G. Reale - D. Antiseri HISTORIADA FILOSOFIA      2   Patristica          e Escolistica        PAULUS
Dados lnternacionais de Catalogapio na Publicapio (CIP)                     (Cimara Brasileira do Livro, SP, Brasil)      ...
Existem teorias, argumentacdes edisputas filosoficaspelo fato de existirem pro-                                           ...
***      Afirmou-se com justeza que, em linha            Ao executar este complexo tracado,geral, um grande fildsofo e o g...
[ndice dos nomes, XI11                           a pureza e a humildade, 20; 10. A ressurrei-Indice dos conceitos fundamen...
111. A Gnose                                 34      11. Gregorio de Nissa1. Significado do termo "gnose", 34; 2. 0 s     ...
1. Ambrosio, 74; 2. JerGnimo e Rufino, 74.          11. As Escolas monacais,TEXTOS Minucio Ftlix: 1. Concordiincia        ...
mo, 149; 3. As provas a posteriori da existin-       I. As Escolas de Chartrescia de Deus, 149; 4. A prova a priori da exi...
IV. A filosofia hebraica                 200      MAPA CONCEI - 0 conhecimento huma-                                      ...
1. Roberto Grosseteste, 272; 2. Roger Ba-            universal e o nominalismo, 300; 7. A ha-con, 273; 2.1. A vida e as ob...
/                             Jndice de nomes*                                                                        Berr...
XIVCLEMENTE  ROMANO,29,43                                     Gaddi T., 182                       Jaeger W, 5 7CONSTANTINO...
MARCIAO SINOPE,          DE        gnostico 179    Pinturicchio, Bernardino de Betto     Simaco, Quinto AurClio MEmio,Marc...
agape, 19                           Logos, 32alegoria, 32analogia, 220apocatastase, 46argument0 ontologico, 150           ...
DA MENSAGEM B~BLICA      "Em verdade, em verdade, vos digo:      ninguem podera ver o Reino de Deus      se niio nascer de...
Capitulo primeiroA Biblia, sua mensagem e suas influhciassobre o pensamento ocidental
I. E s t v ~ t ~ e a                              v sigmifirado da Biblia        Com o nome de Biblia (do grego biblia = "...
Primeira parte - $ revoluG&o espiri+unl d a mensagem biblicaa "regra" em que deve se basear o crenteno que se refere a ver...
Esse "c5nonn, que consta ja ter assu-          rT 0 s vivfe e sete (ivrosmido consisttncia entre os cristiios desde o     ...
Primeira parte   -   r e v o l ~ 1 ~ espiri+ual da mensagem                                             80                ...
dor de uma nova alian~a.A sua morteaconteceu para o resgate das transgressliescometidas no regime da primeira alian~a;e, p...
e, dando graqas, deu-lho dizendo: Be-                       impol*t&nciada                                                ...
9                         Capitdo primeiro - $ Biblia,     s m   mensagem e   sMas influ&ncias...        Depois da difusii...
lo    Prilneira pavte -   vevoluGiio espiri+unl d n mensagem LiLlicn                          11. As idbias biblicas      ...
Monoteismo. A doutrina da unici-                                                   dade de Deus e especificamentejudai-   ...
l2     Primeira parte - A ri.volu+~ espiri+ual d n mcnsuyrw LiLlicnisto C, todo o extrcito do cCu, niio te deixes   como e...
13                     Capitdo primeiro   - $ Biblia, s u a m e n s a g e m                    ...                        ...
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  1. 1. G. Reale - D. Antiseri HISTORIADA FILOSOFIA 2 Patristica e Escolistica PAULUS
  2. 2. Dados lnternacionais de Catalogapio na Publicapio (CIP) (Cimara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Reale. GiovanniHistoria da filosofia : patristica e escolastica, v. 2 1Giovanni Reale. Dario Antiseri ; [tradupio Ivo Storniolo]. - S i o Paulo : Paulus, 2003. Titulo original: Storia della filosofia. Patristica e Scolastica Bibliografia. ISBN 85-349-2042-71. Filosofia - Historia I.Antiseri, Dario. II. Titulo. Ill. Titulo: Patristica e Escolastica indices para catalog0 sistematico: 1. Filosofia : Historia 109 Titulo original Storia della filosofia - Volume 1 : Patristica e Scolastica. 1 0 Editrice LA SCUOLA, Brescia, Italia, 1997 Traduq3o Ivo Storniolo Revis30 Zolferino Tonon lrnpresslo e acabarnento PAULUS 0 PAULUS - 2003 Rua Francisco Cruz, 229 04117-091 S3o Paulo (Brasil) Fax (11) 5579-3627 Tel. (11) 5084-3066 www.paulus.com.br editorial@paulus.com.br ISBN 85-349-2042-7 ISBN 88-350-9218-3 (ed. original)
  3. 3. Existem teorias, argumentacdes edisputas filosoficaspelo fato de existirem pro- A historia da filosofia e a historiablemas filosoficos. Assim como na pesquisa dos problemas filosoficos, das teorias fi-cientifica ideias e teorias cientificas d o res- losoficas e das arg u men tacbes filosofi-postas a problemas cientificos, da mesma cas. E a historia das disputas entre fild-forma, analogicamente, na pesquisa filoso- sofos e dos erros dos filosofos. E semprefica as teorias filosoficas sdo tentativas de a historia de novas tentativas de versarsolucdo dos problemas filosoficos. sobre questdes inevitaveis, na esperanca 0 s problemas filosoficos, portanto, de conhecer sempre melhor a nos mes-existem, d o inevita veis e irreprimiveis; en- mos e de encontrar orientacdes paravolvem cada homem particular que ndo nossa vida e motivacdes menos frageisrenuncie a pensar. A maioria desses pro- para nossas escolhas.blemas nao nos deixa em paz: Deus existe, A historia da filosofia ocidental e aou existiriamos apenas nos, perdidos nes- historia das ideias que in-formaram, oute imenso universo? 0 mundo e um cos- seja, que deram forma a historia do Oci-mo ou um caos? A historia humana tem dente. E um patrimdnio para ndo ser dis-sentido? E se tem, qual e? Ou, entao, tudo sipado, uma riqueza que ndo se deve- a gloria e a miseria, as grandes conquis- perder: E exatamente para tal fim os pro-tas e os sofrimentos inocentes, vitimas e blemas, as teorias, as argumentacdes ecarrascos - tudo acabara no absurdo, des- as disputas filosoficas sao analiticamenteprovido de qualquer sentido? E o homem: explicados, expostos com a maior clarezae livre e responsive1 ou e um simples frag- possivel.mento insignificante do universo, determi- ***nado em suas acdes por rigidas leis natu-rais? A ciencia pode nos dar certezas? 0 Uma explicacdo que pretenda ser cla-que e a verdade? Quais S ~ O relacdesas ra e detalhada, a mais compreensivel naentre razdo cientifica e fe religiosa? Quan- medida do possivel, e que ao mesmo tem-do podemos dizer que um Estado e demo- po o fereca explica@es exaustivas compor-cratic~? quais d o os fundamentos da de- E ta, todavia, um "efeito perverso", pelo fatomocracia ? E possivel obter uma justificacdo de que pode ndo raramente constituir umracional dos valores mais elevados? E quan- obstaculo a "memoriza@o" do complexodo e que somos racionais? pensamen to dos filoso fos. Eis, portanto, alguns dos problemas Esta e a razdo pela qual os autoresfilosoficos de fundo, que dizem respeito pensaram, seguindo o paradigma cMssi-as escolhas e ao destino de todo homem, co do ijberweg, antepor a exposicdoe com os quais se aventuraram as men- analitica dos problemas e das ideias dostes mais elevadas da humanidade, dei- diferentes filosofos uma sintese de taisxando-nos como heranca um verdadeiro problemas e ideias, concebida como ins-patrimdnio de ideias, que constitui a iden- trumento didatico e auxiliar para a me-tidade e a grande riqueza do Ocidente. moriza~ao.
