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  1. 1. PALAVRAS DO PRESIDENTE DO DIRETÓRIO NACIONAL DO PSC, DR.VÍTOR NÓSSEISEsta narrativa foi produzida pelo subscritor em função de suas estreitas e antigasligações com o próspero distrito de Barra de Itapemirim, por solicitação de Ivilise Soaresde Azevedo e dos companheiros e companheiras do PSC de Marataízes – ES, onde opartido conta com o vice-prefeito, Jabenilson Machado, na gestão progressista doPrefeito Antônio Bittencourt - PMDB, a vereadora Iris Berlander - PSC e o vereadorLuiz Carlos da Silva Almeida – PSC.Aproveitou para discorrer sobre alguns aspectos doutrinários, ideológicos eprogramáticos do social cristianismo e da fundação do PSC no Brasil.SOB O SÍMBOLO DO PEIXENatural de Belo Horizonte – MG, cursou parte da primeira etapa do segundo grau(naquele tempo curso ginasial), e parte da segunda etapa (curso científico) no ColégioEvangélico de Alto Jequitibá, situado no município de Presidente Soares, hoje AltoJequitibá – MG, (de orientação evangélica - presbiteriana) onde, embora de cepa cristãsíria ortodoxa, teve o privilégio de freqüentar durante cinco anos.Dirigido à época pelos grandes educadores, o saudoso Reverendo Cícero Siqueira e asaudosa Profª. Cecília Rodrigues Siqueira, Prof. Edvar Boëchat Soares, também jáfalecido, no internato masculino, e a educadora, Profª. Glacy Heckert no internatofeminino, o Colégio Evangélico de Alto Jequitibá, sob a direção de Cícero Siqueira,constituiu-se num dos maiores educandários de Minas Gerais, quiçá do Brasil.Naquele primeiro ano de internato de 1958, recebi em 13 de maio, de meus saudososfalecidos pais, Jorge Abdala Nósseis e Victória Mene Nósseis, por ocasião de meuaniversário natalício, um presente constituído por um lote de terreno em Marataízes – ES,nas cercanias do Praia Hotel. Logo depois, quando tive a oportunidade de ir a primeira vez à Marataízes, conheci asaudosa Olga Sabra, amiga de minha família, filha de Abdala Sabra, um dos fundadoresda cidade. Residia numa daquelas casas geminadas, dos bons tempos, próximas à Igreja deNossa Senhora da Penha, onde tive a satisfação, não só de saborear inolvidáveisguloseimas da culinária síria, como também de gozar de sua inigualável hospitalidade,generosidade e amizade.Devido às paixões que a proximidade do mar desperta nos corações montanheses e dasatisfação gerada pelo presente recebido, e com a intenção convicta de retê-lo para sempre,preferi, alguns anos depois, construir uma casa num ambiente distanciado do burburinho
  2. 2. cosmopolita.Assim, no final da década de 70, troquei, não sem lamentações, o terreno no centro deMarataízes por outro na Barra de Itapemirim, hoje, um de seus mais promissores distritos.Naquela troca, tive a honra de conhecer o “Coronel” José Marques Soares, figurapreeminente na região, com quem compartilhei amizade e simpatia imediatas, junto comseu cunhado Eloy de Oliveira Soares, ambos de saudosa memória, que me ajudaram, deforma fraterna e objetiva, na construção de imóvel, posteriormente ocupado por minhagenitora em seus cinco últimos anos saudáveis de vida, antes de enfermidade que,finalmente, a subtraiu de nosso convívio.Durante a construção de referido imóvel, obrigado a passar longas temporadas na Barra,dividi o precioso tempo, entre a administração da obra e as tertúlias (reuniões familiares)literárias com José Marques Soares, o que nos proporcionava sadia diversão intelectual,enquanto deglutíamos saborosos quitutes, dádiva da mão benfazeja de sua esposa a saudosaDona “Sinhá” Soares (Maria Soares de Oliveira).Concomitantemente (ao mesmo tempo), neste período, com denodados companheiros ecompanheiras, estávamos empenhados na formação do Partido Democrático Republicano– PDR, criado e organizado pelo saudoso Prof. Pedro Aleixo, em suas tentativas de fazercom que o país retornasse à normalidade democrática.Falecido em março de 1975, continuamos sua marcha, com seus filhos, Maurício Aleixo eJosé Carlos Aleixo, até que, dez anos depois, com o retorno do regime civil, resolvemos,aproveitando o trabalho anterior, criar o Partido Social Cristão – PSC.Cinco anos antes que esta situação se concretizasse, empenhamo-nos, eu e vários ousadoscorreligionários, em buscar uma proposta doutrinária, ideológica, programática e partidáriaque atendesse os mais sentidos reclamos do povo brasileiro e divulgamos, em 30 de janeirode 1.980 o seguinte: Manifesto O Partido Democrático Republicano (PDR) vem acompanhando, desde a sua fundação,em 1971, o desenvolvimento da vida política, econômica e social do País, e a par de suadifícil atividade de conquista do eleitor brasileiro, na conformidade das regras quedefiniam tal tipo de procedimento, procurava atualizar e ajustar o seu programa de açãoàs opções viáveis para o bem-estar do povo brasileiro, mas sem nenhum arranhão àpreservação da soberania nacional.Dentro desta premissa e através da síntese de um trabalho de pesquisa, que promovemosdurante estes últimos oito anos, sobre o relacionamento Governo-povo em nosso país,bem como da conjuntura mundial, haveríamos de sintonizar os aspectos programáticosde nosso partido a uma realidade que já não se satisfaz com “slogans” e com soluçõespaliativas ou casuísticas.