Senior's in action

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Senior's in action

  1. 1. Curso: Mestrado Gestão de Serviços de Clientes Trabalho elaborado para a Unidade Curricular: Experiências de Consumo Data: Ano Lectivo 2010 / 2011 Docente: Doutorando Américo Mateus “SENIOR’S IN ACTION”Hugo Miguel Soares Pereira; João Paulo Emerenciano Teixeira; NunoGonçalo Gomes da Silva Tasso de Figueiredo; Sandra Sequeira; Cátia ReisRESUMO: Tendo por base o modelo apresentado por David AaKer no livro Brand Leadership designadoBrand Identity model, e a partir de uma visão que se pretende original e que corresponda a uma novaoportunidade de negócio ou a uma necessidade por satisfazer, apresentamos um conceito de negócioonde se insira a cooperação e uma área que seja benéfica à sociedade e onde se vai incorporar nasconclusões algumas tendências do comportamento do consumidor.
  2. 2. ÍNDICE1. Abstract...................................................................................................................................42.Metodologia............................................................................................................................43. Modelo Teórico “ Brand Identity” de David Aaker........................................................44. Aplicação do Modelo “ Brand Identity” de David Aaker...............................................54.1. Consumidores..............................................................................................................................64.2. Concorrência................................................................................................................................74.3. Auto-Análise.................................................................................................................................74.4. Sistema de Identidade de Marca..........................................................................................74.5. Identidade da Marca..............................................................................................................84.5.1. Marca como produto............................................................................................................84.5.1.1. Descrição doProduto.........................................................................................................104.5.1.2. Utilização do produto.........................................................................................................104.5.1.3. País de Origem....................................................................................................................104.5.2. Marca e estrutura organizativa..........................................................................................114.5.2.1. Empresa e localização.........................................................................................................114.5.3. Personalidade da Marca......................................................................................................114.5.3.1. Relações da marca com os clientes...................................................................................124.5.4. Marca como Simbolo ........................................................................................................124.5.4.1. Imagem e metáforas............................................................................................................134.5.4.2. Herança......................................................…......................................................................134.6. Proposta de Valor...............................................................................................................135. “SENIOR’S IN ACTION” Mind Map..............………....………………...............146. Arquitectura da Marca........................................................................................................156.1. Portefólio da marca (hierarquia).......................................................................................166.2. Função das marcas no portfolio.......................................................................................166.3. O contexto /mercado........................................................................................................176.4. A estrutura do portefólio (relação)...................................................................................176.5. O Grafismo do portefólio.................................................................................................18 Experiências de Consumo 2
  3. 3. 7. Acções Futuras e Conclusões……...................................................................................198. Bibliografia & Netgrafia.....................................................................................................209. Anexos – Entrevistas a Parceiros e Séniores..................................................................21Anexo 1 – guião Entrevista a um representante de uma entidade pública..............................22Anexo 2 – guião de perguntas efectuadas a séniores..................................................................25Anexo 3 – Respostas a entrevista (entidade pública) e questões efectuadas a séniores.........26Anexo 4 – dados estatísticos...........................................................................................................27Anexo 5 – Pensionistas vão perder até 0,9% do rendimento....................................................28Anexo 6 – BRUTO DA COSTA - PRESIDENTE DA COMISSÃO NACIONALJUSTIÇA E PAZ .............................................................................................................................29 Experiências de Consumo 3
