Complexo de dança Guarulhos

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Monografia apresentada ao curso de Arquitetura e Urbanismo, como requisito parcial para conclusão da disciplina Trabalho Final de Graduação.

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Complexo de dança Guarulhos

  1. 1. 1 Eu danço Você dança Nós dançamos Nathéssia Marques
  2. 2. 2
  3. 3. 3 Monografia apresentada ao curso de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade Bandeirante de São Paulo, como requisito parcial para conclusão da disciplina Trabalho Final de Graduação, sob a orien- tação do professor mestre Adhemar Carlos Pala. Eu danço Você dança Nós dançamos Dezembro de 2013 Trabalho Final de Graduação Nathéssia Luzia Marques Temóteo
  4. 4. 4 Aos meus pais em reconhecimento por todo esforço, confiança, pelo apoio in- condicional , pelo carinho e por serem simplesmente meus maiores exemplos de amor e dedicação. À minha irmã, pelas horas de descontração, risadas e com- preensão. Aos meus amigos, pessoas tão queridas que estiveram sempre comigo. 4
  5. 5. 5 Agradecimentos Agradeço primeiramente à Deus. Ao meu orientador Professor Pala pelos escla- recimentos, conselhos, broncas e por acreditar em meu trabalho. À minha ami- ga querida, Tatiane Santos, por esses anos de convívio, apoio, trabalhos, risa- das, desabafos, conselhos e por acompanhar uma etapa tão importante em minha vida, amo você. Ao meu “LAR” por ser a ponte que me levou à este tema tão fascinante, apoiando direta ou indiretamente, entenderam meus “nãos” devi- do à falta de tempo, mas que sempre estiveram em meu pensamento. Obrigada à todos que de alguma forma contribuíram para o desenvolvimento deste trabalho. 5
  6. 6. 6
  7. 7. 7 “Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível , criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual . A curva que en- contro nas montanhas do meu País, no curso sinu- oso dos seus rios, nas ondas do mar, nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida. De curvas é fei- to todo o Universo - o Universo curvo de Einstein .” Oscar Niemeyer
  8. 8. 8 Este trabalho faz um breve resumo sobre a dança, suas origens, características e benefícios, com o enfoque teórico obtidoatravésdeartigos,livroseprojetos sobre otema.Nodecorrerdotrabalhoserãoapresentadosestudosdecaso, ondeforamanalisadososrecursosusadosdesdeaconcepçãoàexecuçãodosprojetos.Aconclusãodetodaapesqui- sa resultou em um projeto que tem como objetivo a criação de um espaço para o aperfeiçoamento da dança, que auxi- liará a cidade e sua população em termos sociais, econômicos e culturais, promovendo sua evolução como um todo. Arquitetura, dança, complexo, acessibilidade, inclusão. RESUMO PALAVRAS-CHAVE
  9. 9. 9 Architecture, dance, complex, accessibility, inclusion. This project is a brief summary of the dance, its origins, characteristics and benefits, with the theoretical ap- proach obtained through articles, books and projects on the subject. As the project will be presented case studies, which analyzed the resources used from design to project execution. The conclusion of all the re- search resulted in a project that aims to create a space for the betterment of the dance, which will help the city and its people in terms of social, economic and cultural aspects, promoting its evolution as a whole. KEYWORDS ABSTRACT
  10. 10. 10 Sumário Por que dançar? 15 Objetivos e Justificativas 37 Estudos de Caso 41 Guarulhos História e Lugar O Complexo de Dança 123 107 Primeiros passos 16 Liberdade nos movimentos 22 Direto das ruas 24 Pés no salão 26 Uma dança que revoluciona 28 Pelo mundo 30 O normal é ser diferente 34 Por que eu danço? 38 Zagreb Dance Center / 3lhd 42 The National Ballet School / Kpmb Architects 54 Saint-Nazaire Teatro / K-Arquiteturas 62 Praça Das Artes / Brasil Arquitetura 72 Sala São Paulo – Estação Júlio Prestes 84 No Princípio 108 Aspectos Geográficos 113 Área de Intervenção 116 Falando de Cecap Concepção 125 120 Legislação Projeto Final 126 121 Centro De Artes E Educação Dos Pimentas/ Biselli + Katchborian Arquitetos 96
  11. 11. 1111 Bibliografia 140 139Considera;óes FInais
  12. 12. 12 Introdução Apesar de não ser obvio, a arte está presente em todos os momentos de nossas vidas, desde o momento em que nos levantamos até o ultimo instante do nosso dia. A dança é uma forma de expressão que faz com aperfeiçoemos nossa coordenação motora, os movimentos transportam nossas sensações e nosso estado de espirito, podendo ajudar e facilitar a maneira com que transpomos certos obstácu- los. A oportunidade de educar através da arte, possibilita uma melhor compreensão de si mesmo e dos outros no mundo, criando uma perspectiva intercultural . A intenção de unir dança à educação possibilita a união da sociedade em prol do seu desenvolvimento cultural , promovendo a inclusão social de classes menos favorecidas, oportunizando lazer e atividades extracurriculares. Está pes- quisa procurou subsidios para elaboração de um projeto arquitetônico destinado a contemplação do estudo e prática da dança. O complexo contará com espaços destinados ao desenvolvimento de atividades aqui estudadas e relacionadas. A dança transformará este complexo em um centro de formação de seres mais de- senvolvidos, trabalhando os movimentos, percepção e interpretação através da arte do corpo, sua qualidade arquitetônica possui responsabilidade perante o bom desenvolvimento das atividades propostas, sendo elemento aglutinador e socializador.
  13. 13. 13
  14. 14. 14
  15. 15. 15 Por que dançar? “A dança faz parte da natureza humana por ser uma de suas manifestações instin- tivas e, tem por base as manifestações bio- lógicas dos animais e dos seres humanos, uma vez que os movi- mentos são dirigidos pela pulsação e respiração.” Poliana Dutra Toneli
  16. 16. 16 Por que dançar? Dança: sf (de dançar) 1 Ato ou efeito de dançar. 2 Baile. 3 Sequência de movimentos estereotipados, mais ou menos rítmicos, executados habitualmente por um animal em resposta a um estímulo particular (p ex: a dança de cortejo de certas aves ou a dança da colheita das abelhas). Fonte: Dicionário Michaelis “Desde que existe o homem, existe a dança”. Através de figuras dançantes gravadas em cavernas foi possível observar que a dança pré-histórica era utilizada como ritual sagrado para pedir chuvas, fertilidade, cura para as doenças, home- nagear deuses e como ritual social .” Pintura rupestre de Lérida, Espanha, uma das mais antigas encontradas, cerca de 8300 mil anos a.C., que representa uma dança num ritual de fertilidade. Fonte: http://www.arte.seed. pr.gov.br/modules/galeria/detalhe. php?foto=293&evento=1 “A imagem da acrobata é uma figura bastante conhe- cida no Egito Antigo, e mostra a dançarina usando apenas uma faixa na cintura fazendo uma performan- ce bastante complicada. A dança era versátil e, além dos movimentos costumeiros, também incorporava acrobacias complicadas. Essas danças acrobáticas eram realizadas com menor frequência e mostrava as habilidades de uma dançarina.” A acrobata Fonte: http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/galeria/ detalhe.php?foto=2&evento=1
  17. 17. 17 Assim como Egito e Índia, a Grécia sempre integrou ritu- ais religiosos, mesmo antes de fazer parte das manifesta- ções teatrais. Entre eles era muito valorizada, buscavam a harmonia entre o corpo e espírito, adquirindo graça ao esporte e à dança. O cotidiano do povo grego era infestado de danças. Dan- çavam em ocasiões de nascimentos, passagem de efe- bos para cidadãos, núpcias, banquetes e outros. As crianças eram educadas para a guerra e acredita- vam que a dança contribuía para o equilíbrio da mente e o aprimoramento do espírito, como também lhes daria a agilidade necessária para vida militar. Em Roma, inicialmente a dança era praticada como rito religioso, frequentemente de origem agrária. Posterior- mente as danças voltaram-se para as formas sensuais, em homenagem ao deus Baco (deus do vinho), dança- vam em festas bacanais. Durante a Idade Média, chamada de “idade das trevas” pelos humanistas do Renascimento, foi para a dança um período contraditório. Como a igreja torna-se autoridade constituída, as manifestações corporais foram proibidas, uma vez que a dança foi vinculada ao pecado. Teatros fo- ram fechados e eram usados apenas para manifestações e festas religiosas. No Renascimento, na França e Itália o movimento denomi- nado de Renascimento na França e Quattrocento na Itália foi responsável pelo desligamento da arte com a igreja e pelo desenvolvimento de uma sociedade que valorizava a arte. A burguesia crescia aos poucos, mostrando o surgi- mento de uma classe revolucionária, buscavam a “arte de viver com elegância”. Começaram os estudos e desenvolvimento das artes, com intercâmbios entre países, diversificando os movimentos. A dança de corte chegava a uma nova fase, em que os participantes tinham que saber, além da métrica, passos . Dançarinos arcaicos em vaso pintado. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_da_ Gr%C3%A9cia_Antiga A dança inspirava a arte no renascimento e nos séculos seguintes Edgar Degas - Exame de Dança Fonte: http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_ novo/paginas/historia.asp
  18. 18. 18 As danças nas cortes começaram a ser executadas sem- pre da mesma forma, como coreografias, onde devia ser aprendida por todos os nobres. Possuíam diversos no- mes  como o Pás de Brébant e o Bransle franceses, o Canário, a Chacona e a Passacale vindos da Espanha, e a Pavana, o Pazzo mezzo e a Volta italianas. Essa últi- ma, a Volta, era considerada uma dança imoral, porque os cavalheiros seguravam as damas proximamente de seus corpos, giravam sobre si mesmos fazendo-as saltarem, numa espécie de carregada. Com esse movimento, as longas saias levantavam-se e mostravam parte dos torno- zelos. Os balés de corte surgiram na França em 1600 e se espalharam pelas cortes de toda a Europa. Na segunda metade do século XVI uma grande quantidade de proble- mas na sucessão dos reis da França, brigas e guerras entre as famílias dos nobres geraram a necessidade de se reafirmar o poder real. O ballet se tornou, então, um meio privilegiado de propaganda, e após a consolidação do reinado de Luís XIV, era dançado como uma cerimônia de adulação ao Rei. Aliás, Luís XIV era um apaixonado pela dança. Praticou desde pequeno, às vezes até preocupando os respon- sáveis por sua educação porque ele não se interessava por mais nada. Incentivou a dança durante todo o seu rei- nado, e não só compôs um ballet inteiro como participou como ator de muitos, e, a título de curiosidade, preferia os papéis de “grotescos mal vestidos” e de mulheres. O século VII foi marcado como o século do balé, pois é transferido dos grandes salões para os palcos, provocan- do mudanças na maneira de se apresentar, surgindo as- sim, os espetáculos de dança. Em 1661 foi fundado por Luís XIV a Academia Real de Dança, antes mesmo da Academia de Letras (1663) e de Ciências (1666). A academia tinha função de preservar a dança em sua qualidade técnica. Nenhum balé poderia ser apresentado na Corte ou fora dela antes de ser avalia- do pelos acadêmicos. A academia não foi totalmente levada à sério nem mesmo pelos seus próprios membros, de forma que não cumpriu sua missão e foi fechada em 1780. A Academia Real foi responsável pelo aprimoramento técnico da dança, porém contribuiu regularmente para a monotonia, com o apego ao movimento e esquecimento da emoção. A partir desses pequenos avanços surgiu a dança acadê- mica, a técnica clássica definida, que é a mesma técnica que usamos hoje, apesar das mudanças e influências so- fridas nos dias atuais. A Academia Real foi responsável pelo aprimoramento técnico da dança, porém contribuiu regularmente para a monotonia, com o apego ao movimento e esquecimento da emoção. A partir desses pequenos avanços surgiu a dança acadê- mica, a técnica clássica definida, que é a mesma técnica que usamos hoje, apesar das mudanças e influências so- fridas nos dias atuais. Óleo sobre tela Edgar Degas Fonte: http://cristyflor-balletclassico.blogspot.com. br/2011/07/resumo-da-historia-do-ballet.html “Os ideais da bailarina romântica, sublime, provocaram uma grande modificação da técnica de dança, introduzindo as sapati- lhas de ponta. As roupas ficaram mais leves, o que permitiu a ilusão do etéreo da figura feminina e facilitou a fluidez dos movimentos”. Rosana van Langendonck
