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  1. 1. PPR www.cpsol.com.br 1 PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA 1 - OBJETIVO Criar e manter o presente programa de proteção respiratória no âmbito da CP SOLUÇÕES., estabelecendo mecanismos padronizados relacionados à prevenção e ao controle da exposição a poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, entre os trabalhadores, nos ambientes industriais, durante o desempenho das suas atividades normais, bem como em situações emergenciais. 2 - REFERÊNCIAS NR 6 PPR- Ministério do Trabalho e Emprego 3 – DEFINIÇÕES Atmosfera Perigosa: Atmosfera que contém um ou mais contaminantes em concentração superior ao Limite de Exposição, ou que é deficiente de oxigênio Contaminante: Agente químico ou biológico, em suas diversas formas (gases, vapores, outros) presente em um determinado ambiente que tenha algum potencial de causar efeito adverso. Fator de Proteção Requerido: quociente entre a concentração do contaminante no ambiente e seu limite de exposição IPVS (Imediatamente Perigoso à Vida ou Saúde): Refere-se à exposição respiratória aguda, que supõe uma ameaça direta de morte ou conseqüências adversas irreversíveis à saúde Limite de Exposição: máxima concentração permitida de um contaminante no ar à qual um indivíduo pode estar exposto Máscara Autônoma: Equipamento de proteção respiratória no qual o usuário carrega seu próprio suprimento de ar respirável, ou oxigênio. Respirador: Equipamento que visa a proteção do usuário contra a inalação de ar contaminado ou de ar com deficiência de oxigênio.
  2. 2. PPR www.cpsol.com.br 2 4 – RESPONSABILIDADES A Diretoria de Recursos Humanos, através da Gerência de Recursos Humanos Industrial, detém a responsabilidade sobre a implantação, manutenção e o controle dos resultados do Programa de Proteção Respiratória (PPR) na CP SOLUÇÕES. a) Gerente de Recursos Humanos • Responde pela implantação, manutenção e resultados do PPR das Unidades. b) Responsável pela Unidade: • Busca meios tecnológicos de engenharia e processo, no âmbito de sua área de atuação, visando auxiliar na inibição da dispersão dos contaminantes atmosféricos, nas áreas de produção, tendo em vista não apenas a qualidade dos produtos, como também a melhoria das condições de saúde dos empregados envolvidos; • Participa da análise dos resultados das auditorias e avaliações ambientais realizadas; • Determina e cobra a aplicação de ações corretivas no controle das situações críticas de dispersão de contaminantes no ar; • Determina e solicita a realização de análise preliminar de riscos, bem como antecipação de riscos relacionados aos agentes químicos previstos no presente programa, sempre que houver modificações físicas ou tecnológicas do processo, matérias primas e/ou maquinário, com possível impacto na qualidade do ar nos ambientes de trabalho; • Prevê a alocação de recursos financeiros necessários ao controle da dispersão dos contaminantes atmosféricos, diante de novos projetos nas Unidades; • Solicita elaboração de projeto técnico de engenharia para controle das situações críticas de dispersão de contaminantes no ar. Cabe ao SESMT: • Auxilia as áreas operacionais a executar as ações necessárias à implantação e manutenção do Programa de Proteção Respiratória. • Aplica os conhecimentos de Engenharia de Segurança, Higiene e Saúde Ocupacional, visando:
  3. 3. PPR www.cpsol.com.br 3 • Seleção da proteção respiratória adequada a cada risco detectado. • Aplicação, em conjunto com os Supervisores, dos ensaios de selagem dos protetores respiratórios. • Aplicação dos treinamentos e reciclagens necessárias ao desenvolvimento do Sistema de Proteção Respiratória, abrangendo no mínimo: • Limpeza, guarda e manutenção dos Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR). • Monitoramento do uso. Cabe ao colaborador : Utilizar os respiradores fornecidos de acordo com as instruções e treinamentos recebidos Guardar o respirador quando não estiver em uso, de modo conveniente para que não danifique