  4. 4. *** Afirmou-se com justeza que, em linha Ao executar este complexo tracado,geral, um grande fildsofo e o g&io de uma os autores se inspiraram em csnones psico-grande ideia: Platdo e o mundo das ideias, pedagogicos precisos, a fim de agilizar aAristoteles e o conceit0 de Ser, Plotino e a memorizagdo das ideias filosoficas, que sdoconcepcdo do Uno, Agostinho e a "tercei- as mais dificeis de assimilar: seguiram ora navegaqdo " sobre o lenho da cruz, Des- metodo da repetiqdo de alguns conceitos-cartes e o "cogito ", Leibniz e as "m6nadas1, chave, assim como em circulos cada vezKant e o transcendental, Hegel e a dialetica, mais amplos, que vdojustamente da sinte-Marx e a alienacdo do trabalho, Kierke- se a analise e aos textos. Tais repetiqdes,gaard e o "singular", Bergson e a "dura- retomadas e amplificadas de mod0 opor-cdo", Wittgenstein e os "jogos de lingua- tuno, ajudam, de mod0 extremamente efi-gem", Popper e a "falsificabilidade" das caz, a fixar na atenedo e na memoria osteorias cientificas, e assim por diante. nexos fundantes e as estruturas que sus- Pois bem, os dois autores desta obra tentam o pensamen to ocidental.propdem um lexico filosofico, um diciona-rio dos conceitos fundamentais dos diver- Buscou-se tambem oferecer ao jovem,sos filoso fos, apresentados de maneira di- atualmente educado para o pensamentodatica totalmente nova. Se as sinteses visual, tabelas que representam sinotica-iniciais d o o instrumento didatico da me- mente mapas conceituais.morizac20, o lexico foi idealizado e cons- Alem disso, julgou-se oportuno enri-truido como instrumento da conceitualiza- quecer o texto com vasta e seleta serie de~ 2 o e, juntos, uma especie de chave que ; imagens, que apresentam, alem do rostopermita entrar nos escritos dos filosofos e dos fildsofos, textos e momentos tipicos dadeles apresentar interpreta~des encon- que discussdo filosofica.trem pontos de apoio mais solidos nos pro-prios textos. *** *** Apresentamos, portan to, um texto ci- entifica e didaticamente construido, com Sinteses, analises, lexico ligam-se,portanto, a ampla e meditada escolha dos a intencdo de oferecer instrumentos ade-textos, pois os dois autores da presente quados para introduzir nossos jovens aobra estdo profundamente convencidos olhar para a historia dos problemas e dasdo fato de que a compreensdo de um fi- ideias filosoficas como para a historia gran-losofo se alcanqa de mod0 adequado ndo de, fascinante e dificil dos esforqos intelec-so recebendo aquilo que o autor diz, mas tuais que os mais elevados intelectos dolanpndo sondas intelectuais tambem nos Ocidente nos deixaram como dom, masmodos e nos iarqdes especificos dos tex- tambem como empenho.tos filosofico~.- REALE GIOVANNI - DARIO ANTISERI
  5. 5. [ndice dos nomes, XI11 a pureza e a humildade, 20; 10. A ressurrei-Indice dos conceitos fundamentais, XVII $50 dos mortos, 21. III. Para alirn d o horizontePrimeira parte cultural grego 22 1. 0 desenvolvimento retilineo da histo-A REVOLUCAO ria que tem como fim o Juizo universal, 22;ESPIRITUAL 2. A nova "medida" do homem no pensa- mento cristiio, 23.DA MENSAGEMBIBLICA Segunda parteCapitulo primeiro A PATRISTICAA Biblia, sua mensagem NA AREA CULTURALe suas influinciassobre o pensamento ocidental - 3 DE LINGUA GREGAI. Estrutura e significado da Biblia 3 Capitulo segundo1. 0 significado do termo "Biblia", 3; 0 s problemas filosoficos essenciais2 . 0 s escritos que constituem o Antigo Tes- que derivam do encontrotamento, 3; 3. 0 s vinte e sete livros do No- entre "fi" e "razio".vo Testamento, 5; 4. 0 conceito de "Tes- Filon de Alexandriatamento", 6; 5. A inspiraqiio divina da e a Gnose 27Biblia, 8; 6. A importgncia da Biblia emiimbito filosofico, 8. I. Problemas emergentes11. As idiias biblicas d o impact0 corn a Biblia - 27 que influiram 1. A quest50 da autenticidade dos textos sobre o pensamento ocidental - 10 biblicos, 27; 2. A questiio da conciliabi- lidade do Antigo e do Novo Testamento,1. Passagem do politeismo grego ao mono- 28; 3. A quest50 da identidade do cristiio,teismo cristiio, 11; 2. A criaqiio a partir do 29; 4. 0 s grandes problemas teologicos,nada, 12; 3. A concepqiio antropochtrica 29; 5. 0 grande Pr6logo do Evangelho decontida na Biblia, 12; 4. 0 respeito pelos Joiio, 30.mandamentos divinos: a virtude e o peca-do, 13; 5. 0 conceito de Providtncia na Bi- 11. Urn precursor:blia, 14; 6. A desobedicncia a Deus resgata-da pela paixiio de Cristo, 15; 7. 0 valor da Filon de Alexandria 31fC e a participaqiio no Divino, 17; 8. 0 eros 1. A "filosofia mosaics", 32; 2. Deus, "Lo-grego, o amor (agape)cristiio e a graqa, 18; gos" e "Poder", 32; 3. A antropologia filo-9 . 0 s valores fundamentais do cristianismo: niana, 33; 4. A nova Ctica, 33.