  19. 19. 19 Um dos principais nomes da reforma é Jean Georges Noverre, ficou conhecido por sua insatisfação com as re- gras da dança. Libretista (que constrói o libreto, a história da peça), historiador, e, principalmente, crítico. Para ele, qualquer manifestação artística servia para imitar a vida real, e por isso a dança deveria ser uma forma de se ex- pressar com o corpo as intempéries da alma. Apesar da dança clássica ainda ser utilizada, a dança mo- derna conseguiu aos poucos seu lugar. Nasceu nos Estados Unidos, até hoje é um produto tipi- camente americano, foi fruto de novos pensamentos e crenças criando discípulos e se multiplicando vertigino- samente. Grandes nomes sugiram como Isadora Dun- can, Martha Graham que trouxeram novas sugestões se- guindo determinadas técnicas, porém usufruindo de uma maior liberdade para a escolha dos movimentos.A expressão e valorização do rosto na dança atual são decorrentes dos ideais dos reformistas. Fonte: http://www.centroartisticodedanca.com.br/site_ novo/paginas/historia.asp O “teórico” da dança moderna é François Delsarte, e o conjunto de suas ideias é conhecido como Delsartismo. Quando jovem, no início do século XIX, Delsarte foi inse- rido no meio da arte mas nunca foi considerado um artista brilhante. Por isso, muito cedo encerrou sua carreira, e culpou seus mestres pelo seu fracasso. Delsarte achava que a técnica deveria ser ensinada de forma adaptada a cada organismo, a cada pessoa e suas limitações. É assim que ele começa a estudar a relação entre a voz, o movimento, a expressão e a emoção do ser humano, co- meçando primeiramente a se dedicar aos ramos artísticos que conhecia, como o canto e as artes plásticas, e mais tarde se interessou pela dança. Segundo Rosana van Langendonck, o que separa o clás- sico do moderno não é simplesmente a técnica, mas, também, o pensamento que norteou sua elaboração. No final do século XIV o balé era considerado a única forma de arte. Alguns artistas então começam a desafiar os pa- drões estabelecidos e a inventar novas formas de expres- são corporal. Martha Graham (1893 – 1991), coreógrafa, professora e bailarina. Fonte: http://danceeaprenda.blogspot.com.br/2011/05/ martha-graham-1893-1991-coreografa.html
  20. 20. 2020 Fonte: http://pinterest.com
  21. 21. 21 21Fonte: http://pinterest.com
  22. 22. 22 Liberdade nos movimentos A dança Jazz, utiliza-se de elementos como transferên- cia, locomoções, giros, saltos e quedas. Além de técnicas de movimentação adquiridas ao longo de seu desenvolvi- mentos histórico. Ela é Resultado de uma fusão de influências e relações que prosperaram os territórios americanos no século XVII, a cultura do Jazz está diretamente ligada à África, tratando-se tanto da música quanto da dança, onde não se eram considerados espetáculos, mas sim formas de diversão. Tal manifestação ficou sendo considerada uni- camente vinda dos escravos das plantações de algodão e tabaco, que apreciavam ritmos e bailes africanos com ma- nifestações de origem religiosa, dançando para a chuva, celebrando nascimentos, pedindo fecundidade. As danças serviam como narração de histórias, aventuras ou contemplações do próprio cotidiano. O comércio de escravos em torno de 1619, foi o grande difusor dessa cultura africana entre os países da Europa e América do Norte. Durante o trajeto dos navios, diferentes tribos se encontravam e acabavam misturando costumes, quando os navios chegavam ao seu destino demonstra- vam sua força e saúde através da dança. “Como as leis de escravidão proibiam os negros de to- carem seus tambores eles utilizavam instrumentos de danças folclóricas brancas, além das próprias mãos e pés para marcar o ritmo e o tempo de suas danças, na tenta- tiva de manter vivas as suas tradições. Após tornarem-se livres os escravos resgataram ainda mais suas danças, músicas, costumes e tradições (STEARNS,1968).”  O desenvolvimento da história apresenta duas vertentes relacionadas à origem da dança jazz. A primeira vem através das danças de salão que se de- senvolveram em teatros e salões de dança , tudo era novo e em grande quantidade que não se podia nomear, então dava-se o nome de jazz. Haviam também casas só para negros, onde podiam dançar livremente, eram locais sa- grados de celebração da liberdade. 22 Fonte: http://pinterest.com A segunda se origina no início do século XIX, nas planta- ções onde ocorriam grandes festivais envolvendo as dan- ças, com negros já mestiços norte-americanos. Com o crescimento da cidade a indústria do entreteni- mento também se expandiu. Na metade do século XIX surge o café-concerto ou concert salloon, que promovia espetáculos para o público. Ao decorrer do tempo, a ideia de espetáculo foi ficando mais refinada, passando a ser apresentados em teatros, para que toda a população ti- vesse acesso. Ganhou seu espaço na Broadway lenta- mente, considerado o maior centro cultural dos Estados Unidos no final do século XIX, o jazz foi criticado e taxado de “grotesco” e “vulgar”, principalmente ao que se refe- ria aos movimentos de quadris, porém o público torna-se cada vez mais assíduo e quanto mais vulgar era conside- rado maior era sua audiência. Em 1920, o termo jazz-dance começa a ser utilizado, po- rém o processo de transformação da dança jazz só se inicia por volta da década de 50, com outras denomina- ções como estilo livre, novo estilo, comédia musical. Pos- teriormente a dança jazz estabelece-se como modalidade de dança, sendo incluída em toda grade de escolas de dança, centros culturais e academias.
  23. 23. 23 23Fonte: http://pinterest.com
  24. 24. 24 A dança de rua surge com os negros das metrópoles ame- ricanas. As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise econômica, onde músicos e dançarinos de cabarés se viram desempregados e obrigados a levar seus shows para as ruas. Segundo Patrícia Lauxen, ela surgiu não só como forma de expressão cultural, pois re- tratava a vida cotidiana e os problemas enfrentados por negros e moradores das periferias, mas também como meio de sobrevivência para estes músicos e dançarinos, que encontraram na dança uma forma de serem recompensados financeiramente. O Street Dance é um dos pilares fundamentais do mo- vimento Hip-Hop que é composto pelo rap, DJ, escrita e grafite. Surgiu em meio as grandes metrópoles america- nas. Há quem diga que sua origem venha dos antigos escra- vos jamaicanos devido à semelhança do gingado com a capoeira e o axé. Porém, os indícios de sua originalida- de e expansão surgem na década de 70, em Nova York, USA, usado inicialmente por jovens como manifestação popular para não entrar em gangues de ruas. Na década de 80 surge o breaking como uma nova ver- tente, sendo uma das mais rápidas a se disseminar, tendo como seu principal percursos Michael Jackson. Durante esse período, vários estilos foram criados, cada um com sua característica específica como: Locking, Po- pping, Boogaloo B-Boying ou B-Girling (Breaking):Freestyle, New Style Dance, O cramp e House Dance No Brasil, os primeiros indícios de dança de rua se dão por volta de 1982, por manifestações de dançarinos ama- dores, porém apensas em 1991 se tem registros desta prática com o surgimento de grupos de dança específicos juntamente com locais destinados ao desenvolvimento dessa expressão artística. Hoje, a dança de rua alcança cada vez mais espaço, tendo como característica marcante a liberdade de movimento, expressão e comunicação, havendo espaço aberto para criatividade. Direto das ruas 24 Fonte: http://pinterest.com Também tem sido grande instrumento na formação de crianças, jovens e adolescentes, onde o dançarino é es- timulado à entregar-se e a expressar seus sentimentos e anseios através dos movimentos de seu corpo.
  25. 25. 25 25Fonte: http://pinterest.com
  26. 26. 26 Pés no salão A dança de salão é um exemplo de dança popular conhe- cida tambpem como dança de sociedade ou dança social. Surgiu na Europa, no Renascimento, dentre os séculos XV e XVI, tornando-se uma forma de lazer apreciada tan- to em meio aos salões da nobreza, quanto pelo povo em geral. No inicio as danças não eram realizadas a dois, mas sim, em grupos formando filas de pares de dançarinos, que dependiam uns dos outros para suas evoluções. A valsa foi a responsável por colocar damas e cavalheiros dançando em par, vinda da Áustria e Alemanha chega à Paris no final do século XVIII, tornando-se vicio nos sa- lões no século seguinte. A valsa de polca também fez sucesso no final do sécu- lo XIX, surgindo na Boêmia em 1830 como uma dança rústica, se transformando em dança de salão sete anos depois. O século XIX é considerado o apogeu das danças de salão, devido a popularização e o desenvolvimento al- cançado pela mesma. Já no século XX, uma nova era se inicia para a dança, A influência de ritmos americanos como o jazz, adaptan- do “o cakewalk – uma forma afro-americana de música e dança – os movimentos de giros da valsa e da polca foram trocados por movimentos de “(...) deslocamentos para frente e para trás” característicos, atualmente, de danças como o bolero e o chachachá. Em 1910, o maxixe que é a primeira dança brasileira que deu origem ao samba de gafieira, chega aos Estados Unidos e a Europa, alcançando grande sucesso. Durante os anos 20, surgem as primeiras competições de salão, assim surge a necessidade de padronizar os pas- sos, figurinos e critérios de avaliação. A partir daí surge o Ballroom Dancing ou Dança Esportiva, uma forma competitiva da Dança de Salão que atualmente está muito em voga na Europa e Estados Unidos e prestes a se tornar modalida- de olímpica. Dentre as décadas de 30 e 50 se popularizam as danças latinas como o mambo e a rumba, posteriormente, na dé- cada de 40 que o tango argentino é considerado dança de salão. 26 Fonte: http://pinterest.com Nos anos 50 explode o Rock and Roll, uma dança dife- rente das praticadas até o momento, pois apesar de ser dançados com pares, os casais não dançavam enlaçados e sim de uma forma mais solta. Por volta dos anos 70, as discotecas tiveram seu auge, fazendo com que alguns estilos perdessem sua popularidade que só não foi maior porque houve uma grade contribuição da mídia para es- timular os jovens a continuar dançando a dois nas pistas de discotecas. A mídia sempre contribuiu para o desenvolvimento da Dança de Salão. Um exemplo é o filme “Dirty Dancing” de 1987, que relan- çou o mambo, fazendo-o cair nas graças dos jovens e se tornar a dança da moda. De 1990 até os dias atuais vários outros filmes referentes à Dança Social fizeram sucesso, entre eles “Dirty Dancing 2”, “Shall we Dance” (Dança Co- migo) e o mais recente “Take the Lead” (Vem Dançar).
