Apostila sobre perdão
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Apostila sobre perdão Document Transcript

  • 1. APOSTILA SOBRE PERDÃO APOSTILA SOBRE PERDÃO VOL.9 1) PERDOANDO-VOS UNS AOS OUTROS 2) RELACIONAMENTO ENTRE IRMÃOS 3) O QUE SIGNIFICA PERDOAR 4) Raízes de amargura 5) Fofocas na Igreja 6) Não se mata um soldado ferido 7) AMIZADE VERDADEIRA PRIMEIRAMENTE AGRADEÇO A DEUS QUE TODOS IRMÃOS POSSA SER ABENÇOADO EM NOME DE JESUS. CELULAR : (11)980950932 DIACONO CARLOS ALBERTO http://www.slideshare.net/OBREIRO/documents http://diacono-carlosalberto.blogspot.com.brAPOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 1
  • 2. APOSTILA SOBRE PERDÃO 1) PERDOANDO-VOS UNS AOS OUTROSO que fazer quando não se cumpre Mateus 18:15-17?O capítulo 18 do Evangelho de Mateus trata de assuntos relevantes à igreja, onde ela aparece pela segundavez em apenas duas das ocasiões em que é especificamente mencionada nos Evangelhos.Depois de informar aos Seus discípulos que o maior no reino dos céus é aquele que se torna humilde comouma criança, o Senhor Jesus determina o procedimento que o crente deve tomar quando se sentir ofendidoou prejudicado por outro irmão.Vejamos o que o Senhor Jesus está ensinando nesta passagem: “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai erepreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mas, se não te ouvir, leva ainda contigoum ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. E, se não asescutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano”. É simples, e consiste em três passos: 1. Procurar o irmão que o ofendeu e repreendê-lo em particular, estando presentes apenas os dois. O sigilo deste encontro é importante, pois permite que haja explicação, perdão e reconciliação se o ofensor reconhecer a sua culpa e remediá-la, evitando a divulgação com suas repercussões nefastas. O ofensor neste caso se sentirá agradecido pela atenção que lhe foi dada, e os laços de união fraternal serão fortalecidos entre os dois: o ofendido terá ganho o seu irmão. 2. Se, porém, este primeiro passo não surtir efeito porque o ofensor se recusa em atender ao irmão ofendido, este deverá novamente procurar o ofensor levando agora mais um ou dois irmãos para servirem de testemunhas em novo encontro. Possivelmente, com isto, o ofensor se arrependa e o assunto possa ser resolvido sem maiores problemas. 3. Finalmente, se o ofensor continuar empedernido, não dando ouvidos à queixa, o assunto será levado à igreja, tendo agora testemunhas da sua falta. Se mesmo assim ele se recusar a darAPOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 2
  • 3. APOSTILA SOBRE PERDÃO satisfação ele deverá ser considerado como “gentio e publicano”, ou seja, ímpio e pecador, indigno de pertencer à igreja de Deus.A obediência a este mandamento do Senhor é vital para a saúde espiritual da igreja, e para a comunhão dosseus membros.No entanto, esse procedimento espiritual se opõe aos instintos carnais do homem e por isso nem sempre éadotado. Na maioria das vezes é completamente olvidado, não só pelo crente que se sente ofendido, masaté pelos irmãos responsáveis pela direção da igreja onde se reúne.O crente ofendido às vezes não toma providência nenhuma, mas guarda rancor contra o irmão que oofendeu. A Bíblia nos ensina: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4:26):a ira é uma emoção natural que deve ser controlada, senão pode nos levar a agir de forma irracional daqual nos arrependeremos depois. Ela nunca deve ser fomentada e alimentada de forma a se tornar emrancor - isso é cometer pecado, pois “não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4:26). O rancorprejudica nossa saúde física e espiritual, bem como nosso relacionamento com os irmãos.Muitas vezes o irmão visado, o “ofensor”, não se dá conta que prejudicou ou ofendeu o outro até que sejaprocurado por ele. Se o ofendido não quiser procurá-lo, então que perdoe aquele seu irmão e esqueça oassunto, como o Espírito Santo recomenda, nas palavras de Paulo: “Revesti-vos, pois, como eleitos deDeus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão,longanimidade, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixacontra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Colossenses 3:12,13).Se, ao contrário, o crente que se sente ofendido abre a sua boca para espalhar a outros a sua denúnciacontra o ofensor, ou leva o assunto à igreja sem ter primeiro cumprido com o procedimento ordenado peloSenhor, ele estará incidindo em maledicência (Colossenses 3:8), mesmo que tenha sido realmenteinjustiçado.O que se deve fazer ao ofendido faltoso neste caso encontra-se em Gálatas 6:1: “Se alguém forsurpreendido em alguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-tepara que não sejas também tentado”. Trata-se de uma falta, um tropeção: a igreja deve corrigi-lo,consertá-lo, usando de mansidão, que é fruto do Espírito Santo. Uma repreensão, uma advertência, umaconselhamento feitos com mansidão serão geralmente o suficiente. Estejamos atentos para não sermostentados também.Existe a maledicência contumaz, uma característica pessoal que põe em dúvida se houve um novonascimento. Quando ela se manifesta, a Bíblia nos diz: “não vos associeis com aquele que, dizendo-seAPOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 3
  • 4. APOSTILA SOBRE PERDÃOirmão, for … maldizente … com o tal nem ainda comais” (1 Coríntios 5:11), e também “haverá homensamantes de si mesmos, … caluniadores, … obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do queamigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo3:1-5).O que fazer neste caso está bem claro nestes versículos: “não vos associeis”, “com o tal nem ainda comais”e “afasta-te”. Isto se torna necessário a fim de que o mal não se propague na congregação, como uma “raizde amargura” (Hebreus 12:15), resultando em murmurações e contendas dentro do povo de Deus(Filipenses 2:14). É um triste fato que freqüentemente constatamos: aprecia-se mais ouvir falar o mal doque o bem de outras pessoas, ou seja “as palavras do maldizente são como deliciosos bocados, que descemao íntimo do ventre” (Provérbios 26:22).Finalmente, observemos sempre o grande e principal mandamento que nos deixou o Senhor: “Um novomandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aosoutros vos ameis” (João 13:34). Ele foi ecoado por Paulo e Pedro: “Amai-vos cordialmente uns aos outroscom amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10), e “Purificando a vossaalma na obediência à verdade, para caridade fraternal, não fingida, amai-vos ardentemente uns aosoutros, com um coração puro” (1 Pedro 1:22).Obedecendo a este mandamento, estes problemas deixarão de existir, para a felicidade de todos osenvolvidos. 2)RELACIONAMENTO ENTRE IRMÃOS RELACIONAMENTO ENTRE IRMÃOSQuão bom e suave é que os irmãos vivam em união! – Salmo 133.1Frequentemente, constatamos que Satanás procura minar a vida de crentes e da própriaigreja, afetando a área dos relacionamentos pessoais entre irmãos. Isso tem causado muitosmales no meio do povo de Deus e ao seu progresso, uma vez que tais problemas prejudicamo nosso crescimento espiritual e serviço a Deus. O que torna ainda mais grave a questão éque muitos males acabam por vir sobre toda a igreja. Crentes que, com suas vidasespirituais enfraquecidas, carregando mágoas, rancores, pecados não confessados e, muitasvezes, nem mesmo reconhecidos, acabam por prejudicar todo o trabalho de suas igrejas.Nem percebem, talvez, que em razão dessas coisas, eles mesmos não crescem e nãoglorificam a Deus no trabalho que fazem.Por sua vez, suas igrejas, como um corpo em Cristo que são (ou deveriam ser), sofrem, aover quebrada e abandonada sua unidade interna, como se isso não fosse coisa importante eAPOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 4
