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A DAMA COM ARMINHO
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A EVOLUÇÃO DE DARWIN
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SETÚBAL
Esta cidade virada para o Estuário do Sado com
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"Um judeu é como uma vela," explicou certa vez o Rebe a um chassid, "e sua tarefa é a...
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O VELHINHO E OS DOIS VIAJANTES
Certo dia, um viajante chegou a uma certa cidade e perguntou a um velhi...
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PARIS (6 DIAS)
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Ida para o hotel e posterior visita dos Champs-Ely...
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ENTREVISTA A UMA ENDOCRINOLOGIA SOBRE UMA DIETA SAUDÁVEL
Como deve ser uma dieta saudável?
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Ulisses. O nome deriva de "Olissipo", palavra
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O regime de Salazar, o Estado Novo, governou o país durante 4
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GEOGRAFIA Sé de Lisboa
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Fora, Alfama
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Outras zonas conhecidas de Lisboa são o Chiado e o Carmo. O
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O Deserto do Sahara é uma banda
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Em 24 de agosto de 1820 deu-se a revolução. O povo
ajudou os revoltosos e fez na rua manifes...
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aconteceram sobretudo na Europa, devido a
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O coche é uma carruagem luxuosa e decorada
artisticamente, que servia, em geral, para as gra...
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A dificuldade de circulação dos coches e
berlindas por ruas estreitas e tortuosas fez com qu...
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A Pedra da Roseta foi
descoberta em meados de julho de 1799
durante a Campanha napoleónica d...
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A decifração de códigos teve um papel fundamental na
vitória das forças aliadas na 2.ª Guerr...
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desencadeada em 1936, foi motivada
pelas fortes rivalidades existe...
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bombardeamentos;
A Morte do
Soldado Legalista,
de Rober...
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permitiu a Franco aumentar o seu poder
militar e criar um golpe de publicidade.
Então, abran...
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General Francisco Franco, mapa
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Ebro (exército republicano a
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Com o fim da 1.ª Guerra Mundial,
parecia que a democracia liberal se impor
em todos os paíse...
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Mussolini a fazer uma saudação romana numa manifestação fascista,
cartaz de propaganda fasci...
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Após a 1.ª Guerra Mundial, a Alemanha estabeleceu um regime democrático (a
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  1. 1. Lisboauma cidade com história ESTILO MANUELINO A DAMA COM ARMINHO AQUECIMENTO GLOBAL O ENIGMA A EVOLUÇÃO DE DARWIN 2.ªGuERRA MUNDIAL A ESPERANÇA É A ÚLTIMA A MORRER
  2. 2. 2 • MyBrainMagazine
  3. 3. MyBrainMagazine • 3 MyBrainMagazine O FUNDADOR, ESCRITOR E DIRETOR DA REVISTA Lisboa, a cidade do fado, da história, dos Descobrimentos, da cultura, dos monumentos, das grandes obras, moderna,... EMAIL mybrainsociety@gmail.com ENDEREÇO www.mybrainsociety.blogspot.pt Copyright © 2016 MyBrainSociety. Todos os direitos reservados. MyBrain (capa): Registered Trademarks® (marcas registadas). A MyBrain não se responsabiliza por material não solicitado. A sabedoria não tem limites INTERDITA A REPRODUÇÃO DE TEXTOS E DE IMAGENS CAPA Elevador da Bica, Lisboa
  4. 4. 4 • MyBrainMagazine Í N D I C E visão .....................................................................................................7 crítica ...................................................................................................8 meditação .............................................................................................9 roteiro de viagem ...............................................................................10 entrevista............................................................................................11 ..................................................................................................12 ...............................................................13 ...........................................................................13 ....................................................................................13 ........................................................................13 .................................................................................................13 ..................................................................................13 ................................................................................................13 ......................................................................13 ............................................................13 ......................................................................................13 .............................................................................13 .....................................................13 .................................................13 ...........................................................................................13 ......................................................................13 ..............................................................................13 ...........................................................................13 ........................................13 .........................................................................13
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  7. 7. MyBrainMagazine • 7 SETÚBAL Esta cidade virada para o Estuário do Sado com golfinhos, ao lado da Serra da Arrábida e da península de Tróia e perto da capital, é a porta para a beleza. visão “É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida.” Salvador Dalí
  8. 8. 8 • MyBrainMagazine AUTO-REFINAMENTO "Um judeu é como uma vela," explicou certa vez o Rebe a um chassid, "e sua tarefa é acender outros judeus." Novo Acordo Ortográfico O Novo Acordo Ortográfico é talvez o acordo com menos nexo já feito no mundo. Servindo para unificar as variedades da língua portuguesa, apenas Portugal o adotou. Por que razão não foram as outras variedades a submeter-se à correta ortografia da variedade- mãe, ou "português-europeu, não português correto, segundo a Wikipédia"? Por que é que cor-de-rosa é a única "cor de" que leva hífen? Este acordo viola completamente as raízes da língua, a evolução fonética e a dignidade da bela língua que é o português. crítica “A crítica construtiva, por mais feroz que seja, é um dos métodos mais eficazes para resolver problemas. “ Nelson Mandela
  9. 9. MyBrainMagazine • 9 O VELHINHO E OS DOIS VIAJANTES Certo dia, um viajante chegou a uma certa cidade e perguntou a um velhinho que estava sentado na estação rodoviária: - Meu amigo, bom dia! O senhor pode-me dizer como são as pessoas desta cidade? Estou de mudanças e estou a procurar outra cidade para viver. O velhinho, calmamente, pergunta: - Como eram as pessoas da sua cidade? - Ah, eram horríveis! Metem-se na vida dos outros, falam mal de todos, detestáveis mesmo, um horror! Detesto gente assim. - Aqui o senhor vai encontrar esse mesmo tipo de gente. E o viajante vai a procura de outra cidade. Nisso chega outra camioneta na estação rodoviária e vem um segundo viajante, que também se dirige ao velhinho: - Muito bom dia, amigo! Pode me dizer como é o povo desse vilarejo? Estou a pensar mudar brevemente para cá. - Como era a gente da sua cidade? O segundo viajante responde: - Foi pena eu sair da minha cidade, pois as pessoas de lá eram muito boas, agradáveis, gentis e amigas. Tinham problemas, mas quem não os tem, não é verdade? - Seja bem vindo, aqui o senhor vai encontrar esse mesmo tipo de pessoas! meditação “Meditação traz sabedoria; a falta de meditação deixa a ignorância. Escolha o caminho que o guia à sabedoria.” Buda
  10. 10. 10 • MyBrainMagazine PARIS (6 DIAS) 1.º Dia - Viagem para Paris - Paris Ida para o hotel e posterior visita dos Champs-Elyseés e do Arco do Triunfo. Visita a praça do Trocadéro e desfrutar da vista do Palais de Chaillot da Torre Eiffel. Hotel Villathena Paris 2.º Dia - Paris Palais de Chaillot, Torre Eiffel, champ de Mars, l'Ecole Militaire, le Palais de l'UNESCO, les Invalides. Almoço. Le Palais Bourbon, le Museé d'Orsay, Place Vendôme, l'Opéra, la Madeleine e o seu mercado de flores. 3.º Dia - Paris Montmartre e Sacré-Coeur, Palais Royal. Almoço. La Concorde, Petit et Grand Palais, les Tuileries e Louvre. 4.º Dia - Paris - Versailles - Paris Palácio e Jardins de Versalhes e Trianons. 5.º Dia - Paris Châtelet, Tour St-Jacques, Centre Pompidou, l'Hôtel de Ville, l'île Saint-Louis, Notre- Dame, Conciergerie e la Sainte- Chapelle. Almoço. Saint- Germain-des-Prés, Saint-Suplice, Luxembourg, Pantheón, Sorbonne. Jantar em La Défense. 6.º Dia - Paris Passeio de Bateaux-mouches. Manhã livre. “Viajar é a maneira mais agradável, menos prática e mais custosa de instruir-se.” Paul Morrand roteiro de viagem
  11. 11. MyBrainMagazine • 11 ENTREVISTA A UMA ENDOCRINOLOGIA SOBRE UMA DIETA SAUDÁVEL Como deve ser uma dieta saudável? Uma dieta saudável deve ser equilibrada, variada e com um aporte calórico adequado ao gasto energético. Para uma pessoa obesa, qual a dieta que aconselha? Uma dieta equilibrada, hipocalórica, com cerca de mais ou menos 1500 kcal por dia repartidas por três refeições principais e três pequenos snacks a meio da manhã, lanche e eventualmente ao deitar. Esta dieta deve ter uma restrição de gordura e de hidrato de carbono de absorção rápida. Deve haver ainda uma hidratação adequada, com uma ingestão hídrica de, pelo menos, 1,5 litros de água por dia. Devem ser abolidas as bebidas alcoólicas e açucaradas. entrevista “Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender.” Blaise Pascal
  12. 12. 12 • MyBrainMagazine egundo a lenda, Lisboa foi fundada por Ulisses. O nome deriva de "Olissipo", palavra que, por sua vez, tem a sua origem nas palavras fenícias "Allis Ubbo', que significam "porto encantador”. O mais provável é Lisboa ter sido fundada pelos Fenícios e construída ao estilo mourisco, visto nas fortes influências árabes. Aliás, a cidade foi controlada pelos Mouros durante 450 anos. No século XII, os Cristãos reconquistaram Lisboa, embora só em meados do século XIII é que esta se tornou a capital do país. No início da Época dos Descobrimentos, Lisboa enriqueceu ao tornar- se um importante centro para o comércio de jóias e especiarias. Porém, o grande passo em frente da expansão portuguesa chegou em 1498, quando Vasco da Gama descobriu o Caminho Marítimo para a Índia. Foi esse efetivamente o começo da Época de Ouro da cidade, caracterizada pelo estilo Manuelino na arquitetura, nome que advém do monarca da época, D. Manuel I, e que se caracteriza tipicamente pela utilização de motivos marítimos na sua decoração. Denominou-se “Rainha dos Oceanos”. Ao longo dos séculos, Lisboa cresceu e foi mudando naturalmente. Mais tarde, quando o centro da cidade foi destruído quase por completo pelo Terramoto GEOGRAFIA Segundo a lenda, Lisboa foi fundada por Ulisses. O nome deriva de "Olissipo", palavra que, por sua vez, tem a sua origem nas palavras fenícias "Allis Ubbo', que significam "porto encantador”. O mais provável é Lisboa ter sido fundada pelos Fenícios e construída ao estilo mourisco, visto nas fortes influências árabes. Aliás, a cidade foi controlada pelos Mouros durante 450 anos. No século XII, os Cristãos reconquistaram Lisboa, embora só em meados do século XIII é que esta se tornou a capital do país. No início da Época dos Descobrimentos, Lisboa enriqueceu ao tornar-se um importante centro para o comércio de jóias e especiarias. Porém, o grande passo em frente da expansão portuguesa chegou em 1498, quando Vasco da Gama descobriu o Caminho Marítimo para a Índia. Foi esse efetivamente o começo da Época de Ouro da cidade, caracterizada pelo estilo Manuelino na arquitetura, nome que advém do monarca da época, D. Manuel I, e que se caracteriza tipicamente pela utilização de motivos marítimos na sua decoração. Denominou-se “Rainha dos Oceanos”. Ao longo dos séculos, Lisboa cresceu e foi mudando naturalmente. Mais tarde, quando o centro da cidade foi destruído quase por completo pelo Terramoto de 1755, foi o Marquês de Pombal que se encarregou da sua Denominou-se “Rainha dos Oceanos”. Ao longo dos séculos, Lisboa cresceu e foi mudando naturalmente. Mais tarde, quando o centro da cidade foi destruído quase por completo pelo Terramoto de 1755, foi o Marquês de Pombal que se encarregou da sua reconstrução, criando assim a chamada Baixa Pombalina. No século XX, as touradas e o fado transformam -se em verdadeiros entretenimentos populares regulares. Surgem ainda os primeiros grandes jardins públicos, imitando o Hyde Park de Londres e os jardins das cidades alemãs: o primeiro é o Jardim da Estrela, onde passeiam os lisboetas aos fins-de-semana. Em 1908, a família real sofre uma tentado (no Terreiro do Paço) em que morrem o rei D. Carlos e o herdeiro do trono, o príncipe Luís Filipe, numa ação provavelmente executada pelos anarquistas. Em 5 de outubro 1910, em Lisboa, é proclamada a 1.ª República. É nos Anos 20 que aparece a “geração do Orpheu” (revista literária da época), uma geração culta, vinda das escolas e universidades de Paris, que gostava de frequentar vários cafés do Chiado, principalmente “A Brasileira”. Fazem parte desta geração os poetas Fernando Pessoa, Miguel Torga e Mário de Sá Carneiro e os pintores Almada Negreiros, Amadeo Souza-Cardoso e Santa-Rita Pintor. Em 8 de maio de 1926 acaba a república e começa a ditadura. Inicialmente militar, liderado pelo General Gomes da Costa, o novo governo rapidamente adota uma ideologia fascista sob a liderança de Salazar. O regime de Salazar, o Estado Novo, governou o país durante 4 décadas, submetendo a capital a diversas obras públicas, várias delas alterando a sua face, como foi a construção da primeira grande ponte Vista do Castelo de S. Jorge sob Lisboa e o Tejo
