Ortografia para o 3º bimestre 2012

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Ortografia para o 3º bimestre 2012

  1. 1. Sequência DidáticaReleitura com focalizaçãoObjetivos- Desenvolver atitude de preocupação com a escrita correta das palavras.- Refletir sobre o erro, produzindo dicas de como escrever corretamente.- Observar a regularidade morfológico-gramatical na formação de substantivos e adjetivos.ConteúdoOrtografia (escrita ESA/EZA).Anos6º ano.Tempo estimadoSeis aulas.Material necessárioCópia para os alunos do texto que será utilizado.Desenvolvimento1ª etapaCom base nas produções anteriores dos alunos, defina como realizar a sequência. Você pode fazer umareleitura com todas as dificuldades ortográficas que aparecem no texto ou se concentrar em um aspectoem especial. Isso dependerá do diagnóstico de ortografia de sua sala - por isso, é fundamental ter clarezasobre as principais dificuldades do grupo. Essa sequência é focada no uso do ESA e EZA. Você podeaproveitar as ideias aqui apresentadas para trabalhar com outras regularidades ortográficas. Selecione,para realizar sequência, um texto ou partes de um texto que os alunos já conheçam (veja uma sugestãoabaixo). Se não for esse o caso e os alunos não conhecerem a história, você deve ler o texto, conversandosobre o entendimento geral antes da realização da atividade de ortografia. É fundamental que a turmaesteja familiarizada com a história e as palavras utilizadas - para que o texto contextualizador dasequência didática não seja tratado apenas como um pretexto para trabalhar a ortografia.EXEMPLO:Dizei-me, espelhinho, com toda franqueza, quem é neste mundo que tem mais beleza? - Sois vós, minhaalteza, com toda certeza.2ª etapaForme duplas de acordo com as possibilidades de colaboração entre os alunos (critérios de afinidade e departicipação). Proponha que realizem a leitura. A cada palavra com a dificuldade enfocada, discuta suaescrita com questões como: que tipo de erro uma pessoa pode cometer nessa palavra? No caso, aspalavras terminadas em EZA. Peça que as anotem e expliquem suas dúvidas. Anote os comentários.3ª etapaFaça uma discussão coletiva com base nas anotações e explicações das duplas. Inclua outras palavras nadiscussão para que os alunos observem a categoria gramatical dessas palavras. Por exemplo: se belezavem de belo, leveza vem de qual palavra?4ª etapaComo lição extra para casa, amplie o vocabulário, dê uma lista de adjetivos/ substantivos e peça que ostransforme para se deparar com a terminação EZA (por exemplo, triste, pobre, rico). O mesmo pode serfeito com os adjetivos pátrios (inglês, português, chinês) e podem constar em um caça-palavras.
  2. 2. 5ª etapaElabore uma lista de palavras com terminações ESA e EZA. Proponha que os alunos separem-nas em doisgrupos, por exemplo: FINEZA, INGLESA, CHINESA, LIMPEZA, GRANDEZA, JAPONESA. Grupo A Grupo B Fineza InglesaEm seguida, pense em uma regra que os ajude a lembrar quando usar EZA e quando usar ESA. O importante não éa formulação de uma regra bem elaborada, mas a reflexão e a generalização do que foi analisado pela turma. Aideia é que ela possa utilizar como referência para escrever palavras da mesma categoria.Flexibilização para deficiência intelectual em processo de alfabetizaçãoProponha a contribuição do aluno na construção da tabela com o exercício que fez de lição de casa.6ª etapaSistematize as aprendizagens e finalize a sequência. Mostre que usamos EZA nos substantivos terminados com osom /EZA/ derivados de adjetivos. Ressalte que, no caso do ESA, trata-se de adjetivos de um tipo específico: osrelacionados à pátria que alguém pertence. Proponha que anotem no caderno para que não esqueçam e possamconsultar quando precisar. Vale ressaltar que a referência à nomenclatura é algo secundário, o importante é queos alunos tenham condição de formular uma regra que os auxiliem na decisão sobre a grafia dessas palavras.Portanto, nesse momento, aceite as fórmulas provisórias da turma desde que estejam coerentes. Muitas vezes,quando utilizam suas próprias palavras para explicar o que entenderam, eles desenvolvem um raciocínio eencontram uma lógica, o que torna mais fácil de recordar e usar em futuras produções escritas.AvaliaçãoProponha outras situações de releitura com focalização nas regularidades estudadas e analise se os alunosutilizam o conhecimento sobre essas descobertas nas suas explicações. Retome a etapa 5 caso a turma aindaapresente dúvidas. Observe se estão utilizando a explicação anotada. Se o aluno tiver compreendido aregularidade, não precisará recorrer a suas anotações.FlexibilizaçãoPeça ao grupo, num mesmo momento, atividades em diferentes níveis de desafio. Adeque a ele questões queirão avaliar suas competências. Considere também o tempo necessário para cada grupo conforme os desafios.Sequência DidáticaRefletindo sobre o uso do AM e ÃO finaisObjetivos- Refletir sobre o uso das terminações AM e ÃO em verbos (pretérito imperfeito e futuro do presente),compreendendo os efeitos de sentido decorrentes do uso de uma ou outra forma dentro de determinadocontexto.- Conhecer tempos verbais e praticar sua escrita.Conteúdos- Regularidades ortográficas: verbos terminados em AM e ÃO.- Pretérito imperfeito e futuro do presente.
