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Método: <ul><li>*Análise : </li></ul><ul><li>-  Modelo de regressão logística bivariado com ponderação e efeito de desenho...
Resultado: <ul><li>Dentre as 1.057 mães entrevistadas, 55% informaram que ofereceram água, chá ou suco desde que o bebê sa...
Tabela 1 - Características demográficas e socioeconômicas das mães de crianças menores de seis meses assistidos por unidad...
Tabela 1 - Características demográficas e socioeconômicas das mães de crianças menores de seis meses assistidos por unidad...
Tabela 2 - Ações de “acolhimento mãe-bebê” entre mães de crianças menores de seis meses assistidos por unidades básicas de...
Tabela 3 – Análise ajustada dos fatores associados à oferta de líquidos nos primeiros seis meses de vida. Rio de Janeiro -...
Conclusão: <ul><li>Aponta-se, desta forma, a importância da intensificação da orientação precoce sobre aleitamento materno...
Referências: <ul><li>Ashraf RN, Jalil F, Aperia A, Lindblad BS. Additional water is not needed for healthy breast-fed babi...
Referências: <ul><li>Figueiredo MG, Sartorelli DS, Zan TAB, Garcia E, Silva LC, Carvalho FLP et al. Inquérito de avaliação...
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Ações da estratégia “acolhimento mãe-bebê” e características maternas associadas à introdução de chás, água e sucos nos primeiros seis meses de vida de usuários de unidades básicas de saúde no Município do Rio de Janeiro

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Ações da estratégia “acolhimento mãe-bebê” e características maternas associadas à introdução de chás, água e sucos nos primeiros seis meses de vida de usuários de unidades básicas de saúde no Município do Rio de Janeiro

  1. 1. Ações da estratégia “acolhimento mãe-bebê” e características maternas associadas à introdução de chás, água e sucos nos primeiros seis meses de vida de usuários de unidades básicas de saúde no Município do Rio de Janeiro Roberta Pereira Niquini 1 Sonia Azevedo Bittencourt 1 Elisa Maria de Aquino Lacerda 2 Maria Inês Couto de Oliveira 3 Maria do Carmo Leal 1 1 Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca - FIOCRUZ 2 Departamento de Nutrição e Dietética. Instituto de Nutrição Josué de Castro-UFRJ 3 Departamento de Epidemiologia e Bioestatística, Instituto de Saúde da Comunidade-UFF Auxílio financeiro: FAPERJ e PAPES /FIOCRUZ e CNPq
  2. 2. Introdução: <ul><li>A complementação do leite materno com líquidos (água, chás e sucos) nos primeiros seis meses de vida é uma prática desnecessária e inadequada (Sachdev et al , 1991, Ashraf et al , 1993; Victora et al , 1989, Popkin et al , 1990; WHO, 2003). </li></ul><ul><li>Verifica-se uma elevada proporção de introdução de líquidos para < 6 meses </li></ul><ul><li>*Método que avalia a alimentação atual (“ Current status” ): </li></ul><ul><li>- até 1 mês: 25,7% - Brasil (PNDS, 1996) </li></ul><ul><li>- até 1 mês: 47,9% - 24 UBS do Estado do Rio de Janeiro em 1999 e 2000 </li></ul><ul><li>(de Oliveira e Camacho, 2002). </li></ul><ul><li>- 2 a 3 meses: 42,4% - Brasil (PNDS, 1996) </li></ul><ul><li>- 4 a 5 meses: 47,6% - Brasil (PNDS, 1996) </li></ul><ul><li>*Método de verificação de oferta de alimentos desde o nascimento : </li></ul><ul><li>-até 1 mês: 62,9% em um ambulatório no estado do Pará (Moura, 1997) </li></ul><ul><li>-mediana de 30 dias - Município do Estado de São Paulo(Figueiredo et al , 2004) </li></ul>
  3. 3. Introdução: <ul><li>Algumas ações pró-amamentação desenvolvidas nas últimas duas décadas, no Brasil: </li></ul><ul><li>Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) - associada à amamentação na primeira hora de vida, a não receber chá no hospital, e às mães serem apoiadas para o aleitamento materno (Silva et al , 2008). </li></ul><ul><li>Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação (IUBAAM) - associada ao aumento do aleitamento materno exclusivo (de Oliveira et al , 2003). </li></ul><ul><li>“ Projeto Acolhimento mãe-bebê”, desenvolvido pelo Município do Rio de Janeiro, desde 2003. </li></ul><ul><li>No momento da alta da maternidade: </li></ul><ul><li>orientação e um cartão de referência para o primeiro atendimento em UBS na primeira semana de vida da criança; </li></ul><ul><li>acesso precoce ao apoio ao aleitamento materno. </li></ul>
  4. 4. Objetivo: <ul><li>Identificar os fatores sócio-econômicos e demográficos maternos e de acesso às ações da estratégia de acolhimento mãe-bebê associados à oferta de líquidos (chás, água e sucos) para crianças menores de seis meses de vida, usuárias de unidades básicas de saúde. </li></ul>
  5. 5. Método: <ul><li>Subprojeto do estudo transversal interinstitucional “Avaliação da qualidade da assistência à criança menor de seis meses na rede SUS do Município do Rio de Janeiro “, desenvolvido pelo grupo de pesquisa “Epidemiologia e Avaliação de Programas sobre a Saúde Materno Infantil”. </li></ul><ul><li>Estudo transversal realizado de junho a setembro de 2007 </li></ul><ul><li>Amostragem por conglomerado em dois estágios </li></ul><ul><li>27 UBS – selecionadas de forma sistemática, em caracol, com probabilidade de seleção proporcional ao número mensal médio de consultas realizadas. </li></ul><ul><li>40 Mães/UBS – selecionadas de forma sistemática, segundo ordem de saída das consultas. </li></ul><ul><li>Amostra representativa de mães de crianças menores de seis meses que tiveram consulta com médico ou enfermeiro em UBS na cidade do Rio de Janeiro (n=1.080) – excluídas HIV+ e de raça/cor amarela e indígena ( n=1.057 ). </li></ul>
  6. 6. Método: <ul><li>*Variáveis independentes : </li></ul><ul><li>Fatores maternos: idade, raça/cor, escolaridade, situação conjugal, número de pessoas no domicílio, trabalho, indicador de bens, experiência pregressa em amamentar por 6 meses ou mais. </li></ul><ul><li>Ações de “acolhimento mãe-bebê ”: receber cartão de acolhimento mãe-bebê na maternidade, ser orientada a procurar uma UBS na primeira semana após o nascimento da criança, ter o primeiro contato com a UBS na primeira semana de vida da criança, receber orientação sobre aleitamento materno no primeiro contato da criança com a UBS e receber orientação sobre aleitamento materno após o nascimento da criança. </li></ul><ul><li>*Variável dependente : oferta de líquidos desde que o bebê saiu da maternidade. </li></ul>
  7. 7. Método: <ul><li>*Análise : </li></ul><ul><li>- Modelo de regressão logística bivariado com ponderação e efeito de desenho (selecionadas as variáveis significativas ao nível de 20%) . </li></ul><ul><li>- Modelo de regressão logística multivariado com ponderação, efeito de desenho e controlado pela idade da criança (selecionadas as variáveis significativas ao nível de 5%) . </li></ul>
  8. 8. Resultado: <ul><li>Dentre as 1.057 mães entrevistadas, 55% informaram que ofereceram água, chá ou suco desde que o bebê saiu da maternidade. </li></ul>
  9. 9. Tabela 1 - Características demográficas e socioeconômicas das mães de crianças menores de seis meses assistidos por unidades básicas de saúde e estimativas brutas de associação com a oferta de líquidos. Rio de Janeiro - RJ, 2007. (n=1.057) * p-valor<0,20 1,55-2,54 1,98* 14,9 158 Sem companheiro 1 85,1 899 Com companheiro Situação Conjugal 0,75-1,35 1,01 41,9 443 Menos de 8 anos 1 58,1 614 8 anos ou mais Escolaridade 0,91- 1,62 1,22* 49,8 526 Pardas 0,78-1,79 1,18 22,1 234 Preta 1 28,1 297 Branca Cor/Raça 1,12-2,10 1,53* 22,5 238 < 20 anos 1 77,5 819 ≥ 20 anos Idade da mãe IC 95% OR b % n Variáveis maternas
  10. 10. Tabela 1 - Características demográficas e socioeconômicas das mães de crianças menores de seis meses assistidos por unidades básicas de saúde e estimativas brutas de associação com a oferta de líquidos. Rio de Janeiro - RJ, 2007. (n=1.057) * p-valor<0,20 0,78 – 1,84 1,20 29,8 315 2 ou 3 1 70,2 742 4 ou mais Número de Pessoas no domicílio Indicador de Bens 0,96-1,36 1,14* 47,3 500 ≤ 1 0,73-1,37 1 25,4 269 >1 e ≤2 1 27,3 288 >2 1,29-2,08 1,64* 63,9 675 Não 1 36,1 382 Sim Experiência pregressa em amamentar 6 meses ou mais 0,52-1,28 0,81 65,1 688 Sem trabalho remunerado 0,49-1,45 0,85 21,1 223 Trabalho formal 1 13,8 146 Trabalho informal Categorias de Trabalho IC 95% OR b % n Variáveis maternas
  11. 11. Tabela 2 - Ações de “acolhimento mãe-bebê” entre mães de crianças menores de seis meses assistidos por unidades básicas de saúde e estimativas brutas de associação com a oferta de líquidos. Rio de Janeiro - RJ, 2007. (n=1.057) * p-valor<0,20 0,90-1,97 1,34 * 38,8 410 Não 1 61,2 647 Sim Orientação sobre AM na UBS após o nascimento 0,93-1,75 1,28* 47,0 497 Não 1 53,0 560 Sim Orientação sobre AM no primeiro contato com a UBS 1,04-1,54 1,27* 47,6 503 Não 1 52,4 554 Sim Teve o primeiro contato com a UBS com até 7 dias 0,86-1,26 1,04 48,0 507 Não 1 52,0 550 Sim Foi orientada a procurar uma UBS na primeira semana 0,97-1,65 1,27* 31,8 336 Não 1 68,2 721 Sim Recebeu cartão de acolhimento mãe-bebê na maternidade IC 95% OR b % n Variáveis de acesso às ações de acolhimento mãe-bebê
  12. 12. Tabela 3 – Análise ajustada dos fatores associados à oferta de líquidos nos primeiros seis meses de vida. Rio de Janeiro - RJ, 2007. (n=1.057) 1,18-2,12 1,58 Não 1 Sim Orientação sobre AM no primeiro contato com a UBS 1,05-3,09 1,80 Sem orientação sobre AM na UBS após o nascimento 1 Com orientação sobre AM na UBS após o nascimento Menos de 8 anos de estudo 0,63-1,54 0,99 Sem orientação sobre AM na UBS após o nascimento 1 Com orientação sobre AM na UBS após o nascimento 8 anos ou mais de estudo 1,16-2,13 1,57 Não 1 Sim Experiência pregressa em amamentar 6 meses ou mais 0,11-0,85 0,31 < 20 anos 1 ≥ 20 anos Mulheres sem companheiro 1,10-4,30 2,17 < 20 anos 1 ≥ 20 anos Mulheres com companheiro IC 95% OR a Variáveis Maternas
  13. 13. Conclusão: <ul><li>Aponta-se, desta forma, a importância da intensificação da orientação precoce sobre aleitamento materno após o nascimento do bebê e de considerar as características maternas na aplicação desta estratégia. </li></ul>
  14. 14. Referências: <ul><li>Ashraf RN, Jalil F, Aperia A, Lindblad BS. Additional water is not needed for healthy breast-fed babies in a hot climate. Acta Paediatr. 1993; 82 (12):1007-11. </li></ul><ul><li>Popkin BM, Adair L, Akin JS, Black R, Briscoe J, Flieger W. Breast-feeding and diarrheal morbidity. Pediatrics 1990; 86 (6):874-82. </li></ul><ul><li>Sachdev HPS, Krishna J, Puri RK, Satyanarayana L, Kumar S. Water supplementation in exclusively breastfed infants during summer in the Tropics. Lancet 1991; 337(8747): 929-33. </li></ul><ul><li>Victora CG, Smith PG, Vaughan JP, Nobre LC, Lombardi C, Teixeira AM, et al. Infant feeding and death due to diarrhea: a case-control study. Am J Epidemiol. 1989;129(5):1032-41. </li></ul><ul><li>World Health Organization. Global strategy on infant and young child feeding. Geneva: World Health Organization; 2003. </li></ul><ul><li>BEMFAM - Sociedade Civil Bem-Estar Familiar no Brasil. Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde, 1996. Rio de Janeiro: BENFAM; 1997. </li></ul><ul><li>de Oliveira MIC, Camacho LAB. Impacto das Unidades Básicas de Saúde na duração do aleitamento materno exclusivo. Rev. Bras. Epidemiol. 2002; 5(1): 41-51. </li></ul>
  15. 15. Referências: <ul><li>Figueiredo MG, Sartorelli DS, Zan TAB, Garcia E, Silva LC, Carvalho FLP et al. Inquérito de avaliação rápida das práticas de alimentação infantil em São José do Rio Preto, São Paulo, Brasil. Cad. Saúde Pública. 2004; 20(1): 172-79. </li></ul><ul><li>Moura EFA. Duração do período de aleitamento materno de crianças atendidas em ambulatório de pediatria. J Pediatr. 1997; 73(2): 106-10. </li></ul><ul><li>Silva MB, Albernaz EP, Mascarenhas MLW, Silveira RB. Influência do apoio à amamentação sobre o aleitamento materno exclusivo dos bebês no primeiro mês de vida e nascidos na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Rev. Bras. Saude Mater. Infant. 2008; 8(3): 275-84. </li></ul><ul><li>de Oliveira MIC, Camacho LAB, Tedstone AE.A method for the evaluation of primary health care units' practice in the promotion, protection, and support of breastfeeding: results from the state of Rio de Janeiro, Brazil. J Hum Lact. 2003;19(4):365-73. </li></ul><ul><li>Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. A Saúde do Rio em Transformação. Coleção Estudos da Cidade 2006; 219: 1-18. </li></ul>
  16. 16. Obrigada! [email_address]

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