MyBrainMagazine 17

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MyBrainMagazine 17

  1. 1. JAPÃOO PAÍS DO SOL NASCENTE ESPECIAL QUIOTO • TÓQUIO • OSAKA • GUEIXAS • TEATRO • XINTOÍSMO BUDISMO • SAMURAIS • HISTÓRIA DO JAPÃO • MANGA E ANIME NINJAS • CERIMÓNIA DE CHÁ
  2. 2. 2 • MyBrainMagazine
  3. 3. MyBrainMagazine • 3 MyBrainMagazine Veneza, por muitos a cidade mais bonita do mundo, a cidade dos canais, a pérola do Adriático, um dos encantos de Itália,... EMAIL mybrainsociety@gmail.com ENDEREÇO www.mybrainsociety.blogspot.pt Copyright © 2017 MyBrainSociety. Todos os direitos reservados. MyBrain (capa): Registered Trademarks® (marcas registadas). A MyBrain não se responsabiliza por material não solicitado. A sabedoria não tem limites INTERDITA A REPRODUÇÃO DE TEXTOS E DE IMAGENS CAPA Fushimi Inari Taisha, Quioto
  4. 4. 4 • MyBrainMagazine Í N D I C E visão .....................................................................................................7 meditação .............................................................................................8 roteiro de viagem .................................................................................9 ...........................................................12 ............................................................................13 ..................................................................................................14 ........................................................................15 ..............................................................................16 ..........................................................................17 ...............................................................................18 ................................................................................19 ..........................................................20 ............................................................21 ...................................................................22 ............................................................................23 .......................................................24 ........................................................................25 .................................................................................................26 .................................................................................................32 .....................................................................37 .................................................................................38 .......................................................40 ..............................................41 ............................................................................................42
  5. 5. MyBrainMagazine • 5 .........................................................................................43 ..............................44 .....................46 ............................................................48 ..........................................................50 ...........................................................................51 ....................................................................52 .......................................................52 ..............................................................................52 ...............................................................................52 ...............................................................52 ....................................................................52 ...........................................................................................52 .............................................................................52 ............................................................52 ..............................................................52 ................................................................................52 ............................................................52 ...................................................................................52 ...............................................................................52 ...................................................................52 ..............................................52 .........................................................................52 ..............................................................52 ....................................................................52 ......................................................................52 ........................................................................................52 ...........................................................................52 ........................................................................................52
  6. 6. 6 • MyBrainMagazine Introdução ao Japão O Japão, o império do Sol Nascente (como mostra a bandeira), governado pelo imperador Akihito, no Extremo Oriente, com 127 milhões de habitantes, o país mais desenvolvido da Ásia, é um mundo no meio do planeta Terra. Constituído pelas ilhas de Honshu, Shikoku, Kyushu e Hokkaido, e outras pequenas ilhas, como Okinawa, entre outras. É um país tão diversificado que, desde cidades densamente povoadas, desde o Mar de Okhotsk, no norte, até ao Mar da China Oriental, sempre no Oceano Pacífico, vai desde montanhas cheias de neve a ilhas com recifes de coral. A capital, Tóquio, a antiga, Quioto e Osaka, são três das imensas e fantásticas cidades nipónicas. O Japão está dividido em 47 províncias/prefeituras e 8 regiões.
  7. 7. MyBrainMagazine • 7 visão
  8. 8. 8 • MyBrainMagazine O CONTO DO CORTADOR DE BAMBU OU DA PRINCESA KAGUYA Há muito, muito tempo, existia um velhinho e uma velhinha, que viviam juntos numa casa no meio da floresta. Eles eram muito pobres e solitários, pois não tinham filhos para criar. O velhinho era conhecido pelo nome de Cortador de Bambus, pois, todos os dias, ele saía cedo para cortar bambus na floresta. Os dois faziam cestas e chapéus para vender e ganhar algum dinheiro. Um belo dia, enquanto estava na floresta, o velhinho avistou um broto de bambu, que brilhava, com uma luz muito intensa. Ele ficou espantado, pois, em anos e anos de trabalho, nunca havia visto algo como aquilo. Muito curioso, ele cortou o bambu e mal pôde acreditar no que viu. "Uma menina, uma menina! Tão pequena e tão linda, só pode ser um presente de Deus!". Ele levou a pequena menina na palma de uma de suas mãos para casa. Ao ver a menina, a velhinha também ficou muito contente e eles resolveram que o nome dela seria Kaguya Hime (Princesa Radiante). A partir daquele dia, o velhinho passou a encontrar outros bambus brilhantes na floresta. Mas, ao invés de uma menina, eles continham moedas de ouro. Assim, a vida do casal melhorou e eles não precisavam mais produzir cestos para sobreviver. Eles creditaram o milagre à chegada de sua linda filha. Kaguya Hime crescia muito rápido e a cada dia parecia mais bonita. Em apenas três meses, ela já tinha o tamanho de uma criança de oito anos. Ninguém poderia acreditar que uma pessoa tão bonita pertencesse a este mundo. Logo os comentários sobre a beleza da Kaguya Hime se espalharam e vinham jovens de todos os cantos do país para conhecê-la. Todos queriam se casar com Kaguya, mas ela não queria se casar com ninguém. "Quero ficar ao lado de vocês dois", dizia a jovem para seus pais. Mas cinco jovens nobres, de posições importantes, foram mais persistentes. Eles acamparam em frente à casa de Kaguya Hime e pediam uma chance a ela. Preocupado, o velhinho chamou Kaguya e disse: "Minha filha, eu gostaria muito de ter você sempre por perto, mas acho justo que se case. Escolha um dentre os cinco rapazes que estão acampados aqui". Assim, a linda jovem decidiu. "Eu me casarei com aquele que me trouxer o objeto mágico que pedirei" Um colar feito com os olhos de um dragão, um vaso feito com pedras dos deuses que nunca se quebra, um manto de pele de animal forrado de ouro, um galho que faz crescer pedras preciosas, um leque que brilha como a luz do sol e uma concha que a andorinha põe junto com seus ovos. Estes foram os objetos que Kaguya Hime pediu. O velhinho levou os pedidos de Kaguya aos pretendentes acampados. Ele sabia que seria muito difícil conseguirem obter tais objetos. Qual não foi sua surpresa quando, ao final de alguns meses, todos os pretendentes trouxeram os presentes para Kaguya. Mas, quando eles foram obrigados a entregá- los a jovem, todos admitiram que os presentes eram falsos, pois conseguir os verdadeiros era uma missão muito difícil. E assim, nenhum deles obteve êxito. Quatro primaveras haviam se passado desde que Kaguya fora encontrada no broto de bambu. Mas ela ficava mais triste a cada dia. Noite após noite, Kaguya Hime olhava para a lua, suspirando. Preocupado, o velhinho um dia perguntou: "Por que está tão triste minha filha?". "Eu gostaria de ficar aqui para sempre, mas logo devo retornar", disse a jovem." "Retornar, mas para onde? O seu lugar é aqui conosco, nunca deixaremos você partir", disse o pai aflito." "Este não é o meu reino, eu sou uma princesa de Reino da Lua e, na próxima lua cheia, eles virão me buscar". Muito assustados com a reveladora confissão de Kaguya Hime, os velhinhos decidiram pedir ajuda ao príncipe do reino onde viviam. O príncipe ajudou e enviou muitos guardas para vigiarem a casa do casal. Um verdadeiro exército foi formado. No dia seguinte, a temida noite de lua cheia chegou. A casa estava tão vigiada que parecia impossível alguém conseguir levar Kaguya Hime. De repente, uma enorme luz surgiu no céu, como se milhares luas estivessem presentes ao mesmo tempo. A luz era tão intensa que ninguém conseguiu enxergar a carruagem que descia, guiada por um grande cavalo alado e muitas pessoas bem vestidas. Depois de algum tempo, quando a luz diminuiu, a carruagem já estava voando, em direção à lua. Kaguya Hime não estava mais presente, ela fora junto com a comitiva. Os velhinhos ficaram muito tristes, inconformados. Voltaram ao quarto de Kaguya e encontraram um potinho, presente da filha querida. Ela havia deixado um pó mágico, que garantiria a vida eterna para os dois. Mas, sem sua filha amada, os velhinhos não queriam viver para sempre. Eles recolheram todos os pertences de Kaguya e levaram para o monte mais alto do Japão. Lá, queimaram tudo, junto com o pó mágico deixado pela jovem. Uma fumacinha branca subiu ao céu naquele dia. A montanha era o Monte Fuji. Dizem que até hoje é possível ver a fumacinha subindo e subindo. meditação
  9. 9. MyBrainMagazine • 9 roteiro de viagem JAPÃO (12 DIAS) Dia 1 VOO Comparência no aeroporto 3 horas antes da partida. Assistência nas formalidades de embarque e partida em voo com destino a Osaka, via Dubai. Refeições e noite a bordo. Dia 2 VOO - Osaka Visita a Dotonbori e ao templo Hozenji e jantar na zona. HOTEL MONTEREY GRASMERE OSAKA Dia 3 Osaka Pequeno-almoço no hotel. De manhã, saída para visitar a cidade de Osaka com destaque para os pontos de maior interesse como o Mercado Kuromon, o Observatório em Umeda Sky Building e o Castelo de Osaka. Almoço em restaurante local. Visita pela tarde ao Aquário de Osaka Kaiyukan e à zona de Tempozan. Jantar em Dotonbori. Alojamento. Dia 4 Osaka - Nara - Kyoto Após o pequeno-almoço no hotel, saída para Kyoto, visitando no percurso o Parque de Nara, conhecido como o Parque dos Cervos Sagrados, o Templo Todaiji com a sua enorme imagem de Buda e a Torre dos cinco pisos do Templo Kofukuji (visita apenas ao exterior). Almoço em restaurante local. Em Kyoto, visitaremos o Templo Kinkakuji famoso pelo seu Pavilhão Dourado, o Templo Kiyomizu e passeio ainda pelo Bairro de Gion, a cidade antiga de Kyoto onde vivem a maioria das gueixas de Kyoto. HOTEL ANA CROWNE PLAZA Dia 5 Kyoto Após pequeno-almoço, visita ao castelo de Nijo, ao templo budista de Ryoan-ji e almoço na zona de Arashiyama, onde se visita a ponte Togetsu-kyo e o caminho da floresta de bambu. Continuação para o templo de Tofuku-ji e depois para o santuário Fushimi Inari Taisha, com os torii. Fim da tarde nas ruas empedradas de Ninenzaka e Sannenzaka, pagode e viela de Ishibei-koji. Dia 6 Kyoto - Shirakawago - Takayama - Gero Pequeno-almoço no hotel. Saída em direção a Shirakawago para visita da cidade, considerada pela UNESCO Património Cultural da Humanidade, pelas suas casas construídas em madeira, únicas no mundo. Destaque para a casa Gasshozukuri. Almoço num restaurante local. Continuação para Takayama e visita a Kamisannomachi, onde encontrará um ambiente histórico de estilo japonês. Visita