT – MARIE – TOOTH .  É uma atrofia muscular distal, progressiva e simétrica, acometendo os fibulares, a musculatura intrínseca do pé e da mão e a região do tnz.
    7. 7. NEUROMUSCULAR • Doença Muscular:  Distrofia Muscular  Tríceps sural excessivamente fraco • Nervos Perifericos e das raízes nervosas lombosacrais:  Sind. Charcot – marie – tooth  Sind. Da medula presa • Doença da medula espinal e do trato espinocerebelar:  Ataxia de Friedreich  Sind. De Roussy – levy  Polimielite ( paralisia infantil ) • Doença cerebral e cerebelar:  Doença cerebelar primaria  Hidrocefalia oculta  Paralisia cerebral espásticas
    8. 8. CONGÊNITAS • Pé torno congênito residual • Artrogripose múltipla congênita • Pé cavo congênito • Coalizão tarsal ( talocalcânea e calcaneonavicular )
    9. 9. TRAUMÁTICAS • Sequelas de Sind. Compartimental • Queimadura • Consolidação Viciosa
    10. 10. • Na maioria desses pacientes pode ocorrer fraqueza de tibial anterior . • Ocorrendo retração das estruturas posteriores.  Dificuldade para extensão dorsal do Tnz  Ocorre hiperextensão nas articulações MTTF • Ação da M. intrínseca do pé e dos flexores  Causar retração da fascia plantar.  Fazendo uma elevação do arco longitudinal e a flexão plantar dos MTTs com RE da tíbia.
    11. 11. CLÍNICA • Deformidade progressiva • O sapato escapa ou sapato fica folgado no pé  Devido encurtamento do pé. • Instabilidade na marcha  Quedas freqüentes • Sensação de falseio • Calosidades dolorosas  Cabeças MTTs  Sobre interfalangeanas proximais  Calcâneo (calcaneocavo)
    12. 12. DEFORMIDADE  RETROPÉ • Pitch do calcâneo é maior que 30º  É a linha entre o solo e a superfície plantar do calcâneo, que varia em media de 10 – 30 graus. • Componente de varismo do retropé:  Proeminência plantar exagerada da tuberosidade do calcâneo e atrofia do tríceps sural.  Ocorre hiperceratose sob o calcanhar conferido o pé cavo  Semelhante ao cabo de pistola ( pistol grip deformity ).
    13. 13. DEFORMIDADE  ANTEPÉ • Todos os raios mediais do primeiro e do segundo metatarsais estão envolvidos .  Causando flexão plantar do antepé . • Ocorre marcha sobre a borda lateral do pé se o retropé estiver posicionado em varo.  Deformidade em adução A • Presente quando a borda medial do antepé está mais fletida plantar do que a borda lateral.  Deformidade em valgo • Se não houver dificuldade no desprendimento do hálux no fim da fase de apoio ; B • Se houver fraqueza dos fibulares Causando instabilidade do Tnz no fim da fse de apoio.  Flexível
    14. 14. DEFORMIDADE  DEDOS • Deformidade em garra dos dedos podem ser:  Flexível e redutível ás manobras de redução passiva;  Rígida com subluxação dorsal das art. MTTF ;  Deformidade em martelo das interfalângianas ; • Hálux: • Retração da articulação IF • Valgo
    15. 15. • Historia Familiar:  Charcot- marie – tooth • Exame Físico:  Coluna vertebral ( Lesões cutâneas sugestivas de dirafismo)  Lesões hiperpigmentadas, encovadas na linha mediana vertebral • Exames neurológico e muscular rigoroso:  Para planejamento de alguma transferência muscular • Avaliação detalhada da marcha • Avaliar amplitude das articulações do pé e do tornozelo
    16. 16. SINAL DO CALCÂNEO ESCONDIDO • Teste de peek – a book / Sinal de Brian  Pct em pé de frente para o examinador  Pé normal  Borda medial o calcaneo fica encoberto, devido o um valgismo de 5 graus. • Varismo do retropé:  No retropé em varo  Observa-se na borda medial um espreitamento do pé.
    17. 17. TESTES ESPECIAIS: • Teste de Coleman  3 tempos • 1 T Primeiro raio e hálux permanecem fora do bloco:  Se houver normalização do retropé a causa da deformidade é o primeiro raio, que esta em equino exagerado. • 2T Apoio apenas do calcanhar no bloco:  Se houver valgização do retropé, a deformidade é a custas do antepé como um todo ( antepé equino e pronado ) • 3 T São usados 2 bloco ( o retropé é colocado em nível superior ao antepé e o primeiro raio é excluido da carga do peso corporal )  Se ocorrer valgização do retropé, podemos afastar o retropé da causa da deformidade, se o retropé permanecer em varo a deformidade deve a combinação de deformidade no antepé e retropé.
    18. 18. TESTES ESPECIAIS: • Teste de KELIKIAN:  Serve para avaliar se deformidade em garra dos dedos é fixa ou não.  Pressiona se a cabeça dos MTT de plantar para dorsal anulando a força dos intrínsecos, corrigindo a deformidade .
    19. 19. TESTES ESPECIAIS: • Teste de silversköld:  Fletindo se o joelho e realizando a flexão dorsal do tornozelo anulamos a ação dos gastrocnêmicos.  Se a deformidade em eqüino persistir a razão dessa deformidade é causada pelo solear e quando corrige, a causa são os gastrocnêmicos.
    20. 20. EXAMES  BIOQUÍMICO • Teste sanguíneo DNA ( Sind. Charcot – marie – tooth )
    21. 21. EXAMES  IMAGEM • Radiografia com carga: • AP  Observa o grau de adução do antepé • Perfil  Avalia o grau do cavismo do pé;  Ângulo de MEARY: ângulo entre o eixo do talus e do primeiro MTT.  Normal varia de -5 até + 5, sendo em media de 0 graus.  Ângulo de KITE, vista tanto no AP quanto no P. Esse ângulo é formado pelos eixos do talus e do calcâneo  Valor normal varia de 20 – 30 graus.
    22. 22. TRATAMENTO • Infelizmente não existe tratamento das doenças que cursam com o pé cavo; • Tratamento conservador ; • Modificações de calçados, orteses e exercícios não mudam o curso da doença. • Palmilhas e calçados corretivos ajudam na marcha e no alivio da dor para deformidade e sintomas leves.
    23. 23. TRATAMENTO  CIRÚRGICO • Orientar o paciente que a cirurgia não é curativa, e podendo haver a necessidade de novo procedimentos cirúrgicos . • Indicações:  Deformidade progressiva  Calosidade dolorosa sob as cabeças dos metatarsais ou base do quinto metatarsal  Instabilidade do tornozelo
    24. 24. • Liberação das partes moles: • Procedimento de Steindler:  Liberação da fáscia plantar, do flexor curto dos dedos e do quadrado plantar. • Tenodese do fibular longo e no fibular curto:  Quando são os causadores da flexão plantar do primeiro raio. • Alongamento do Gastrocnêmio:  Nos casos de retração isolado, aliviando a força deformante em varo do tendão do calcâneo. PROCEDIMENTO EM PARTES MOLES
    25. 25. OSTEOTOMIAS: • Cunha na base dorsal do primeiro metatarsal:  Mais utilizados em pés adulto e rígido. • Osteotomias do calcâneo:  Corrigi ate a mais grave e rígida deformidade em cavo – varo do pé.  Não altera a movimentação da articulação subtalar  Dwyer  Para correção varo do retropé
    26. 26. OSTEOTOMIAS • Osteotomia de deslizamento  Surgiu como modificação da tecnica de Dwyer;  Modificou a técnica com elevação ou lateralização do calcâneo .
    27. 27. CORREÇÃO DOS DEDOS • Procedimento de Jones:  Utilizado quando há hiperextensão da articulação MTTF do 1º raio, devido a fraqueza do M. tibial anterior. • Técnica:  Transferência do tendão extensor longo do hálux para o colo do 1º metatarsal;  Facilita a dorsiflexão do tornozelo ;  Evita a evolução da deformidade em garra do hálux.
    28. 28. CORREÇÃO DOS DEDOS • Técnica de Du vries e de Parrish: • Rigidez for na MTTF ou IF  Du Vries  Será tratada por meio de liberação das partes moles ;  Tendão extensores e cápsula articular ;  De Parrish  Estabilização ativa dos dedos na posição neutra por transferência tendínea. • Nas IFP rígidas é necessário a ressecção das cabeças das falanges proximais;  Para artroplastia de Du Vries;  Além da fixação intramedular com fio de K .

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