Estudo da viabilidade econômica de uma farmácia

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Viabilidade econômica de uma farmacia na região de Toledo-PR

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  • Caracteriza-se o processo físico da produção do empreendimento, relaciona-se aspectos como equipamentos, fluxos de processos, aspectos organizacionais e físicos.
  • Caracteriza-se o processo físico da produção do empreendimento, relaciona-se aspectos como equipamentos, fluxos de processos, aspectos organizacionais e físicos.
  • Caracteriza-se o processo físico da produção do empreendimento, relaciona-se aspectos como equipamentos, fluxos de processos, aspectos organizacionais e físicos.
  • Direção e gerência: administra a empresa, gere os fluxos de caixa e a parte jurídica, faz o controle dos funcionários e cuida dos trâmites legais da empresa.
    Farmacêuticos: mão-de-obra especializada, trabalha na área de fármacos da empresa, realizando a venda e prescrição dos medicamentos para os clientes.
    Gestor de estoques: faz o controle dos estoques de medicamentos e de produtos gerais da empresa, além de repassar para a direção o balanço dos estoques.
    Balconistas/caixas: trabalham na reposição das prateleiras, organização da área de conveniência, além do atendimento ao cliente.
  • Área de conveniência, a maior área do empreendimento, estão localizados os caixas, as prateleiras contendo os produtos de higiene, e uma área separada para a venda dos medicamentos.
    Área de estocagem se resume à uma sala contendo prateleiras nas quais guardam-se os fármacos recebidos pela fornecedora.
    Área administrativa é uma sala na qual a gerência faz o controle do empreendimento.
  • Uma vez que o empreendimento é de pequeno porte, escolhe-se uma pequena gama de medicamentos para serem comercializados.
    Escolhas mais comuns devem estar dentro dessa gama, assim como medicamentos com prescrição médica para diversas enfermidades.
  • Como o serviço secundário da empresa é a comercialização de produtos de higiene pessoal, escolhe-se uma relação de produtos a serem vendidos na farmácia.
  • Caracteriza-se o processo físico da produção do empreendimento, relaciona-se aspectos como equipamentos, fluxos de processos, aspectos organizacionais e físicos.
  • Caso o projeto fosse colocado em prática com a construção do edifício, e o empreendimento viesse a falir, o terreno com o prédio construído viria a apresentar um valor agregado maior do que o investimento inicial no terreno, o que viria a cobrir eventuais perdas com o projeto.
  • Estudo da viabilidade econômica de uma farmácia

    1. 1. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DA IMPLANTAÇÃO DE UMA FARMÁCIA NA REGIÃO DE TOLEDO-PR UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ Lincoln Pavan Mateus Engels Henke Matheus Allan Maior Matheus Piasecki Pedro Siqueira
    2. 2. Índice • Introdução • Análise de mercado • Localização • Tamanho • Engenharia de projeto • Custos e receitas • Análise da viabilidade econômica • Conclusão
    3. 3. Introdução O início de uma atividade empresarial requer o pleno domínio das atividades envolvidas; São necessários estudos a respeito da viabilidade técnica e econômica do empreendimento proposto; Objetiva-se realizar a análise técnica e econômica da instalação de uma farmácia na região de Toledo – PR.
    4. 4. Análise de mercado
    5. 5. Tendências e oportunidades  Principal canal de distribuição de medicamentos para a população;  Movimenta cerca de US$ 8 bilhões anuais;  O Brasil se encontra em 8º lugar no mercado de medicamentos mundial (Portal Brasil, 2014).  O mercado consumidor no Brasil é de aproximadamente 50 milhões para uma população de 200 milhões.
    6. 6. Tendências e oportunidades A excelência e a clientividade são imprescindíveis para este empreendimento; Faz-se necessário conhecer o mercado de modo sistemático antes da abertura do empreendimento.
    7. 7. Clientes As classes A e B representam cerca de 48% do consumo de medicamentos (IBGE, 2012); Devido ao crescimento recente do setor, a clientela é variada, frequente e esporádica; Um serviço que atenda às necessidades das três classes terá maiores possibilidades de prosperar. Fidelização do cliente: Bom atendimento, preço acessível, qualidade e variedade dos produtos, agilidade na entrega e forma de pagamento diferenciada
    8. 8. Produtos e serviços demandados O principal serviço é a comercialização de medicamentos, fornecidos por companhias farmacêuticas da região; Essa proximidade reduz os custos de aquisição dos estoques de medicamentos, além de fortalecer a economia local; Como serviço secundário, pode haver a comercialização de produtos de higiene .
    9. 9. Oferta A venda de genéricos apresentou um aumento de 15,8% no ano de 2013, comercializando 786,9 milhões de unidades (fonte: ProGenéricos); A presença de uma indústria de genéricos em Toledo, a Prati-Donaduzzi, favorece o empreendimento; Comercializar genéricos se mostra como um diferencial para o sucesso do empreendimento na região.
    10. 10. Demanda Está diretamente ligada à necessidade da população local em adquirir o medicamento necessário; A baixa densidade de farmácias na região favorece o domínio do mercado geográfico; Um estudo na região proveria uma estimativa da demanda de medicamentos.
    11. 11. Demanda A demanda de produtos de higiene pessoal deve ser estimada a partir do público-alvo; Está limitada pela existência de mercado, conveniências e afins localizados nas proximidades; 10% do capital investido em estoques deve ser direcionado aos produtos de higiene pessoal;
    12. 12. Barreiras de entrada São basicamente duas: as licenças adquiridas junto à ANVISA e as farmácias concorrentes; Na obtenção da licença é necessário: CNPJ, razão social, lista das atividades pleiteadas, responsável técnico registrado em conselho regional e um representante técnico; Como a região apresenta poucas farmácias, essa barreira não deve ter grande influência.
    13. 13. Concorrentes e substitutos Todas as farmácias localizadas nas regiões próximas são consideradas concorrentes diretas; Os genéricos podem ser substituídos por medicamentos de referência, encontrados em outras farmácias; Em higiene pessoal, a concorrência se apresenta como sendo qualquer empresa que comercialize tais produtos.
    14. 14. Localização e tamanho
    15. 15. Fatores qualitativos Mão de obra: são necessários dois tipos, uma menos qualificada e outra especializada; Para o primeiro tipo pode-se abrir vagas para a população em geral (terceirizações são possíveis); Treinamentos para as funções a ser desempenhadas são fáceis, ou até mesmo descartáveis; Quanto à mão-de-obra especializada, o curso de Farmácia da UNIPAR e PUC é um incentivo.
    16. 16. Fatores qualitativos A cidade de Toledo possui capacidade de comportar o estabelecimento; Possui rede de transportes eficaz, além de rede bancária, serviços de alimentação e lazer; Redes de energia elétrica e água da cidade são suficientes; A localização próxima de corpo de bombeiros e do setor de segurança é relevante.
    17. 17. Fatores quantitativos Estudar em termos de valores numéricos alguns dos aspectos anteriores; Deve-se escolher o local no qual os custos serão minimizados, sem prejudicar demais fatores; Buscar mão-de-obra em acadêmicos (formandos e/ou estagiários) do curso de Farmácia da UNIPAR e PUC; A existência de restaurantes populares influencia na escolha da localização.
    18. 18. Macrolocalização Toledo - município do oeste paranaense 130 mil habitantes IDH : 0,768 (10º município do Paraná em qualidade de vida) PIB per capita : R$ 20779,55 (IBGE, 2009)
    19. 19. Macrolocalização Localização da cidade de Toledo no estado do Paraná (Fonte: Wikimedia).
    20. 20. Microlocalização Bairro Jardim Santa Maria Proximidade com fornecedor Não haver concorrência direta numa área de 25 km² Possuir restaurantes, serviço bancário e corpo de bombeiros nas proximidades Possuir uma boa quantidade de terrenos vazios Ponto contra: não existência de salas comerciais prontas
    21. 21. Microlocalização Localização do terreno em relação à Prati-Donaduzzi (Fonte: Google)
    22. 22. Microlocalização Localização de farmácias nos arredores do bairro Jardim Santa Maria (Fonte: Google)
    23. 23. Microlocalização Localização em foto aérea (Fonte: Google).