É necessário mais que nunca buscar soluções para as causas, rompendo, de uma vez portodas, com o tradicionalismo inerte, que se ocupa apenas das conseqüências, como que,ingenuamente, se pudesse manter o “status quo” de uma pequena minoria.Outro caminho não ficou ao PDR que se inspirar nos propósitos do SOCIALISMOCRISTÃO, para que o sistema democrático que desejamos como forma de governoencontre as soluções de ordem econômico-social, que possam gerar a justa distribuiçãode renda, a adequada política agrária, a produção e a honesta distribuição da riqueza, aplena educação do povo, e irrestrita condição de liberdade, o grau máximo de tecnologia
  3. 3. do País e a sua independência econômica.Pelos princípios do SOCIALISMO CRISTÃO haveremos de exigir uma conduta dasociedade e práticas de governo que objetivem o bem-estar geral, tais como:- Não é possível conviver com graves problemas da concentração urbana. É preciso havercoragem e competência para se implantar uma política agrária que, naturalmente, iráferir direitos bastante contestáveis de uma minoria.- Não é possível admitir que vigore, eternamente, uma política financeira em prevalênciasobre a econômica, desalentando imprescindíveis áreas de produção, pelas facilidadesconcedidas aos negociadores de moeda.- Não é mais possível a permanência de uma política de tributação, onde os que menosganham são os que mais pagam impostos, contribuindo, cada vez mais, para a mádistribuição da renda.- Não é possível continuarmos em um grau de dependência crescente para promovermosnosso desenvolvimento. É preciso implantar uma política tecnológica peculiar parasolucionar nossas questões econômicas fundamentais, evitando soluções que fujam àsnossas possibilidades próprias, acarretando o círculo vicioso de nossa subordinação.- Não é possível que se perpetue o processo de ganho nos lucros do trabalho somentepara uma minoria, quando a força do trabalho, sendo antecipadamente o instrumentobásico para a geração de lucros, deve também ser considerada, implicitamente,participante dos benefícios ocasionados.- Não é possível que o sistema educacional brasileiro não atente para a necessidade,imperiosa, da educação profissional a nível médio, assegurando, ao País, uma força detrabalho indispensável ao seu crescimento, e abafando as frustrações dos processos dealfabetização que, apenas iniciados, reclamam prosseguimento.E o que acima de tudo não é possível, é essa tomada do nosso País pela voracidademultinacional, que o descobriu como um “Novo Mundo” a explorar, sugando suasriquezas e espoliando seu povo, desconhecendo suas leis, seus princípios, seussentimentos e sua história, mutilando a pureza de sua língua e impondo sobre todos essesvalores fundamentais, responsáveis pelo milagre da preservação de nossa Pátria,inaceitáveis manifestações de novos donos poderosos, como se aqui já não mais existisseuma Pátria dos brasileiros, mas somente um território livre para ser o celeiro universal.Assim, quem quer que pretenda criar um instrumento de defesa dos mais lídimos ideaisdo homem que ainda tem o sentimento do privilégio de ser brasileiro, terá forçosamentede levantar a bandeira do NACIONALISMO como ponto de partida de seu programa delutas, pois o objetivo maior e máximo a ser perseguido, incoercível diante daagressividade do assalto alienígena deformante de nossa realidade, é o da restauração eda preservação da Pátria comum, para integral fruição dos brasileiros.Esse o ponto mais encarecido do programa do PDR.Em sua longa caminhada, desde a fundação, o PDR se organizou em 16 Estados daFederação, através de Comissões Executivas Estaduais, e em centenas de Municípios doPaís.Não nasceu, pois, da pressa dos arranjos e conluios ocasionais.Ele não pertence a ninguém e a nenhum grupo.O PDR é uma idéia que, em determinado momento de nossa História, constituiu-se naprimeira trincheira para a preservação das liberdades e garantias individuais.
