10 passos para_sair_do_modo_automatico

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10 passos para_sair_do_modo_automatico

  1. 1. você no controle 10 passos para sair do modo automático chris dornellas www.clicandoeandando.com da sua fotografia
  2. 2. Se você já está tirando foto há um tempo e quer se aventurar por novos horizontes, assumir o controle de sua câmera e conhecer de fato a fotografia, continue lendo! :D uma breve introdução Sabendo que nosso objetivo aqui nesta vida é evoluir, as- sim deve ser também na fotografia! Assim como você, eu também insistia em continuar no modo automático. Sim, é cômodo e não corria o risco de “perder” nenhuma foto. Eu tinha uma câmera simples, pequena, que só tirava foto no automático. Na época, fazia estágio no marketing de uma empresa e hora ou outra, precisávamos con- tratar algum fotógrafo. Foi quando resolvi procurar uma faculdade e entrei para a turma de Comunicação Digital, com ênfase em Fotografia. E num belo dia surrupiei a câmera do meu pai, na época uma Canon Powershot S2, que permitia ajustes manuais. Que maravilha, pensei! Finalmente vou poder aprender a tirar foto de verdade! Mas eu não tinha ideia do que eram todas aquelas opções na câmera - ou melhor, não sabia como balancear pra fazer a boa foto: Modos Av, Tv, P, M... E a princípio fiz o que todo mundo deve fazer – penso eu: mudava de uma opção para outra, sem saber o que cada uma significava e saía tirando fotos aleatórias, na esperança de que alguma delas ficasse boa. Que ótima ideia! Era só decepção quando ia ver as fotos no computador: a maioria fora de foco, com baixa velo- cidade de disparo, o que resultava num borrão! Isso quando eu não prestava atenção no enquadramen- to e fazia aquela foto sem sentido algum. Enfim, precisava tomar uma atitude! Como gostava demais de fotografia e queria de fato aprender aquilo, fui fazer o dever de casa e estudar! Chega de preguiça e de achar que vou descobrir tudo sozinha apertando botões aleatórios da câmera. Chega de tentativa e erro! Quando os resultados não saem como gostaríamos, o jeito é mudar a estratégia. Passei a devorar tudo relacionado à fotografia. Livros, sites especializados, principalmente de fora do Brasil, entrei em fóruns e passei a praticar mais. Também fui pesquisar sobre grandes fotógrafos e foi quando me encantei com a fotografia de Araquém Alcântra, Ansel Adams, Annie Leibovitz, Sebastião Salgado, isso só para citar alguns entre tantos outros grandes nomes! Depois de horas incansáveis de pesquisa e estudo, percebi que estava deixando de fazer algo de extrema importância. A causa de tudo. Eu não pensava na foto, simplesmente mirava e clicava. Não prestava atenção na composição da minha foto, no objeto principal e como ele interagia com o resto do quadro. Não posicionava nada e com isso a foto era pobre, sem graça e ainda por cima fora de foco ou mal exposta. Pois bem, conforme fui estudando as técnicas, praticando, e me inspirando nas grandes obras, passei a desenvolver meu olhar e a pensar antes de dar o clique. O resultado começava a mudar. A práti- ca passou a ser constante e eu me tornava cada vez mais contente com os resultados! Vendo minha empolgação, meu marido começava a me perguntar sobre câmeras... E mais um fotógrafo surgia no mundo! Comecei a ‘dar aulas’ para ele, e com isso percebi que já sabia um bocado
  3. 3. de coisas! Fiquei surpreendida comigo mesma. Na época a gente tinha um quadro branco em casa e a noite ou finais de semana, lá estava eu desenhando um obturador ou fazendo algum rabisco enquanto explicava a ‘matéria’ pra ele. Começamos a sair juntos pra fotografar todos os finais de semana. Na época ele acabou optando em comprar uma superzoom, que é uma ótima para começar! Ele estava feito criança com brinquedo novo! E eu me achando a professora de fotografia. Como é de se esperar depois de uma boa dose de persistência e dedicação, começamos a notar que nossa fotografia melhorava e ganhava uma identidade. Era comum a gente sentar juntos e rever as fotos um do outro, comentando o que tinha ficado bom e o que podia melhorar. Tive minhas primeiras experiências fotografando evento, acompanhando amigos fotógrafos. Foi quando alguns amigos começa- ram a perguntar sobre nossas fotos e pedir que fotografássemos pra eles. Eu e o Elton então pensamos e decidimos fotografar evento juntos. Afinal eu tinha adquirido uma certa experiência e poderia ajudá-lo com a possível ansiedade! Foi então que passamos a fotografar aniversário, casamento, e até espetáculo. O tempo foi passando... Formamos uma dupla e tanto e seguimos juntos, fotografando alguns eventos e a nossa paixão, natureza. Nessa altura era comum a gente dar uma escapada nos finais de semana para alguma cidade- zinha, atrás de novos ares e com eles novas paisagens, aves, insetos e tudo mais que se encontra pela natureza. Juntos continuamos a aprender e um passou a ensinar o outro quando aprendia algo novo. Crescemos juntos. E com isso, é comum amigos virem nos pedir alguma informação sobre equipamento ou alguma técnica específica. Sempre ficamos contentes em ajudar, pois sabemos como é o começo e o tanto de informação pra absorver e entender. É como aprender a dirigir! Ou aprender qualquer coisa nova! O começo é sempre mais difícil... Até que a coisa começa a fluir, e você nem precisa pensar tanto nos botões, seus dedos já sabem o que fazer e então você pode se concentrar totalmente na criação de sua imagem! E foi pensando em tudo isso que decidi fazer esse ‘guia’. A ideia é realmente ajudar quem ainda não deu os primeiros passos para sair do automático, ou mesmo se você já andou tentando algo diferen- te, mas não está satisfeito com os resultados, então com certeza se beneficiará das dicas que comparti- lharemos aqui. Mas chega de lero-lero e vamos ao que interessa!
  4. 4. É claro que não se aprende a fotografar em 10 passos. Digamos que esses são os 10 passos ini- ciais de sua caminhada. Como tudo que se aprende, é preciso prática! A melhora de fato vem quando botamos a mão na massa e agimos. Então, agora você vai aprender a ter controle sobre sua câmera. Vai aprender a dizer a ela como e o que você quer fotografar. Quanto mais você praticar e se inspirar mais vai se surpreender com o resultado. Como disse Confúcio: “Aquilo que escuto eu esqueço, aquilo que vejo eu lembro, aquilo que faço eu aprendo.” E para que você aproveite ao máximo o conteúdo desta apostila, sugiro que tenha em mãos uma câmera que permita ajustes manuais (modo M). Aconselho também que tenha por perto o manual da sua câmera pois as funções são diferentes entre os tantos modelos e fabricantes. É como aprender a tocar violão: no começo precisamos aprender as notas, as cordas o ritmo. Mas aprender esses conceitos é só o começo! Sabendo ‘como’ produzir o som você vai poder tocar a sua própria música e decidir o que tocar e por que. Com a fotografia é a mesma coisa e aqui você vai aprender como fotografar e depois pode decidir por um tema que te agrade mais. Mas é fundamental ter em mente essas 2 perguntas: O que e Por que você quer fotografar?
  5. 5. 10 passos para sair do modo automático Simplificamos ao máximo para que você coloque em prática o quanto antes. Se falamos de fotografia, falamos de interpretar a luz. E saber fazer a exposição correta é sim- plesmente saber como controlar essa luz para que ela forme a nossa imagem. As cores dos objetos, pessoas, paisagens refletem luz, algumas em maior e outras em menor intensidade. Como por exemplo o branco, que reflete toda a luz enquanto o preto (ausência de cor) absorve toda a luz. O sensor da câmera capta a luz atravéz da lente (na verdade, capta informações) do mesmo modo que nossos olhos (com a diferença de que nossos olhos são bem superiores nessa tarefa!). O que o sensor da câmera e nossos olhos captam - cada um a seu modo - é a luz refletida dos objetos, cada uma com suas informações e intensidades diferentes. Ou seja, a câmera interpreta a luz e podemos ver através do fotômetro se a exposição está adequada ou não. 1 - Entendendo a exposição e o fotômetro Se prestar atenção no visor da sua câmera, verá essa linha pontilhada com os valores que vão de -2 a +2. A leitura dele é bem simples: se o ponteiro estiver para a esquerda (com os valores negativos) a câmera interpretou que sua fotografia estará subexposta (com pouca luz). Já se o ponteiro estiver na direita, a câmera considera que sua foto estará superexposta (com muita luz). Precisamos fazer com que o ponteiro fique o mais próximo do zero (do centro). E para conseguir a melhor exposição precisamos balancear 3 coisas: ISO, abertura e o tempo de exposição. E vamos ver cada uma delas aqui!
  6. 6. Ao pressionar metade do botão da sua câmera para fazer o foco, já é possível ver o fotômetro em ação. Preste atenção antes do clique: o ponteiro está em algum dos lados ou está no meio? Econo- mize cliques desnecessários e crie o hábito de olhar o fotômetro! E você ainda vai me agradecer por essa dica. Foto superexposta Foto balanceada Foto subexposta É claro que a exposição é algo subjetivo. A princípio é importante entender como balancear cor- retamente as confirgurações da câmera para obter uma ‘exposição correta’. Mas com o tempo passamos a perceber a luz de modo diferente e então podemos optar por criar uma foto “subexposta” (low key) ou “superexposta” (high key) de propósito. Mas cuidado! Antes entenda o conceito e pratique para depois brincar e quebrar as regras!
  7. 7. Essa é a primeira dentre as 3 coisas que precisamos balancear para conseguir uma boa exposição. O diafragma se parece com a nossa pupila: fica maior em situações de pouca luminosidade, para captar mais luz e diminiu quando tem bastante luz disponível. Na câmera é possível determinar a abertura do dia- fragma e com isso determinar a quantidade de luz que vai passar pela lente. Quanto maior a abertura mais luz entra. 2 - afinal, o que é diafragma? A abertura do diafragma é medida pelo valor de “f”, sendo que quanto menor o valor, mais aberto está. Essa medida é padrão mas cada lente tem suas aberturas máxima e mínima. Ou seja, quanto mais baixo o valor de f, mais luz entra pela lente. Isso faz com que as lentes com aberturas maiores sejam as preferidas (e mais caras), pois elas permitem captar mais luz. O valor que configuramos o diafragma está ligado também a outro fator da fotografia, a profundidade de campo, que veremos mais adiante. Por exemplo, em f/1.4 entra mais luz do que em f/8 3 - tempo de exposição Depois de definida a abertura do diafragma, vamos definir quanto tempo o obturador ficará aberto. Obturador é o mecanismo que abre e fecha para fazer a exposição. Não é a mesma coisa que diafragma, apesar de trabalharem juntos. Quanto ao diafragma definimos a abertura e quanto ao obturador definimos o tempo de exposição. É assim que a exposição funciona: quanto mais longo o tempo de exposição mais luz entra no sensor e quanto mais rápido, menos luz entra. Esse valor é normalmente medido em fra- ções de segundos, como 1/30, 1/100, 1/4000. Mas além de determinar a quantidade de luz, o tempo de exposição também tem funções diferentes. Por exemplo, se o nosso objetivo é congelar um movimento, é indicado optar por uma exposição mais rápida. Já se quisermos captar o movimento, podemos então optar por uma exposição mais longa. Veja como exemplo as imagens ao lado: a da esquerda tem um tempo de exposição mais rápido (1/160) ao passo que a imagem da direita tem um tempo de exposição mais longo (1/3) e com isso foi possível captar o movimento da água. Aqui podemos ver outro exemplo de disparo rápido. Para conseguir congelar a ação dessa forma usa-se tempos de exposição supe- riores a 1/1000. Aqui um exemplo clássico de longa exposição; captando o movimento dos carros em uma avenida. Nesse caso é necessário utilizar um tripé ou apoiar a câmera em um local firme, pois ela precisa estar imóvel durante o disparo, caso contrário a foto vai ficar ‘borrada’ devido ao movimento. Foto: Stephs
  8. 8. 4 - ISO O ISO nada mais é do que a sensibilidade do sensor à luz: quanto mais alto o ISO mais sensível e por isso capta mais luz. Os valores do ISO variam de câmera para câmera; podem começar em 50 ou 100, e se extenderem até 3200, 6400 ou mais (no caso da fullframe). Ou seja, se você está em um local aberto, com bastante luz provavelmente vai optar por um ISO mais baixo como 100, 200 ou 400. Já em ambientes fechados ou a noite, com pouca luz, precisamos ele- var o ISO, deixando o sensor mais sensível, para captar ainda mais luz. Note que em situações de pouca luz é interessante subir o ISO quando necessitamos de um tem- po de exposição mais rápido, pois com o ISO elevado a imagem perde um pouco da qualidade e também da nitidez e aparecem os famosos ruídos (a imagem começa a apresentar um certo ‘granulado’). O segredo está em saber ba- lancear esses ítens de modo que tenha a imagem que deseja, com o melhor resultado possível. ISO 100 ISO 3200 Foto: Darren Rowse Recapitulando... - Exposição: dosar a luz que entra pela lente, fazendo o equilíbrio entre: 1- Abertura do diafragma (f/1.4 - f/2.8 - f/8 - f/16 ...) -> quanto menor o “f”, mais aberto. 2- Tempo de exposição (30”, 10”, 1/15, 1/100, 1/4000, ...) -> 30” (segundos) lento. 1/4000 bem rápido. 3- ISO (100, 400, 1600, 6400, ...) -> Quanto mais luz disponível, menor pode ser o ISO. Quanto maior o ISO, maior o ruído. Esses são os famosos 3 pilares da fotografia. E com a prática isso passa a ser o ‘automático’ para você. Com a diferença de que agora você diz para a câmera como quer fotografar. Você é que manda! Continuando, vamos ver também sobre Profundidade de Campo, Foco e Balanço de Branco. :D
  9. 9. 5 - profundidade de campo Também chamada de DOF (do inglês depth of field) em termos gerais a profundidade de campo define a profundidade do seu foco. Ou seja, se a imagem tiver um DOF maior, o foco será mais ‘profundo’: o que estiver à frente e atrás do seu ponto focal estará mais nítido. Já se a imagem tem um DOF menor, apenas uma pequena área estará nítida, e todo o resto estará desfocado. Podemos controlar a profundidade de campo abrindo ou fechando o diafragma e nos afastando ou aproximando do objeto. As aberturas maiores (como f/1.4, f/2.8) produzem um DOF menor, de modo que a área nítida seja bem pequena. Já aberturas menores (como f/16, f/22) produzem um DOF maior e uma área maior fica nítida. Por exemplo, se estamos fotografando uma paisagem, e quisermos que os diferentes planos saiam nítidos, o ideal é fechar o diafragma em f/16 ou f/22. Já se a intenção é dar destaque a um objeto e desfocar todo o resto da imagem (como num retrato), devemos abrir o diafragma, como f/2.8 ou f/4. Do mesmo modo alteramos a profundidade de campo se mudarmos nossa posição em relação ao assunto: quanto mais próximo do objeto, menor o DOF, e quanto mais longe, maior o DOF. Olhando os exemplos fica bem mais fácil de entender: quanto mais aberto, menor o DOF (menos área nítida) e quanto mais fechado o diafragma, maior o DOF (mais área nítida). 6 - foco! Na fotografia, assim como na vida, o foco é fundamental. :P Foco é a parte nítida de sua foto. As câmeras possuem vários pontos focais mas vamos começar pelo ‘padrão’ e utilizar somente o ponto central: precionando o disparador na metade para fazer o foco e em seguida recompondo a imagem. Aconselho a dar uma olhada no manual da sua câmera para saber os pontos focais disponíveis. Co- mece utilizando o central e depois tente os outros, teste! Veja qual você se adapta melhor. Eu prefiro ficar com o ponto central do foco ativado, somente ele! Faço o foco e recomponho minha imagem. Mas veja como você prefere, o que se encaixa melhor em suas necessidades. Importante: não confunda foco com profundidade de campo. Eles não a mesma coisa, mas se comple- mentam. Foco é a parte nítida de sua foto, o seu assunto principal, digamos. Enquanto que a profundidade de campo (DOF) determina a ‘amplitude’ de seu foco: se mais ou menos áreas ao redor do foco estarão nítidas ou não. f / 2.0 foco no ‘Ulisses’ f / 11 foco no ‘Ulisses’ sem foco
  10. 10. 7 - Balanço de branco O balanço de branco serve para ajustarmos a câmera de acordo com a luz disponível, garantindo que teremos as cores corretas e o branco, branco. Já aprendemos que o que vemos na verdade é a luz refletida nos objetos. Também sabemos que existem vários tipos de luz (sol, flash, fluorescente, incandescente). Pois bem, cada tipo de luz tem diferen- tes temperaturas. Essas temperaturas influenciam as cores na fotografia. Nossa visão é perfeita e nem per- cebemos essa diferença. Mas o sensor da câmera precisa de uma mãozinha! Então precisamos dizer para a câmera sob qual luz estamos fotografando. Com isso ela corrige o branco (deixando o branco, branco!) e as outras cores se corrigem automaticamente a partir dele. Por acaso você já fez alguma foto que ficou azulada ou amarelada? Isso acontece porque o balanço de branco não foi configurado corretamente. Quando estamos numa luz mais fria (fluorescente por exem- plo), precisamos escolher a opção correta, caso contrário, a foto vai ficar azulada (dada a luz fria). Ou quan- do fotografamos sob luz incandescente, e como resultado temos uma foto amarelada (luz mais quente). Dê uma olhada no seu manual para ver onde você ajusta o balanço de branco (ou white balance). Você deve encontrar opções como essas abaixo. Ou seja, é algo bem simples de se configurar; basta olhar qual a fonte de luz que está utilizando e escolher a opção correspondente em sua câmera. Pronto! Foto azulada Foto amarelada balanço de branco correto Dica: Como tudo na fotografia, você também pode ‘brincar’ com o balanço de branco. Por exemplo, em algumas situações queremos criar uma atmosfera de por do sol, e deixar a imagem levemente amarelada... Ou o contrário. Mas veja bem, antes teste cada opção e cada tipo de luz. Conheça a luz. Só depois se dê ao luxo de brincar com esse recurso. Se fizer mal uso do balanço de branco, você acaba comprometendo o resultado final de sua fotografia.
  11. 11. 8 - distância focal A distância focal é que define o ângulo de visão da lente. Carinhosamente chamada de ‘zoom’, é medida em milimetros (8mm, 50mm, 100mm, 400mm). Quanto maior esse valor, menor é o ângulo de visão. E quanto menor o valor, maior é o ângulo de visão. É aqui que vemos os termos ‘olho de peixe’, grande angular, teleobjetiva. Isso é determinado pela distância focal. As lentes mais amplas, são chamadas grande angular: ideais para captar uma grande área como pai- sagens. As chamadas olho de peixe conseguem ser ainda mais amplas com um ângulo de visão maior (che- gando a quase 180°). Chegam a distorcer as bordas da imagem. É o caso da GoPro, por exemplo. Há também as lentes chamadas ‘padrão’, pois se assemelham a visão humana, como é o caso da 50mm. Ideal para retratos. E na outra ponta estão as teleobjetivas como 100mm, 200mm, 400mm e quanto mais o seu orçamento puder pagar! :D Ideais para quando o assunto está longe como em fotografia esportiva ou vida selvagem. Existe lente fixa e lente zoom. Abaixo veremos o que significa cada uma. No quadro abaixo você pode ver as diferentes distâncias focais na prática. Lente zoom possui um ‘intervalo’ de distâncias focais. Por exemplo 8-15mm, 17-40mm, 70-200mm, 100-400mm. Tomamos a 70-200mm como base; com essa lente você vai de 70mm até 200mm, somente girando o anel de sua lente. Lente fixa é aquela que possui somente uma distância focal, como uma 40mm ou a 50mm. Não tem ‘zoom’. Nesse caso quem se movimenta somos nós, indo para frente ou para trás. distância focal ângulo de visão
  12. 12. Já aprendemos sobre: •Exposição e fotometria. O fotômetro é nosso aliado e é ele quem nos diz se nossa ima- gem está com a exposição correta ou não. •Diafragma e a profundidade de campo (quanto mais aberto - menor o valor f/ - mais luz entra e menor é a profundidade de campo - menor a área nítida). •Tempo de exposição; se a ideia é congelar o momento, use altas velocidades de disparo. Já se quer sensação de movimento, use velocidades mais baixas. •ISO e ruído. Em situações de muita luz optamos por um ISO baixo. Já em situações de pouca luz subimos o ISO. Mas cuidado pois pode resultar em ruído na sua imagem. •Foco: área nítida da sua imagem. Não queremos uma imagem sem foco! •Balanço de branco. Cada tipo de luz tem sua temperatura e precisamos configurar a câ- mera de acordo para que as cores saiam corretas na imagem final. •Distância focal. É medida em milímetros e determina o ângulo de visão. É aqui que vemos os termos grande-angular, olho de peixe e teleobjetiva. Recapitulando... Calma! já estamos quase lá! :D Agora temos as peças... vamos montar o quebra cabeça! autor desconhecido