ou deforme Se observar que o respirador não está funcionando bem, deverá deixar imediatamente a área contaminada e comunicar o defeito à área de segurança e saúde ocupacional Comunicar ao supervisor qualquer alteração do seu estado de saúde que possa influir na capacidade de uso do respirador de modo seguro OPERACIONALIZAÇÃO DO PROGRAMA O QUE QUEM a) Avaliação Qualitativa dos Contaminantes Ambientais através do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) SESMT b) Avaliação quantitativa dos agentes químicos ambientais – composição do mapeamento de risco respiratório da Unidade. SESMT c) Mapeamento pontual das concentrações dos contaminantes e das fontes geradoras. SESMT d) Medições pontuais e/ou pessoais, informações atualizadas sobre a concentração do contaminante no ambiente de trabalho, identificando as áreas de risco e estabelecendo procedimentos de controle de ordem coletiva e/ou individual adequados, quando necessário, conforme parâmetros de avaliação e conduta abaixo discriminados. SESMT e) Definição dos tipos de EPR a serem aplicados. SESMT f) Definição da população exposta aos riscos químicos ocupacionais, segundo avaliação técnica. SESMT g) Avaliação médica, do pessoal exposto aos riscos ocupacionais e obrigados a utilização da proteção respiratória, com anotação no prontuário médico. Quando o médico do trabalho detectar restrições ao uso de EPR, em empregado obrigado ao uso do mesmo, informará o fato à área de engenharia de segurança trabalho e ao RH para as providências cabíveis. SESMT
  4. 4. PPR www.cpsol.com.br 4 h) Definição da necessidade de monitorização de exposição através de espirometria. (Monitorização tem o objetivo de aferir o estado de saúde respiratória dos trabalhadores expostos às áreas de risco, constituindo item de controle em relação à aplicação e resultados das medidas de proteção e segurança). SESMT i) Ajuste da proteção respiratória através dos EPR apropriados. SESMT j) Aplicação de treinamento apropriado sobre o controle do risco e a utilização correta, manutenção e guarda dos Equipamentos de Proteção Respiratória. Esse treinamento deve possuir registro adequado, incluindo comprovação por meio de assinatura de lista de presença. SESMT k) Execução dos testes individuais de selagem dos EPR. SESMT l) Registros de treinamento e testes de selagem. Quando se tratar de protetor respiratório do tipo purificador de ar equipado com filtro químico, deve ser anotado no corpo do próprio filtro, com letra legível e à tinta, a data do rompimento do seu lacre. Isso é necessário para monitorização da vida útil do mesmo. SESMT m) Acompanhamento do uso correto e manutenção da proteção respiratória. SESMT n) Auditoria SESMT o) Monitorização periódica dos contaminantes ambientais. SESMT – 5 - APLICAÇÃO Em todas as Unidades da CP SOLUÇÕES, inclusive terceiros. 6 – CONSIDERAÇÕES GERAIS 6.1 Seleção de Respiradores Para a seleção de respiradores devemos considerar: A atividade do usuário e a sua localização na área de risco. Exemplo: Se o trabalhador permanece continuamente ou não na área de risco durante o turno de trabalho é leve, médio ou pesado. Em caso de extremo esforço, a autonomia de uma máscara autônoma fica reduzida pela metade. O tempo de permanência do trabalhador na área que apresenta o risco Característica físicas e funcionais dos respiradores, bem como suas limitações Utilizar somente respiradores com certificado de aprovação A seleção do respirador exige o conhecimento de cada operação, para determinar os riscos que possam estar presentes e assim selecionar o tipo e a classe do EPI que proporcione proteção adequada
