Trabalho final

2.656 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação, Tecnologia, Turismo
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.656
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
215
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
41
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide
  • Osnervoscranianospartem do cérebrpe do tronco cerebral, ligando-se a estruturasnacabeçae no tronco.Os nervosraquidianospartemdamedulaespinhalparadiversasáreas do corpo. Os músculosatrofiamdevidoáfalta de enervação.
  • Dificuldadeemficar de pé - estaposturaimplicaouso de força muscular, quenestespacientesestámuitodiminuída, devidoàatrofia muscularFalharespiratória – atrofia dos músculosligadosàrespiração
  • Miocloniasdispersas – contracçãoinvoluntária de um músculoou um grupo deles
  • Ospriõespodem ser de origeminterna (mutaçõesnos genes quecodificam a suasíntese) ouexternaOrigem:Hereditária - a mutaçãoéherdadaEsporádica – a mutaçãoaparece no organismodapessoaInfecciosa – origemexternaPovo Papua na Nova Guiné – descobertadesta forma de transmissão (infecciosa) dadoença - ritual de canibalismo: as mulheresecriançascomiamocérebro dos familiaresmortos, sendoexpostasaospriõesqueaíexistiamNova variantedadoença – ingestão de carne bovina proveniente de animais com encefalopatiaespongiforme (doença das vacasloucas), tambémumadoença de priões - diferedadoença de Creutzfeldt-Jakob clássicapois a demênciaémais grave eéoprimeirosintoma
  • TransmissãoautossómicadominanteAtaxia (descoordenaçãomotora) progressivacomeçanaadolescencia
  • Globopálido – núcleo basal quetambéméafectadoporoutrasdoençasneurodegenerativas, como HuntingtonPonte cerebral – constituinte do tronco cerebral - transmiteosimpulsosnervososparaocerebelo, queestáligadoàcoordenaçãoeequilíbrio, oqueexplicao principal sintomadestadoença: ataxiaMachado e Joseph foram as 2 primeirasfamílias com a doença a seremestudadas
  • Causagenética – doençashereditáriascomohuntingtonCausainfecciosa – parkinsonismoinduzidoporencefaliteedoença de Creutzfeldt-Jakob, porexemploIdiopática – 2 oumaiscausas, oucujacausaaindanaoestábemdeterminada - Parkinson, porexemplo
  • A alteração do processamento de umaproteínanormalmentecausa a acumulaçãodestaeconsequentemorte neuronal (MOSTRAR MAQUETES)Háumatendênciapara as doençaspassarem a ser classificadassegundoodefeito molecular quelhesestánaorigem. Istopode ser explicadopelosavançosquetêmsidofeitosnaáreadabiologia molecularProgressãolenta – a doença de Creutzfeldt-Jakob éumaexcepção - tornamuitodifícilfazer um diagnósticonafaseinicial
  • MOSTRAR MAQUETES À MEDIDA QUE SE VAI EXPLICANDOCórtex frontal:*Alzheimer – declínio mental, desorientação*Huntington – depressão, ansiedade*Parkinson – bradifrenia (pensamento lento), possíveldemênciaCórtex motor:*Huntington – coreia (movimentosinvoluntários), ataxia (desiquilíbrio) ebradicinsia (lentificação dos movimentos)*Parkinson – tremor ebradicinesiaHipocampo:Alzheimer e Huntington – perda de memóriaAmígdala:Huntington – síndrome de KluverBucy (docilidadeextrema, hipersexualidade, incapacidade de distinguirsituações de perigo)
  • Antes de explicar os potencias de certos alimentos, preventivos de neurodegeneração, é necessário destruir um mito: o de que os neurónios não se regeneram. No cérebro dá-se a formação de novos neurónios, processo denominado neurogénese. Os ovos, especialmente a clara destes, são alimentos ricos em colina. Esta proteína promove a formação de novos neurónios, prevenindo a neurodegeneração e é importante para a produção da acetilcolina, neurotransmissor que intervém nos processos de memória, entre outros. Peixes como o salmão, o atum e o bacalhau contém elevados níveis de ómega 3. Esta gordura desencadeia mecanismos antioxidativos, impedindo a formação e radicais livres, uma das causas da morte neuronal na doença de Parkinson. O ómega 3 também contribui para a formação da bainha de mielina, que aumenta a velocidade de propagação dos potenciais de acção ao longo da membrana dos neurónios. Os citrinos e alguns vegetais como a rúcula e a cenoura também são ricos em antioxidantes (impede a formação de radicais livres). O café, para além de ter oxidantes, contém cafeína, que é um estimulante. A estimulação cerebral promove novas ligações, "contrariando" alguma tendência neurodegenerativa. A vitamina D também promove o aumento das redes neuronais. A fonte natural desta vitamina é o sol, se bem que o óleo de fígado de bacalhau também é rico neste nutriente (e também em ómega 3). De facto, estudos indicaram que a probabilidade de vir a ter Alzheimer é maior em pessoas que nasceram no Outono ou Inverno. Foi descoberto que a carne contém aminas heterocíclicas, compostos responsáveis pela degradação de neurónios, visto que se ligam ao DNA destes, inactivando genes essenciais. Quanto mais tempo a carne for cozinhada, mais quantidade de aminas heterocíclicas se formam.