  • 5. APOSTILA SOBRE PERDÃOnecessária aos olhos de Deus (Salmo 133.1). Por vezes, a maior parte da igreja nem se dáconta do problema até que ele cresça e, por alguma razão, venha à tona.Sentimentos motivados por problemas não resolvidos de relacionamento entre irmãos,invariavelmente, geram atitudes carnais. Assim, passam a gerar facções, boicotes, disputase coisas semelhantes, na igreja, ou mesmo entre igrejas. Deixam de fazer certos trabalhosou de participar deles, em função de sentimentos negativos por algum irmão. Deixam departicipar de certas áreas, na vida da igreja, onde aquela pessoa, com quem se temproblemas, está envolvida e, principalmente, quando esta lidera aquela atividade. Surge umespírito crítico e negativista, o que acaba, muitas vezes, contagiando a outros. Outras vezes,ainda, o trabalho acaba sendo feito de forma carnal e motivada por disputa, tentandosuperar o seu “irmão inimigo”.Dessa forma, deparamo-nos com as mais diferentes situações: membros de uma mesmaigreja que não gostam de outros e, às vezes, nem falam com eles; outros, carregandomágoas de tempos antigos e nunca tratados, agindo falsamente como se nada houvesse,revelando, porém, seus sentimentos negativos em alguma ocasião “oportuna”; lares, quesupostamente servem a Deus, onde não existe harmonia ou comunhão, etc. Fato curioso éque, apesar disso tudo, é comum a atitude de alegar que “não se tem raiva” daquela pessoa,procurando justificar-se apenas com uma desculpa de que prefere manter alguma distânciaou que não é obrigado a “andar grudado na outra pessoa”.Observando o quanto isso nos é prejudicial, somos levados a crer que é necessário termosfirme em nossos corações, o propósito de buscar e observar o cuidado de Deus a esserespeito. Esperamos que esse estudo seja útil a muitos, não só com a finalidade de chamar aatenção para o problema, mas principalmente para nos ajudar a encontrar direção nasolução de problemas a esse respeito e forças para agirmos contra esse mal.1- ALGUNS CUIDADOS PRELIMINARES.Antes de estudarmos sobre como resolver biblicamente problemas de relacionamento,precisamos ver alguns cuidados a se tomar, em nossa vida espiritual, a fim de evitar taissituações.- Evite ofender - Em primeiro lugar, devemos evitar, com todas as nossas forças, ofenderao nosso irmão. Nem sempre é fácil fazer isso, mas devemos nos esforçar e dedicar por sermansos em palavras e atitudes a fim de evitar contendas. Romanos 12.18 ensina-nos quedevemos nos esforçar para ter paz com todos os homens. Certamente, isso deve aplicar-setambém a nossos irmãos. Esse esforço nos mostra que devemos ter atitudes que levem aisso. Se, deliberadamente, formos agressivos, ofensivos ou provocativos com um irmão, nãoestaremos cumprindo o ensino da Palavra de Deus e, portanto, estaremos em pecado.- Evite ofender-se - Da mesma maneira, devemos evitar o “dar-se por ofendido”.Especialmente por motivos banais. Conheço o caso de duas senhoras que faziam parte damesma igreja, há muitos anos. Um dia, descobriu-se que havia uma mágoa entre elas queremontava a tempos em que tinham seus filhos pequenos, ainda. A causa dessa antigamágoa: as filhas de uma delas, brincando, pisaram o jardim da outra e estragaram algumasplantas que havia lá. A dona do jardim se indignou e se ofendeu por isso, julgando talvezalgum descaso da outra, e acabaram tendo certa discussão a respeito. Elas nuncaconversaram de modo a esclarecer o assunto, e também não houve uma reconciliação. Comoé de costume entre as pessoas, elas “deixaram para lá” e não tocaram mais no assunto. Osfilhos cresceram e, possivelmente, as plantas pisadas também, mas o lado ruim foi que essamágoa ficou e também cresceu com o tempo, de modo que sempre foi um impedimento àcomunhão entre elas. É claro que isso tudo poderia ter sido evitado ou consertadorapidamente. Nós bem sabemos que é quase inevitável que venhamos a nos ofender vez ououtra por alguma bobagem. Porém, quando isso ocorre, devemos tratar a questão correta eurgentemente.Um cuidado adicional a se tomar é observar que, quando situações como estas, onde nosofendemos ou ofendemos a outros, começam a ocorrer com certa frequência, isso pode estardenunciando que algo em nossa vida espiritual não vai bem. Satanás está encontrandoAPOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 5
  • 6. APOSTILA SOBRE PERDÃOespaços para trabalhar em nós e por nós no meio da igreja. Esse deve ser um sinal de alertaassustador para todo verdadeiro Cristão. Sabemos que o que estamos dizendo parecepesado, mas se formos sinceros, vamos considerar que, de fato, isso é tão real e assustadorà nossa alma, que talvez seja justamente esse o motivo que nos leva a querer negar queisso possa estar acontecendo conosco.Em Levítico 19.16-18, a Lei ordenava que o povo de Deus não deveria carregar, em seucoração, algum ódio contra seu irmão, mas também não deveria deixar de repreendê-loquando fosse ofendido por ele. É exatamente sobre esse ponto da Lei que Jesus discorreu,ao ensinar seus discípulos sobre como tratar questões de ofensas pessoais em Sua igreja.Isto será nosso assunto adiante, mas o que é importante ressaltar aqui é que existe umaORDEM de Deus para não negarmos, de modo algum, o fato de uma ofensa, carregandosentimento negativo contra nosso irmão, seja ele quem for, guardado em nosso íntimo.Visando esses cuidados, vejamos algumas exortações a respeito:- Efésios 4.1-3 – Aqui, Paulo nos exorta a andar conforme nossa chamada, com frutosespirituais como humildade, mansidão e longanimidade, a fim de guardar uma unidadeespiritual, através do Amor, e preservar a paz, no meio do povo de Deus. Nós devemossaber qual é a chamada do nosso Deus. Ele não nos chamou em intrigas e para a intriga e oconflito, mas em Amor e para o exercício do amor verdadeiro e sacrificial. Chamou-nos paraa paz. Os frutos do Espírito não concordam com um coração carregado de ódios, rancores emágoas.- Colossenses 3.12-16 – Suportando e perdoando nossos irmãos, uma vez que fomoschamados em UM CORPO. Convém destacar a importância da “abundância da palavra deCristo” em nós, para que estejamos firmes nesse propósito.- Tiago 3.6-18 – Embora Tiago culpe a língua de tão grandes males, devemos lembrar queisso é apenas uma figura de linguagem. Na verdade “da abundância do coração fala a boca”(Luc. 6.45). Se não buscarmos sabedoria na Palavra de Cristo, Satanás encherá nossocoração com a “sua sabedoria” (v. 15) que é diabólica. Notemos que a sabedoria de Deus é“pacífica, moderada, tratável, misericordiosa, sem parcialidade e sem hipocrisia”. Onde nãohá comunhão, não existe PAZ; onde não há um espírito manso, não existe MODERAÇÃO;onde não há respeito pelo próximo, não existe TRATABILIDADE; onde não há disposição aoperdão, não existe MISERICÓRDIA; e onde se oculta mágoas, reina a HIPOCRISIA. De fato,essas não podem ser vistas como atitudes dignas de um filho de Deus!