  6. 6. 111. A Gnose 34 11. Gregorio de Nissa1. Significado do termo "gnose", 34; 2. 0 s e os Padres Capadocios 57novos documentos gnosticos descobertos, 1. A recuperaqiio da cultura cliissica dentro35; 3. 0 s traqos essenciais da doutrina da da fC, 57; 2. Realidade inteligivel e mundognose, 35; 4. A "gnose" como express50 da sensivel, 58; 3. A doutrina do homem, 58;angustia de uma Cpoca, 36. 4. A ascensiio a Deus, 58.Tmos - Filon de Alexandria: 1. A cria~iio 111.0 Pseudo-Dionisiodo mundo, 37; 2. A nulidade do homem, 38. Areopagita 59 1. Formulaqiio da teologia apofiitica, 59.Capitulo terceiro0 s apologistas gregos IV. Maximo o Confessore a Escola catequitica e a ultima grande batalhade Alexandria 39 cristologica 61 1. Afirmaqiio do dogma de Cristo "verda-I. 0 s Apologistas gregos deiro Deus e verdadeiro homem", 61. do siculo 11: Aristides, Justino, Taciano - 39 V. JoZo Darnasceno 621. Marciiio Aristides, 39; 2. Justino Martir, 39; 1. Recuperaqiio da filosofia aristotklica, 62.2.1. 0 primeiro platanico cristiio, 39; 2.2. A TEXTOS- Gregorio de Nissa: 1 . 0 s dois planosdoutrina do Logos, 39; 2.3. A doutrina da alma, da realidade: sensivel e supra-sensivel, 63;40; 2.4. A condenaqiio de Justino B morte, 40; Pseudo-Dionisio Areopagita: 2. A concep~iio3. Taciano, 40; 4. Atenagoras, 41; 5. Teofilode Antioquia, 41; 6. A Carta a Diogneto, 41. de Deus como "acima de tudo ",65;Maximo o Confessor: 3. As cinco divis6es da natureza,11. A Escola catequitica 66; 4 . 0 amor, 66; 5. A "liturgia cdsmicd", 67. de Alexandria: Clemente e Origenes 43 Terceira parte1. Clemente e a verdadeira "gnose", 43; 2. Afigura e os fundamentos do pensamento de A PATRISTICAOrigenes, 44; 2.1. Vida e obras filosoficas,44;2.2. Doutrina da Trindade e Neoplatonismo, NA AREA CULTURAL44; 2.3. Criaqiio, "apocatastase" e encarnaqiio,45; 2.4. Importiincia de Origenes, 46. DE LINGUA LATINATmos- Justino Martir: 1 . 0 itinerario filosd-fico de Justino, 47; 2. 0 Logos e Cristo, 48; Capitulo quintoCarta a Diogneto: 3 . 0 s cristiios siio a alma do A Patristica latinamundo, 49; Clemente de Alexandria: 4. A antes de santo Agostinho 71concep~iio plat6nica de Deus, 50; 5. A belezaespiritual, 5 1; Origenes: 6. Sabedoria grega e I. Minucio Filix, Tertulianomensagem crista", 52; 7 . A apocatastase, 53. e os escritores crist5os at6 o siculo IV 71Capitulo quarto 1. 0 primeiro escrito apologitico cristiio-0 s trss luminares da Capadocia latino, 7 1 ; 2. 0 s fortes ataques de Minucioe as grandes figuras FClix contra os filosofos gregos, 72; 3. Parado Pseudo-Dionisio Areopagita, Tertuliano, Atenas e JerusalCm nada ttm em comum, 72; 4. 0 fideismo de Tertuliano:Maximo o Confessor "credo quia absurdum", 72; 5. Influxos es-e J o i o Damasceno 55 toicos na ontologia de Tertuliano, 73; 6. Es-I. A era iurea da Patristica critores cristiios do stculo 111 e dos inicios do IV, 7 3 ; 7 . Tradutores, comentadores e e o Concilio de Niciia 55 eruditos cristiios do stculo IV, 73.1. 0 edito de Miliio e as disputas teologicas,55; 2. 0 Concilio de NicCia e a fixaqiio do 11. As figuras de Ambrbsio,"credo", 56. Jerbnimo e Rufino 74
  7. 7. 1. Ambrosio, 74; 2. JerGnimo e Rufino, 74. 11. As Escolas monacais,TEXTOS Minucio Ftlix: 1. Concordiincia - episcopais e palatinas 121entre fildsofos e cristiios, 76; Tertuliano: 2. A 1. A Escolastica e os vkios tipos de escolafilosofia e o cristianismo estiio em contradi- da Idade MCdia, 121; 2. A escola palatina&io, 77; Ambrosio: 3. 0 s deveres, 80. criada por Alcuino, 122. 111. A Universidade 123Capitulo sexto 1.As Universidades de Bolonha e Paris, 123;Santo Agostinho 2. Efeitos explosivos da Universidade, 124;e o apogeu da Patristica 81 3. Raz2o e fC, 125; 4. Faculdade das artes e Faculdade de teologia, 126; 5. A "CidadeI. A vida, a evolu@o espiritual de Deus" de Agostinho, 127. e as obras de santo Agostinho - 8 1 IV. Joaquim de Fiore 1281. A vida, 81; 2. A evoluq2o espiritual, 82; 1. A concepq20 trinitiiria da histbria, 128.3. As obras, 84.11. Fi, filosofia e vida Capitulo oitavo no pensamento de Agostinho - 86 0 surgimento da Escolastica1. 0 filosofar na fC, 88; 2. A descoberta da e seus desenvolvimentospessoa e a metafisica da interioridade, 89; de Boicio a Escoto Eriugena 1293. A verdade e a iluminag20, 90; 4. Deus, 91;5. A Trindade, 93; 6. A doutrina da criaq20, I. A obra e o pensamento94; 7. A doutrina das IdCias e das raz6es semi- de Severino Bokcio 129nais, 95; 8. A eternidadee a estrutura da tempo-ralidade, 97; 9 . 0 ma1 e seu estatuto ontologi- 1. BoCcio: "o ultimo dos romanos e o pri-co, 97; 10. A vontade, a liberdade, a gaga, 98; meiro dos escolasticos", 129; 2. Botcio e a11.A "Cidade terrena" e a "Cidade divina", logics, 130; 3 . 