  4. 4. Ele foi o primeiro movimento espontâneo, ainda na vigência do arbítrio e dos processospolíticos de exceção, para o retorno ao sistema pluripartidário, assegurado na própriaConstituição da República.Enfim, ele não pediu licença para crescer e se expandir. A paciência e a obstinação dosseus promotores advieram dos ideais do Partido, que são os ideais do SOCIALISMOCRISTÃO.Por isso, não seria o desafio de uma nova exigência para o funcionamento dos partidospolíticos, agora com a alternativa, ou de uma adesão de número prefixado decongressistas, ou a obtenção de certo percentual mínimo de votos, numa próxima eleiçãomajoritária, que irá arrefecer nossa sincera intenção de sermos representantes de umsegmento ponderável da sociedade brasileira, ávida de autenticidade representativa, eesgotada pela mistificação e engodo.Fixando nossas esperanças numa geração de jovens, que sequer teve a oportunidade deexercer o sagrado direito de voto, para escolher governadores e presidentes, e que embreve serão os condutores da Nação, observando uma outra geração já sofrida, e maisvelha, que almeja colaborar para a fixação dos ideais democráticos em nossa terra,vislumbrando o desejo dos empresários nacionais e de nossa comunidade artística, emver modificados os parâmetros e as regras governamentais que coordenam suacriatividade e esforço, e reconhecendo a necessidade de se auscultar e colaborar com ostrabalhadores, no objetivo de sua melhor participação no processo de crescimento doPaís, o PDR se diz presente, desde hoje, na disputa de uma posição política, com seusestatutos e sua linha filosófica, ideológica e partidária plenamente definida.Reafirmando o pensamento de seu eminente fundador, Pedro Aleixo, quer dizer que oPDR não se fundou para ser um partido de oposição. O que ele deseja é o poder, desdeque conquistado pela vontade soberana do povo. O PDR não vai ficar contra ninguém,Fará oposição, sim, a tudo que for contrário ao seu programa, mas apoiará tudo queestiver de acordo com seus princípios.O enfático objetivo do PDR, exposto por Pedro Aleixo, era a extinção do bipartidarismo ejá está cumprindo.E mais.A participação daquele grande brasileiro foi, sem dúvida, a pedra angular para quebrar-se a espinha dorsal do arbítrio, tendo sido a voz isolada, no Governo, que se levantoucontra o AI-5. Tudo aquilo a que ele se propôs, valendo-se de férrea determinação, é hojerealidade.Para nós, que dirigimos nesta hora o Partido e com a ausência definitiva do grandechefe, a tarefa histórica do PDR poderia se entender concluída.Porém, seja pelas incontáveis adesões que alcançamos em todo o País, seja porqueestamos conscientes da plena atualidade de nossa mensagem, é que nos colocamos ainda,perante a Nação e o povo, para decidir nosso futuro.Belo Horizonte, 30 de janeiro de 1980.Pela Comissão Nacional Provisória do PDR – Augusto Gonçalves Couto – João Nelsonde Senna – Maurício Brandi Aleixo – Vítor Jorge Abdala Nósseis – Geraldo Aroeira deSouza Neves – José Carlos Brandi Aleixo – Salim Antonio Issa – Sylvio Barbosa. Págs.329, 330, 331 e 332, (do livro “Pedro Aleixo - sua obra política” – 1981).Assim, entendendo que a redemocratização já se avizinhava, e que o PDR já tinha
  5. 5. cumprido sua missão, comprometemo-nos na dura e difícil tarefa de buscar uma novaproposta político partidária, inspirada na anterior, bem como um novo logotipo (marcaconstituída por grupo de letras, sigla ou palavra, especialmente desenhada para umainstituição), que melhor caracterizasse o nosso novo projeto. Concentrei-me naquelemomento na busca almejada.Num fim de tarde, lá pelos idos de 1.983, caminhava no ancoradouro da Barra deItapemirim – ES, muito mais absorto na beleza natural circundante que aquele crepúsculome presenteava, do que propriamente nos meus pensamentos; neles, formigava sistemáticaa preocupação de encontrar a marca do novo partido.Eis que ao longe, no mar aberto, desenhava-se a forma de uma