    24. 24. Microlocalização Localização em vista panorâmica do empreendimento (Fonte: Google).
    25. 25. Tamanho Não necessita-se de uma área muito grande A área total deve conter: área de conveniência; área de farmacêutica; caixas; área de estoques; Salas administrativas; banheiros; dispensas. Para uma farmácia de pequeno porte, estima-se : Uma comercialização de aproximadamente 500 produtos por mês, o que equivale a aproximadamente 17 produtos por dia.
    26. 26. Engenharia de Projeto
    27. 27. Cargos Divisão dos cargos necessário na empresa: Direção e gerência; Farmacêuticos; Gestor de Estoques; Balconistas/Caixas. Limpeza e Segurança: Podem ser adicionados tais empregados, que podem ser terceirizados dependendo da necessidade da empresa.
    28. 28. Arranjo Físico Três grandes áreas principais: • Conveniência; • Estocagem; • Administrativa. Área de Conveniência Área de Estoque Escritório administrativo
    29. 29. Layout
    30. 30. Equipamentos Não são necessários grandes investimento em equipamentos. Se resume à compra de: Computadores para as áreas de caixa, venda de fármacos, estoques e gerencia; Software. Exemplo de Software para gerenciamento de farmácias.
    31. 31. Equipamentos Segurança: Câmeras e alarmes; Equipamentos de caixa e acessórios (caixa registradora, impressoras fiscais e etc.); Balança. Outros equipamentos podem ser adicionados dependendo da necessidade da empresa.
    32. 32. Fármacos Oferecidos Pequena gama de medicamentos; Escolha dos fármacos → Estudo das enfermidades ocorrentes na região. Fármacos mais comuns: • antiácidos, antigripais, contraceptivos, analgésicos, anti- inflamatórios, antibióticos, suplementos vitamínicos e etc.
    33. 33. Produtos de Higiene • Sabonetes; • Produtos de Higiene Bucal; • Desodorantes; • Xampus e cremes; • Protetores solares; • Aerossóis em geral; • Preservativos; • Absorventes entre outros.
    34. 34. Funcionamento Funcionamento em horário comercial além de um terceiro turno a noite: Primeiro turno: 8hrs – 12hrs Segundo turno: 12hrs – 17hrs Terceiro turno: 17hrs – 22 hrs Caso a empresa apresente crescimento, oferta de um quarto turno, além de plantão em caso de emergência.
    35. 35. Análise de custos
    36. 36. Custos e Receitas Os custos e receitas da empresa são avaliados a partir das ponderações a respeito dos tópicos anteriores. As Tabelas 1 e 2 indicam as estimativas de custos quanto à estrutura do empreendimento e quanto aos fármacos a serem comercializados.
    37. 37. Descrição Unidade R$/unidade Total (R$) Despesas em construção (600.000,00) Compra do terreno avaliado - - (400.000,00) Construção do prédio - - (200.000,00) Investimentos em estrutura (12.447,00) Balcões 3 167,00 (501,00) Prateleiras 5 200,00 (1.000,00) Computadores 3 2.500,00 (7.500,00) Ventiladores 5 180,00 (900,00) Vitrines 2 133,00 (266,00) Cadeiras 4 50,00 (200,00) Escada 1 80,00 (80,00) Software 1 2.000,00 (2.000,00) Investimento de estoque (34.500,00) Custos totais (646.947,00) Tabela 1: Quadro de custos iniciais.
    38. 38. Descrição Total (R$) Material expediente (papel/impressora) (120,00) Material de consumo interno (30,00) Água/Luz/Telefone (600,00) Manutenção de equipamentos (500,00) Conexão da Internet (70,00) Limpeza (caso de terceirização) (180,00) Segurança (300,00) Salários totais (6.050,00) Total (7.850,00) Tabela 2: Quadro de custos fixos mensais.