no caminho a Yatai Kaikan. Jantar no hotel. Alojamento. HOTEL SUIMEIKAN Dia 7 Gero - Tsumago - Magome - Nagoya - Hakone Pequeno-almoço no hotel. Saída em direção a Tsumago para visitar Waki Honjin, uma casa tradicional dos Samurais. Visita a Magome e ida para a estação de Nagoya e continuação para Hakone em comboio-bala, no JR Super-expresso. Chegada a Odawara e transporte ao hotel. Jantar e alojamento no hotel. HOTEL RESORPIA HAKONE Dia 8 Hakone - Tokyo Após o pequeno-almoço e em hora a determinar, saída para a excursão ao Parque Nacional de Hakone, uma famosa estância de montanha, onde poderá conhecer o Vale Owakudani e disfrutar da magnifica vista sobre o Monte Fuji (caso a meteorologia o permita). Almoço em restaurante local. Pela tarde, passeio de barco pelo Lago Ashi e visita ao santuário de Hakone. Em Tóquio, visita a Shibuya. HOTEL NEW OTANI TOKYO THE MAIN Dia 9 Tokyo Pequeno-almoço no hotel. De manhã, visita panorâmica à cidade percorrendo os pontos de maior interesse turístico: o Santuário Shintoista de Meiji, a Praça do Palácio Imperial, o Templo Budista Asakusa Kannon. Almoço em restaurante local. O circuito termina na zona de Ginza. Depois de almoço, ida para a zona de Shiodome, Baía de Tóquio e Shinjuku. Dia 10 Tokyo Pequeno-almoço no hotel. Ida ao mercado de peixe de Tsukiji e beber matcha na casa de chá Nakajima, nos jardins de Hama- Rikyu. Continuação para o Museu Nacional de Tóquio, no parque Ueno e depois para a Skytree para ter uma vista de Tóquio de dia e ao pôr do sol. Jantar e visita ao museu Mori Art, com a sua vista do centro de Tóquio, por onde se vê a torre de Tokyo, à noite, no edifício Roppongi Hills. Dia 11 Tokyo - VOO Pequeno-almoço. Visita a Arashio stable, casa de lutadores de sumo e aos jardins do Palácio Imperial. Transporte para o aeroporto de Tokyo em autocarro (linha regular). Formalidades de embarque e embarque com destino a ?, via Dubai. Noite a bordo. Dia 12 VOO Chegada. “O mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saem de casa leem apenas uma página.” Agostinho de Hipona
  10. 10. 10 • MyBrainMagazine O Japão fica na interseção de quatro placas tectónicas e é a zona geologicamente mais ativa do mundo. Os movimentos das placas empurram o leito oceânico sob as rochas mais leves do arquipélago do Japão, causando quase um milhar de sismos por ano. Os sinais desta atividade são evidentes nas cadeias de montanhas que se erguem das planícies, nos vulcões fumegantes e nas quentes águas minerais que brotam do solo. Os japoneses lidam com sismos, vulcões, tsunamis e tufões com muita facilidade. As planícies junto ao mar são densamente povoadas, enquanto para o interior, colinas muito arborizadas erguem- se abruptamente até aos picos das montanhas cobertas de neve, exploradas como estâncias de esqui, e às crateras de vulcões ativos e extintos, cerca de 60 vulcões ativos dispersos ao longo de uma linha nas principais ilhas e regiões vulcânicas com nascentes de água quente, algumas utilizadas para termas (onsen) e atividade geotérmica, fumarolas sulfúricas, lagos naturais quentes com óxido de ferro (p.e.),... Os lagos de água doce são usados para a indústria, irrigação e lazer. O Japão nunca foi sempre uma ilha. Tão recentemente como o fim da última glaciação, à volta de 10 000 anos atrás, o nível do mar levantou o suficiente para inundar uma ponte de terra que conectava o Japão ao continente asiático. São 3900 ilhas pequenas, cuja maior é Okinawa, e 4 ilhas grandes, Shikoku, Kyushu, Hokkaido e a maior, Honshu. O Japão tem as estações do ano muito definidas, sendo o lugar onde as cores da folhagem de outono são mais encantadoras. O Japão possui uma nova ilha, recém-formada ao lado da ilha de Nishinoshima. Além disso, há uma ilha onde as pessoas usam máscaras de gás constantemente, devido à elevada atividade vulcânica e aos gases venenosos, na ilha de Miyake Jima. .Ingleses não saíam de Portugal. Beresford perseguia todos aqueles que estavam contra a presença dos ingleses em Portugal. Em 1817, Gomes Freire de Andrade tentou expulsar os ingleses mas não deu resultado. Porém, em 1818, um grupo de homens do Porto formaram o Sinédrio, uma sociedade secreta com objetivo preparar uma revolução. Esta sociedade tinha como principais membros Manuel Fernandes Tomás e os coronéis Cabreira e Sepúlveda. Em 24 de agosto de 1820 deu-se a revolução. O povo ajudou os revoltosos e fez na rua manifestações de apoio. A revolução espalhou-se pelo país. Os Ingleses foram expulsos de Portugal e criaram um governo provisório - Junta Provisional de Governo do Reino. O Governo Provisório começou a preparar eleições. Portugal escolheu os seus deputados e estes formaram as Cortes Constituintes que elaboraram uma Constituição de veludo e decorada a fio de ouro e prata. A Constituição de 1822 baseava-se na igualdade e na liberdade, ou seja, era liberalista. Em 4 de julho de 1821 a família real voltou e o rei D. João IV jurou com toda a solenidade a Constituição Portuguesa. HISTÓRIA Japão há 23-18 milhões de anos, Japão há 3,5-2 milhões de anos, Japão no Paleolítico, Japão e as placas tectónicas, atividade sísmica no Japão, vulcões ativos do Japão, pessoas com máscaras-de-gás na ilha de Miyake Jima, ilha recém-formada ao lado da ilha de Nishinoshima.
  11. 11. MyBrainMagazine • 11 HISTÓRIA Pensa-se que, quando existiu a ponte de terra, tenham chegado habitantes da Sibéria, da China e da Coreia, que vieram, no mínimo, há 40 000 anos. Descobertas recentes situam o aparecimento da sociedade caçadora-recoletora Jomon por volta de 14 500 a.C. A cerâmica de Jomon é uma das mais antigas do mundo e inclui recipientes e figuras. Conchas e outros vestígios indicam que a sua alimentação incluía peixe, marisco, veado, javali, plantas e sementes silvestres. Crê-se que a cultura de arroz e o trabalho do bronze e do ferro tenham chegado a Kyushu através da Coreia no período Yayoi. O povo Yayoi dispersou-se de Kyushu para Honshu e Shikoku, empurrando os habitantes anteriores para norte. No século I d.C. já havia mais de cem reinos no Japão, e no meio do século III, estes foram governados por uma rainha chamada Himiko, cujo território era conhecido por Yamatai (mais tarde, Yamato), que não se sabe ao certo onde no Japão era. Os chineses tratavam Himiko como soberana de todo o Japão e, através de tributos, ela reconheceu sua fidelidade perante o imperador chinês. Na sua morte, em 248, diz-se que Himiko foi queimada, juntamente com 100 escravos sacrificados, num enorme túmulo conhecido como kofun, típico das classes altas da época. Yamato era o clã dominante no Japão. Eles pareciam que haviam consolidado o seu poder pela negociação e pelas alianças com potenciais poderosos inimigos. O primeiro imperador do Japão foi Suijin. Ele era provavelmente um membro do clã Yamato, ou talvez ele liderasse um grupo de cavaleiros acreditavam ter entrado no Japão a partir da Península da Coreia, em torno do início do século IV. Foi neste período que se adotou a escrita, baseada nos caracteres chineses, mas primeiro introduzida por estudantes do reino coreano de Paekche a metade do século V. Os Yamato promoveram o Budismo como forma de unir e controlar as terras. A 604, o príncipe regente Shotoku criou uma Constituição com um grande toque chinês. Os seus 17 artigos promoviam o trabalho árduo e a harmonia. A 701, foi introduzido o código Taiho, um sistema penal e administrativo baseado no chinês. No século XVIII, o Japão já tinha cinco milhões de pessoas. Em 710, a capital estabeleceu-se em Nara (Heijo-kyo). A influência do Budismo ainda se pode ver hoje no Todai-ji, que alberga um grande Buda de bronze e é o maior edifício de madeira, e um dos mais antigos. Em 794, a poderosa família Fujiwara e o imperador Kammu construíram uma nova capital, Heian-kyo, atual Quioto. O novo sistema, também baseado em modelos chineses, defendia que a terra e o povo eram, em última instância, propriedade do imperador. Eram concedidos estatutos de isenção de impostos a conventos budistas, grandes proprietários e colonos que iriam expandir as fronteiras do império. Entretanto, o clã Fujiwara ganhou influência agindo como regente e promovendo casamentos com a família imperial. Surgiu um esquema em que os imperadores abdicavam, nomeavam um sucessor mais novo, entravam para um mosteiro e exerciam o poder "por detrás da colina". A influência do budismo continuou e os templos poderosos confrontavam com outros templos e com o governo, organizando exércitos de monges-guerreiros. Ironicamente, a aversão budista à morte alimentou o desprezo da nobreza pelos agricultores- guerreiros (os primeiros samurais) da fronteira, que combatiam contra o povo Aino e entre si. A 1004, foi escrito o primeiro romance do mundo, o Conto de Genji, pela cortesã Murasaki Shikibu. A partir de 1100, a corte já não conseguia controlar as lutas internas e a tensão aumentou entre os dois clãs de agricultores-guerreiros do nordeste: os Taira e os Minamoto. Por volta de 1160, o implacável Taira No Kiyomori era o homem mais poderoso do Japão. Mas os Minamoto, liderados pelos irmãos Yoshitsune e Yoritomo, derrotaram os Taira numa batalha naval, fundando o primeiro xogunato militar em Kamakura, 1185. .Ingleses não saíam de Portugal. Beresford perseguia todos aqueles que estavam contra a presença dos ingleses em Portugal. Em 1817, Gomes Freire de Andrade tentou expulsar os ingleses mas não deu resultado. Kofuns perto de Osaka – vista satélite, Buda do templo Todai-ji, templo Todai-ji em Nara.
  12. 12. 12 • MyBrainMagazine HISTÓRIA Yoritomo não procurava tornar-se imperador, mas sim um xógun. Montou a sua base em Kamakura, sua terra-natal, em vez de Quioto. O seu xogunato era conhecido em japonês como bakufu, ou seja, governo por detrás das cortinas, embora este estivesse longe de ser temporário. Durou quase 700 anos. O sistema de governo tornou-se feudal, centrado num sistema de lorde-vassalo em que a lealdade era um valor de chave. Ele tendia a ser mais pessoal e mais "familiar" do que o feudalismo medieval europeu, em particular na relação oya-ko ("pai-filho"). Esta "hierarquia familiar" viria a tornar-se uma outra característica permanente no Japão. Mas as famílias - até mesmo as famílias de sangue real - nem sempre eram felizes, e os mais cruéis não hesitariam em matar membros da família que viam como ameaças. Yoritomo, aparentemente muito desconfiado por natureza, matou tantos elementos da sua própria família com os quais havia sérios problemas com a sucessão xogunal após a sua morte em 1199 (na sequência de uma queda de cavalo em circunstâncias suspeitas). Uma das pessoas que ele matou foi o seu meio-irmão Yoshitsune, que ganhou um lugar permanente na literatura e lenda japonesa como o herói trágico arquétipo. A viúva de Yoritomo Masako (1157-1225) era uma pessoa formidável, arranjando regentes e controlando o xogunato durante a sua restante vida. Tendo tomado votos religiosos sobre a morte de seu marido, ela ficou conhecida como a "xógun freira", e uma das mulheres mais poderosas na história japonesa. Ela garantiu que a sua própria família, os Hōjō, substituiu os Minamoto como xóguns. O xogunato Hōjō continuou a usar Kamakura como base até à década de 1330. Foi durante o seu xogunato que os mongóis tentaram invadir o Japão, por duas vezes, em 1274 e 1281. O império Mongol estava perto do seu apogeu neste momento, sob domínio de Kublai Khan (1260-1294). Depois de conquistar a Coreia, em 1259, ele enviou pedidos para o Japão se submeter a ele, mas estes foram ignorados. O seu primeiro ataque esperado veio em novembro de 1274, supostamente com cerca de 900 navios que transportavam cerca de 40 000 homens - muitos deles recrutas relutantes coreanos. Eles desembarcaram perto de Hakata no noroeste de Kyushu e, apesar da resistência japonesa, foram para terra. No entanto, por razões pouco claras, retiraram-se para os seus navios. Pouco depois, uma violenta tempestade explodiu e danificou cerca de um terço da frota, sendo que a restante voltou para a Coreia. A tentativa mais decisiva foi feita sete anos depois desde a China. Alegadamente, Kublai ordenou a construção de uma enorme frota de 4400 navios de guerra para transportar uma força maciça de 140 000 homens - novamente, números questionáveis. Eles desembarcaram novamente no noroeste de Kyushu, em agosto de 1281. Mais uma vez encontraram resistência espiritual nos japoneses e tiveram de se aposentar dos seus navios, e mais uma vez o clima logo interveio. Desta vez, um tufão destruiu metade de seus navios - muitos dos quais foram realmente concebidos para uso do rio, sem quilhas, e incapazes de resistir a condições difíceis. Os sobreviventes retornaram para a China, e não houve novas invasões mongóis no Japão. Foi o tufão de 1281, em particular, que levou à ideia de intervenção divina para salvar o Japão, com a cunhagem do termo shinpu ou kamikaze (ambos significam "vento divino"). Mais tarde esses termos vieram para se referir aos pilotos suicidas da Guerra do Pacífico, que deram suas vidas para proteger o Japão da invasão. Ele também levou aos japoneses sentirem que a sua terra é a Terra dos Deuses. Apesar da defesa bem sucedida, o shogunato Hōjō sofreu, pois era incapaz de fazer uma série de pagamentos prometidos às famílias envolvidas na guerra, o que trouxe uma insatisfação considerável. Foi também durante este xogunato que o Budismo zen foi trazido da China. A sua austeridade e auto-disciplina apelou grandemente para os guerreiros. A insatisfação com o xogunato Hōjō veio à tona sob o imperador raramente assertivo Go-Daigo (1288-1339) que, depois de escapar do exílio imposto pelos Hōjō, começou a reunir apoio anti-xogunal no oeste de Honshu. Em 1333, o xogunato despachou tropas para combater a rebelião sob um de seus generais mais promissores, o jovem Ashikaga Takauji (1305-1358). No entanto, Takauji estava ciente da insatisfação com o xogunato dos Hōjō e percebeu que ele e Go-Daigo tinha força militar considerável entre eles. Ele abandonou o xogunato e atacou os escritórios do xógun em Kyoto. Este foi o fim do xogunato Hōjō, mas não desse regime. Takauji queria o título de xógun para si, mas o seu aliado Go-Daigo estava relutante em conferi-lo, temendo que isso pudesse enfraquecer o seu poder imperial. Go-Daigo enviou forças enviadas para atacar Takauji. E, quando este saiu vitorioso, estabeleceu-sem em Quioto, forçando Go-Daigo a fugir para as Tokugawa Ieyasu, frota mongol destruída por um tufão, Japão em 1570 - territórios dos daimyos, Batalha de Nagashino. Este foi o fim do xogunato Hōjō, mas não desse regime. Takauji queria o título de xógun para si, mas o seu aliado Go-Daigo estava relutante em conferi-lo, temendo que isso pudesse enfraquecer o seu poder imperial. Go-Daigo enviou forças enviadas para atacar Takauji. E, quando este saiu vitorioso, estabeleceu-sem em Quioto, forçando Go-Daigo a fugir para as colinas de Yoshino, 100 quilómetros a sul da cidade, onde montou um tribunal no exílio. Em Quioto, Takauji instalou um imperador fantoche de uma linha rival que lhe fez o favor declarando-o xógun em 1338. Takauji fez de sua base Quioto, e inicia-se o período do xogunato Ashikaga, o Muromachi. Xóguns notáveis incluem-se Takauji e o seu neto Yoshimitsu, que mandou construir o famoso Kinkaku-ji de Kyoto. No entanto, a maioria dos xóguns Ashikaga foram relativamente fracos. Na ausência de um forte governo centralizado, o país caiu cada vez mais numa guerra civil. Os daimyo competiam uns com os outros em brigas intermináveis e lutas de poder. Começaram com a Guerra Onin de 1467-1477, fazendo com que o país entrasse num período de guerra civil praticamente constante. Ironicamente, foi durante o período Muromachi que um novo florescimento das artes ocorreu, como o teatro Nō, ikebana (arranjo de flores) e o chanoyu (cerimónia do chá). As fases posteriores do período também viram a primeira chegada dos europeus, especificamente três comerciantes portugueses, em 1543. Assunto para falar mais à frente. O contacto com os europeus desestabilizou ainda mais a situação política e abriu caminho ao primeiro dos grandes unificadores, Oda Nobunaga, que entrou em Quioto em 1568. Depois de o Japão ter sido torturado por mais de um século de guerras desgastantes e inconclusivas, Oda Nobunaga, que progrediu na hierarquia militar nas províncias, decidiu unificar a nação. Entre 1568 e 1576, Nobunaga derrotou o senhor da guerra e seu rival Asai Nagamasa, incendiou o Enryaku- ji, onde um exército de monges há muito desafiava a corte e as seitas budistas concorrentes, levou Ashikaga Yoshiaki ao exílio e fez 3000 mosqueteiros massacrar as forças Takeda na Batalha de Nagashino. Em 1580, na sua última grande expedição militar, Nobunaga obteve a rendição de Ishiyama Hongan-ji, um templo fortificado quase inexpugnável onde se situa hoje o centro de Osaka. Cerca de 1582 , quando foi obrigado a cometer suicídio por um vassalo traidor, Nobunaga controlava 30 das 68 províncias do Japão. O seu substituto, um guerreiro humilde chamado Toyotomi Hideyoshi, depressa vingou o seu senhor e continuou a obra de unificação, lançando campanhas épicas que lhe conferiram o controlo de Shikoku, Kyushu, região de Kanto e Honshu setentrional. Prosseguiu destruído muitos dos castelos e fortalezas de potenciais rivais, confiscando armas aos camponeses e criando um sistema em que estes detinham os seus próprios terrenos e tinham de pagar um imposto fixo diretamente ao governo central. Durante os últimos anos, Hideyoshi tentou duas invasões fracassadas à Coreia e perseguiu os missionários portugueses e os japoneses convertidos. Dois anos depois de morrer, em 1598, a discórdia entre os seus vassalos conduziu à batalha de Sekigahara, da qual Tokugawa Ieyasu saiu vitorioso. Nomeado xógun pelo imperador em 1603, Ieyasu dividiu a população em classes hereditárias e, para acabar com as guerras, os samurais foram proibidos de possuir terras e podiam residir apenas em algumas áreas das cidades fortificadas. Os agricultores recebiam pequenos terrenos que eram obrigados a cultivar. Os artesãos formavam a classe seguinte e os comerciantes a última. Os daimyo estavam sujeitos à autoridade dos Tokugawa e, depois de 1635, os daimyo e os seus samurai eram obrigados a deslocar-se de dois em dois anos a Edo (atual Tóquio), a nova capital do xogunato.Ironicamente, em 1867 o último xógun Tokugawa abdicou do trono na presença do imperador Meiji. .Ingleses não saíam de Portugal. Beresford perseguia todos aqueles que estavam contra a presença dos ingleses em Portugal. Em 1817, Gomes
  13. 13. MyBrainMagazine • 13 HISTÓRIA Os samurais surgiram no século IX quando a corte do imperador em Quioto, que desdenhava a guerra, delegou a defesa do território a condestáveis e agricultores-guerreiros locais. Associados aos daimyo (senhores das terras da era feudal com títulos hereditários e a quem a maioria dos samurais jurava fidelidade), os samurais formaram os seus próprios clãs hereditários e tornaram-se mais poderosos que o próprio imperador. Os severos códigos de lealdade e conduta, chamada bushido (via do guerreiro), eram inspirados no Budismo zen e incluíam rituais de suicídio (seppuku, conhecido pelos ocidentais por harakiri, no qual o samurai se esventrava perante testemunhas: o método apropriado de execução consistia num corte (kiru) horizontal na zona do abdómen, abaixo do umbigo (hara), efetuado com um tantō, wakizashi ou um simples punhal, partindo do lado esquerdo e cortando-o até ao lado direito, deixando assim as vísceras expostas como forma de mostrar pureza de carácter. Finalmente, se as forças assim o permitissem, era realizado outro corte puxando a lâmina para cima, prolongando o primeiro corte. Terminado o corte, o auxiliar kaishakunin (介 错人) realizava a sua principal função no ritual, a decapitação.). O Jigai era a forma de ritual suicida praticada pelas mulheres da alta classe militar japonesa, Era praticado pelas guerreiras onna- bugeisha (女武芸者). Diferentemente do seppuku, onde o abdómen é esventrado, o jigai caracteriza- se por cortar as veias jugulares ou espetar no coração um tantō ou kaiken, e era geralmente praticado de forma solitária. Antes do golpe, era comum as mulheres amarrarem as pernas ou tornozelos para não padecer a desonra das mesmas de se abrirem deselegantemente com a queda, expondo as partes íntimas. Os motivos eram semelhantes aos seguidos pelos homens que cometiam seppuku, e no jigai, este deveria ser cometido para preservar a dignidade ou provar a fidelidade da mulher. Os sabres de aço, katana, forjados pela primeira vez no Japão, no século VIII, eram usados pelos samurais, aos pares, longos e curtos, de 1600 a 1868, quando foram proibidos depois da Restauração Meiji. As armaduras dos samurais, desenvolvidas desde o século IX, consistiam num kabuto (capacete), mempo (proteção de cara), sode (proteção dos ombros), do (couraça); lote (proteção do braço), kusazuri (proteção superior da coxa), haidate(proteção inferior da coxa, suneate (proteção da canela). Saigo Takamori (1827-77) foi o último samurai. Depois de ajudar a derrotar o xogunato Tokugawa e liderar a Revolta Satsuma, contra o imperador Meiji, suicidou-se. Os ronin, homens flutuantes, eram samurais que não obedeciam a um senhor em particular. No incidente dos 47 Ronin de 1703, um grupo de ronin vingou o assanssínio do seu senhor, tendo depois sido obrigados pelo xogunato a cometer suicídio. sabres de aço usados pelos samurais, armaduras samurai (x4), samurai que acabou de realizar seppuku, esposa de Onodera Juna (um dos 47 rōnin) prepara-se para cometer jigai, samurai prestes a realizar seppuku, samurais a lutarem, 47 ronin.
  14. 14. 14 • MyBrainMagazine HISTÓRIA Ninjutsu, a arte do furtivo, foi desenvolvida durante a sangrenta guerra de clãs na época feudal do Japão. Os ninja elevaram a sua profissão de espiões e assassinos a uma sofisticada disciplina, praticando ascetismo na montanha e estudando temas como a astronomia, o herbalismo, a medicina e a nutrição. Criaram engenhosos instrumentos para despistar os inimigos, incluindo chaves mestras para abrir fechaduras, barcos desmontáveis, roupa desenhada para esconder facas e espadas e mais de 30 tipos diferentes de shuriken, umas mortíferas estrelas de metal que são lançadas ao inimigo.muito novo, provavelmente quando estava no estúdio de Verocchio. Interessa-se pelo modo de como se encaixam as partes do corpo humano, que é um mecanismo muito complexo. A primeira batalha da Guerra da Restauração foi travada em 1644, em Montijo. A última e mais importante foi a de Montes Claros. No reinado de D. Afonso VI (que foi fechado no Palácio de Sintra porque estava maluco – foi substituído pelo conde de Castelo Melhor) é que se travaram as maiores batalhas: Ameixal, Castelo Rodrigo, Linhas de Elvas e Montes Claros. D. João IV ofereceu a coroa portuguesa à padroeira de Portugal – Nossa Senhora de Vila Viçosa. As guerras terminaram em 1668, com um tratado de paz entre Portugal e Castela, no reinado de D. Pedro II. Foram também reconquistadas várias colónias portuguesas dos franceses e holandeses. “Os combates de touros sempre foram considerados como um divertimento impróprio de humana Nação civilizada”. Intendente Geral da Polícia Lucas Seabra da Silva, 1809 Fomou-se então o pré-câmbrico, constituído por vermes, estromatólitos, medusas,... Nesse tempo praticamente só existiam algas e esses animais que viviam no oceano pois os continentes estavam ainda a formar-se Formou-se depois a era paleozoica. Do Câmbrico até ao Devónico foi a idade das trilobites. Depois vieram os peixes e os corais e no final desta era, no Carbónico e no Pérmico, vieram os primeiros répteis e anfíbios e também apareceram os fetos. 14 • MyBrainMagazine
  15. 15. MyBrainMagazine • 15 HISTÓRIA Após a morte de Toyotomi Hideyoshi, os daimyo do Japão ocidental e oriental entraram em conflito e enviaram para o combate os seus samurais, liderados por Tokugawa Ieyasu e Ishida Mitsunari. Ieyasu venceu a batalha num vale de Honshu central, a 21 de outubro de 1600 e fundou o xogunato Tokugawa. Na noite húmida e ventosa de 20 de outubro, os exércitos reuniam-se nas montanhas em redor de Sekigahara. Às 8h da manhã seguinte, 100 000 samurais partiram para a guerra. Quase todos os arqueiros combatiam a cavalo e cada soldado levava um mosquete, uma lança ou um arco, para além do sabre. As cabeças eram recolhidas aos milhares e colocadas na berma das estradas. Os estandartes longos e verticais (nobori) eram pendurados em mastros para identificar diferentes famílias militares e grupos de guerreiros. .muito novo, provavelmente quando estava no estúdio de Verocchio. Interessa-se pelo modo de como se encaixam as partes do corpo humano, que é um mecanismo muito complexo. A primeira batalha da Guerra da Restauração foi travada em 1644, em Montijo. A última e mais importante foi a de Montes Claros. No reinado de D. Afonso VI (que foi fechado no Palácio de Sintra porque estava maluco – foi substituído pelo conde de Castelo Melhor) é que se travaram as maiores batalhas: Ameixal, Castelo Rodrigo, Linhas de Elvas e Montes Claros. D. João IV ofereceu a coroa portuguesa à padroeira de Portugal – Nossa Senhora de Vila Viçosa. As guerras terminaram em 1668, com um tratado de paz entre Portugal e Castela, no reinado de D. Pedro II.
  16. 16. 16 • MyBrainMagazine HISTÓRIA Os castelos japoneses eram fortificações construídas por samurais poderosos principalmente com pedras e madeira. Estes evoluiram a partir das edificações de madeira de séculos anteriores até às formas mais conhecidas que surgiram no fim do século XVI e início do século XVII, seguindo o exemplo do Castelo Azuchi, construído por Oda Nobunaga e o primeiro do seu tipo que utilizou a pedra na base do castelo, tornando-o mais resistente. Da mesma forma que os castelos de outras partes do mundo, os castelos japoneses eram construídos para vigiar locais estratégicos ou importantes como portos, rios, estradas, e quase sempre levavam em conta as características do lugar para sua maior defesa. Os castelos japoneses passaram por várias fases de destruição. Durante o Xogunato Tokugawa foi decretado uma lei para limitar o número de castelos que cada daimyo podia possuir, limitado, a um por feudo, pelo que vários foram destruídos. Depois da derrocada do sistema xogunal e da volta ao poder do Imperador do Japão durante a Restauração Meiji, novamente muitos castelos foram destruídos e alguns outros desmantelados, no intuito de romper com o passado e modernizar o país. Durante a 2.ª Guerra Mundial, muitos castelos foram destruídos pelos bombardeios nas regiões da costa do Oceano Pacífico, e somente alguns deles localizados em áreas remotas, como o Castelo Matsue e o Castelo Matsumoto, permaneceram intactos. Os mais conhecidos são os castelos de Himeji, Osaka, Matsumoto e Nagoya. posição permitiu a Marco viajar pelos confins da Ásia - lugares como o Tibete, Birmânia e Índia, lugares que os europeus nunca antes tinham visto. Ao longo dos anos, Marco foi promovido a governador de uma grande cidade chinesa, como inspetor fiscal em Yaznhou, e uma sede oficial no Conselho Privado de Khan. Por tudo isso, Marco Polo ficou maravilhado com os costumes culturais da China, a grande riqueza e a estrutura social complexa. Ele ficou impressionado com o dinheiro de papel do império, pelo sistema de comunicação eficiente, pela queima de carvão, pólvora, porcelana, e chamou a Xanadu "o maior palácio que já existiu". Os Polo ficaram na China durante 17 anos, acumulando riquezas vastas de jóias e ouro. O imperador permitiu que os Polos voltassem a Veneza, aproveitando o regresso de uma embaixada de Arghun-Khan, que subira ao trono na Pérsia e solicitava uma princesa da corte mongol para se casar. A volta foi por via marítima, Kublai-Khan enviou 14 navios e um total de dois mil homens com eles. Como chegaram em Málaca em meados de maio de 1291, tiveram de esperar pelos ventos favoráveis das monções que só chegaram em outubro. Estiveram no Ceilão e de lá continuaram para a costa da Índia, chegando a Ormuz (Pérsia) após 20 meses da partida. Após entregarem a princesa, descobriram que o príncipe prometido fora morto, de modo que os Polo tiveram que permanecer na Pérsia até ser encontrado um pretendente apropriado para a princesa. Seguiram por terra até à Arménia, passando por Trebizond, Constantinopla e Negroponte, de onde embarcaram para Veneza. Chegaram em 1298, depois de terem estado fora durante 24 anos, as pessoas não os reconheceram e os Polo tiveram que se esforçar para falar italiano. Marco Polo comandou tropas na guerra contra Génova, acabando por ser feito prisioneiro. Durante o cativeiro, ditou as suas aventuras de viagem a um castelo de Himeji - imagem antiga, estilos de construção de castelos japoneses ,Castelo de Osaka.
  17. 17. MyBrainMagazine • 17 HISTÓRIA mapa de Edo em 1844, barcos com portugueses – namban, portugueses – namban. Em 1542, três portugueses de um navio naufragado deram à costa em Tanegashima, uma ilha ao largo de Kyushu e introduziram as armas de fogo no Japão. Os japoneses chamaram aos ocidentais "namban" (bárbaros do sul), sendo os Portugueses o primeiro povo ocidental a chegar ao arquipélago do Sol Nascente. S. Francisco Xavier, um dos fundadores da Companhia de Jesus, estabeleceu uma missão jesuíta em Kagoshima, em 1549. Fora os Portugueses que levaram as armas de fogo para o arquipélago. Há 600 palavras portuguesas de origem japonesa, como botan (botão), buranco (balanço), joro (jarro), juban (gibão), karuta (carta), kappa (capa), konpeito (confeito), kirisutan (cristão), oranda (Holanda), orugan (órgão), pan (pão), shabon (sabão), tabako (tabaco). Ainda há vestígios do Cristianismo em Nagasaki, com igrejas católicas. Foram os Portugueses que trouxeram a tempura para a culinária nipónica. William Adams, um inglês que chegou ao Japão em 1600 num navio holandês, serviu Ieyasu de várias formas nas duas décadas seguintes. Nesta época, Ingleses, Holandeses, Portugueses, Espanhóis e as regiões do Novo Mundo abriam-se ao comércio com o xogunato. O regime Tokugawa, cada vez mais xenófobo, confinou os navios estrangeiros ao porto de Nagasaki a partir de 1635, e depois de 1641 apenas os comerciantes holandeses e chineses foram tolerados. Esta medida esteve na base de 200 anos de isolamento do resto do mundo. A perseguição aos cristãos intensificou-se. Enquanto Quioto permaneceu a capital oficial no período Tokugawa, Edo ultrapassou-a em tamanho e era provavelmente a maior cidade do mundo, em 1700. Edo também assistiu a uma explosão de artes, como os teatros Kabuki e Bunraku, e as obras ukiyo-e de Utamaro, Sharaku, Hokusai e Hiroshige. Os patronos das artes eram os mercadores e os samurais. Em 1853, o comodoro Mathew Perry entrou na baía de Edo num barco a vapor, comandando uma frota de nove embarcações americanas para desafiar a recusa do Japão em encetar as relações internacionais. Enfraquecido pela agitação no interior do país, o xogunato acabou por ser forçado a aceitar as exigências de Perry. Os samurais dos domínios de Satsuma, Choshu e Tosa, em Kyushu, Honshu Ocidental e Shikoku, tornaram-se a força motriz por detrás de uma bem sucedida restauração do poder imperial e de uma reorganização do governo leva a cabo em 1868, que pôs fim ao Xogunato Tokugawa e a era feudal dos xogunatos. Os Polo ficaram na China durante 17 anos, acumulando riquezas vastas de jóias e ouro. O imperador permitiu que os Polos voltassem a Veneza, aproveitando o regresso de uma embaixada de Arghun-Khan, que subira ao trono na Pérsia e solicitava uma princesa da corte mongol para se casar. A volta foi por via marítima, Kublai-Khan enviou 14 navios e um total de dois mil homens com eles. Como chegaram em Málaca em meados de maio de 1291, tiveram de esperar pelos ventos favoráveis das monções que só chegaram em outubro. Estiveram no Ceilão e de lá continuaram para a costa da Índia, chegando a Ormuz (Pérsia) após 20 meses da partida. Após entregarem a princesa, descobriram que o príncipe prometido fora morto, de modo que os Polo tiveram que permanecer na Pérsia até ser encontrado um pretendente apropriado para a princesa. Seguiram por terra até à Arménia, passando por Trebizond,
  18. 18. 18 • MyBrainMagazine HISTÓRIA O imperador Meiji (1852-1912) tinha 16 anos quando foi declarada a restauração do governo imperial, a 3 de janeiro de 1868. Tóquio foi imediatamente declarada como nova capital. Um novo sistema centralizado introduziu reformas que iriam tornar o Japão capaz de competir com o Ocidente. O recrutamento militar e a eliminação da classe hereditária dos samurais fizeram surgir uma força militar moderna, que despontou a revolta dos samurais em 1874-6. Os domínios dos daimyo foram gradualmente transformados em prefeituras, embora os daimyo e os nobres da corte formassem a nova classe kazoku. A educação da população passou a ser um objetivo. Cerca de 1884, estavam em curso reformas nos impostos e na banca e uma estratégia industrial que visava a exportação. A Constituição Meiji de 1889, promulgada pelo imperador, permitiu o acesso direto dos militares ao trono e criou uma Câmara de Pares e Câmara Baixa. Na sequência de disputas pelo controlo da península da Coreia, a guerra Sino-Japonesa de 1894-5 terminou com a vitória do Japão sobre a China, mas mostrou que seria necessária uma maior força militar para o país se afirmar como uma potência imperial perante o Ocidente. Na viragem do século, estava em curso uma transformação para uma economia industrial, com os têxteis no topo das exportações. O segundo conflito imperialista, a Guerra Russo-Japonesa de 1904-5, terminou com o aumento das pretensões do Japão pela Coreia, que foi anexada em 1910, e pela Manchúria do Sul. Na última década do reinado de Meiji, o Ministério do Interior promoveu a reverência ao imperador, à família, ao xintoísmo e aos heróis militares e nacionais. A supressão dos grupos vistos como inimigos do Estado passou a ser a prioridade do governo. A tentativa de transformar o Japão feudal num moderno estado industrial causou grande desorganização. Por volta de 1929, depois da grande crise bolsista, aumentou o ressentimento contra os grupos que tinham prosperado com as exportações. Para restaurarem o orgulho nacional, os oficiais mais jovens começaram uma campanha de assassinato dos ricos moderados, enquanto os militaristas e oligarquias no governo defendiam que subjugar a China e a Rússia iria garantir matérias-primas e aumentar a segurança nacional. Ao mesmo tempo, um movimento pan-asiático que atribuía ao Japão a missão de tirar a Ásia do servilismo, considerava um insulto a resistência chinesa ao domínio japonês. Em 1937, o país estava mergulhado na segunda guerra sino- japonesa que o afastou ainda mais do resto do mundo. .Os Polo ficaram na China durante 17 anos, acumulando riquezas vastas de jóias e ouro. O imperador permitiu que os Polos voltassem a Veneza, aproveitando o regresso de uma embaixada de Arghun-Khan, que subira ao trono na Pérsia e solicitava uma princesa da corte mongol para se casar. A volta foi por via marítima, Kublai-Khan enviou 14 navios e um total de dois mil homens com eles. Como chegaram em Málaca em meados de maio de 1291, tiveram de esperar pelos ventos favoráveis das monções que só chegaram em outubro. Estiveram no Ceilão e de lá continuaram para a costa da Índia, chegando a Ormuz (Pérsia) após 20 meses da partida. Após entregarem a princesa, descobriram que o príncipe prometido fora morto, de modo que os Polo tiveram que permanecer na Pérsia até ser encontrado um pretendente apropriado para a princesa. Seguiram por terra até à Arménia, passando por Trebizond, Constantinopla e Negroponte, de onde embarcaram para Veneza. Chegaram em 1298, depois de terem estado fora durante 24 anos, as pessoas não os reconheceram e os Polo tiveram que se esforçar para falar italiano. Marco Polo comandou tropas na guerra contra Génova, acabando por ser feito prisioneiro. Durante o cativeiro, ditou as suas aventuras de viagem a um prisioneiro, Rusticiano de Pisa (Rustichello da Pisa), que foram traduzidas em latim, em 1315, pelo rei Francisco Pipino. Em 1471, depois de traduzidas em várias línguas, foram impressas. O livro de Marco Polo, Il Milione ou As Viagens, é um testemunho da fascinação do homem por viagens, novas paisagens e terras distantes. Em 1323, Marco Polo estava acamado devido a uma doença. Em 8 de janeiro de 1324, apesar dos esforços dos médicos para tratá-lo, Polo estava no seu leito da morte. Para escrever e certificar o seu testamento, a sua família chamou Giovanni Giustiniani, um padre de São Procolo. Sua mulher, Donata, e suas três filhas foram nomeadas por ele como co-executoras de seu testamento. A igreja tinha direito por lei a uma parcela da sua propriedade, mas ele aprovou e ordenou que uma soma adicional devia ser paga ao convento de San Lorenzo, em Veneza, o lugar onde ele desejava ser enterrado. Dividiu o resto do seu património, incluindo várias propriedades, entre Imperador Meiji, Imperador Meiji numa visita a Tóquio.
  19. 19. MyBrainMagazine • 19 HISTÓRIA As relações entre China e Japão não têm sido relativamente cordiais desde 28 de setembro de 1972, quando houve o estabelecimento das relações diplomáticas entre Tóquio e Pequim. Os dois países estão geograficamente separados apenas por um trecho relativamente estreito de mar. A China influenciou fortemente o Japão com o seu sistema de escrita, arquitetura, cultura, religião, filosofia e direito. Quando os países ocidentais forçaram o Japão a abrir o comércio, em meados do século XIX, o Japão implementou uma modernização (Restauração Meiji), vendo a China como uma civilização antiquada, incapaz de se defender contra as forças ocidentais em parte devido às Guerras do ópio e às Expedições anglo-francesas desde 1840 até 1860. A longa corrente de invasões e crimes de guerra do Japão na China, entre 1894 e 1945, bem como a mentalidade atual do Japão em relação ao seu passado, são as principais questões que afetam as atuais relações sino-japonesas. A primeira guerra sino-japonesa foi um conflito travado entre a China e o Japão, no final do século XIX, motivado pela disputa do controlo da Coreia e que teve um significado profundo para estes dois países asiáticos. Para a China marcou o declínio da dinastia Qing, ao mesmo tempo que para o Japão reafirmava o sucesso da modernização do país, iniciado com a Restauração Meiji. O Japão procurava conter a ameaça russa que se aproximava do Norte da China e da Coreia, através de uma política de expansão nacionalista, e a Coreia procurava por seu lado manter as suas tradições e as relações privilegiadas com a China. Em 1875 a China permitiu que o Japão reconhecesse a Coreia como um estado independente, mas a guerra tornou-se inevitável. A 1 de agosto de 1894 foram oficialmente declaradas as hostilidades. A vantagem dos japoneses era evidente, nomeadamente nas batalhas travadas em volta de Seul e Pyongyang, e em Liaoning. Os japoneses avançaram para a Manchúria, até que os chineses foram forçados a assinar um tratado de paz em 1895 no porto japonês de Shimonoseki, na ilha de Honshu, que fez da Coreia um protetorado japonês, e obrigou a China a ceder Taiwan, a Península de Liaodong e as ilhas dos Pescadores, bem como a pagar uma indemnização. Mais tarde a Rússia, a França e a Alemanha (Tríplice Intervenção) obrigaram, por sua vez o Japão a entregar a Península de Liaodong, e a China a pagar uma indemnização mais elevada. A segunda guerra sino-japonesa foi uma nova guerra travada pelo Japão e pela China, entre 1937 e 1945. Em 1931, quando o Japão ocupou a Manchúria, o confronto tornou-se cada vez mais iminente. Em 7 de julho de 1937, na ponte de Marco Polo (perto de Pequim), rebentou finalmente a guerra entre aquelas duas nações. Em finais de 1938 uma boa parte da China estava na posse dos japoneses, com o governo de Chiang Kai-shek retirado na remota Chungking. Apesar do grande auxílio recebido dos Estados Unidos da América, Chiang mostrou-se receoso em empreender uma contraofensiva, preferindo poupar os seus recursos para o futuro combate contra os comunistas, terminada que fosse a guerra. A China acabou por sofrer uma derrota humilhante, concordando por um lado em ceder a Formosa e o Arquipélago dos Pescadores e reconhecendo a "independência" da Coreia. desafio consistia em cobrir o edifício com uma dimensão próxima do Panteão de Roma sem recorrer aos arcos ogivados nem às soluções góticas. Brunelleschi construiu duas cúpulas, de secção octogonal, uma envolvendo a outra. A Brunelleschi se deve ainda a criação da perspetiva linear, caracterizada por um único ponto de fuga. A descoberta das leis da perspetiva permite a representação bidimensional de objetos tridimensionais. Esta descoberta a passagem da Idade Média para o Renascimento e não tem uma base empírica, mas racional e geométrica. trata-se um instrumento de conhecimento científico e de apropriação das regras de representação espacial. Além de Brunelleschi, destaca-se ainda Leon Battista Alberti, Donato Bramante, Miguel Ângelo (Michelangelo) e Andrea Palladio. A arquitetura do Renascimento tinha as seguintes características: equilíbrio e simetria das formas e volumes; predomínio da horizontalidade, obtida através de longas balaustradas, frisos e cornijas; utilização de elementos clássicos/ arte greco-romana: colunas (encimadas por capitéis), arcos de volta 2.ª Guerra, prisioneiros chineses que foram acomodados pelas tropas japonesas em 16 de dezembro de 1937, 1894: soldados japoneses em combate, 1.ª Guerra (x2), Xangai, 1937: num das mais famosas fotos da guerra, bebé chora abandonado entre os destroços da estação ferroviária da cidade, bombardeada pelos japoneses.
  20. 20. 20 • MyBrainMagazine HISTÓRIA A 1931, o Japão conquistou a Manchúria e juntou-se ao Eixo Berlim- Tóquio, constituído pela Alemanha nazi, Itália fascista e Império Japonês. Quando os EUA impuseram um embargo petrolífero ao Japão, Tóquio tomou a decisão desesperada de conquistar territórios no Pacífico e organizou um ataque surpresa a Pearl Harbor, no Havai, em dezembro de 1941, e, alguns meses mais tarde, apoderou-se de grande parte do Sudeste Asiático. Em 1944, os bombardeios americanos dizimavam as cidades japonesas, mas o exército japonês estava determinado a não se render, optando por uma estratégia de defesa suicida. Em agosto de 1945, os EUA lançaram bombas atómicas em Hiroshima e Nagasaki, Little Boy e Fat Man (respetivamente), e a União Soviética entrou na guerra do Pacífico. O imperador Hirohito mandou os ministros negociar a paz, a 2 de setembro de 1945. Os kamikaze eram pilotos que, com os seus aviões, colidiam contra os navios americanos, dando a vida pelo Império Japonês. Tóquio foi toda bombardeada, começando a 18 de abril de 1942, primeiro no ataque americano Doolittle e no célebre bombardeamento da operação Meetinghouse, o mais destrutivo da História, morrendo cerca de 100 mil civis. No final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e União Soviética emergiram como duas superpotências. Possuindo uma força militar esmagadora, decisiva na vitória dos Aliados, ambas dominavam extensos territórios ricos em matérias-primas, dispondo de imenso poder económico. Então estenderam a sua influência sobre importantes regiões do globo. O poderio económico e militar e o prestígio dos EUA ultrapassavam as da URSS, Conferindo-lhe uma hegemonia mundial. Com a guerra, a economia americana tinha prosperado, visto que o seu território escapara aos ataques inimigos, desenvolvendo um grande potencial tecnológico ligado ao armamento. Com a Europa e já estão desvastados, Os EUA passaram a ser o principal fornecedor de produtos agrícolas e industriais, tornando-se a maior potência industrial e comercial do mundo. Além disso, beneficiaram de um enorme afluxo de capitais provenientes dos investimentos no estrangeiro e do pagamento dos empréstimos feitos aos seus aliados. Sob o ponto de vista militar e geoestratégico, a posição dos Estados Unidos também era dominante. Estabeleceu alianças com numerosos países, ocupando uma vasta rede de bases aéreas e navais. Ao contrário dos EUA, a URSS ficou afetada economicamente pela Guerra, no entanto, alargou a influência do socialismo na Europa. Os países do leste europeu integravam-se na zona de influência soviética. Em manutenção de tropas soviéticas nestes países (Polónia, Roménia, Bulgária, Checoslováquia e Hungria) facilitou a ascensão dos partidos comunistas locais que foram tomando controlo do poder. Também na Jugoslávia e na Albânia, onde os partisans comunistas tinham derrotado Hitler, Se instauraram, em 1945, regimes socialistas. Nos novos países de Leste instituíram-se democracias populares. A União Soviética passou a ter a hegemonia política sobre Europa Oriental, com exceção da Jugoslávia que, sob a chefia de Tito, rompeu com a URSS em 1948. Em 1945, a China liberta-se da ocupação japonesa, caindo numa guerra civil, que pôs frente-a-frente as forças nacionalistas, chefiadas por Chiang Kai-shek, e os rebeldes comunistas, liderados por Mao Zedong. Desde 1927 que os comunistas prosseguiam a luta revolucionária, contando com o apoio do campesinato, que até então estivera sujeito ao regime praticamente feudal. Em 1931, depois de sofrer violentas perseguições, Mao refugiou-se, com as suas forças rebeldes, numa zona no interior da China. Mas, em 1934, incapaz de fazer frente a novos ataques, resolveu empreender a Longa Marcha, uma penosa heroica retirada, ao longo de 10.000 km, até às estepes desoladas do norte. Aí fundou, em 1935, uma República Popular e reorganizou o exército, fixando os princípios da Guerra revolucionária: conservar as próprias forças e aniquilar as do inimigo e aliar-se a população. Em 1949, alcançaram finalmente a vitória e Mao Zedong proclamou, em Pequim, a República Popular Início do ataque a Pearl Harbor, rendição do Japão, bomba de Nagasaki, ataque kamikaze ao navio USS Essex, Tóquio antes e depois dos bombardeamentos , Tóquio em chamas em 26 de maio de 1945, civis carbonizados após o bombardeamento de Tóquio na noite de 9 a 10 de março de 1945, corpos carbonizados de mulher e criança que estava a ser carregada nas costas da mãe.
  21. 21. MyBrainMagazine • 21 HISTÓRIA Explosão da Little Boy, bonecas siamesas a mostrar mutantes de Hiroshima, sobrevivente da radiação, sobrevivente, Hiroshima: antes e depois, Hiroshima depois da bomba atómica - domo do Genbaku. Na manhã de 6 de agosto de 1945, O B-29 Enola Gay, do 393º Esquadrão de Bombardeio, pilotado por Tibbets, descolou de North Field, em Tinian, há cerca de seis horas de voo do Japão. O Enola Gay (em homenagem à mãe de Tibbets) foi acompanhado por outros dois B-29. The Great Artiste, comandado pelo Major Charles Sweeney e carregando instrumentos, e um avião então sem nome (mais tarde chamado de Necessary Evil), comandado pelo capitão George Marquardt, serviu como a aeronave de fotografia. Depois de deixar Tinian, a aeronave fez o seu caminho separado para Iwo Jima, para o encontro com Sweeney e Marquardt às 05:55 a 9.200 pés (2.800 m) e percurso definido para o Japão. A aeronave chegou em cima do alvo com visibilidade clara a 31.060 pés (9.470 m). Parsons, que estava no comando da missão, armou a bomba durante o voo para minimizar os riscos durante a descolagem. Durante a noite entre 5 e 6 de agosto, alertas de radares japoneses detectaram a aproximação de inúmeros aviões norte-americanos a dirigir-se para o sul do Japão. O radar detetou 65 bombardeiros em direção a cidade de Saga, 102 com destino a Maebashi, 261 a caminho de Nishinomiya, 111 para Ube e 66 com destino a Imabari. Um alerta foi dado e a radiodifusão foi suspensa em várias cidades, entre elas Hiroshima. O alerta de evacuação soou em Hiroshima às 00:05. Cerca de uma hora antes do bombardeio, o alerta de ataque aéreo soou novamente, quando Straight Flush sobrevoou a cidade. O alerta soou sobre Hiroshima novamente às 07:09. Às 08:09, Tibbets começou a armar as bombas e entregou o controle do seu bombardeiro para o major Thomas Ferebee. O lançamento às 08:15 correu como planeado e a Little Boy, com cerca de 64 kg de urânio-235, levou 44,4 segundos para cair do avião voando a cerca de 31.000 pés (9.400 m) a uma altura de detonação de cerca de 1.900 pés (580 m) acima da cidade. O Enola Gay viajou 11,5 km (18,5 km) antes de ser atingido pelas ondas de choque da explosão. Devido ao vento cruzado, a bomba errou o ponto de alvo, a Ponte Aioi, por cerca de 800 pés (240 m) e detonou diretamente sobre o Hospital Shima. Isto criou uma explosão equivalente a 16 quilotoneladas de TNT (67 TJ), ± 2 kt. A arma foi considerado muito ineficiente, com apenas 1,7% da sua fissão material. O raio de destruição total foi de cerca de 1,6 quilómetros, com incêndios subsequentes em 11 km². Pessoas na área relataram ter visto um clarão brilhante seguido de um estrondo alto. Entre 70-80 mil pessoas, das quais 20 mil eram soldados, ou cerca de 30% da população de Hiroshima, foram mortos pela explosão e os consequentes incêndios e outras 70 mil ficaram feridos. Alguns dos edifícios de betão armado em Hiroshima tinham sido muito fortemente construídos por causa do perigo de terramotos no Japão e a sua estrutura não entrou em colapso, embora eles estivessem localizados bem perto do epicentro da explosão. Uma vez que a bomba foi detonada no ar, a explosão foi dirigida mais para baixo do que para os lados, o que foi o grande responsável pela sobrevivência do Museu Comercial de Hiroshima, agora conhecida como Memorial da Paz de Hiroshima. Este edifício foi projetado e construído pelo arquiteto checo Jan Letzel e estava a apenas 150 metros do ponto zero da explosão nuclear. Eizo Nomura foi o sobrevivente mais próximo do hipocentro. Ele estava no porão de um edifício de betão armado apenas a 170 metros do centro da explosão no momento do ataque. Ele viveu até aos 80 anos. Akiko Takakura estava também entre os sobreviventes mais próximos do hipocentro da explosão. O envenenamento por radiação e/ou necrose causaram doença e morte após o bombardeamento em cerca de 1% dos que sobreviveram à explosão inicial. Até ao final de 1945, mais alguns milhares de pessoas morreram devido ao envenenamento por radiação, aumentando o número de mortos para cerca de 90 mil seres humanos. Desde então, cerca de mais 10 mil pessoas morreram devido a causas relacionadas à radiação. De acordo com a cidade de Hiroshima, em 6 de agosto de 2005, o número total de mortos entre as vítimas do bombardeamento era de 242 437. Esse valor inclui todas as pessoas que estavam na cidade quando a bomba explodiu, ou que foram, mais tarde, expostas a cinza nuclear e, consequentemente, morreram. que punha em causa de novo um mundo bipolar. A guerra fria reacende-se como 2.ª Guerra Fria. Os EUA e ainda a URSS continuavam na corrida as armas nucleares e a URSS envolveu-se em conflitos locais, controlando zonas estratégicas (guerras civis em Angola e Moçambique e guerra no Afeganistão), o que levou os EUA a interferir indiretamente nesses conflitos. Tanto a URSS como os EUA instalaram no território europeu mísseis de longo alcance que ameaçavam destruir cidades e países do bloco inimigo. Ao mesmo tempo desenrolava-se a crise dos euromísseis, o Presidente Reagan, dos Estados Unidos, anunciava que iriam levar por diante o projeto da Guerra das Estrelas. Só em 1987 foram assinados, entre Reagan e Gorbatchev, novos acordos para a destruição e controlo dos arsenais nucleares. O bloco soviético desagrega-se e o mundo bipolar acaba e começa o
  22. 22. 22 • MyBrainMagazine Imperador Meiji, Imperador Meiji numa visita a Tóquio. HISTÓRIA Embora a 2.ª Guerra Mundial tenha terminado em tragédia, a experiência mobilizou o povo japonês para a autodisciplina e a cooperação. A Força de Ocupação Aliada, sob o comando do general MacArthur, chegou o país enquanto milhões de japoneses desalojados regressavam às cidades arrasadas. O imperador renunciou ao seu estatuto divino. A reforma agrária foi rapidamente implementada e os tribunais de crimes de guerra foram postos em curso. Porém, no cenário de crescente tensão da Guerra Fria, o ardor reformista das forças de ocupação depressa arrefeceu. Foi proibida uma greve geral e os comunistas foram expulsos do governo. Em 1952, quando a ocupação terminou, a guerra na vizinha Coreia tinha-se transformado numa vantagem para a economia nipónica. A produção industrial aumentou, e a maior das famílias tinha como objetivo adquirir modernos eletrodomésticos. Em 1960, enromes protestos contra a ratificação do Tratado de Segurança entre os EUA e o Japão abalaram o país, levando ao cancelamento de uma visita do presidente Eisenhower. O primeiro-ministro demitiu-se. Os seus sucessores concentraram-se no crescimento económico, prometendo duplicar os rendimentos. Desde então, a prosperidade baseada na exportação de automóveis e produtos tecnológicos fez do Japão um dos países mais ricos do mundo e ajudou a manter o Partido Democrata Liberal como a força dominante na política desde a sua criação, em 1955. A recessão da década de 90, juntamente com mudanças nos papéis tradicionais da sociedade, abriu o caminho para mais transformações. que punha em causa de novo um mundo bipolar. A guerra fria reacende-se como 2.ª Guerra Fria. Os EUA e ainda a URSS continuavam na corrida as armas nucleares e a URSS envolveu-se em conflitos locais, controlando zonas estratégicas (guerras civis em Angola e Moçambique e guerra no Afeganistão), o que levou os EUA a interferir indiretamente nesses conflitos. Tanto a URSS como os EUA instalaram no território europeu mísseis de longo alcance que ameaçavam destruir cidades e países do bloco inimigo. Ao mesmo tempo desenrolava-se a crise dos euromísseis, o Presidente Reagan, dos Estados Unidos, anunciava que iriam levar por diante o projeto da Guerra das Estrelas. Só em 1987 foram assinados, entre Reagan e Gorbatchev, novos acordos para a destruição e controlo dos arsenais nucleares. O bloco soviético desagrega-se e o mundo bipolar acaba e começa o mundo unipolar: os EUA tornam-se a única superpotência do mundo. influência dos partidos comunistas devido às dificuldades do pós-guerra. O presidente Truman, alarmado com a situação, tratou de proclamarem as necessidades da América conter o avanço comunista em todas as frentes (política de contenção), quer através de intervenções militares quer de ajuda económica. A doutrina Truman levou os EUA a proporem aos países europeus um plano de auxílio financeiro, o Plano Marshall - destinado a promover a recuperação económica e a estabilidade política, Aumentando o poder de compra dos europeus ocidentais, beneficiando o próprio comércio americano. Consolida-se assim o bloco ocidental, liderado pelos EUA. A reação soviética não se fez esperar e em 1947 é criado o Kominform, organismo que superintendia a ação dos partidos comunistas de todo mundo, com sede em Moscovo, e, em 1949, em resposta ao plano Marshall, a União Soviética instituiu o Comecon, a fim de incentivar a cooperação económica com os novos estados comunistas. Consolida-se Néons em Osaka, néons em Shinjuku, Tóquio, Tóquio e a Tokyo Tower à noite.
  23. 23. MyBrainMagazine • 23 HISTÓRIA As capitais do Japão foram normalmente a terra do imperador. As mais famosas foram, por ordem cronológica, Nara, Quioto, Kamakura e Tóquio. Tradicionalmente, a capital tinha que estar rodeada por um rio, por uma montanha, por uma zona de água estagnada e por campos agrícolas e templos. Ambas cumpriam esses requisitos mas, atualmente, apenas Tóquio os cumpre: com o monte Fuji, o rio Sumida e a Baía de Tóquio. O governo japonês está a pensar mudar de capital para Osaka e Quioto, devido ao monte Fuji estar adormecido e poder explodir a qualquer momento e destruir a grande metrópole japonesa. .desafio consistia em cobrir o edifício com uma dimensão próxima do Panteão de Roma sem recorrer aos arcos ogivados nem às soluções góticas. Brunelleschi construiu duas cúpulas, de secção octogonal, uma envolvendo a outra. A Brunelleschi se deve ainda a criação da perspetiva linear, caracterizada por um único ponto de fuga. A descoberta das leis da perspetiva permite a representação bidimensional de objetos tridimensionais. Esta descoberta a passagem da Idade Média para o Renascimento e não tem uma base empírica, mas racional e geométrica. trata-se um instrumento de conhecimento científico e de apropriação das regras de representação espacial. Além de Brunelleschi, destaca-se ainda Leon Battista Alberti, Donato Bramante, Miguel Ângelo (Michelangelo) e Andrea Palladio. A arquitetura do Renascimento tinha as seguintes características: equilíbrio e simetria das formas e volumes; predomínio da horizontalidade, obtida através de longas balaustradas, frisos e cornijas; utilização de elementos clássicos/ arte greco-romana: colunas (encimadas por capitéis), arcos de volta perfeita, abóbadas de berço, cúpulas e frontões triangulares nas fachadas; uso de pilastras (pilares de quatro faces) e de motivos decorativos inspirados em elementos naturais e mitológicos. Os pintores renascentistas inspiraram-se na natureza - paisagens, pessoas, coisas e animais - para a recriarem. As características da pintura renascentista eram: aplicação das leis da perspetiva (sugestão da existência de vários planos no quadro/ideia de profundidade); novas técnicas (sfumato e pintura a óleo) e utilização cada vez mais frequente da tela; representação de temas bíblicos e pagãos com figuração de retratos e paisagens; naturalismo e realismo na representação das figuras humanas e da Natureza. Na pintura, salientaram-se os italianos Fra Angélico, Masaccio, Botticelli, Rafael, Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, o flamengo Jan Van Eyck e o alemão Albert Dürer. Giotto di Bondone, mais conhecido simplesmente por Giotto, o primeiro nome da pintura renascentista, é considerado o introdutor da perspetiva na pintura da época. A característica principal do seu trabalho é a identificação da figura dos santos como seres humanos de aparência comum. Esses santos com ar humanizado eram os mais importantes das cenas que pintava, ocupando sempre posição de destaque na pintura. Assim, a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo, que vai cada vez mais se afirmando até o Renascimento. Giotto procurou obter volume e altura realista nas figuras em suas obras e foi o pioneiro na introdução do espaço tridimensional na pintura europeia e o primeiro artista a assinar as suas obras. As figuras humanas, na escultura, eram representadas com um enorme realismo. As características da escultura renascentista eram: representação cuidada do corpo humano e expressão de sentimentos e dramas interiores; bustos e estátuas equestres à maneira da Roma Antiga; representação da nudez, com naturalismo e rigor anatómico; composição geométrica das figuras, normalmente em pirâmide (exemplo da Pietá de Miguel Ângelo). Na escultura celebrizaram-se Ghiberti, Donattelo, Miguel Ângelo e Verrochio. .Os Polo ficaram na China durante 17 anos, acumulando riquezas vastas de jóias e ouro. O imperador permitiu que os Polos voltassem a Veneza, aproveitando o regresso de uma embaixada de Arghun-Khan, que subira ao trono na Pérsia e solicitava uma princesa da corte mongol para se casar. A volta foi por via marítima, Kublai-Khan enviou 14 navios e um total de dois mil homens com eles. Como chegaram em Málaca em meados de maio de 1291, tiveram de esperar pelos ventos favoráveis das monções que só chegaram em outubro. Estiveram no Ceilão e de lá continuaram para a costa da Índia, chegando a Ormuz (Pérsia) após 20 meses da partida. Após entregarem a princesa, descobriram que o príncipe prometido fora morto, de modo que os Polo tiveram que permanecer na Pérsia até ser encontrado um pretendente apropriado para a princesa. Seguiram por terra até à Arménia, passando por Trebizond, Constantinopla e Negroponte, de onde embarcaram para Veneza. Chegaram em 1298, depois de terem estado fora durante 24 anos, as pessoas não os reconheceram e os Polo tiveram que se esforçar para falar italiano. Marco Polo comandou tropas na guerra contra Génova, acabando por ser feito prisioneiro. Durante o cativeiro, ditou as suas aventuras de viagem a um prisioneiro, Rusticiano de Pisa (Rustichello da Pisa), que foram traduzidas em latim, em 1315, pelo rei Francisco Pipino. Em 1471, depois de traduzidas em várias línguas, foram impressas. O livro de Marco Polo, Il Milione ou As Viagens, é um testemunho da fascinação do homem por viagens, novas paisagens e terras distantes. Todai-ji em Nara, vista de Tóquio da Skytree, Quioto vista do Kiyomizu-dera.