  • A prática de certas actividades estimulantes também previne o envelhecimento e, consequentemente, a degeneração dos neurónios. Alguns exemplos destas actividades: - Caso seja dextro, utilizar a mão esquerda para actividades comuns como escrever, segurar o rato... - Jogos de cartas, xadrez, damas... - Apertar os atacadores de olhos fechados - Traduzir mentalmente a letra de uma música estrangeira - Ouvir música durante o estudo - Exercício físico O sofrimento psicológico e o stress emocional são responsáveis pelo bloqueio da neurogénese. Assim, um estado mental saudável pode ajudar a prevenir o envelhecimento.
  • A actividadefísicanãocura a doençamasretarda a progressão, vistoquediminui as complicaçõesmotoras. Promovetambémumasensação de bem-estarefuncionalidade.
  • A fonoaudiologiaocupa-senãosódafala, mastambémdaalimentaçãoedalinguagem (conceitomaisabstractoque a fala). São feitosexercíciosrespiratóriose de deglutição, entre outros. É ensinadoaospacientecomodevemutilizarosmúsculosfaciais, comointercalar a respiração com a falae a deglutição, etc…A musicoterapiapode ser activaoupassiva. A activaimplicaqueopaciente toque alguminstrumento, como forma de comunicação, sendoqueoterapeutapodeapenasimprovisarcomorespostaoupodetambéminterpretar. Para estapráticaopacientenão tem de terqualquerconhecimento musical. Estudosapontarampara a possibilidade de a musicoterapiaretardar a progressãodadoença de Alzheimer. Todosnósassociamosmúsicasaonossopercursobiográfico. Assim, opaciente, aoouvirmúsicas com ritmosfamiliares, procura as memóriasassociada. Dá-se umaestimulaçãodaactividadecognitiva. Para asseguraresteevento, osmusicoterapeutascostumamrecorrer a “hits” muitoconhecidos no períodoemqueopacientetinha entre 8 a 18 anos.Nosestádiosintermédiososdoentes de Alzheimer tendem a tornar-se muitosensíveisaosambientequesãofavoráveis/desfavoráveis. A maior parte acabapor se tornarapático, indiferenteaomeio, devidoaosentimento de perda de podere de incapacidadeque se instala. A musicoterapiaéumaoportunidade do doenteinteragir com a realidadeeestabelecercomunicações (que, de outra forma, lheéimpossibilitada). Assim, estaterapiapromove a gratificação do paciente, diminuindotanto a agressividadecomo a inércia.
  • TAC – tomografiacomputorizada -visualização de “fatias” do cérebro - diferenciação dos tecidos (diferenças de densidades entre eles) - nãoéincómodo - exposição a radiação X, quepodecausarmutaçõesRNM – ressonância nuclear magnética - campo magnéticoeeléctrico - maiscaroAmbasservemparavisualizaro volume de àreasespecíficas do cérebo, podendoconfirmar um diagnóstico de alzheimer, porexemploImagens: atrofia cerebral, aumento dos ventrículosesulcoscorticais
  • SPECT – tomografiaporemissão de fotõesepositrões - detecção de alteraçõesnasestruturasefuncionalidadedesta -imagem: emcimaindividuo normal, a meiopaciente com parkinson (baixosniveis de dopamina) eembaixoomesmopacienteapos um transplante de um tecido secretor de dopamina (niveisrestabelecidos)PET – tomografiaporemissão de positrões - avaliaometabolismo de proteínaeglicose, porexemplo -imagem: àesquerdaindividuo normal, àdireitaindividuo com parkinson ( a actividadenasubstancianegraestamuitoreduzida)
  • Anatomiapatológica- biópsia cerebral: retira-se umaamostra do tecido - autópsia—Z imagem: embaixocortes de um cérebro normal, emcimacortes de um cérebroonde se verificaatrofia dos núcleosbasais (Huntington)Electroencefalograma - qualquerdoençadegenerativa do encéfaloElectromiograma – diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica, vistoquenestadoençasosnervoscranianos e raquidianosestãodegenerados e, portanto, verifica-se menosactividadenestes
  • Actualmenteéfeito um grandeinvestimentonainvestigação das doençasneurodegenerativas, osprocessosqueestãoimplicados, eospossíveistratamentos.Assim, nãoéraroverumanotíciadadescoberta de um compostoquepoderá ser umafuturacura do Alzheimer, de Parkinson, etc…Estes sãoalguns dos avançosreferidos.FCT (faculdade de ciênciasetecnologias) – investigadoresportuguesesdescobriramqueextractos de sálviatêm a capacidade de iniber a enzimaacetilcolinesterase, quehidrolisa a acetilcolina, neurotransmissorque se encontraembaixosníveisnospacientes com Alzheimer. A acetilcolinaestáenvolvidaemprocessos de aprendizagemememória, sendoque a suareposiçãopodemelhorarestascapacidades.A caféínanão tem sóefeitosneuroprotectoresepreventivos do aparecimento de doençasneurodegenerativas. Estudosemratosdemonstraramqueestastevecomoconsequênciasumareduçao de 50% daproteínaamilóide, que se acumulaemplacasamilóideseéresponsávelpelamorte neuronal. Assim, verificou-se um recuperação de memórianestesratos. A caféína tem a vantagem de ser um compostoquepenetrafacilmente no cérebro.
  • Hácerca de 5 anosfoidescobertaumaligação entre os diabetes tipo II (a secreção de insulinaéreduzida) e a doença de Alzheimer. De facto, doentes com estetipo de diabetes tenham um riscoacrescido de 65% de vir a ter Alzheimer. Veio-se a descobrirmaistardeque a insulinanãoéapenasproduzidapelopâncreasmastambémpelocérebro. Descobriu-se tambémque a insulinaprevinalesõesneuronaiscausadasporproteínastóxicas (como a proteínaamilóide).Uma nova técnicanagenéticafoidescoberta, podendoesta ser a curadadoença do Machadp Joseph. Estatécnicapermite a silenciação do gene mutado, quecodifica a síntese de umaproteínaanormalque se acumulaeprovocaneurogeneração. O alelonãomutadonãoéalterado, sendoqueéestequeficaemfuncionamento. Estatécnicaconsistenainterferência dos processos de síntesedaproteína, através do bloqueio do RNA mensageiroquelhedariaorigem.Foramfeitosensaios de terapiagénicaemmacacos, a quetinhamsidoadministradasdrogasquesimulariam a doença de Parkinson. Foiintroduzidoo gene de interesse (quecodifica a síntese de dopamina) nesteseverificou-se umarecuperação de 80% dos níveis de dopamina. Assim, a utilização de terapiagénicanacura de doençasneurodegenerativasestá um passomaispertodaconcretização.
  • Trabalho final

    1. 1. Doenças Neurodegenerativas<br />Final<br />
    2. 2. Esclerose Lateral Amiotrófica:<br />Degeneração dos neuróniosmotores dos nervosraquidianosecerebrais<br /><ul><li>Esclerose – endurecimentodaáreadegenerada
    3. 3. Lateral – lesões no corno lateral</li></ul>damedula<br /><ul><li>Amiotrófica – atrofia dos músculos</li></li></ul><li>Dificuldadeem mover, comer falareatéficar de pé<br />Capacidadescognitivasintactas<br />Incurável<br />Fatal – normalmenteprovocafalharespiratória<br />60% dos pacientessobrevive entre 2 a 5 anosapós a detecção<br />Apenas 10% dos casossãogenéticos<br />
    4. 4. Doença de Creutzfeldt-Jakob<br />Perda de memória<br />Tremores<br />Marchadescoordenada<br />Ataquesepilépticos<br />Miocloniasdispersas<br />Demência<br />
    5. 5. Fatal após um períodomédio de 6 meses<br />Causadaporpriões– proteínasinfecciosasque se acumulamnosneurónios, causando a suamorte.<br />Pode ser de origem:<br /><ul><li>Hereditária
    6. 6. Esporádica
    7. 7. Infecciosa</li></ul>Tribo de Papua Nova Guiné<br />Nova variantedadoença<br />
    8. 8. Doença do Machado-Joseph<br />Doençahereditária<br />Ataxia progressiva<br />Marcha<br />Fala<br />Mãos<br />Podeocorrerlimitação do movimento ocular.<br />
    9. 9. Atrofia:<br /><ul><li>Lobos frontais
    10. 10. Lobos temporais
    11. 11. Globopálido
    12. 12. Ponte cerebral</li></ul>Doençaproviniente dos Açores<br />Tambémexisteemfamíliasjaponesas<br />
    13. 13. Incidência das doenças neurodegenerativas:<br /><ul><li>Alzheimer:em Portugal há cerca de 60 mil casos.
    14. 14. Parkinson: entre 85 a 187 casos em 100.000 habitantes. Pensa que em Portugal existam 12.000 pessoas afectadas.
    15. 15. Huntington:mais comum em povos com descendência europeia - existem 30 000 pessoas com a doença e 150 000 em riscos, nos EUA.</li></li></ul><li>O quetêmemcomum?<br />Crónicas<br />Progressivas<br />Causammorte neuronal<br />Causa:<br /><ul><li>Genética
    16. 16. Infecciosa
    17. 17. Idiopática</li></li></ul><li>Alteração do processamento de umaproteína<br />Classificadassegundooquadroclínico<br />segundoodefeito molecular<br />Das hereditárias, a maioriatransmite-se de forma autossómicadominante<br />Progressãogeralmentelenta<br />
    18. 18. Estruturascerebraismaisafectadas:<br /><ul><li>Córtex frontal </li></ul>cogniçãoeregulação das emoções<br /><ul><li>Córtex motor</li></ul>motricidadeeequilíbrio<br /><ul><li>Hipocampo</li></ul>memóriacurtoprazolongoprazo<br /><ul><li>Amígdala</li></ul>sistemalímbico<br />Lobos <br />Temporais<br />
    19. 19. Prevenção - alimentação<br />Ovos – ricosemcolina<br />Ómega 3 – salmão, atum, bacalhau, etc<br />Betacaroteno –vegetais<br />Vitamina C – frutascítricas<br />Café – antioxidanteseestimulantes (cafeína)<br />Vitamina D – sol eóleo de fígado de bacalhau<br />Carne – aminasheterocíclicas<br />
    20. 20. Prevenção:<br />Estimulaçãodaactividadeneurológica<br /><ul><li>Utilizarmãoopostaparaescrever
    21. 21. Jogos
    22. 22. Apertaratacadores de olhosfechados
    23. 23. Ouvirmúsicadurante o estudo
    24. 24. Exercíciofísico</li></ul>Stress<br />
    25. 25. Terapia:<br />Terapiaocupacional<br /><ul><li>Actividadesseleccionadasemfunção das capacidades do paciente
    26. 26. Orientaroscuidadores
    27. 27. Amenizarossintomascognitivosefuncionais
    28. 28. Restauraralgumasfunçõesperdidas</li></ul>Actividadefísica<br />
    29. 29. Fonoaudiologia<br /><ul><li>Distúrbios de fala, alimentaçãoelinguagem
    30. 30. Exercíciosrespiratórios
    31. 31. Exercícios de deglutição</li></ul>Musicoterapia<br /><ul><li>Estimulação de memórias
    32. 32. Interacção com a realidade
    33. 33. Oportunidade de convívio social
    34. 34. Gratificação</li></li></ul><li>Tecnologias de diagnóstico<br />TAC– tomografiacomputorizada<br />RNM – ressonância nuclear magnética<br />
    35. 35. SPECT<br />PET<br />
    36. 36. AnatomiaPatológica<br /><ul><li>Biópsia cerebral
    37. 37. Autópsia</li></ul>Electroencefalograma<br /><ul><li>Actividadeelétrica no cérebro</li></ul>Electromiograma<br /><ul><li>Actividadeeléctricanosnervoscranianoseraquidianos</li></li></ul><li>Possíveistratamentos:<br />Sálvia – extractos com capacidade de inibir a acetilcolinesterase<br />subida dos níveis de acetilcolina<br />Cafeína– reduzníveis de proteínaamilóide<br />responsávelpelaformação de placasamilóides<br />
    38. 38. Insulina – protegeosneurónios de proteínastóxicas<br />Interferência de RNA <br /><ul><li>silenciao gene mutado
    39. 39. possívelcuradadoença Machado-Joseph</li></ul>Terapiagénica<br /><ul><li>Introdução de genes codificadoresdasíntese de dopamina</li></ul>melhoria dos sintomasparkinsonianos<br />
    40. 40. FIM<br />Trabalho realizado por: <br /><ul><li>Ana Isabel Vila-Santa
    41. 41. Carolina Almeida
    42. 42. João Porto
    43. 43. Mariana Santos
    44. 44. Vera Caldeira</li></ul>http://www.youtube.com/watch?v=Fph3bbcXSMk<br />

    ×