MANUAL DE
FITOPATOLOGIA
Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas
H. Kimati, L. Amorim, A. Bergamin Filho,
L.E.A. Camargo, ...
Capa e Projeto Gráfico: Rosana Milaré
Impressão/Acabamento: Editora Ave Maria Ltda.
Edição Ceres IV (66)
Editado pela
Edit...
Autores
A. A. Henning - EMBRAPA, Londrina, PR
A. Bergamin Filho - ESALQ-USP, Piracicaba, SP
A.Bianchini*- IAPAR, Londrina,...
M. Menezes - UFRPe, Recife, PE
M. T. Iamauti*- Dow Chemical, São Paulo, SP
N. A. Wulff*- ESALQ-USP, Piracicaba, SP
N. G. F...
PREFÁCIO À TERCEIRA EDIÇÃO
É com prazer que apresentamos aos engenheiros-agrônomos, estudantes e técnicos brasileiros a
te...
Índice
1. DOENÇAS DO ABACATEIRO .............................................................................................
21. DOENÇAS DO CAUPI.........................................................................................................
42. DOENÇAS DO GRÃO-DE-BICO..................................................................................................
63. DOENÇAS DO SORGO.........................................................................................................
DOENÇAS DO ABACATEIRO
(Persea americana Mill.)
E. Piccinin & S. F. Pascholati
O abacateiro é cultura originária do contine...
mexicanos Barr Duke, Duke, D9, Thomas, Toro Canyon, Borchard, Topa Topa e G-6; os guatemalenses
G1033, Martin Grande (híbr...
tendem a exibir descoloração e necrose dos vasos, interrompendo o fluxo normal da seiva, provocando a seca
de ramos e pode...
primeira vez em 1938 em Limeira. E uma das principais doenças do abacateiro, visto que a mesma, além de
depreciar a aparên...
junho e julho. Nesse momento, inicia-se a queda das folhas. A sobrevivência do patógeno na cultura dá-se
através das infec...
MURCHA – Verticillium albo-atrum Reinke & Berth.
A murcha de Verticillium é a única doença vascular conhecida que ocorre n...
Fuligem - Stomiopeltis sp. - Este longo apresenta um crescimento bastante fino, lembrando a
deposição de fuligem sobre os ...
Prusky, D.; Plumbley, R.A. Kobiler, I.; Zauberman, G. Fuchs, Y. The effect of elevated CO2 levels on the
symptom expressio...
DOENÇAS DO ABACAXI
(Ananas comosus (L.) Merr.).
A. de Goes
FUSARIOSE - Gibberella fujikuroi (Saw.) Wr. var. subglutinans F...
Os danos causados pela broca dos frutos (Thecla basilides) contribuem também para a penetração do fungo.
A disseminação po...
do florescimento em período cuja condição ambiental seja menos favorável à doença. Tem-se verificado que
a concentração do...
O patógeno é, essencialmente, um parasita que necessita de ferimento para infectar, não causando
lesões em órgãos sadios, ...
irregularae. Destas, a mais patogênica ao abacaxi é P arrhenomanes.
O uso da fumigação do solo tem dado resultados bastant...
Fernandes, MC. A.; Santos, A.S.; Akiba, E. Ação da urina bovina no controle de alguns fungos
fitopatogênicos. Fitopatologi...
DOENÇAS DA ALCACHOFRA
(Cynara scolymus L.)
M. M. F. B. dos Santos, J. R. Stangarlin &
S. F. Pascholati
A alcachofra é uma ...
FUMAGINA - Capnodium sp.
Esse fungo recobre toda a folha e parte do caule, vivendo associado ao pulgão, praga comum nessa
...
estreptomicina.
Mancha de Ramularia - Ramularia cynarae Sacc. Provoca mancha de coloração parda na face
superior das folha...
DOENÇAS DA ALFACE
(Lactuca sativa L.)
M. A. Pavan & C. Kurozawa
MOSAICO – “Lettuce mosaic vírus” - LMV
No Brasil, os vírus...
4.1 e 4.2). A disseminação do LMV pode ocorrer através da semente ou por afídeos. A taxa de transmissão é
baixa e há varia...
Sintomas -Em alface, esse tospovirus causa manchas necróticas e bronzeamento em folhas,
geralmente em um lado da planta. A...
são responsáveis pela disseminação a longas distâncias.
Alta umidade e temperatura amena, em torno de 250
C, são favorávei...
estomatal. Na ausência de filme de água não há germinação dos esporângios, nem formação de zoósporos no
interior dos mesmo...
nos E.U.A., há predominância de S. minor.
S. sclerotiorum é um fungo polífago, afetando muitas plantas cultivadas destacan...
principalmente em plantas novas. Esta colonização no caule é acompanhada por uma murcha progressiva ou
por um subdesenvolv...
que atacam as sementes e plântulas, causando morte ou tombamento, interferem na instalação da cultura,
trazendo prejuízos ...
fungo pode ser observada em ambas as superfícies da folha. Quando as lesões são muito abundantes, causam
a queda das folha...
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  1. 1. MANUAL DE FITOPATOLOGIA Volume 2: Doenças das Plantas Cultivadas H. Kimati, L. Amorim, A. Bergamin Filho, L.E.A. Camargo, J.A.M. Rezende (Editores) Departamento de Fitopatologia Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” Universidade de São Paulo 1997 Editora Agronômica Ceres Ltda. São Paulo - SP
  2. 2. Capa e Projeto Gráfico: Rosana Milaré Impressão/Acabamento: Editora Ave Maria Ltda. Edição Ceres IV (66) Editado pela Editora Agronômica CERES Ltda. Av. Pompéia, 1783 - Vila Pompéia CEP 05023-001 - São Paulo - SP Fones: (035) 441-2138 Responsável: Eng. Agr. José Peres Romero ISBN 85-318-0008-0 Dados lnternacionais de Catalogação na Publicação (CIP) DIVISÃO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO - Campus “Luiz de Queiros”/ USP Manual de fitopatologia/editado por Hiroshi Kimari ... [et al]. - 3. ed. São Paulo: Agronômica Ceres. 1995- 1997. 2v.: il. Conteúdo: v. 1 Princípios e conceitos - v. 2 Doenças das plantas cultivadas 1. Cultura agrícola – Doença 2. Planta - Doença I. Kimati, Hiroshi. ed. CDD 581.2
  3. 3. Autores A. A. Henning - EMBRAPA, Londrina, PR A. Bergamin Filho - ESALQ-USP, Piracicaba, SP A.Bianchini*- IAPAR, Londrina, PR A. C. Maringoni - UNESP, Botucatu, SP A. de Goes - UNESP, Jaboticabal, SP A. Grigoletti Júnior - EMBRAPA, Colombo, PR A. M. Q. Lopez - UFAI, Maceió, AL A. M. R. Almeida - EMBRAPA, Londrina, PR C. A. Forcelini - UPF, RS C. G. Auer - EMBRAPA, Colombo, PR C. Kurozawa - UNESP, Botucatu, SP C. L. Salgado - ESALQ-USP, Piracicaba, SP C. V. Godoy*- ESALQ-USP, Piracicaba, SP D. R. Trindade - EMBRAPA, Belém, PA E. Cia - IAC, Campinas, SP E. Feichtenberger - IB, Sorocaba, SP E. L. Furtado - UNESP, Botucatu, SP E. M. Reis - UPF, RS E. Piccinm*- ESALQ-USP, Piracicaba, SP E.R. N. Ortiz - LINCK Agroindustrial, Cachoeira do Sul, RS F. M. Assis Filho - UFRPe, Recife, PE G. Pio-Ribeiro - UFRPe, Recife, PE G. W. MüIler - IAC, Campinas, SP H. Kimati - ESALQ-USP, Piracicaba, SP H. Kuniyuki - IAC, Campinas, SP H.Tokeshi - ESALQ-USP, Piracicaba, SP I. J. A. Ribeiro - IAC, Campinas, SP I. P. Bedendo - ESALQ-USP, Piracicaba, SP J. A. Betti - IAC, Campinas, SP J. A. C. de Souza Dias - IAC, Campinas, SP J. A. M. Rezende - ESALQ-USP, Piracicaba, SP J. Bleicher - EMPASC, Caçador, SC J. C. de Freitas*- ESALQ-USP, Piracicaba, SP J. F. V. Silva - EMBRAPA, Dourados, MS J. R. Stangarlin*- ESALQ-USP, Piracicaba, SP J. T. Yorinori - EMBRAPA, Londrina, PR L. Amorim - ESALQ-USP, Piracicaba, SP L. E. A. Camargo - ESALQ-USP, Piracicaba, SP L. Gasparotto - EMBRAPA, Manaus, AM L. P. Ferreira - EMBRAPA, Londrina, PR L. S. Poltronieri - EMBRAPA, Belém, PA M. A. Pavan - UNESP, Botucatu, SP M. A. S. Tanaka - IAC, Campinas, SP M. Barreto - UNESP, Jaboticabal, SP M. Dalla Pria*- UEPG, PR M. E. T. Nunes*- UNESP, Ilha Solteira, SP M. I. Fancelli - ESALQ-USP, Piracicaba, SP M. I. P. M. Lima - EMBRAPA, Manaus, AM M.M. F. B. dos Santos*- ESALQ-USP, Piracicaba, SP
  4. 4. M. Menezes - UFRPe, Recife, PE M. T. Iamauti*- Dow Chemical, São Paulo, SP N. A. Wulff*- ESALQ-USP, Piracicaba, SP N. G. Fernandes - UNESP, Jaboticabal, SP N. Guirado - IAC, Campinas, SP N. R. X. Nazareno - IAP, Curitiba, PR N. S. Massola Jr* - ESALQ-USP. Piracicaba, SP O. A. P. Pereira - AGROCERES, Rio Claro, SP P. C. Ceresini - UNESP, Ilha Solteira. SP P. Caldari Jr*- ESALQ-USP, Piracicaba, SP R. B. Bassanezi*- ESALQ-USP, Piracicaba, SP R. C. Panizzi - UNESP. Jaboticabal, SP R. L. R. Mariano - UFRPe, Recife, PE R. M. Moura - UFRPe, Recife, PE R.M. V. B. C. Leite - EMBRAPA, Londrina, PR R.S. B. Coelho - UFRPe, Recife. PE R. T. Casa - UPF, RS S. F. Pascholati - ESALQ-USP, Piracicaba, SP S. M. T. P. G. Carneiro*- IAPAR, Londrina, SP S. M. Véras - UFRPe, Recife, PE S. R. Galleti*- IB, São Paulo, SP T. L. Krugner - ESALQ-USP, Piracicaba, SP Z. J. M. Cordeiro*- EMBRAPA, Cruz das Almas, BA * Alunos do Curso de Pós-graduação, Departamento de Fitopatologia, ESALQ-USP
  5. 5. PREFÁCIO À TERCEIRA EDIÇÃO É com prazer que apresentamos aos engenheiros-agrônomos, estudantes e técnicos brasileiros a terceira edição do Manual de Fitopatologia: Doenças das Plantas Cultivadas (Volume 2). Desde a publicação da primeira edição, em 1968, mais de 40.000 exemplares do Manual já foram vendidos, fatos sem precedente na história da Fitopatologia brasileira. Esta terceira edição mantém a divisão em dois volumes introduzida na edição anterior. Da mesma forma que ocorreu com o Volume 1 (Manual de Fitopatologia: Princípios e Conceitos), publicado em 1995, neste Volume 2 houve significativa ampliação do material apresentado: das 37 culturas abordadas na segunda edição, publicada em 1980, passou-se agora para 67 culturas, tornando este Manual ainda mais abrangente e de maior utilidade para nossos profissionais e estudantes da área agronômica. O número de ilustrações coloridas também foi consideravelmente aumentado. Nesta edição, optou-se pela apresentação das doenças de cada cultura de acordo com sua etiologia, na seguinte seqüência: doenças causadas por vírus, bactérias, fungos e nematóides. A nomenclatura dos vírus causadores de doenças de plantas foi atualizada de acordo com o lnternational “Cormmittee on Taxonomy of Viruses” (Archives of Virology, Suppl . 