0 De consolationephilosophiae:99; 12. A esshcia do homem C o amor, 100. Deus C a propria felicidade, 131; 4. 0 pro- blema do ma1 e a quest20 da liberdade, 132;MAPA CONCEITUALcentralidade da Trin- -A 5. Raziio e fC em BoCcio. 133: 6. Outrosdude divina, 101. autores do sCculo VI ao skculo VIII, 133.TEXTOS - Agostinho: 1.A terceira navega@o, 11. Jo5o Escoto Eriugena 135102; 2. 0 circulo hermeniutico entre raziioe fe, 104; 3. A natureza da Verdade, 106; 4. A 1.A figura e a obra de Escoto Eriugena, 135;ilumina@o, 106; 5. A natureza do Bem, 107; 2. Escoto Eriugena e o Pseudo-Dionisio,6. As "1d6iasY como pensamentos de Deus, 136; 3. 0 De divisione naturae, 137; 4. A110; 7. A ctia~iio tempo e sua natureza, do raz2o em funqiio da fC, 138.112; 8. 0 "sabado" de felicidade eterna na - TEXTOS BoCcio: 1.A consola@o da filoso-Cidade de Deus e o "oitavo dia ",114. fia, 139; Escoto Eriugena: 2. A quadrziplice divisiio da natureza, 143.Quarta parte Quinta parteGENESEDA ESCOLASTICA A ESCOLASTICA NOS SECULOSCapitulo sitimo DECIMO PRIMEIROA filosofia na Idade Media: E DECIMO SEGUNDOa "Escolastica", as "Escolas",as "Universidades" 119 Capitulo nonoI. Desenvolvimentos Anselmo de Aosta 147 do pensamento medieval -11 9 1.A vida e as obras de Anselmo, 148; 2. Cen-1. 0 quadro cronologico, 119. tralidade do problema de Deus em Ansel-
  8. 8. mo, 149; 3. As provas a posteriori da existin- I. As Escolas de Chartrescia de Deus, 149; 4. A prova a priori da exis- e de Siio Vitor 177tincia de Deus ou "argumento ontologico",150; 5. Criticas e consensos ao argumento on- 1. Tradiq3o e inovag30, 177; 2. As artes dotologico, 150; 6. Deus e o homem, 151; 7. A trivio em perspectiva religiosa, 178; 3. 0raz3o dentro do tragado da fe, 153; 8. Carac- Timeu de Plat30 interpretado B luz do G&teristicas do "realismo" de Anselmo, 153. nesis, 179; 4. 0 Didascalicon de Hugo de S3o Vitor, 180; 5. A mistica e Ricardo deMAPA CONCH A I . - Deus e o homem, 155. IU Siio Vitor, 180.T~mm Anselmo de Aosta: 1.0a r g u m t o on- - 1 . Pedro Lombardo 1toldgico, 156; 2. A dqbuta com Gaunilon, 157;3. Anselmorespondek objepks de G m l o n , 160. e Jo5o de Salisbury 182 1. 0 s livros das Senten~as Pedro Lom- de bardo, 182; 2. Jo3o de Salisbury: os limitesCapitulo dkcimo da razso e a autoridade da lei, 183.~ b e l a r d o a grande controvirsia e TEXTOS Hugo de S3o Vitor: 1. 0 valor -sobre os universais 1 61 dos classicos, 184; Pedro Lombardo: 2. Sen- t e q a s sobre filosofia e sobre teologia, 185.I. Pedro Abelardo 1611. A vida e as obras, 162; 2. A "duvida" e as"regras da pesquisa", 162; 3. A "ratio" e seu Sexta partepapel na teologia, 163;4. Principios fundamen-tais da itica, 164; 5. "Intelligo ut credam", 164. A ESCOLASTICA1 . A grande controvirsia 1 NO SECULO sobre os universais 166 DECIMO TERCEIRO1. 0 s estudos "gramaticais", 166; 2. A ques-t5o da "dialCtica", 167; 3 . 0 problema dos uni-versais, 167; 3.1. A quest50 da relag50 dos Capitulo dkcimo segundonomes e dos conceitos mentais corn a reali- A filosofia arabe e a hebraica,dade, 167; 3.2. A solug30 do realismo exage- a penetraqiio de Aristotelesrado, 168; 3.3. A solug30 nominalista, 168;3.4. A solug30 moderada de Abelardo: o uni- no Ocidenteversal como "sermo" extraido da "ratio" sobre e a mediaqaoa base do "status communis" dos indlviduos, 169; entre aristotelismo3.5. Implicag6es logicas e metafisicas da posi- e cristianismo 189qio "conceitualista" de Abelardo, 169; 3.6. Aposig5o do "realismo moderado" que sera as- politica e cultural I. A s i t u a ~ 5 osurnida por santo Tomas e se impora como clas- no siculo XI11 189sics, 170; 3.7. Quadro sinotico geral do pro- 1. Situagao politico-social e instituiq6es ecle-blema dos universais e das suas solug6es, 170. siasticas, 189; 2. A situagao cultural, 190.MAPA CONCEITUAL. - Disputa sobre os uni-versais, 171. 1 . 0 aristotelismo de Avicena - 191 1 1. A figura e a obra, 191; 2 . 0 ser possivel eTb.x~os Abelardo: 1. Confissoes autobio- - o ser necessArio, 192; 3. A "logica da gera-graficas a um amigo, 172; 2. A logica a ser- g5o" e a influincia de Avicena, 193.vigo da teologia, 174; Porfirio: 3. A ques-tiio dos universais, 175. 1 1 0 aristotelismo de Averr6is - 194 1. 1. A figura e as obras, 194; 2. Primado da filosofia e eternidadedo mundo, 195; 3. Uni-Capitulo dkcimo primeiro cidade do intelecto humano, 196; 4. Con-Centros promotores de cultura seqiiincias da unicidade do intelecto, 197;do seculo decimo segundo. 5. As primeiras condenaq6es do aristotelis-As escolas de Chartres mo, 197.e de SZOVitor, Pedro Lombardo MAPA CONCEITUAL - Averrois: A teoria doe JoZo de Salisbury 177 intelecto, 199.
  9. 9. IV. A filosofia hebraica 200 MAPA CONCEI - 0 conhecimento huma- I-UAI. no das leis, 230.1. Influxos hebraicos sobre o Ocidente: Avi-cebron, 200; 2. MoisCs MaimGnides, 200. V. 0 "filosofar na fk" em Tomis- 23 1V. Alberto Magno 202 1. A fe, guia da razao, 231.1.0programa de pesquisa de Alberto Mag- - TEXTOSTomas: 1.Sobre a "cientificidade "no, 202; 2. A distin~goentre filosofia e teo- da doutrina sagrada, 233; 2. Ente e essdn-logia, 203; 3. Filosofos gregos e tedogos cia, 235; 3. A natureza da alma, 241; 4. Ascristios, 204. cinco vias para demonstrar a existdncia de Deus, 245; 5. Lei eterna, lei natural, lei hu- -TFXTOSAvicena: 1. A teoria dos intelectos, mana e lei divina, 248.205; Alberto Magno: 2. A nuturea do bem, 206. Capitulo dkcimo quartoCapitulo dkcimo terceiro 0 movimento franciscanoA grande sintese e Boaventura de Bagnoregio -- 253de Tomas de Aquino 211 I. 0 franciscanismo - 253I. A vida e as obras de Tomis 21 1 1. S3o Francisco e o franciscanismo, 253;1. Tomas, um dos maiores pensadores de 2. Alexandre de Hales, 254.todos os tempos, 211; 2. Raz3o e ft, filoso-fia e teologia, 212; 3. A teologia n30 substi- 11. SZo Boaventura e os vkrticestui a filosofia, 213. da Escola franciscana 25511. A ontologia 215 1. S3o Boaventura: a vida e as obras, 256; 2. A posiqZo de Boaventura contra o aristote-1. 0 conceit0 de ente, 216; 2 . 0 ente logico, lismo averroista, 256; 3. Na origem dos er-216; 3. 0 ente real e a distinqiio entre essin- ros do aristotelismo, 257; 4 . 0 exemplarismo,cia e existincia, 216; 4. Novidade da pers- 258; 5. As "rationes seminales", 259; 6. Co-pectiva tomista em relaqiio k ontologia grega, nhecimento humano e iluminaqiio divina,217; 5 . 0 s transcendentais: o ente como uno, 259; 7. Deus, o homem e a pluralidade dasverdadeiro, bom, 217; 5.1. A unidade do ente formas, 260; 8. Boaventura e Tomas: "uma"("omne ens est unum"), 217; 5.2. A verdade fe e "duas" filosofias, 261.do ente ("omne ens est verum"), 218; 5.3. Abondade do ente ("omne ens est bonum" ), 2 19; MAPA CONCEITIIAL - Boaventura: A cria@o,6. A analogia do ser, 219; 7. Transcendincia 262.de Deus e teologia negativa, 220. TEXTOS - Boaventura: 1. As seis etapas para chegar a Deus, 263.MAPA CONCEITUAI, - A ontologia, 221.111.A teologia: Capitulo decimo quinto as cinco vias para provar Averroismo latino, a existencia de Deus 222 neo-agostinismo1. Conhecimento "a posteriori" da existin- e filosofia experimentalcia de Deus, 222; 2. A primeira via, ou via no seculo decimo terceiro 269do movimento, 223; 3. A segunda via, ouvia da causalidade eficiente, 223; 4. A tercei- I. Siger de Brabantera via, ou via da contingincia, 224; 5. A quar- e o averroismo latino 269ta via, ou via dos graus de perfei@o, 225;6. A quinta via, ou via do finalismo, 225. 1.0averroismo latino, 269; 2. Siger de Bra- bante e a doutrina da dupla verdade, 270;MAPA CONCEITUALcinco provas da exis- -AS 3. 0 s franciscanos em polemica contra otdncia de Deus, 226. aristotelismo e o relanqamento do agostinis- mo, 271.IV. A teoria do direito 22 71. 0 livre-arbitrio, 227; 2. "Lex aeterna", 11. A filosofia experimental"lex naturalis", "lex humana", "lex divi- e as primeiras pesquisas cientificasna", 228. na era da Escolistica 2 72
  10. 10. 1. Roberto Grosseteste, 272; 2. Roger Ba- universal e o nominalismo, 300; 7. A ha-con, 273; 2.1. A vida e as obras, 273; 2.2. An- valha de Ockharn" e a dissoluqiio da metafisicatecipaq6es por parte de Roger Bacon de idCias tradicional, 301; 8. A nova logica, 302; 9 . 0que Francis Bacon tornara famosas no sCc. problema da existtncia de Deus, 303; 10. Con-XVI, 274; 2.3. A experitncia como base de to- tra a teocracia, a favor do pluralismo, 304.do conhecimento, 274; 2.4. Problemas fisi- MAPA CONCEITUAL -A teoria do conhecimen-cos e tkcnicos em Bacon, 274; 2.5. As idCias deBacon sobre as traduqGes, 275; 3. Pesquisas to, 306.tecnol6gicas na Idade MCdia, 276. 11. Ockham e a cisncia dos Ockamistas 307Capitulo dicimo sexto 1. 0 novo mCtodo da pesquisa cientifica proposto por Ockham, 307; 1.1. Fidelida-Joiio Duns Escoto 277 de ?i experitncia, 307; 1.2. E precis0 buscarI. A vida e a obra 277 niio a essincia mas a funqiio dos fename- nos, 308; 1.3. Valorizaqio de hipoteses1. 0 "Doutor sutil", 277; 2. Distingio en- explicativas, 308; 1.4. Para uma concepqiiotre filosofia e teologia, 278. do universo como homogzneo, 308; 2. 0 s11. A metafisica 279 Ockhamistas e a ciincia aristotilica, 308; 2.1. Para um novo paradigma cientifico que1. A univocidade do ente, 280; 2. 0 ente ultrapassa o aristotelismo, 308; 2.2. Criti-univoco, objeto primeiro do intelecto, 281; cas de Buridan a Arist6teles com o mitodo3. A ascensiio a Deus, 282; 4. A insuficitn- da falsificaqiio empirica, 309; 2.3. Outroscia do conceit0 de ente infinito, 282; 5 . 0 prin- contributos significativos, 3 10; 3 . 0 s Ockha-cipio de individuaqiio e a "haecceitas", 283. mistas e a citncia de Galileu, 310.111. A concepqiio do direito 285 Tmos - Guilherme de Ockam: 1. A logica1. 0 voluntarismo e o direito natural, 285. dos termos, 312.MAPA CONCEITUAL - A univocidade do ente,287. Capitulo dicimo oitavoTwos - Duns Escoto: 1. A univocidade do ~ l t i m a figuras sente, 288; 2 . 0 principio de individua@o, 290 e fim do pensamento medieval - 321 - - - I. 0 problemaSitima parte do "primado" politico 321 1. Egidio Romano e Joiio de Paris: tem pri-A ESCOLASTICA mado a Igreja ou o ImpCrio?, 321; 2. 0 De-NO SECULO fensor pacis de Marsilio de PAdua, 322.DECIMO QUARTO 11. Dois reformadores pri-luteranos: JoZo Wyclif e Joiio Huss 324 1. Joiio Wyclif, 324; 2. Joiio Huss, 325.Capitulo dicimo sitimoGuilherme de Ockham, 111.Mestre Eckhartos Ockhamistas e a mistica especulativa alem5 - 326e a crise da Escolastica 295 1. As raz6es da mistica especulativa, 326; 2. Mestre Eckhart: o homem e o mundo sioI. Guilherme de Ockham 295 nada sem Deus, 327; 3. 0 retorno do ho- mem a Deus, 328; 4. OposiqGes suscitadas1. A situaqiio hist6rico-social do sCc. XIV, Eckhart seus discipulos, 328.296; 2. Guilherme de Ockham: a figura e asobras, 298; 3. IndependCncia da ft em rela- T m o s - Mestre Eckhart: 1. Ver Deus nus$ao 2 raz50, 299; 4.0 empirismo prima- criaturas e as criaturas em Deus d fonte dedo do individuo, 299; 5. Conhecimento in- verdadeira consola@O, 330.tuitivo e conhecimento abstrato, 300; 6. 0 Bibliografia do segundo volume, 333.
  11. 11. / Jndice de nomes* Berruguete P., 286 BOAVENTURA DF BAGNORFGIO, 119,ARELARDO 119, 120, 122, 146, P., 120, 137, 147, 151, 187, 161-165, 166,167, 168,169, 188, 190, 193, 198, 212, 170,171, 172-175, 178, 182, 254,255-262,263-268,271, 183,190 277,286Adeodato, 82 Botcro DF DAt IA,270AGOSTINHO HIPONA, 44, 69, nE 30, S., BOECIO 119, 120, 122,129-134, 70, 71, 73, 75, 81-101, 102- 139-143,362,207,212,237, 116,119,120,122,126,127, 275 158,162,175,185,202,203, Bonifacio VIII, papa, 271,277,296, 204,206,227,228,233,242, 297,322 243,248,249,250,251,254, Botticelli S., 92, 96 257,258,271,273,330 BRADWARDINE T., 310,324ALBERTO MAGNO, 137, 190, 198, J., BURIDAN305, 307, 309-310 202-204, 206-210,211,212, 270,272,273,276,326,329ALCUINO YORK, DE 121, 122, 134, 135 111,ALEXANDREPAPA, 128ALEXANDRE DE AFRODISIA, 130 CALC~DIO, 73AIEXANDRE DE HALES,190,198,253, 254,256 Calisto 11, ahtipapa, 128Alexandre Magno, 275 Carlos IV, irnperador, 297 F., BACON 272,274 Carlos Magno, 121, 122, 134Alpago A., 205 BACON 272,273-276,277 R., Carlos o Calvo, irnperador, 5, 13.5, BALTHASAR, VON, H.U. 62 136 BAS~LIDES, 36 CARN~ADES, 72 BAsiLlo DE CESAREIA, 57 56, CARP~CRATES, 36 Beato AngClico, 244 CARTA DIOGNETO, A 39,41-42,49-50 Beatus de Liibana, 9 C~sslonono M.A., 122, 134 BECKET, 183 T., Celino de Nese, 126 BEDA, VENERAVFI., 134 o 122, Chenu M.-D., 233 BERENGARIO DE TOURS,167 CICERO, MARCO TULIO, 74, 82, 73, Bergognone, Ambrosia 122,249,250 de Fossano dito o, 75 CINO P I S T ~ 126 , IIE ~A B E R N A RIIE ~ D CHARTRES, 177, 166, CIPRIANOCARTAGO, 73, 130 DE 71, 178,179,184 CLEANTO ASSOS, DE 76 BERNARDOCLARAVAL, DE 254 Clernente IV, papa, 274" Neste indice:-reportam-se em versal-versalete os nomes dos filosofos e dos hornens de cultura ligados ao desenvolvi- rnento d o pensamento ocidental,.para os quais indicam-se em negrito as piginas em que o autor C tratado de acordo corn o tema, e em itihco as paginas dos textos;-reportam-se em italic0 os nomes dos criticos;-reportam-se em redondo todos os nomes niio pertencentes aos agrupamentos anteriores.
  12. 12. XIVCLEMENTE ROMANO,29,43 Gaddi T., 182 Jaeger W, 5 7CONSTANTINO,IMPERADOR,73 55, GALILEI 310 G., JERONIMO,74-75, 120, 234 6,COUSIN 130 V., Galla Placidia, 16 JERONIMO ASCOLI, DE 274CRISIPO SOLI, 76 DE 12, GAUNILON, 151, 157, 160 147, JoAo CI~MACO, 68CRISPO, 73 GelQsioI, papa, 321, 322 JoAo DAMASCENO,62, 68, 120, 26, B.,CROCE 8 235,245 GHERARDOCREMONA, DE 192 GILBERTO PORRETANO, 178 177, JOAO JANDUN, DE 322 GONSAIVO HISPANO, 277 JOAO PARIS, DF. 321-322 GOTESCALCO, 135 JOAO SALISBURY, 166, 178, DE 146, GREG~RIO MAGNO, PAPA, 208 120, 182,183 Greg6rio VII, papa, 128,296 Jo5o Evangelista, 1, 5, 19, 27, 30,Ddmaso, papa, 74 Greg6rio IX, papa, 197 32,102,103,327DANTE ALIGHIERI, 322 321, Greg6rio X, papa, 212,276 JoAo IBNDAHUT, 200Demktrio (bispo), 44 GREC~RIO NAZIANZENO,57, 66 56, JoAo XXII, 297,298,324,328DE REGINA 271 J., GREG~RIO DE NISSA, 56 Joaquim De Fiore, 128DESCARTES 90, 147, 151 R., GROUSSET, 24 R., JUSTINIANO, IMIERADOR,121 44,DE LAMARE 271 G., GUALTIERBRUGES, DE 254 JUSTINO MARTIR,39-40, 47-48, 49,DONATO, HF.LIO, 122 76 11, o GUILHERME RUIVO, DA INGLA- Justo de Gand, 286 REIDUNSESCOTO J., 119,120,147,151, TERRA, 148 190, l92,193,277-287,288- GUILE-IERMEDE AUXERRE, 198 292,301,303,324 GUILHERME DE CHAMPEAUX, 162,166, 168,171,172,173,180 GUILHERME DE CONCHES, 177, 179, 180 GUII.HERMF.DE MOERBECKE, 326 GUND~SSAIY~ 200 D., 192, KANT 147,151 I., Kilwardby R., 271,297,322 T., KUHN 310Ecberto, 134E(;inlo DE LASSINES, 270Ecinro ROMANO, 269,271,321-322Elias, 277 Hayim, 4E I ~ U R 24 , O HELO~SA, 165 162,EP~FANFS, 36 I, o HENRIQUE LEAo, REI IIA INGLA-Esc:oro ERIUGENA61, 66, 117, J., TF.RRA, 148 LACTANCIO, FIRMIANO, 73 L~I(:Io 71, 118, 119, 122, 135-138, 14.3- 144,148,166,168,190 HENRIQUFDF.VI SUPVIA, 128 Landolfo de Aquino, 21 1Es~tvAo PROVINS, DE 198 HENRIQUEGAND, DE 271 LEIBNIZ W., 147, 151 G.Eustlrro DE CESAR~IA, 55 HENRIQUE 328 SUSO, Leso XIII, papa, 261 HERACLIDES T I C76 , P~N O Lebnidas, pai de Origenes, 44 HERACLITO, 48 Lippi F., 167 H~siono, 76 Lucas Evangelista, 5, 8, 15 HIIARIO POITIERS, DF. 73 Ludovico o Bivaro, imperador, 297, Holder A., 133 299 HUGO SAOV~TOR, DE M., 137,177,180, LUTERO 304 181, 184-185,235,254Fabro C., 220 Huss J., 305, 325FAUSTO, 83Filipe o Belo, rei da Franp, 277, 297Filon de Alexandria, 26,28,31-34, 37-38, 39, 74, 91, 110 Macrina, 63, 64FIRMI(:O MATERNO, JULIO, 73 MACROBIO, AMBR0510 TFOII~SIO, 73Francisco de Assis, 253, 263, 267 MESTRE ECKHART, 326, 327- 293,Frederico I Barbarroxa, imperador, InocCncio 111, papa, 189, 190,296, 328,330-3.31 123,128 322 Magno, 234Frederico I1 de Sutvia, imperador, MAIMONIDES 200-201 M., 189,211 MARCIANO ARISTIIIES, 39Fulberto, 177 MARCIANO CAPELLA, I78 136,
  13. 13. MARCIAO SINOPE, DE gnostico 179 Pinturicchio, Bernardino de Betto Simaco, Quinto AurClio MEmio,Marcos Evangelista, 5, 19,20 dito o, 94 130MAnsiLlo DE PADUA,321,322-323,324 PIRRO ELIDA, 72 IIF. SIMAO AUTHIE, IIF 198MAXIMO CONFESSOR, 26, 61- o 25, PITAGORAS, 72, 185 40, SINESIO CIRENE, DE 56 62, 66-68, 119, 136 PLATAO, 11, 12, 14, 17, 18, 21, 8, S~CRATES, 21,24,48,249MATEUS ACQUASPARTA, 271 DE 269, 33,39,40,50,62,72,73,89,Mateus Evangelista, 5, 7, 15,20 91, 95, 102, 106, 107, 110, 111,112,114,115,120,130,Melitso G., 256 135,177,179,180,184,185,MINUCIO FFLIX,71, 72, 76-77 231,232,249,257,279,326Moeller C., 24 PI.OTINO, 11,12,21,35,45,81,84,M6nica, 81, 82 88, 89, 91, 92, 95, 96, 112 TACIANO, ASS~RIO, o 39,40-41 Pohlenz M., 15, 84 TAULER 328 J., POLICARPO ESMIKNA, DE 29 Tempier E., 269,270,271,297,322 PORFIRIO TIRO,81, 84, 89, 129, LIE Teodora, 21 1 130, 162, 175-176,278,289 Teodorico, imperador, 129, 131 PRISCIANOL~DIA, DE 122 TEODORICO CHARTRES, 179, DE 177,NEDELEC 271 H., PROCLO, 327 180NEMESIO EMESA, DE 56 Pseudo-Dionisio Areopagita, 26, T ~ o n o ~ r DEoFRIBURGO, c 276N E S T ~ RDE ANTIOQUIA, IO 30 59-60, 65-66, 135, 136, 137, TEOFILO ANTIOQUIA, 41, 58 DE 39, 143,212,264,327N I C ~ L A UAUTR~COURT, DE 305 T E K ~ L I AQ.O ~ I M O N S FLORENTE,71, PTOLOMEU, CLAUDIO, 178NICOLAU ORESME, DE 305,307, 310 72-73, 77-79 PTOLOMEU FILADELFO, 6NOVACIANO, 73 71, TOMAS AQUINO, 119, 120, DE 62, 137, 147, 151, 166, 167, 170, 171, 188, 190, 192, 193, 198, 201, 203, 204, 211-232,233-252,259,261, 269, 271, 277, 286, 301, 303,322, 326,328 Tomas de Modena, 202 Raffaello Sanzio, 120 Reginaldo de Piperno, 212 VALENTIM, 36 Renan E., 269 Valerio (bispo), 82 RICARDO MIDDLETOWN, DE 271 VANNI ROVILHI 182, 216 S.,Pacher M., 85 RICARDO SAOV ~ O K177, 180- DE , Vitor IV, antipapa, 128PANTENO, 43 181,254 VITORINO, GAIO MARIO, 73, 84, 71,PARMENIIIES, 24 12, Roberto de C o u r ~ o n , 190, 197 130Pascoal 111, antipapa, 128 ROBERT^ LIE MELUN, 235PATR~CIO, 82 ROBERTO GROSSETESTF., 272-273,Paulo de Tarso, 3,5,16,17,19,21, 274,275,276,277 27, 52, 59, 65, 79, 80, 83, ROGER MARSTON, DE 271 136,183,246,328 Rosct-.l,r~o C~MPIPGNE, 166, DF 162,Peckham J., 271,277,297 168,169,171PEIIRODAMIAO, 166 RUFINO, 74-75 WITELO,276PEIIROL O M B A R D ~ , 182-183, 146, Rusticiana, 129 WYCI.IF 304, 305, 324-325 J., 185-186,202,212,235,277, J . IIE, RUYSRROF(:K, 329 278,283,298PEDRO, PAPA, 8PEDRODE JoAo OLIVI, 271PEL.A(,IO, 84PEREGRINO 273 P.,PFTRARCA 89,297 F., Saladino, sultiio, 200 Z F N A ~ C~CIO, DE 12PEI)RO, VENERAVEI., O 162 SENKA,LUCIO ANFU,71, 73 Zbsimo, papa, 84PIIK ~ oPON(:IO,48 ~, SICER BRABANTE, DE 269,270-271 Zurbaran, Francisco de, 232
  14. 14. agape, 19 Logos, 32alegoria, 32analogia, 220apocatastase, 46argument0 ontologico, 150 0 monoteismo, 11conceitualismo, 169criacionismo, 12 navalha de Ockham, 302 nominalismo, 169ente e essincia, 193 realismo exagerado, 168 realismo moderado, 170fk e raziio, 88 mmhaecceitas, 284 teologia apofatica, 59 transcendentais, 219intelectd ~ L ~ o s s i v e l ~ ~ universais, 154 e intelecto "agente", 196 univocidade, 28 1
  15. 15. DA MENSAGEM B~BLICA "Em verdade, em verdade, vos digo: ninguem podera ver o Reino de Deus se niio nascer de novo."
  16. 16. Capitulo primeiroA Biblia, sua mensagem e suas influhciassobre o pensamento ocidental
  17. 17. I. E s t v ~ t ~ e a v sigmifirado da Biblia Com o nome de Biblia (do grego biblia = "livros") indicam-se 73 livros con- to (27 livros). 0 Antigo Testamento divide-re por sua vez em livros his- toricor, livros diditticor e livros profeticos. 0 s primeiros cinco livros historicos (Genesis, Exodo, Levitico, Numeros e Deute- roniimio) sao os livros da Lei ou Pentateuco. gue a 0 Novo Testamento e composto pelos quatro Evangelhos, pelas Cartas de Paulo, pelas Cartas dos Apostolos e pelo Apocalipse. _ siderados inspirados, distintos em Antigo Testamento (46 livros) e Novo Testamen- "Testamento" traduz o termo grego diatheke e indica o pacto ou aliansa que Deus ofereceu a Israel. A mensagem biblica, mesmo que nao tenha sido inspirada pela raz%o sim e pela fe, teve t a l impact0 historic0 e incidiu de mod0 tao profundo na concep@o do mundo e da natureza do homem, que deve ser considerada tambem do ponto de vista filosofico. A irnportsncia Neste sentido, ela trouxe algumas contribui~des revolu- historico-cultural cionarias para a historia do pensamento. da Biblia -+ 3 6 0significado 0 s livros da Biblia dividem-se em dois grandes grupos: d o termo "Biblia" a ) os do Antigo Testamento (redigidos a partir de aproximadamente 1300 a.C. at6 "Biblia", do grego biblia, significa "li- 100 a.C.; entretanto, os primeiros livros ba-vros". E um plural (de biblion) que, no la- seiam-se em uma tradiqio oral antiquissima;tim e nas linguas modernas, foi transliterado 6) os do Novo Testamento, que remon-como singular para indicar o "livro" por ex- tam todos ao sCculo I d.C., centrando-se in-celhcia. Na realidade, a Biblia n i o C um s6 teiramente na nova mensagem de Cristo.livro, mas coletinea de uma sCrie de livros,cada qua1 apresentando um titulo e peculia-ridades especificas, caracterizado tambCm 0 s escritos qMe constitl~empor extensio diversa e diferentes estilos li- o A n t i g o Testamentoterarios e redacionais. Chegou-se a falar at6mesmo da Biblia como de uma "coletineade coletineas" de livros, j i que, por seu tur- 0 s livros do Antigo Testamento re-no, alguns livros s5o precisamente coleti- conhecidos como can6nicos pela Igreja ca-neas de viirios livros. t6lica (ou seja, que contim o "c2non" ou
  18. 18. Primeira parte - $ revoluG&o espiri+unl d a mensagem biblicaa "regra" em que deve se basear o crenteno que se refere a verdade da fC) siio qua-renta e seis, subdivididos da seguinte ma-neira: Livros hist6ricos: 1. Gtnesis 2. Exodo 3. Levitico 4. Numeros 5. DeuteronBmio (0s livros de MoisCs - 115 - de-nominam-se Pentateuco, que significa,precisamente, "conjunto de cinco livros".TambCm s2o chamados Tora, que querdizer "Lei", ou seja, os livros que contima lei.) 6. Josue 7. Juizes 8. Rute 9. Primeiro Samuel 10. Segundo Samuel 11. Primeiro Reis 12. Segundo Reis (0s livros 9/12 indicam-se tambCm com Rihlia de Schockeli (Jcr~rsaltrn, Institute Schockcn).o titulo geral de Reis I, 11, 111, IV) I l z ~ ~ n i n u r a paginu inteiriz de 13. Primeiro CrBnicas cowz a ~ I U ~ U U Bercshith IL~ ( " N o principio "), inicio d o lizwo i f i ) Gi.nesis, 14. Segundo CrGnicas decon~da corn 45 n z e d a l h k 15. Esdras que representatn epistidios bil~licosorilenados 16. Neemias seqiiencialmente da direitir para a espcrrla (0s livros 15/16 siio tambCm indicados e do alto para I~aixo;por Esdras I e 11) os primeirus epistidios silo iiedicados a Ad20 e E L M e o u l t i m ) a Kalaiio r ao m ; o . , 17. Tobias 0 i l u s t r a d ~ rchanlado Hilyirn, , 18. Judite trabalhozt p o ~ ~ ) ldea 1.100 ~ t 19. Ester n~7Alrnianha inrr1if!o11a/. 20. Primeiro livro dos Macabeus 21. Segundo livro dos Macabeus 33. Ezequiel Livros sapienciais ou poCticos: 34. Daniel 22. JO (este segundo grupo - 35/46 -C cha- 23. Salmos 24. Proverbios mado de "profetas menores" por causa da 25. Eclesiastes quantidade exigua de seus escritos) 26. