Fazer 30 Anos

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Fazer 30 Anos

  1. 1. l ? N 'll', |1“u'. '¡' clan' 'n of' ¡ l›' “HT 1'¡ nú. : nl' l' ! H1 5"* nñlvu' N! - : N: '15 "L4 Í' Vw ¡Il 1,1' 'I all' nur' J MH' "'15 , ln nl' l' IN¡ ? NEI-h l f u¡ n* T5 m¡ “l” ¡tlnfvln W' › 'wJ 'Html' JINYKI¡ 11'¡ Wu
  2. 2. um' u: | 'lb L' LJ¡ _ln 'u ! Judá-uh _JI nluzuxnlLÉw h¡ ? ll-là : W ¡| _' n: : Lula U I-Nah a46âlo0t s 1! If | _l 'LL ¡qu! Ã'l'A'l L¡ u' 5x' . -. &-. . A A - r"- . - u. rx : MF . a . a j¡ . g y gYz-_vé_ “ma-Ii"1,P. _fz, r,, x.m. pm *~. _:»: '__›.
  3. 3. i! ll wi! xl II I I * H ll | $ wi' 'Y i Il? II i wi! ll I I l I | i* i'll I | I | | | l? T H Ill il u* '› "l H I'M' Ill top¡ ilni¡turu"-Hni"n'nñnn"-n I'IS'ÇÍVÍJP1I'IIFIJI'J›'IÍ Ill-Fillllàllfllll-hlfllllñl5uàlwitilllll| Quatro pessoas, num mesmo dia, me dizem que irão fazer 30 anos. E me anunciam isto com uma certa gravidade. Nenhuma está dizendo: vou tomar um sorvete na esquina. ou vou ali comprar um jornal. Na verdade estão proclamando: vou fazer 30 anos e, por favor, prestem atenção, quero cumplicidade, porque estou no limite de alguma coisa grave. 'lx , fura x7 3.7 WÁHHI' r" jfu'gl_l_. lhl"l__ Lp = | .4 i' n¡ "
  4. 4. l ? N 'll', Hu tnhu' clan' 'n of' ¡ ll' “HT 1'¡ nú. : nl' l' ! H1 5"* nñlvu' N! - n 'lr' 'i5 “i Í' Vw *w I'll 'I ill' rui' 'J Mai' llllll ! lr nl' l' I'll 'f' lfn-h If u¡ n* T5 m¡ “l” Íivulit. . Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais detalhadamente descortinar. j, .rum, g q, 13,¡ r, -,-I', _*": - rr, ,'r, l.›l, ,y__. . nr = _
  5. 5. l! ll wi! xl II I I * ll ll | $ wi' 'Y i5 Il? II l wi! ll I I l I | l* i'll I | I | | l l? 5 T H Ill ll 5% '5 "l H I'll' r'| lap¡ f' n51 | |Illh. ll| '-Hr5"r'rnñnf'-n r'i5 'ç Í? “v n¡ 'nFnif' ¡hn! Ill-F u' '. ¡'. ll'i. -*. l llllñl5 5¡ à” Lulu" Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem. é um rito de iniciação. um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Se¡ que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. 'lx , Ínmü x7 3.7 VMÍIJ' r" ]l“'f(¡_l_. ¡h¡ñ__ r. _.s = | l 4 i' ii "
  6. 6. I I ill II i ll i I: I ii i li i'll I I l iI il 'Il Í l _ni 'n' I_5'I5_Ii miau": 'p Li' 'J' L1 'LL t! !! t" 1'] L. ui¡ _v ' Ê 4'¡ x , -.. 7 ii " 5"_ i 'Y Ív V”. t: ' _a 3-” i r , , n , N33 a &N; _. )¡ l _CJ ' r ' IVA |5 7 'Í n . .. TI T . '75 i' "I '7 t7 T5 : :i1 . um 'H l 'hxüh 'il : :I ilwl 'i i
  7. 7. II I: l Ill I l Ill : l i n l l ill l I : il: : ill | l i l l i l ll r u iilil I ii L LJ¡ J f d¡ Ill-un _Jil I l: u] M: u¡ full¡ IL_ LIAI 'JH L¡ ILL d. : l II ll' L _5 l lll _Will Liu: LJ: ill-u: _ll t¡ ll | i L N! ? . <>_~Q< ¡r. y.( r"_; i›. .<¡'()('; < “El : r:lí: :¡. .« . |.r: _, l:l, ',l: l.'â ›: 4.: : . rir vI. l:| ":l; _ ; rcliâlbmt el: ¡lC zlllzlc, 'trial Il”. :nur: à : :;l1:r= : Ílm, e -Í'-L| |ll§1', f?l' a: elruvtzl' *ãiz* IlÊJEiIÊI' Hat: !If-umas f- qlçsialxliriíi' ; me : nlimr (an: =_ : :kann-mara ! Hlhllhli filial, r_ qlkua. :i riL-Er» -. «um ' : rzlnlíiiin: :mas Hsmrumnlit-w c: lim: gramas: : taulinflvczn: se: : 2: : L-mc. Penna: :ll : num viam frrlzfi: : anti: : ilclílr: : _Mucuri i : nn : ln : Mai: 2?= L_I: '=l'l'= .