10, 1995. 586 P ). Apesar das mudanças, esta edição mantém os mesmos objetivos das anteriores. Como foi dito Com propriedade no prefácio da primeira edição, em 1968, este livro “não tem pretensões de ser um tratado de fitopatologia, nem de abordar todos os temas ventilados com profundidade ou originalidade. Limitamo-nos a apresentar os temas como são tratados nas várias disciplinas de Fitopatologia da Escola Superior de Agricultura ‘Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo, de forma a possibilitar aos estudantes e engenheiros-agrônomos uma visão geral acerca dos princípios e conceitos básicos da Fitopatologia, num livro eminentemente didático”. Finalmente, não poderíamos deixar de destacar o apoio recebido de numerosas pessoas e organizações: dos autores dos diversos capítulos, pela confiança manifestada no nosso trabalho; de nossos alunos de pós-graduação, pelas sugestões na fase de planejamento deste volume e pelas correções feitas no texto; do Departamento de Fitopatologia da ESALQ-USP, pelas excelentes condições de trabalho que sempre ofereceu; das agências de fomento FAPESP, CNPq, CAPES, FINEP e Comunidade Econômica Européia, pelo imprescindível apoio financeiro para a formação científica da maioria dos autores; à Editora Agronômica ‘Ceres’, na pessoa do engenheiro-agrônomo Jose Peres Romero, que tudo iniciou, pelo estímulo constante. Os editores
  6. 6. Índice 1. DOENÇAS DO ABACATEIRO ..........................................................................................................10 E. Piccinin & S. F. Pascholati 2. DOENÇAS DO ABACAXI...................................................................................................................18 A. de Coes 3. DOENÇAS DA ALCACHOFRA.........................................................................................................24 M. M. F. B. dos Santos, j.R. Stangarlin & S.F. Pascholati 4. DOENÇAS DA ALFACE .....................................................................................................................27 M. A. Pavan & C. Kurozawa 5. DOENÇAS DA ALFAFA.......................................................................................................................33 M. T. Iamauti & C. L. Salgado 6. DOENÇAS DO ALGODOEIRO .........................................................................................................40 E. Cia & C. L. Salgado 7. DOENÇAS DO ALHO E DA CEBOLA .............................................................................................55 M. E.T.Nunes & H. Kimati 8. DOENÇAS DO AMENDOIM..............................................................................................................70 M. Barreto 9. DOENÇAS DE ANONÁCEAS E DO URUCUZEIRO......................................................................82 A.M. Q.Lopez 10. DOENÇAS DO ARROZ.......................................................................................................................88 I. P. Bedendo 11. DOENÇAS DO ASPARGO..................................................................................................................102 A. C. Maringoni 12. DOENÇAS DA AVEIA.........................................................................................................................106 C. A. Forcelini & E. M. Reis 13. DOENÇAS DA BANANEIRA .............................................................................................................113 Z. J. M. Cordeiro & H. Kimati 14. DOENÇAS DA BATATEIRA..............................................................................................................136 J. A. C. de Souza Dias & M. T. Iamauti 15. DOENÇAS DA BATATA-DOCE ........................................................................................................160 R. S. B. Coelho, G. Pio-Ribeiro & R. L. R. Mariano 16. DOENÇAS DO CACAUEIRO.............................................................................................................171 M. Dalla Pria & L. E. A. Camargo 17. DOENÇAS DO CAFEEIRO ................................................................................................................178 C. V. Godoy, A. Bergamin Filho & C. L. Salgado 18. DOENÇAS DO CAJUEIRO.................................................................................................................193 M. Menezes 19. DOENÇAS DA CANA-DE-AÇÚCAR.................................................................................................199 H. Tokeshi 20. DOENÇAS DO CAQUIZEIRO ...........................................................................................................215 R. B. Bassanezi & L. Amorim
  7. 7. 21. DOENÇAS DO CAUPI.........................................................................................................................222 G. Pio-Ribeiro & F. M. Assis Filho 22. DOENÇAS DA CENOURA .................................................................................................................232 M. I. Fancelli 23. DOENÇAS DA CEVADA.....................................................................................................................237 C. A. Forcelini & E. M. Reis 24. DOENÇAS DO CHÁ ............................................................................................................................242 E. L. Furtado 25. DOENÇAS DOS CITROS.....................................................................................................................246 E. Feichtenberger, G. W. Müller & N. Guirado 26. DOENÇAS DO COQUEIRO ................................................................................................................280 R. L. R. Mariano 27. DOENÇAS DO CRAVEIRO-DA-ÍNDIA............................................................................................294 M. Dalla Pria & L. E. A. Camargo 28. DOENÇAS DAS CRUCIFERAS .........................................................................................................297 A. C. Maringoni 29. DOENÇAS DAS CUCURBITÁCEAS.................................................................................................307 C. Kurozawa & M. A. Pavan 30. DOENÇAS DO DENDEZEIRO...........................................................................................................319 D. R. Trindade 31. DOENÇAS DA ERVA-MATE.............................................................................................................325 A. Grigoletti júnior & C. G. Auer 32. DOENÇAS DA ERVILHA...................................................................................................................328 J.R. Stangarlin, S. E. Pascholati & C. L. Salgado 33. DOENÇAS DO EUCALIPTO..............................................................................................................337 T. L. Krugner & C. G. Auer 34. DOENÇAS DO FEIJOEIRO ...............................................................................................................353 A. Bianchini, A. C. Maringoni & S. M. T. P. G. Carneiro 35. DOENÇAS DA FIGUEIRA..................................................................................................................376 S. R. Galleti & j. A. M. Rezende 36. DOENÇAS DE FRUTEIRAS DA AMAZÔNIA.................................................................................382 S. M. Véras, M. I. P. M. Lima & L. Gasparotto 37. DOENÇAS DO FUMO.........................................................................................................................387 C. V Godoy & C. L. Salgado 38. DOENÇAS DO GENGIBRE................................................................................................................396 P C Ceresini & N. R. X. Nazareno 39. DOENÇAS DO GERGELIM...............................................................................................................401 N. A. Wulff & 5. E. Pascholati 40. DOENÇAS DO GIRASSOL.................................................................................................................409 R. M. V. B. C. Leite 41. DOENÇAS DA GOIABEIRA ..............................................................................................................422 E. Piccinin & S. E. Pascholati
  8. 8. 42. DOENÇAS DO GRÃO-DE-BICO.......................................................................................................428 J. R. Stangarlin & S. E. Pascholati 43. DOENÇAS DO GUARANA.................................................................................................................430 D. R. Trindade & L. S. Poltronieri 44. DOENÇAS DO INHAME ....................................................................................................................434 R. M. Moura 45. DOENÇAS DA MACIEIRA E OUTRAS POMÁCEAS....................................................................440 J. Bleicher 46. DOENÇAS DO MAMOEIRO..............................................................................................................452 J. A. M. Rezende & M. I. Fancelli 47. DOENÇAS DA MAMONEIRA ...........................................................................................................463 N. S. Massola Jr. & I. P. Bedendo 48. DOENÇAS DA MANDIOCA...............................................................................................................466 N. S. Massola Jr. & I. P. Bedendo 49. DOENÇAS DA MANGUEIRA ............................................................................................................475 I. J. A. Ribeiro 50. DOENÇAS DO MARACUJAZEIRO .................................................................................................488 C. Pio-Ribeiro e R. de L. R. Mariano 51. DOENÇAS DA MENTA.......................................................................................................................498 M. M. E. B. dos Santos, J. R. Stangarlin & S. E. Pascholati 52. DOENÇAS DO MILHO.......................................................................................................................500 O. A. P. Pereira 53. DOENÇAS DO MORANGUEIRO......................................................................................................516 M. A. S. Tanaka, J. A. Betti & H. Kimati 54. DOENÇAS DA NOGUEIRA PECAN.................................................................................................530 E. R. N. Ortiz & L. E. A. Camargo 55. DOENÇAS DA PIMENTA-DO-REINO .............................................................................................536 D. R. Trindade & L. S. Poltronieri 56. DOENÇAS DOS PINHEIROS.............................................................................................................541 T. L. Krugner & C. G. Auer 57. DOENÇAS DAS PLANTAS ORNAMENTAIS .................................................................................549 P. Caldari Junior, J. C. de Freitas & J. A. M. Rezende 58. DOENÇAS DO QUIABEIRO..............................................................................................................571 N. S. Massola Jr. & I. P. Bedendo 59. DOENÇAS DE ROSÁCEAS DE CAROÇO.......................................................................................576 J. Bleicher 60. DOENÇAS DA SERINGUEIRA..........................................................................................................583 D. R. Trindade & E. L. Furtado 61. DOENÇAS DA SOJA ...........................................................................................................................596 A. M. R. Almeida, L. P. Ferreira, J. T. Yorinori, J. E. V. Silva & A. A. Henning 62. DOENÇAS DAS SOLANÁCEAS........................................................................................................618 C. Kurozawa & M. A. Pavan
  9. 9. 63. DOENÇAS DO SORGO.......................................................................................................................628 R. C. Panizzi & N. G. Fernandes 64. DOENÇAS DO TOMATEIRO.............................................................................................................641 C. Kurozawa & M. A. Pavan 65. DOENÇAS DO TREMOCEIRO .........................................................................................................670 C. A. Forcelini & E. M. Reis 66. DOENÇAS DO TRIGO........................................................................................................................675 E. M. Reis, R. T. Casa & C. A. Forcelini 67. DOENÇAS DA VIDEIRA ....................................................................................................................686 L. Amorim & H. Kuniyuki PRANCHAS COLORIDAS
  10. 10. DOENÇAS DO ABACATEIRO (Persea americana Mill.) E. Piccinin & S. F. Pascholati O abacateiro é cultura originária do continente americano, tendo México e Guatemala como seu centro de diversidade. Todas as variedades comerciais de abacate são da espécie Persea americana, que subdivide-se em duas variedades botânicas: a antilhana (P americana var. americana) e a mexicana (P. americana var. drymifolia). Encontramos também híbridos de P americana var. americana com P nubigena var. guatemalensis. Por tratar-se de uma fruta tropical, existe interesse no abacate para fins de exportação, sendo o mesmo apreciado pelo mercado americano e europeu. GOMOSE - Phytophthora cinnamomi Rands Sintomas - A gomose ou podridão de raízes do abacateiro é uma das principais doenças da cultura tanto em viveiro como em campo. Sintomas desta doença são muito semelhantes aos da gomose dos citros, iniciando-se com amarelecimento generalizado das folhas, lembrando deficiência de nitrogênio. A seguir, ocorre queda das folhas e exposição dos ramos. Observa-se também seca de ramos do ponteiro. Frutos raramente apresentam sintomas da doença. É comum ocorrer, no entanto, um repentino aumento na produção de frutos menores na fase que antecede a morte das plantas. As raízes exibem descoloração e sintomas de necrose, e as radicelas ficam quase que totalmente destruídas. Fendilhamento da casca, na região próxima ao colo da planta, pode também ser observado, associado à exsudação de goma. Tecidos localizados logo abaixo da casca fendilhada apresentam coloração marrom e necrose. De um modo geral, a doença somente é percebida em estádio muito avançado, quando torna-se muito difícil seu controle, culminando com a morte da planta. Etiologia - O fungo P cinnamomi pertence à subdivisão Mastigomycotina e classe Oomycetes, apresentando hifa não-septada. O patógeno produz esporos assexuais, os zoósporos, que são liberados na presença de água e infectam o hospedeiro. Como estrutura de reprodução sexuada, o fungo produz oósporos, que apresentam paredes espessas e servem como estrutura de resistência. Esse patógeno tem boa capacidade saprofítica, podendo sobreviver por longos períodos desta forma. A sobrevivência do mesmo no solo e na ausência de plantas hospedeiras pode chegar até oito anos na forma de clamidósporo, e em raízes infectadas no mínimo 15 anos. O fungo necessita de água livre para que os zoósporos possam se locomover e infectar o hospedeiro. Portanto, a ocorrência da doença depende da presença de umidade elevada no solo, bem como de temperaturas entre 21 e 300 C. Temperaturas acima de 33ºC inibem o desenvolvimento da doença completamente, enquanto que temperaturas entre 9 e 120 C reduzem muito sua incidência. Na literatura internacional são relatadas outras espécies de Phytophthora atacando o abacateiro, como P cactovorum e P citricola, que, normalmente não causam cancros, apenas podridões de raízes. Controle - Medidas de controle incluem: a) uso de porta-enxertos tolerante ao fungo, como os
  11. 11. mexicanos Barr Duke, Duke, D9, Thomas, Toro Canyon, Borchard, Topa Topa e G-6; os guatemalenses G1033, Martin Grande (híbridos deR americana com P schiendeana Ness) G755a, G755b, G755c, UCR 2007, UCR 2008,UCR 2022, UCR 2023 e UCR 2053; e G-755 (P schiedeana); b) aquisição ou produção de mudas de qualidade; c) remoção de restos de cultura tanto em viveiro como em campo; d) plantio de mudas em locais não encharcados; e) cuidados com o balanço nutricional. Níveis elevados de nitrogênio e pH e baixos de cálcio e fósforo aumentam a predisposição da planta à doença; f) evitar ferimentos nas raízes ou mesmo no tronco das árvores, pois constituem-se em vias de entrada do patógeno na planta; g) usar fungicidas quando a doença é constatada em seu início. Entre os fungicidas com possibilidade de uso temos: metalaxyl (aplicação via solo) e fosetyl alumínio (pulverização foliar). PODRIDÃO DE RAÍZES - Rosellinia necatrix Prill (Dematophora necatrix) De maneira geral, a podridão de Rosellinia não tem grande importância econômica, sendo problema apenas em áreas isoladas. É uma doença típica de áreas recém-desbravadas, devido a alta capacidade saprofítica do patógeno. Sintomas - Inicial mente observa-se murcha e sintomas que lembram deficiência nutricional, caracterizados por amarelecimento foliar. A doença manifesta-se de maneira lenta, levando alguns meses ou até anos para matar o hospedeiro. São comuns sintomas de murcha ou seca de folhas mais novas, ocasionando seca de ponteiros, que pode ocorrer por toda a planta ou apenas cm algum lado da planta, correspondendo ao lado do sistema radicular afetado. Sintomas e sinais nas raízes caracterizam-se por podridão e coloração branca logo abaixo da casca. Etiologia - Em geral o fungo ascomiceto R. necatrix, um parasita facultativo, é facilmente encontrado cm restos de troncos, raízes mortas ou matéria orgânica devido à sua capacidade saprofítica. Em condições de elevada umidade, o patógeno pode formar cordões miceliais de coloração negra sobre as raízes ou sobre a matéria orgânica próxima à planta atacada. E comum também a presença de peritécios sobre raízes, quando o estado de podridão radicular mostra-se bem avançado. Controle - Deve-se: evitar o plantio em áreas recém-desbravadas ou cm regiões muito ricas em matéria orgânica; amontoar e queimar restos de cultura e raízes presentes no solo; eliminar plantas doentes e seus sistemas radiculares através da queima dos mesmos, se possível no próprio local, e alqueivar o solo; evitar o plantio em solos úmidos; evitar ferimentos nas plantas, principalmente nas raízes, durante as operações de cultivo; utilizar porta-enxertos resistentes (as variedades mexicanas e guatemalenses são muito sensíveis ao patógeno). CANCRO E PODRIDÃO DE FRUTO - Dothiorella gregaria Sacc. Sintomas - Podem ser observados tanto em ramos, tronco ou ainda em frutos, neste último caso sendo mais comuns em pós-colheita. Nos ramos e troncos, a doença manifesta-se através de fendilhamento e escamamento, sendo possível observar uma massa branca pulverulenta nos pontos de fendilhamento. Sintomas de cancro têm importância esporádica e ocorrem somente em algumas variedades. Locais afetados
  12. 12. tendem a exibir descoloração e necrose dos vasos, interrompendo o fluxo normal da seiva, provocando a seca de ramos e podendo, inclusive, causar a morte da planta. O patógeno pode ocasionar danos no colo das plantas e, ocasionalmente, sintomas de seca dos ponteiros. Na superfície dos frutos ainda verdes, sintomas aparecem inicialmente como pequenas pontuações de coloração marrom ou púrpura. As lesões formadas aumentam de tamanho, até envolver o fruto completamente. O patógeno tende a invadir a polpa do abacate, ocasionando um escurecimento de tonalidade marrom e liberação de odor desagradável. Também pode ocorrer a queda prematura dos frutos, visto que o fungo pode infectar o pedúnculo dos mesmos. Etiologia - O agente causal tanto do cancro como das podridões de frutos é Dothiorella gregaria. Porém, na literatura encontramos D. ribis e D. aromatica associados a sintomas semelhantes. No entanto, até o momento não foram conduzidos trabalhos a fim de verificar a ocorrência ou não das demais espécies em nossas condições e avaliar os danos causados pela doença, principalmente em pos-colheita. O patógeno é beneficiado por alta umidade e presença de matéria orgânica, devido a sua capacidade saprofítica. Em geral, o inóculo primário responsável pelas infecções nos frutos é oriundo de ramos Secos. Controle – Recomendam-se: eliminação de ramos secos ou debilitados, frutos com sintomas de podridões e árvores cm produção com sintomas típicos da doença; plantio em locais bem drenados e sem excesso de matéria orgânica; aplicação regular de fungicidas cúpricos ou ditiocarbamatos após operações de poda; proteção de ferimentos com pasta cúprica; aplicação preventiva dos mesmos fungicidas, em 2 a 3 aplicações a partir de setembro, em áreas altamente afetadas; utilização de enxertia alta e de porta-enxertos resistentes e aplicação de fungicidas cúpricos na região de enxertia. OÍDIO - Oidium persicae Sintomas - São facilmente reconhecidos, ocorrendo cm folhas novas e, ocasionalmente, cm ramos novos. No inicio da doença, pode-se observar pequenas manchas esbranquiçadas e pulverulentas, de formato circular, com aproximadamente 0,5 cm de diâmetro, focalizadas na superfície superior das folhas, correspondendo, na página inferior, a pequenas áreas cloróticas. Com o desenvolvimento da doença, toda a folha fica tomada por um crescimento branco pulverulento, que corresponde aos esporos do patógeno. Folhas afetadas apresentam necrose e enrugamento ou deformações do limbo foliar, podendo ocorrer queda de folhas em plantas bastante atacadas. Etiologia - O agente causal do oídio é o fungo Oidium persicae, um ectoparasita, que apresenta, conidióforos curtos e conídios hialinos, elíticos e produzidos em cadeia. Condições climáticas favoráveis ao fungo são alta umidade relativa e temperaturas elevadas, sendo seu desenvolvimento prejudicado por chuvas constantes. Controle - É feito de modo curativo através da aplicação de fungicidas à base de enxofre. Apesar de existirem outros fungicidas mais eficientes, os mesmos não podem ser aplicados pois não são registrados para a cultura. VERRUGOSE - Sphaceloma perseae Jenkins A verrugose, ou sarna do abacateiro, conhecida desde 1918 na Flórida, foi encontrada no Brasil pela
  13. 13. primeira vez em 1938 em Limeira. E uma das principais doenças do abacateiro, visto que a mesma, além de depreciar a aparência do fruto, pode provocar também a queda de frutos jovens bem como o subdesenvolvimento em situações de alta severidade de doença. Sintomas - São observados principalmente nos frutos, na forma de pequenas pontuações eruptivas, verrugosas, com tamanho de 5 a 6 mm de coloração marrom, que aumentam rapidamente e coalescem. A infecção nos frutos nunca ultrapassa a casca. A doença também pode ocasionar sintomas em folhas, na forma de pequenas pontuações de cor chocolate, com 1 a 2 mm de diâmetro, arredondadas quando localizadas no limbo foliar e ligeiramente alongadas quando nas nervuras, lembrando cochonilhas. Quando severamente atacadas, as folhas tendem a deformar e até mesmo sofrer rompimento do limbo foliar, além de redução da área fotossintética. Etiologia - A doença é ocasionada pelo fungo S. perseae, que ataca folhas com no máximo 3 cm de comprimento e frutos com menos de 5 cm e desenvolve-se somente em condições de umidade elevada. Controle - Recomenda-se a utilização de variedades resistentes. Variedades pertencentes ao grupo antilhano apresentam elevada suscetibilidade à verrugose das folhas e menor de fruto. Variedades do grupo guatemalense, por sua vez, apresentam elevada suscetibilidade nos frutos e baixa nas folhas. O controle da doença pode também ser feito com a aplicação de fungicidas cúpricos. No caso dos frutos, deve-se iniciar o controle quando pelo menos 2/3 das pétalas caírem e mantê-lo até os frutos atingirem 5 cm de diâmetro. Para as folhas, o controle deve ser leito somente nos períodos de brotações até que as mesmas atinjam um mínimo de 3 cm de comprimento. Em viveiro de mudas, para variedades do grupo guatemalense, deve-se realizar aplicação quinzenal de fungicidas cúpricos. CERCOSPORIOSE - Cercospora purpurea Cooke, C. perseae Ellis & Martin Esta doença é muito importante nos cultivos de abacate da América Latina e Flórida. Sintomas - Nos frutos são caracterizados por pequenas lesões, ligeiramente deprimidas e irregulares, de coloração marrom e bordos definidos. Em condições de alta umidade, podem surgir alguns pontos de coloração acinzentada no centro das lesões, os quais correspondem à esporulação do patógeno. Lesões nos frutos apresentam tamanhas aproximadas de 3 a 6 mm de diâmetro e, com o envelhecimento, tendem a provocar fissuras nos tecidos, possibilitando a infecção por outros patógenos. A queda de frutos é um dos sintomas mais severos da doença, podendo acarretar elevada perda na produção. Sintomas nas folhas caracterizam-se pela presença de lesões angulares de coloração marrom ou cinza, com halo clorótico. As lesões apresentam tamanho de 1 a 3 mm de diâmetro e são visíveis nas duas faces da folha, tendendo a coalescer. Tecidos necrosados no centro das lesões tendem a cair, facilitando o rasgamento do limbo foliar. As lesões podem ocorrer também no pedúnculo dos frutos, o que induz a queda dos mesmos. Essas lesões mostram-se muito semelhantes às do fruto, porém de coloração escura, formato circular e tamanho aproximado de 1 a 5 mm. Etiologia - No Brasil foram encontradas 2 espécies de Cercospora associadas à doença: Cercospora purpurea e C. perseae. A primeira é a única relatada até o momento no Estado de São Paulo. A incidência da doença inicia-se gradativamente na primeira metade do período chuvoso, atingindo um pico nos meses de
  14. 14. junho e julho. Nesse momento, inicia-se a queda das folhas. A sobrevivência do patógeno na cultura dá-se através das infecções foliares. Visto que a principal forma de disseminação do patógeno é por via aérea, a ocorrência da doença nos frutos é observada desde o início da frutificação. Controle - Recomenda-se o uso de variedades resistentes, entre as quais as resistentes Collinson e Pollock (variedades antilhanas) e as medianamente resistentes Price, Simminds e Linda (variedades guatemalenses). Wagner é altamente suscetível (variedade guatemalense). O controle químico é complicado devido ao porte da planta e à inexistência de produtos de boa eficiência registrados para o uso na cultura. Porém, é possível a aplicação) de cúpricos e ditiocarbamatos em casos onde a doença ocorre após a queda das folhas, pouco antes da florada do abacateiro, e logo após a queda de 2/3 das pétalas. ANTRACNOSE - Glomerella cingulata (Stonem) Spauld & Schrenk (Colletotrichum gloeosporioides (Penz.) Sacc.). Sintomas - A antracnose afeta principalmente frutos, sendo possível encontrar o patógeno infectando folhas, flores e ramos, porém sem ocasionar danos à cultura. Sintomas em folhas são caracterizados por manchas necróticas de coloração escura, com bordos definidos e formato irregular. O patógeno pode ocorrer também nos ramos, causando necroses escuras e seca dos ramos e ponteiros, sendo este um sintoma de ocorrência rara. As flores podem ser facilmente afetadas pelo patógeno, ocorrendo seca ou abscisão das mesmas ou então serem infectadas através do botão floral, o que afetará o desenvolvimento do fruto, causando queda prematura e/ou podridão. Sintomas nos frutos são característicos, iniciando-se por pequenas pontuações de coloração marrom a preta, com formato circular e tamanho aproximado de 6-13 mm, de diâmetro. As lesões tendem a evoluir atingindo parte do fruto ou necrosando-o completamente. As necroses ultrapassam a casca e alcançam a polpa do fruto. Uma vez dentro do fruto, o fungo causa um escurecimento da polpa de coloração marrom ou bege. É muito comum a ocorrência de frutos com podridão no pedúnculo, a qual tem início nas infecções ocorridas nas flores ou em pós-colheita no ponto de cicatrização, caso ocorra a queda do pedúnculo. Em geral, este tipo de sintoma leva ao apodrecimento de todo o fruto, acarretando na planta a queda do mesmo. Podridões de frutos ocorrem em frutos maduros, sendo raros os efeitos em frutos verdes. A doença somente adquire importância em pomares mal tratados ou debilitados nutricionalmente. Etiologia - O patógeno Colletotrichum gloeosporioides corresponde, na forma teleomórfica, a Glomerella cingulata. O fungo necessita de água livre para que ocorra a germinação e infecção, sendo a faixa ideal de temperatura para o crescimento 22-270 C. Permanece latente em frutos verdes, causando sintomas apenas após seu amadurecimento. Controle - Deve ser realizado através de adubações e técnicas de manejo adequadas. Podas de limpeza e queima de material doente devem ser realizadas, no mínimo, anualmente. Ferimentos nos frutos devem ser evitados através de cuidados durante as operações de colheita e pós-colheita e controle de insetos. É importante lembrar que a manutenção do pedúnculo nos frutos n