embarcação, daquelasdenominadas “traineiras” (embarcação motorizada, com rede de arrastar pelo bordo,encontrada na costa Sul do Brasil), que os pescadores locais se utilizam para buscar no maro seu sustento. Logo, à medida que o barco adentrava o Itapemirim e já se podia ouvir osom monocórdio: (de uma só corda) de seu indefectível: (que não falha – falta) motor a“diesel”, rumou ao ponto de ancoragem, ao lado do trapiche: (armazém onde se guardammercadorias importadas ou para exportar; armazém geral) e do velho casarão da famíliaSoares, antigo porto, um dos mais importantes, marco indelével de uma época de fausto eprogresso do estado da Federação que aprendi a amar e venerar, não só pelas belezasnaturais e pela gente acolhedora, principalmente pelo nome: Espírito Santo. Atracada aembarcação, vislumbrei na sua proa o contorno de um grande pargo: (peixe encontrado nacosta do Mediterrâneo e da América, de coloração vermelha com reflexos dourados,pontos azuis esparsos e nadadeiras amarelas) e tive a impressão, naquele mágico momentodo crepúsculo vespertino, de ver delinearem-se as letras PSC em seu interior. Elaboreientão rapidamente, um rústico desenho que, mais tarde, depois de ouvidos os companheirose companheiras, e por intercessão de Antônio Nogueira dos Santos de Brasília - DF,serviu de partida a Gaetano Re, desenhista da Gráfica do Senado Federal, para a confecçãodo 1º modelo da marca do novo partido, acreditando convicto que a forma do – PEIXE –pode representar JESUS CRISTO, tanto agora como nos tempos em que os cristãos serefugiavam nas catacumbas, e o monograma: (entrelaçamento das letras iniciais ouprincipais do nome de pessoa ou entidade) ICHTHYS - que em grego significa peixe – eque era usado como senha em Roma para a identificação e encontro dos primeiros cristãos,podia também servir como marca do novo partido. Desdobrado lê-se: Iesoûs Christós Theou Yiós Sotér,ou seja, “Jesus Cristo Filho de Deus Salvador, cujas primeiras letras são as gregas: iota, qui, teta, ípsilon e sigma” (J. A. Vasconcelos).Desde esse tempo sugere-se que o peixe deveria ser o Símbolo da Ética, pela suaidentificação com a Ética de Cristo. Se Aquele personagem que mudou grande parte dahumanidade, com a sua Ética absoluta, perene, eterna e imutável, tem o nome vinculado a
  6. 6. peixe, nada mais adequado do que considerarmos este animal, como símbolo desta mesmaética, para que ela possa nortear o rumo de todos os povos, incluídos os povos doextremo oriente, que possuem religiões, costumes e culturas diferentes dos nossos, emdireção à sua plena realização, integração e sobrevivência. “Preocupado com o desafio, lembrei-me da pessoa mais eticamente bem formada que a humanidade teve conhecimento. Nasceu eticamente; cresceu eticamente; viveu eticamente; procedeu eticamente; exemplificou-se eticamente; pregou ética; resguardou os valores éticos e morreu eticamente. Cristo foi a própria, pura e completa Ética: (estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana, suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto – bom comportamento). Jesus, imagem divina no homem: "prudentia: (prudência – qualidade de quem age com moderação, comedimento, buscando evitar tudo que acredita ser fonte de erro ou de dano), justitia: (justiça – conformidade com o direito; a virtude de dar a cada um aquilo que é seu), moderatio: (moderação – qualidade que consiste em evitar excessos), virtus (virtude – disposição firme e constante para a prática do bem), sapientia: (sabedoria – (grande conhecimento; erudição, saber, ciência), disciplina: (disciplina – (regime de ordem imposta ou livremente consentida)" (Carl Gustav Jung).Assim, mesmo sabendo das controvérsias que a palavra cristã suscitava, ainda suscita econtinuarão suscitando, nos mais variados segmentos da opinião pública nacional einternacional, publicamos com a ajuda dos companheiros: Édipo e Ronald Ázaro; SergioBueno; o saudoso Geraldo