  3. 3. AnosDo 3º ao 5º ano.Tempo estimadoCinco aulas.Material necessárioCópia para todos os alunos dos textos que serão utilizados.Desenvolvimento1ª etapaApresente aos alunos a proposta de trabalho: pensar sobre quando deve-se usar AM ou ÃO em verbos.Explique a forma como estarão organizados para realizá-la: primeiro todos vão discutir coletivamente e,depois, duplas serão formadas. Selecione um bom texto que favoreça uma situação de leitura e apresenteverbos na terceira pessoa do plural do pretérito. Faça uma primeira leitura para a contextualização dotexto que será utilizado e compartilhe impressões da turma sobre o gênero, o autor e o conteúdo do texto.2ª etapaProponha uma reflexão coletiva sobre as palavras contidas no texto que indicam a ocorrência de fatos ousituações - que podem corresponder a ações, estados ou fenômenos da natureza -, mas que, conforme opropósito didático da sequência e as características de sua turma, podem focalizar apenas as ações.Discuta se é possível saber se tais ações já aconteceram ou acontecerão. Peça que justifiquem as respostase intervenha caso a discussão se torne confusa ou fora de foco. Encaminhe a conversa.Flexibilização para deficiência intelectual em processo de alfabetizaçãoFixe essa atividade entre as atividades do dia no painel de rotina da sala, leve o aluno até ele, informe asetapas do trabalho e peça sua contribuição (a ajuda pode ser em termos de comportamento e também dematerial ou lição que pode ter sido feita anteriormente). Antecipe a leitura bem explorada do texto quepode ser feita junto ao AEE ou como lição de casa. Explique para quem ajudará o aluno quais osobjetivos da atividade.3ª etapaForme duplas, de acordo com as possibilidades de colaboração entre os alunos. Distribua uma versão dotexto adaptada no futuro do presente com os verbos destacados. Oriente os grupos a lerem o texto, comatenção, e descobrirem o que há de diferente. Pergunte: que efeito a mudança na terminação das palavrasdestacadas causou? O som é parecido? E o sentido?4ª etapaApós a conversa sobre as mudanças no texto, espera-se que os alunos identifiquem as regularidadesortográficas morfológicas estudadas: tempo futuro marcado pela terminação dos verbos em ÃO e tempopassado marcado pela terminação dos verbos em AM. Sistematize as aprendizagens com a construção deuma explicação (regra) para o efeito provocado pelo uso do AM ou ÃO nessas palavras. Solicite queelaborem em duplas essa explicação. Peça então que todos socializem o que pensaram. Dessa forma, serápossível verificar se todos compreenderam o conteúdo, sabendo se devem utilizar AM ou ÃO no final deuma palavra, quando ela for um verbo. Escreva no quadro todas as explicações (certamente, muitas serepetirão, aproveite para marcar quantas vezes acontece e use como votação para escolher a descriçãomais precisa). Aproveite para diferenciar outras palavras (substantivos e advérbios) com essasterminações e ressalte que sua grafia não segue a mesma regra.Flexibilização para deficiência intelectual em processo de alfabetizaçãoProponha a discussão com todos os alunos, mas o registro das hipóteses pode ser feito em duplas. Peça aogrupo que produza uma tabela com todos os verbos levantados na discussão nas duas terminações. Issopode ser importante para ajudá-lo a memorizar esses verbos. Leve a tabela e os registros de hipóteses parao mural, fazendo com que ele contribua com as aprendizagens dos colegas.
  4. 4. 5ª etapaA regularidade dessa escrita deve ficar disponível na classe, afixada, por exemplo, em um mural deregistro de conhecimentos ortográficos, para ser consultada sempre que necessário. Dê destaque a essequadro. É importante também que façam esse registro nos seus cadernos. Sempre que apresentaremdúvidas ou quando escreverem da forma errada, sugira que vejam no quadro se está correto e se o sentidoda palavra é o que queriam dar.Flexibilização para deficiência intelectual em processo de alfabetizaçãoSe for um registro extenso, dê a ele uma folha com todas as palavras e com a explicação da regra jádigitado para colar no caderno.AvaliaçãoÉ hora de aplicar o que foi discutido e aprendido no estudo dessa sequência. Apresente aos alunos umtexto no qual os verbos apareçam escritos de forma equivocada e peça que façam uma revisão dessaspalavras. Ressalte que eles devem ficar atentos ao contexto e ao sentido da oração para não mudar o que otexto queria dizer. Oriente que justifiquem a escolha das terminações baseados no sentido dado.Flexibilização para deficiência intelectual em processo de alfabetizaçãoAssinale no texto algumas linhas em que ele deverá fazer alteração dos verbos. Respeite o tempo dele.Corrija-as e vá dando outras gradativamente. Acompanhe de perto e o ajude caso tenha dúvidas.Fonte Adaptação do Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor do 3º Ano - Ciclo Ie Guia de Planejamento e Orientações Didáticas do PIC - Projeto Intensivo do Ciclo I - 4º ano - LER EESCREVER-SME - São Paulo - 2008.Plano de AulaRegularidades ortográficasObjetivoRefletir sobre ortografia.Flexibilização para deficiência visual (utiliza máquina para escrita em braile com domínio depalavras e pequenas frases)Aproveitar as situações de escrita e discussão para ampliar o repertório do aluno quanto à ortografia.ConteúdoOrtografia: uso de R e RR.FlexibilizaçãoValorize a participação oral e a sonorização dos grafemas como colaboração coletiva.AnosDo 3º ao 5º ano.Tempo necessárioUma aula.Material necessárioFolha, lápis, borracha, revistas e uma cópia da fábula O Burro que Vestiu a Pele de um Leão.
  5. 5. FlexibilizaçãoMáquina braile ou reglete e punção.Desenvolvimento1ª etapaExplique que você vai ditar uma fábula de Esopo para ver como eles escrevem algumas palavras. Ressalteque eles devem se esforçar ao máximo e grafar da maneira que acham correto. Antes de iniciar, faça umacontextualização e comente sobre o gênero, o autor e possível conteúdo, remetendo-se ao título.Aproveite para ser um modelo de comportamento leitor. Faça o ditado e, a cada vez que palavras nasquais as letras R e RR estiverem entre vogais, pergunte aos alunos de que forma ela deverá ser escrita.FlexibilizaçãoCombine com o aluno a escrita em braile apenas das frases selecionadas com as palavras em estudo (R eRR), avise-o com um toque ou uma ordem para começar. Lembre-se de que a escrita em braile necessitade mais tempo e de maior atenção do aluno. Quando possível, peça ao AEE para transcrever o texto embraile anteriormente e ofereça ao aluno para acompanhar a atividade.O burro que vestiu a pele de um leãoUm burro encontrou uma pele de leão que um caçador tinha deixado largada na floresta. Na mesma hora,o burro vestiu a pele e inventou a brincadeira de se esconder numa moita e pular fora sempre que passassealgum animal. Todos fugiam correndo assim que o burro aparecia. O burro estava gostando tanto de ver abicharada fugir dele que começou a se sentir o rei leão em pessoa e não conseguiu segurar um belo zurrode satisfação. Ouvindo aquilo, uma raposa que ia fugindo com os outros parou, virou-se e se aproximoudo burro, rindo:- Se você tivesse ficado quieto, talvez eu também tivesse levado um susto. Mas aquele zurro boboestragou sua brincadeira! Moral: um tolo pode enganar os outros com o traje e a aparência, mas suaspalavras logo irão mostrar quem ele é de fato.2ª etapaOrganize os alunos em duplas e distribua um quadro que contenha várias palavras em que R e RRapareçam em vários contextos (que correspondem aos diferentes "sons de R"). Por exemplo: Risada Trabalho Formiga Verão Cigarra HonraDistribua também algumas revistas e peça que as duplas procurem palavras que tenham R e RR e quepossam ficar em cada coluna do quadro (embaixo de Risada, de Trabalho etc.). Ajude-os caso tenhamdúvidas na procura ou se você perceber que não entenderam as regularidades das palavras do quadro.