  27. 27. 27 “Não só de filmes se fez o aparecimento da dança na mí- dia. Reportagens, revistas e jornais especializados, pro- gramas de TV, como o “Dancing with the Stars” (Dançan- do com as Estrelas) – criado pelos americanos e copiado por vários países, inclusive o Brasil – foram e ainda são personagens importantes na crescente popularidade da Dança Social.“ Mesmo tendo passado por altos e baixos, sofrendo proi- bições, preconceitos, muitas vezes taxada de “brega” ou “coisa de velho” e considerada apenas modismo. A rique- za da dança a dois está em sua diversidade, englobando vários ritmos é uma atividade sem preconceitos, podendo ser praticada por ambos os sexos, idade, cor, raça, reli- gião e níveis sociais. A todo tempo surgem novos ritmos, novas formas, podendo cada vez mais representar carac- terísticas culturais populares, assim como o tango na Ar- gentina, o samba no Brasil e a salsa em Cuba. Não é a toa seu crescimento e o aumento do público no decorrer do tempo, com maior procura nas academias, escolas especializadas no assunto e maior frequência na mídia, fatores que comprovam seu atual desenvolvimen- to. 27Fonte: http://pinterest.com
  28. 28. 28 Uma dança que revoluciona A dança contemporânea surge em meio a um período de revolução e de novas visões nas formas em que se con- cebem as danças para a sociedade. “Garaudy (1980) chama de “Nova Dança” o movimento que surgiu a partir de Alwin Nikolais e Merce Cunningham, os quais se propunham a contrapor os fins e meios da Dança Moderna. O termo é designado em analogia a outros movimentos de Arte, como o do Novo Romance, Novo Teatro e Novo Cinema, todos advindos do pós-modernismo. Podemos notar que o que Garaudy chama de Nova Dança são de fato as primeiras ideias e pressupostos da Dança Contemporâ- nea.” Fonte: http://www.cpgls.ucg.br/7mostra/Artigos/ SAUDE%20E%20BIOLOGICAS/DAN%C3%87A%20 CONTEMPOR%C3%82NEA%20CONFLITOS%20E%20 APROXIMA%C3%87%C3%95ES.pdf Durante as décadas de 50 e 60, a nova dança surge em contraposição das expressões dramáticas das emoções e paixões vindas da dança moderna. Não se queria mais estar presos ao balé clássico nem aos seus movimentos imutáveis. Também não queriam aceitar o propósito da dança moderna de viver intensamente as promessas do mundo moderno. A dança não precisava mais de significado, sentimento ou emoção, apenas era celebrado o movimento sem qual- quer motivação inicial que não seja o simples movimen- tar. Merce Cunninghan diz que: “a dança pode ser sobre qualquer coisa, mas é fundamentalmente e primeiramen- te sobre o corpo humano e seus movimentos...” (BANES, 1980, p.6, tradução nossa). Outra característica da dança contemporânea refere-se ao abandono do palco convencional, dando lugar a di- ferentes opções cênicas, aliados a processos de experi- mentação e improvisação utilizados intensamente. A independência de música, figurino, cenário e iluminação também começa a surgir. Outro aspecto marcante em sua trajetória, diferente do balé clássico e da dança moderna que exigem corpos longilíneos e alongados, a dança contemporânea, princi- palmente na década de 60, começa a ser praticada por pessoas fora desse estereótipo. “[...] no limite, qualquer um podia ser bailarino, e a dan- ça deixava de atrelasse a uma escola para pertencer ao corpo de quem estivesse se movimentando.” (STUART, 1999, p. 199). Fonte: http://www.cpgls.ucg.br/7mostra/Arti- gos/SAUDE%20E%20BIOLOGICAS/DAN%C3%87A%20 CONTEMPOR%C3%82NEA%20CONFLITOS%20E%20 APROXIMA%C3%87%C3%95ES.pdf Durante as décadas de 70 e 80, ocorreu a substituição de bailarinos leigos por altamente técnicos e a falta de repertório fixo pela grande estruturação dos espetácu- los. As técnicas de butoh, teatro, mímica, acrobacia, esgrima, canto e um número imenso de estratégias para enriquecer os espetáculos foram incrementadas à dança. Atualmente ainda se é muito discutido o que de fato significa a dança contemporânea, segundo Ana Maria de São José, professora e pesquisadora do curso de Dança da Universidade Federal de Sergipe, define-se como: [...] não existe apenas um conceito que possa dar con- ta da complexidade da dança contemporânea, não existe apenas um caminho para se pensar a dança que é realizada na contemporaneidade, não existe apenas uma dança contemporânea por se tratar de construções coreográficas diversas, prove- nientes de lugares e culturas diferenciadas, etc. Assim o tema dança contemporânea sempre gera discussões, dúvidas, conflitos e questionamentos (JOSÉ, 2011, p. 2; 3). 28 Fonte: http://pinterest.com
  29. 29. 29 O bailarino contemporâneo não se limita apenas ao apren- dizado da técnica como referência, mas sim a uma vivên- cia de experiências e técnicas espalhadas através de uma Cultura Coreográfica. “[...] é a descoberta de diversas técnicas, estilos, movi- mentações e criações permitindo que o próprio intérprete internalize cada sen- sação e movimento do seu corpo. [...]”Entrevistado 13. Fonte: http://www.cpgls.ucg.br/7mostra/Artigos/ SAUDE%20E%20BIOLOGICAS/DAN%C3%87A%20 CONTEMPOR%C3%82NEA%20CONFLITOS%20E%20 APROXIMA%C3%87%C3%95ES.pdf 29Fonte: http://pinterest.com
  30. 30. 30 Pelo Mundo A Escola de dança da Ópera de Paris é a mais antiga do mundo ocidental, completando 300 anos em 2013. É conhecida por sua exigência e rigor, fazendo uma das escolas mais conceituadas no mundo do balé clássico. Sua história começa com Luís XIV na França que fundou 1661 a Academia Real de Dança e em 1713 a escola da Academia. A escola mantém até hoje o objetivo de formar bons bai- larinos e para fazer parte da companhia é preciso fazer muito esforço e dedicação. Fonte: http://noticias.sapo.pt/fotos/escola-de-danca-da-opera-de-paris- completa-300-anos_384800/5167d4efa46faeed6e001b3c/# Fonte: http://pinterest.com
  31. 31. 31 Desde 1776, O Bolshoi Ballet Academy é uma das mais tradicionais escolas de balé do mundo. Alunos que fre- quentaram esta escola estão espalhados pelo mundo considerados grandes bailarinos como Polyna Seminova, Maya Plisetskaya, uma das duas únicas bailarinas russas que recebeu o conceituado título de “primeira bailarina as- soluta”.  Fonte: http://pinterest.com Fonte: http://pinterest.com
  32. 32. 32 Foi fundado em 1968 com o nome de Corpo de Balé Municipal e tinha como objetivo acompanhar as óperas do Teatro Municipal e se apresentar com obras de repertório clássico. Desde 2001 a atuação do Balé da Cidade se estende a programas de formação de plateia e ações culturais paralelas. Sua história, rigor e padrão técnico de sua equipe artística, atraem os mais importantes coreógrafos nacionais e internacionais afim de criar para a companhia. Fonte: http://pinterest.com
  33. 33. 33 Fundada em 2003, pela então bailarina Tati Sanchis. A Casa da Dança Tati Sanchis fica situada em São Paulo, oferecendo aulas de hip hop, house dance, videodance, dancefusion, popping, locking, breaking, waacking, stiletto, femme fusion, krumping, jazz, ballet clássico, tap (sapateado america- no), dança contemporânea. Possui uma infraestrutura capaz de atender às necessidades dos alunos e frequentadores. Fonte: http://www.casadadanca.com.br/
  34. 34. 34 O normal é ser diferente Já sabemos dos benefícios ocasionados com o contato com a dança. Todas essas vantagens também não deixa- riam de beneficiar àqueles que se veem limitados de al- guma forma, mas quando pensamos em dançarinos com algum tipo de deficiência nos vemos em meio a mesma questão: Como é possível? Acredita-se que desde as mais remotas civilizações, os povos buscam diversas formas de atividades para elimi- nar dores e melhorar o rendimento da população. O reconhecimento do movimento como expressão das di- nâmicas corporalmente, como percurso Moebiano entre a experiência visível e a invisível, e a compreensão do movimento como parte visível do pensamento, aglutina os elementos do discurso e cria formas dinâmicas, onde estabilidade e mobilidade se alternam, se desafiam e se complementam continuamente (MIRANDA, 2003, p. 39). A dança age no âmbito da deficiência locomotora na me- lhora da saúde física, no que se refere à melhora das capa- cidades físicas e também nas condições organo-funcional (aparelho circulatório, respiratório, digestivo, reprodutor e excretor). Além da melhora na autoestima, independência e melhorando a socialização com as demais pessoas. A dança também beneficia os deficientes visuais. O corpo cego, assim como qualquer outro corpo desenvolve uma história pessoal. Constituído pelo movimento, pensamen- to, emoção, razão, sentimentos e sonhos. O movimento é a primeira forma de linguagem, pois é a primeira condição para que ocorra o pensamento a partir de articulação das ações senso-motoras. O indivíduo cego está limitado à percepção visual, porém suas outras fontes de percepção continuam intactas pos- sibilitando a total aprendizagem. O desenvolvimento senso-motor desenvolve-se no decor- rer da vida, não se restringindo apenas ao período infan- til, sendo um fator importante a prática também na vida adulta. Ela trabalha aspectos que desenvolvem o pensamento, a criatividade, a ideia de tempo e espaço, equilíbrio e postu- ra corporal. As atividades do indivíduo cego portanto, não são mais limitadas e sim processa de maneira diferente devido à ausência de visão. O movimento da dança é adquirido conforme as condi- ções oferecidas que o corpo tem da percepção, estabele- ce relações entre a sensação e o movimento elaborado. Possibilitando a prevenção mental de atos motores com- plexos. A companhia de dança da Associação Baiana de Dança em cadeira de rodas – Cia Rodas no Salão, foi criada em 2002 em Salvador - BA. Tem como objetivo a inclusão social do cadeirante através da dança artística e esporti- va, desenvolvendo atividades que ressaltam o direito de acesso das pessoas com deficiência ao esporte, lazer e à arte. Promove a participação dos seus componentes em campeonatos e mostras de dança nacionais e internacio- nais, seminários, oficinas e cursos para capacitação do grupo e sociedade. A companhia já conquistou diversos títulos adquiridos desde sua formação, dentre eles campeonatos nacionais, internacionais e diversos espetáculos de dança. Fonte: http://www.cbdcr.org.br/cbdcr
  35. 35. 35 O Instituto Fernanda Bianchini foi o pioneiro e atualmente é único a se dedicar ao balé clássico para deficientes vi- suais. Foi desenvolvido pela bailarina e fisioterapeuta Fer- nanda Bianchini Saad. Ela desenvolveu um método onde deficientes visuais aprendessem a dançar balé de forma graciosa e coordenada, como qualquer outro bailarino, ini- ciando o aprendizado pelo toque, o professor repete os movimentos até que o aluno consiga reproduzir apenas com instruções orais. Atualmente é oferecido 10% das vagas a portadores de outras deficiências visando a extensão do programa, além de crianças e adolescentes interessados em trabalhar com inclusão as avessas. A associação tem recebido reconhecimento internacional e constantemente aparece em matérias de jornais e pro- gramas de televisão, apresentada com orgulho no Brasil e exterior. Fonte: http://www.ciafernandabianchini.org.br/
  36. 36. 3636
  37. 37. 37 Objetivos e Justificativas No seguimentofísico, a dança torna as pesso- as mais habilitadas da coordenação visual e motora podendoassim, controlar e orien- tar melhor seu corpo. Na área da percepção, desenvolve os sentidos antes adormecidos. No seguimento social , juntamente com o seguimento f ísico são os desenvolvimentos mais nítidos, pois torna o individuo livre da inibição e timidez, trazendo a opor- tunidade de aproximação e comunicação com outras pessoas. A dança desenvolve os campos da criação, da estética, da moral , e da psicologia, entre outros. Fonte: Aspectos desenvolvidos pela Dança, Luciana Mayumi Kussuda
  38. 38. 38 A proposta de um complexo de dança em Gua- rulhos vem devido à necessidade de políticas culturais para a cidade, transformando o espa- ço escolhido em um foco irradiador de quali- dade para seu entorno e automaticamente para toda a cidade. Apesar dos últimos investimentos feitos neste âmbito cultural em prol da cidade, ainda percebe-se a necessidade de programas e locais mais específicos que contribuam ampla- mente nas questões culturais e artísticas. Ao ter contato com esse “universo dançante”, percebi que existe uma certa potencialidade nesta questão, porém a falta de investimen- to municipal prejudica toda essa capacidade artística local . As pequenas e poucas escolas e companhias que existem são pagas, impossibi- litando frequentadores da classe mais baixa que gostariam de fazer ou conhecer tal atividade artística. Além disso, constata-se um grande abismo quando se trata das questões relacionadas à alguma deficiência, seja ela f ísica, visual ou intelectual . A cidade não possui um progra- ma que tenha porte suficiente para atender essa população, muito menos programas de inclusão social . Este trabalho final de graduação tem o objetivo de proporcionar um novo local para a prática de atividades relacionadas à dança. Com o propósito de abranger todas as classes so- ciais e incluir projetos capazes de atender ao deficiente f ísico, visual e intelectual . Busca-se como ponto principal uma inclusão social que proporcione uma nova ligação cul- tural , através de um novo espaço com total in- fraestrutura capaz de atender a todos os seus frequentadores. 38 Fonte: http://pinterest.com
  39. 39. 39 39Fonte: http://pinterest.com
  40. 40. 40
  41. 41. 41 Estudos de caso
  42. 42. 42 ZAGREB DANCE CENTRE 3LHD 42 Fonte: http://www.3lhd.com/index.php/en/projects/zagreb-dance-center/gallery/selection
  43. 43. 43 Arquitetos: 3LHD Localização: Zagreb, Croácia Equipe do Projeto: Sasa Begovic, Marko Dabrovic, Ta- tjana Grozdanic Begovic, Silvije Novak, Jarro Jasminka, Zorislav Petric, Zeljko Mohorovic, Dijana Vandekar, Marin Mikelic Cliente: Cidade de Zagreb Área: 1.360 m² Área de Projeto: 1.438 m² Ano de projeto: 2003-2008 Ano de construção: 2005-2009 Fotografias: Sandro Lendler 43Fonte: http://www.3lhd.com/index.php/en/projects/zagreb-dance-center/gallery/selection
  44. 44. 44 As aberturas das novas salas de ci- nema Moviplex levaram à extinção as antigas salas de cinema do centro da cidade de Zagreb, Croácia. O pro- prietário de um antigo cinema decidiu então , reutilizar o espaço propician- do novas instalações culturais. Neste cenário antigo de cinema foi dado o papel de um novo centro de dança. 44 Fonte: http://www.3lhd.com/index.php/en/projects/zagreb-dance-center/gallery/selection
  45. 45. 4545Fonte: http://www.3lhd.com/index.php/en/projects/zagreb-dance-center/gallery/selection
  46. 46. 46 Com cinquenta anos de cultura na dança contemporânea, Zagreb já pro- duziu mais de quarenta companhias de dança e com a execução do pro- jeto todos ganharam uma nova casa no centro da cidade. O cinema estava localizado em um bloco residencial abandonado a 100 metros da praça principal de Zagreb. O programa foi determinado a partir da área bruta definida pelo plano diretor. O centro de dança abriga inúmeros dança- rinos, coreógrafos, companhias de arte e três estúdios polivalentes (um grande estúdio com 150 lugares e dois estúdios menores), três vestiá- rios, banheiros espaçosos, camarins, sala técnica e administração. Fonte: http://www.3lhd.com/index.php/en/projects/zagreb-dance-center/gallery
  47. 47. 47 y/selection Fonte: http://www.3lhd.com/index.php/en/projects/zagreb-dance-center/gallery/selection
  48. 48. 48 Fonte: http://www.3lhd.com/index.php/en/projects/zagreb-dance-center/gallery/selection
  49. 49. 49 Fonte: http://www.3lhd.com/index.php/en/projects/zagreb-dance-center/gallery/selection
  50. 50. 50 Fonte: http://www.3lhd.com/index.php/en/projects/zagreb-dance-center/gallery/selection
  51. 51. 51 Fonte: http://www.3lhd.com/index.php/en/projects/zagreb-dance-center/gallery/selection
  52. 52. 52 Considerações O Zagreb Dance Centre, é caracterizado como projeto de revitalização, deu-se um novo uso ao que sofria com a degradação do tempo. Foi integrando ao centro toda infra necessária para o conforto e necessidades de seus frequentadores, desde vestiários, estúdios, camarins até a tecnologia necessária para as apresentações. O volume destaca-se por sua forma quebrada, fazendo alusão aos movimentos da dança, além de conversar com todo o entorno predominantemente residencial , apresentando um lobby de entrada marcante com um espaço a serviço da comunicação e reunião da população. Abrigando também um café, biblioteca e loja de vídeo Fonte: http://www.3lhd.com/index.php/en/projects/zagreb-dance-center/gallery/selection
  53. 53. 53 Fonte: http://www.3lhd.com/index.php/en/projects/zagreb-dance-center/gallery/selection
  54. 54. 54 THE NATIONAL BALLET SCHOOL / KPMB ARCHITECTS 54 Fonte: http://www.archdaily.com/134268/the-national-ballet-school-kpmb-architects/
  55. 55. 55 Arquitetos: K-arquiteturas Localização: Saint-Nazaire, FrançaDesign Equipe: Karine Herman, Jérôme Sigwalt, Olivier Jonchè- re, Alexandre Plantady Consultores: Changement à Vue (cenografia), Altia (acústica), Alto (fluidos), Quéfren (estrutura) , Bougon (economista) Orçamento: 16,4 M € de obras, incluindo o imposto Área: 3.900 m² Ano: 2012 Fotografias: Luc Boegly , Patrick Miara 55Fonte: http://www.archdaily.com/134268/the-national-ballet-school-kpmb-architects/
  56. 56. 56 O edifício é composto pelo The Celia Franca Centre e um antigo patrimônio chamado Northfield House, situado no centro da escola. É organizado em uma série de plataformas horizontais organizadas de forma assimétrica em torno do edifício histórico existente ligando-os através de passarelas. Sua composição se dá através do aço, painéis de metal e blocos de concreto, fazendo com que a fachada para a rua torne-se quase transparente. Há um espaço fechado entre Northfield House e o The Celia Franca Centre que cria uma praça para a cidade, o coração da escola. O novo edifício acaba atuando como plano de fundo para as estruturas de alvenaria históricas, minimiza o impacto da paisagem global sobre a massa urbana. 56 Fonte: http://www.archdaily.com/134268/the-national-ballet-school-kpmb-architects/
  57. 57. 57 O edifício é composto pelo The Celia Franca Centre e um an- tigo patrimônio chamado Nor- thfield House, situado no cen- tro da escola. É organizado em uma série de plataformas hori- zontais organizadas de forma assimétrica em torno do edifí- cio histórico existente ligando- os através de passarelas. Sua composição se dá através do aço, painéis de metal e blocos de concreto, fazendo com que a fachada para a rua torne-se quase transparente. Há um es- paço fechado entre Northfield House e o The Celia Franca Centre que cria uma praça para a cidade, o coração da escola. O novo edifício acaba atuando como plano de fundo para as estruturas de alvenaria histó- ricas, minimiza o impacto da paisagem global sobre a massa urbana. Fonte: http://www.archdaily.com/134268/the-national-ballet-school-kpmb-architects/
  58. 58. 58 Interação entre herança e elementos contemporâneos (esquerda); ponte de ligação a Margaret McCain Acadê- mico Building (direita); Foto: Tom Arban Patamar do segundo andar, com vista para estúdio no primeiro andar; Foto: Tom Arban Fonte: http://www.archdaily.com/134268/the-national-ballet-school-kpmb-architects/
  59. 59. 59 Celia Franca Centre de Formação, estúdio no segundo andar; Foto: Tom Arban Ponte de ligação a Margaret McCain Acadêmico Building (esquer- da); Suspenso parede de cortina (direita) 59Fonte: http://www.archdaily.com/134268/the-national-ballet-school-kpmb-architects/
  60. 60. 60 Celia Franca Centro de Formação, estúdio terceiro andar; Foto: Tom Arban Praça da cidade, com vista para a cafeteria; Foto: Tom Arban Fonte: http://www.archdaily.com/134268/the-national-ballet-school-kpmb-architects/
  61. 61. 61 Considerações Considerada uma das melhores instituições de formação de balé do mundo, a Escola Nacional de Balé do Canadá (NBS). Teve participação do projeto jeté que entrelaça edif ícios novos a patrimô- nios, com isso a escola ganhou novas instalações. Um edif ício novo vertical e um antigo patrimônio existente, o projeto para a sede da escola fez com que ambos conversassem simultaneamente e participassem do processo de revitalização do seu contexto urbano, apresentando equilíbrio entre tradição e inovação na arte do balé, não deixando de enfatizar é claro a interação entre os elementos do patrimônio e da arquitetura contemporâ- nea. 61Fonte: http://www.archdaily.com/134268/the-national-ballet-school-kpmb-architects/
  62. 62. 62 SAINT-NAZAIRE TEATRO / K-ARQUI- TETURAS 62 Fonte: http://www.archdaily.com/298563/saint-nazaire-theatre-k-architectures/
  63. 63. 63 Arquitetos: K-arquiteturasLocali- zação: Saint-Nazaire , França Design Equipe: Karine Herman, Jérôme Sigwalt, Olivier Jonchère, Alexandre Plantady Consultores: Changement à Vue (cenografia), Altia (acústica), Alto (fluidos), Quéfren (estru- tura) , Bougon (economista) Orçamento: 16,4 M € de obras, 63Fonte: http://www.archdaily.com/298563/saint-nazaire-theatre-k-architectures/
  64. 64. 64 O local era uma antiga estação por- tuária, passaram por lá inúmeros na- vios transatlânticos de passageiros ricos. A estação foi inaugurada em 1867 com o estilo neoclássico no edifício. Recentemente a cidade de Saint Nazaire lançou um programa de regeneração urbana, um projeto amplo, cujo teatro foi um dos passos fundamentais. A entrada do terreno agora é emol- durada com os restos da antiga esta- ção, dois pavilhões ligados por uma arcada. Duas sentinelas imutáveis que se encaixam em um vácuo anteriormen- te ocupados pelo cais, salão e salão de vidro e ferro. Fontehttp://www.archdaily.com/298563/saint-nazaire-theatre-k-architectures/