Aroeira de Souza Neves; Maurício Aleixo; José CarlosAleixo; Eugênio Frederico Macedo Parizzi; Jorge Haddade Abrahão; FranciscoGomes Macedo; Etiberê Zen; Antonio Nogueira dos Santos; Danilo da Silva Azevedo;Levy Rufino da Silva; Nelson Nogueira; José Tristão Fernandes; família Schleder deMacedo, representada pelo saudoso companheiro Antonio Fernando Schleder deMacedo; o saudoso Herculano Martins Franco; Salim Antonio Issa; Rivailde WalcyOvídio; Celso Amaral; o saudoso João Milczewski; o saudoso Paulo Ladevig; PedroAleixo Neto; Francisco Ribeiro de Moura; Luiz Átila de Holanda Bezerra; MárioEvaristo de Oliveira Filho e muitos outros, o Manifesto, Estatuto e Programa doPartido Social Cristão – PSC, no Diário Oficial da União, conforme estabelecia a leieleitoral e partidária, e obtivemos, do Colendo TSE, o registro provisório em 15 de maiode 1985, data em que comemoramos anualmente a fundação do partido. Logo depois,tivemos contato com o IFEDEC – Instituto de Formação Democrata Cristã, da Venezuela,por seu Presidente Enrique Peres Olivares, Félix Rivera Solis – professor de formaçãopolítica do IFEDEC e com a ODCA – Organização Democrata Cristã da América, por seucorrespondente, José de Jesus Plana, que também auxiliaram nos momentos iniciais dafundação do partido.
  7. 7. Essas polêmicas, geradas em função de desmandos (transgressão de ordens;desobediência) cometidos no passado (guerras religiosas); inquisição: (antigo tribunaleclesiástico instituído com o fim de investigar e punir crimes contra a fé católica);indulgências plenárias (perdão pleno, completo, no sentido de livrar o pecador, das penasdo inferno) etc., serviram de alerta na elaboração dos documentos constitutivos do novopartido, para entender que o cristianismo, na acepção verdadeira da palavra, não teria comobase, especificamente uma religião (crença na existência de uma força ou forçassobrenaturais, considerada(s) como criadora(s) do Universo e que como tal devendo seradorada(s) e obedecida(s)), nem muito menos uma seita (teoria de um mestre seguida pornumerosos prosélitos > indivíduo convertido a uma idéia ou sistema) ou denominação (nospaíses anglo-saxônios, designação geral das congregações eclesiásticas), mas inspiradanum estado de espírito: (a parte imaterial do ser humano: alma), que vem diretamente deDEUS, e que não segrega (põe de lado; põe à margem; separa; marginaliza), nãodiscrimina (estabelece diferença), não exclui (afasta; desvia), aceita a todos,independentemente de raça, cor, religião, sexo, estado civil, nacionalidade, naturalidade,condição social, política, financeira ou econômica.Vivemos neste momento, os grandes e derradeiros desafios enfrentados pela Humanidadenesta condição atual: a poluição e a explosão demográfica. Situação que está levando oplaneta à exaustão, enquanto as grandes corporações capitalistas consumistas selvagens eglobalizadas, que hoje a quase tudo dominam, regendo seus impérios financeiros eeconômicos desconsideram totalmente as condições planetárias e principalmente o serhumano, colocando-o unicamente como instrumento do lucro desmedido e da ganânciaexagerada. São os verdadeiros motores da expectativa de destruição que começa a rondar oplaneta. As guerras localizadas; a poluição generalizada; as epidemias; o descontrole dotempo e da temperatura; a instabilidade da crosta terrestre, provocando terremotos,maremotos, degelos e vulcões; a destruição da camada de ozônio (gás atmosférico azulpálido que é uma variedade do oxigênio); as desagregações dos valores sociais, religiosos,administrativos e jurídicos, são de todas as formas provocadas, em maior ou menor escala,por seus agentes. Tudo que ameaçar-lhes o lucro excessivo será dura e violentamentecombatido, ainda que custem centenas de milhares ou muitos milhões de vidas.Diz a ciência, que há tempos imemoriais: (de que não há memória, por causa de suaextraordinária antigüidade), foram-se processando as grandes transposições do animalirracional para o racional, quando a dieta alimentar vegetariana foi circunstancialmentesubstituída por uma dieta carnívora. Pode ser até que tenha sido assim na prática, o que nãoexclui nem inviabiliza a interferência divina nesses assuntos, vez que a mão da DivinaProvidência opera de maneiras prodigiosas, imprevisíveis, e inimagináveis para os queforam criados à sua imagem e semelhança, embora limitados no tempo e no espaço.Agora, diante da instabilidade do ser humano, da falta de racionalidade noequacionamento: (dispor, na prática ou mentalmente, os dados de um problema, a fim deencaminhar-lhes a solução), da volubilidade mental que acomete aqueles que não têmconsciência das próprias limitações, e se acham predispostos a acreditar que devemexplicações, somente a si mesmos, não devendo nada à sociedade nacional e à comunidade
  8. 8. internacional e muito menos a Deus, presenciamos constrangidos a metamorfose:(transformação de um ser em outro) e o retorno do ser humano à condição de bestairracional.Apesar de toda a transformação tecnológica e científica, parece que o esforço despendidodesde tempos remotos na evolução do ser humano, está sendo literalmente jogado no lixo.Poder-se-ia dizer que, além da falta de vergonha na cara, estão completamente fora do uso egozo de suas faculdades mentais. “Lotman, afirma que é possível organizar uma coletividade ao redor do medo (medo da punição, medo dos invasores, medo da violência etc.), mas seria uma coletividade animalesca: uma sociedade autenticamente humana é organizada pelo freio moral garantido pela vergonha.” “Pois bem, quando uma “elite” desprovida dessa vergonha exclui e humilha o povo, a coletividade se organiza do jeito que sobra: pelo medo da violência de seus excluídos.” (Contardo Calligaris - FOLHA SP – março de 2006).Deste modo, sem falsa modéstia, o cristianismo, entendido “data vênia”: (com todo orespeito – a todas as outras formas de pensamento) como aqui se propõe, é que poderábuscar as soluções para os gravíssimos problemas que se avizinham alguns já plenamenteconcretizados.Somente a aplicação da proposta: “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com ati mesmo” é que poderá reconduzir a humanidade a uma existência equilibrada, racional elivre.Nenhuma outra fórmula, contenha o que contiver, proponha o que propuser, prometa o queprometer, terá condições de recuperar a humanidade do ser humano. O equilíbrio contidonessa determinação ultrapassa o espaço, consolida-se no tempo, e ganha realidade namedida da necessidade do ser humano de sobreviver, de cumprir sua missão perante Deus,perante si mesmo e perante seus sucessores. É a isto que se propõe o social cristianismo,que, no Brasil, concretiza-se nas propostas do Partido Social Cristão – PSC. E o que quero social cristianismo enquanto força e partido político? Quer a participação da sociedadede forma racional, equilibrada e livre, nos processos de tomada de decisão de poder, nosprocessos de produção e distribuição da riqueza, e nos processos de justa e eqüitativaredistribuição da renda, nacional e internacionalmente.Da maneira como está articulada a política no Brasil, em todos os níveis, não podemos teresperança na possibilidade de ocorrer uma mudança sistemática em seus valores na direçãoda ética pessoal e pública. Teremos que provocar uma mudança de mentalidade a começarpelo próprio povo. Fazê-lo entender que é ele o primeiro prejudicado em manterem-se ascoisas como estão. Recentemente o partido dos ditos trabalhadores, depois de pregar pordécadas contra seus adversários políticos, algumas vezes injustamente, agora no governo,
  9. 9. comete todo tipo de desmando e desfaçatez contra o país e as instituições, e continua searrogando dono da moralidade, como se nada tivesse acontecido. O povo brasileiro não éburro. Faça o que fizer Lula já se sabe de antemão derrotado e usa criminosamente o poderda Presidência da República para se manter no ápice da mídia eleitoreira à custa dementiras. Em caso de reeleição, o que torcemos para que não ocorra, o país enfrentaria amaior onda de atraso de todos os tempos. O maior problema, não é ele ser totalmentedespreparado para o cargo. É o seu partido o PT, longamente amamentado nas tetasmurchas do materialismo dialético ateu, que tanta desgraça e sofrimento já provocaram nahumanidade, como sempre, anunciou e prometeu o paraíso terrestre, entregou o inferno, epor mais que se esconda no descaramento da pregação mentirosa, não consegue mascararsuas torpes intenções. “Para o andar de baixo, basta a esmolinha das bolsas-isso-ou-aquilo, até porque ninguém lhe diz que, em janeiro, (2006) o governo pagou de juros R$ 17,9 bilhões.” “Em um só mês, mais do que o dobro de tudo o que gastou durante todo o ano passado, com programas de transferência de renda para os mais pobres.”. “Depois, Lula ainda diz que ninguém ainda fez tanto pelos pobres. Sim, pelos paupérrimos Itaú, Bradesco, Santander etc. (Clovis Rossi – Folha SP - março de 2006).Será que viver racional e administrativamente em paz seria tão difícil? De igual maneira,vendo-se a política e a economia como estão articuladas em todo o planeta, tem-se aimpressão nítida que está sendo manobrada por um bando de desnaturados, de um lado e deoutro, portando armas de altíssima periculosidade, alcance e poder, ameaçando a todos queousam de alguma forma, discordar de seus valores e de serem explorados e ameaçados.Acreditam certamente que somos só matéria, e matéria de manobra.Não tenho a pretensão de achar que uma pregação qualquer, a esta altura do jogo, poderámudar as regras internacionais. Acontece, entretanto, que se não houver um amplo eracional entendimento o mais rápido possível, estará o planeta fadado à destruição. Afirmoisto, por associação e categoricamente, mesmo sem conhecer os arsenais secretos dasgrandes potências.Consultemos a história, nossa mestra maior, e vejamos o passado: Tomo como exemplo acidade de Jerusalém, berço das três principais religiões monoteístas: (sistema oudoutrina daqueles que admitem a existência de um único Deus) cristianismo, islamismo ejudaísmo, independentemente da beleza de suas casas e palácios, podendo-se por isto,entender perfeitamente porque era tão cobiçada, foi e sempre será, um lugar sagrado paraseus seguidores. Tendo trocado de mão várias vezes, por paradoxal: (contradição, pelomenos na aparência) que possa parecer, deu ao longo do tempo, um exemplo de tolerânciamuito maior do que as grandes potências atuais, que hoje contam com armas de destruiçãoem massa – químicas, biológicas e atômicas - para defender seus interesses hegemônicos
  10. 10. comerciais, financeiros e econômicos, não tendo, se quiserem, que despender uma vidasequer de seus concidadãos: (certa pessoa que, em relação a outra, é da mesma cidade oudo mesmo país) em guerras convencionais: (guerra que é levada a efeito com forçasarmadas regulares e o emprego de armas convencionais – armas de fogo, comuns) . Dizia Sócrates: “Ninguém faz o mal voluntariamente, mas por ignorância, pois a sabedoria e a virtude são inseparáveis”. Os três santuários representativos dessas três grandes religiões,independentemente das desavenças esporádicas, dão prova cabal, na maior parte do tempode convivência pacífica, da possibilidade concreta de vivermos racionalmente em paz,bastando para isto, que não haja segregação, que não haja exclusão e que, sobretudo, nãohaja discriminação, e que a ação dos respectivos governos se circunscreva aos atosadministrativos. Vejamos: A Igreja do Santo Sepulcro durante mais de 1600 anos, foi o mais veneradodos locais sagrados. Fora dos limites da cidade antiga, marca o local onde José de Arimatéiaenterrou Jesus num túmulo que ele próprio fez «num jardim». Ficava perto do Gólgota, ouCalvário, onde Jesus foi crucificado.Quando o imperador romano Adriano arrasou Jerusalém no século II D. C. mandouconstruir, nesse preciso lugar, um templo dedicado a Vênus. Este marcava perfeitamente olocal, de tal maneira que, quando Santa Helena, mãe do primeiro imperador cristão,Constantino, veio à Terra Santa em 326 D. C., soube exatamente onde procurar o lugaronde Cristo fora enterrado.A Cúpula da Rocha é o Monte Moriah, onde Abraão preparou o sacrifício do seu filhoIsaac a Jeová e onde, 1000 anos antes de Cristo, o rei Salomão construiu o primeiro templo.Este foi destruído em 588 a.C. e o único que Jesus conheceu foi o de Herodes, o Grande,muito maior que o de Salomão. Construído na plataforma onde se ergue agora a Cúpula daRocha, o Templo de Herodes foi o cenário da Purificação de Maria, quando o velho Simeãotomou o Menino Jesus nos braços e proferiu o Nunc dimittis (Despede agora o teu servo...1° Cântico do velho Simeão ao tomar nos braços o Menino Jesus, no templo de Jerusalém,agradecendo a Deus a ventura de ver, antes da morte, o Salvador).Os Romanos destruíram o Templo de Herodes em 70 D. C., mas os muçulmanos, quandoconquistaram Jerusalém, no século VII provaram ser mais tolerantes com os chamados poreles de os povos do Livro (cristãos e judeus). Maomé assumia-se como sucessor dosprofetas do Antigo Testamento e de Jesus, que os muçulmanos veneravam como sendo oprofeta Issa. Aceitam o nascimento da Virgem, e Maria é exaltada tanto no Corão como naprática islâmica. Logo à saída de Jerusalém, na Igreja do Túmulo de Maria, um sinal naparede mostra aos peregrinos o caminho para Meca.A grande rocha foi o palco da ascensão do profeta Maomé ao Paraíso na sua celebrada«Jornada Noturna» de que fala o Corão. Era de início mais venerado pelos muçulmanos doque Medina ou Meca. A Cúpula da Rocha foi construída em 691 D. C. pelo califa deDamasco, que mandou cobrir a parte exterior com mosaicos de ouro, substituídos maistarde, por ordem do sultão turco Otman, por 45.000 azulejos. A Cúpula é atualmente de
  11. 11. alumínio, revestido de ouro, e ornamentada com versos do Corão.O Muro das Lamentações, o seu nome popular deve-se ao fato de os Judeus irem láhabitualmente lamentar-se pela destruição do seu Templo e pelo Exílio. Escrevem asorações ou os nomes daqueles por quem rezam em pedacinhos de papel que depois metemnas fendas do muro, entre os blocos de pedra. Pensa-se que 250 000 judeus visitam esteMuro nas peregrinações anuais da Páscoa, da Succoth (festa judaica dos tabernáculos –tenda portátil, símbolo da convivência ou encontro entre Deus e o homem) e da Shavuot(festa das semanas ou da colheita era celebrada no fim da primavera quando a novacolheita de trigo era feita, oferecendo-se um sacrifício especial de agradecimento noTemplo. Também comemora o aniversário da entrega dos 10 mandamentos a Moisés e aosisraelitas no monte Sinai). Embora os enormes blocos de pedra sejam tradicionalmenteconsiderados como pertencendo ao primeiro Templo de Salomão, eles são na realidade deuma parede de suporte de um templo construído por Herodes.Saladino, na reconquista de Jerusalém, ocorrida em 1240, na versão romanceadaapresentada pelo filme recente denominado em português: “Cruzada” - Kingdom ofHeaven (Reino dos Céus), de Ridley Scott, teria respondido à pergunta formulada pelodefensor da cidade, Lorde Balian de Ibelin, quando negociavam a rendição condicional:Quanto vale Jerusalém? Nada! Respondeu, e, mudando imediatamente de atitude, voltou-se, e cerrando as mãos a altura do peito, esboçando um leve sorriso, replicou: tudo!Passam-se os séculos, e os milênios. Agora são outros os tempos, os perigos e osprotagonistas, mas a história inexoravelmente se repete. Seria de se perguntar,parafraseando: Quanto vale a sobrevivência da espécie humana neste planeta? Tudo?Nada?Que Deus, nesta hora delicada, nos ajude, nos ilumine e proteja! De Belo Horizonte/MG para Marataízes/ES em 18 de março de 2006 VÍTOR NÓSSEIS Presidente Nacional do PSC

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