  6. 6. FlexibilizaçãoColoque o aluno com um colega que leia as palavras encontradas e que peça ajuda para classificá-las.3ª etapaSolicite que elaborem uma explicação a respeito de quando deve-se usar R e RR. Peça que eles ditem paravocê escrever no quadro. A questão do som e da localização da letra é fundamental que apareça nasexplicações. Estimule essa reflexão e debata com a turma. As regularidades encontradas nas escritasdevem ficar disponíveis na classe, afixada, por exemplo, em um mural de registro de conhecimentosortográficos. Deve ser consultada sempre que se precisar. É importante que o professor mostre comoutilizar o registro para que a turma tire dúvidas.FlexibilizaçãoSolicitar ao AEE a transcrição do registro de conhecimentos ortográficos em braile para o alunoconsultar.AvaliaçãoProponha outros ditados e produções escritas e analise se os alunos utilizam o registro como fonte dereferência. Se o aluno tiver compreendido a regularidade e a memorizado, não precisará recorrer a ele.FlexibilizaçãoProponha exercícios orais e pequenas produções escritas em braile.Sequência DidáticaReescrita com transgressão ortográficaObjetivos- Refletir sobre princípios das normas ortográficas.- Construir um repertório de regularidades ortográficas contextuais.Conteúdo- Ortografia: uso de E e I no fim de palavras pronunciadas com som de /i/.AnosDo 3º ao 5º ano.Tempo estimadoSeis aulas.Material necessárioPapel pardo ou cartolina e pincel atômico.FlexibilizaçãoPensando em um aluno com deficiência auditiva, mas capaz de fazer a leitura orofacial, que já escrevabem e não utilize Libras - pois nesse caso sempre terá direito a um intérprete na sala, recomenda-se falarsempre de frente para a criança (regra que vale tanto para o professor, quanto para o colega da dupla). Oaluno surdo deve sentar-se nas carteiras da frente da sala, próximo ao professor. Também é fundamentalque você escreva na lousa todos os pontos a serem trabalhados, para que o aluno possa fazer seusregistros. Isso facilita a compreensão, já que o aluno surdo terá o apoio visual da escrita. O professortambém pode utilizar esses registros para trabalhar com o aluno as marcas da oralidade, combinandodiferentes cores no quadro. Por exemplo: escreva em amarelo as transgressões (que normalmente
  7. 7. poderiam ser apenas faladas) e em branco a forma escrita corrigida. O trabalho em duplas pode favorecera colaboração para dificuldades específicas do aluno.No caso de um aluno ainda em processo de construção da escrita, vale ampliar as atividades para acriança surda, ao trabalhar com ela alguns passos aquém do grupo, aproveitando para selecionar outraspalavras, com erros comuns e próprios da deficiência. Outra situação comum nos casos de crianças comdeficiência auditiva são as próprias alterações na escrita que podem ser aprimoradas com o exercício, masque também precisam ser compreendidas como inerentes ao processo de aprendizagem dos surdos. Se oaluno ainda não é capaz de produzir textos, ele pode participar da sequência com listas e frases, usando omesmo tema. Também é possível acrescentar figuras às palavras novas ou desconhecidas.DesenvolvimentoFlexibilização para deficiência auditiva (faz leitura orofacial e está alfabetizado)Fale sempre de frente para o aluno (regra que vale tanto para o professor como para o colega da dupla).Coloque-o sempre sentado nas carteiras da frente da sala, próximo ao professor, e, nas configurações emgrupo, mantenha-o de frente para a lousa. Em cada momento das atividades, escreva os tópicos na lousapara que ele possa fazer seus registros ou entregue uma folha digitada com os itens da aula e vá ajudando-o a ticar cada um conforme o andamento da atividade.1ª etapaCom base nas produções dos alunos, defina com qual dificuldade ortográfica trabalhar. Essa sequência éfocada no uso do E e do I, mas ela pode ser aplicada também com palavras terminadas com O e U comsom de /u/ ("bambo"/"bambu", "tato"/"tatu", "urubu", "lobo", "cavalo" etc.) e outras regularidades.Escolha um texto conhecido pelos alunos e que tenha palavras terminadas em E e I com som de /i/ (como"leite", "perde", "perdi", "mente", "menti", "gente", "sapoti", "verde", "saci", "doce" etc.), faça um ditadodele e recolha as produções.Flexibilização para deficiência auditiva (faz leitura orofacial e está alfabetizado)Para que ele possa acompanhar melhor as atividades em classe e ampliar seus conhecimentos, dê liçõesextras. Por exemplo: para grifar palavras com essas terminações em um texto e organizá-las em duaslistas ou para escrever ao lado de cada verbo a conjugação que termina com i (perde - perdi, vende -vendi), esses verbos podem estar inseridos em frases ou em outros textos de referência.2ª etapaEm uma lista, reúna as palavras escritas na 1ª etapa, inclua outras terminadas em E e I com som de /i/ eentregue-a para cada dupla. Peça que os estudantes analisem e discutam quais foram grafadas de maneiracorreta e as que podem ser descartadas. Diga que construam uma tabela, separando-as em dois grupos, deacordo com a escrita. Incentive-os a discutir também sobre o significado de cada palavra, como "qual adiferença entre ‘perde’ e ‘perdi’?". Terminada a atividade, peça que compartilhem seus registros. Seja oescriba de uma tabela coletiva, dividindo as palavras em duas colunas conforme o que eles dizem -quando houver divergências, peça que explicitem seus raciocínios. Discuta sobre onde aparecem assílabas fortes nas palavras terminadas com E (penúltima ou antepenúltima sílaba) e nas com I (última).Sistematize as conclusões em cartazes para consulta.3ª etapaSelecione outro texto conhecido pelos alunos e tenha palavras terminadas com E e I. Realize um ditado.4ª etapaDiga que reescrevam o texto da 3ª etapa como se fossem alunos novos, que não estavam nas aulasanteriores e, portanto, não discutiram sobre o uso do E e do I. Essa tarefa parte do pressuposto de que,para transgredir uma regra, o indivíduo precisa ter conhecimento do que está violando.5ª etapaDevolva às crianças o ditado da 1ª etapa e peça que revisem os textos consultando os cartazes.
  8. 8. AvaliaçãoAnalise as transgressões que os alunos fizeram na 4ª etapa, observando se foram intencionais oualeatórias e se conseguiram errar de propósito o uso das vogais em questão no fim das palavras. Fiqueatento a outras dificuldades ortográficas que podem ser trabalhadas em propostas futuras. Nas demaisproduções escritas dos alunos, passe a avaliar o uso do E e I, sem deixar de analisar aspectos relacionadosà compreensão daquilo que se pretende comunicar. Proponha que os alunos reescrevam corretamente seustextos, consultando o mural de regras sempre que tiverem dúvidas.Fonte:Adaptação da proposta elaborada por Artur Gomes de Morais no livro Ortografia: Ensinar e Aprender.Sequência DidáticaPontuação nos discursosObjetivos- Analisar o modo de introdução do discurso do personagem na fala do narrador: discurso direto eindireto.- Constituir um repertório de marcas gráficas.- Reconhecer as diferenças de efeitos de sentido no uso dos discursos direto e indireto.Conteúdo específico- Pontuação nos discursos direto e indireto.TempoCinco aulas.Anos3º ao 5º ano.Material necessárioCópias de cinco textos de um mesmo gênero (contos, crônicas, lendas ou fábulas) que utilizem demaneiras variadas o discurso direto (com aspas, travessão, dois-pontos, parágrafo) e o indireto (comrecursos diversos para contar o que diz o personagem).FlexibilizaçãoPara que alunos com deficiência auditiva possam participar desta sequência didática, o primeiro passo éter cópias dos textos para que todos acompanhem a leitura. Disponha a turma em duplas, de maneira emque o aluno surdo seja acompanhado por uma criança bastante concentrada e com expressividade gestual.Numa primeira leitura peça para que grifem de cores diferentes os trechos em que ocorre o narrador e ostrechos em que ocorrem falas ou pensamentos de personagens. Em seguida, peça que listem aspersonagens e que façam a leitura dramatizada, encenando a história e utilizando mímica. Garanta aparticipação do estudante com deficiência auditiva.Durante a leitura dramatizada, faça com que todos verifiquem os discursos utilizados e solicite para quemarquem o discurso direto e o discurso indireto em cores diferentes. O uso do travessão como marca dodiscurso direto deve ser apresentado para a criança surda, explicando-se que para mostrar o diálogo naescrita empregamos o travessão (identificado pelo símbolo). Peça que as duplas observem os diferentesefeitos do discurso direto e do discurso indireto nas narrativas. Questione a turma: qual discurso utilizadotraz mais vida às personagens? Depois de discutirem oralmente as diferenças de sentido e de efeito dosdiscursos com a turma e garantir que tenham grifado os textos, anote todos os apontamentos no quadro,para acompanhamento do aluno com deficiência auditiva.Desenvolvimento
  9. 9. 1ª etapaForme duplas e distribua dois textos. Eles devem mostrar maneiras diferentes de apresentar a fala dospersonagens (pelo discurso direto e pelo indireto). Discuta as obras dos autores, seu estilo e ascaracterísticas do gênero. Dê alguns minutos para que todos leiam individualmente o material. Emseguida, diga que notem como cada autor organizou o discurso e produziu efeitos utilizando a pontuaçãopara construir o sentido.Flexibilização para deficiência intelectualSe o estudante ainda não dominar a leitura, faça dupla com ele ou o coloque com um colega maiscompetente. Leia alguns diálogos marcando bem a entonação de voz do personagem e peça queacompanhe sua leitura seguindo as palavras e pontuações com o dedo.2ª etapaPeça que observem qual diferença há entre os textos em relação aos discursos direto e indireto. Em qualdas maneiras as reações do falante são retratadas com mais fidelidade? Qual jeito de contar a históriadeixa o leitor mais distante das reações?3ª etapaRetome os dois textos e peça que os estudantes identifiquem as marcas de 1ª pessoa e de 3ª pessoa,relacionando-as com seus efeitos de sentido. Diga que os alunos destaquem com lápis coloridos as formasde representar as falas dos personagens. A intenção é que percebam a presença no discurso direto deverbos em 1ª pessoa (quando o autor reproduz literalmente a fala do personagem) e que no discursoindireto os verbos estão em 3ª pessoa (e o narrador conta o que o personagem falou).Flexibilização para deficiência intelectualPeça que, em casa, o aluno memorize alguns diálogos para apresentar para os colegas.4ª etapaLevante a discussão sobre as diferentes possibilidades de marcar no texto o discurso direto: dois-pontos,aspas, parágrafo e travessão. Apresente mais dois textos para que possam observar como outros autores osutilizaram.Flexibilização para deficiência intelectualDê ao aluno uma legenda com essas pontuações e peça que circule-as no texto.5ª etapaApresente ainda um novo texto que mostre diferentes maneiras de o travessão indicar o discurso dopersonagem: no início da frase (por exemplo, em - Oi, tudo bem?), no meio dela ("[...] - ele perguntou, econtinuou - [...]) ou no fim ([...] - Samuel falou). Peça que façam a mesma análise com os outro sinais.Organize com o grupo o registro do conhecimento construído por meio da observação, discussão e análisedos textos estudados.AvaliaçãoÉ hora de os alunos aplicarem o que foi aprendido no estudo dessa sequência. Organize atividadesindividuais de análise de pontuação de textos e depois discuta coletivamente, fazendo intervençõesespecíficas. Observe também se usam esses recursos de pontuação nas próximas produções de texto.Atividade PermanenteAprendendo a fazer uso da pontuaçãoIntroduçãoSabe-se que durante muitos anos se ensinou pontuação através de regras gramaticais apenas, de formadescontextualizada , tornando o assunto desinteressante e prescritivo-normativo. Cabe ao professor
  10. 10. oferecer aos alunos a possibilidade de observar o valor da pontuação dentro de enunciados linguísticos,fazer comparações com outras formas de pontuar e avaliar os efeitos de significado que as diferentesmaneiras podem conferir a estes mesmos enunciados.Para isso é preciso trabalhar com pequenos textos de diversos gêneros, fazer a observação de suapontuação e a finalidade a que ela se destina ali (poemas, notícias, recados, cartas, textos de panfletos,anúncios, de publicidade etc.). Conteúdos específicos- Conceito de pontuação aberta e pontuação fechada;- Conhecimento e utilização da pontuação segundo regras;- Reconhecimento da pontuação ou da falta de pontuação para se obter efeito estilístico;- Reconhecimento e emprego das diferentes formas de pontuação em diálogos.Anos7º a 9ºTempo estimado4 aulasMaterial necessárioTextos escritos tendo como suporte fichas ou a tela do computador.Obras literárias completas.Poesias avulsas ou em antologiasDesenvolvimento1ª etapa Proponha a leitura do poema Ouvir estrelas, de Olavo Bilac.Ouvir estrelas, de Olavo BilacOuvir estrelasOra, (direis) ouvir estrelas!Certo perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,Que, para ouvi-las, muita vez despertoE abro as janelas, pálido de espanto...E conversamos toda a noite, enquantoA via láctea, como um pálio aberto,Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,Inda as procuro pelo céu deserto.Direis agora: "Tresloucado amigo!Que conversas com ela? Que sentidoTem o que dizem, quando estão contigo?"E eu vos direi: "Amai para entendê-las!Pois só quem ama pode ter ouvidoCapaz de ouvir e de entender estrelas."2ª etapa Provoque uma discussão entre os alunos sobre a pontuação usada pelo poeta e seus efeitos nosversos; pergunte, por exemplo, que elementos do poema indicam que se trata de um diálogo; qual adiferença de ponto de vista entre o poeta e seu interlocutor.Peça que expliquem qual a importância dos parênteses no primeiro verso.O que sugere o uso das reticências no verso "E abro as janelas, pálido de espanto...? - Qual a condição
  11. 11. indicada pelo poeta para se poder ouvir as estrelas e que sinal de pontuação nos sugere essa percepção ousensação? Dessa forma, perceberão a importância da pontuação estilística, ou seja, utilizada para sugeriruma emoção, uma sensação, um sentimento.3ª etapa Trabalhe com outros textos literários nos quais se encontrem efeitos da pontuação estilística.Podem ser apresentados em fichas, ou lidos em antologias, ou pesquisados na Internet e selecionadospelos próprios alunos etc. (o capítulo Velho diálogo de Adão e Eva , em Memórias Póstumas de BrásCubas, de Machado de Assis é um bom exemplo para isso). A ausência de pontuação, em grande partedos poemas, também é um recurso estilístico, pois muitas vezes a própria disposição dos versos sugerepausas, expressividade.4ª etapa Trabalhe, em seguida com a turma, em grupos, propondo que realizem a próxima atividadevisando a garantir que as mensagens se tornem claras e objetivas, através do uso da pontuação adequada.Leia o textoA herançaUm homem rico estando muito mal de saúde, pediu que lhe trouxessem papel e tinta.Escreveu o seguinte:Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta dopadeiro nada dou aos pobres .Deu o último suspiro antes de ter podido fazer a pontuação. A quem, afinal, deixava sua fortuna?Eram apenas quatro os citados.No dia seguinte, ao receberem o papel, cada um dos citados deu ao texto a pontuação e a interpretaçãoque lhe favorecia.Reescreva o texto pontuando da mesma forma que eles.O sobrinho fez a seguinte pontuação:A irmã chegou em seguida e o pontuou assim:O padeiro pediu cópia do original e o deixou dessa forma:A notícia se espalhou pelas redondezas e um sabido homem representando os pobres deixou o texto dessejeito:Após a realização da atividade, discuta com os alunos o uso das vírgulas, do ponto final, do ponto-e-vírgula e de outros sinais que tenham usado para concluir as mensagens.Registre as conclusões a respeito do uso desses sinais de pontuação. Depois de fazer isso, as convençõessobre o uso da pontuação ganharão significado, posto que realizadas dentro de um contexto e emverdadeira situação de uso.5ª etapa Leia um texto em prosa (um artigo de jornal ou um parágrafo, relativamente extenso), sem fazerpontuação alguma. Peça que relatem o que entenderam do que foi lido por você. O entendimento,seguramente, estará prejudicado. Esse exercício oral visa a estimular a tomada de consciência dos alunosquanto à necessidade da utilização dos sinais de pontuação para compreensão dos enunciados. Emseguida, distribua o texto a eles para que façam a necessária pontuação. Depois é preciso que leiam emvoz alta para comparar e sentir a diferença entre as duas formas de enunciação.Pode ser feito o mesmo tipo de exercício com enunciados com interlocução para que pratiquem apontuação do diálogo, em todas as suas variantes (com travessão no início das falas, depois das falas, semtravessão, entre outras).6ª etapa Use um trecho qualquer da obra Todos os Nomes, de José Saramago, (algum da página 61),onde se encontra uma pontuação completamente diferente da empregada como norma em português. Éuma boa oportunidade para reflexão sobre a relação entre a prescrição da gramática normativa e a
  12. 12. transgressão dessas regras para efeito estilístico, portanto, inovador.7ª etapa Aproveite para lhes ensinar o que é pontuação aberta e pontuação fechada.Muitas vezes omite-se a pontuação, optando-se pela pontuação aberta. A utilização de recursos comodisposição espacial dos elementos e das frases, a utilização das linhas, cores e marcadores, os espaços embranco etc., permitem identificar as partes do texto, sem necessidade de se pontuar, tornando, assim, otexto mais leve.A pontuação aberta é adotada especialmente nos seguintes casos:- nas manchetes e títulos da imprensa;- em títulos de artigos, ensaios, redações;- em partes de correspondências, especialmente comerciais datas, endereçamento, vocativo, assinatura;- na listagem de itens e outras partes de textos publicitários;- na listagem de itens em textos jornalísticos, técnicos.8ª etapa Nesse estágio, o professor poderá propor exercícios que sistematizem o emprego da pontuação.Deve utilizar textos completos (períodos, parágrafos e não frases isoladas). É preciso que as atividadestenham significado, estejam em um contexto para serem realizadas.Uma boa estratégia é trabalhar com as próprias produções dos alunos, coletivamente, em situações dereescrita e não apenas de correção, para que percebam como realizar os mesmos textos com umapontuação diferente da original.Outra atividade interessante é pedir que os alunos ditem, uns para os outros, pequenas narrativas comdiálogos (anedotas, conversas telefônicas, conversas de MSN) e as pontuem.. Depois devem discutir apontuação usada, se normativa , se estilística etc.AvaliaçãoA avaliação se dará coletivamente, em todos os momentos em que os alunos estiverem participando dasdiscussões sobre pontuação e realizando exercícios, e individualmente, quando estiverem empregando apontuação em produções escritas, de maneira prescritiva apenas ou de forma criativa para obter efeitosestilísticos.Atividade PermanenteRevisão de texto com foco na pontuaçãoObjetivos- Construir um comportamento revisor em relação a seu próprio texto e ao dos outros;- Perceber que a pontuação é um recurso utilizado pelo autor para orientar o entendimento do leitor;- Constatar que, na maioria das vezes, há mais de uma possibilidade de pontuação;- Desenvolver a capacidade de argumentação;- Desenvolver a atitude de colaboração.Flexibilização para deficiência intelectual em fase inicial de alfabetizaçãoReconhecer tipos de pontuaçãoAnos3º ao 5º ano.Tempo estimado10 aulas
  13. 13. Material necessário- Lousa e giz (ou papel Kraft e pincel atômico; ou retroprojetor, transparência e caneta hidrográfica)- Papel e lápisDesenvolvimento da atividade1ª etapaApresente um texto curto sem nenhuma marcação gráfica (como ponto final, letras maiúsculas etravessão). Piadas são interessantesdesde que os alunos tenham tido contato com esse tipo de texto. Peça aos alunos para que, em trios,marquem as unidades que facilitem a sua leitura com algum sinal. Solicite que reescrevam o texto,utilizando a pontuação que julgarem adequada.2ª etapaSocialize as possibilidades apresentadas pelos trios. Discuta essa adequação, o significado e oentendimento dotexto pontuado de diferentes formas. Converse também sobre questões comoidentificação da pontuação, reconhecimento dos sinais gráficos em exemplo na lousa e valorize acontribuição de todos.AvaliaçãoAnalise se os alunos utilizam em outros contextos de produção escrita os conhecimentos que construírama respeito da pontuação.Flexibilização para deficiência intelectual em fase inicial de alfabetizaçãoCom textos curtos ou frases, verifique a aprendizagem do estudante de acordo com o objetivoestabelecido.Plano de AulaTrabalhando uma questão ortográfica com ditado interativoIntroduçãoNos primeiros anos de escolaridade no Ensino Fundamental a prioridade é possibilitar aos alunos acompreensão do sistema de escrita. Uma vez compreendido, as questões ortográficas devem ser tomadascomo objeto de ensino mais efetivo.Para