  13. 13. MyBrainMagazine • 13 GEOGRAFIA O regime de Salazar, o Estado Novo, governou o país durante 4 décadas, submetendo a capital a diversas obras públicas, várias delas alterando a sua face, como foi a construção da primeira grande ponte da cidade, a Ponte Salazar (hoje Ponte 25 de Abril) que na altura da inauguração em 1966 era a maior ponte da Europa. O regime, já sob a chefia de Marcello Caetano, seria derrubado pela Revolução dos Cravos num golpe de estado realizado em Lisboa a 25 de Abril de 1974. Dez anos mais tarde, em 1985, dá-se a Assinatura do Tratado de Adesão à Comunidade Económica Europeia, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, por parte do Presidente da República, Mário Soares. Em 1988, deu-se o Grande Incêndio do Chiado, que destruiu uma boa parte do património lisboeta, assim como a principal zona de comércio de Lisboa, que ainda hoje está a ser reconstruída. Em 1998, inaugurou-se a segunda ponte, que é a maior da Europa, a Ponte Vasco da Gama. Nesse mesmo ano (1998), organizou a Exposição Mundial de 1998 (EXPO’98), no Parque das Nações. mapa mais antigo de Lisboa, entre 1500-1510 . Os bairros de Alfama e Santa Apolónia são os mais típicos, são “aldeias piscatórias” dentro da cidade. Com ruas estreitas e íngremes e casas cobertas com azulejos, estendais, floreiras, vizinhas que falam nos parapeitos das janelas, gatos vadios, Alfama é o berço do fado e possui muitas casas de fado. Tem vários miradouros, entre os quais as Portas do Sol e Santa Luzia. O Panteão Nacional e a Igreja de S. Vicente de Fora são da mesma época (século XVII) e do mesmo estilo (barroco). É no bairro de Santa Apolónia que se encontra a Casa dos Bicos e a Sé de Lisboa. A Casa dos Bicos foi construída em 1523, a mando de D. Brás de Albuquerque, filho natural legitimado do segundo governador da Índia portuguesa. A fachada está revestida de pedra aparelhada em forma de ponta de diamante, os "bicos", sendo um exemplo único de arquitectura civil residencial no contexto arquitetónico lisboeta. Os "bicos" demonstram uma clara influência renascentista italiana. Na verdade, o proprietário da Casa dos Bicos mandou-a construir após uma viagem a Itália, onde terá visto pela primeira vez o Palácio dos Diamantes de Ferrara e o Palácio dos Diamantes de Verona. O edifício possui os arcos trilobados da época renascentista. Na sua planta inicial tinha duas fachadas de pedras cortadas em pirâmide e colocadas de forma desencontrada, onde sobressaltavam dois portais manuelinos, o central e o da extremidade oriental, e ainda dois andares nobres. A fachada menos importante, encontrava-se virada ao rio. Com o terramoto de 1755 desapareceram estes dois últimos andares. A família Albuquerque vendeu-a em 1973, tendo até então sido utilizada como armazém e como sede de comércio de bacalhau. Em 1983, foi reconstruída e foram acrescentados os dois andares que haviam desaparecido na tragédia. Na Casa dos Bicos funciona hoje a Fundação José Saramago. A Sé de Lisboa foi mandada erigir por D. Afonso Henriques, em 1150, inspirando-se no modelo românico da Sé Velha de Coimbra. Lisboa durante o terramoto de 1755, mapa e Terreiro do Paço/Praça do Comércio durante a Restauração, em 1650. Em baixo, Casa dos Bicos.
  14. 14. 14 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA Sé de Lisboa (2), Igreja de S. Vicente de Fora, Alfama (3), Praça do Comércio, Teatro D. Maria II, Arco da Rua Augusta, Chapitô, Castelo de S. Jorge (2). Os bairros da Graça e da Mouraria possuem o Chapitô, escola de palhaços, e o Castelo de S. Jorge, que remonta à Lisboa moura do século XI, castelo onde se encontrava o Paço Real onde a corte desde o século XIII ao século XVI se instalou e onde D. Manuel I deu as suas festas e onde Gil Vicente atuou. A Baixa foi reconstruída após o terramoto em ruas paralelas e com edifícios pombalinos com a “gaiola”, proteção de estacas de madeira que protege dos sismos. A Rua Augusta é a artéria principal da Baixa Pombalina, unindo o Terreiro do Paço ou Praça do Comércio (era aí que se encontrava o Paço da Ribeira, bem como a sua biblioteca de 70 000 volumes, que foram destruídos pelo terramoto de 1755 e, na reconstrução do terreiro, coordenada por Eugénio dos Santos, a praça tornou-se no elemento fundamental do plano do Marquês de Pombal. No centro da praça encontra-se a estátua equestre de D. José I, da autoria de Machado de Castro, em 1775), à belíssima Praça do Rossio (onde se situa o teatro nacional D. Maria II, inaugurado a 1846). A Baixa foi reconstruída após o terramoto em ruas paralelas e com edifícios pombalinos com a “gaiola”, proteção de estacas de madeira que protege dos sismos. A Rua Augusta é a artéria principal da Baixa Pombalina, unindo o Terreiro do Paço ou Praça do Comércio (era aí que se encontrava o Paço da Ribeira, bem como a sua biblioteca de 70 000 volumes, que foram destruídos pelo terramoto de 1755 e, na reconstrução do terreiro, coordenada por Eugénio dos Santos, a praça tornou-se no elemento fundamental do plano do Marquês de Pombal. No centro da praça encontra-se a estátua equestre de D. José I, da autoria de Machado de Castro, em 1775), à belíssima Praça do Rossio (onde se situa o teatro nacional D. Maria II, inaugurado a 1846).
  15. 15. MyBrainMagazine • 15 GEOGRAFIA Outras zonas conhecidas de Lisboa são o Chiado e o Carmo. O Chiado é o ponto de encontro de jovens, artistas e intelectuais, zona dos cafés emblemáticos, como “A Brasileira”, das escolas de arte, dos teatros e da história viva. A zona do Carmo, vizinha do Chiado, tem alguns pontos fascinantes da história da cidade, como o Convento e Igreja do Carmo, fundado por D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável de Portugal, em 1389 e ocupado, inicialmente, por frades carmelitas provindos do Convento de Nossa Senhora do Carmo de Moura, no Alentejo, chamados por D. Nuno para ingressar no convento de Lisboa em 1392. Em 1404, D. Nuno doou os seus próprios bens ao convento e, em 1423, ele mesmo ingressou no convento como religioso, período em que as suas obras estariam concluídas. O Condestável de Portugal escolheu ainda a Igreja do Convento como sua sepultura, embora, em 1953, tenha sido transladado para a Igreja do Santo Condestável, em Campo de Ourique, a si dedicada. No dia 1 de Novembro de 1755, o grande terramoto e o subsequente incêndio que vitimou a cidade de Lisboa, destruíram boa parte da igreja e do convento, consumindo-lhe o recheio. No reinado de D. Maria I de Portugal iniciou-se a reconstrução de uma ala do convento, já em estilo neogótico, mas os trabalhos foram interrompidos em 1834 aquando da extinção das ordens religiosas. O Largo do Carmo é também um local emblemático da história nacional recente, tendo sido palco privilegiado da revolução dos cravos, em 25 de Abril de 1974. O Elevador de Santa Justa, em ferro embelezado com rendilhados, dos finais do século XIX, foi construído por um engenheiro discípulo de Gustav Eiffel, Raoul Mesnier du Ponsard. Nos primeiros anos da sua utilização, movia-se a vapor, passando, mais tarde, a ser acionado através de energia elétrica. O Bairro Alto e o Príncipe Real são a continuação do Chiado, mas muito diferentes dele. Por um lado, o Bairro Alto é um dos bairros mais paradigmáticos e atraentes para viver a cidade. Típico e popular, o Bairro Alto possui imensos rasgos de modernidade, com lojas de roupa e de design e bares, muito bares e com dois elevadores (semelhantes aos elétricos), Elevador da Bica e Elevador da Glória. Por outro, o Príncipe Real é uma zona de jardins e lojas de design, roupa e modernas, e é lá que se encontra o Jardim Botânico e a Igreja de S. Roque, de 1619, em estilo barroco. Elevador da Bica, luvaria Ulisses, elevador da Glória, Carmo e Elevador de Santa Justa, Chiado, vendedora de castanhas no Chiado, edifício pombalino no Príncipe Real, A Brasileira, Elevador de Santa Justa, Convento do Carmoe vista do jardim de S. Pedro de Alcântara.
  16. 16. 16 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA Estação do Oriente, Parque das Nsções, Ponte Vasco da Gama, Jardim da fundação Calouste Gulbenkian, Basílica da Estrela e Aqueduto das Águas Livres. Nas zonas ribeirinhas da Lapa e Santos encontram-se a ponte 25 de abril, mandada construir por Salazar em 1966, data em que era a maior da Europa, que no seu período tinha o seu nome; o Museu do Oriente, com relíquias trazidas pelos Portugueses do Extremo Oriente e o Museu Nacional de Arte Antiga, MNAA, com arte portuguesa de todas as épocas. A Baixa foi reconstruída após o terramoto em ruas paralelas e com edifícios pombalinos com a “gaiola”, proteção de estacas de madeira que protege dos sismos. A Rua Augusta é a artéria principal da Baixa Pombalina, unindo o Terreiro do Paço ou Praça do Comércio (era aí que se encontrava o Paço da Ribeira, bem como a sua biblioteca de 70 000 volumes, que foram destruídos pelo terramoto de 1755 e, na reconstrução do terreiro, coordenada por Eugénio dos Santos, a praça tornou-se no elemento fundamental do plano do Marquês de Pombal. No centro da praça encontra-se a estátua equestre de D. José I, da autoria de Machado de Castro, em 1775), à belíssima Praça do Rossio (onde se situa o teatro nacional D. Maria II, inaugurado a 1846). Na zona da Estrela e do Rato encontra-se a Basílica da Estrela, antigo convento de freiras carmelitas construído em 1790 no estilo barroco e neoclássico, o Palácio das Necessidades, antigo convento iniciado no século XVIII por determinação de D. João V, o Palácio de S. Bento, residência oficial do primeiro-ministro e Assembleia da República. Foi construído em finais do século XVI como mosteiro beneditino (Mosteiro de S. Bento da Saúde) por Baltazar Álvares. Ao lado da Serra de Monsanto encontra-se o Palácio Fronteira, com um jardim com azulejos que representam as estações do ano, construído entre 1671 ou 1672, como pavilhão de caça para D. João de Mascarenhas, o primeiro marquês de Fronteira. Em Sete Rios encontra-se o Jardim Zoológico e o Aqueduto das Águas Livres. O aqueduto tem 60 quilómetros e 127 arcos e permitiu o abastecimento de água às fontes e chafarizes da cidade até 1973. Foi construído em estilo barroco no reinado de D. João V, no século XVIII e foi ampliado no século XIX. Foi inaugurado em 1748, após 21 anos de construção. O maior arco, o Arco Grande, tem 65 metros e é o maior arco ogival do mundo. Tem várias estruturas em cima dele chamadas lanternins e resistiu ao terramoto de Lisboa, em 1 de novembro de 1755. Nas zonas da Liberdade, Marquês de Pombal e Saldanha encontram-se a grande avenida da Liberdade, repleta de lojas caras, o Parque Eduardo VII e a Fundação Calouste Gulbenkian, com bens do mecenas Calouste Sarkis Gulbenkian. A nova zona moderna do Oriente / Parque das Nações foi palco da EXPO’98 e possui um Oceanário, três pavilhões: o Pavilhão Atlântico (agora MEO Arena), o Pavilhão da Ciência, e o Pavilhão de Portugal, desenvolvido por Álvaro Siza Vieira com a colaboração do arquiteto Eduardo Souto de Moura, com uma ampla praça coberta por uma imponente pala de betão pré-esforçado, como que uma folha de papel pousada em dois tijolos, a Estação do Oriente, por Santiago Calatrava, a Ponte Vasco da Gama, a maior da Europa, o teleférico, a torre Vasco da Gama e o centro comercial Vasco da Gama. A Baixa foi reconstruída após o terramoto em ruas paralelas e com edifícios pombalinos com a “gaiola”, proteção de estacas de madeira que protege dos sismos. A Rua Augusta é a artéria principal da Baixa Pombalina, unindo o Terreiro do Paço ou Praça do Comércio (era aí que se encontrava o Paço da Ribeira, bem como a sua biblioteca de 70 000 volumes, que foram destruídos pelo terramoto de 1755 e, na reconstrução do terreiro, coordenada por Eugénio dos Santos, a praça tornou-se no elemento fundamental do plano do Marquês de Pombal. No centro da praça encontra-se a estátua equestre de D. José I, da autoria de Machado de Castro, em 1775), à belíssima Praça do Rossio (onde se situa o teatro nacional D. Maria II, inaugurado a 1846).