  24. 24. 24 • MyBrainMagazine HISTÓRIA - Até 8000 a.C. - Período "Pré-Cerâmico" ou "Período Paleolítico" É difícil determinar as origens da civilização japonesa. Há quem pense que a origem do povo japonês é chinesa. No entanto, graças a vestígios arqueológicos, é possível afirmar que já existiria vida no arquipélago há pelo menos 100 mil anos atrás, numa época em que o Japão estava "colado" ao continente asiático. - 8000 a.C. a 300 a.C. - Período Jomon É nesta época que o território se torna um arquipélago, devido ao aumento da temperatura e à consequente elevação do nível do mar. Nesta altura, a população vivia em pequenas comunidades, dedicando-se à caça (uso do arco e flecha) e à recoleção, à olaria e desenvolvendo técnicas agrícolas (primeiras tentativas de plantio) para a sobrevivência. - 300 a.C. a 300 d.C. - Período Yayoi Foi um dos períodos onde ocorreram mais mudanças, graças ao contacto com outros povos e culturas. Dos coreanos, os japoneses receberam algum as técnicas do plantio do arroz e o trabalho com o metal (bronze e ferro). Já dos chineses receberam outras artes e técnicas e um regime alimentar baseado em certo tipo de legumes (soja, azuki e trigo) e de carne de animais (cavalos e gado). - 300 d.C. a 593 d.C. - Período Yamato ou Kofun O Japão dividiu-se em várias áreas com características geográficas e culturas próprias. Novas artes e tecnologias (ferramentas agrícolas, armas,...) entram no arquipélago, a arte de cerâmica desenvolveu-se e até a escritura chinesa entrou no país para fins comerciais. Neste período houve uma invasão mongol, deu-se a unificação do Japão como nação e do budismo que foi introduzido no país (538 d.C). -593 d.C a 710 d.C- Período Asuka Foi um período conturbado, mas que trouxe muitas mudanças (Política, Filosofia, Arquitetura) que se deveram, principalmente, ao budismo e ao confucionismo. Em 604 d.C, Shotoku cria a primeira Constituição do país. Neste período houve diversos atentados à família imperial e muitas contendas entre famílias poderosas. -710 d.C a 794 d.C - Período Nara Este período inicia-se com a transferência da capital para Nara. O crescimento cultural e artístico foi enorme. A escrita chinesa (Kanji) foi adaptada para o japonês. A sociedade em sua maioria era agrícola e dividida em aldeias. Houve um crescimento do poder centralizado no país. O regime uji-kabane (grandes proprietários) entra em decadência e floresce o regime Ritsurio (administrativo). - 794 d.C a 1192 d.C - Período Heian Com o Imperador Kammu, a capital muda para Heian. No século X, graças ao comando do clã Fujiwara, o Japão avançou muito na área cultural. Apesar disso, as guerras pelo poder que opuseram alguns clãs nipónicos trouxeram instabilidade política e o aparecimento dos samurais. - 1192 d.C – 1333 d.C- Período Kamakura A capital imperial passa a ser em Kamamura. Nesta era, destaca-se Minamoto Yoritomo, o Xogum, que inicia uma época dominada pelos samurais cujo código de honra é a base do governo. É nesta altura que se cria o regime militar conhecido como Xogunato (ou bakufu). Com a família Hojo no poder, o país evolui novamente e as relações com a China melhoram. Em 1274, o Povo Mongol tenta conquistar o Japão, mas é derrotado pelos samurais. - 1333 d.C a 1573 d.C - Período Muromachi Ashikaga Takauji estabelece o Xogunato Muromachi, em Kyoto. Apesar de violento, este período foi marcado por grande evolução económica e cultural (arquitetura, pintura, poesia, canções, a cerimónia do chá (Chanoyu), o Ikebana (arte de arranjar flores) e o teatro (Nô e Kyogen). - 1333 d.C a 1573 d.C - Período Muromachi Ashikaga Takauji estabelece o Xogunato Muromachi, em Kyoto. Apesar de violento, este período foi marcado por grande evolução económica e cultural (arquitetura, pintura, poesia, canções, a cerimónia do chá (Chanoyu), o Ikebana (arte de arranjar flores) e o teatro (Nô e Kyogen). O primeiro contacto com o Ocidente dá-se com a chegada dos portugueses ao Japão que trazem as primeiras armas de fogo e o Cristianismo (graças ao jesuíta Francisco Xavier). O poder económico passa para as mãos dos daymios (senhores feudais da época) e ocorrem grandes batalhas pela posse de territórios. - 1573 d.C a 1603 d.C - Período Azuchi-Momoyama Graças ao armamento fornecido pelos portugueses, o general Oda Nobunaga conquista o poder, mas morre assassinado, antes de unificar o Japão num único governo - acção que só o seu general, Toyotomi Hideyoshi, conseguiu levar a cabo. O Japão conhece então uma grande evolução económica e social e até faz duas tentativas (falhadas) para conquistar a Coreia. - 1603 d.C a 1868 d.C - Período Edo Pela batalha de Sekigahara, Tokugawa Ieyasu conquista o poder e o controlo total do país, estabelecendo-se na cidade de Edo (Tóquio). Emergem quatro classes socias distintas (samurais, camponeses, artesãos e comerciantes) e os feudos são distribuídos a pessoas de confiança do Xogum. Em 1633, o Cristianismo é proibido e perseguido. O país fecha-se, apenas comunicando com o exterior através do porto comercial de Nagasaki. Apesar disso, o Japão conhece um florescimento comercial. Em finais do século XVIII, o Xogunato enfrenta contestações políticas internas. Devido à Revolução Industrial do Ocidente, o Japão muda a sua política e reabre as portas a outras culturas. - 1868 d.C a 1911 d.C -Período Meiji Com o Imperador Meiji deram-se grandes mudanças que trouxeram liberdade religiosa, igualdade social, a abolição do feudalismo e um grande nacionalismo. Em 1880, devido ao investimento na industrialização do país, o Japão entra numa crise que só será extinta com a criação do Banco do Japão. Foi nesta época que foi criada a primeira Constituição. O Japão venceu duas guerras territoriais contra a China (1895) e contra a Rússia (1905). Em 1910, o Japão ocupa o território coreano. - 1912 d.C a 1925 d.C - Período Taisho Neste período, o governo democrático ganhou grande força, o que permitiu que as mulheres fossem socialmente mais participativas. Mercê de tratados anteriormente firmados, o Japão entrou na Primeira Guerra Mundial, ao lado dos Aliados. O fim da Guerra e o terramoto de 1923 agravaram a situação económica do país. - 1926 d.C a 1988 d.C - Período Showa A crise económica mundial de 1929 impeliu os militares de tomar grande parte do poder e a conquistar novos territórios, o que implicou a sua retirada da Liga das Nações (1933). Na Segunda Guerra Mundial, o Japão alia-se à Alemanha e à Itália e ataca a base americana Pearl Harbor no Havai (1941). Esta acção levou os EUA a lançar bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki, pondo fim à guerra. Cerca de 2 milhões de japoneses morreram, parte do país ficou destruído e a economia ficou em ruínas. O Japão foi ocupado pela fação vitoriosa e foi criada uma nova Constituição (1947). O imperador Hirohito perdeu o poder e surgiu uma nova forma de governo - a monarquia constitucional, controlada por um parlamento. As relações exteriores são reatadas em 1951. O Japão tornou-se rapidamente numa das principais potências económicas do mundo. Em 1973, a crise de petróleo leva a que o Japão invistisse nas indústrias de alta tecnologia. - 1989 d.C aos dias atuais - Período Heisei Akihito sucedeu ao seu pai, iniciando uma nova era marcada pela prosperidade e tranquilidade. Apesar da catástrofe provocada pelo tsunami de 2011, o país soube ultrapassar a tragédia com estoicismo e dedicação, continuando a apresentar uma das mais altas taxas de crescimento do mundo. .No final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e União Soviética emergiram como duas superpotências. Possuindo uma força militar esmagadora, decisiva na vitória dos Aliados, ambas dominavam extensos territórios ricos em matérias-primas, dispondo de imenso poder económico. Então estenderam a sua influência sobre importantes regiões do globo. O poderio económico e militar e o prestígio dos EUA ultrapassavam as da URSS, Conferindo-lhe uma hegemonia
  25. 25. MyBrainMagazine • 25 BIOLOGIA As colinas densamente arborizadas são pouco exploradas, com áceres, vidoeiros, ciprestes, cedros, ginkgo biloba, bambu, pinheiros,... assumindo cores espantosas no outono. No inverno, tudo está coberto de neve. As cerejeiras em flor, sakura, são muito famosas em maio, com as suas flores cor-de-rosa. No verão, está tudo verde. No outono, as folhas dos áceres e de outras plantas ficam amareladas e avermelhadas, pintando tudo de cores quentes. Os locais de cultivo estão ocupados por campos de arroz, na maioria, e o restante por frutas e legumes. O Japão tem 29 parques nacionais. O macaco-japonês, que se banha nas águas termais de Jigokudani, a salamandra gigante japonesa, gato-de-Iriomote, garças, cigarras, cervos e veados e ursos-pardos. As vacas japonesas cuja carne serve para a alimentação ouvem música clássica, para não terem stress, uns dos males das carnes, pois é transmitido para o consumidor. influência dos partidos comunistas devido às dificuldades do pós- guerra. O presidente Truman, alarmado com a situação, tratou de proclamarem as necessidades da América conter o avanço comunista em todas as frentes (política de contenção), quer através de intervenções militares quer de ajuda económica. A doutrina Truman levou os EUA a proporem aos países europeus um plano de auxílio financeiro, o Plano Marshall - destinado a promover a recuperação económica e a estabilidade política, Aumentando o poder de compra dos europeus ocidentais, beneficiando o próprio comércio americano. Consolida-se assim o bloco ocidental, liderado pelos EUA. A reação soviética não se fez esperar e em 1947 é criado o Kominform, organismo que superintendia a ação dos partidos comunistas de todo mundo, com sede em Moscovo, e, em 1949, em resposta ao plano Marshall, a União Soviética instituiu o Comecon, a fim de incentivar a cooperação económica com os novos estados comunistas. Consolida-se assim o bloco de Leste, liderado pela URSS. O antagonismo dos dois blocos desencadeou um clima de profunda tensão e de inúmeros conflitos. As duas superpotências nunca ousaram confrontar-se diretamente, a razão da guerra ter demorado quase meio século, por isso é que se chamou a este período Guerra Fria. Cada superpotência procurava dispor de uma força cada vez mais destruidora de modo a tornar-se superior à sua rival, o equilíbrio do terror, que acabou por evitar a guerra. A escalada militar centrou-se na corrida às armas nucleares e na militarização dos dois blocos. Em 1949, os soviéticos conseguiram pela primeira vez na bomba atómica, graças a um casal de espiões soviéticos, O casal Rosenberg, infiltrado nos EUA, ficando a par dos americanos. Dois anos depois, os americanos fabricaram a primeira bomba de hidrogénio (500 vezes mais potente que a de Hiroshima) e, passado seis meses, a URSS igualava-os. A partir de então, com a construção de mísseis de médio e longo alcance, o terror nuclear não parou de aumentar. Entretanto, em 1949, os EUA formaram, com o Canadá e os seus aliados europeus, a organização do tratado do Atlântico Norte (NATO), Cujo objetivo era dotar o bloco ocidental com uma poderosa estrutura militar. Em 1955, a URSS estabeleceu o Pacto de Varsóvia, com os países comunistas europeus. Os EUA e a URSS alargaram ainda as alianças a outros países, ficando praticamente todo mundo envolvido no antagonismo bipolar. Os serviço secretos (A CIA americana e o KGB soviético), além de atividades de espionagem, exerciam uma vigilância permanente no interior dos próprios países. Na URSS e no Leste europeu, os que se opunham a Estaline foram alvo de violenta repressão. Nos EUA, uma campanha anticomunista, conduzida pelo senador McCarthy, perseguiu milhares de cidadãos por praticarem ginkgo biloba em Osaka, acer e pinheiro japonês em Quioto, pinheiro japonês em Osaka, floresta de bambu em Quioto, colinas densamente arborizadas perto de Shirakawa-go (x2), garça em Quioto, cervo em Nara, corvo em Tóquio, cigarra, campo de arroz em Shirakawago.