  5. 5. PPR www.cpsol.com.br 5 Etapas para a identificação do risco Determinar o contaminante que pode estar presente no ambiente de trabalho Verificar se existe limite de tolerância, ou qualquer outro limite de exposição, ou estimar a toxidez do contaminante. Verificar se existe concentração IPVS para o contaminante Verificar se existem regulamentos ou legislação específica para o contaminante. Se existir, a seleção do respirador dependerá destas indicações Medir o teor de oxigênio no ambiente Solicitar laudo técnico com a concentração do contaminante no ambiente determinando o estado físico da substância Verificar se o contaminante é irritante e/ou corrosivo para olhos e pele. Se o contaminante é vapor ou gás, verificar se é conhecido o limiar de odor, de paladar ou de irritação da pele Dividir a concentração medida ou estimada do contaminante pelo limite de exposição ou valor de orientação para obter o Fator de Proteção Requerido. Se mais de uma substância estiver presente, considerar os efeitos combinados em vez de considerar o efeito isolado de cada substância. Se o contaminante for somente gás ou vapor, escolher o filtro químico apropriado ESPECIFICAÇÃO DE PARÂMETROS DE AVALIAÇÃO E CONDUTA PARÂMETRO CONDUTA 1. Concentração do contaminante ambiental menor que o Nível de Ação (½ do valor do Limite de Tolerância). A priori, nenhuma ação de controle se faz necessária. 2. Concentração do contaminante ambiental igual ou maior que o Nível de Ação e Menor que o Limite de Tolerância. De acordo com as características toxicológicas do contaminante ambiental e a forma da exposição ocupacional, as ações de controle podem variar desde a simples monitorização periódica do contaminante a intervenções na exposição ou na dispersão. A conduta será sempre indicada no laudo técnico de avaliação ambiental. Aceitável o controle da exposição por meio de proteção respiratória individual, do tipo purificadores de ar com peça semi-facial.
  6. 6. PPR www.cpsol.com.br 6 3. Concentração do contaminante ambiental até cinco vezes maior que o valor do limite de tolerância. Implantação imediata de proteção respiratória adequada. Tolerável o controle da exposição por meio de proteção respiratória individual, do tipo purificadores de ar com peça semi-facial. Quando possível é indicada a interferência nas fontes de emissão dos contaminantes. 4. Concentração do contaminante ambiental entre cinco e dez vezes o valor do limite de tolerância. Implantação imediata de proteção respiratória adequada como medida provisória de controle. Não é aceitável o controle da exposição unicamente por meio de proteção respiratória individual, do tipo purificador de ar com peça semi-facial. Aceitável o controle da exposição por meio de proteção respiratória do tipo ar mandado ou autônomos com peça semi-facial. Tolerável o controle da exposição por meio de proteção respiratória individual do tipo purificadores de ar com peça facial inteira. Necessidade a priori de intervenção nas fontes de dispersão dos contaminantes. 5. Concentração do contaminante ambiental entre dez e cinqüenta vezes o valor do limite de tolerância. Aceitável o controle da exposição por meio de proteção respiratória do tipo ar mandado ou autônomos com peça facial inteira. Tolerável o controle temporário da exposição por meio de proteção respiratória individual do tipo purificadores de ar com peça facial inteira. Dependendo das características da exposição e dos aspectos toxicológicos do contaminante ambiental, pode haver a obrigatoriedade de interferência nas fontes de emissão dos contaminantes. Isso é definido em laudo técnico de avaliação ambiental. 6. Concentração do contaminante ambiental entre 50 e 100 vezes o valor do limite de tolerância. Tolerável o controle temporário da exposição por meio de proteção respiratória do tipo ar mandado ou autônomos com peça facial inteira. Dependendo das características da exposição e dos aspectos toxicológicos do contaminante ambiental, pode haver a obrigatoriedade de interferência nas fontes de emissão dos contaminantes. Isso é definido em laudo técnico de avaliação ambiental. 7. Concentração do contaminante ambiental entre 100 e 500 vezes o valor do limite de tolerância. Não deve ser permitida a exposição sem proteção respiratória autônoma ou ar mandado, ambas com pressão positiva. Quando viável, devem ser tomadas medidas de controle de dispersão dos contaminantes, nas suas fontes de dispersão.
  7. 7. PPR www.cpsol.com.br 7 8. Concentração do contaminante ambiental maior que 500 vezes o valor do limite de tolerância. Não é permitida a exposição. 6.2 AÇÕES COMPLEMENTARES No caso de implantação ou modificação da proteção individual, todas as instruções sobre os tipos de protetores aprovados e disponibilizados, procedimentos sobre o uso, guarda e manutenção, serão tratados sempre através de documentação formal com título de "ORDEM DE SERVIÇO DE SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL". Essa ORDEM DE SERVIÇO ficará exposta, em quadro de aviso, durante um tempo aproximado de 45 dias e será sempre relembrada por ocasião dos treinamentos ou reciclagem dos trabalhadores, sendo também mantida em arquivo específico no RH, SESMT ou na própria Área. Por ocasião da entrega de EPR aos empregados, o SESMT preencherá a FICHA DE CONTROLE DE ENTREGA E RECEBIMENTO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL, a qual será assinada pelo empregado e mantida em arquivo, por período de 20 anos após o desligamento do mesmo. Nessa ficha serão também registradas novas substituições e manutenções do EPR. 6.3 TREINAMENTO Devem ser ministrados treinamentos e reciclagem periódica (no mínimo uma vez ao ano) aos funcionários, com a finalidade de garantir o uso correto do EPI . No mínimo devem receber treinamento a Supervisão, o usuário, os funcionários da Brigada de Emergência e da Equipe de Resgate e Primeiros Socorros Funcionário que distribui o respirador: A pessoa que distribui os respiradores deve receber treinamento adequado, a fim de garantir que o trabalhador receba o respirador adequado para a tarefa, definido pelos procedimentos operacionais aqui descritos. Equipe de Resgate e Primeiros Socorros e Brigada de Emergência: As equipes de atendimento para casos de emergência e de salvamento, como brigadas de incêndio, devem ser criadas pelo SESMT, e treinadas sobre o uso de respiradores. Deve ser estabelecido um programa conveniente de treinamento que inclua a simulação de emergências para assegurar a eficiência e a familiaridade dos membros da equipe, no uso de respiradores, durante as tarefas realizadas nas operações de emergência e salvamento.
  8. 8. PPR www.cpsol.com.br 8 Usuário do Protetor Respiratório: O usuário deve ser instruído e treinado sobre o uso correto do respirador, bem como sobre suas características e limitações. Os supervisores também devem ser instruídos. O treinamento deve proporcionar ao usuário a oportunidade de manusear o respirador, ajustá-lo corretamente, fazer a verificação de vedação, usá-lo em ambiente não contaminado, durante o tempo suficiente para se familiarizar com ele, e finalmente em uma atmosfera de teste. Cada usuário deverá receber instruções sobre a vedação e o treinamento para o ensaio de vedação, onde o usuário receberá instruções práticas de como se deve colocar, ajustar, e avaliar se o equipamento está ajustado corretamente. Os respiradores não devem ser colocados, quando algumas condições possam impedir uma boa vedação como barba crescida, costeletas, abas de capuzes ou roupas que cheguem até ao respirador, hastes de óculos, etc.. O ensaio de vedação consiste em confirmar, se um respirador que já passou no teste de pressão negativa ou positiva, realmente se adapta bem ao rosto de um dado indivíduo. Esse ensaio é feito em uma sala, fora da área de risco e geralmente usa-se um agente químico ao redor do rosto observando a reação do usuário. Os agentes químicos utilizados nos ensaios qualitativos são: Acetato de Isoamila (óleo de banana); Sacarina; Fumos Irritantes. Os trabalhadores da Unidade que necessitem usar respiradores devem ser orientados a fazer a barba diariamente, sendo proibido o uso de barba. O empenho dos trabalhadores na observação desses cuidados deve ser avaliado por verificações periódicas. Para garantir a proteção adequada, a vedação do respirador deverá ser verificada cada vez que o usuário for usá-lo, obedecendo as instruções do fabricante. Cada trabalhador deverá receber, quando viável, um respirador para uso exclusivo. Todo usuário deve receber treinamento inicial, quando é designado para uma atividade que exija o uso de respirador, e a cada 12 meses o treinamento se repete. Para cada usuário, deve ser mantido registro no qual conste a data, o tipo de treinamento recebido, a avaliação do resultado obtido e o nome do instrutor. No final do treinamento, o usuário deverá receber um Certificado de Participação no Treinamento de Usuário de Protetor Respiratório .
  9. 9. PPR www.cpsol.com.br 9 6.4 Ensaios de Vedação Todo usuário de respirador com vedação facial deve ser submetido a um ensaio de vedação qualitativo, ou quantitativo, para determinar se o respirador se ajusta bem ao rosto Devem ser mantidos registros dos ensaios de vedação que devem conter as seguintes informações; Procedimento operacional escrito sobre o ensaio de vedação, incluindo critério de aceitação/rejeição Equipamento e instrumentação utilizado para o ensaio Calibração, manutenção e reparo nos equipamentos e instrumentos usados, se necessário Nome e identificação do operador do ensaio Identificação completa do respirador ensaiado Nome e identificação do funcionário usuário do respirador Data do ensaio Resultado do ensaio Ensaio de “vedação” no respirador escolhido Esse ensaio deverá ser feito na presença de pessoal técnico especializado em Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho e/ou Auxiliar de Enfermagem do Trabalho. • A pessoa submetida ao teste deve colocar e ajustar o respirador sem assistência de ninguém, usando aproximadamente 10 minutos antes do início do ensaio. A pessoa não deve comer, beber ou mascar goma, pelo menos 15 minutos antes do ensaio de vedação. • Usar um segundo nebulizador, para nebulizar a solução dentro do capuz. Deve estar marcado de modo visível para distinguí-lo do usado durante o ensaio preliminar. • Preparar a solução dissolvendo-se 83g de sacarina em 100ml de água morna. Como antes, a pessoa deve respirar com a boca aberta e a língua para fora. Colocar o nebulizador no orifício do capuz e nebulizar a solução para o ensaio de vedação, usando a mesma técnica do ensaio preliminar de acuidade de paladar, e o mesmo número de bombadas necessárias para obter a resposta naquele ensaio. • Após a geração do aerossol, ler as instruções para a pessoa que usa o respirador. Cada exercício deve ser realizado durante 1 minuto: • Respire normalmente.
  10. 10. PPR www.cpsol.com.br 10 • Respire profundamente. Esteja consciente que sua respiração seja profunda e regular. • Vire a cabeça completamente para um lado e para outro. Inale em cada lado. Esteja certo de que os movimentos foram completos. Não deixe o respirador bater nos ombros. • Movimente a cabeça para cima e para baixo. Inale enquanto a cabeça estiver voltada para cima. Esteja certo de que os movimentos foram completos. Não deixe o respirador bater no peito. • Durante alguns minutos leia em voz normal o texto indicado (aproximadamente 20 palavras). • Ande sem sair do lugar. • No início de cada exercício, bombear o nebulizador a metade do número de vezes empregada no ensaio de acuidade de paladar. A pessoa deve avisar ao operador do ensaio o instante em que sentir o gosto de sacarina, significando que a vedação não foi satisfatória; neste caso, procurar outro respirador e repetir o processo. • Pessoas aprovadas neste ensaio podem usar respiradores com peça semi- facial em ambientes com concentração até 5 vezes o limite de tolerância. Se a pessoa sentir dificuldade para respirar, durante a realização do ensaio de vedação, deverá ser encaminhada a um médico especialista em moléstias pulmonares para verificar se tem condições de executar o trabalho previsto. 