  4. 4. 1. ABSTRACT Based on the model presented by David Aaker in his book Brand Leadershipdesignated Brand Identity model, and for a vision that pretends to be original, whichcorresponds to a new business opportunity or a need to satisfy, we present a businessconcept where social cooperation benefit fits and on the conclusion incorporate someconsumer behaviour trends.2. METODOLOGIA O método de pesquisa que foi adoptado englobou a consulta a dados secundários(diversas páginas da internet e diversa documentação) ligados ao tema em análise assimcomo se fez uma pesquisa exploratória através de entrevista e inquérito de rua no sentidode considerar as hipóteses e obter uma visão clara acerca dos objectivos que estãosubjacentes à criação de uma marca, produto ou serviço com fundamentação através domodelo Brand Identity de David Aaker e publicado na obra Brand Leadership. Os dados secundários foram recolhidos e através do cruzamendo dos mesmos comos resultados da pesquisa exploratória, enquadrando-os com o modelo acima mencionadoassim como com as têndencias do comportamento do consumidor, ficou-se com uma ideiaabrangente do tema. O trabalho desenvolveu-se após reflexão sobre os conteúdos eresultados obtidos.3. MODELO TEÓRICO “Brand Identity de David Aaker” Segundo Aaker (1996), a construção sistemática de uma marca deve começar peloprocesso de análise estratégica, o que compreende uma análise ambiental, definida como:um estudo do consumidor, da concorrência e uma auto-análise. Isto é, deve incluir umainvestigação interna e externa, que permita definir os traços da identidade da marca emfunção das características da empresa em si, e das promessas que tem possibilidade deExperiências de Consumo 4
  5. 5. manter; em função das particularidades dos clientes-alvo, suas expectativas e necessidades;e em função dos traços definidores da concorrência, na procura de uma diferenciação. 1 “Brand Identity de David Aaker”4. APLICAÇÃO DO MODELO BRAND IDENTITY MODEL DEDAVID AAKER AO MODELO DE NEGÓCIO PRECONIZADO Tendo por base o modelo mencionado apresentamos um conceito demarca/serviço ou produto estruturado segundo o modelo proposto. Pretendeu-se elaborarFonte: Aaker’s Brand Identity Planning Model1 Experiências de Consumo 5
  6. 6. uma análise estratégica da marca (consumidores, concorrência e auto análise), assim comoum sistema de identidade de marca com a respectiva proposta de valor.4.1. CONSUMIDORES Em resposta a questões sociais cada vez prementes pensou-se num projecto quereutiliza a sabedoria e a experiência dos “séniores” de uma forma produtiva e comalgum relevo social. No que diz respeito aos consumidores poderemos segmentá-los, de duasformas:• Directos – Quem vai usufruír a nossa oferta será, na óptica do B2B, o consumidordos serviços prestados pela nossa empresa às empresas que o vêem como uma mais valiana promoção das suas actividades. Ou seja, contratam força de trabalho temporáriamas experiente e com uma relação custo benefício interessante, com uma maisvalia social inestimável.Quem são? Munícipios, empresas, associações. Ou seja quem tem necessidade de mão deobra temporária com custos atractivos e com um vincúlo social de relevo.• Indirectos – O Estado, Segurança Social, Munícipios, Sistema Nacional de Saúde.Ou seja, quem beníficia também através da sua promoção (Dividendos Políticos,Redução de Custos Associados à terceira idade, .Quem são? Todas as entidades públicas que ajudarão a promover a inclusão, reduzir custosde saúde, combater a frustração, solidão e a insatisfação aproveitando recusros disponíveis.4.2. CONCORRÊNCIA Nesta fase, e daquilo que conhecemos, é um serviço quase inexistente no nossopaís. O que se pretende dizer é que concorrência intratipo é praticamente nula. No entanto, e de uma forma objectiva, poderemos afirmar que existe concorrênciaIntertipo.Experiências de Consumo 6
  7. 7. O que queremos dizer é que embora não exista oferta igual, existe ofertaidêntica no seu âmbito geral.. Essa oferta pode ser efectuada por empresas de serviçostemporários ou de recrutamento direccionadas para determinados objectivos.4.3. AUTO ANÁLISE A “Senior’s in Action” constituíndo como o nosso objecto de pesquisa a oferta deum serviço, caracterizada pelo cariz social e de utilidade pública, bem como naflexibilidade e abragência. Por ser uma solução que poderá ser incorporada na comunicação dasorganizações públicas e privadas porque o tema “Responsabilidade Social” está na ordemdo dia, consideramos esta solução acessível para uma adesão rápida e económica visto oseu elevado grau de inovação e notoriedade associada.4.4. SISTEMA DE IDENTIDADE DE MARCA Quanto à comunicação de marca e projecção da sua imagem no mercado. Sobre acomunicação, considera Aaker (1996) que, depois de identificadas as dimensões centrais,deveremos atender à proposta de valor que a marca encerra, preparar os elementos decredibilidade a incluír e estabelecer as bases de relacionamento com os públicos. Antes de proceder à comunicação com o (s) público (s) consumidor (es), a marcadeve identificar qual a sua proposta de valor. Em função dessa proposta de valor, amarca deve procurar os elementos que facultem credibilidade à sua promessa, e quefuncionem bem do ponto de vista de projecção no consumo. Pelo produto e pelacomunicação. Relativamente ao produto, é fundamental que este expresse os benefíciosfuncionais da marca/serviço/produto, pelo que a utilização de mão de obraespecializada com cariz social cumpre os objectivos. Quanto à comunicação, as opções de meios reflectem a intenção de propagar, fazermemorizar e conduzir à adesão dos benefícios emocionais e auto-expressivos.Comunicação estabelecendo parcerias com os media e entidades políticas, vão ao encontroExperiências de Consumo 7
  8. 8. do objectivo pretendido e da imagem que se quer passar “Os Seniores São Úteis” aexpressão do seu valor mais forte é a de cariz social e de inclusão. Quanto á idêntidade da marca, a mesma deverá tentar reflectir através do seulogotipo o seguinte:• Missão – Inclusão e promoção social aliada à rentabilidade combinada com anecessidade dos utilizadores. Promover a ocupação do tempo, aproveitamento de recursose sentimento de utilidade versus a excelência e o profissionalismo.• Visão da Marca – Revolucionar a mão de obra temporária com um cariz social.• Valores da Marca – Rentabilidade, exclusividade, participação, preocupação social.Proposta de Logotipo: As instalações da empresa e a sua localização, também deverão ir ao encontro daimagem e dos valores que estão associados à marca e que possa de alguma formafortalecer a imagem.4.5. IDENTIDADE DA MARCA4.5.1. MARCA COMO PRODUTOExperiências de Consumo 8