  65. 65. 65 O teatro chama atenção por seu material e por sua linguagem em meio ao seu ambiente quase que imediato. Sua massa mineral e monolítica gigante adicionam volume e forma a simples elementos da arquitetura. O concreto é utili- zado como matéria-prima principal, com a aparência de cinzelado suave, matrix enobrecido e uma estampa floral que liga o classicismo à estação e teatros românticos. A linha que inspirou um padrão de seda francesa do século XVIII foi ampliada para a escala do edifício, passando o sim- ples efeito de ornamentação para o material destacado. Ocasionalmente, os detalhes são tão cavados que perfuram a parede de concreto. As fachadas foram feitas usando duas técnicas: “cast in place” nas paredes lisas e nas estampadas “painéis pré-fabricados. O maior destes painéis, montados por guindastes, pesa até cinco toneladas com uma altura de 11,5m, os padrões perfurados permitem a entrada da luz suave em um ambiente espaçoso. O auditório e palco, compõem a estrutura de concreto principal. Os espaços anexos ( salão, sala de ensaio, vestiário e instalações técnicas) são colocados para fora, ao longo das laterais. Fonte: http://www.archdaily.com/298563/saint-nazaire-theatre-k-architectures/
  66. 66. 66 O público entra através dos arcos da antiga estação, bem como o novo estacionamento construído ao norte. Uma vez passadas as arcadas, o pú- blico entra em um pátio interno, em seguida à esquerda, o hall de entra- da que dá para as escadas principais que conduzem ao auditório. O espaço é conduzido como uma entidade neutra, fornecendo uma transição fluída entre o interior e o exterior. Com o detalhe minimalista, desliza discretamente entre teatro e o frontispício da estação. Seu terraço é acessível durante o horário de fun- cionamento e se estende como uma ponte para o segundo pavilhão. Fonte: http://www.archdaily.com/298563/saint-nazaire-theatre-k-architectures/
  67. 67. 6765Fonte: http://www.archdaily.com/298563/saint-nazaire-theatre-k-architectures/
  68. 68. 68 Nas bilheterias os pavilhões foram restaurados, mantendo suas marcas históricas que incluem as cicatrizes dos bombardeios e do longo perío- do em que estiveram abandonados. O pavilhão oriental, mais distante do teatro abriga a administração. O pa- vilhão ocidental, anteriormente buffet na estação, é a casa de bilheteria. O espaço é equipado com 10 painéis que antes adornavam as paredes da sala show no transatlântico france (1962-1979). Elas foram removidas quando o transatlântico foi convertido a um navio de cruzeiro. Os painéis fo- ram comprados pela cidade de Saint Nazaire, em um leilão na Noruega. O prefeito logo em seguida, pediu aos arquitetos que encontrassem um lu- gar especial para eles em seu teatro. Aproximando-se do auditório, a sala torna-se um hall de entrada e assume a estrutura de um monumento, subin- do para a altura total do monumento. A partir do hall de entrada, o público pode acessar três níveis do auditório. As galerias laterais direitas e esquer- das levam para “barracas” menores no piso térreo e as “barracas” supe- riores no primeiro andar, com uma ca- pacidade de 530 assentos. A varanda de 296 lugares é acessada através de duas galerias no segundo andar. Fonte: http://www.archdaily.com/298563/saint-nazaire-theatre-k-architectures/
  69. 69. 69 Corte longitudinal Localização Fonte: http://www.archdaily.com/298563/saint-nazaire-theatre-k-architectures/
  70. 70. 70 Plantas gerais Fonte: http://www.archdaily.com/298563/saint-nazaire-theatre-k-architectures/
  71. 71. 71 O projeto de Saint-Nazaire Theatre usa a antiga estação neoclássica que foi destruída na segunda guerra mundial , usando formas monolíticas e sólidas. Uma grande massa de concreto que dá a impressão de que a pedra foi entalhada em uma pedreira. Grandes paredes de concreto caracteri- zam a obra, o mesmo é configurado com um padrão floral derivado das fábricas de seda do século 17, adicionando a forma imponente do concreto e sua aparência pesada uma dose de leveza aos detalhes. O novo edif ício foi pensando de forma que aderisse à história vivida pelo local , onde as facha- das foram revestidas com a madeira das estantes encontradas em terrenos e galpões industriais abandonados. Os pavilhões da antiga estação foram restaurados mantendo as características de seu passado de guerra e abandono. O projeto trouxe para a pequena cidade de Saint-Nazaire uma nova vida para uma antiga estação de trem devastada e esquecida pela guerra. Iluminando a cidade com mais arte e cultura ainda cultiva peculiaridades históricas, com uma abordagem sensível , mas proposital , combinando de- sign moderno com as histórias do passado. Considerações 71Fonte: http://www.archdaily.com/298563/saint-nazaire-theatre-k-architectures/
  72. 72. 72 PRAÇA DAS ARTES / BRASIL ARQUITETURA 72 Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/
  73. 73. 73 Arquitetos: Brasil Arquitetura Ano:2012 Área construída:28500.0 m² Área do terreno:7200 m² Endereço: Rua Conselheiro Cris- piniano São Paulo Brasil Tipo de projeto: Cultural Operação projetual: Ampliação Status: Construído Materialidade: Concreto e Vidro Estrutura: Concreto e Aço Localização: Rua Conselheiro Crispiniano, São Paulo, Brasil Implantação no terreno: Adossa- do às 2 divisas 73Fonte:http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/
  74. 74. 74 A praça das artes é um novo espa- ço de música e dança para a requa- lificação do centro de São Paulo. A edificação do antigo Conservatório Dramático Musical de São Paulo, encontrava-se incrustado em meio a uma região degradada do centro da cidade, é um importante marco arquitetônico que abriga uma rara sala de recitais, que há décadas es- tava inutilizada. O projeto restaurou e reabilitou o edi- fício, vinculando-o a um novo com- plexo com novos espaços, circulação e estar que abrigam as instalações da Escola e dos Corpos Artísticos do Teatro Municipal. O novo conjunto integra as sedes das Orquestra Sinfônica Municipal e Ex- perimental de Repertório, dos Corais Lírico e Paulistano, do Balé da Cida- de e do Quarteto de Cordas. Abriga também as Escolas Municipais de Música e Dança, o Museu do Teatro, o Centro de Documentação Artística, além de restaurantes, estacionamen- to subterrâneo e áreas de convivên- cia. A implantação desse equipa- mento cultural, atende a históri- ca carência de espaços para o funcionamento do Teatro e de- sempenha papel estratégico na requalificação da área central da cidade, o programa do com- plexo é focado nas atividades profissionais e educacionais de música e dança e está for- temente marcado por funções de caráter público, convivência e vida urbana. Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/
  75. 75. 75 Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/ Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/
  76. 76. 76 Croqui Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/
  77. 77. 77 O novo edifício se desenvolve em três direções a partir do centro da quadra: Vale do Anhangabaú (Rua Formosa), Avenida São João e Rua Conselheiro Crispiniano. Um conjunto de edifício em concreto aparente pigmentado, estabe- lece um novo diálogo, tanto com os remanescentes integrantes do conjunto ( o edifício do Conservatório Dramático e Musical e a fachada do Cine Cairo) com a vizinhança. Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/
  78. 78. 78 Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/
  79. 79. 79 Situação Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/
  80. 80. 80 Pavimento Térreo Primeiro Pavimento Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/
  81. 81. 81 Segundo Pavimento Corte AA Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/
  82. 82. 82 Corte BB Corte CC Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/
  83. 83. 83 A Praça das Artes se acomoda em uma situação adversa, com um espaço mínimo, um rasgo de terreno comprimido por construções existentes, onde os parâmetros para seu desenvolvimento fo- ram ditados pelas dificuldades. A compreensão da natureza do lugar foi fator determinante para a conceptualização do projeto, que deveria atender a demanda de diversos novos usos ligados à arte e ao corpo, mas que também deve responder a situação f ísica e espacial e a vizinhança fortemente presente. O projeto cria novos espaços de convivência a partir da geografia urbana, da história do local e dos valores contemporâneos da vida pública. Outro projeto de revitalização, a praça das artes inclui e restaura o antigo conservatório de música à um novo edif ício. O novo conjunto integra todos os programas antes existentes à um único complexo, além de restaurantes, estacionamento e áreas de convivência, o novo edif ício de concreto torna-se o elemento principal do conjunto, estabelecendo um diálogo, tanto com os remanescentes integrantes como com a vizinhança. Considerações Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-98332/praca-das-artes-brasil-arquitetura/
  84. 84. 84 SALA SÃO PAULO – ESTAÇÃO JÚLIO PRESTES 84 Fonte: http://pinterest.com
  85. 85. 85 Projeto de transformação: Dupré Arquitetura e Coordenação S / S (Arquitetura, Restauro, Interiores e Paisagismo) Autor Projeto: Arq. Nelson Dupré Coordenação geral: Arq. Luizette Davini Coordenador: Arq. Mauro Pucci Colaboradores: Arq. Polyana Frangetto; Arq. Reinaldo Lo- pes; Arq. Renata Maradini; Arq. Luciana Mateus; Arq. Valéia D'Agostino; Arq. Heloísa Hachul; Arq. Marcello Pucci; Arq. Fernando Medeiros Alcoragi; Arq. Adriana Gazoti; Arq. Marcos Vinícius Campos Estagiários: André Caperutto; Andréa Semeghini Dupré Projeto de implantação: Acunha Sole Engenharia Acústica: Artec Consultants Inc; Acústica & Sônica Estrutura: Vantec Estruturas Ar condicionado: SPM Engenharia Elétrica / Hidráulica: Etip Fundações: MGA Iluminação: Arq. Ana Moraes Fotos: Dario Freitas Fonte: http://pinterest.com
  86. 86. 8686 Fonte: http://www.duprearquitetura.com.br/
  87. 87. 87 O edifício da estrada de ferro Soro- cabana foi projetado por Christia- no Stockler das Neves em 1925, o prédio é marcado pela sobriedade de ornamentos e detalhes do estilo Luís XVI, concluído apenas em 1938, quando a urbanização de São Paulo já caracterizava-se com a presença dos automóveis.  Desde 1980, a CPTM   (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) as- sumiu a linha e a estação tornou-se ponto de chegada. O nome Júlio Prestes é uma homenagem a um ex- governador do estado de São Paulo. No antigo Grande Hall, onde encon- tra-se atualmente a  sala  de  concer- tos, existiu uma pequena  estação ferroviária. Com o passar do tempo as principais áreas do edifício começaram a ser lo- cadas para a realização de festas e eventos institucionais, quando então em 1997, a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo assume o con- trole e decide transformá-lo no Com- plexo Cultural Júlio Prestes. Foi tombada pelo CONDEPHAAT e inaugurada em 1999, a Sala São Paulo foi inaugurada com a apresen- tação da sinfonia A Ressurreição, de Gustav Mahler, pela Osesp, para ser mantida como importante marco da cidade. 87Fonte: http://www.duprearquitetura.com.br/