- Não despreze a astúcia do diabo – Ele não só tem habilidade em provocar contendasentre irmãos, mas também tenta convencer-nos de que não devemos dar importância a isso,ou que “não estamos chateados” com aquele irmão. Por trás disso, ele tem a intenção deevitar que tratemos e resolvamos o caso da ofensa, e assim ela se transforme em mágoa erancor enraizados. Por que isso? A Palavra de Deus nos diz em Provérbios 18.19: “O irmãoofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como osferrolhos de um palácio”. Ele sabe que ofensas e contendas guardadas acabam seconstituindo em verdadeiras muralhas de resistência, que se consolidam ainda mais com opassar do tempo.Para saúde espiritual nossa e de nossas igrejas, convém examinarmos periodicamentenossos corações, a fim de avaliar como estamos em relação a isso.2- TRATANDO O PROBLEMA:Após verificarmos os cuidados para evitar ou detectar possíveis problemas derelacionamento mantidos em nossas vidas, vamos observar algumas coisas contidas nainfinita sabedoria de nosso Senhor, para que possamos sanear nosso coração. O texto nãopode ser outro, se não Mateus 18.15-18. Leia, primeiramente, o texto e depois ponderesobre os pontos que salientamos abaixo.APOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 6
  • 7. APOSTILA SOBRE PERDÃOa) OBEDEÇA A JESUS – Se Ele é de fato nosso Senhor, devemos ouvi-Lo em tudo. Não façacomo “você acha melhor”. Faça como ELE ENSINOU. Siga cuidadosamente cada passo doque Jesus disse na passagem em questão.- Satanás também procura nos convencer de que obedecer a instrução de Deus “não vai darcerto”. Quantas vezes ouvi isso em ocasiões de aconselhamento a irmãos magoados ouofendidos. Lembre-se que nos fazer duvidar de Deus é arma antiga do inimigo! Não foiexatamente essa a estratégia aplicada no Éden?b) FAÇA ISSO O QUANTO ANTES – Precisamos entender o ensino de Jesus, pois é umaordem e deve ser obedecida com urgência. No caso, a questão se deve ao fato de que, comotodo mal, também deve ser retirado o mais cedo possível da nossa vida. Adiar ou não tratarum problema de ofensa é dar oportunidade para Satanás fazer uso da ocasião e querertrazer nossa adoração a Deus com o coração carregado de pecado.- Efésios 4.23-27 fala sobre a necessidade daqueles que são novas criaturas de não daremocasião para o diabo trabalhar em sua vida.- Mateus 5.23-24 mostra-nos a necessidade urgente da reconciliação, antes que prestemosnosso culto e louvor a Deus. Não importa se é o irmão que tem algo contra nós ou vice-versa. A condição é a mesma, onde sabemos que existe algo que será impedimento parauma verdadeira e agradável adoração a Deus.c) NÃO SEJA UM FARISEU – Obedeça à ordem de Cristo, não com hipocrisia,mecanicamente ou por pura obrigação, mas do modo bíblico e em espírito verdadeiramentecristão. Ou seja: debaixo de oração, em amor e com confiança na Palavra do Senhor.d) SEJA HUMILDE – Se não estiver pronto a ser humilde, não haverá “conversa”, mas sórepreensão e CONDENAÇÃO do suposto ofensor. Lembre que a humildade é um fruto doEspírito, muito exaltado por Deus e, no caso, extremamente necessário. Pense sempre que,em muitas ocasiões, o ofendido (você) também está errado em algumas ou em todas ascoisas.e) SEJA BRANDO NO FALAR – Mesmo que esteja “coberto de razão”, seja brando no falare cuidadoso com as palavras, a fim de não suscitar a ira. Uma boa argumentação, feita empalavras doces, pode desarmar um ferrenho opositor. Já a mesma boa argumentação compalavras ofensivas colocará um irmão na defensiva e, mesmo que ele saiba que você temrazão, será levado pelos instintos da carne a não ceder. “A resposta (palavra) branda desviao furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15.1).- Lembre que o objetivo determinado por Jesus é “ganhar O teu irmão” e não “ganhar DOteu irmão”. Quanto mais plenos de razão estivermos, mais motivos temos para ser mansos,amáveis e cuidadosos no falar.f) BUSQUE A PAZ! (I Pedro 3.11 – Salmo 34.14) - Não permita que a conversa degenerepara discussão (briga). Caso as coisas tomem esse rumo, seja sábio para interromper aconversa e buscar a oração e recuperação do espírito correto para tratar a questão. Casoverifique que não há mais possibilidade de seguir com a conversa nesse estágio, leve o casoao próximo passo estabelecido por Jesus.g) PERSEVERE ATÉ O FIM – Siga os passos do ensino de Jesus até o fim. Não pule etapasnem deixe a tarefa pela metade, dizendo que não deu certo ou que “não tem jeito”. Ponha amão no arado e não olhe para os lados ou para trás, nessa questão também.- Se você prestar atenção ao ensino de Jesus nessa passagem, poderá observar que, sendocumprida corretamente cada etapa do processo, de um jeito ou de outro, o resultado virá.SEMPRE DARÁ CERTO! Cumprindo o ensino, na maior parte das vezes, o resultado virá antesmesmo de cumpridas todas as etapas. Ou teremos a recuperação do irmão e a solução doproblema, ou, em último caso, a igreja tratará o problema, e aquele ou aqueles que não sesujeitarem a Deus e não tiverem verdadeiro espírito cristão acabarão sendo disciplinados.APOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 7
  • 8. APOSTILA SOBRE PERDÃOCONCLUSÃO: Pelas inúmeras referências relativas ao assunto do amor, comunhão econvivência entre irmãos, contidas nas Escrituras, fica bem clara a sua importância. Ficaclaro o grande mal que a presença de tais pecados no meio dos filhos de Deus representa.Nessas circunstâncias, podemos conhecer em nós mesmos, de maneira bem nítida, apresença dos frutos da carne e os do espírito. Quais deles estamos cultivando em nossasvidas e igrejas? 3) O QUE SIGNIFICA PERDOARJosé tinha apenas dezessete anos quando seus irmãos, friamente, venderam-no para a escravidão.Separado de sua família e do seu país, ele atingiu a posição de supervisor da casa de Potifar seu senhoregípcio. Mas o desastre atingiu-o novamente. Ele recusou os avanços sexuais da esposa de Potifar e elaacusou-o falsamente de assediá-la. Ele foi posto na prisão, onde, mais uma vez, o Senhor estava com elee se tornou o supervisor dos outros prisioneiros. José permaneceu nessa prisão pelo menos durante doisanos (Gênesis 37; 39).Faraó, rei do Egito, teve um sonho e desejava sua interpretação. José foi capaz, pelo poder de Deus, deinterpretar o sonho de Faraó e foi exaltado a uma posição de poder próxima à do próprio Faraó. Este fê-loencarregado da armazenagem e da distribuição dos cereais em toda a terra do Egito. Foi depois disto queos irmãos de José vieram ao Egito para comprar cereais. Estava dentro do poder de José tomar vingançacontra aqueles que tinham pecado contra ele tantos anos atrás. Contudo, a Bíblia nos conta que Joséexperimentou seus irmãos e, tendo visto o arrependimento deles, recebeu-os com lágrimas e afeto(Gênesis 45:1-15). Ele os tinha perdoado por seu pecado.Muitas pessoas não perdoariam, como José o fez. Não é fácil, freqüentemente, perdoar, e quanto maior aintimidade que temos com aquele que peca contra nós, mais difícil é perdoá-lo. As Escrituras nosensinam, contudo, que a má vontade em perdoar os outros nos retira o perdão divino. Jesusensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vosperdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vosperdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:14-15). Desde que todos os indivíduos responsáveis diante deDeus necessitam de perdão, é portanto indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão.O que é o Perdão?A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação oucancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro.Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entenderque o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aosdiscípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aosnossos devedores" (Mateus 6:12).Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que pecaprecisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecadoresultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhãocom Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).APOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 8