  9. 9. A empresa através do seu nome “SENIOR’S IN ACTION” e da sua representaçãográfica - comunicará a "promessa" de um produto(s), e a diferença face aos concorrentes.Buscará associar à marca e ao seu portefólio uma personalidade ou uma imagem mental.Assim, pretende marcar a imagem na mente do consumidor e dos parceiros, isto é, associara imagem ao cariz social da oferta. Em função disto, a “SENIOR’S IN ACTION” podeformar um importante elemento temático para o mercado. Possui vários níveis designificado, entre eles cultura, atributos ou benefícios. É fundamental entender que oconceito é mais intangível do que tangível, pois essencialmente estaremos a falar deserviços. A “SENIOR’S IN ACTION”, é associada a um conjunto de supostos benefíciosconferidos aos serviços, na medida em que dá garantias aos consumidores sobre a suaqualidade. Quanto aos valores a praticar estão intrínsecamente ligados ao cariz sociale a uma oferta baseada nesses pressupostos. O valor da “SENIOR’S IN ACTION” pretende-se forte e bem conhecido nomercado. Outro aspecto igualmente relevante refere-se à possibilidade de gerar negócioadicional alicerçado no bom nome da “SENIOR’S IN ACTION” assim como dacompetencia dos seus profissionais (parcerias). Uma vez implantada e enraízada nomercado torna-se muito mais fácil agregar novos produtos ou serviços à mesma, ougarantir o sucesso que resulta da substituição de um tipo de oferta. A marca criará valor para os consumidores porque : • Fará “contratos” entre a empresa e os seus clientes, para garantir um nível de qualidade independentemente da forma de distribuição ou utilização dos recursos; • Identificará a empresa, produto ou serviço, facilitando o reconhecimento e a fidelização; e diferencia dando sentido ao portefólio. Por outro lado, para a empresa a marca e a sua oferta • Constitui um valor comercial, sendo o cariz social uma vantagem concorrencial quer por os potenciais clientes e parceiros se ligarem mais a actividades com algumaExperiências de Consumo 9
  10. 10. relevancia social, o que pode permitir alavancar o marketing garantindo sustentabilidade; • Constitui um valor institucional, com efeitos positivos ao nível de atracção e retenção de colaboradores ao nível da vertente comunicacional da empresa.4.5.1.1. DESCRIÇÃO DO(S) PRODUTO(S) O produto, ou a oferta, poderá considerar-se como “Know How”, ou seja,fundamentalmente será uma força de trabalho experiente e motivada conjugada com ofacto de aproveitar recursos existentes e abundantes. Utiliza os Seniores numa formade parceria “win win” em plataformas de entendimento e comunicação onde ospromotores / utilizadores têm tudo a ganhar: • Relevância por participar em projectos sociais; • Contribuír para a inclusão na sociedade de uma faixa etária cada vez mais relevante; • Utilização de recursos capazes onde a relação custo benefício é vantajosa; • Minimizar factores associados a uma terceira idade inactiva (saúde)4.5.1.2. UTILIZAÇÃO DO(S) PRODUTO(S) A “SENIOR’S IN ACTION” e o seu portefólio farão parte de uma oferta, queembora repartam os mesmos recursos, se podem dividir em vários tipos. Os mesmos, dadaa flexibilidade organizativa assim como a transversalidade da sua oferta, poderão variar deacordo com os inputs obtidos nos “briefings”. • Gestão de projectos, parcerias e recursos • Gestão da oferta e integração • Procurement • Formações • Ficalização • Outros...4.5.1.3. PAÍS DE ORIGEMExperiências de Consumo 10
  11. 11. A origem da marca será Portuguesa a operar no mercado Nacional. O projectoreconhece a viabilidade de participar em projectos externos no âmbito das parcerias e docrescimento.4.5.2. MARCA E ESTRUTURA ORGANIZATIVA Na “SENIOR’S IN ACTION” podemos considerar uma tipologia funcional (local)transversal a todo o portefólio, divide-se em departamentos ou áreas e está subdividida naparte Comercial, Criatividade, Técnico e Financeiro. Na nossa opinião, esta estrutura funcional é a mais indicada ao tipo de empresa quese pretende pois garante a eficácia e eficiência que se pretende. A “SENIOR’S INACTION” aplica esta estrutura pois esta permite melhorar a coordenação de actividades,assim como a qualidade e rapidez na tomada de decisão, melhorando a capacidade deavaliação e de desempenho dos gestores. O tipo de estrutura está construído em torno de três elementos principais: • Uma visão comum – dada a estratégia transversal do portefólio e estrutura comum. • Um objectivo comum - Para impedir … para detectar … e responder a qualquer “problema”. • Uma estratégia comum - Para executar os processos básicos que nos permitem realizar nossa visão e nossos objectivos a fim de manter a cultura da empresa transversalmente a todas as áreas de actuação.4.5.2.1. EMPRESA E LOCALIZAÇÃO As instalações, conforme já acima mencionado no ponto 4.4., da empresa e a sualocalização, também deverão ir ao encontro da imagem e dos valores que estãoassociados à marca.4.5.3. PERSONALIDADE DA MARCAExperiências de Consumo 11
  12. 12. Haverá a necessidade de um bom relacionamento entre a marca e os públicosalvo, os parceiros e um recrutamento não mercantilista. Uma marca compersonalidade tende a atrair mais fácilmente o consumidor e, consequentemente, gerar oretorno financeiro. A empresa vai desenhar a personalidade da sua oferta conforme ascaracterísticas dos seus consumidores, só assim se conseguirá o feedback desejado. A Personalidade da marca é uma das formas de fidelizar os clientes. A“SENIOR’S IN ACTION” será a soma intangível dos atributos da sua oferta;nome, preço, história, reputação e a forma como será promovida. A “SENIOR’S INACTION” também será definida pelas impressões dos consumidores sobre as pessoas quea usam; assim como pela sua própria experiência pessoal. Será um grande desafio!4.5.3.1. RELAÇÕES DA MARCA COM OS CLIENTES A marca e o seu portefólio/oferta deverá estar ajustada ao protfólio dos clientes,ou seja, flexível para ir ao encontro das necessidades dos mesmos. Deverá também ter emconta o tempo médio de vida útil dos clientes (fidelização á marca). O plano de Marketingdeverá ser efectuado em função dos clientes e não da marca. A marca e a gestão da carteira de clientes contribuem de forma diferente na criaçãode valor. A “SENIOR’S IN ACTION” facultará o seu “Know How” e a gestão dacarteira de clientes facultará os inputs acerca do que ocliente/consumidor/parceiro efectivamente necessita. A marca será apenas uma das componentes na oferta de valor, ou seja, parte dacriação de valor no cliente e não o seu objecto. Neste caso a “SENIOR’S IN ACTION” actuará, maioritáriamente em B2B e emdois segmentos distintos. Por outro lado o portefólio da marca também facultará aflexibilidade necessária de abordar cada projecto de forma distinta e diferenciada. Serão estabelecidas em paralelo parcerias com empresas e entidades públicas, eos clientes directos e indirectos estarão cientes das redes de relações realizadas pelaempresa. A convicção, interna e externa, terá que ser baseada também na visibilidade queas parcerias acrescentam à oferta final reforçando a proposta de valor.Experiências de Consumo 12