  88. 88. 88 O responsável pelas obras de revitali- zação e restauro da Sala, foi o arqui- teto Nelson Dupré. A estação foi então totalmente re- modelada afim de abrigar uma sala de concerto à nível internacional. O espaço funciona hoje como sede da OSESP, Orquestra Sinfônica do Esta- do de São Paulo, abrigando também a Secretaria Estadual da Cultura e seus diversos departamentos. Entre eles a Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH) e um braço do Conselho de Defesa do Pa- trimônio Historio, Arqueológico, Artís- tico e Turístico do Estado (CONDE- PHAAT). 88 Fonte: http://www.duprearquitetura.com.br/
  89. 89. 89 A sala possui diversos níveis e aproveita do grande hall e dos espaços contínuos disponíveis. Escadas e um mezani- no foram construídos para acesso aos balcões inferiores, tirando como partido o pé direito duplo original. Toda parte de circulação vertical teve de ser reestruturada. Para o acesso aos balcões superiores, é usando o pavi- mento superior original, através de grandes corredores. A acústica do projeto ficou a cargo da empresa de consultoria norte-americana Artec intermediada pelo consultor brasileiro José Augusto Nepomuceno, e pelo CONDEPHAAT. 89Fonte: http://www.duprearquitetura.com.br/
  90. 90. 90 O forro móvel tornou-se um dos íco- nes do projeto, garantindo a adapta- ção da sala ao tipo de música que será tocada, trazendo flexibilidade mas também visibilidade a arquitetura ori- ginal por trás do projeto de interven- ção. Pode ficar a uma altura máxima de 25 metros acima do piso principal, o teto possui 15 painéis, cada um pesando 7,5 toneladas e são detidos por 20 cabos enrolados. Podem ser enrolados individualmente ajustando o volume do hall entre 12 mil e 28 mil m², além da possibilidade de serem ajustados independentes ou através de conjuntos, tudo através do uso de computadores, travas e sensores au- tomáticos. Fonte: http://www.duprearquitetura.com.br/
  91. 91. 91 O grande hall da estação foi escolhido porque suas dimensões são similares às salas de concerto do século XIX, ou seja, é moldado de acordo com estilo Shoebox. Especialistas consideram esse estilo de construção o melhor para salas de concerto, como é o caso das salas de Boston, de Viena e de Amsterdã. A Sala São Paulo possui 22 balcões no mezanino e no primeiro andar. Eles foram colocados entre as grandes colunas e o teto ajustável, criado pela empresa estadunidense Artec (a maior especialista do mundo em salas de concerto). Seu espaço é 10000 m² e o limite máximo é de 24 m de altura. Fonte: http://www.duprearquitetura.com.br/
  92. 92. 92 Implantação Geral Fonte: http://www.duprearquitetura.com.br/
  93. 93. 93 Pavimento Térreo Fonte: http://www.duprearquitetura.com.br/
  94. 94. 94 Fonte: http://www.duprearquitetura.com.br/
  95. 95. 95 O projeto de restauração e revitalização da Sala São Paulo foi concebido de forma que todos os seus elementos tivessem condições de reflexão sonora multidirecional , conforme todas as recomendações acústicas, razão pela qual todo o ambiente inclusive seu mobiliário recebesse tratamento especial por parte da arquitetura, desenvolvendo para cada um projetos compatíveis com suas condições acústicas. Não foi esquecido em momento algum o compromisso de adequar a estética do fim de século à do seu início, valorizando toda a linguagem arquitetônica aliados a tecnologia desenvol- vida.. Considerações Fonte: http://www.duprearquitetura.com.br/
  96. 96. 96 CENTRO DE ARTES E EDUCAÇÃO DOS PIMENTAS/ Biselli + Katchborian 96 Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-26029/ceu-pimentas-biselli-katchborian-arquitetos
  97. 97. 97 Local: Guarulhos, SP Início do projeto: 2008 Conclusão da obra: 2010 Área do terreno: 30.780 m² Área construída: 16.000 m² Arquitetura: Biselli e Katchborian Arquitetos e Associados – Mario Biselli e Artur Katchborian (autores); Paulo Roberto dos Santos Barbosa, Luiz Marino Kuller, Cássia Lopes Moral, Cássio Mendes e Débora Pinheiro (colaboradores; CNH Arquitetos (desenvolvimento). Acústica: Alberto Paim da Costa Estrutura: Edatec – Ênio Canavello Barbosa Luminotécnica, fundações, elétrica e hidráulica: Geométrica Construção: JZ 97Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-26029/ceu-pimentas-biselli-katchborian-arquitetos
  98. 98. 98 Localizado em Guarulhos, no bairro dos pimentas, lugar com poucos equipamentos comunitários voltados à educação, lazer e esporte. O projeto caracteriza-se em uma linha, onde uma grande cobertura metálica abriga as bordas de sua dimensão longi- tudinal e seus diversos usos articulados por um vazio central onde termina em uma área dedicada aos usos esportivos. Há um conjunto aquático localizado fora do eixo, em uma área externa, para sua viabilização a topografia plana foi criada de modo que se adequasse a forma linear do terreno, determinantes ao projeto. Os usos são distribuídos por blocos, ora concreto pré-fabricado, ora concreto moldado in-loco. O programa possui biblioteca, salas de aula e refeitório – localizados no lado oeste do eixo, já no lado oposto, localizam-se os volumes de sala de aula, ginástica olímpica, dança e auditórios. Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-26029/ceu-pimentas-biselli-katchborian-arquitetos
  99. 99. 99 Sem programa definido para o vazio central, ele articula todos os programas em sua volta, através de caminhos sugeridos e as pontes do primeiros andar, permitindo diversos usos ao longo de seus espaços livres e assentos. Foram escolhidas cores variadas para as fachadas internas (variantes do amarelo para o verde), contribuindo para a diversidade e atmosfera lúdica da praça interna. Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-26029/ceu-pimentas-biselli-katchborian-arquitetos
  100. 100. 100 Em vez do tradicional uso do concreto armado à vista, com suas vigas nervuradas e pontos de apoio lapidados a cobertura independe dos blocos do complexo, vencendo um vão de 25 metros. Protege apenas a circulação já que as demais construções têm cobertura própria, mas é larga o suficiente para resguardar a circulação de respingos. Brises de alumínio protegem a abertura da área administrativa No piso superior, a circulação funciona como uma varanda Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-26029/ceu-pimentas-biselli-katchborian-arquitetos
  101. 101. 101 Implantação Geral Pavimento Térreo e Inferior Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-26029/ceu-pimentas-biselli-katchborian-arquitetos
  102. 102. 102 Pavimento Superior Cortes Longitudinais Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-26029/ceu-pimentas-biselli-katchborian-arquitetos
  103. 103. 103 Cortes Transversais Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-26029/ceu-pimentas-biselli-katchborian-arquitetos
  104. 104. 104104 Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-26029/ceu-pimentas-biselli-katchborian-arquitetos
  105. 105. 105 O CEU de Guarulhos foi um ganho para a cidade, como o primeiro centro de grande porte a englo- bar uma escola-modelo, com salas de música, ginástica e usos diversos. O projeto discute diversos temas relacionados a arquitetura. Os blocos independentes deram a possibilidade da criação de uma rua coberta, espaços de conví- vio entre os blocos onde pode se sentar, conversar, passear, brincar e correr. Totalmente acessível , o percurso cria trechos convidativos e atraentes devido às suas cores chamativas. A salas de aula e quadras de esporte dividem o espaço com as rampas e bancos rebaixados no piso, criando uma topografia própria. A junção da estrutura metálica ao concreto armado variam as possiblidades, permitindo que seu sistema construtivo fosse realizado em uma parte com pré-moldado e outra executada in loco. O edif ício expõe sua escala de forma que é possível contar as tesouras metálicas e descobrir quantos metros possui. Dialoga facilmente com seu entorno e com a cidade. Considerações Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-26029/ceu-pimentas-biselli-katchborian-arquitetos
  106. 106. 106
  107. 107. 107 Guarulhos História e lugar
  108. 108. 108 No princípio Guarulhos constitui-se por volta de 1560, porém seu nome, sua data de fundação e seu fundados são alvo de polêmicas até hoje. Das versões mais aceitas dentre os estudiosos é a que se refere à fundação da vila São Paulo de Piratininga. Os colonizadores portugueses tinham o intuito de controlar o espaço para impedir a passagem dos espanhóis em direção às minas de ouro de Patosí, na Bolívia e também para a proteção dos possíveis ataques de índios Tamoios. A origem da população está relacio- nada aos primitivos habitantes do território local, os índios Maromoi, foram os primeiros povoadores do lugar, expulsos do litoral paulista pelos Tupis, chegaram à região por volta de 1.400 da era cristã. Nôma- des que viviam da caça, da pesca e coleta de frutos, em contato com os colonizadores foram escravizados e a partir de 1640, passaram a ser chamados Guarulhos. Em 1560, ocorre a fundação da al- deia de Nossa Senhora da Concei- ção, com a controvérsia do padre responsável – na letra do hino de Guarulhos, lançado por ocasião do quarto centenários de emancipa- ção do município, em 1960, cons- ta o nome do padre João Álvares, já na Lei Municipal número 2789 de 1983, a fundação é atribuída ao padre Manoel de Paiva. Para o pesquisador Benedito Prezia, o responsável seria o padre Manoel Viegas. Indígena Puri, aparentando aos Maromomi. Ilustração de Rugen- das. Fonte: Guarulhos de Muitos Povos. O aldeamento começa a prosperar, sobretudo com o descobrimento de ouro em meio à região, como núcleo irradiador das primeiras estradas que demandavam do sertão bruto, tornou-se berço dos bandeirantes e o centro de suas provisões. Tendo como limites os rios Tietê e Cabuçu, seu desenvolvimento eco- nômico deu-se inicio através da extração de ouro, sua descoberta ocorreu no início do século XVI na serra do Jaguamimbaba e em 1597 o feito é atribuído a Afonso Sardi- nha, o velho. A mineração concentrou força de trabalho em seis garimpos de ouro: bairro das lavras, Catas Velhas, Monjolo de Ferro ou Lavras Velhas do Geraldo, Campos dos Ouros, Bananal e Tanque Grande. O ouro era a base monetária in- ternacional da época e Guarulhos tornou-se um dos locais a compor o mercantilismo português durante a Idade Moderna, as minas de São Paulo, entre elas a de Guarulhos, foram laboratórios para os bandei- rantes acumularem experiências para as descobertas de mineração em Minas Gerais. “Em muitos desses córregos encon- tramos pequenas pepitas de ouro do tamanho de uma noz, e muito ouro em pó feito areia. Depois dis- so, chegamos a uma região bonita onde avistamos uma enorme mon- tanha brilhante à nossa frente.” Extraído de: Guarulhos, Espaços de Muitos Povos, (p.31).
  109. 109. 109 Um dos canais de garimpo de ouro do Ribeirão das Lavras. Guarulhos de Muitos Povos Bandeirantes. Obra de Jean Baptiste Debret. Fonte: Guarulhos de Muitos Povos Durante os séculos XVII e XVIII no- tou-se grande interesse pela região devido a quantidade de sesmarias (responsáveis pelas ocupações dos assentamentos na época do Brasil-Colônia), dedicando-se às atividades agrícolas e a mineração, os sesmeiros criavam gado vacum e cavalar. O trabalho escravo foi utilizado em grande escala, reali- zados principalmente por negros de origem sudanesa, denominados Gegês. Escravo trabalhando com a ba- teia. Fonte: Guarulhos de Muitos Povos Escravo. Jean Baptiste Debret. Fonte: Guarulhos de Muitos Povos
  110. 110. 110 Com a presença colonial portuguesa no planal- to paulista, as construções das casas, igrejas, câmaras, etc., eram feitas de taipa de pilão e representavam um método construtivo barato, seguro e duradouro, muito utilizado pela co- munidade lusa com a terra como sua própria matéria-prima. Em 1685, foi erguida a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, atual Igreja Matriz, que mantém paredes de taipa revestidas com tijolos e todas as paredes do altar em taipa de pilão. No bairro de Bonsucesso, a Igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso foi construída, com essa técnica. No bairro das Lavras, no meio da mata, resta um pedaço de parede que os moradores afir- mam ser de uma antiga senzala, haja vista que há pouco tempo foram retiradas argolas de fer- ro da referida parede. Casa de Dona Candinha (Maria Candida Barbosa), uma das construções mais antigas de Guarulhos, a casa sede da fazenda Bananal (região do Lavras, é a única remanescente do período escravagista que possui senzala na região metropolitana de São Paulo. Fonte: Guarulhos fotos antigas Parte da parede de taipa da Casa Grande do bairro das Lavras. Fonte: Guarulhos Cidade de Muitos Povos Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Cate- dral)Localizada na Praça Teresa Cristina, no Centro, teve sua construção, originariamente em taipa de pilão, iniciada possivelmente em 1741 e terminada entre 1761 e 1763. Sofreu várias reformas, incorporan- do ampliações e outros materiais construtivos. Fonte: Guarulhos fotos antigas
  111. 111. 111 A partir de 1870, imigrantes Euro- peus começam a fazer presença em território paulista, principalmen- te italianos e alemães motivados com a expansão da cafeicultura do estado, com a rede ferroviária e com as condições naturais existen- tes (água, argila, madeira, areia e pedra), possibilitaram o desenvolvi- mento econômico. Em 1906 uma Lei Estadual então determina que Guarulhos recebes- se a denominação de cidade. Na década de 40 foram inaugurados a biblioteca municipal, o primeiro cen- tro de saúde da cidade e a Santa Casa de Misericórdia. Nos anos 50 recebe o ramal Guapyra-Guarulhos, da estrada de ferro da Cantareira, que possibilitou o escoamento de madeira, pedra e tijolos que eram fabricados em diversas olarias da região sendo amplamente utiliza- dos na construção civil da capital. Foram construídas cinco estações: Vila Galvão, Torres Tibagy, Gopoú- va, Vila Augusta e Guarulhos. O período também foi marcado com a chegada da energia elétrica (Light & Power), alinhadas a pedidos de telefonia, licença para implantação de indústrias de atividades comer- ciais e dos serviços de transportes a passageiros. “Apesar da falta de comodidade que se verifica na Estrada de Fer- ro do Tramway da Cantareira, que diariamente nos dá 14 trens, é ex- traordinário o progresso que esta estrada trouxe ao município não só à sede e seus arredores como tam- bém às estações vizinhas. Assim é que por ocasião da inaugu- ração do Ramal da estrada de Fer- ro da Cantareira a 4 de fevereiro de 1915 eram completamente desabi- tados os lugares onde hoje flores- cem e prosperam as estações de Vila Galvão e Vila Augusta, cheias de habitações, desde casas ope- rárias até os palacetes luxuosos.” (Oliveira Sobrinho, 1920 in: Santos, 2006). Estação Ferroviária de Guarulhos – Inaugurada junto ao ramal em 24/12/1915, foi terminal até 1946, foi desativada em 1965. Fonte: Guarulhos fotos antigas. Diversos fatores tornaram-se deci- sivos para o avanço da industriali- zação de Guarulhos, a posição ge- ográfica, primeira e segunda guerra mundial, existência do aquífero de Cumbica, isenção de impostos municipais, êxodo rural, direciona- mento de investimentos públicos criando infraestrutura, siderúrgicas (Volta Redonda e Usiminas), plata- formas de petróleo, etc.
  112. 112. 112 Diversos fatores tornaram-se deci- sivos para o avanço da industriali- zação de Guarulhos, a posição ge- ográfica, primeira e segunda guerra mundial, existência do aquífero de Cumbica, isenção de impostos municipais, êxodo rural, direciona- mento de investimentos públicos criando infraestrutura, siderúrgicas (Volta Redonda e Usiminas), plata- formas de petróleo, etc. Com a escassez e custos dos imó- veis de São Paulo impulsionaram a busca de alternativas de loca- lização industrial, a inauguração das rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, aproxima as pessoas e materiais da cidade. Estrategica- mente bem posicionada no centro do eixo econômico do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Ge- rais), Guarulhos se viu unida a ci- dade em meio a um período históri- co de aceleração em que o Rio de Janeiro ainda era Capital Federal, ocasionando o desenvolvimento regional e sua inserção no modo de produção capitalista, dando im- pulso para a instalação de grandes trechos de áreas industriais nos seguimentos: elétrico, metalúrgico, plástico, alimentício, de borracha, peças para automóveis e couro. Tal expansão alterou as características de Guarulhos de hortifrugranjeiro para industrial. Em 1885 foi inaugurado o aeroporto de Cumbica, “Aeroporto Interna- Antiga fábrica Casimiras Adamastor, na Avenida Monteiro Lobato. Fonte: Guarulhos fotos antigas cional de São Paulo – Guarulhos Governador André Franco Monto- ro”, o maior da América do Sul. Devido à industrialização desen- volvida, atraiu-se grande quantida- de de mão-de-obra, e a população trabalhadora acabou se fixando na área urbana, acarretando deter- minada formação de loteamentos executados sem grandes preocu- pações relacionadas à infraestrutu- ra urbana e com serviços de utili- dade pública. Entre 2000 e 2006 a população de Guarulhos triplicou segundo fontes do IBGE, é o muni- cipio mais populoso depois da Ca- pital. As regiões mais densas são aquelas de ocupação mais antiga, situadas no centro e em suas remediações, e logo em seguida, encontram-se aquelas que vem passando por um acelerado pro- cesso de adensamento, devido à considerável oferta de áreas livres que ocasionam preços mais aces- síveis de terra urbana.
  113. 113. 113 Aspectos geográficos A cidade de Guarulhos é um dos 39 municípios que integram a Região Metropolitana do Estado de São Paulo. Distante apenas 17km da capital de São Paulo, limítrofe das zonas leste e norte. Guarulhos está a 108 km do Porto de Santos e pos- sui extensão territorial de 319, 95 km², fazendo divisa com os municí- pios de Mairiporã, Nazaré Paulista, Santa Isabel, Arujá, Itaquaquecetu- ba e São Paulo, possuindo ao total 47 bairros. Mapa da RMSP. Localização de Guarulhos Fonte: Guarulhos tem história
  114. 114. 114 Evolução Populacional de Guarulhos. Fonte: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel. php?codmun=351880# Atualmente a cidade conta com mais de 2.890 indústrias, 11.835 estabelecimentos comerciais, 6.662 empresas prestadoras de serviços e 54 unidades produtivas em meio rural (Dipam 2006). Em 2006 atingiu o 9º maior PIB do país, sendo os dez maiores: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Manaus, Belo Horizonte, Campos Goytacazes, Curitiba, Macaé, Guarulhos e Duque de Caxias. Praça IV Centenário e Centro de Guarulhos noite. Fonte: http://www.guarulhos.sp.gov.br/
  115. 115. 115 O sítio escolhido fica localizado no bairro Cecap em Guarulhos. Possui uma área de aproximadamente 55.476m² e está situado entre as ruas Fgr. Quatro, Odair Santanelli e Cristóbal Claudio Etílio, todas de caráter predominante local. Encontra-se próximo a algumas Avenidas e Rodovias chaves para a cidade, como a Av. Monteiro Lobato – principal ligação com o centro. Fácil acesso ao terminal rodoviário e ao aeroporto internacional André Franco Montoro, além das ligações diretas com as rodovias Presidente Du- tra, Fernão Dias e Ayrton Senna, fazendo com que sua localização seja extrema- mente bem posicionada, apresentando visibilidade e fácil acesso. Fonte: Google Maps
  116. 116. 116 ÁREADEINTERVENÇÃO 116
  117. 117. 117 Rodovias Vias arteriais intermunicipais Vias arteriais municipais Corredor metropolitano Guarulhos – Tucuruvi Limite da área do parque Tietê Rios e córregos Projeto de retificação do rio baquiviru Expresso aeroporto de Guarulhos Área de intervenção Fonte: Arquivo Paulo Mendes da Rocha – Requalificação do Centro Urbano de Guarulhos Imagem aérea bairro Cecap Fonte: http://www. skyscrapercity.com/showthread.php?t=256691
  118. 118. 118 Falando de CECAP É predominantemente constituído pelo Conjunto Habitacional Zezi- nho Magalhães Prado, tornando-se conhecido pelo nome de Cecap – Cumbica. Foi encomendado pelo extinto órgão (Caixa Estadual de Casas Para o Povo) ao arquiteto Vilanova Artigas em 1967, com o apoio e colaboração de Paulo Men- des da Rocha e Fábio Penteado. Construído para acomodar cerca de 55 mil habitantes em um terreno de 130 hectares nos arredores de Guarulhos. O projeto contempla in- fraestrutura urbana, como escolas, centros de saúde, comércio, etc. As unidades foram divididas em gran- des blocos autônomos, com seus próprios equipamentos urbanos. Fazendo clara alusão aos princí- pios corbuseanos, além dos pilares, apenas as paredes dos blocos ex- ternos eram portantes de concreto. As demais divisórias eram todas le- ves: painéis de madeira compensa- da, no interior e módulos de armá- rios pré-fabricados em argamassas armadas nas fachadas externas. Deixando não apenas o interior reorganizável, mas também a fa- chada. O conjunto fazia parte das discussões sobre racionalização, pré-fabricação e industrialização das construções. Os objetivos foram alcançados de- vido às novas possibilidades ofere- cidas pela pré-fabricação, um nível de excelência foi demonstrado onde moradias simplificadas, honestas e industrialização das construções. Os objetivos foram alcançados de- vido às novas possibilidades ofere- cidas pela pré-fabricação, um nível de excelência foi demonstrado onde moradias simplificadas, honestas e acessíveis a todos, independente de sua classe econômica social. Fonte: Facebook Juventude Parque Cecap
  119. 119. 119 Fonte: Facebook Juventude Parque Cecap Fonte: Facebook Juventude Parque Cecap
  120. 120. 120 Legislação As diretrizes de desenvolvimento municipal e em particular para a área de estudo estão definidas no Plano Diretor Municipal, que cria dentro do município o Macrozoneamento, delimitando grandes zonas ou macrozonas. A área de intervenção está localizada na macrozona de urnanização consolida. “A Macrozona de Urbanização Consolidada caracteriza-se por áreas dotadas de média ou boa infra-estrutura urbana com alta incidência de usos habitacionais, comércio e prestação de serviços que requeiram uma qualificação urbanística, têm maior potencialidade para atrair investimentos imobiliários e produtivos e tendência à estabilidade ou até ao esvaziamento populacional.” (Art 19) “Na Macrozona de Urbanização Consolidada, as ações têm como objetivos: I - estimular a ocupação com a promoção imobiliária, o adensamento populacional e as opor- tunidades para habitação de interesse social; II – otimizar e ampliar a rede de infra-estrutura urbana e a prestação dos serviços públicos; III – melhorar a relação entre oferta de emprego e moradia; IV – atrair novos empreendimentos econômicos; V – promover a regularização fundiária e urbanística em geral, com especial destaque aos locais de população de baixa renda.” (Art 20). 1 - Ver quota mínima de terreno por unidade habitacional no § 1º do artigo 57 e § 2º do artigo 58. 2 - Os recuos laterais de ambos os lados e de fundo no volume superior serão dados pela fórmula: R = (H - 6) / 10, respeitado o mínimo de 3,0m, onde: R = recuos laterais de ambos os lados e fundo no volume superior; H = altura total da edificação. 3 - o conjunto de casas agrupadas horizontalmente deverá respeitar recuos laterais mínimos, de 1,50m de ambos os lados, junto às divisas do lote.
  121. 121. 121 Mapa Zoneamento ÁREA DE INTERVENÇÃO
  122. 122. 122
  123. 123. 123 O complexo de Dança
  124. 124. 124 O primeiro contato que tive com o termo dança foi há três anos, através de amigos conheci di- ferentes ritmos, estilos, apresentações e quando dei por mim estava totalmente submersa neste mundo. Foram à partir destas experiências que me interessei pelo termo profissional e comecei a pesquisar sobre o tema. Surgiu então, a vontade de fazer algo que unisse profissão ao hobbie. Aliados à consciência de que alguma coisa precisava ser feita em benef ício social , escolhi a cidade em que habito, Guarulhos, que apesar de ser a oitava economia do país, peca ao tratar de seus habitantes e dos benef ícios propostos à eles. Diante a um emaranhado de ideias surge a proposta de um complexo de dança. Uma acade- mia capaz de atender aos usuários desde crianças até aos adultos, capaz de formar profissio- nais de qualidade e ao mesmo tempo ser um meio irradiador de cultura e educação para a cidade, além de mecanismo para inclusão social ,o objetivos é beneficiar a toda a população, incluindo diferentes níveis sociais, f ísicos e intelectuais. A proposta tem como partido o movimento, seja ele ortogonal ou orgânico. O complexo apesar de sua forma retangular, busca o movimento fazendo alusão à dinâmica exercida pelo corpo. O objetivo de terná-lo meio inclusivo vê a necessidade de uma rampa lateral , a forma circu- lar torna mais orgânica sua concepção, tornando-o acessível à todos. O palco central localizado no primeiro pavimento é destinado à pequenas apresentações inter- nas dos alunos, além de local de integração e socialização. Nas salas de dança foram usados forros e vidros acústicos, possibilitando maior conforto e aproveitamento das aulas, além do seu piso flutuante ser composto por molas capazes de absorver grande parte dos impactos cau- sados pelos saltos durante as aulas. Concepção
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  126. 126. 126 Projeto Final O complexo de dança caracteriza-se por ser um espaço destinado ao aprendizado e aperfeiçoamento de ativi- dades relacionadas à dança, de maneira que a estrutura fosse capaz de comportar as necessidades de seus frequentadores. É composto por 2 blocos e um teatro. O primeiro bloco possui três pavimentos, no primeiro pavimento encontra-se um restaurante destinado aos alunos e funcionários, no segundo pavimento estão as salas de estudo e no terceiro a área administrativa. O segundo bloco é composto por cinco pavimentos. No primeiro estão biblioteca, academia, enfermaria, vide- oteca e palco interno. Os demais pavimentos tornam-se tipo, diferenciado-se apenas pelo rasgo central para visualização do palco interno. O auditório é composto por 400 lugares, sala de projeção e camarins. No pavimento térreo encontram-se apenas o teatro e a recepção do complexo, além de uma pista de corrida e playground. O térreo praticamente livre possibilita outros usos culturais como feiras, eventos, etc.
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  139. 139. 139 O objetivo geral deste trabalho foi a busca por uma arquitetura que trabalhe os níveis arqui- tetura- cidade e arquitetura-usuário, originando uma obra capaz de ser chamada de “in- clusiva”, na medida que relaciona essas duas instâncias. Tratando do nível arquitetura - cidade temos a implantação que direciona o olhar através do enquadramento, que de certa maneira estão integrados. No nível arquitetura - usuário a fachada é tida como a “pele” do edif ício, trabalhando como objeto de mediação entre os níveis e responsável por imbulir a obra arquitetônica de maiores significados. A arquitetura inclusiva busca integrar cidade-usuário, na medida em que procura estabele- cer relações e proximidades com o entorno, a cidade e o contexto mais amplo de suas culturas e tradições, fazer parte de um todo maior e ainda lançar um olhar sobre as questões carac- terísticas à contemporaneidade, como a tecnologia e os meios de comunicação eletrônicos. É uma arquitetura que pode num primeiro momento parecer confusa e desordenada, mas que aos poucos vai sentindo, ganhando e transmitindo significados. É, enfim, uma arquitetura que busca “consubstânciar a dificil unidade de inclusão, em vez da fácil unidade de exclusão” (Adaptação VENTURI). Considerações Finais
  140. 140. 140 Bibliografia ALEIXO, Adriana de Araújo; PREZIA, Antonio Benedito; OLIVEIRAAntonio Manoel dos Santos; HASSEN, Beatriz de Aguiar; JULIANI, Caetano; BARROS, Edson José de; OLIVEIRA, Elton Soares de; BAGATTINI, Gláucia Garcia de C. Guilherme; PINHEIRO, José Elmano de M.; ANDRADE, Mar- cio Roberto M de; FERNADES, Maria Claudia Viera; SATO, Sandra Emi; MORAES, Silvia Piedade de; PORTO, Vagner Carvalheiro; QUEIROZ, William de. Guarulhos tem história - 1ª Ed. Ananda Gráfica, 2008 ALEIXO, Adriana de Araújo; PREZIA, Antonio Benedito; OLIVEIRAAntonio Manoel dos Santos; HASSEN, Beatriz de Aguiar; JULIANI, Caetano; BARROS, Edson José de; OLIVEIRA, Elton Soares de; BAGATTINI, Gláucia Garcia de C. Guilherme; PINHEIRO, José Elmano de M.; ANDRADE, Mar- cio Roberto M de; FERNADES, Maria Claudia Viera; SATO, Sandra Emi; MORAES, Silvia Piedade de; PORTO, Vagner Carvalheiro; QUEIROZ, William de. Guarulhos: espaços de muitos povos - 2ª Ed. Noovha América, 2008 BOTELHO, Manoel Henrique Campos; MARCHETTI, Osvaldemar. Concreto Armado Eu Te Amo - 3ª Ed. Blucher, 2011 BOURCIER, Paul. Historia da danca no ocidente - 1ª Ed. Mantins Fontes, 2000 CAMINADA, Eliana. História da dança: evolução cultural- 1ª Ed. Sprint, 1999 CHING, Francis D.K. Sistemas estruturais ilustrados padrões, sistemas e projeto - 1ª Ed. Bookman, 2009 DIAS, Luis Andrade de Mattos. Estruturas de aço, conceitos técnincas e linguagem - 4ª Ed. Zigura- te, 2007 FROTA, Anésia Barros, Manual de Conforto Térmico - 8ª Ed. Studio Nobel, 2009 GRÁFICA, Ananda LATORRACA, Giancarlo (Org.). Cidadela da liberdade. São Paulo, Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, SESC, 1999. LITTLEFIELD, David. Manual do arquiteto: planejamento, dimensionamento e projeto - 3ª Ed. Book- man, 2011 NEUFERT, Peter. Arte de Projetar Em Arquitetura - 18ª Ed. 2013 NOSEK, Victor. Praça das Artes - 1ª Ed. 2013 PORTINARI, Maribel. História da dança - 2ª Ed. Nova Fronteira, 1989 REBELLO, Yopanan Conrado Pereira. Concepção Estrutural da Arquitetura - 1ª Ed. Zigurate, 2000 REBELLO, Yopanan Conrado Pereira. Bases para Projeto Estrutural na Arquitetura - 1ªEd. Zigura- te, 2007 RIBEIRO, Ana Cristina; CARDOSO, Ricardo. Dança de Rua - 1ª Ed. Atomo, 2011
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