6.5 INFORMAÇÕES TÉCNICAS 6.5.1 - CLASSIFICAÇÃO DOS FILTROS MECÂNICOS CLASSE DO FILTRO PENETRAÇÃO MÁXIMA PERMITIDA RESISTÊNCIA MÁXIMA Á RESPIRAÇÃO P1 20% 6 21 P2 6% 7 24 P3 0,05% 12 42 6.5.2 - FUNCIONAMENTO DO FILTRO MECÂNICO O filtro mecânico é constituído por fibras que retém partículas. As fibras deixam entre si espaços vazios que denominamos “poros”, através dos quais escoa- se o ar. A dimensão dos poros depende do diâmetro das fibras: • Fibras finas deixam poros pequenos • Fibras grossas deixam poros grandes
  11. 11. PPR www.cpsol.com.br 11 A camada de fibras tem cerca de 4mm de espessura. As partículas ficam presas nos filtros porque foram captadas pelos mecanismos de: • Impacto direto (peneiração) • Atração Eletrostática • Inércia entre outros 6.5.3 - MECANISMO DE CAPTURA DE PARTÍCULAS NOS RESPIRADORES COM FILTRO MECÂNICO Impacto Direto: • Se o raio da partícula é menor que o diâmetro, ela toca a fibra e fica presa; • Se a distância entre duas fibras é menor que o diâmetro da partícula, ela fica retida. É o efeito peneiração. O Filtro de fibras de vidro classe P2 e P3 , funciona segundo esse mecanismo de captura. Ação Eletrostática: O campo elétrico da fibra carregada de eletricidade induz cargas elétricas de sinal contrário, nas partículas de algodão que se aproximam, atraindo as partículas. Assim capturadas, elas não se deslocam mais, resultando na filtragem do ar. Os formatos usuais de filtros energizados podem ser planos (circular e formato de oito) ou ondulados (circular). 90% dos filtros usados no mundo pertencem à categoria dos filtros energizados; estes, geralmente são de classe P1 e P2. 6.5.4 - MANUTENÇÃO DO PROTETOR RESPIRATÓRIO Os respiradores devem ser limpos e desinfetados regularmente. Aqueles usados por um só trabalhador devem ser limpos, após cada jornada de trabalho. Aqueles respiradores usados por mais de um usuário devem ser limpos, antes que outro utilize. O gerente da área deve providenciar local e meios para a limpeza e manutenção, e providenciar instruções escritas e detalhadas sobre como efetuar a limpeza, inspeção e manutenção. Os respiradores limpos devem ser guardados em local limpo e com boas condições de higiene, no próprio local onde se faz a limpeza e manutenção. 6.5.5. INSPEÇÃO E RECICLAGEM Com a finalidade de verificar se o respirador está em boas condições, o usuário deve inspecioná-lo, imediatamente, antes de cada uso. Após cada limpeza e higienização, cada respirador deve ser inspecionado para verificar se está em condições de uso, se necessita de substituição de partes, reparos ou se deve ser jogado fora. Os respiradores guardados para emergência ou resgates devem ser inspecionados, no mínimo, uma vez por mês.