  13. 13. 9 - composição Ela é bem simples de se entender: basta imaginar um # (jogo da velha) sobre a sua imagem. Os pontos que se cruzam são os pontos de maior impacto e portanto você deve posicio- nar o seu assunto principal e um desses pontos. Isso serve para direcionar o olhar do expectador, para guiá-lo. É claro que cada fotografia é única e nem sempre sabe- mos exatamente o que colocar em evidência. Por isso é fundamental olhar e pensar: o que é mais importante na sua imagem? O que você quer dar destaque? Com isso em mente fica bem mais fácil saber o que colocar em um dos pontos. E com o tempo você fica craque nisso! :D Assim como na pintura, a composição é o que dá vida à fotografia. Você pode dominar a parte técnica, ter o melhor equipamento, mas se não souber compor dificilmente vai ter fotos interessantes. Existem algumas ‘regras’ de composição e elas existem para dar harmonia a imagem, para equilibrar adequadamente os elementos que formam a sua fotografia. Saber compor não é simplesmente fazer uma bela foto mas sim alcançar um efeito emocional, chamar a atenção, sair do monótono. É fazer com que o expectador seja atraído pelo assunto de sua imagem. É saber usar todas as variáveis (cores, texturas, som- bras, formas) e criar uma imagem agradável de se ver. Como disse, existem algumas regras como composição: simétrica, reflexos, sombras, geométricas. Mas aqui vamos falar sobre a mais pop delas, a regra dos terços. O exemplo ao lado dá pra ver claramente que o sapinho é o destaque da imagem e foi posi- cionado bem em um dos pontos de interesse. O que tornou a fotografia mais atraente e interessante. Nesse exemplo o destaque está no surfista, que foi posicionado em um dos pontos. Note que o horizonte também se relaciona com a regra e o céu está em apenas um terço da imagem. A ideia é: nunca centralize o horizonte!
  14. 14. 10 - botando a mão na massa Se você chegou até aqui, parabéns! Agora imagino que já saiba o que é o diafragma, já achou o fotômetro da sua câmera, sabe o que é exposição, ISO, profundidade de campo, balanço de branco, foco... regra dos terços. Quanta coisa não é? Agora é hora de juntar tudo isso e botar em prática. Mas como saber qual a configuração para cada foto? Para isso é preciso ter em mente o que você quer transmitir com sua imagem: 1 - Quer uma profundidade de campo menor para dar destaque a um objeto/pessoa? Ou quer que vários elementos saiam focados? Para isso você vai configurar a abertura do diafrágma. 2 - Quer congelar uma ação ou quer transmitir sensação de movimento? Para isso configure o tempo de exposição. 3 - Com o diafragma e o tempo de exposição definidos dê uma olhada no fotômetro: a foto está equilibrada ou sub/superexposta? E conforme necessário ajuste o ISO para conseguir a exposição adequada. (Cuidado com o ISO alto e o excesso de ruído!) 4 - Qual o tipo de luz presente no ambiente? Vá lá e ajuste o balanço de branco para que as cores saiam corretas. Sim é bastante informação e sei que a princípio parece ser complicado. Mas não é! Eu posso dizer pois já passei pelo mesmo que você está passando nesse exato momento. Passei e aprendi! Se eu aprendi, qualquer um pode aprender! O importante agora é por em prática. Faça fotos todos os dias, em casa mes- mo... brinque com objetos, com seu bicho de extimação, com seu filho/filha/namorado/marido/mãe/amigo, enfim, solte a imaginação e pratique! Não importa qual vai ser o seu tema central, mas essa é a hora de se permitir e explorar diversas possibilidades. É assim que você se familiariza com a parte técnica e desenvolve o seu olhar. Dominado isso você pode partir pra outras técnicas e continuar a se desenvolver. Aqui você aprendeu a dar os primeiros passos. Para ver mais dicas, acompanhe o blog: www.clicandoeandando.com Espero sinceramente que o conteúdo desse ebook tenha te ajudado.
  15. 15. Informações adicionais Esta apostila é gratuita e está sob a licença Creative Commons | Atribuição-Não Comercial-Sem Deriva- ções. Você pode compartilhar em suas redes sociais, em seu blog, com seus amigos bastando apenas dar os devi- dos créditos (Chris Dornellas - www.clicandoeandando.com) e manter essa mesma licença. Você não pode usá-la para fins comerciais ou lucrativos. www.clicandoeandando.com www.facebook.com/clicandoeandando

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