  26. 26. 26 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA Tóquio fica nas margens do rio Sumida, junto à baía de Tóquio. Inicialmente uma aldeia piscatória, a cidade de Edo tornou-se o centro do poder do xogunato em 1590. Era uma cidade de rios e canais. A Shitamachi, a cidade baixa, de mercadores e artesãos, servia a elite política e intelectual em Yamanote, a cidade alta, nos montes a Ocidente. Foi batizada Tóquio (Capital do Este) e promovida a capital do país em 1868. Em 1923, foi devastada pelo Grande Sismo Kanto, a 1 de setembro, seguindo-se os bombardeamentos da 2.ª Guerra Mundial. Desde então foi renovada e tornou-se a maior cidade do mundo, à volta de 37 milhões com a área suburbana. CENTRO DE TÓQUIO Quando Ieyasu Tokugawa mudou a capital militar para Edo, em 1590, o bairro de Ginza era um terreno pantanoso que, depois de drenado, atraiu comerciantes e mercadores. A casa da moeda que deu o nome à zona ("lugar de prata") foi construída em 1612. Em 1872, a área foi quase toda destruída pelo fogo, mas o governo da restauração Meiji encomendou a sua reconstrução em tijolo vermelho ao arquiteto inglês Thomas Waters. Desde então passou a ser um foco de influência ocidental e é ainda um dos grandes centros de Tóquio, com centros comerciais e lojas de alta tecnologia. O principal teatro de Tóquio do género Kabuki abriu em 1889 no reino do imperador Meiji, Teatro Kabuki-za. O Mercado de Peixe de Tsukiji mudou de Nihonbashi para aqui após a destruição do anterior causada pelo sismo e incêndio de 1923. Todas as manhãs, exceto ao domingo, de madrugada. há leilões de atum. É o local que tem o peixe mais fresco do mundo. Perto de Shiodome, um dos bairros mais modernos da cidade, está o jardim de Hama-Rikyu, situado na foz do rio Sumida na baía de Tóquio, tendo sido criado em 1654 como retiro para a família do xógun. O presidente americano Ulisses S. Grant ficou alojado numa casa nos jardins durante a sua visita em 1879 e bebeu chá verde com o imperador Meiji na casa de chá Nakajima. Os jardins foram destruídos a 29 e novembro de 1944, mas foram reconstruídos. Na casa de chá pode-se tomar chá verde marcha e provar a doçaria típica japonesa. A Torre de Tóquio foi concluída em 1958 e tem 333 m de altura, tendo sido inspirada na Torre Eiffel. Perto dela fica o templo da família Tokugawa, Zojo-ji, fundado em 1393. No bairro de Hibiya está o Edifício da Dieta, de 1936, fundado como Parlamento Imperial na época Meiji. O Tokyo International Forum, assemelhado ao casco de um navio, foi projetado por Rafael Viñoly e terminado em 1996. Ieyasu, o primeiro xógun Tokugawa, mandou construir o seu castelo, em 1590, no local do atual Palácio Imperial. Na época Edo, os seus sucessores fizeram da obra o maior castelo do mundo. O imperador e a sua família ainda residem no Palácio Imperial, reconstruído após a sua destruição durante a II Guerra Mundial. A famosa ponte Nijubashi, que foi concluída em 1888, e o Jardim Oriental do Palácio Imperial são duas famosas atrações do recinto do palácio. O santuário Yasukuni-jinja alberga os 2,5 milhões de japoneses que morreram na guerra desde a Restauração Meiji, consagrado em 1879. mercado de peixe de Tsukiji Três das grandes universidades do Japão, Meiji, Chuo e Nihon, foram 26 • MyBrainMagazine
  27. 27. MyBrainMagazine • 27 GEOGRAFIA gôndolas com vista para a basílica de San Giorgio Maggiore Três das grandes universidades do Japão, Meiji, Chuo e Nihon, foram fundadas na zona de Jimbocho, onde atualmente está um bairro de alfarrabistas, entre 1870 e 1890, que foi criado graças às universidades, que mudaram de local, apenas a Meiji se manteve. O Jardim Koishikawa Korakuen, "jardim do último prazer", começado a construir em 1629 e terminado 30 anos depois, tem duas pontes famosas, a Engetsukyo, ponte da lua cheia, e a Tsutenkyo, de cor vermelha. O jardim representa grandes paisagens em tamanho pequeno: Rozan, uma famosa montanha chinesa, e o rio Kiso do Japão. Arashio-beya é um heya de sumo, onde os lutadores de sumo (rikishis) estão a fazer o seu treino da manhã (keiko). O santuário Kanda Myojin, de mais de 1200 anos, alberga a maior festa de Tóquio, Kanda Matsuri. O Bairro de eletrónica de Akihabara, como diz o nome, é o bairro de eletrónica de Tóquio. No bairro de Ryogoku, há muitas beya, casas de sumo, visto ser lá que está o estádio nacional de Sumo, o museu de Sumo e o museu Edo- Tóquio, com maquetes da cidade ao longo do tempo, e o jardim Kiyosumi-teien. A Baía de Tóquio e a ilha artificial de Odaiba são outras atrações de Tóquio. Na baía está a Ponte colgante Arco-Íris, o edifício da Fuji-TV, um onsen e o Museu da Ciência.ponta ocidental da rota da Seda e no cruzamento do Oriente com o Ocidente. Era visitada por mercadores de toda a Europa atraídos por esta cidade de artigos de luxo. PÁGINA ANTERIOR: mapa de Edo em 1844, Shiodome (x2), Palácio Imperial e ponte Nijubashi, mercado de peixe de Tsukiji (x2), atum congelado no mercado de peixe de Tsukiji, japonês a cortar o atum no mercado de peixe de Tsukiji, cruzamento Yon-chome, Ginza . ESTA PÁGINA: chá matcha e doces na casa de chá de Nakajima, nos jardins de Hama Rikyu , japonês a desenhar e a beber matcha e comer doce na casa de chá de Nakajima, nos jardins de Hama Rikyu, casa de chá de Nakajima, nos jardins de Hama Rikyu, japonesa com quimono na cerimónia tradicional de casamento nos jardins de Hama Rikyu , jardins de Hama Rikyu, Jardim Oriental do Palácio imperial, lutadores de sumo em Arashio, carpas no Jardim Oriental do Palácio imperial.
  28. 28. 28 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA NORTE DE TÓQUIO O Parque Ueno tem um pagode de 5 andares do século XVII, um santuário Tosho-gu, onde Ieyasu foi sepultado (mais tarde transladado para Nikko), um lago, um jardim zoológico e vários museus (Museu Nacional de Ciência, Museu Nacional de Arte Ocidental e Museu Nacional de Tóquio). O Museu Nacional de Tóquio é composto pelos edifícios Honkan (o principal), Toyokan (arte oriental não-japonesa) e Hyokeikan (exposições), Heisekan (artefactos arqueológicos japoneses) e a Galeria dos Tesouros Horyu-ji (com objetos do templo Horyu-ji em Nara). No Honkan há esculturas, sobretudo budistas; objetos, quimonos e máscaras dos teatros Noh e Kabuki, arte da corte, com pergaminhos e biombos, trajes e xilogravuras Ukiyo-e e Tesouros Nacionais, com caligrafia, armaduras samurais,... O bairro de Yanaka, que sobreviveu ao sismo de 1923 e às bombas da II Guerra Mundial, conserva algo do ambiente da antiga Shitamachi, com casas e ruas estreitas. A Tokyo Skytree, em Oshiage, abriu em maio de 2012 e é a torre mais alta do mundo, com 634 m e o segundo maior "edifício", a seguir ao Burj Khalifa, no Dubai. Tem dois miradouros, um aos 350 metros e outro aos 450. O seu exterior prateado de aço vai desde um triângulo na base a um círculo aos 300 metros. O Templo de Senso-ji é o mais sagrado e antigo de Tóquio. Em 628 d.C., dois pescadores recolheram no rio Sumida uma pequena estátua em ouro de Kannon, a deusa da misericórdia. O patrão mandou construir um santuário a Kannon, e em 645 o santo Shokai ergueu-lhe um templo. A sua fama e riqueza cresceram até que Tokugawa Ieyasu lhe concedeu uma grande extensão de terra. O bairro do prazer de Yoshiwara mudou-se para aqui em 1657. O templo sobreviveu ao sismo de 1923, mas não aos bombardeamentos da II Guerra Mundial. Tem um pagode de cinco andares; um queimador de incenso (joukoro), com pessoas que se banham no fumo para ter saúde; o Buda Nade Botokesan, no qual as pessoas tocam, esperando sorte e ajuda nos problemas; Nakamise-dori, rua com produtos nacionais; a Porta Kaminarimon ("Porta do Trovão"), com estátuas guardiãs; a Porta Hozo-mon, com uma sala de tesouro no piso de cima; e o Salão Principal (com quadros pendurados e com o santuário principal dourado com a imagem original de Kannon: os crentes prestam homenagem lançando moedas e acendendo velas). No século XX, a proa levanta-se ainda mais, reduzindo a parte do casco submersa na água, o que permite ao barco vencer com mais facilidade a ondulação causada pelas correntes e pelas restantes embarcações, muitas delas motorizadas. A assimetria atinge um ângulo de inclinação oito vezes superior ao do século anterior, cerca de 24 centímetros, enquanto que a cobertura desaparece completamente. A gôndola atingiu, ao longo da sua evolução, um compromisso interessante entre os objetivos estéticos e de navegabilidade que a tornam uma embarcação única em todo o Mundo. O Grande Canal, de 4 km, é atravessado pelas tradicionais gôndolas e por vaporettos. Desde o início do canal até ao fim, há monumentos fantásticos que mostram a sua fachada aos turistas que navegam nas embarcações. O Ca' d'Oro, que outrora teve uma cobertura de ouro, que se desgastou com o vento e com a chuva, é um dos maiores exemplos de arquitetura veneziano- bizantina, albergando uma galeria de arte no seu interior. Mais abaixo encontramos a ponte do Rialto ("rivo alto" - margem alta), cuja zona é uma das mais firmes de Veneza, onde se instalaram as primeiras povoações, sendo que a atual ponte foi desenhada por Antonio da Ponte e construída entre 1588-91. Mais abaixo, ao lado da Ponte da Academia, encontramos a Gallerie dell'Accademia, a maior coleção do mundo de pintura veneziana, com obras de Tintoretto e Veronese, Carpaccio,... começando por ser uma escola de arte em 1750. Mas escolas de arte é o que não falta em Veneza!: Scuola Grande di San Rocco, Scuola Grande dei Carmini e Scuola di San Giorgio degli Schiavoni. Continuando pelo Grande Canal, chegamos à barroca Basílica de Santa Maria della Salute, construída em 1630 devido a uma peste severa que abalou Veneza, que fez com que o Senado erigisse uma igreja à Virgem se salvasse a cidade. Outras igrejas também importantes são a Madonna dell'Orto, San Giorgio Maggiore na ilha de San Giorgio Maggiore, Il Redentore na ilha da Giudecca, San Sebastiano, San Zaccaria, Santa Maria Formosa, Santa Maria Gloriosa dei Frari, Santa Maria dei Miracoli, Santi Giovanni e Paolo, etc. Outras zonas também importantes são o Arsenal (o estaleiro de Veneza), o teatro La Fenice, a zona de lojas da Mercerie e o mercado do Rialto. Por fim, a pérola de Veneza, a Praça de S. Marcos. O Jardim de S. Marcos, ou Giardini Ex-Reali, é um dos poucos espaços verdes em Veneza e fica ao lado ESTA PÁGINA: Senso-ji, queimador de incenso no templo Senso-ji, pagode do templo Senso-ji, parque Ueno, Tokyo National Museum, máscaras de teatro Noh no Tokyo National Museum, máscaras de teatro Noh no Tokyo National Museum, estátuas budistas no Tokyo National Museum, quimono no Tokyo National Museum, armadura samurai no Tokyo National Museum, xilogravura ukiyo-e no Tokyo National Museum. PÁGINA SEGUINTE: vista sobre Tóquio da Skytree (x3).
  29. 29. MyBrainMagazine • 29 GEOGRAFIA
  30. 30. 30 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA TÓQUIO OCIDENTAL Tóquio Ocidental é a Tóquio moderna, que se começou a desenvolver após o sismo de 1923 e depois da guerra, com os centros de Shibuya e Shinjuku separados apenas por três paragens da linha Yamanote. Shinjuku, com neóns e o bairro de Kabukicho, com casas de pachinko, o ecrã de televisão do Studio Alta, a loja de departamentos Isetan, de designers, e o santuário Hanazono. Além disso, tem a maioria dos arranha-céus de Tóquio, com o inconfundível Edifício do Governo Metropolitano, de 48 andares, do arquiteto Tange Kenzo. Shibuya é a cidade da juventude desde os anos 30 do século passado, com imensos néons e com a famosa passadeira diagonal. O santuário Meiji, Meiji Jingu, data de 1920. O imperador Meiji (que reinou de 1868 a 1912) e a sua mulher, a imperatriz Shoken, estão aqui sepultados. O santuário foi um ponto central para os militaristas de direita durante a expansão colonial do Japão, antes da II Guerra Mundial, tendo sido destruído pelas bombas dos Aliados em 1945, mas reconstruído em 1958 graças a donativos privados. Um amplo caminho empedrado sob uma enorme torii conduz ao terreno do santuário. Os edifícios do santuário são feitos de madeira envelhecida castanho-escura. O telhado é de cobre e está no estilo arquitetónico xintoísta shimmei, usado para santuários imperiais. É no bairro de Omote-sando que estão as lojas mais caras e marcas ocidentais. O bairro de Akasaka é um bairro de políticos, e tem o Palácio de Akasaka e o luxuoso Hotel New Otani. Roppongi é o bairro das discotecas e o centro da música. O edifício Roppongi Hills alberga o museu de arte moderna Mori Art e tem vistas panorâmicas sobre Tóquio. Outros bairros famosos são o de Yoyogi e o de Harajuku, famosos pelos Jogos Olímpicos. ESTA PÁGINA: exposição sobre a Guerra do Vietname no Mori Art Museum (x3), Shibuya, Shibuya em 1957. PÁGINA SEGUINTE: vista do edifício Roppongi Hills com a Torre de Tóquio à frente, Shinjuku – Kabukicho (x2), Shinjuku – Studio Alta, santuário Meiji-jingu durante a memória do sismo 1 de setembro (x7).
  31. 31. MyBrainMagazine • 31 GEOGRAFIA

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