  17. 17. MyBrainMagazine • 17 GEOGRAFIA Nas zonas de Belém, Ajuda e Restelo, a paisagem é completamente diferente. Continuando pela zona ribeirinha, encontramos o bairro mais paradigmático em termos de património relacionado com os descobrimentos: Belém. Foi da sua praia, que partiram as naus do navegador Vasco da Gama à descoberta do caminho marítimo para a Índia e em todo o lado se respira a grandeza do outrora império. Na Ajuda está o Palácio da Ajuda, em estilo neoclássico, de 1761. Possui grandes salas, como o antigo Vestíbulo, divido em três, uma sala (Jardim de Inverno) ladeada por duas antecâmaras (Gabinete de Carvalho e Sala de Saxe). Dá-se a introdução de novas divisões, tais como casas de banho dotadas de banheira e águas correntes, casa de jantar (chamada «da Rainha») para as refeições diárias da família e zonas de lazer de que são exemplo as Sala da Música, a Sala Azul e o Jardim de Inverno, o Bilhar, o Atelier de Pintura e a Sala Chinesa. Apenas o majestoso quarto de D. Maria Pia, alcatifado e com decoração estilo Napoleão III e o seu escritório (Sala Verde) preparados por D. Luís como surpresa para a chegada da Rainha ficaram intocados. Estes grandes aposentos da Rainha contrastavam com os reduzidos espaços do Rei. O Palácio de Belém, é simultaneamente a residência oficial do presidente da república, o museu da Presidência e o museu dos Coches. Ao lado está a loja dos Pastéis de Belém, doces conhecidos mundialmente. O Padrão dos Descobrimentos foi inaugurado em 1960, composto por 33 esculturas ligadas à gesta dos Descobrimentos, tendo como configuração de proa o infante D. Henrique. A Torre de Belém emerge do rio Tejo, onde antes existiu a praia de Belém, foi construída entre 1514 e 1519 pelo arquiteto Francisco da Arruda no estilo manuelino (observado nas cordas e nós, motivos zoomórficos e vegetais, estatuária religiosa, galerias abertas e guaritas em estilo mourisco e ameias em forma de escudo), para fazer parte do plano defensivo da barra do Tejo que protegeria a cidade dos ataques de pirataria ou de possíveis investidas de nações inimigas. Com a evolução dos meios de ataque e de defesa, a estrutura foi perdendo a sua função defensiva original, sendo utilizada, ao longo dos séculos, como registo aduaneiro, posto de sinalização telegráfico e farol. Os seus paióis serviram de masmorras para presos políticos. É constituída por um baluarte e uma torre quadrangular que faz lembrar as torres de menagem dos castelos medievais. O Mosteiro dos Jerónimos foi construído a partir de 1501 terminando um século depois por vários arquitetos (Diogo Boitaca, Nicolau de Chanterene, Diogo de Torralva, Juan de Castilho, Jérôme de Rouen) em vários estilos (manuelino, renascentista e gótico final), destacando-se o manuelino (notado nos elementos decorativos com símbolos de navegação e plantas e animais exóticos). Substituiu uma pequena ermida fundada pelo infante D. Henrique, onde os monges da ordem de Cristo prestavam assistência aos mareantes. Inclui os túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher D. Maria, D. João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião, D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, Luís Vaz de Camões, Alexandre Herculano e Fernando Pessoa. D. Manuel canalizou grandes somas para a obra, nomeadamente grande parte da chamada “Vintena da Pimenta”, que provinha de receitas geradas pelo comércio com África e o Oriente. Para ocupar o mosteiro, o rei escolheu os monges da ordem de S. Jerónimo, que teriam como principais funções rezar pela alma do rei e prestar assistência rezar pela alam do rei e prestar assistência espiritual aos mareantes e navegadores, que partiam da praia do Restelo à descoberta de novos mundos. Museu dos Coches, Pastéis de Belém, Padrão dos Descobrimentos, ponte 25 de abril, Mosteiro dos Jerónimos: exterior, claustro (2), interior, Torre de Belém: exterior, bateria baixa, esterior.
  18. 18. 18 • MyBrainMagazine GEOGRAFIA O Deserto do Sahara é uma banda castanha-clara quase ininterrupta de areia em quase todo o norte da África. A floresta amazónica é uma massa verde densa de floresta húmida que cobre o nordeste da América do Sul. Depois de fortes ventos que varrem a areia através do Sahara, uma nuvem de poeira sobe no ar, estendendo-se entre os continentes, unindo o deserto à selva. É a poeira que faz a viagem transatlântica transporta fósforo, um nutriente essencial que age como um fertilizante, do qual a Amazónia depende. O fósforo vem da Depressão Bodélé no Chade, um antigo lago (outrora o maior de áfrica, que secou há cerca de 1000 anos), onde minerais de rochas compostas de microrganismos mortos são carregados com fósforo. O fósforo é um nutriente essencial para as proteínas vegetais e crescimento. Ora, os nutrientes estão em falta nos solos da Amazónia. Estão presos nas próprias plantas. A matéria orgânica fornece a maioria dos nutrientes, que são rapidamente absorvidos pelas plantas e árvores depois de entrar no solo. Mas alguns nutrientes, incluindo o fósforo, são levados pela chuva em córregos e rios. O fósforo que atinge solos amazónicos de areia do Sahara, um número estimado de 22 mil toneladas por ano, é quase o mesmo montante que esse perdeu da chuva e inundações. Os dados mostram que o vento e o tempo levam, em média, 182 milhões de toneladas de pó a cada ano e levam-no além da borda ocidental do Sahara. A poeira em seguida, viaja 1.600 milhas através do Oceano Atlântico. Perto da costa leste da América do Sul, 132 milhões de toneladas permanecem no ar, e 27,7 milhões de toneladas caem na superfície sobre a Bacia Amazónica. Cerca de 43 milhões de toneladas de poeira viajam mais longe para o Mar das Caraíbas. A quantidade de poeira é, na verdade, muito O fósforo que atinge solos amazónicos de areia do Sahara, um número estimado de 22 mil toneladas por ano, é quase o mesmo montante que esse perdeu da chuva e inundações. Os dados mostram que o vento e o tempo levam, em média, 182 milhões de toneladas de pó a cada ano e levam-no além da borda ocidental do Sahara. A poeira em seguida, viaja 1.600 milhas através do Oceano Atlântico. Perto da costa leste da América do Sul, 132 milhões de toneladas permanecem no ar, e 27,7 milhões de toneladas caem na superfície sobre a Bacia Amazónica. Cerca de 43 milhões de toneladas de poeira viajam mais longe para o Mar das Caraíbas. A quantidade de poeira é, na verdade, muito essencial que age como um fertilizante, do qual a Amazónia depende. O fósforo vem da Depressão Bodélé no Chade, um antigo lago (outrora o maior de áfrica, que secou há cerca de 1000 anos), onde minerais de rochas compostas de microrganismos mortos são carregados com fósforo. O fósforo é um nutriente essencial para as proteínas vegetais e crescimento. Ora, os nutrientes estão em falta nos solos da Amazónia. Estão presos nas próprias plantas. A matéria orgânica fornece a maioria dos nutrientes, que são rapidamente absorvidos pelas plantas e árvores depois de entrar no solo. Mas alguns nutrientes, incluindo o fósforo, são levados pela chuva em córregos e rios. O fósforo que atinge solos amazónicos de areia do Sahara, um número estimado de 22 mil toneladas por ano, é quase o mesmo montante que esse perdeu da chuva e inundações. Os dados mostram que o vento e o tempo levam, em média, 182 milhões de toneladas de pó a cada ano e levam-no além da borda ocidental do Sahara. A poeira em seguida, viaja 1.600 milhas através do Oceano Atlântico. Perto da costa leste da América do Sul, 132 milhões de toneladas permanecem no ar, e 27,7 milhões de toneladas caem na superfície sobre a Bacia Amazónica. Cerca de 43 milhões de toneladas de poeira viajam mais longe para o Mar das Caraíbas. A quantidade de poeira é, na verdade, muito variável. Houve uma mudança de 86% entre a maior quantidade de poeira transportada em 2007 e a menor em 2011. Porquê tanta variação? Os cientistas acreditam que isso tem a ver com as condições do Sahel, a longa faixa de terra semi-árida na fronteira sul do Sahara. Depois de comparar as alterações no transporte de poeira a uma variedade de fatores climáticos, os cientistas descobriram uma correlação com a precipitação no Sahel do ano anterior. Ora, os nutrientes estão em falta nos solos da Amazónia. Estão presos nas próprias plantas. A matéria orgânica fornece a maioria dos nutrientes, que são rapidamente absorvidos pelas plantas e árvores depois de entrar no solo. Mas alguns nutrientes, incluindo o fósforo, são levados pela chuva em córregos e rios. O fósforo que atinge solos amazónicos de areia do Sahara, um número estimado de 22 mil toneladas por ano, é quase o mesmo montante que esse perdeu da chuva e inundações. Os dados mostram que o vento e o tempo levam, em média, 182 milhões de toneladas de pó a cada ano e levam-no além da borda ocidental do Sahara. A poeira em seguida, viaja 1.600 milhas através do Oceano Atlântico. Perto da costa leste da América do Sul, 132 milhões de toneladas permanecem no ar, e 27,7 milhões de toneladas caem na superfície sobre a Bacia Amazónica. Cerca de 43 milhões de toneladas de poeira viajam mais longe para o Mar das Caraíbas. A quantidade de poeira é, na verdade, muito variável. Houve uma mudança de 86% entre a maior quantidade de poeira transportada em 2007 e a menor em 2011. Porquê tanta variação? Os cientistas acreditam que isso tem a ver com as condições do Sahel, a longa faixa de terra semi-árida na fronteira sul do Sahara. Depois de comparar as alterações no transporte de poeira a uma variedade de fatores climáticos, os cientistas descobriram uma correlação com a precipitação no Sahel do ano anterior. Quando a precipitação no Sahel aumentou, o transporte de poeira do ano seguinte foi menor. O mecanismo por trás da correlação é desconhecido. Uma possibilidade é que Cerca de 43 milhões de toneladas de poeira viajam mais longe para o Mar das Caraíbas. A quantidade de poeira é, na verdade, muito variável. Houve uma mudança de 86% entre a maior quantidade de poeira transportada em 2007 e a menor em 2011. Porquê tanta variação? Os cientistas acreditam que isso tem a ver com as condições do Sahel, a longa faixa de terra semi-árida na fronteira sul do Sahara. Depois de comparar as alterações no transporte de poeira a uma variedade de fatores climáticos, os cientistas descobriram uma correlação com a precipitação no Sahel do ano anterior. Quando a precipitação no Sahel aumentou, o transporte de poeira do ano seguinte foi menor. precipitação no Sahel do ano anterior. Quando a precipitação no Sahel aumentou, o transporte de poeira do ano seguinte foi menor. O mecanismo por trás da correlação é desconhecido. Uma possibilidade é que o aumento da precipitação significa mais vegetação e menos solo exposto à erosão do vento no Sahel. Uma segunda explicação mais provável, é que a quantidade de chuva está relacionada com a circulação dos ventos, o que varre a poeira, tanto do Sahel e do Saara na atmosfera superior, onde ele pode sobreviver à longa viagem através do oceano.
  19. 19. MyBrainMagazine • 19 GEOGRAFIA Os cristais formam-se por nucleação, que envolve a atração de moléculas dispersas após a separação de sólidos e líquidos para um local, formando um aglomerado de padrão repetido ao longo do tempo. Tal pode ocorrer de forma autónoma, nucleação homogénea, quando o soluto (moléculas) dissolvido no solvente se junta por si só, atraindo e amontoando mais moléculas de forma gradual e, assim, crescendo em forma e tamanho. Na nucleação heterogénea, As moléculas acumulam-se usando material sólido, como rocha, como uma espécie de ponto de acumulação. Se as moléculas permanecerem unidas e intactas e não voltarem a dissolver- se na solução envolvente formar-se-ão núcleos estáveis, o que atrai mais dos mesmos átomos. Com a continuidade deste processo, o cristal acabará por atingir o seu "tamanho de aglomeração crítico" e já não se dissolverá na solução de onde proveio. Se a rocha fundida arrefecer depressa, serão criados apenas cristais pequenos, o que costuma ocorrer quando lava é expelida de um vulcão. Já o arrefecimento lento cria cristais muito maiores. Após uma erupção vulcânica, o magma arrefece e os minerais nele contidos começam a cristalizar, formando fenocristais. O número de cristais contidos no magma pode determinar a frequência com que ocorrerão as erupções. Fatores ambientais, como a pressão, espaço, temperatura e os químicos presentes nos minerais podem influenciar a forma do cristal, mas esta resulta do facto de as moléculas se acumularem um padrão específico que se repete vezes sem conta. Os átomos que se unem a todos os seus lados no mesmo padrão criam formas geométricas, os sistemas cristalinos: cúbico, hexagonal, trigonal, tetragonal, monoclínico, ortorrômbico, triclínico. Como se formam? Quaisostipos?
  20. 20. 20 • MyBrainMagazine “Liberdade”, “Igualdade” e “Fraternidade” eram os gritos que dos revolucionários franceses que ecoavam diante do rei. Estes queriam acabar com o poder absoluto. Durante este período foram mortos os reis de França (Luís XVI e Maria Antonieta). Estas medidas preocuparam alguns reis da Europa que declararam guerra à França. Napoleão, imperador da França, em 1806, mandou fechar os portos europeus para Inglaterra não se refugiar num país vizinho. Mas Portugal não obedeceu. Então, declarou guerra a Portugal. A 27 de novembro de 1807, a família real partiu para o Brasil por causa das invasões francesas. O país ficou a ser governado por uma Junta de Regência presidida pelo Marquês de Abrantes. Instaladas em Lisboa, as tropas de Napoleão Bonaparte, comandadas por Junot começaram a tomar medidas que desagradaram aos portugueses: mandou substituir, no castelo de S. Jorge, a bandeira portuguesa pela francesa e acabou com a Junta de Regência e passou ele próprio a governar Portugal por Napoleão. Também cometeram roubos e violências por Portugal inteiro. Então, Portugal pediu auxílio à Inglaterra e esta mandou desembarcar 9000 militares ingleses na praia de Lavos. As tropas inglesas, comandadas pelo general Wellington derrotaram as francesas nas batalhas de Roliça e Vimeiro. Na Convenção de Sintra, Junot foi obrigado a retirar as tropas do território português mas levou consigo tudo o que as tropas tinham saqueado. Em março de 1809, as tropas francesas, agora comandadas por Soult, conquistaram o norte até ao rio Douro. Mas pouco tempo duraram. Logo depois foram expulsos HISTÓRIA Convenção de Sintra, Junot foi obrigado a retirar as tropas do território português mas levou consigo tudo o que as tropas tinham saqueado. Em março de 1809, as tropas francesas, agora comandadas por Soult, conquistaram o norte até ao rio Douro. Mas pouco tempo duraram. Logo depois foram expulsos pelos ingleses. Em 1810, apareceu uma nova invasão comandada por Massena. Este entrou em Portugal pela Beira Alta, conquistou Almeida e seguiu para Viseu. Em setembro do mesmo ano, o exército anglo-luso derrotou os franceses na batalha do Buçaco, mas os estes continuaram para Coimbra até Lisboa. Mas, o exército português fez uma fortificação – linhas de Torres Vedras -, que tinham como principais fortes o de S. Vicente, o do Alqueidão e o de S. Julião. Então, em 1811, Massena retirou-se de Portugal. As tropas francesas foram obrigadas a recuar pelo exército anglo-hispano-luso até França. Aí travaram-se as batalhas de Toulouse e Bordéus. Os Ingleses não saíam de Portugal. Beresford perseguia todos aqueles que estavam contra a presença dos ingleses em Portugal. Em 1817, Gomes Freire de Andrade tentou expulsar os ingleses mas não deu resultado. Porém, em 1818, um grupo de homens do Porto formaram o Sinédrio, uma sociedade secreta com objetivo preparar uma revolução. Esta sociedade tinha como principais membros Manuel Fernandes Tomás e os coronéis Cabreira e Sepúlveda. Em 24 de agosto de 1820 deu-se a revolução. O povo ajudou os revoltosos e fez na rua manifestações de apoio. A revolução espalhou-se pelo país. Os Ingleses foram expulsos de Portugal e criaram um governo provisório - Junta Provisional de Governo do Reino. O Governo Provisório começou a soldados franceses
  21. 21. MyBrainMagazine • 21 HISTÓRIA Em 24 de agosto de 1820 deu-se a revolução. O povo ajudou os revoltosos e fez na rua manifestações de apoio. A revolução espalhou-se pelo país. Os Ingleses foram expulsos de Portugal e criaram um governo provisório - Junta Provisional de Governo do Reino. O Governo Provisório começou a preparar eleições. Portugal escolheu os seus deputados e estes formaram as Cortes Constituintes que elaboraram uma Constituição de veludo e decorada a fio de ouro e prata. A Constituição de 1822 baseava-se na igualdade e na liberdade, ou seja, era liberalista. Em 4 de julho de 1821 a família real voltou e o rei D. João IV jurou com toda a solenidade a Constituição Portuguesa. Com a corte no Brasil durante 14 anos, este ficou muito mais desenvolvido. D. Pedro ficou a governar o Brasil e quando este recebeu a notícia da constituição declarou independência ao Brasil, em 7 de setembro de 1822. Este acontecimento ficou conhecido como Grito do Ipiranga. Com a revolução de 1820, o povo começou a dividir-se em partes: Apoiantes de D. Miguel (absolutistas) – nobreza e clero; Apoiantes de D. Pedro IV (liberais) – burguesia e povo. 6 anos depois da revolução, D.João VI morre e sucede-lhe D. Pedro mas, como não queria sair do Brasil pensou que se a sua filha D. Maria da Glória ficasse no trono e, como era menor de idade, D. Miguel ficava regente (de acordo com o liberalismo) e casaria com D. Maria quando fosse maior de idade. Em 1828, D. Miguel fez-se aclamar rei absoluto. Começou então a perseguir os liberais, que se refugiaram na ilha Terceira, nos Açores. Quando D. Pedro soube, foi para a ilha Terceira e formou um exército. O exército liberal, em 8 de junho de 1832, desembarcou na praia do Mindelo e seguiu para o Porto. Os soldados liberais traziam no cano das espingardas hortênsias. Então, D. Miguel cercou o Porto (cerco do Porto). Entretanto, veio uma armada liberal, comandada pelo Duque da Terceira, que desembarcou no Algarve. De seguida, D. Miguel levantou o cerco e dirigiu-se para sul. Este foi derrotado nas batalhas de Almoster e de Asseiceira e assinou um acordo de paz – Convenção de Évora Monte. Em 1834, D. Miguel foi expulso de Portugal e D. Pedro IV morreu. Sucede-lhe D. Maria II.A sua interpretação do corpo humano era ainda muito avançada para época, de forma a que só nos dias de hoje é que os seus desenhos foram finalmente entendidos. O seu desenho mais conhecido é talvez o Homem Vitruviano, cujo objetivo deveria ser o cálculo das proporções matemáticas do corpo. Pensa-se que Da Vinci começou a interessar-se pela anatomia muito novo, provavelmente quando estava no estúdio de Verocchio. Interessa-se pelo modo de como se encaixam as partes do corpo humano, que é um mecanismo muito complexo. A primeira batalha da Guerra da Restauração foi travada em clero; Apoiantes de D. Pedro IV (liberais) – burguesia e povo. 6 anos depois da revolução, D.João VI morre e sucede-lhe D. Pedro mas, como não queria sair do Brasil pensou que se a sua filha D. Maria da Glória ficasse no trono e, como era menor de idade, D. Miguel ficava regente (de acordo com o liberalismo) e casaria com D. Maria quando fosse maior de idade. Em 1828, D. Miguel fez-se aclamar rei absoluto. Começou então a perseguir os liberais, que se refugiaram na ilha Terceira, nos Açores. Quando D. Pedro soube, foi para a ilha Terceira e formou um exército. O exército liberal, em 8 de junho de 1832, desembarcou na praia do Mindelo e seguiu para o Porto. Os soldados liberais traziam no cano das espingardas hortênsias. Então, D. Miguel cercou o Porto (cerco do Porto). Entretanto, veio uma armada liberal, comandada pelo Duque da Terceira, que desembarcou no Algarve. De seguida, D. Miguel levantou o cerco e dirigiu-se para sul. Este foi derrotado nas batalhas de Almoster e de Asseiceira e assinou um acordo de paz – Convenção de Évora Monte. Em 1834, D. Miguel foi expulso de Portugal e D. Pedro IV morreu. Sucede-lhe D. Maria II. A sua interpretação do corpo humano era ainda muito avançada para época, de forma a que só nos dias de hoje é que os seus desenhos foram finalmente entendidos. O seu desenho mais conhecido é talvez o Homem Vitruviano, cujo objetivo deveria ser o cálculo das proporções matemáticas do corpo. Pensa-se que Da Vinci começou a interessar-se pela anatomia muito novo, provavelmente quando estava no estúdio de Verocchio. Interessa-se pelo modo de como se encaixam as partes do corpo humano, que é um mecanismo muito complexo. A primeira batalha da Guerra da Restauração foi travada em 1644, em Montijo. A última e mais importante foi a de Montes Claros. No reinado de D. Afonso VI (que foi fechado no Palácio de Sintra porque estava maluco – foi substituído pelo conde de Castelo Melhor) é que se travaram as maiores batalhas: Ameixal, Castelo Rodrigo, Linhas de Elvas e Montes Claros. D. João IV ofereceu a coroa portuguesa à padroeira de Portugal – Nossa Senhora de Vila Viçosa. As guerras terminaram em 1668, com um tratado de paz entre Napoleão Bonaparte (2), invasões francesas, Bloqueio Continental, Revolução Francesa, parede do Convento dos Carmelitas, no Buçaco (onde Wellington se albergou durante a batalha do Buçaco), os dois irmãos, Guerra Civil.
  22. 22. 22 • MyBrainMagazine Hubert Cecil Booth, engenheiro britânico, criou o primeiro aspirador motorizado, em 1901. Este aspirador contrasta com os atuais, pois era grande e, para se movimentar, tinha de recorrer à força equestre e a uma carruagem. Esta máquina consumia energia de carvão ou petróleo, visto que ainda não havia eletricidade na esmagadora maioria das casas vitorianas. Estacionava à porta da casa e uma mangueira com 244 metros entrava pelas janelas e o motor começava a trabalhar. Aspirava a sujidade para um filtro. Foi este aspirador que limpou a passadeira cerimonial da coroação do rei Eduardo VII. Convenção de Sintra, Junot foi obrigado a retirar as tropas do território português mas levou consigo tudo o que as tropas tinham saqueado. Em março de 1809, as tropas francesas, agora comandadas por Soult, conquistaram o norte até ao rio Douro. Mas pouco tempo duraram. Logo depois foram expulsos pelos ingleses. Em 1810, apareceu uma nova invasão comandada por Massena. Este entrou em Portugal pela Beira Alta, conquistou Almeida e seguiu para Viseu. Em setembro do mesmo ano, o exército anglo-luso derrotou os franceses na batalha do Buçaco, mas os estes continuaram para Coimbra até Lisboa. Mas, o exército português fez uma fortificação – linhas de Torres Vedras -, que tinham como principais fortes o de S. Vicente, o do Alqueidão e o de S. Julião. Então, em 1811, Massena retirou-se de Portugal. As HISTÓRIA Estacionava à porta da casa e uma mangueira com 244 metros entrava pelas janelas e o motor começava a trabalhar. Aspirava a sujidade para um filtro. Foi este aspirador que limpou a passadeira cerimonial da coroação do rei Eduardo VII. Convenção de Sintra, Junot foi obrigado a retirar as tropas do território português mas levou consigo tudo o que as tropas tinham saqueado. Em março de 1809, as tropas francesas, agora comandadas por Soult, conquistaram o norte até ao rio Douro. Mas pouco tempo duraram. Logo depois foram expulsos pelos ingleses. Em 1810, apareceu uma nova invasão comandada por Massena. Este entrou em Portugal pela Beira Alta, conquistou Almeida e seguiu para Viseu. Em setembro do mesmo ano, o exército anglo-luso derrotou os franceses na batalha do Buçaco, mas os estes continuaram para Coimbra até Lisboa. Mas, o exército português fez uma fortificação – linhas de Torres Vedras -, que tinham como principais fortes o de S. Vicente, o do Alqueidão e o de S. Julião. Então, em 1811,
  23. 23. MyBrainMagazine • 23 As enormes perdas da 1.ª Guerra Mundial aconteceram sobretudo na Europa, devido a ter sido o palco da guerra, e estas perdas levaram a que a Europa começasse a importar matérias-primas, alimentos e armamento aos Estados Unidos e, graças à inflação galopante que apareceu na Europa pós-guerra, tornou os EUA os principais fornecedores da Europa, aumentando o crescimento económico deste país, florescendo-o. O crescimento da produção americana no pós- guerra deveu-se a dois fatores principais: o aumento da procura e a adesão de um novo sistema de organização do trabalho. Foi Henry Ford quem primeiro aplicou nas suas fábricas o fordismo, durante o fabrico do novo automóvel atingível a todos, o Ford T, por parte da empresa automóvel Ford. O fordismo baseava-se nos seguintes princípios: - Aplicação do taylorismo (teoria defendida pelo engenheiro americano Frederick Taylor. Preconizava a racionalização do trabalho através da especialização dos operários em determinadas tarefas, sempre as mesmas, de modo a conseguirem realizá-las no mínimo de tempo com o máximo de eficácia) e do trabalho em cadeia (através de tapetes rolantes, o objeto a ser montado passava diante do operário); - Estandardização (uniformização dos modelos dos produtos fabricados), favoreceu o fabrico em série e permitiu a produção em massa, a diminuição dos custos e a venda a preços inferiores; - Aumento dos salários, motivando os operários e aumentando o seu poder de consumo. Este modelo americano de produção industrial HISTÓRIA Foi Henry Ford quem primeiro aplicou nas suas fábricas o fordismo, durante o fabrico do novo automóvel atingível a todos, o Ford T, por parte da empresa automóvel Ford. O fordismo baseava-se nos seguintes princípios: - Aplicação do taylorismo (teoria defendida pelo engenheiro americano Frederick Taylor. Através da especialização dos operários em determinadas tarefas, sempre as mesmas, de modo a conseguirem realizá-las no mínimo de tempo com o máximo de eficácia) e do trabalho em cadeia (através de tapetes rolantes, o objeto a ser montado passava diante do operário); - Estandardização (uniformização dos modelos dos produtos fabricados), favoreceu o fabrico em série e permitiu a produção em massa, a diminuição dos custos e a venda a preços inferiores; - Aumento dos salários, motivando os operários e aumentando o seu poder de consumo. Este modelo americano de produção industrial foi adotado em diversos países e, nos anos 20, nos EUA, o aumento constante da procura estimulou a produção e gerou uma enorme prosperidade, tornando-se uma sociedade de consumo. A Europa, a seguir da sua recuperação da guerra, também teve uma época com uma grande prosperidade, mas que não superou a dos Estados Unidos. - Estandardização (uniformização dos modelos dos produtos fabricados), favoreceu o fabrico em série e permitiu a produção em massa, a diminuição dos custos e a venda a preços inferiores; - Aumento dos salários, motivando os operários e aumentando o seu poder de consumo. Este modelo americano de produção industrial foi adotado em diversos países e, nos anos 20, nos EUA, o aumento constante da procura estimulou a produção e gerou uma enorme prosperidade, tornando-se uma sociedade de consumo. panorâmica da cidade de Nova Iorque na década de 30 ^ Ford modelo T - linha de montagem >
  24. 24. 24 • MyBrainMagazine HISTÓRIA O coche é uma carruagem luxuosa e decorada artisticamente, que servia, em geral, para as grandes solenidade da corte e para outras cerimónias. Foi na época do Renascimento que começou a divulgar-se, mas o seu uso acentuou-se no século XVIII. O coche mais antigo que se conhece data do século XVI. A moda dos coches foi levada de Itália para França e daí para o resto da Europa. Tinham geralmente 4 lugares, contudo, alguns tinham também 2 e 6. Alguns dos coches que mais sobressaíram em toda a Europa foram os de D. João V de Portugal, que agora se encontram, entre outros, no Museu dos Coches, em Belém, Lisboa. Talvez o primeiro coche visto em Portugal fora o de D. Filipe I (II de Espanha), quando veio ao nosso país em 1581. Tal como os coches, também existiram outros veículos semelhantes utilizados pelas cortes europeias, a berlinda (semelhante ao coche) e o carrinho de passeio, a liteira, a cadeirinha e posteriormente, já substituindo o coche, a carruagem. O carrinho de passeio, ou cabriolet, era um veículo pequeno e leve, de caixa descoberta, feito para passear nas quintas e jardins em dias bonitos e de temperatura amena. Introduzido em Portugal na 2.ª metade do século XVIII, o carrinho de passeio era originário de Itália. No entanto, os exemplares encomendados pela Corte Portuguesa, foram executados ao gosto francês, a condizer com o estilo que predominava nos Jardins do Palácio de Queluz, para onde se destinavam. Esta viatura, de duas rodas, podia transportar um ou dois passageiros e consistia numa caixa aberta, levemente curva, assente em correias de couro sem molas, alta e ligeira, com dois varais que a ligavam ao milhão onde se atrelava um único cavalo. No alçado traseiro encontrava-se um pequeno assento, para o pajem que acompanhava os passeantes. O carrinho podia ser conduzido pelos seus ocupantes ou por um boleeiro, que cavalgava ao lado da viatura, dirigindo a marcha do cavalo emparelhado entre os varais. Na mesma época também apareceram carrinhos de criança, que eram puxados por póneis, burrinhos ou até mesmo por carneiros e serviam de entretenimento aos pequenos príncipes, nas suas brincadeiras ao ar livre. clero; Apoiantes de D. Pedro IV (liberais) – burguesia e povo. 6 anos depois da revolução, D.João VI morre e sucede- lhe D. Pedro mas, como não queria sair do Brasil pensou que se a sua filha D. Maria da Glória ficasse no trono e, como era menor de idade, D. Miguel ficava regente (de acordo com o liberalismo) e casaria com D. Maria quando fosse maior de idade. Em 1828, D. Miguel fez-se aclamar rei absoluto. Museu dos Coches, coche de D. João V (séc. XVIII), Coche da Embaixada ao Papa Clemente XI dos Oceanos ( séc. XVIII) x2, carrinho de passeio (séc. XVIII).
  25. 25. MyBrainMagazine • 25 HISTÓRIA A dificuldade de circulação dos coches e berlindas por ruas estreitas e tortuosas fez com que se criassem liteiras (descendentes diretas da "Lectica" romana, apresentando um caixa de dois lugares frente a frente e transportada por duas mulas, atreladas nas extremidades dianteira e traseira a dois varais laterais, que sustentavam o peso da caixa e dos seus ocupantes, sendo utilizada até ao século XIX) e cadeirinhas (utilizada até ao século XIX, terá vindo ou do Oriente ou da evolução de um sistema de transporte de doentes, através da simples aplicação de cordas a uma cadeira que se suspendia aos ombros, sendo uma caixa de um só lugar, suspensa por dois varais amovíveis, com porta de abrir à frente, teto fixo ou de levantar para facilitar o acesso ao passageiro, que era conduzida por dois ou quatro lacaios. A instabilidade política provocada pela Revolução Francesa de 1789 e consequente dificuldade em manter contactos com os construtores de viaturas de Paris, levou a que nobres e burgueses encomendassem em Londres um novo e moderno veículo, a carruagem, que apresentava inovações técnicas em relação aos transportes até então utilizados. De maior comodidade que o coche ou a berlinda, devido ao novo sistema de fixação da caixa, mais elevada do chão e suspensa por correias curtas a molas de aço em forma de grande C, a carruagem, de dois o quatro lugares, tem a caixa abaulada na parte inferior, fazendo-se o acesso ao interior por estribo desdobrável. Quatro lanternas fixas à caixa e um banco de cocheiro elevado até à altura do tejadilho permitiam ao cocheiro uma condução mais segura e com maior visibilidade. A decoração exterior da caixa simplifica- se e a talha é substituída nas carruagens de gala por elementos decorativos em prata ou casquinha, que emolduram pinturas ao gosto da época, de maior sobriedade, onde continua a ser frequente aparecer em lugar de destaque o brasão de armas do proprietário. No interior, cortinas e estofos de seda lisa ou lã, com aplicações de galões de algodão bordado, acentuavam não só uma mudança de gosto, como de mentalidade característica do século XIX, em que a ostentação dá lugar a conforto e à funcionalidade. clero; Apoiantes de D. Pedro IV (liberais) – burguesia e povo. 6 anos depois da revolução, D.João VI morre e sucede-lhe D. Pedro mas, como não queria sair do Brasil pensou que se a sua filha coche de D. Maria Francisca Benedita (séc. XVIII), carruagem da coroa (séc. XIX), liteira (séc. XVIII), berlinda prossecional (séc. XVIII). soldados franceses
  26. 26. 26 • MyBrainMagazine HISTÓRIA A Pedra da Roseta foi descoberta em meados de julho de 1799 durante a Campanha napoleónica do Egito, por um soldado no exército francês (Bouchard) na cidade de Rashid (Roseta). A Pedra da Roseta é um texto do Antigo Egito escrito em hieróglifos, grego e demótico egípcio num grande bloco de granito que foi decifrado por Jean- François Champollion e por Thomas Young. Esta pedra foi a chave para decifrar os hieróglifos egípcios. Atualmente, está exposta no British Museum, em Londres.clero; Apoiantes de D. Pedro IV (liberais) – burguesia e povo. 6 anos depois da revolução, D.João VI morre e sucede-lhe D. Pedro mas, como não queria sair do Brasil pensou que se a sua filha D. Maria da Glória ficasse no trono e, como era menor de idade, D. Miguel ficava regente (de acordo com o liberalismo) e casaria com D. Maria quando fosse maior de idade. Em 1828, D. Miguel fez-se aclamar rei absoluto. Começou então a perseguir os liberais, que se refugiaram na ilha Terceira, nos Açores. Quando D. Pedro soube, foi para a ilha Terceira e formou um exército. O exército liberal, em 8 de junho de 1832, desembarcou na praia do Mindelo e seguiu para o Porto. Os soldados liberais traziam no cano das espingardas hortênsias. Então, D. Miguel cercou o Porto (cerco do Porto). Entretanto, veio uma armada liberal, comandada pelo Duque da Terceira, que desembarcou no Algarve. De seguida, D. Miguel levantou o cerco e dirigiu-se para sul. Este foi derrotado nas batalhas de Almoster e de Asseiceira e assinou um acordo de paz – Convenção de Évora Monte. Em 1834, D. Miguel foi expulso de Portugal e D. Pedro IV morreu. Sucede-lhe D. Maria II.A sua interpretação do corpo humano era ainda muito avançada para época, de forma a que só nos dias de hoje é que os seus A sua inscrição, escrita por sacerdotes, regista um decreto promulgado em 196 a.C., na cidade de Mênfis, em nome do rei Ptolomeu V, louvando-o pelos benefícios que ele havia concedido no país. É registado em três parágrafos com o mesmo texto: o superior está na forma hieroglífica do egípcio antigo, o trecho do meio em demótico, variante escrita do egípcio tardio, e o inferior em grego antigo. A Pedra da Roseta é um fragmento de uma estela maior. Depois do Egito se tornar cristão, os templos egípcios foram fechados e muitos foram demolidos. Ao mesmo tempo, a Pedra da Roseta foi quebrada e movida da sua localização atual para Rashid, no delta do Nilo, onde foi colocada dentro de um forte (como bloco de construção) pelo sultão Qaitbay, no século XV d.C. Aquando da sua descoberta pelos franceses, a importância da estela foi imediatamente reconhecida, mas quando os franceses foram derrotados, a pedra foi entregue às forças britânicas como parte do Tratado de Alexandria em 1801. Atualmente, está exposta no British Museum, em Londres.clero; Apoiantes de D. Pedro IV (liberais) – burguesia e povo. 6 anos depois da revolução, D.João VI morre e sucede-lhe D. Pedro mas, como não queria sair do Brasil pensou que se a sua filha D. Maria da Glória ficasse no trono e, como era menor de idade, D. Miguel ficava regente (de acordo com o liberalismo) e casaria com D. Maria quando fosse maior de idade. Em 1828, D. Miguel fez-se aclamar rei absoluto. Começou então a perseguir os liberais, que se refugiaram na ilha Terceira, nos Açores. Quando D. Pedro soube, foi para a ilha Terceira e formou um exército. O exército liberal, em Depois do Egito se tornar cristão, os templos egípcios foram fechados e muitos foram demolidos. Ao mesmo tempo, a Pedra da Roseta foi quebrada e movida da sua localização atual para Rashid, no delta do Nilo, onde foi colocada dentro de um forte (como bloco de construção) pelo sultão Qaitbay, no século XV d.C. Aquando da sua descoberta pelos franceses, a importância da estela foi imediatamente reconhecida, mas quando os franceses foram derrotados, a pedra foi entregue às forças britânicas como parte do Tratado de Alexandria em 1801. Atualmente, está exposta no British Museum, em Londres.clero; Apoiantes de D. Pedro IV (liberais) – burguesia e povo. 6 anos depois da revolução, D.João VI morre e sucede-lhe D. Pedro mas, como não queria sair do Brasil pensou que se a sua filha D. Maria da Glória ficasse no trono e, como era menor de idade, D. Miguel ficava regente (de acordo com o liberalismo) e casaria com D. Maria quando fosse maior de idade. Em 1828, D. Miguel fez-se aclamar rei absoluto. Começou então a perseguir os liberais, que se refugiaram na ilha Terceira, nos Açores. Quando D. Pedro soube, foi para a ilha Terceira e formou um exército. O exército liberal, em 8 de junho de 1832, desembarcou na praia do Mindelo e seguiu para o Porto. Os soldados liberais traziam no cano das espingardas hortênsias. Então, D. Miguel cercou o Porto (cerco do Porto). Entretanto, veio uma armada liberal, comandada pelo Duque da Terceira, que desembarcou no Algarve. De seguida, D. Miguel levantou o cerco e dirigiu-se para sul. Este foi derrotado nas batalhas de Almoster e de Asseiceira e assinou um acordo de paz – Convenção de Évora Monte. Em 1834, D. Miguel foi expulso de Portugal e D. Pedro IV morreu.
  27. 27. MyBrainMagazine • 27 HISTÓRIA A decifração de códigos teve um papel fundamental na vitória das forças aliadas na 2.ª Guerra Mundial. Os alemães tinham inventado a máquina Enigma, que era utilizada para codificar mensagens secretas que continham informação militar importante, como as posições dos seus submarinos. Quando uma mensagem era escrita na máquina, era codificada numa de perto de 159 triliões de combinações possíveis. Para o fazer, utilizava um algoritmo, ou "chave". A chave mudava a cada 24 horas, tornando a decifração das mensagens extremamente difícil. Mas, Alan Turing, nascido em 1912, com uma educação privilegiada, licenciado em Matemática em Cambridge, conseguiu decifrar as mensagens. Tudo começou em 136, quando teve a ideia de um computador programável, a máquina de Turing. Com ela, provou que qualquer problema matemático podia ser resolvido, desde que fosse representável por um algoritmo. Muitos defendem que esta máquina foi o primeiro computador do mundo. No início da guerra, Turing foi para Bletchley Park, uma velha mansão em Buckinghamshire, tornando-se a sede dos serviços secretos britânicos em tempo de guerra. Baseando-se em pesquisas polacas, Turing e o matemático Gordon Welchman desenvolveram uma máquina eletromecânica chamada "Bomba". Apesar de os polacos conseguirem ler as mensagens da Enigma nos sistemas de código mais simples, esta máquina possibilitava a decifração de qualquer mensagem, desde que o hardware da Enigma fosse conhecido e que um texto base de 20 letras podia ser adivinhado corretamente. Quando se encontrava uma mensagem alemã, os criptanalistas analisavam-na para produzir um "menu" (gráfico composto por letras ligadas). Este esquema era depois passado a um operador da "Bomba", que programava as letras na máquina de acordo com o "menu". A "Bomba" era então ligada e, de vez em quando, era parada e o operador escrevia a possível chave que tinha encontrado. Esta chave era depois testada para descobrir se era a correta. Pensa-se que o trabalho de Turing tenha reduzido em dois anos a guerra na Europa. Depois da guerra, Turing trabalhou na conceção de um Automatic Computing Engine, que executou o seu primeiro programa em 1950. Também escreveu um programa de xadrez, no qual o computador demorava meia hora para fazer cada movimento. Morreu em 1954, vítima de intoxicação por cianeto, A decifração de códigos teve um papel fundamental na vitória das forças aliadas na 2.ª Guerra Mundial. Os alemães tinham inventado a máquina Enigma, que era utilizada para codificar mensagens secretas que continham informação militar importante, como as posições dos seus submarinos. Quando uma mensagem era escrita na máquina, era codificada numa de perto de 159 triliões de combinações possíveis. Para o fazer, utilizava um algoritmo, ou "chave". A chave mudava a cada 24 horas, tornando a decifração das mensagens extremamente difícil. Mas, Alan Turing, nascido em 1912, com uma educação privilegiada, licenciado em Matemática em Cambridge, conseguiu decifrar as mensagens. Tudo começou em 136, quando teve a ideia de um computador programável, a máquina de Turing. Com ela, provou que qualquer problema matemático podia ser resolvido, desde que fosse representável por um algoritmo. Muitos defendem que esta máquina foi o primeiro computador do mundo. No início da guerra, Turing foi para Bletchley Park, uma velha mansão em Buckinghamshire, tornando-se a sede dos serviços secretos britânicos em tempo de guerra. Baseando-se em pesquisas polacas, Turing e o matemático Gordon Welchman desenvolveram uma máquina eletromecânica chamada "Bomba". Apesar de os polacos conseguirem ler as mensagens da Enigma nos sistemas de código mais simples, esta máquina possibilitava a decifração de qualquer mensagem, desde que o hardware da Enigma fosse conhecido e que um texto base de 20 letras podia ser adivinhado corretamente. Quando se encontrava uma mensagem alemã, os criptanalistas analisavam-na para produzir um "menu" (gráfico composto por letras ligadas). Este esquema era depois passado a um operador da "Bomba", que programava as letras na máquina de acordo com o "menu". A "Bomba" era então ligada e, de vez em quando, era parada e o operador escrevia a possível chave que tinha encontrado. Esta chave era depois testada para descobrir se era a correta. Pensa-se que o trabalho de Turing tenha reduzido em dois anos a guerra na Europa. Depois da guerra, Turing trabalhou na conceção de um Automatic Computing Engine, que executou o seu primeiro programa em 1950. Também escreveu um programa de xadrez, no qual o computador demorava meia hora para fazer cada movimento. Morreu em 1954, vítima de intoxicação por cianeto, antes de completar 42 anos, vítima de discriminação por parte do Governo britânico. A sua interpretação do corpo humano era ainda muito avançada para época, de forma a que só nos dias de hoje é que os seus desenhos foram finalmente entendidos. A máquina Enigma, a "Bomba" de Alan Turing.
  28. 28. 28 • MyBrainMagazine HISTÓRIA A Guerra Civil Espanhola, desencadeada em 1936, foi motivada pelas fortes rivalidades existentes entre as fações políticas de esquerda e de direita. De 1923 a 1930, Espanha foi governada por uma ditadura militar chefiada pelo general Primo de Rivera, mas este exilou-se, acabando por conduzir à própria abdicação do rei Afonso XIII. Em 1931, depois do estabelecimento da Segunda República em Espanha, a ala socialista moderada e a classe média liberal republicana uniram-se numa coligação que instituiu um programa de reformas sociais, religiosas e militares. Contudo, esta coligação foi desfeita devido a interferências do setor da direita. Nas eleições de novembro de 1933, os socialistas concorreram sozinhos, na esperança de conseguirem organizar um governo unicamente socialista. As suas expectativas foram goradas, porque o sistema favorecia as coligações. Deste modo, com alguma surpresa, a vitória coube à aliança de direita. No ano de 1934, as reformas propostas entre 1931 e 1933 foram totalmente esquecidas. Neste ano, os socialistas, anarquistas e comunistas juntaram-se em protesto nas cidades mineiras das Astúrias, temendo a entrada do CEDA, um partido católico de direita, no governo, pois este poderia significar o estabelecimento de um estado autoritário. A repressão deste movimento de contestação foi muito violenta, conduzindo à reunião da esquerda na Frente Popular. Esta aliança esquerdista saiu vitoriosa nas eleições de 1936, apesar de não alcançar uma confortável vantagem sobre os seus diretos opositores. No entanto, a vitória permitiu-lhe retomar as reformas de 1931. A direita não alcançar uma confortável vantagem sobre os seus diretos opositores. No entanto, a vitória permitiu-lhe retomar as reformas de 1931. A direita não se conformou com a derrota, e prontamente se preparou para a guerra, sob a liderança do "cabecilha" da conspiração, o General Emílio Mola. A Falange, o partido fascista em formação, espalhava o terror e a violência para obrigar à utilização da força militar. A resposta da ala esquerda acabou por resultar no assassinato do líder monárquico José Calvo Sotelo, a 13 de julho. Intensificava-se a instabilidade e começava a violência. Os levantamentos conservadores de 18 de julho nas capitais rurais de província, como Leão e Castela a Velha, tiveram sucesso. Já o mesmo não sucedeu nas grandes cidades industriais do Norte asturiano onde os trabalhadores fabris e mineiros impediram qualquer tentativa de golpe de direita. No Sul, o apoio era dado à esquerda, embora nas grandes cidades, como Cádiz e Sevilha, a resistência das classes trabalhadoras fosse destruída. Nesta fase, os rebeldes falangistas controlavam cerca de um terço de Espanha, incluindo a Galiza, Leão, Castela a Velha, Aragão e parte da Extremadura, em conjunto com Huelva, Sevilha e Córdoba. De início, os revoltosos confrontaram-se com alguns problemas com as suas milícias mal preparadas e tiveram de recorrer a mercenários. A vantagem dos rebeldes residia no exército mercenário africano, liderado pelo General Franco, que estava bloqueado em Marrocos pelos navios de guerra republicanos, cujas tripulações se tinham amotinado General Franco, que estava bloqueado em Marrocos pelos navios de guerra republicanos, cujas tripulações se tinham amotinado contra os seus dirigentes direitistas. Os falangistas voltaram-se então para o estrangeiro, pedindo auxílio a Hitler e a Mussolini. Os dirigentes alemão e italiano viram então a possibilidade de causar problemas à França, e ambos decidiram providenciar ajuda aerotransportada para tornar possível uma ponte aérea entre Marrocos e Sevilha. Cerca de 15 000 homens atravessaram para Espanha num prazo de 10 dias. Um falhado golpe de estado tendia assim para uma Guerra Civil. Mais discretamente, Salazar permitia a utilização do território português como base de apoio de retaguarda ou via de entrada de armamento, enquanto encaminhava para a frente de combate os voluntários ("viriatos"), em número indeterminado, talvez de alguns milhares. Por outro lado, a intervenção da Sociedade das Nações, que pretendeu instituir mecanismos de conciliação e arbitragem, fracassou totalmente, criando situações de impasse que desequilibravam ainda mais o balanço de forças, pois manietavam frequentemente o governo eleito de Madrid, enquanto deixavam as mãos livres a Franco. Durante a guerra civil de Espanha o mundo assistiu, pela primeira vez, no nosso século, ao emprego da rádio como meio de propaganda de grande eficácia (aqui ainda, a propaganda franquista, muitas vezes de extrema agressividade, revelou maior eficácia que a sua congénere republicana). A República, ao contrário dos revoltosos, não teve uma grande ajuda quando procurou apoio junto das potências democráticas. O premier francês, Léon Blum, inicialmente partidário da fação republicana, esmoreceu a sua posição face à oposição interna e ao receio britânico de provocar uma guerra geral. A União Soviética parecia ser a última hipótese. No entanto, com muito ou pouco apoio, o conflito internacionalizava-se e despertava paixões por todo o mundo. Os falangistas do mais que provável líder, Franco, já o vimos, receberam forte auxílio por parte da Itália e da Alemanha. Era a ocasião ideal para testar as novas máquinas de guerra - as tropas de Hitler experimentaram os métodos da Blitzkrieg, que lhes iriam dar grandes
  29. 29. MyBrainMagazine • 29 HISTÓRIA árvore de Guernica que se salvou dos bombardeamentos; A Morte do Soldado Legalista, de Robert Capa é a mais conhecida fotografia sobre a Guerra Civil Espanhola; cidade de Guernica destruída; situação nacionalista / republicana em Espanha de Agosto-Setembro de 1936 que provável líder, Franco, já o vimos, receberam forte auxílio por parte da Itália e da Alemanha. Era a ocasião ideal para testar as novas máquinas de guerra - as tropas de Hitler experimentaram os métodos da Blitzkrieg, que lhes iriam dar grandes vitórias nas fases iniciais da Segunda Guerra Mundial e Hitler apressou-se a enviar para o terreno a tristemente célebre legião Condor. As fileiras republicanas apenas engrossaram com o auxílio soviético e com os heróis românticos de todo o mundo, simbolizados por E. Hemingway, correspondente de guerra e soldado. Os rebeldes nacionalistas lançaram então duas bem sucedidas campanhas. Enquanto Mola atacava a província basca de Guipúzcoa para isolar a França, o exército mercenário africano de Franco avançava sobre Madrid, deixando atrás de si um rasto de morte e destruição. A 10 de agosto, os dois blocos de nacionalistas faziam a junção, consolidando a sua posição em agosto e mercenário africano de Franco avançava sobre Madrid, deixando atrás de si um rasto de morte e destruição. A 10 de agosto, os dois blocos de nacionalistas faziam a junção, consolidando a sua posição em agosto e setembro. As tropas do General José Henrique Varela ligaram Sevilha, Córdoba, Granada e Cádiz, numa altura em que os republicanos não tinham possibilidade de igualar os sucessos nacionalistas, somando derrotas sucessivas. A 21 de setembro, os líderes dos revoltosos escolheram o General Franco, em Salamanca, para comandante em chefe. Nesse dia, este militar dirigiu as suas colunas para o sudeste de Madrid, no sentido de libertar a guarnição de Toledo, o que fez perder uma excelente oportunidade de atacar a capital antes desta preparar a sua defesa. No entanto, esta manobra permitiu a Franco aumentar o seu poder militar e criar um golpe de publicidade. Então, abrandou o ritmo da guerra para purgar o território capturado. Confirmado permitiu a Franco aumentar o seu poder militar e criar um golpe de publicidade. Então, abrandou o ritmo da guerra para purgar o território capturado. Confirmado como Caudilho e chefe de Estado a 1 de outubro, Franco controlava a zona central, enquanto os republicanos enfrentavam divisões internas entre comunistas, socialistas e anarquistas. A 7 de outubro, o exército africano marchava sobre Madrid, uma cidade cheia de refugiados e com graves problemas de subalimentação. O atraso de Franco permitira a reorganização da defesa de Madrid, ajudada pela chegada de armas soviéticas e das colunas de voluntários conhecidas como Brigadas Internacionais. No entanto, a 6 de novembro, o governo debandou para Valência, deixando Madrid nas mãos do General José Miaja. Apoiado pela Junta de Defesa, dominada pelos comunistas, reuniu a população deixando a planificação militar ao seu chefe de pessoal, o bem sucedido coronel Vicente Rojo.
  30. 30. 30 • MyBrainMagazine HISTÓRIA permitiu a Franco aumentar o seu poder militar e criar um golpe de publicidade. Então, abrandou o ritmo da guerra para purgar o território capturado. Confirmado como Caudilho e chefe de Estado a 1 de outubro, Franco controlava a zona central, enquanto os republicanos enfrentavam divisões internas entre comunistas, socialistas e anarquistas. A 7 de outubro, o exército africano marchava sobre Madrid, uma cidade cheia de refugiados e com graves problemas de subalimentação. O atraso de Franco permitira a reorganização da defesa de Madrid, ajudada pela chegada de armas soviéticas e das colunas de voluntários conhecidas como Brigadas Internacionais. No entanto, a 6 de novembro, o governo debandou para Valência, deixando Madrid nas mãos do General José Miaja. Apoiado pela Junta de Defesa, dominada pelos comunistas, reuniu a população deixando a planificação militar ao seu chefe de pessoal, o bem sucedido coronel Vicente Rojo. Embora o general Franco tivesse tido a habilidade para chamar até si as germânicas Legiões Condor, em novembro teve de aceitar o insucesso do seu assalto. A cidade aguentou-se durante 28 meses. Franco reagiu tentando circundar a capital. Apesar das derrotas nas batalhas de Boadilla (dezembro de 1936), de Jarama (fevereiro de 1937), e de Guadalajara (março de 1937), a vantagem era ainda dos nacionalistas, que em março deram início a um ciclo de batalhas que lhes permitiram capturar o Norte de Espanha nas estações quentes de 1937. O começo desta ofensiva partiu do ataque das tropas de Mola ao país Basco, já de si desmoralizado pelos bombardeamentos da Legião Condor. A sua capital, Bilbau, caiu a 19 de junho, depois da destruição de pequenas cidades como Guernica, localidade imortalizada num quadro com o mesmo nome da autoria de Pablo Picasso e onde morreram cerca de 9 000 habitantes massacrados pela aviação alemã e apenas se restou a árvore sagrada dos bascos, a árvore de Guernica, Gernikako Arbola, onde historicamente os bascos se reuniam por baixo dela como se fosse o "parlamento", se restou a árvore sagrada dos bascos, a árvore de Guernica, Gernikako Arbola, onde historicamente os bascos se reuniam por baixo dela como se fosse o "parlamento", ficando símbolo de liberdade e autonomia dos bascos. Em seguida, as forças nacionalistas, bem apetrechadas com tropas e equipamento italiano, capturam Santander a 26 de agosto e as Astúrias em setembro e outubro. A superioridade desta fação do conflito aumentou com a posse da riqueza mineira e da indústria do Norte. O coronel Vicente Rojo tentou então, através de várias ofensivas, suster o avanço nacionalista, em cidades como Brunete (outra localidade cuja população foi massacrada ou deportada), Saragoça e Teruel, mas não cumpriu totalmente os seus objetivos, pois era imparável a máquina de guerra dos nacionalistas. Estes tentaram e conseguiram tirar partido da exaustão dos republicanos desmoralizados com a derrota em Teruel. As tropas de Franco avançaram para o vale do Ebro e a 15 de abril atingiram o mar. Em julho, Franco em vez do assalto a Barcelona, dirigiu um maior ataque sobre Valência. Os republicanos tentavam resistir a todo custo às forças do General Franco, que os pretendia aniquilar totalmente. Em novembro, a República estava quase completamente derrotada. A cidade anarco-esquerdista de Barcelona caía às mãos dos nacionalistas a 26 de janeiro de 1939 e Madrid a 4 de março. Entretanto, o comandante do Exército Republicano do Centro, o coronel Segismundo Casado, revoltava-se contra o governo republicano numa tentativa de parar com a violência. A sua tentativa de negociar com os vencedores foi rejeitada por Franco. A pouco e pouco as tropas republicanas foram-se rendendo. A 27 de março, os nacionalistas entraram na cidade de Madrid e os republicanos foram exilados. Esta vitória de Franco inaugurou, assim, uma ditadura fascista de 38 anos e, através da Polícia Política, eram reprimidos todos os suspeitos de ideologias de esquerda. A Guerra Civil Espanhola saldou-se numa perda de 400 000 mortos em combate, 1 000 000 de presos e cerca de 100 000 execuções, conhecidas permitiu a Franco aumentar o seu poder militar e criar um golpe de publicidade. Então, abrandou o ritmo da guerra para purgar o território capturado. Confirmado como Caudilho e chefe de Estado a 1 de outubro, Franco controlava a zona central, enquanto os republicanos enfrentavam divisões internas entre comunistas, socialistas e anarquistas. A 7 de outubro, o exército africano marchava sobre Madrid, uma cidade cheia de refugiados e com graves problemas de subalimentação. O atraso de Franco permitira a reorganização da defesa de Madrid, ajudada pela chegada de armas soviéticas e das colunas de voluntários conhecidas como Brigadas Internacionais. No entanto, a 6 de novembro, o governo debandou para Valência, deixando Madrid nas mãos do General José Miaja. Apoiado pela Junta de Defesa, dominada pelos comunistas, reuniu a população deixando a planificação militar ao seu chefe de pessoal, o bem sucedido coronel Vicente Rojo. Embora o general Franco tivesse tido a habilidade para chamar até si as germânicas Legiões Condor, em novembro teve de aceitar o insucesso do seu assalto. A cidade aguentou-se durante 28 meses. Franco reagiu tentando circundar a capital. Apesar das derrotas nas batalhas de Boadilla (dezembro de 1936), de Jarama (fevereiro de 1937), e de Guadalajara (março de 1937), a vantagem era ainda dos nacionalistas, que em março deram início a um ciclo de batalhas que lhes permitiram capturar o Norte de Espanha nas estações quentes de 1937. O começo desta ofensiva partiu do ataque das tropas de Mola ao país Basco, já de si desmoralizado pelos bombardeamentos da Legião Condor. A sua capital, Bilbau, caiu a 19 de junho, depois da destruição de pequenas cidades como Guernica, localidade imortalizada num quadro com o mesmo nome da autoria de Pablo Picasso e onde morreram cerca de 9 000 habitantes massacrados pela aviação alemã e apenas se restou a árvore sagrada dos bascos, a árvore de Guernica, Gernikako Arbola, onde historicamente os bascos se reuniam por baixo dela como se fosse o "parlamento",
  31. 31. MyBrainMagazine • 31 HISTÓRIA General Francisco Franco, mapa da batalha do Ebro, Batalha do Ebro (exército republicano a cruzar o rio). se restou a árvore sagrada dos bascos, a árvore de Guernica, Gernikako Arbola, onde historicamente os bascos se reuniam por baixo dela como se fosse o "parlamento", ficando símbolo de liberdade e autonomia dos bascos. Em seguida, as forças nacionalistas, bem apetrechadas com tropas e equipamento italiano, capturam Santander a 26 de agosto e as Astúrias em setembro e outubro. A superioridade desta fação do conflito aumentou com a posse da riqueza mineira e da indústria do Norte. O coronel Vicente Rojo tentou então, através de várias ofensivas, suster o avanço nacionalista, em cidades como Brunete (outra localidade cuja população foi massacrada ou deportada), Saragoça e Teruel, mas não cumpriu totalmente os seus objetivos, pois era imparável a máquina de guerra dos nacionalistas. Estes tentaram e conseguiram tirar partido da exaustão dos republicanos desmoralizados com a derrota em Teruel. As tropas de Franco avançaram para o vale do Ebro e a 15 de abril atingiram o mar. Em julho, Franco em vez do assalto a Barcelona, dirigiu um maior ataque sobre Valência. Os republicanos tentavam resistir a todo custo às forças do General Franco, que os pretendia aniquilar totalmente. Em novembro, a República estava quase completamente derrotada. A cidade anarco-esquerdista de Barcelona caía às mãos dos nacionalistas a 26 de janeiro de 1939 e Madrid a 4 de março. Entretanto, o comandante do Exército Republicano do Centro, o coronel Segismundo Casado, revoltava-se contra o governo republicano numa tentativa de parar com a violência. A sua tentativa de negociar com os vencedores foi rejeitada por Franco. A pouco e pouco as tropas republicanas foram-se rendendo. A 27 de março, os nacionalistas entraram na cidade de Madrid e os republicanos foram exilados. Esta vitória de Franco inaugurou, assim, uma ditadura fascista de 38 anos e, através da Polícia Política, eram reprimidos todos os suspeitos de ideologias de esquerda. A Guerra Civil Espanhola saldou-se numa perda de 400 000 mortos em combate, 1 000 000 de presos e cerca de 100 000 execuções, conhecidas num espaço de tempo compreendido entre de ideologias de esquerda. A Guerra Civil Espanhola saldou-se numa perda de 400 000 mortos em combate, 1 000 000 de presos e cerca de 100 000 execuções, conhecidas num espaço de tempo compreendido entre 1939 e 1943. Não se conhece um número exato para as execuções de civis e fugitivos. Para além das perdas humanas, há que reter que o país ficou praticamente destruído e sofreu danos no seu parque industrial e na rede de comunicações que só começariam a ser reparados durante a década de 60.