  • 9. APOSTILA SOBRE PERDÃOA boa nova do evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz.Quando aceitamos o convite para a salvação através de nossa obediência aos mandamentos de Deus,ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa por nossastransgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somosperdoados!O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado.Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deusseja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de Davi a respeito de Bate-Seba e Urias muitotempo depois que Davi tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoadada dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (vejaRomanos 4:7-8).O Perdão é CondicionalÉ importante entender que o perdão de Deus é condicional. Deus perdoa livremente no sentido que elenão exige a morte do pecador que responde a seu convite de salvação, permitindo que a morte de Jesuspague a pena por seus pecados. Contudo, Deus exige fé, arrependimento, confissão de fé e batismocomo condições para o perdão do pecador estranho (Marcos 16:16; Atos 2:37-38; 8:35-38; Romanos10:9-10). O perdão é também condicional para o cristão que peca. O arrependimento, a mudança depensamento, precisam ocorrer antes que o perdão divino seja estendido (Atos 8:22). Deus nos chama aperdoar assim como ele perdoa. Quando alguém peca contra mim, ele se torna um transgressor da lei deCristo. Eu o considero um pecador. Se ele se arrepende e pede para ser perdoado, eu tenho que perdoá-lo, isto é, libertá-lo de sua culpa como transgressor. Quando eu o perdoo, não o considero mais umpecador. Posso não ser literalmente capaz de esquecer o pecado que ele cometeu mais do que Deusliteralmente "esquece" nossos pecados, mas preciso deixar de atribuir a ele a culpa pelo seu pecado.Deste modo, eu o liberto de sua "dívida"”E se o pecador não se arrepender? Tenho que perdoar aquele que peca contra mim, mas não searrepende? Talvez esta pergunta seja melhor respondida pelas palavras de Jesus: "Acautelai-vos. Seteu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia,pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4). Jesus indicou que o perdão deveria ser estendido quando o pecador se arrepende e confessa seupecado. Precisamos também lembrar que Deus sempre exige arrependimento como condição de divinoperdão. Deus não exige de nós o que ele mesmo não está querendo fazer.Perdão Não É . . .De fato, se libertamos o pecador de sua culpa sem arrependimento, encorajamo-lo a continuar em seusmodos destruidores. O perdão não é a desculpa pelo pecado. Algumas pessoas "esquecem," isto é,ignoram os pecados cometidos contra elas porque têm medo de enfrentar o pecador. Entretanto a Bíblia ébem explícita sobre o curso da ação a ser seguida quando um irmão peca contra mim (Lucas 17:3;Mateus 18:15-17). O perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância epermissão do pecado. O Senhor perdoará ou punirá o pecador, dependendo da reação do pecador aoevangelho, mas ele não tolera a iniquidade.A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:17-21). O perdão, contudo,não é simplesmente uma recusa a tirar vingança. Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se deresponder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressormesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecadocomo um cacete para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador.Se perdoo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.O perdão não é a remoção das consequências temporais de nosso pecado. O homem que assassinaoutro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá o castigo temporal da lei humana.Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto de sua vida na prisão. O perdão remove asconsequências eternas do pecado!Como Posso Perdoar?O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica nossa relação com nosso Criador. Apessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecadocometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossoscorações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmosprontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se opecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio eamargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter sua posição comoAPOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 9
  • 10. APOSTILA SOBRE PERDÃOtransgressor por causa de sua recusa a se arrepender, seu pecado não deverá dominar meu estadoemocional.E se o pecador se arrepender? Como posso aprender a perdoar?Jesus contou uma parábola sobre um servo que devia uma quantia enorme (10.000 talentos) ao seu rei(Mateus 18:23-35). Ele era incapaz de pagar a dívida e implorou ao rei por compaixão. O rei perdoou-opor sua enorme dívida, mas este servo prontamente saiu e encontrou um dos seus companheiros servosque devia a ele uma quantia relativamente pequena e exigiu pagamento, agarrando-o pelo pescoço.Ainda que o companheiro de servidão implorasse por compaixão, o credor entregou-o à prisão. Quando orei foi informado dos atos de seu servo incompassivo, irou-se e reprovou este servo, entregando-o aostorturadores até que ele pagasse totalmente sua dívida. É claro que estamos representados na parábolapelo servo que tinha uma dívida enorme. Não há comparação entre as ofensas que temos cometidocontra Deus e aquelas que têm sido cometidas contra nós. Jesus observou que, justo como no caso doservo não misericordioso, o Pai não nos perdoará por nossas infraçõe se não perdoarmos nossoscompanheiros (18:35; veja também Mateus 5:7).Para nos prepararmos para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores enecessitados do perdão divino (Romanos 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensadívida no momento do batismo. Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nosperdoar, certamente podemos perdoar aqueles que nos devem muito menos em comparação (Efésios4:32; Colossenses 3:13). 4)Raízes de amarguraVencendo a amarguraQuando um sentimento doloroso é arrastado pelo tempo é sinal de que a cura interior aindanão aconteceu.Textos - I Reis 2.1-6 e - Hebreus 12:15Há pessoas que têm guardado mágoas em seus corações por mais de vinte anos e estasmágoas criaram raízes profundas, ao longo desse tempo, assumindo parte ou totalidade docaráter e comportamento dessas pessoas. Rejeições e traumas são experiências dolorosasque criam o ambiente fértil para que raízes de amargura sejam geradas, com profundidade,nos corações das pessoas.Exemplos: Um filho adulto guarda mágoa do pai desde a infância por causa de uma palavradita impensadamente diante de seus amigos ou o caso de uma esposa que não perdoa omarido por algo que ele fez de errado na lua de mel. Estes são exemplos de raízes deamargura ou ressentimentos que se estabeleceram e se desenvolveram com o tempo porquenenhuma providência foi tomada no sentido de cortar o mal pela raiz.O que é ressentimento?É sentir de novo todas as emoções ruins provocadas por uma mágoa guardada no coração eenraizada pelo tempo. É sentir profundamente, estar magoado, ofendido, ferido, afligido,APOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 10
