A lírica camoniana e poemas do séc. xx

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A lírica camoniana e poemas do séc. xx

  1. 1. A Lírica Camoniana e Poemas do Séc. XX Disciplina: Português Ano Lectivo: 2012/2013 Trabalho realizado por: • Mariana Tubarão nº 14, 10ºG • Mónica Perdigão nº 15, 10ºG
  2. 2. Apresentação dos PoemasMudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades de Luís Camões Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança; todo o Mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, diferentes em tudo da esperança; do mal ficam as mágoas na lembrança, e do bem (se algum houve), as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, que já coberto foi de neve fria, e, enfim, converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, outra mudança faz de mor espanto, que não se muda já como soía. Dies Irae de Miguel Torga Apetece cantar, mas ninguém canta. Apetece chorar, mas ninguém chora. Um fantasma levanta A mão do medo sobre a nossa hora. Apetece gritar, mas ninguém grita. Apetece fugir, mas ninguém foge. Um fantasma limita Todo o futuro a este dia de hoje. Apetece morrer, mas ninguém morre. Apetece matar, mas ninguém mata. Um fantasma percorre Os motins onde a alma se arrebata. Oh! maldição do tempo em que vivemos, Sepultura de grades cinzeladas, Que deixam ver a vida que não temos E as angústias paradas!
  3. 3. Análise Formal e Temática
  4. 4. • Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades – Análise Formal o Esta composição poética é um soneto constituída por duas quadras e dois tercetos. Quanto ao verso, encontramos ao longo no poema 14 versos formadas por dez sílabas métricas (decassílabos). O esquema rimático é abba/abba/cdc/dcd que corresponde a uma rima interpolada e emparelhada (abba) e cruzada (cdc/dcd). Podemos encontrar ainda rima consoante (vontades/qualidades), grave ou feminina (saudades/novidades;) e rica (fria (adj.)/dia
  5. 5. • Análise Temática o Tema: Mudança o Assunto: O poema afirma a instabilidade do mundo quanto à mudança, pois esta “aparece” quando as pessoas menos esperam e é causa pelo sofrimento destas. Vêm associada à passagem do tempo.
  6. 6. o Divisão do Texto em partes: • 1º parte – Apresenta-nos a temática da mudança, explicitada através dos versos “muda-se o ar, muda-se a confiança; / Todo o mundo é composto por mudança.” e que envolve os sentimentos, o carácter, a confiança e os valores humanas. • 2º parte – o Eu poético dá a sua opinião quanto à mudança, mostrando o seu pessimismo e frustração relativamente a esta, pois acha que
  7. 7. • 3º parte – O sujeito poético faz uma comparação entre si e a natureza, que pode ser visto através das expressões “neve fria/verde manto” que se refere à passagem do Inverno para a Primavera e ainda há referência ao seu estado de espírito (reflectido pela natureza) “choro/doce canto”. • 4º parte – o sujeito poético parece estar conformado com o decorrer natural da mudança, mas algo o incomodo (que já não se muda como
  8. 8. o Sentimentos Expressos • Pessimismo; • Frustração; • Conformado; • Saudade; • Mágoa. o Natureza • Passagem do Inverno para a Primavera (neve fria/verde mando)
  9. 9. o Recursos Estilísticos • Anáfora – “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.” • Metáfora - “O tempo cobre o chão de verde manto.” • Adjectivação Anteposta – “verde manto” • Hipérbole – “Todo o mundo é composto de mudança.” • Antítese – “Em mim converte em choro o doce canto.”
  10. 10. • Dies Irae – Análise Formal: oEsta composição poética é constituída por quatro estrofes, todas elas quadras. Quanto ao verso, encontramos ao longo do poema estrofes formadas por versos nove sílabas métricas (eneassílabos – 1º,2º e 4º versos) e de cinco sílabas métrica (redondilha menor – 3º verso).O esquema rimático é abab/cdcd que corresponde a uma rima cruzada. Podemos encontrar
  11. 11. • Análise Temática o Tema: Mudança e Revolta o Assunto: O poeta critica e rejeita a ditadura, diz aquilo que ninguém diz, é a voz da mudança: “Um fantasma levanta a mão do medo”/“Oh! maldição em que vivemos,”. O poeta exprime a sua angústia e o seu desespero face ao mundo. O Eu poético exprime o
  12. 12. o Divisão do Texto em partes: • 1º parte – O poeta critica a sociedade, revelando o seu descontentamento; • 2º parte – Justificação da sua revolta pela pressão do “fantasma”. o Sentimentos Expressos: • Medo; • Angústia; • Desespero; • Revolta; • Constrangimento; • Descontentamento.
  13. 13. o Recursos Estílisticos: • Anáfora – “Apetece-me cantar, mas ninguém canta.”/ “Apetece-me chorar, mas ninguém chora.” • Antítese – “Os motins onde a calma se arrebata.” • Metáfora – “E as angústias paradas!” • Personificação – “A mão do medo sobre a nossa hora.”
  14. 14. Justificação das Nossas Escolhas • Os dois poemas são marcados por uma visão do mundo dinâmica. A natureza e o homem, com os seus sentimentos e afectos, estão sujeitos a mudança. Essa é a essência das coisas. Mas, para o homem, as transformações são sempre para pior, e de nada adianta estar prevenido, pois a mudança é imprevisível, uma vez que ela própria também muda. • Pela análise dos dois poemas também podemos verificar que os dois têm uma composição próxima, apesar de terem sido

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