  32. 32. 32 • MyBrainMagazine HISTÓRIA Com o fim da 1.ª Guerra Mundial, parecia que a democracia liberal se impor em todos os países da Europa. Mas, pelo contrário, desenvolveram-se os movimentos políticos de extrema-direita favoráveis ao autoritarismo, movimentos políticos que atacavam a democracia parlamentar e propunham a implantação de ditaduras. A vaga autoritária, embora mais intensa na Itália e na Alemanha, estendeu-se a muitos outros países europeus. O crescimento dos movimentos de extrema-direita explica-se pelas condições económicas e sociais do período entre as duas guerras: as dificuldades económicas que se seguiram à 1.ª Guerra Mundial e a crise de 1929 provocaram na Europa um grande aumento do desemprego e baixaram o nível de vida de vários setores da população; desde os finais do século XIX que os sindicatos operários eram cada vez mais poderosos e cresciam os partidos de esquerda (socialistas e comunistas) e o triunfo revolução soviética e as tentativas de revolução socialista noutros países europeus assustaram a burguesia, que passou a apoiar as posições de extrema- direita. Os movimentos de extrema-direita atuavam em duas armas: a violência, que, sob a forma de ameaças, espancamentos ou destruições era usada contra a esquerda e os sindicatos e os partidos extremistas de direita distribuíam fardas e armas aos seus militantes, dando-lhes treino militar, formando milícias armadas disciplinadas e agressivas; a propaganda, que, através da imprensa, da rádio, dos comícios e das manifestações, era outra arma poderosa que pretendia atrair não só as classes médias como o operariado mais hesitante, prometendo-lhes segurança, melhoria das condições de vida e o fim do desemprego. Dos movimentos de extrema- direita europeus, o primeiro a conseguir melhoria das condições de vida e o fim do desemprego. Dos movimentos de extrema-direita europeus, o primeiro a conseguir tomar o poder foi o Partido Nacional Fascista, em Itália, passando o termo fascismo a designar partidos ou regimes de extrema-direita, tendo como características fundamentais: o combate ao socialismo e ao comunismo, a rejeição do parlamentarismo (acusado de enfraquecer a unidade nacional), o desprezo pela liberdade individual (os direitos individuais tinham de estar submetidos aos da Nação e do Estado), o ultranacionalismo (defendia a Nação, exaltando glórias do passado, as realizações do presente e a grandeza do futuro e este conceito apoiava-se em preconceitos racistas, quando a nação era identificada como uma "raça superior"), a existência de um partido único, o enaltecimento da autoridade do chefe (o Estado devia ser forte e comandado por um Chefe, considerado guia e salvador da nação e a quem se devia prestar obediência) e o corporativismo (pretender ultrapassar os conflitos entre as classes, unindo os patrões e operários em organismos comuns, as corporações). Os principais países onde se impuseram regimes do tipo fascista foram a Itália e a Alemanha mas, no entanto, na maioria dos países europeus formaram-se grupos de extrema-direita que defendiam soluções semelhantes. Nalguns países, como na França, apesar do peso desses grupos, as forças democráticas conseguiram mantê- los afastados do poder. Outros países não resistiram à tentação autoritária. Muitas vezes foram os militares que, apoiados por grupos de extrema- direita, tomaram o poder, acabando com as liberdades democráticas, proibindo os partidos de esquerda e utilizando a repressão de forma sistemática e mais ou menos violenta, em países como Espanha (ditador: general Francisco Franco), Portugal (ditador: António de Oliveira Salazar), Hungria, Roménia, Polónia e Grécia. Salazar, a Lição de Salazar: trilogia da educação - Deus, Pátria e Família, Franco.
  33. 33. MyBrainMagazine • 33 HISTÓRIA Mussolini a fazer uma saudação romana numa manifestação fascista, cartaz de propaganda fascista, Mussolini. A 1.ª Guerra Mundial teve para Itália, graves consequências: os custos humanos foram pesados e a guerra provocou grandes dificuldades económicas e o desemprego, dando origem a uma grande agitação social. Assustados com a vaga revolucionária, industriais e proprietários passaram a apoiar um grupo político de extrema-direita, que teve um rápido crescimento: o Partido Nacional Fascista, chefiado por Benito Mussolini (o Duce). Dispondo de milícias armadas (os "camisas negras"), o Partido Fascista usava da maior violência contra os militantes de esquerda e participava na repressão de movimentos grevistas. Em 1922, o rei de Itália, pressionado pelas manifestações de força do Partido Fascista (nomeadamente pela "marcha sobre Roma") encarregou Mussolini de formar governo. Em 1924, realizavam-se eleições. Recorrendo à violência e a todo o tipo de fraudes, os fascistas e os seus aliados conseguiram três quartos dos lugares do parlamento. O Estado Fascista deixou de permitir qualquer forma de oposição. Todos os partidos (à exceção do Partido Nacional Fascista) foram proibidos. Uma poderosa polícia política vigiava os cidadãos e encarregava-se da repressão. Os jornais, a rádio e o cinema passaram a ser sujeitos a censura. As greves não eram autorizadas. Os sindicatos livres foram proibidos e substituídos pelas corporações. Para criar um "homem novo" fascista, o Estado tomava nas suas mãos a formação da juventude. Desde crianças que os jovens deviam pertencer a organizações do tipo militar, onde eram doutrinados no sentido da disciplina, obediência e veneração pelo Chefe. Os fascistas tinham uma política externa de carácter imperialista. Em 1936, os exércitos de Mussolini conquistaram a Etiópia. No mesmo ano, intervieram na Guerra Civil de Espanha apoiando os rebeldes nacionalistas e, na 2.ª Guerra Mundial, alinharam ao lado da Alemanha nazi. Após a 1.ª Guerra Mundial, a Alemanha estabeleceu um regime democrático (a República de Weimar), mas, devido à humilhação que os alemães sentiam devido às condições impostas pelo tratado de Versalhes e pela gravidade da situação graças à destruição da guerra, à desorganização da economia e ao pagamento das indemnizações exigidas pelos vencedores, a inflação cresceu inconsolavelmente. E, quando situação já estava a melhorar, a Grande Depressão de 1929 levou, na Alemanha, bancos e pequenas e médias empresas à falência, deixando crescer o desemprego e miséria. A pequena e média burguesia e os operários culpava os partidos no poder pela grave situação económica, passando a apoiar os partidos de oposição, tantos de esquerda (sobretudo o Partido Comunista) como os de
  34. 34. 34 • MyBrainMagazine HISTÓRIA Após a 1.ª Guerra Mundial, a Alemanha estabeleceu um regime democrático (a República de Weimar), mas, devido à humilhação que os alemães sentiam devido às condições impostas pelo tratado de Versalhes e pela gravidade da situação graças à destruição da guerra, à desorganização da economia e ao pagamento das indemnizações exigidas pelos vencedores, a inflação cresceu inconsolavelmente. E, quando situação já estava a melhorar, a Grande Depressão de 1929 levou, na Alemanha, bancos e pequenas e médias empresas à falência, deixando crescer o desemprego e miséria. A pequena e média burguesia e os operários culpava os partidos no poder pela grave situação económica, passando a apoiar os partidos de oposição, tantos de esquerda (sobretudo o Partido Comunista) como os de extrema-direita (sobretudo o Partido Nacional-Socialista, abreviando, Partido Nazi, liderado por Adolf Hitler). Muitos desempregados acreditaram nas promessas de trabalho para todos do Partido Nazi. Muitos burgueses também pensaram que os nazis eram melhor opção, visto recearem a chegada do comunismo ao poder. O Partido Nazi teve um crescimento rápido, graças ao apoio financeiro dos grandes industriais (como Krupp, industrial de armamento), à propaganda através dos jornais e da rádio, à realização de comícios e de grandes manifestações de rua e às demonstrações de força das suas disciplinadas milícias armadas, as SA (Secções de Assalto) e as SS (Secções de Segurança), utilizadas contra os adversários do nazismo. Nas eleições de 1932, o Partido Nazi foi o mais votado e o Presidente da República nomeou Hitler Chanceler da Alemanha, em janeiro de 1933, e este tomou medidas anti-democráticas, tornando o Partido Nazi partido único e passou, a partir de 1934, a acumular cargos de Presidente da República e de Chanceler. O Nazismo representa o totalitarismo (controlo total da sociedade pelo Estado). O Estado nazi não permitia qualquer oposição, intervinha em todos os domínios da vida dos cidadãos. O Estado estava submetido à vontade de Hitler (o Führer), que exigia obediência. A sociedade alemã passou a ser dominada através da propaganda e do terror. A imprensa, a rádio e o cinema eram controlados pelo Ministério da Propaganda. Um aparelho repressivo constituído pela polícia política (Gestapo) e pelas SS, sustentava a ditadura através das prisões arbitrárias, da tortura e do assassinato. Os suspeitos de oposição ao regime eram enviados para campos de concentração. As greves e os sindicatos livres foram proibidos e os operários obrigados a inscrever-se na Frente do Trabalho. Todos os jovens tinham de fazer parte da Juventude Hitleriana, onde recebiam treino militar e uma educação nacionalista centrada na obediência ao Führer. Para eliminar o desemprego, o governo nazi construiu grandes obras públicas (sobretudo autoestradas) E desenvolveu a indústria de armamento. O serviço militar tornou-se obrigatório e houve crescimento dos efetivos da Polícia e do funcionalismo público. Também se defendeu que as mulheres deveriam apenas dedicar-se os trabalhos domésticos, libertando postos de trabalho para os homens. Para os nazis, a mulher era um ser inferior que apenas se deveria preocupar com os três K: Kinder, Kirche, Kuche (Filhos, Igreja, Cozinha). A política económica nazi baseou-se no princípio da autarcia: a Alemanha devia ser autossuficiente em produtos agrícolas e industriais, de forma a não depender das importações. Sob direção do Estado, aumentou-se a produção, eliminando desemprego. A doutrina nazi fundava-se no racismo. Para os nazis, existiam "raças superiores" (os Arianos: povos germânicos e escandinavos), que deveriam dominar o mundo, e as "raças inferiores" (como a "raça" judaica). Este violento antissemitismo levou Desfile de milícias nazis, anti-semitismo, Juventude Hitleriana (2), cerimónia nazi em Nuremberga, cartaz de propaganda nazi, Hitler.

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