tanto, é preciso que o aluno compreenda que a ortografia é uma convenção e, como tal, precisa serrespeitada na escrita, pois unifica grafias, possibilitando a regulação de sentidos possíveis para asdiferentes escritas.O ensino deve orientar-se pela compreensão de que há dois tipos básicos de questões ortográficas: asprodutivas - que podem ser aprendidas por meio da análise, comparação, reflexão e construção de regras -e as reprodutivas - que são aprendidas apenas com a utilização da memória (o que não significa exercíciosexaustivos de repetição, mas muita leitura e releitura de textos, que possibilitem focalizar escritascorretas).A atividade que será proposta pretende trabalhar com uma questão ortográfica produtiva, considerada porMorais (ver bibliografia) como uma questão morfológico-gramatical relacionada à flexão verbal: aterminação -am e -ão no pretérito e no futuro.ObjetivosPossibilitar aos alunos a compreensão de que, quando se trata de palavras terminadas em am e ão, se estapalavra for um verbo, sempre que estiver conjugado no futuro, a terminação será ão; conjugado nosdemais tempos, a terminação será sempre am. Criar condições para que os alunos se apropriem deprocedimentos de análise e comparação de um repertório de palavras específico, de modo a poder estudar
  14. 14. determinada questão ortográfica, analisando a possibilidade - ou não - de essa questão ser regida por umaregularidade observável.Conteúdo específicoOrtografia: verbos terminados em ão/am.Ano3º e 4ºTempo necessárioUma aula de 50 minutos.Material NecessárioFolha de linguagem para o ditado, lápis, borracha para os alunos.Desenvolvimento1ª etapa Organize os alunos em duplas, sentados em suas carteiras.2ª etapa Selecione um texto que apresente palavras terminadas em am e ão e que seja adequado para umditado. Antes de iniciar a leitura, faça uma contextualização e comente sobre o gênero, autor, possívelconteúdo, remetendo-se ao título.Exemplo de texto (adaptado de http://sitededicas.uol.com.br/fabula_lebre_tartaruga.htm (acesso em 30 demarç0 de 2008):- Um dia, a Lebre, / considerando-se o mais veloz dos animais da floresta, / ridicularizou as pernascurtas / e a lentidão da Tartaruga. / A Tartaruga sorriu e disse: / "Pensa você ser rápida como o vento /mas, mesmo assim, / eu poderia vencê-la em uma corrida." /A Lebre, é claro, / considerando que seria impossível / a Tartaruga vencê-la, / aceitou o desafio. / Então,convidaram a Raposa / para servir de juiz e organizar o evento./No dia marcado, foram competir. / E partiram: / a Tartaruga, / com seu passo lento, mas firme; / a Lebre, /ágil e cheia de si. / Esta, confiante em sua rapidez, / e certificando-se de que a Tartaruga / seguia a passoslentos, / em uma determinada hora / deitou-se à margem da estrada / para um rápido cochilo. / ATartaruga, ao contrário, / seguiu, determinada, / sem parar um só instante. /Ao despertar, / embora corresse o mais rápido que pudesse, / a Lebre não mais conseguiu alcançar aTartaruga, / que já cruzara a linha de chegada, / e descansava tranqüila em um canto. /Moral da História: /Aqueles que realizam seu trabalho / com zelo e persistência, / sempre êxito terão.— Autor: Esopo3ª etapa Faça o ditado e, a cada vez que chegar à palavra representativa da questão ortográfica em foco,pergunte aos alunos de que forma deverá ser escrita. Solicite que pensem em outra palavra que se encaixena justificativa dada, para conferir se vale ou não a explicação. Caso a resposta for incorreta, apresenteum contra-exemplo para fazer com que os alunos repensem a explicação dada, reformulando-a. Sedisserem, por exemplo, que convidaram se escreve com ão no final, coloque na lousa algumas frasescomo:- Os animais estavam torcendo pela Tartaruga.- Na festa da vitória, todos comeram e beberam os quitutes que a Onça preparou.- Os macacos serão os responsáveis pelas bandeirinhas na chegada — disse a Raposa.- Os canarinhos cantarão lindas melodias e as garças dançaram, graciosamente.Solicite que comparem e vejam com quais exemplos a palavra convidaram se parece mais e porquê e,
  15. 15. dessa forma, como seria escrita.4ª etapa Ao final do ditado, solicite que elaborem uma explicação a respeito de quando a palavra for umverbo, como é que sabemos se se escreve com am ou com ão no final. A regularidade dessa escrita deveficar disponível na classe, afixada, por exemplo, em um mural de registro de conhecimentos ortográficos.Deve ser consultada sempre que se precisar. É muito importante que o professor mostre como utilizar oregistro para que a turma tire suas dúvidas.AvaliaçãoProponha outros ditados e produções escritas e analise se os alunos utilizam o registro como fonte dereferência. Se o aluno tiver compreendido a regularidade e a memorizado, não precisará recorrer a ele.http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/indice-fundamental-1.shtml?ensino-fundamental-1.lingua-portuguesa.analise-e-reflexao-sobre-a-lingua

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