    39. 39. Enfermidade Percentual Estoque (R$) Gravidez, parto e pós-parto 10,6 (4.200,00) Doenças respiratórias 22,1 (10.200,00) Infecções e parasitas 10,5 (3.000,00) Doenças digestivas 19,2 (7.000,00) Doenças circulatórias 8,4 (1.600,00) Lesões físicas 10,4 (1.200,00) Doenças ósseas 2,7 (1.100,00) Doenças geniturinárias 9,1 (2.200,00) Produtos de higiene pessoal 7,0 (4.000,00) Total 100,0 (34.500,00) Tabela 3: Estoque de produtos a ser montado.
    40. 40. Descrição Valor (R$) Capital circulante 12.000,00 Caixa mínimo 8.000,00 Total 20.000,00 Tabela 4: Capital a ser aplicado. Período (mês) Receitas mensais esperadas (R$) Mês 1 12.000,00 Mês 2 18.000,00 Mês 3 18.000,00 Mês 4 18.000,00 Mês 5 18.000,00 Mês 6 20.000,00 Mês 7 20.000,00 Mês 8 20.000,00 Mês 9 20.000,00 Mês 10 20.000,00 Mês 11 20.000,00 Mês 12 20.000,00 Tabela 5: Estimativa de receitas para o primeiro ano de funcionamento.
    41. 41. Análise de Viabilidade Econômica Analise pelos métodos de: Payback; Taxa interna de retorno (TIR); Taxa mínima de atratividade (TMA): Estimativa de 15%
    42. 42. Análise de Viabilidade Econômica Determina-se então a taxa interna de retorno pela equação: 𝐹𝐶0 = 𝑗=1 12 𝐹𝐶𝑗 (1 + 𝑇𝐼𝑅) 𝑛 Determinou-se um valor de TIR igual à –5,245% para um período de um ano. Percebe-se que o investimento inicial não é pago no primeiro ano de atuação da empresa.
    43. 43. Análise de Viabilidade Econômica Para descobrir-se o tempo em que o investimento inicial é pago, utiliza-se o método de Payback, pela equação a seguir: 𝑃𝐵 = 𝐼0 𝐹𝐶 Desconta-se do investimento inicial todos os fluxos de caixa até o último antes do investimento ser pago.
    44. 44. Análise de Viabilidade Econômica Determinou-se o tempo de Payback, que é de 4,546 anos. Considera-se uma receita constante de R$ 20.000,00 a partir do 6º mês. O projeto não apresenta viabilidade econômica, devido ao fato do valor do Payback ser muito grande. Solução: Substitui-se a construção do prédio pelo aluguel de uma sala comercial pelo preço de R$ 1.500,00 mensais, o tempo de Payback do projeto seria de aproximadamente 5 meses.
    45. 45. Conclusões Conclui-se que o empreendimento não apresenta viabilidade; devido ao fato dos custos totais só serem pagos em um período de mais de quatro anos e meio. O fato do custos demorarem para serem pagos inviabiliza o projeto, apesar de todos os estudos (mercado, localização e tamanho) indicarem uma grande viabilidade. A solução para tornar este projeto viável, seria então substituir a construção pelo aluguel de uma sala comercial. Caso o empreendimento venha a falir, como última instância, o imóvel construído apresentaria um valor agregado superior ao investido.
    46. 46. Referências bibliográficas • OLIVEIRA, A.P. Apostilas de análise técnica e econômica da indústria. Toledo-PR, 2014. • Portal Brasil – Indústria farmacêutica no Brasil. Disponível em <http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2010/12/industria- farmaceutica>. Acesso em 8 nov 2014. • ABCFarma – Associação Brasileira de Comércio Farmacêutico. Disponível em <http://abcfarma.org.br/midia/vendas-de-medicamentos-genericos- crescem-15-8-em-2013-e-movimenta-13-6-bilhoes-de-reais.html>. Acesso em 8 nov 2014. • SAAB, W.G.L.; RIBEIRO, R.M. Um panorama do varejo de farmácias e drogarias no Brasil. Disponível em <http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galeri as/Arquivos/conhecimento/setorial/get4is25.pdf>. Acesso em 9 nov 2014. • Medicamentos - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Disponível em <http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/Anvisa+Portal/Anvisa/Inicio/Medi camentos>. Acesso em 8 nov 2014.
    47. 47. Obrigado pela atenção!

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