Aula fratura do úmero proximal

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Fratura de úmero proximal, Dr. Mauricio Custódio Fabiani, residente ortopedia e traumatologia Chapecó-SC

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  • O ombro é a articulação com maior mobilidade do esqueleto apendicular, demonstrando tendência para instabilidade.
    A diáfise expande-se no colo cirúrgico, que se situa imediatamente abaixo dos tubérculos maior e menor.
    O colo anatômico é a região situada imediatamente acima dos tubérculos e abaixo da superfície articular do úmero.
    A inclinação média do úmero em relação a diáfise é de aproximadamente 130°
  • A região proximal do úmero se situa profundamente ao deltoide, musculatura periescapular e manguito rotador (subescapular, supraespinhal, infraespinhal e redondo menor).
    A cabeça longa do músculo bíceps braquial, em seu sulco, separa o tubérculo menor e tubérculo maior.
    O tubérculo maior possui três facetas distintas para a fixação dos tendões supraespinhal, infraespinhal e redondo menor.
    O tendão do subescapular se insere no tubérculo menor.
    Tubérculo maior sofre tração medial, superior e posterior pelos tendões supraespinal, infraespinal e redondo menor.
    Tubérculo menor sofre desvio anterior e medial pelo subescapular.
    Desvio posterior da cabeça do úmero na fratura em três partes , como resultado da tração insuficiente do subescapular.
  • Irrigação tem origem na artéria axilar, via ramo anterior e posterior da artéria circunflexa umeral.
    A inervação do ombro é derivada de ramos do plexo braquial.
    A maioria dessas estrutura fica protegida pelo tendão conjunto ( cabeça curta do bíceps e do coracobraquial, que fica medialmente no acesso deltopeitoral)
    O nervo axilar (c5-c6) é aprincipal estrutura em risco no tto cirúrgico.
  • Neer I: em uma parte sem desvio
    Neer II: tubérculo maior, menor, colo cirúrgico ou colo anatômico
    Neer III: colo cirurgico + tubérculo maior ou menor
    Neer IV
    Neer V: fratura – luxação com delocamento.
  • Em situações especiais pode haver interposição da cabeça longa do bíceps na fratura, dificultando a redução incruenta. Na fratura do colo cirúrgico a inserção do peitoral maior é determinante no deslocamento medial da diáfise do úmero.
    placas? Placa angulada pfs-80? ’’ técnica do para-quedas” banda de tensão intramedular e fixação em 8?
  • Aula fratura do úmero proximal

    1. 1. PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA Traumatologia-Ortopedia Mauricio Custódio Fabiani R2
    2. 2. Fratura de úmero proximal
    3. 3. Problema crescente em idosos (65 – 75 anos) Mais comum na presença de osteoporose Incidência anual entre 63 a 105 / 100.000 habitantes 5% de todas as lesões do esqueleto apendicular Mais comum em mulheres (70 a 80%)
    4. 4. Adolescentes e adultos jovens: lesão de alta energia ( acidentes rodoviários, lesões esportivas, quedas de altura, ferimentos por arma de fogo) Idosos: lesões de baixa energia em pacientes com osteoporose (3/4 trauma de baixa energia com quedas de própria altura)
    5. 5. Durante o impacto, acredita-se que a cabeça do úmero fratura ao colidir com o denso osso da cavidade glenoidal, que funciona como uma bigorna.
    6. 6. Tubérculo maior sofre tração medial, superior e posterior pelos tendões supraespinal, infraespinal e redondo menor. Tubérculo menor sofre desvio anterior e medial pelo subescapular. Desvio posterior da cabeça do úmero na fratura em três partes , como resultado da tração insuficiente do subescapular.
    7. 7. Dor Edema Contusão no braço Sintomas mais intensos nas 2 primeiras semanas Fratura exposta é raro
    8. 8. Série trauma ( AP e lateral. Se possivel com projeção axilar.
    9. 9. Deslocamento inferior a 1 cm ou 45° de angulação, independente do número de fragmentos. Quando os fragmentos não estão deslocados, são considerados com deslocamento mínimo. 80% das fraturas proximais do úmero. Repouso do membro com tipóia ou velpeau por 2 a 3 semanas, até que a dor e o edema diminuam e um mínimo calo fibroso se forme. reabilitação ( pêndulos, roldana, bastão, etc.)
    10. 10. 10% dos casos; Têm um dos fragmentos deslocados mais de 1 cm ou mais de 45° de angulação. Pode acometer: colo cirúrgico e colo anatômico; tubérculo maior; e tubérculo menor. Pode necessitar de redução incruenta (tração, flexão e adução), se forem estáveis. Tratamento cirúrgico com: 1. fios metálicos percutâneos; 2. aberta, com banda de compressão associada ou não ao pino intramedular; 3. amarria com ethibond e reparo do manguito rotador.
    11. 11. colo cirúrgico e o tubérculo maior ou menor, tendo um ou mais fragmentos deslocados mais de 1 cm. Redução cirúrgica através do sulco deltopeitoral é o tratamento de escolha. associada a maus resultados ( necrose avascular, pseudo-artrose, dor residual e rigidez pós-operatória). Placa em T da AO? Pinos intramedulares + amarria com Ethibond? Placa PHILOS da AO? Em idosos prótese parcial.
    12. 12. 13 – 45% necrose. Hemiartroplastia em pacientes idosos RAFI em pacientes mais jovens.
    13. 13. Kapandji, em 1974, em um congresso na Martinica, descreveu sua técnica de fixação intramedular a foco fechado “em palmeira” para as fraturas do colo do úmero. Posteriormente, em 1989, mostrou a evolução de 15 casos tratados com sua técnica
    14. 14. A redução da fratura geralmente é conseguida com uma manobra de tração e rotação externa ou interna, acompanhada pelo intensificador de imagens, e uma vez obtida a redução inicia-se o processo de fixação.
    15. 15. Para a fixação da fratura, inicia-se palpando-se na face lateral do 1/3 proximal do úmero a inserção do músculo deltóide, que é em forma de “V”. Uma incisão é feita longitudinalmente, anterior ao vértice de inserção do deltóide, ao lado do músculo bíceps, e estende-se distalmente por cerca de 2 a 3cm
    16. 16. Faz-se a abertura da pele e subcutâneo, chegando-se diretamente ao osso. Com uma broca de 4,5mm posicionada perpendicularmente à diáfise do úmero, perfura-se a cortical lateral. Os fios de Kirschner são preparados em número de três, sendo que sua ponta é dobrada em aproximadamente 150° e sua parte proximal passa a ser manipulada através de um perfurador manual em forma de “T”
    17. 17. Segundo Kapandji, a melhor configuração dos fios é em forma de “palmeira”. Os fios são angulados 90° em sua base, cortados a cerca de 2 a 3cm da cortical lateral do úmero e introduzidos em direção à diáfise, para que não façam saliência na pele. Com isso, consegue-se boa fixação do fio na cortical, restando cerca de 0,5cm para fora do osso, permitindo sua fácil retirada
    18. 18. Pontos de reparo: Processo coracoide Sulco deltopeitoral

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