AS REGRAS CATALOGRÁFICAS SOB OS IMPACTOS DA AMBIÊNCIA DIGITAL

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Enfoca os impactos tecnológicos como um dos motivos que apressaram as mudanças nos códigos de catalogação e catálogo eletrônico. Comenta como a mudança cultural impactada pela tecnologia influe nas mudanças da atividade bibliotecária.

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AS REGRAS CATALOGRÁFICAS SOB OS IMPACTOS DA AMBIÊNCIA DIGITAL

  1. 1. AS REGRAS CATALOGRÁFICAS SOB OS IMPACTOS DA AMBIÊNCIA DIGITAL Fernando Modesto fmodesto@usp.br AACR2 x RDA : Novo cenário na catalogação? http://migre.me/1LxTH I CICLO DE DEBATES - FEBAB
  2. 2. 2 Comentário breve e geral sobre as expectativas e impactos tecnológico sobre o código de catalogação. Objetivo da apresentação
  3. 3. 3 Thrilling Adventures with thrillmer, 14/04/2005, http://www.thrillmer.com/archives/various_comics/index.php A biblioteca tradicional passa por transformações. A atividade bibliotecária requer novos domínios e competências. Os usuários mudam culturalmente.
  4. 4. 44 Comunicação Informal Publicação primária (Periódicos, patentes, livro) Publicação secundária (Índices, sumários, resumos) Publicação terciária Bibliografia, glossário, livros- textos obsolescência racionalização Pesquisador Pesquisa Assunto resultado Rede de Gatekeepers (contatos pessoais ou em grupo) Biblioteca/Centro de Informação Formalizaçã o (escrita) Ciclo da Informação em Multiplataformas. Adaptação por Fernando Modesto, 2008 Colégio Invisível Provê Informação Extratos e resumos Compilação
  5. 5. ANOS 70 • Os eventos da área exploravam as futuras direções dos catálogos de bibliotecas diante da automação. 5 PRINCIPAIS TEMAS  Impacto da automação sobre as regras de catalogação.  Transição do catálogo impresso para o online.  Implicações do código baseado em sistemas manuais para um ambiente eletrônico. Com a popularização dos computadores e dos catálogos eletrônicos impactos surgem sobre os processos catalográficos.
  6. 6. Michael Gorman (ISBD / Editor AACR2) • Defendia (1977) 6 Profissão – cultivar uma atitude mais positiva para a tecnologia. AACR2 – desenvolvimento para catálogo online. Anos 80 - críticas  Incompatibilidade do código com sistemas automatizados.  Código baseado em métodos e problemas existentes sob a situação manual.  Pesquisas sobre como os usuários localizam a informação no catálogo online. Os códigos usados apresentam restrições para uso com ferramentas tecnológicas, na organização da informação. Além de limitações diante do aparecimento de novos suportes.
  7. 7. • O AACR2R é um código escrito para introdução de dados e não para formatos de exibição e de produção requeridos pelos catálogos online. 7 Hagler, R. The consequences of integration. In: Svenonius, Elaine. The conceptual foundations of descriptive cataloging, New York : Academic Press, 1989.  As regras para exibições de formatos bibliográficos no catálogo online...
  8. 8. FICHAS ONLINE • As regras que eram essenciais no catálogo impresso não são mais efetivas no ambiente online. • Online não tem a limitação espacial da ficha. • AACR2 trabalha para ambos, mas não satisfaz as necessidades de informação dos usuários dos catálogos online 8 Ayres, F. H. Duplicates and other manifestations: a new approach to the presentation of bibliographic information. Journal of Librarianship and Information Science, v. 22 no. 4, p. 236-51, Oct., 1990. A visão da ficha catalográfica e suas restrições de configuração tornam-se inviáveis ao ambiente tecnológico, agora mais digitais.
  9. 9. • OPAC muda a aparência e estrutura interna dos catálogos das bibliotecas. • OPAC tem potencial para realizar mais impactos sobre o código, • As regras precisam alcançar as necessidades dos usuários e das tecnologias. 9 Jeffreys, A. AACR after 1978. In: Byford, J. AACR, DDC, MARC and Friends: role of CIG in bibliographic control. London : Library Association, 1993. p. 49-60 Com os OPACs abre-se possibilidades de novas arquiteturas de organização dos registros e de conexões entre eles.
  10. 10. Objetivos • Princípios de Cutter (mais de um século). • Revelar que livros a biblioteca possui de um determinado autor • quais edições ou traduções possui de um determinado livro. • Permitir encontrar um livro do qual se conhece o autor, ou o título, ou o assunto. • Abrangência global em lugar do âmbito local. • Habilidade de apresentar virtualmente os registros. • Qualquer elemento ou palavra na descrição pode servir de ponto de acesso. • Item pode ser descrito em níveis variados de profundidades, conexões etc. 10 OPACCatálogo impresso Mesmo princípios seculares que regulam a finalidade do catálogo sofrem influência tecnológica e ganham uma releitura e um outra dimensão de aplicação.
  11. 11. • A inclusão dos símbolos do ISBD, utilizado na entrada de dados, fornece uma comunicação ao leitor intercalada com partes para o computador. • As simbologias serviriam ao computador, mas o leitor não poderia ser programado para não notá-las e ser distraído por estes símbolos. 11 Lubetzky, S. The tradicional ideals of cataloging and the new revision. In: Freedman, M. J. The nature and the future of the catalog. Phoenix: Oryx Press, 1979. p. 1534-169. [ ] : / . – ( ) [...] [ ?] Apesar dos esforços de se adequar os códigos vigentes para o cenário das máquinas, críticas assinalavam os problemas de comunicação existentes.