  • 11. APOSTILA SOBRE PERDÃOtriste, desgostoso, angustiado.Ressentir é trazer á tona momentos ruins dolorosos, inacabados, uma sensação deamargura, raiva ou vingança. É ficar contemplando cenas de um passado doloroso, atravésde imagens mentais; Reviver com as mesmas sensações fatos que nos causaram mágoas.Esses sentimentos ruins tendem a ficar escondidos no coração de tal maneira que as pessoasnão percebem de imediato. Todos acham que está tudo bem, mas um dia os frutos amargossão produzidos e ninguém mais deseja estar próximo de uma pessoa com raízes deamargura.Ressentimentos causam isolamento social e quebra de relacionamentos.(Pv 18:19) "O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte;Construímos muros emocionais ao nosso redor quando somos feridos por alguém. Ficamosfechados no intuito de guardar nossos corações e preveni-lo de futuras feridas.Como medida de ataque usamos o silêncio vingativo, ficamos isolados do convívio dedeterminadas pessoas, barrando a aproximação de todos que nos magoaram, negando-lheso acesso a nossa vida até que nos paguem tudo o que nos devem.Ressentimentos e mágoas estão diretamente associados com outros problemascomportamentais: rejeição, vergonha, sentimento de indignidade, auto- compaixão,insegurança, contenda, dissensão, ira, ódio e vingança. Todos esses sentimentos negativosprovocam doenças: úlceras, palpitações, taquicardia, pressão alta, enfarto, insônia, artrite,dores de cabeça, doenças de pele, etc.O ressentimento é uma cadeia que lhe prende às emoções negativas, impedindo seucrescimento na fé e espiritualidade. É também uma cadeia que lhe prende ao passado ,impedindo-lhe de ser e ver o que Deus deseja para você hoje.A Bíblia nos dá um exemplo sobre o ressentimento na vida de um homem que durante todaa sua existência foi exemplo de uma pessoa emocionalmente equilibrada, mas que um dia sedeixou abater por mágoas. O rei Davi quando estava velho, já para morrer, deu algumasordens a seu filho e sucessor Salomão e também mencionou sobre Joabe, pedindo a seu filhoque se vingasse por ele e não deixasse Joabe morrer em paz. I Rs 2:1-6O grande problema do ressentimento é a falta de perdão. A falta de perdão bloqueia asbênçãos de Deus sobre nossa vida. Veja que não se trata de Deus não quererabençoar, mas de que a falta do perdão impede de que as bênçãos cheguem aténós.(IS 59:1) "EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nemsurdo o seu ouvido, para não poder ouvir."(IS 59:2) "Mas as vossas iniquidade fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossospecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça."Se perdoamos somos perdoados, se não perdoamos não somos perdoados.Mt 6:14,15 – Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestevos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Paivos perdoará as vossas ofensas.APOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 11
  • 12. APOSTILA SOBRE PERDÃOSe retemos o perdão satanás alcança vantagem sobre nós. A falta de perdão nosmantém em escravidão – Se não perdoarmos seremos entregues aos espíritosatormentadores.II Coríntios 2:10,11 – A quem perdoais alguma coisa, também eu perdôo; porque, de fato, oque tenho perdoado (se alguma coisa tenho perdoado), por causa de vós o fiz na presençade Cristo; para que satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos osdesígnios.Recomendações bíblicas para lidar com os ressentimentosÉ importante que cada um saiba que não podemos evitar totalmente um trauma suasconsequência imediatas, tais como uma mágoa ou ira. Mas, somos nós que escolhemosviver ou não o resto da vida com estes ressentimentos e mágoas.A Bíblia Sagrada aponta várias providências para evitarmos que este mal venha nos destruir.O exemplo de Perdão de José do EgitoVocê pode ter como exemplo a vida de José, onde seus irmãos lhe intentaram o mal, porémDeus abençoou José grandemente, chegando a ser o braço direito de Faraó. E José não sevingou de seus irmãos no momento em que teve a oportunidade, mas pelo contrário, osperdoou e os ajudou.Vejamos a seguir algumas preciosas recomendações bíblicas para lidarmos com osressentimentos:Confissão e ArrependimentoHá muitas pessoas em nosso meio que precisam muito mais de arrependimento e confissãode pecados do que tratamento psicológico. Suas vidas estão superlotadas de lixo. Sãoportadoras de enfermidades físicas e diversos problemas emocionais porque guardamsentimentos maldosos para com outras pessoas. Podem ser totalmente curadas quandoestiverem dispostas a confessar seus pecados e a ministrar o perdão.(SL 32:3) "Quando eu guardei silêncio, secaram os meus ossos...."(1JO 1:9) "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar ospecados, e nos purificar de toda a injustiça."Você deverá tentar descobrir, com uma auto-análise, a existência de mágoas ocultas,necessidades insatisfeitas, emoções reprimidas, que muitas vezes lhe impedem de alcançarvida social equilibrada. Saiba que não acontecerá a cura enquanto as lembranças penosasnão forem localizadas e tratadas com oração e confissão.2 – Não se ponha o sol sobre a vossa ira - Ef 4:26 e Sl 4:4 - A regra geral é que nãopodemos dormir com mágoas no coração. As mágoas não podem ficar dentro denós até o dia seguinte. Temos que resolver o problema antes de dormir, liberandoperdão a quem nos ofendeu.3 - Perdoar não é sentimento, é decisão - A Palavra de Deus não diz para perdoarmos,quando sentimos vontade; pelo contrário, ela nos ordena a perdoar como forma de decisão enão por sentimentos. Trata-se de uma obediência ao mandamento do Senhor. Saiba queAPOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 12
  • 13. APOSTILA SOBRE PERDÃOenquanto não perdoarmos, nossas emoções estarão presas, por isso temos que tomar adecisão de perdoar, para que haja a libertação de nossas emoções.Antes de tomarmos a decisão de perdoar, estamos debaixo do poder de escravidãodo pecado. Após tomarmos a decisão de perdoar teremos a comunhão com oSenhor restaurada e a Graça fluirá suficientemente para nos libertar de toda raíz deamargura (rejeição, ressentimento, ira, contenda, dissensão, mágoas e vinganças).Quando o perdão for consumado, nossas emoções serão gradativamente libertas ea sensações de alívio e paz serão restabelecidas em nosso ser.4 – Temos que Perdoar como Deus Perdoa. Deus não traz de volta um pecado que foiperdoado.Isaías 43:25 – Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim dosteus pecados não me lembro.Essa história de que “perdoa mas não esqueço” não é perdão. Não devemos ficarlembrando do que já se perdoou. Não fique revivendo a cena ruim. Não estejaruminando o sentimento de mágoa de um fato preso ao passado. Libere perdão econtinue a vida.(Lm 3:21) "Disto me recordarei na minha mente; aquilo que me dá esperança."Cl 3:13 – Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguémtenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou assimtambém perdoai vósSaiba que o perdão é o Machado que Deus coloca à disposição de todo homem para cortar asraízes de amargura.Perdoar é imitar o Senhor Jesus, rasgar o escrito de dívida contra nosso próximo.Perdoar é deixar que Deus ame a outra pessoa através de nossa vidaSomente o Amor cobre uma multidão de pecados ( I Pe 4:8) e o Amor não se ressente domal. I Co 13:5. 5)Fofocas na Igreja"Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não te porás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o Senhor. Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo, e por causa dele não sofrerás pecado. Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor. Guardarás os meus estatutos; não permitirás que se ajuntem misturadamente os teus animais de diferentes espécies; no teu campo não semea ras sementes diversas, e não vestirás roupa de diversos estofos misturados. (Levítico 19:16-19APOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 13