  13. 13. 4.5.4. MARCA COMO SIMBOLO A “SENIOR’S IN ACTION” teve a preocupação de, quer com o seu simbolo assimcomo dos simbolos associados a seu portefólio, de estar equadrada com os seguintespressupostos: • Marca - Nome, expressão, forma gráfica, que individualiza e identifica a empresa, o seu portefólio ou a sua oferta. • Logomarca - Marca que reúne graficamente letras do nome da empresa e elementos formais puros e abstratos. • Logotipo - Grupo de letras fundidas num só tipo, formando a palavra, representativa da marca comercial. • Símbolo-marca - Símbolo gráfico, geométrico ou figurativo, utilizado como marca; marca-símbolo; símbolo-marca.4.5.4.1. IMAGEM E METÁFORAS Estamos hoje perante mercados sobrepovoados de sinais de distinção queprocuram, a todo o custo, atingir a memória dos consumidores. Neste contexto, as marcastêm constituído fontes de valor acrescentado para as empresas e os seus clientes,promovendo a diferenciação e o apelo ao consumo. Um dos pilares desse capital-marcaassenta na imagem positiva, ou percepção favorável que conseguem estimular na mentedos públicos-alvo. Os conceitos marca, valor e imagem, terão que incidir na forma como a percepçãoda marca se pode traduzir em valor simbólico e económico.4.5.4.2. HERANÇA Pensamos que por enquanto a questão da Herança não se coloca na “SENIOR’SIN ACTION” dado que, sob a prespectiva da herança, as siglas são “hereditárias”,transmitidas por “herança” ou por compra de uma marca, têm simbolismos associados(positivos e, ou, negativos) e só os “herdeiros” ou os que compraram a marca podem usarou usufruír. No entanto, e relativamente a este tema, poderemos dar o enfoque daherança “competencia” trazida pelos seus profissionais!Experiências de Consumo 13
  14. 14. 4.6. PROPOSTA DE VALOR Proposta de valor acrescentado intégra, em função das necessidades apresentadaspelo consumo e de forma a ser distinta da concorrência, práticamente inexistente (porenquanto). Essa proposta assenta numa primeira fase nos benefícios funcionais esociais, emocionais e auto-expressivos representados pela inovaçãomarca/produto/serviço de cariz social. Sugere-se a qualidade superior do produto /comunicação / criatividade, como vectores principais da sua proposta de valor funcional.Capacidade de satisfazer as necessidades do (s) seu (s) target (s). O cariz social, e aoperacionalidade e a promoção como benefícios emocionais, e tambémparticulares e motivadores do mercado. E finalmente o prestígio como benefíciosauto-expressivos dada a utilização de recursos existentes e disponíveis. Complementando, a proposta única de valor global transforma o “core business”da empresa num conjunto de credênciais objectivas que permitem melhorar a cadeia devalor. Assim sendo as variáveis de Marketing de maior significado serão: • Reputação da Empresa • Desempenho da oferta; soluções e serviços • Marcas ajustadas ao portefólio dos clientes • Desenvolvimento de parcerias públicas e privadas5. MIND MAPExperiências de Consumo 14
  15. 15. 6. ARQUITECTURA DA MARCA Para Aaker (1991) o “brand equity” pode ser agrupado em cinco dimensões oucategorias: • Conhecimento do nome da marca: Uma marca conhecida tem maior possibilidade de ser • Competitiva, uma marca conhecida terá sempre vantagem sobre uma desconhecida. • Lealdade à marca: Fidelizar o consumidor relativamente a uma determinada marca, produto ou categoria pode-se entender como um dos maiores objectivos de qualquer empresa.Uma vez esta presente, a força da marca cresce, ao passo que a atractividade para os concorrentes investirem diminui. • Qualidade percebida ou percepcionada: A percepção da qualidade da marca interfere directamente na escolha e preferência dos consumidores. Além da possibilidade de ter preços mais elevados, este valor ainda permite uma extensão da marca para outros produtos.Experiências de Consumo 15
  16. 16. • Associações da marca: O valor de uma marca está também associada a um conjunto de ligações estabelecidas na mente de seus consumidores, o que pode também interferir na sua simpatia/preferência pela marca.Outros activos da empresa: Relações com os canais de distribuição que constituemoutros activos que a empresa pode possuír a fim de agregar valor e/ou proteger sua marca.6.1. PORTEFÓLIO DA MARCA (HIERARQUIA) Iremos sub-dividir o negócio em várias áreas de actuação:Experiências de Consumo 16
  17. 17. 6.2. FUNÇÃO DAS MARCAS NO PORTEFÓLIO O gestor de portefólio de marcas precisa de três tipos de ferramentas: • Uma visão do valor que pretende criar e um leque claro de objectivos de desempenho. • Diretrizes estratégicas para o portefólio geral. • Um conjunto específico de ferramentas de trabalho e de abordagens tácticas para melhorar o desempenho do portefólio. No caso da “SENIOR’S IN ACTION” e o seu portefólio (sub-marcas) “SENIOR’SIN ACTION Procurement”, “SENIOR’S IN ACTION Partnership” e “SENIOR’S INACTION Audit and Training” a função das mesmas tem a ver com a gestão de cada áreade actividade com maior eficácia, ou seja, um enfoque naquilo que é a sua área deactuação embora as bases sejam comuns,“utilização de mão de obra especializada ecompetitiva .Experiências de Consumo 17
  18. 18. 6.2. O CONTEXTO / MERCADO Naquilo que diz respeito á “SENIOR’S IN ACTION” e o seu portefólio, ocontexto e o mercado têm exclusivamente a ver com a inovação ao nível da gestão eexploração da oferta, utilizando parcerias públicas e privadas que, poderãorepresentar uma mais valia para empresas da área sem grande vocação para essaabordagem assim como para clientes finais que ficam com soluções “feitas ámedida das suas necessidades”.6.3. A ESTRUTURA DO PORTEFÓLIO (RELAÇÃO) As ofertas foram agrupadas numa arquitectura que procura organizar o portefóliosegundo um critério lógico, compreensível claramente pelos diferentes stakeholders,buscando a organização sob uma perspectiva externa, baseada nas necessidades dosclientes, e não na estrutura organizacional. Para isso foi adoptada a estrutura matrícial,considerando a relação empresa-mercado, definindo para o mercado e as suasnecessidades, as oferta da “SENIOR’S IN ACTION” e o seu portefólio de umaforma consolidada e as suas soluções específicas. Actualmente a Sociedade não consegue assimilar o volume de conhecimento etecnologia criados por entidades académicas e empresas. A visão, do mundo no geral eepresarial no particular, da “SENIOR’S IN ACTION” está ligada à transformação e aconscialização acerca da responsabilidade social do no cotidiano das pessoas e domercado. E as “forças da marca”, foram: Paixão/ Vocação - A paixão pela aplicação do conhecimento e a cooperação afavor do “homem” e do mercado. Cooperação - Cooperar, colaborar, ajudar e apoiar. Somente a cooperaçãoexplícita e constante pode manter um ambiente criativo nesta área de negócio onde acooperação entre os mais diversos actores é fundamental (recursos, parcerias e clientes). Imparcialidade - Fruto da sólida formação académica dos seus colaboradores, aimparcialidade e a isenção face a situações de conflicto entre clientes e concorrentespermitem actuar com liberdade e fiabilidade em todo o mercado.Experiências de Consumo 18
  19. 19. Portugal - Quer seja no momento de criar e consolidar a infra-estrutura interna oude apoiar a inserção do país no cenário competitivo internacional. Lucro como meio e não como fim - O lucro é uma das principais variáveis parase medir a eficácia e a competitividade das empresas. No entanto, para a “SENIOR’S INACTION” gerar lucro não é a única função, pois muitas vezes o lucro de curto prazo nãogarante o futuro. Mais do que o lucro, a palavra-chave é “Valor” para a sociedade em geral.6.4. O GRAFISMO DO PORTEFÓLIO A proposta da “SENIOR’S IN ACTION” face ao grafismo do seu portefóliotem a ver com alguns princípos que se julgaram fundamentais. Incidiramfundamentalmente na linguagem visual destacando as características da linguagemicónica, ou seja, a imagem pretende transmitir a essência da actividade. Em termostécnicos será necessário conhecer o que está subjacente a cada área de negócio para depoissaber utilizá-la na sua plenitude. Em todas as componentes está subjacente a planificação e o desenvolvimento, dadaa interligação de todos os factores. Grafismo moderno nos símbolos e logos são assim fundamentais, para a estratégiapré-determinada.7. ACÇÕES FUTURAS & CONCLUSÕES7.1. ACÇÕES FUTURAS Depois de confirmar a viabilidade do proejecto em termos de aceitação social, pelosorganismos públicos e privados assim como observando a vontade generalizada dos“Séniores”, existem alguns passos fundamentais para operacionalizar os processos quedevem ser tomados em conta:Experiências de Consumo 19
  20. 20. • Segmentar a oferta por área de acção (Limpezas; Auxiliar de educação; Apoio administrativo; Portarias, etc.); • Verificar os valores da oferta que possam ser atractivos, ou como valor acrescentado, tanto para quem usa o serviço, quem o presta e quem o administra; • Recrutamento; • Formação; • Prospecção e promoção; • Estabelecimento de parcerias público-privadas.7.2. CONCLUSÕES • Séniores (acima dos 65 anos) representam cerca de 17,87% da população (anexo 4); • Taxa de natalidade (9,40%) é inferior à da de mortalidade (9,80%) (anexo 4); • Pensionistas perdem constantemente poder de compra (anexos 5 e 6); • De acordo com Bruno da Costa (anexo 6) as pensões são baixas; o subsídio de desemprego insatisfatório no montante ou na duração assim como baixos níveis de escolaridade e qualificação. • Séniores de acordo com as questões colocadas (resultados em anexo 3) consideram que um projecto nesta vertente é muito válido para as questões que os apoquentam, tais como: a) Sociedade mais justa e solidária (22%); b) Forma de adicionar uma Compensação monetária a faixas etárias onde esses recursos são mais escassos (20%); c) Inclusão (15%) d) Combate os problemas de Solidão (15%); e) Promove o sentimento de Utilidade (9%); f) Combate os problemas de Frustração e Insatisfação (8%); g) Recusos (7%); h) Fomenta a Mente sã (2%); i) Experiência (2%).Experiências de Consumo 20
  21. 21. • Pensamos que os responsáveis das entidades público-privadas (de acordo com entrevista em anexo 1) consideram que um projecto nesta vertente é muito válido para: a) Aproveitamento de Recursos disponíveis b) A Experiência é um contributo positivo c) O reforço de uma Sociedade mais justa e solidária d) Na velha máxima mente sã em corpo são, e dados os recursos escassos no Serviço Nacional de Saúde, eventualmente contribui para o alívio das taxas de internamento e de prestação de serviços de saúde; e) Ajuda a credibilizar as instituíções público-privadas que se associarem a esta iniciativa, numa sociedade desconfiada acerca dos verdadeiros propósitos da tão apregoada aos ventos “Responsabilidade Social”; f) Num País onde as despesas de Protecção Social consomem 95,33% dos seus recursos (anexo 4), tudo o que venha ajudar nessa relação de equilíbrio precário é positivo.8. BIBLIOGRAFIA & NETGRAFIABIBLIOGRAFIA • AAKER, J.; JOACHIMSTHALER, E., (2000). ``Brand Leadership, Brandweek, February, vol. 41, nº 8 • AAKER, D., (1996). Building Strong Brands, New York: The Free Press. • AAKER, D., (1991). Managing Brand Equity - Capitalizing on the value of a brand name, New York: The Free Press.NETGRAFIAExperiências de Consumo 21
  22. 22. • Dnoticias.pt - Bruto da Costa, exclusão social, pobreza -[em linha], 2010, http://www.dnoticias.pt/multimedia/video/233541-entrevista-a-bruto-da-costa [consultado em 16-10-10] • Económico com Lusa - Pensionistas vão perder até 0,9% do rendimento-[em linha], 2010, http://economico.sapo.pt/noticias/pensionistas-vao-perder-ate-09-do- rendimento_104094.html [consultado em 16-10-10] • INE – Dados Estatísticos [em linha], 2010, http://www.ine.pt/xportal/xmain? xpid=INE&xpgid=ine_princindic&contexto=pi&selTab=tab0 [consultado em 16-10-10]. • Rosa, R. Namorado - Fórum Social Europeu, em Paris, 2003 “Trabalho científico e capital em confronto” [em linha], 2010, http://resistir.info/rui/trabalho_cientifico_e_capital.html [consultado em 16-10-10]. • Ruão, Teresa - Universidade do Minho - Uma investigação aplicada da identidade da marca -[em linha], 2010, http://bocc.ubi.pt/pag/_texto.php3?html2=ruao-teresa- investigacao-aplicada-da-identidade-da-marca.html [consultado em 16-10-10]9. ANEXOSANEXO 1 - ENTREVISTA A UM REPRESENTANTE DE UMA ENTIDADEPÚBLICA OU DE SOLIDARIEDADE SOCIAL Âmbito da entrevista: Esta entrevista pretende sustentar o trabalho sobre aviabilidade e sustentabilidade deste projecto empresarial de cariz social utlizandorecursos humanos “Séniores”. Local da Entrevista:. Centro de dia Duração da entrevista: 1 hora.Experiências de Consumo 22
  23. 23. Presentes na entrevista Sector Público: Responsável do Centro De acordo com a apresentação de 2Rosa, R. Namorado (2003) no Fórum SocialEuropeu, em Paris, 2003 “Trabalho científico e capital em confronto” ...”a cada vez maiorconcentração e o poder das grandes corporações assenta numa ...“estratégia que éveiculada por governantes, funcionários e tecnocratas dos dois lados do Atlânticoque procuram lavar o cérebro da opinião pública com sua retórica neoliberal,assumida ou sub-reptícia, categórica ou dissimulada, construída sobre neologismostais como: “responsabilidade social das empresas”, “sociedade civil” e“stakeholders”, com “diálogo” à mistura.”... Por outro lado as grandes empresas, assimcomo algumas pequenas, têm consciência que a sua reputação tem que ser imaculada ...” aresponsabilidade social das empresas faz parte do discurso oficial e vai-seinstituindo em ordem económico-política, é necessário que elas velem pelarespectiva reputação empresarial”... logo investem em planos de comunicação porque...” A gestão da reputação tornou-se ultimamente num componente importante donegócio; frequentemente trata-se de uma mera actividade de relações públicas quepouco tem a ver com responsabilidade social”... ...” Reputação é um conceito quecomporta confiança, credibilidade, responsabilidade e transparência. Mas essencialmentelocaliza-se no plano das percepções, tal como a imagem pública, pois que a maioria daspessoas fora do círculo da administração de uma empresa, incluindo os seustrabalhadores, não tem acesso a informação certa e completa. As empresas valorizamo seu capital de reputação. Empresas com melhor reputação tendem a demonstrar melhordesempenho em termos económicos, como seja na retribuição do capital accionista ou novalor financeiro dos seus títulos”... Nota Bibliográfica acerca do entrevistado: Nome Quis manter anonimato Idade 58 Cargo / Posição Responsável de Centro de dia Formação Licenciatura Experiência 10 anos em instituíções de solidariedade social2 Rosa, R. Namorado - Fórum Social Europeu, em Paris, 2003 “Trabalho científico e capital em confronto” [em linha], 2010,http://resistir.info/rui/trabalho_cientifico_e_capital.html [consultado em 16-10-10]. Experiências de Consumo 23
  24. 24. Conteúdo da Entrevista:No seguimento do texto apresentado, e de acordo com os pressupostos inscritos nesteprojecto empresarial de cariz social, gostariamos de lançar as seguintes questões para adiscussão: 1. Hoje em dia que tanto se fala de responsabilidade social não acha estranho que, cada vez mais, existam críticas quanto ao aproveitamento abusivo do termo? È uma realidade que infelizmente esse tema, e de acordo com o texto que me derama ler, existem inúmeros aproveitamentos políticos e comerciais acerca daresponsabilidade social. Sou obrigada a concluír que a hipocrisia reina na nossa sociedade. 2. Concorda que os alvos das críticas mencionadas passam muito pelo poder político e pelo poder das grandes corporações? Pode assinalar algumas razões para este facto? No seguimento da questão anterior, acho normal a população associar essas questõesmais ao poder político dado que normalmente até deve ser o mesmo a pugnar por boaspolíticas sociais sem interesses pessoais e partidários associados. Infelizmente a Políticanão tem sido capaz de provar que é digna de confiança e em última instância o estado eminúmeras situações, evidenciadas pela comunicação social, não se tem comportado comouma “pessoa de bem”. Razões para este facto não as conheço em profundidade no entanto tenho, comominha opinião pessoal, que se deve fundamentalmente a práticas eleitoralistas e deescassez de recursos económicos. 3. O apoio a projectos com verdadeiro cariz social poderiam ajudar a revitalizar a confiança que agora é ténue? Poderia reforçar o porquê? Todas as acções, ou iniciativas, que ajudem a credibilizar as instituíções público-privadas são bem vindas. A confiança é necessária à vida em sociedade, por outro lado éimportante passar a mensagem que os oportunistas cada vez mais são mais identificados,dando assim mais espaço de manobra a quem efectivamente quer praticar o bem.Experiências de Consumo 24
  25. 25. 4. Considera que o projecto em questão é verdadeiramente um projecto “win win” onde todos têm a ganhar? E assinale por favor as razões fundamentais. Penso, até pela a amabilidade de me terem disponibilzado a leitura do mesmo, que éum projecto onde todos têm a ganhar. A Sociedade torna-se mais equilibrada comprojectos desta natureza. Algumas das razões fundamentais passam por o aproveitamento de Recursosdisponíveis, os anos de “saber” disponíveis ou seja a experiência é um contributomuito positivo. Por outro lado o reforço de uma Sociedade mais justa e solidária e navelha máxima mente sã em corpo são, e dados os recursos escassos no Serviço Nacionalde Saúde, eventualmente contribui para o alívio das taxas de internamento e deprestação de serviços de saúde. Por último penso que é um contributo forte nacredibilização das instituíções público-privadas que se associarem a esta iniciativa,numa sociedade desconfiada acerca dos verdadeiros propósitos da tão apregoada aosventos “Responsabilidade Social”;ANEXO 2 – INQUÉRITO DE RUA A SENIORES Âmbito da entrevista: Este inquérito pretende sustentar o trabalho sobre aviabilidade e sustentabilidade deste projecto empresarial de cariz social utlizandorecursos humanos “Séniores”. Local da Entrevista:. Centro de dia para reformados Duração da entrevista: 5 minutos. Presentes na entrevista: Transeuntes Conteúdo da Entrevista: 1. Os Séniores ainda poderiam dar o seu contributo laboral para a sociedade?Experiências de Consumo 25
  26. 26. 2. Diga, das frazes abaixo, quais as que lhe parecem ir ao encontro dos objectivos de uma actividade laboral vocacionada para os Séniores: • O reforço da Inclusão • Combate os problemas de Solidão • Combate os problemas de Frustração e Insatisfação • Fomenta a Mente sã • Aproveitamento de Recursos disponíveis • A Experiência é um contributo positivo • Promove o sentimento de Utilidade • Forma de adicionar uma Compensação monetária a faixas etárias onde esses recursos são mais escassos • O reforço de uma Sociedade mais justa e solidária • As entidades públicas e privadas só têm a ganhar em apoiar projectos deste géneroANEXO 3 – RESPOSTAS A ENTREVISTA (ENTIDADE PÚBLICA) EQUESTÕES EFECTUADAS A SÉNIORESResultados das questões colocadas nas conversas com os séniores:Universo: 100Método: Questões colocadas de forma dissimulada de forma a aferir, mediante as variáveisconsideradas (inscritas no guião), o que consideravam mais importante num projecto comesta vertente. Entrevista presencial levada a cabo num centro de dia para reformados. X YSoc. + justa solidária 22 Comp. € 20 inclusão 15Experiências de Consumo 26
  27. 27. solidão 15 Utilidade 9 Frust. Insat. 8 Recursos 7 Mente sã 2 Experiência 2 Soma de controlo 100 Dados Questionário Soc. + justa solidária Comp. € inclusão solidão Utilidade Frust. Insat. Recursos Mente sã Experiência 2%2% 7% 22% 8% 9% 20% 15% 15%ANEXO 4 – 3DADOS DEMOGRÁFICOS Àrea Valor % Nº de Camas nos Hospitais (2008) 35.762 Enfermermeiros por 1000 habitantes (2009) 5,60 Médicos por 1000 Habitantes (2009) 3,80 Densidade populacional (nº / Km2) 115 Despesas de Protecção Social (2008) 43.027.663.000 95,33% Receitas de Protecção Social (2008) 45.134.367.000 População (2010) 10.637.713 População activa (2010) 5.581.400 52,47%3 INE – Dados Estatísticos [em linha], 2010, http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_princindic&contexto=pi&selTab=tab0 [consultado em 16-10-10]. Experiências de Consumo 27
  28. 28. População Desempregada (2010) 589.800 10,57% População Sénior 1.901.153 17,87% Taxa bruta de Natalidade (2009) 9,40% Taxa bruta de Mortalidade (2009) 9,80%ANEXO 5 – PENSIONISTAS VÃO PERDER ATÉ 0,9% DO RENDIMENTOExperiências de Consumo 28
  29. 29. Experiências de Consumo 29
  30. 30. ANEXO 6 – ENTREVISTA A BRUTO DA COSTA - PRESIDENTE DACOMISSÃO NACIONAL JUSTIÇA E PAZ FOI UM DOS INTERVENIENTESNO SEMINÁRIO POBREZA E EXCLUSÃO SOCIAL4 Veio à Madeira falar de pobreza. Que conceitos de pobreza abarca esta definição? Quandofalamos de pobreza falamos do quê? Quando falo de pobreza falo no sentido seguinte: Apobreza tem duas componentes. Por um lado implica uma situação de privação, em que aspessoas não têm as suas necessidades humanas básicas satisfeitas. E necessidades humanasbásicas não são só materiais, são culturais, são sociais, são espirituais. Mas é preciso queessa situação de carência seja devida a falta de recursos. Porque se não for devido à falta derecursos, o problema não representa um problema de pobreza mas um problema social,que até pode ser grave, mas não é pobreza. Daí que eu diga que a luta contra a pobreza temde resolver dois problemas: O problema da privação (uma pessoa que não tem para comer,tem que ter para comer), sob o signo da emergência. Mas, além disso, tem que ajudar apessoa a conquistar a sua autonomia financeira, a sua autonomia em matéria de recursos.Senão a pessoa fica eternamente dependente de meios extraordinários e isso não é libertá-lada pobreza. A pessoa só fica liberta da pobreza quando tem meios próprios para vivercomo as outras pessoas.É por isso que o professor defende que "a pobreza é a cauda da desigualdade"? Adesigualdade não é só em matéria de recursos. A desigualdade abrange todos os aspectosque interessam à vida das sociedades e das pessoas. A desigualdade tem uma cauda. E essacauda, segundo um autor inglês, define e pobreza como sendo a cauda da desigualdade.Porque a desigualdade, enquanto conceito, é um conceito comparativo. É uns têm mais doque outros. Ao passo que a pobreza não. Ela, além de ser, outros têm mais do que ospobres, há o problema de que, aquilo que o pobre tem, não chega para satisfazer asnecessidades humanas básicas.É por isso que o paradigma mudou e hoje é "os pobres são pobres, porque os ricos sãoricos"? Esse é um paradigma que um economista está a lançar neste momento.Precisamente porque ele deu conta de que o paradigma anterior que falava do ciclo depobreza como sendo os pobres são pobres porque os pobres são pobres. Por outraspalavras: uma vez entrado na pobreza é muito difícil sair dela. Este conceito não tem em4 Dnoticias.pt - Bruto da Costa, exclusão social, pobreza -[em linha], 2010, http://www.dnoticias.pt/multimedia/video/233541-entrevista-a-bruto-da-costa [consultado em 16-10-10] Experiências de Consumo 30
  31. 31. conta o reflexo da desigualdade sobre a pobreza. Ele quer que a gente analise a pobreza,também à luz da desigualdade. É por isso que diz que o paradigma novo tem de ser opobre é pobre, porque o rico é rico.O professor defende que é preciso dar o peixe e também a cana? Exactamente. Estamosum pouco habituados a ver o problema em termos de alternativa. Ou o peixe ou a cana. Oproblema não se põe assim. É preciso o peixe porque a pessoa tem de comerimediatamente e não pode ir pescar. É preciso dar o peixe mas não basta porque a pessoafica sempre dependente de quem o vá pescar. É por isso que, além de dar o peixe épreciso dar a cana para que ele se torne autónomo.Qual o diagnóstico da situação? Quais são os factores geradores de pobreza? Não tenho oconhecimento do que se passa em particular na Madeira. Mas pelo que se passa emPortugal, em geral, há três áreas onde é preciso actuar para combater a pobreza: A área daEducação e Formação Profissional; a área do Mercado de Trabalho e sistema de salários.Há pobres que estão empregado. E, portanto, o problema não é do desemprego, é de baixosalários. O desemprego não estava muito representado entre os pobre mas agora, com acrise, vai passar a estar. Só que ainda não temos estatísticas sobre a pobreza depois da crise.Estou à espera que se publiquem para ver qual a importância do desemprego entre ospobres. E, finalmente, o Sistema de Segurança Social. 1/3 dos pobres portugueses sãopensionistas. Porque as pensões estão abaixo do limiar da pobreza. Sem mexer com aSegurança Social por forma a que a pensão mínima tenha, pelo menos o valor do limiar depobreza, também não se pode resolver a pobreza dessas pessoas.Tem-se por assente, e as estatísticas valem o que valem e cada um as usa como quer, mastem-se por assente que, à volta de 20% da população portuguesa é pobre. Estamos a falar àvolta de dois milhões de habitantes... Sim. Há quem fale em 17%, 18%, 20%. Ultimamentetem sido mais à volta de 18%.Mas a tendência de 2002 para cá tem sido de decrescer para atingir, em 2015... Secontinuarmos a esse ritmo, em 2015 ainda seremos à volta de um milhão e meio deportugueses pobres. À volta de 15% da população.Experiências de Consumo 31
  32. 32. E na União Europeia, qual é o panorama? Na União Europeia, o objectivo que estádefinido pelo Conselho Europeu é que, dos 80 milhões de pobres que há na UE, passempara 60 milhões no ano de 2020.E com as políticas que estão a ser traçadas, com a crise económica que aí temos, é possívelatingir esse objectivo? Não sei se será possível ou não. Acho que é um objectivo poucoambicioso mas foi o que o Conselho Europeu decidiu.No estudo que fez, em relação à Madeira, o professor apresentou um gráfico... Sim, mas oestudo não é sobre a Madeira...Sim, mas há um gráfico indicativo sobre a pobreza em que teríamos cerca de 30% depobres persistentes [ao longo dos seis anos que durou o estudo] e 88% de pobres de longaduração [em situação de pobreza durante dois ou mais anos]. Tem dados mais recentessobre a realidade madeirense? Isso é durante o período de 1995 a 2000.E estaria disposto a fazer um estudo sobre a realidade? Isso não depende de mim. Dependedas pessoas que promovam a feitura de um estudo. Que pode ser uma entidade pública ouprivada. Isso não depende de mim e depende das condições de trabalho com que sepoderia fazer um estudo desses.É o presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz. Havia uma representação na Região,qual o ponto da situação? Seria bom termos cá uma representação? As comissões regionaissão comissões diocesanas que não têm nenhuma relação com a comissão nacional. AComissão que tinham na Madeira era de Justiça e Paz da Diocese do Funchal. Não seintegra na nacional. Tem total autonomia, independência mesmo em relação à Comissãonacional.E a Comissão Nacional, o trabalho que tem feito... É sobretudo divulgar problemas dejustiça e paz à luz da doutrina social da Igreja.E em relação à Rede Europeia Anti-Pobreza. Existe um coordenador português, o Pe.Jardim Moreira... O Pe. Jardim Moreira é coordenador da delegação portuguesa da Rede. ARede tem um presidente que é irlandês.Experiências de Consumo 32
  33. 33. Há alguma ligação entre a Comissão Justiça e Paz... tem acompanhado o trabalho dessarede? Por alto.Estudo 1995/2000 1995/2000 30% das famílias madeirenses pobresNo estudo Um Olhar Sobre a Pobreza- Vulnerabilidade e exclusão social no Portugalcontemporâneo, a equipa coordenada por Bruto da Costa monitorizou, durante seis anos(entre 1995 e 2000), todos os anos, as mesmas famílias da amostra do estudo. E concluiuque, na Madeira, 88% das famílias da amostra incluíam-se na chamada pobreza de longaduração (passaram pela experiência da pobreza em dois anos ou mais dos seis observados).O estudo também concluiu que, ao longo do conjunto dos seis anos, a Madeira registouuma taxa de pobreza de 30%, só superada pelo Algarve (40%).O estudo de 208 páginas editado pela Gradiva Publicações foi elaborado por AlfredoBruto da Costa, Paula Carrilho, Pedro Perista e Isabel Baptista.Ministro da Coordenação Social e dos Assuntos Sociais por seis mesesAlfredo Bruto da Costa é presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP). Foi ex-ministro com responsabilidades nas áreas sociais: ocupou o cargo de Ministro daCoordenação Social e dos Assuntos Sociais no V Governo Constitucional (7 de Julho de1979 a 3 de Janeiro de 1980). Era Primeira-ministra Maria de Lurdes Pintassilgo.Alfredo Bruto da Costa é licenciado em Engenharia Civil. Tem larga experiência de estudoe investigação no domínio da pobreza, tema do seu doutoramento na Universidade de Bath(Reino Unido) com a tese "The Paradox of Poverty - Portugal 1980-1989".Académico de renome, leccionou em diversos cursos de licenciatura e mestrado.Foi membro do Comité Europeu de Direitos Sociais, do Conselho da Europa e presidentedo Conselho Económico e Social.Foi coordenador do estudo Um Olhar Sobre a Pobreza- Vulnerabilidade e exclusão socialno Portugal contemporâneo (publicado em 2008) e do livro Exclusões Sociais.Experiências de Consumo 33
  34. 34. No Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social (2010) veio à Madeira a 28 deOutubro falar no seminário "Pobreza e Exclusão Social... Olhar, Reflectir e Agir".À MARGEM"Os pobres são pobres porque os ricos são ricos"Bruto da Costa defende que o combate è pobreza exige, em simultâneo, uma atenção àsdesigualdades sociais.E o combate às desigualdades implica uma relação de proximidade com os problemas. Mastambém a criação de oportunidades iguais para todos. Não apenas nas condições de acesso(por exemplo à Educação) mas no "sucesso".Aliás, desde o séc. XII, os monarcas portugueses se mostraram preocupados com apobreza. Já nessa altura foram criadas instituições e leis a proteger os pobres. É nossomister defender os pobres contra os poderosos, apregoava o monarca.E a assistência aos mais carenciados é um direito, decorre da lei. Cabe ao Estado dar opeixe e dar a cana. Um não exclui o outro. E eficácia de um projecto de combate à pobrezamede-se com o facto de ele ter o germe da sua morte.Mas, afinal, o que é a pobreza? Os conceitos oscilam entre "uma virtude" e "um mal sociala combater". Bruto da Costa divide o conceito em duas componentes: Privação (carênciasbásicas múltiplas) e Falta de recursos (rendimentos, bens e serviços, poder, rede derelações, etc.).O próprio Banco Mundial usa uma definição que não é consensual. E há um ciclo viciosoda pobreza ou também designada armadilha da pobreza porque os Estados, Países eInstituições mundiais não têm todas as mesmas oportunidades/capacidades.Porque, reitera, "a pobreza é a cauda da desigualdade" e o novo paradigma deixou de ser"os pobres são pobres porque são pobres" para ser "os pobres são pobres porque os ricossão ricos".Estatísticas devem ser analisadas com prudênciaExperiências de Consumo 34
  35. 35. A luta contra a pobreza é um problema técnico-científico mas também político e cultural.Bruto da Costa considera, por isso, que é mais importante os políticos (latu sensu)preocuparem-se com o seu real combate do que com as fraudes, no exemplo, noRendimento Social de Inserção.Segundo a definição da União Europeia (UE) pobre é aquele que tem um rendimentoinferior a 60% do rendimento médio de um país ou de uma Região.Mas nem sempre foi assim, Bruto da Costa explica que a UE já testou vários modelos dedefinição da pobreza onde já entraram as percentagens de 40% ou 50% do rendimentomédio e até a mediana.Também já se ensaiaram expressões do género em risco de pobreza ou no limiar dapobreza mas os modelos, quaisquer que eles sejam, esbarram nas pressões políticas dospaíses ditos desenvolvidos.É por isso que Bruto da Costa sugere prudência na análise das estatísticas porquepoderemos estar a comparar realidades incomparáveis. E dar-se o caso de países ocidentaisterem taxas de pobreza superiores a países africanos.A Europa tem actualmente 80 milhões de pobresO Conselho Europeu definiu como objectivo ter menos 20 milhões de pobres em 2020.Para Bruto da Costa o objectivo é "pouco ambicioso" pois é o reconhecimento de que,nessa data, ainda haverá 60 milhões de europeus pobres.Desde 1986, altura em que Portugal aderiu à CEE, o país tem integrado sucessivosprogramas europeus contra a pobreza e exclusão social. Mas a marcha tem sido lenta e, se oritmo for o que foi imprimido até agora, em 2015, Portugal terá ainda 15% da populaçãopobre.Por outro lado, a chamada taxa de desigualdade está a decrescer desde 2002 (com umpico em 2007) mas Portugal é ainda um dos países da Europa onde o fosso entre ricos epobres é maior.Experiências de Consumo 35
  36. 36. Acresce que, entre 1995 e o ano 2000, 47% das famílias portuguesas passaram pela pobrezaem pelo menos um desses anos.E os factores geradores de pobreza estão referenciados: salários baixos; rendimentos baixosnalgumas actividades; pensões baixas; subsídio de desemprego insatisfatório no montanteou na duração; rendimentos de outros inactivos. A pressionar tudo isto estão os baixosníveis de escolaridade e qualificação.Experiências de Consumo 36

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