  12. 12. Formato MARC • Importante para a automação de bibliotecas. • Projetado em um ambiente de fichas. • Implicações nos OPAC e WebOpacs. 12 • Online, por sua evolução, requerem flexibilidade na estrutura dos registros. Padrões criados com a expectativa do futuro, ainda estavam amarrados à concepções que dificultam explorar o potencial dos catálogos eletrônicos.
  13. 13. 13 Mudanças decorrente das tecnologias 1961 marca o inicio da carreira da automatização dos processos técnicos bibliotecários. Crescimento até os anos 90 foi em uma progressão aritmética e, desde então, geométrica. Converge para que a catalogação não seja somente uma operação nuclear em qualquer rede de biblioteca, mas uma forma de organizar o conhecimento e um agente essencial de sua transferência. Com ela se pretende identificar, descobrir, selecionar e recuperar informações bibliográficas. HSIED – YEE, I. Cómo organizar recursos electrônicos y audiovisuales para su acceso: guía para la catalogación. Buenos Aires : GREBYD, 2002. As mudanças tecnológicas são violentamente aceleradas. Os impactos sobre os processos catalográficos não são mais apenas técnicos, mas culturalmente sentidos.
  14. 14. 14 Web semântica ou inteligente, se apresenta como solução para ordenar o caos informacional existente. Web Semântica (WS) é uma extensão da Web atual em que a informação é dada com significado bem definido habilitando melhor computadores e pessoas para trabalhar em cooperação. Tim Berners-Lee, James Hendler, Ora Lassila. The Semantic Web. Scientific American, May 2001. Disponível em: http://migre.me/1LtRA WS é uma visão: a ideia de se ter dados na Web definidos e interligados de modo que possam ser usados por máquinas não apenas com o propósito de apresentação (display), mas também para automação, integração e reuso de dados entre diversas aplicações  Interoperabilidade. No cenário das redes a necessidade de revisão dos processos catalográficos torna-se fundamental.
  15. 15. 15 Sr. aqui é uma biblioteca. Se você procura um livro vá a livraria Fonte: libr.org http://migre.me/2tYGK O desafio do bibliotecário é compreender as transformações e equilibra- las com as funções da biblioteca. Isto sem que ela não se descaracterize e nem deixe de ser contemporânea.
  16. 16. 16 Cenário “Imagine um forno de microondas que, através da Internet, consulta um site de comidas congeladas para otimizar parâmetros de cozimento” A codificação dos dados e sua representação não deve fazer sentido apenas ao humano, mas também as máquinas.
  17. 17. 17 Metadados  WS  Cenário 1: busca por um livro numa biblioteca  Cenário 2: busca por um vídeo numa locadora  Cenário 3: busca por um perfil em uma rede social de relacionamento  Metadata: Dado sobre Dado • Principal uso: recuperar informação Cenário A atividade bibliotecária precisa então incorporar novos modelos e processos que facilitem a busca da informação, agora em ambiente digital.
  18. 18. 18 O que é um Recurso? [...] qualquer coisa que tenha identidade. Por exemplo um documento eletrônico, uma imagem, um serviço (como por exemplo o informe do tempo que fará hoje em Los Angeles), e uma coleção de outros recursos. Nem todos os recursos têm que ser recuperáveis através da rede; por exemplo, pessoas, corporações, e livros de uma biblioteca são também considerados recursos. World Wide Web Consortium (W3C) – www.w3c.org The Internet Engineering Task Force (IETF) No ambiente da Web uma preocupação crescente é a elaboração de linguagens que permitam a descrição de recursos. Os instrumentos biblioteconômicos precisam fornecer condições ao bibliotecário que lida com as mudanças do impresso para o digital.
  19. 19. Concluindo...... • As regras não são estáticas e devem ser pertinentes aos materiais no qual se aplicam, como também para o ambiente no qual os registros bibliográficos são criados e tornados acessíveis. • Acesso à Informação relevante se tornará mais eficiente e preciso (WS) 19 O universo bibliográfico está em expansão. O ferramental bibliotecário deve acompanhar ou mesmo adiantar-se.
  20. 20. 20 Você não tem nenhum livro, não é? A biblioteca do presente e do futuro, como as de todas as épocas, aspira oferecer a sociedade o conhecimento com independência de seu suporte e direção.
  21. 21. 21 ORGANIZE E PROTEJA AS IDEIAS, OS PENSAMENTOS E A EMOÇÃO, INSTALE UMA BIBLIOTECÁRIA NO HD DO SEU CORAÇÃO, O MELHOR ANTI-VÍRUS CONTRA A DESINFORMAÇÃO. Obrigado! http://migre.me/1LxTH
  22. 22. 22 Nascido em Campinas/SP. Bacharel e Mestre em Biblioteconomia e Documentação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCamp. Doutor em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP. Pós-Doutorado pela Universidade Carlos III de Madrid, Espanha. Professor de Biblioteconomia na USP. Mais textos interessantes: http://www.ofaj.com.br José Fernando Modesto da Silva http://www.eca.usp.br/prof/fmodesto

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