  12. 12. PPR www.cpsol.com.br 12 A inspeção deve incluir: • Condições da cobertura das vias respiratórias, tirantes, tubos, correias e filtros; • Datas de vencimento nas prateleiras; • Indicadores de vida útil; • Todo componente de borracha ou de outro elastômero deve ser inspecionado para verificar a sua elasticidade e sinais de deterioração; • Em respiradores de resgate e emergência devem constar registros com data de cada manutenção; Os que não satisfazem os critérios da inspeção devem ser imediatamente retirados de uso, enviados para reparo ou substituição. A substituição é feita por pessoas treinadas na manutenção e montagem de respiradores. Somente devem ser usadas peças de substituição indicadas. 6.5.6 - GUARDA • Os respiradores devem ser guardados de modo a estarem protegidos contra agentes físicos e químicos, tais como: vibração, choque, luz solar, externo, umidade excessiva ou agentes químicos agressivos. • Não devem ser colocados em gavetas ou caixas de ferramentas, a menos que estejam protegidos contra contaminação, distorção e outros danos. • Os equipamentos utilizados para emergências e resgates, que permaneçam na área de trabalho, devem ser facilmente acessíveis, durante todo o tempo, e devem estar em armários ou estojos marcados, de modo que sua identificação seja imediata. A eficiência do programa deve ser verificada por inspeções regulares e por uma auditoria anual feita pelo sistema de auditoria interno. 6.5.7 - AUDITORIA Itens relevantes a serem auditados: • Existência da avaliação ambiental atualizada; • Interpretação dos resultados; • Aplicação da medidas de controle recomendadas; • Aplicação de EPR: • Registro da sua indicação e especificação; • Registro de indicação dessa especificação a área de compras; • Fornecimento do EPR; • Treinamentos dos usuários dos EPR; • Registros da realização dos ensaios de vedação dos EPR; • Monitorização da vida útil dos EPR; • Condições de higienização e guarda dos EPR; • Registro nos cartuchos químicos dos EPR (quando for o caso) da data do rompimento dos seus lacres; • Registro nas fichas e controle de fornecimento de EPI dos EPR aos seus usuários.
  13. 13. PPR www.cpsol.com.br 13 Área:Local: Unidade: Responsável: TESTE DE SELAGEM DE PROTETOR RESPIRATÓRIO KIT UTILIZADO / MARCA MODELO Em cumprimento ao que determina a Instrução Normativa n.º 1/94 do Ministério do Trabalho e Emprego executamos os testes de selagem dos protetores respiratórios no trabalhador abaixo identificado, utilizando o seguinte procedimento: 10 - Teste de sensibilidade, utilizando o capuz e nebulizador n.0 1, para que o trabalhador possa detectar o sabor da solução de teste na versão bastante diluída para o ensaio de vedação. 20 - Ajuste do protetor respiratório no trabalhador. 30 - Colocação do capuz no trabalhador com o protetor respiratório. 40 - Injeção de solução para ensaio no interior do capuz, utilizando o nebulizador n0 2. 50 - Após a injeção do aerossol, o trabalhador executou os seguintes exercícios durante o tempo de sessenta segundos cada: a) respiração normal parado. b) respiração profunda - inspiração/expiração profunda. c) virar a cabeça de um lado para o outro - o movimento foi executado ao ritmo de um giro da cabeça a cada dois segundos. d) inclinar a cabeça para baixo e para cima - o movimento foi executado ao ritmo de uma inclinação da cabeça a cada dois segundos. e) o trabalhador pronunciou as seguintes palavras: Ana, Céu, Botas, Luvas, Garrafa, Aura, Quadrado, Novidade, Respiratória e Pele. RESULTADO DO TESTE: PROTETOR RESPIRATÓRIO MARCA - MODELO VEDAÇÃO SATISFATÓRIA VEDAÇÃO INSATISFATÓRIA PARECER FINAL Protetor (es) Respiratório (os) Indicado (s): MARCA/MODELO TÉCNICO RESPONSÁVEL DRT OU DOCUMENTO IDENTIDADE ASSINATURA LOCAL E DATA Declaro que nesta data me submeti ao teste de selagem do(s) protetor(es) respiratório(s) acima descrito(s), estando ciente do resultado obtido. Declaro também estar ciente de que a continuidade do resultado satisfatório, depende da correta adaptação do protetor respiratório, de sua manutenção e da ausência de barba durante sua utilização diária. NOME DO EMPREGADO DRT: ASSINATURA LOCAL E DATA:
  14. 14. PPR www.cpsol.com.br 14

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