  • 14. APOSTILA SOBRE PERDÃO Penso que o motivo real pelo qual Deus nos deixa transmitir algo sobre a “fofoca”, é que esseproblema de maneira nenhuma nos é estranho. Nós não somente ouvimos fofocas como também asespalhamos. Nós mesmos fomos vítimas delas. E acreditem: Todas as três coisas desagradam ao Senhorda mesma maneira! Quando passo adiante algo que eu deveria ter ficado para mim, normalmente o justifico com aspalavras: “Precisamos de qualquer maneira orar por fulano ou sicrano, ele tem o seguinte graveproblema...” Na verdade, não oramos, mas falamos bastante sobre o assunto. Geralmente, sempre é muitointeressante ficar sabendo das últimas histórias sobre uma pessoa ou uma obra.I. O que é fofoca? Por ocasião da nossa conversão a Jesus, deixamos os “grandes pecados” como por exemplo, mentir,roubar, beber, enganar, uso de drogas, etc. Começamos a passar nosso tempo com nossos novos amigos,falando a respeito de nosso Senhor, sobre nossa vida e sobre o que acontece à nossa volta. Pensamossobre tudo isto de um modo completamente inofensivo. Mas, observemos a coisa um pouco mais deperto! Quantas vezes essas conversas estão cheias de julgamentos, de boatos, de “ouvi dizer”...escondidos cuidadosamente atrás de um sorriso cristão? Você sabia que a Bíblia fala muito sobre fofoca? E não se trata de um “pequeno pecado”, como muitosde nós pensamos. Na bíblia está escrito: “...a boca perversa, eu odeio” (Prov. 8:13). Deus nosordena: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo.” (Lev. 19:16). Ele também diz: “...aprendamtambém a andar ociosas de casa em casa; e não só ociosas, mas também paroleiras e curiosas, falando oque não convém.” (I Tim. 5:13). E no Salmo 101:5, Deus diz: “Aquele que murmura do seu próximo àsescondidas, Eu o destruirei.” Deus é da opinião de que pessoas tagarelas não O reconhecem, estandoentregues aos seus pensamentos corrompidos. Ele equipara pessoas difamadoras com aqueles que nãomerecem confiança, como assassinos e aborrecedores de Deus. Ele continua, dizendo que aqueles quefazem tais coisas, sabem que merecem a morte. Mas isso não os impede de continuar a fazê-las e até aanimar outras a praticá-las (Rom. 1:28-32). Além disso as fofocas não precisam ser obrigatoriamente mentirosas. Muitos pensam: “O assuntoé verdade, por isso posso contá-lo a todos.” Mas isso não está certo! Dizer a verdade com falsos motivospode ter efeito ainda mais funestos do que falar a inverdade. A seguinte definição de “fofoca” deixa issoclaro: Falar algo de alguém é fofoca, quando o que é dito não contribui para a solução do problemada pessoa em questão.II. Orientação na Bíblia Quando somos ofendidos por alguém ou vemos que alguém vive em pecado, temos que ir a essapessoa e não a nenhuma outra! (Mat. 18:15-16). Se alguém vive em pecado, que valor teria, falar arespeito dele a outros? O que os outros irão fazer a respeito? Ao invés disso, é nossa tarefa reconduzir oirmão ou a irmã à comunhão com Deus. Você poderia mostrar-lhe o ponto escuro em sua vida, que oSenhor gostaria tanto de purificar. Se a pessoa não der ouvidos, deve-se dar outros passos. “Irmãos, sealgum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal comespírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.” (Gal. 6.:1)III. Envolver outros Transmitir a outros nossas mágoas e amarguras e ouvir quando eles falam das suas, é outra áreaem que devemos ser bem cuidadosos. Se alguém feriu seu amigo, e este lhe falar da sua dor,provavelmente você ficará ofendido por causa do seu amigo. Então você se sentirá ofendido e, talvez,fique bravo com a pessoa que fez tal coisa ao seu amigo. Mais tarde, é possível que os dois sereconciliem, e tudo será perdoado e esquecido. Mas um problema permanece: Você continua amargurado! Uma briga causada por um pequeno incidente, pode ter conseqüências muito amplas e estender-se por muito tempo, dependendo de quantas pessoas tomam conhecimento dela. Veja ... é completamenteinjustificável envolver outros em suas mágoas. Não temos o direito de ir até o outro, exceto até Deus eàquele que nos ofendeu.IV. A diferença entre aconselhamento e fofocaAPOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 14
  • 15. APOSTILA SOBRE PERDÃO Muitas vezes, fofocas e difamações são camufladas como “aconselhamento espiritual”. Nadaexiste de condenável no aconselhamento espiritual, se realmente falar com conselheiro espiritual. Umconselheiro espiritual é um crente maduro, que a exorta à uma vida espiritual e à reconciliação, queaponta o seu pecado na situação que está sendo analisada! Ele não exagera a importância da questão e nãofica logo ofendido pessoalmente. A ele interessa principalmente a vontade de Deus, não a sua. Na maior parte das vezes, nem procuramos seriamente uma solução quando falamos com alguémsobre um problema, mas somente um ouvinte compassivo, que também defende nosso ponto de vista.Parece-nos indiferente, quantas divisões provocamos, enquanto pudermos atrair pessoas para o “nossolado”. “Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa,mãos que derramam sangue inocente, coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressama correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entreirmãos.” (Prov. 6:16-19)V. “Mas estou somente ouvindo!” Muitos de nós pensamos que somente ouvir não é tão grave quanto espalhá-las. Mas isso não éverdade! Deus diz: “O ímpio atenta para o lábio iníquo, o mentiroso inclina os ouvidos à línguamaligna.” (Prov. 17:4). Em I Samuel 24:9, Davi exorta a Saul: “Por que dás tu ouvidos às palavras dos homens quedizem: Eis que Davi procura o teu mal?” Sim, por que lhes damos ouvidos?! Por que estamos tãorapidamente dispostos a acreditar no pior? Na Bíblia está escrito: “[o amor] tudo espera” (I Cor.13:7). Porque não respondemos educada mas decididamente: “Desculpe, tenho a impressão que você estácontando algo, que eu nem deveria ouvir. Você deveria contá-lo ao Senhor e àquele a quem se refere, masa mim não.” Algumas exortações desse tipo, mataria em germe a maior parte das histórias de mexericos. Aomenos, elas impedirão as pessoas de virem até você com sua conversa fiada. Talvez, assim também asestimule uma vez a pensar sobre coisas mais importantes do que os assuntos de outras pessoas. A Bíblianos adverte claramente sobre o envolvimento com fofocas: “O que anda tagarelando revela o segredo; nãote intrometas com o que lisonjeia com os seus lábios.” (Prov. 20:19)VI. Um sinal de maturidade “Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem, hão de dar conta no dia dojuízo.” (Mat. 12:36). Em cada palavra que dizemos, tomamos uma decisão. Ou nos decidimos a glorificara Deus ou a entristecê-lo, rebelando-nos contra sua palavra; “Não saia da vossa boca nenhuma palavratorpe, mas só a que for boa para promover a edificação...” (Ef. 4:29). Freqüentemente, não levamos a sério a ordem de Deus para controlar nossa língua. Trata-se,entretanto, de uma das características de um crente maduro. Tiago diz:“Se alguém entre vós cuida serreligioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.” ( Tiago 1:26).Sabemos que o coração é enganoso mais do que todas as coisas (Jer. 17:9), e assim seria fácil justificardesse modo nosso comportamento errado.VII. Um pensamento final Fofoca e difamação, são instrumentos de Satanás. Ele sabe que se conseguir dividir-nos e fazercom que lutemos entre nós, estaremos muito ocupados para lutar entra ele. Temos que parar e pensar,antes de falar! Deveríamos decidir em nosso coração, nunca mais dar ouvidos a fofocas ou espalhá-las!Isso é possível pela graça de Deus e através da nossa decisão de fazer a escolha certa! Talvez você tenhaque pedir desculpas a alguma pessoa. Talvez seja preciso revelar amarguras e curá-las. Vá primeiro aDeus e deixe Ele ordenar seu coração! Ele também lhe dará forças para fazer o restante: (Apoc. 19:7).APOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 15
  • 16. APOSTILA SOBRE PERDÃO 6)Não se mata um soldado ferido Não se mata um soldado ferido. Pv 18:19“O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte...”. Pv 18:19Introdução: Amados eu gostaria de compartilhar essa palavra de hoje com vocêpor que já há algum tempo eu tenho estado incomodado e ocupado orando sobre arealidade dos crentes desviados nas nossas igrejas.Gostaria de fazer a seguinte consideração: Ao mencionar a palavra desviado mereferir àqueles que estão sem congregar em uma igreja local, não quero que vocêpense no que é comum pensar a respeito destes. Quando falo desviado, estou mereferindo àqueles que passaram por essa igreja, mas por alguma razão nãopermaneceram mais entre nós. Não quero também fazer juízo destes, dizendo queestão fora dos caminhos do Senhor, apenas quero enfatizar o valor de cada umdeles e o nosso desejo de tê-los de volta.As igrejas brasileiras têm cumprido o ide de Jesus na pregação da Palavra deDeus.Prova disto é o crescente número de evangélicos no país. No censo do IBGE,realizado no ano 2000, o Brasil tinha 26 milhões de evangélicos (5,45% dapopulação). No entanto, o estudo “Economia das Religiões”, realizado pelaFundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que, em apenas três anos, entre 2000 e2003, mais de 7,5 milhões de brasileiros foram batizados em igrejas evangélicas.Em 2007 o número de evangélicos no país subiu para aproximadamente 43 milhõesde pessoas. O que representa 23% da população brasileira. Vários são os recursospara a propagação do evangelho: rádio, TV, livros, internet, missões... mas poucassão as denominações que se preocupam em manter o rebanho e resgatar asovelhas perdidas, os soldados feridos. Algumas igrejas na contramão do encargopastoral até tentam tirar as ovelhas dos vizinhos e tornam-se rivais concorrentes.Calcula-se que hoje existam no Brasil cerca de 40 milhões de "desviados",Essas pessoas receberam a Jesus como Salvador de suas almas, passaram pelobatismo, mas acabaram abandonando a igreja. São cidadãos que chegaram a sentira alegria de fazer parte da igreja do Senhor Jesus, sentaram ao seu lado nessaigreja, porém, por motivos diversos, tiveram “saudades do Egito”. Alguns delescertamente estiveram até ocupando alguma função ministerial, mas hoje estãoprostrados diante do pecado. O mais preocupante é que boa parte dos desviadoshoje povoa os hospícios e presídios.O pastor Sinfrônio Jardim Neto desde 1994 avaliou centenas de igrejas e concluiuque a respeito dos desviados, uma igreja de 200 membros perde outros 400 em 10anos!Enquanto você ouve esta palavra, pare um instante e olhe à sua direita eesquerda. Agora, saiba que daqui a dez anos é possível que a senhora, o jovemsorridente e o austero senhor que estão em cadeiras próximas a você cantandoAPOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 16
  • 17. APOSTILA SOBRE PERDÃOlouvores estejam completamente afastados da igreja, bamargurados com Deus eentristecidos por algum motivo.A igreja vê o desviado como se fosse Judas Iscariotes, que traiu a Deus e a igreja.Eo trata como se fosse lixo que precisa ser retirado daquele ambiente. Mal sabe queo desviado é como o ouro de Deus que se perdeu na lama podre. Está perdido nalama, mas ainda é ouro e precisa de gente interessada, garimpeiros que estendama mão e vasculhem até encontrá-lo".A respeito dos desviados, eu estou sinceramente assustado com a tamanhanegligência no meio do povo evangélico para com essas pessoas. Me parece quepara a maioria dos crentes congregados que conheço, os desviados são leprososmiseráveis que quanto mais distantes da igreja melhor. Certo militar disse a um pastor: “Vocês crentes são loucos! Pois a igreja é o único exército que abandona os seus soldados feridos na batalha.”O propósito das minas nas guerras não é matar, mas ferir, fazendo com isso queoutros soldados sejam mobilizados para prestar socorro, detendo assim o avançodo exército inimigo. Então todas as vezes que uma mina explode, um soldadoferido precisa de socorro, e até os exércitos mais cruéis do mundo cuidam dos seusferidos.Muitos crentes estão desviados do corpo local, estão feridos, e a maior parte doscongregados indiferentes ao sofrimento destes irmãos.???Mas quem de fato são os desviados???Agora veja que quando um crente negligencia a responsabilidade de iratrás da centésima ovelha, também se torna um desviado. Pois se alguns sedesviaram saindo da igreja por motivos vários, não estamos nós dentro da igrejadesviados pelo simples motivo de não irmos atrás destes mesmos irmãos, uma vezque a orientação de Jesus neste caso é ir atrás da ovelha perdida?“Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa nodeserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até achá-la?” Lc 15:4Você pode estar ouvindo essa palavra e pensando: “ainda bem que eu não soupastor!”Não se engane! Ainda que a maioria de nós não tenha o título e nem seja chamadode pastor em nossas igrejas, somos também corresponsáveis pelo pastoreio desterebanho no qual estamos inseridos. Quase todos nós, assumimos que amamos aJesus, todavia quem ama a Deus de todo coração deve ter o encargo de cuidar deovelhas.Negligenciar este chamado, é desobedecer a Deus e cooperar com a obra domaligno. Pv 18:9 diz: “O negligente na sua obra é irmão do destruidor.”Veja a conversa de Jesus com Pedro sobre tal responsabilidade:“15Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão Pedro: Simão,filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tusabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeirinhos. 16 Tornou aperguntar-lhe: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tusabes que te amo. Disse-lhe: Pastoreia as minhas ovelhas. 17 Perguntou-lheterceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Entristeceu-se Pedro por lhe terperguntado pela terceira vez: Amas-me? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabestodas as coisas; tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhasovelhas.” Jo 21:15-17Muitas teorias dão conta de explicar este texto. Uma delas diz que Pedro teve queconfessar três vezes por que essa foi a quantidade de vezes que ele O negou.Outros dizem que Pedro ao negar Jesus teria negado também ao Pai e ao EspíritoSanto, e também por isso confessou seu pecado três vezes, particularmente gostodessa interpretação. Mas a hermenêutica aqui não cabe para saber sobre isso. Oque importa de fato é a vontade de Deus revelada, e sua direção para Pedro apartir daquele momento era: Seja um apascentador !Hoje a lição para todos os crentes é: Quem ama apascenta!As pessoas que estão desviadas, ao contrário do que muitos pensam, não foramexcluídas do rebanho de Jesus, eles fazem parte do corpo do Senhor. EstesAPOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 17
  • 18. APOSTILA SOBRE PERDÃOprecisam de auxílio, pois estão longe da vida da igreja local, e nós estamos sendorecrutados para resgatá-los com vida.Será preciso deixar a televisão, o futebol, talvez alguns passeios, a comodidade dedormir até mais tarde no fim de semana para visitar um soldado ferido, um irmãodesviado 7) AMIZADE VERDADEIRA Amizade Verdadeira - ReconhecimentoComo podemos encontrar a verdadeira amizade neste mundo temporário e muitas vezesfalso? A amizade envolve o reconhecimento ou a familiaridade com a personalidade de umaoutra pessoa. Os amigos geralmente compartilham os mesmos gostos e desgostos, interesses,atividades e paixões.Como podemos reconhecer uma potencial amizade? Os sinais incluem um desejo mútuo decompanheirismo e talvez um laço comum de algum tipo. Além disso, a amizade genuínaenvolve um sentimento comum de carinho e preocupação, o desejo de ver o outro crescer e sedesenvolver e uma esperança para que o outro tenha sucesso em todos os aspectos da vida. Aamizade verdadeira envolve ação: fazer algo por alguém enquanto se espera nada em troca;compartilhar pensamentos e sentimentos sem medo de julgamento ou crítica negativa.Amizade Verdadeira - Relação, Confiança, Responsabilidade MútuaA amizade verdadeira envolve um relacionamento. Esses atributos mútuos que mencionamosacima se tornam o fundamento sobre o qual o reconhecimento transparece numrelacionamento. Muitas pessoas dizem: "Oh, ele é um bom amigo meu", mas nunca tiram otempo para passar tempo com esse "bom amigo". A amizade leva tempo: tempo para conhecerum ao outro, tempo para construir lembranças compartilhadas, tempo para investir nocrescimento mútuo.A confiança é essencial para a verdadeira amizade. Todos nós precisamos de alguém comquem possamos dividir nossas vidas, pensamentos, sentimentos e frustrações. Precisamos sercapazes de compartilhar nossos segredos mais profundos com alguém, sem nospreocuparmos que os segredos acabarão na internet no dia seguinte! Deixar de ser deconfiança com os segredos íntimos pode destruir uma amizade rapidamente. Fidelidade elealdade são fundamentais para a verdadeira amizade. Sem elas, muitas vezes sentimo-nostraídos, excluídos e sozinhos. Na amizade verdadeira, não há nenhuma calúnia, pensamentosnegativos ou separações.A verdadeira amizade requer certos fatores de responsabilidade mútua. Os verdadeiros amigosencorajam uns aos outros e perdoam uns aos outros onde houve um delito. A amizade genuínaapoia durante os tempos de luta. Os amigos são confiáveis. Na verdadeira amizade, o amorincondicional desenvolve. Amamos os nossos amigos independente de circunstâncias esempre queremos o melhor para eles.APOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 18
  • 19. APOSTILA SOBRE PERDÃOAmizade Verdadeira - Exemplos de Verdadeira AmizadeHistórias de verdadeira amizade são encontradas em toda a Bíblia. Em Gênesis 18:17-33,lemos sobre Deus compartilhando Suas intenções com Abraão. Abraão responde dizendo aDeus seus pensamentos e sentimentos sobre a situação. Deus e Abraão são capazes de fazerisso porque confiam e respeitam um ao outro.Primeiro Samuel 20 concentra-se na amizade de Davi e Jônatas. Estes dois homens realmentese importavam um com o outro e tinham grande confiança. Davi estava fugindo do pai deJônatas, Saul. Jônatas sabia que Davi era inocente. Por causa da verdadeira amizade quecompartilhavam, Davi sobreviveu às tentativas de assassinato de Saul e se tornou um dosmaiores reis de Israel.A amizade real e verdadeira envolve a liberdade de escolha, responsabilidade, verdade eperdão. Pedro e Jesus nos dão este exemplo: Pedro, temendo por sua vida depois de Jesusser levado do Jardim do Getsêmani, nega conhecer Jesus (João 18). Enquanto estava sendolevado por seus acusadores, Jesus lança um olhar em direção a Pedro que diz: "Eu sabia quevocê ia me negar e Eu te perdoa " (João 21).A verdadeira amizade olha para o coração, e não apenas para a "embalagem". A amizadegenuína ama por amar, não para obter algo em troca. A verdadeira amizade é ao mesmotempo desafiadora e excitante. Arrisca-se, não se ofende com as falhas e amaincondicionalmente, mas também envolve ser verdadeiro, mesmo que possa doer. A amizadegenuína, também chamada de amor "ágape ", vem do Senhor. O Senhor Jesus nos chama deSeus amigos e entregou a Sua vida por nós (João 15).Os relacionamentos na vida real envolvem diferentes níveis de amizades, e não há nenhumproblema com isso. Entretanto, os seres humanos foram projetados por Deus pararelacionamentos duradouros. Muitas vezes a nossa sociedade isolacionista oferece apenasrelacionamenros vagos e vazios. Deus quer que tenhamos amigos aqui na terra. Acima detudo, Ele quer que sejamos Seus amigos!A Palavra de Deus nos diz que um amigo é mais apegado que um irmão, e que para ter amigosé preciso mostrar-se amigável (Provérbios 18:24). A questão é: que tipo de amigo você desejaser?Provérbios 18:19 diz: "Um irmão ofendido é mais inacessível do que uma cidade fortificada, eas discussões são como as portas trancadas de uma cidadela." Quando tivermos ofendido umverdadeiro amigo - seja por quebrar uma relação de confiança ou por falar a verdade com amor- corremos o risco de perder essa amizade. Devemos ter cuidado para não quebrar aconfiança. Entretanto, quando não falar a verdade causar maior dor na vida do nosso amigo,devemos estar dispostos a sacrificar nossas necessidades pelas do nosso amigo. Isso é averdadeira amizade.Se às vezes ofendemos um amigo sem querer, A Palavra de Deus oferece uma solução.Chama-se perdão. Não há maior exemplo do que o amor de Deus por nós. É tão grande queEle deu o seu Filho unigênito, Jesus Cristo, a fim de que a nossa amizade com Ele pudesse serrestaurada. O Senhor fez isso apesar do fato de que o ofendemos profundamente. Temosdesobedecido Seus mandamentos, dado-lhe as nossas costas e seguido o nosso própriocaminho. Assim a pergunta permanece: Que tipo de amigo que você quer ser? A verdadeiroamizade cristã perdoa.Você precisa de um amigo? Deus quer ser seu amigo verdadeiro. Anseia o companheirismo?Deus está sempre com você (Hebreus 13:5). Quem você conhece que precisa de umverdadeiro amigo hoje? Deus quer que você faça amizade com outras pessoas. Ele nos chamapara sermos Suas mãos e pés em um mundo faminto pela verdadeira amizade.APOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 19
  • 20. APOSTILA SOBRE PERDÃO ASSEMBLÉIA DE DEUS – BRAS MINISTÉRIO DE MADUREIRA TELEFONE (11)980950932 FALA COM DIACONO CARLOS ALBERTO AGRADEÇO A DEUSAPOSTILA SOBRE PERDÃO DIACONO CARLOS TEL.(11)980950932 Página 20