  8. 8. II I: l Ill I l Ill : l l n l l lll l I : il: : ill | l l l l i l ll r u lilil I il L LJ¡ J f d¡ Ill-un _Jil I l: u¡ , Lll u¡ full, IL_ D¡ 'JH L¡ ILL ¡j! l II ll' L _5 l lll _alii , lui LJ: ill-u: _ll t, ll | l L N! ? M: : ›: Íi : i l ›: . Lt: zlisir: 4.. :1.. :L, l. = vrl; i u: 'til : militar: ;ir mliua'u”i: l›: . ^ ; nl il ml í u n: : : ai: Il : lucram: a . Hauer «vilas : :urinária : :t- ! ltmêlÚã : ligar : ut: ;Lam infame- tam: : igualar-twist: iríianm. “illnlplültma u lruLglI : Hair : nm-lim qlll: :intra-Hi: inltêliullnrzvlzl. , 1:', :t: h' ~fl~ p)I'lIIf5l"l~ : :l Il llll lnlll. . v* ; rwlíltüñl El : la-r: (ai: :li-i : um ilnírn. .ri : t: um: : ri-lnlsllr: : mam est: lézliltlilll'. : mVhY: l uzuWli
  9. 9. ii ll iii il II I l i ll ll '5 ii' 'Y ii Il? ll i iii ll l I l l | i* i'll I | I | | l l? i T il Ill il il* '5 '1l il I'll' Ill 1l: l'n il n51 rinrnn' '-H¡5": i:ñnli-: i'll 'l il “v nn 'nFni ihnl Ill-F rn' 'ràrlWr-àni illñll i: in. ? : iulpn Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho, ou não, ambos não importam. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens e todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retomar. j, .guri, g ig, 13,¡ i, -,-I', _,": - J: ,,'i, I.›I, ,__. . n. : = _
  10. 10. II i I l I› l l II I I li I li ç I'll l ' I il 5' -, ;. -i di_ L u' _w _Miu '. “_"L". J"L. ". -J-i u u' L u _i 1". ? . mwâeaom. l I l ? I'll ll *Iil l li L1' LIIIIIIIJIILVIIJiJIlLMII-Illlzi ill-I- L xl? . .i "m. 1h75 gr v. n, r:, iñfi, i7._f: r,r“vw . ,'-, r: J- W , um . Im . ar-r . T ai. .. f ii. | N" 7'¡ . iv" 'i' "a u" . I
  11. 11. i! ll wi! il II I I * il ll | $ wi' 'Y ii Il? II i wi! ll I I l I | i* i'll I | I | | i l? i T i1 Ill il il* '› "l H I'M' Ill ioñ¡ il : V uinru' 'lHlillllllñlllill | '|5 'ç Í? “v n¡ 'nFnil' ¡hn! Ill-F u' 'làllfllll-hlf inñoi i¡ à” iihulp" Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é sentir subitamente um deslumbramento. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar. 'lx , fura x7 3.7 WÁHHI' r" pu'gl_l_. ¡añ'l__ Lp = | .4 i' n¡ "
  12. 12. i! ll wi! il II I I * il il | $ wi' 'Y ii Il? II i wi! ll I I l I | i* i'll I | I | | i l? i T i1 Ill il il* '› "i H I'M' Ill 'mpi il : V | |Illh. ll| '-Hii"i'iiñii"-i i'i5 'ç i? “v ll 'IIFIJÍ' ¡hn! Ill-F III 'Iàllflllllàlf inñii ii à” iihulp" Um dia eu fiz 30 anos. Estava ali no estrangeiro, estranho em toda a estranheza do ser, à beira-mar na Califórnia. Era um homem e seus trinta anos. Mais que isto: um homem e seus trinta amos. Um homem e seus trinta corpos, como os anéis de um tronco, cheio de eus e nós, arborizado, arborizando, ao sol e a sós. 'lx , Ínmü x7 3.7 Ibira' 'i' ifu'ffl_l_. lañ'lu i. _.i = | l i i' ii "
  13. 13. r . ' i' n . ..in 'u *Tr . i.. "¡. “ | l ? N 'll', Hu I'll! llll| l 'nf' ¡ lr' Hu# 1'¡ Wu" l' JIM¡ Tüiinñlrni' M- ¡ "lv 'it "W “w JW I'll 'null' luflJ Mai! llllll j. : nl' l' IJIIII 'Flat-rh l Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se o espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente. T Í "Y 7 É Í 'l ll . .. I p” g1_ 1,¡ wi' n¡ ' . ri_ t¡ v lwii II* ll
  14. 14. I I ill II i ll I: I wi i l: i'll I I l H il 'Il l Luñq" 'n' LÍILULJMILJ": 'p Li' 'J' L¡ 'LL A! !! Â" 1'] L u* l ' mnnJ rt' «town . _ ; u . ,9~ 1 t . A . t v» i c . -3. - , . k g . _ f, o 1" 2 j g . , . 3 z . n ,333 a &N; . )¡ t _CEA i
  15. 15. l , N "ll, I 1m Illwll' : I'll xl if. l "Ill I e' III IIhII lu l' Ilúkl *Iluilll 'E41 «I l# i 'fm LW : nl 'i Ill' ill? 'J w n T' II| I|I ! li nl' l' ¡à! ll 'f' Ri¡ j? ? M¡ uh . fi m¡ ñlllll' : fumam Mas fazer 30 anos e como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é mister de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a oouraça da casca. Algo, no entanto, mais tênue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, é verdade. mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes. 'ii ' 'P 7 'r i 'i. i'"' f' u ri. .i= .i' lx mu' 4l'›'< 'SA JIJ¡ mu¡ l v 'l l l il il* I'
  16. 16. ii ll iii il II I I i ll il | $ ii' 'Y ii Il? II i iii ll I I l I | i* i'll I | I | | i l? i T ii Ill il il* 'i "i ii I'll' Ill iii¡ il ni¡ | |Illh. ll| '-Hii"iiiñnii-n i'ii 'i ii “v n¡ 'iiFii' ihni Ill-F III 'làlflllllhlf llllñli ii ii. ? iiulp" Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila. que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema. 'lx , Ínmü x7 3.7 Wild' "i ifu'ffl_l_. lañ'lu r. _.i = | l i l' ii "
  17. 17. III ll l I ilil I l l II ll I il | ll Ilil ll III l l l iii l l l Ii l l ll ll l llI l I lili l llI l I iIi I I l Il l I l Il lili¡ | li 'i: u'i i_ wii . i'. L.iiJ'. *u'ii*_"_". L 'ii "um. uLi'i". ii_'ui'. "u-iii. iluigi'm*Lin, .W 0.9- , <"›r. -(- f'l. l «xfxün 'sua 315 : liiíi: í ; irlui ¡Illfãl _um-lei lglll: nríi» sira= reikni ? Ni-li imail» nit~ghicia, ;Licir-. l-ir» E: :Eu : um: :mi plíuãlifk. . à vaciuic» : i : m: guia minis. , : Eira ; mini a: iálaiillliicllâl' #cairão mu: : : limliliiuciui n , Tjuügn _. . r l , 'XL , l *Ti "i7- '17 E! ? i~; ~ÍT~i7-. 'iii¡riiii“i*-T“ u. ll* W'. il? " lilllillki| llilfv ? l Ni . iiüllli. I: H
  18. 18. l yi "II, i1iiilllill' : I'll il Iirlllll l til III llll Ii' l' rlúkl llilll ! à : E ii I IN? 'Ii I'll# ii 'fm lui# ll I' 'I lui] ii hr I ! i llllll I'll Ill l' ¡dia! i" iill -ñlçf ill Ilñ iii ñlllll! HL' Lil* , l l ll ll l In l z ly “III H1 l ll* I'
  19. 19. l ii "li iii! iii' llll| l i ai' i ll' “iii ii ii'. nl' l' ! Ni illiill Iñlrlll iii I "il 'ii 'Hi iii! JW I'll 'i Ill' iIi' li Mai! "lili Í'. nl' l' là' ll 'f' 'III-à ui i uh il ii Mi. ? iiliiliilu i Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a de um cego em Jericó. "Jg 'iiiwi Í ii¡ iii" 'J' m “ilízlwllifiii [ii Í' . '17 ? iii lvl II* ll
  20. 20. i . i i' ll . ..Mi 'u l". 'i . l.. "¡. “ | l ii "li i1iiilllill'lll| |lillf. i II' “iii iiirinl' l' ! Ni Wiiiiñlrii' iii I "il 'ii 'Hi iii! JW I'll lllll' Iufli Mai! "lili Í'. nl' l' IJIIII 'Plin-wii i Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar para trás. Chegar aos 30 anos é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voan iii' 'i' l' ' 1.¡ i' iii = . i' t i" I : :III M13' I ' | | l w y lvl ll* ll
  21. 21. I ll l l ll l Il ll l lilii l"'. 'i li'. .lii. __ I i l ii "li Hi! iii' i'll' hi# i ll' “iii iiirul' l' um¡ illiiilñlvlll iii : Nil 'ii 'Hi iii É' Ill' 'lili' iuili Wii! Illiiarinl' l' làllllfllihàlrf o(“. <"-')c - " r Texto: crônica de Affonso Romano de Sant'Anna, extraída do livro "A mulher madura" Formatação: Vera Lúcia de Siqueira verinhaescorpios@gmail. com Receba belos slides clicando: iii' "i [JNYL 1,¡ wi; i. _.i : ij lll ll* ll

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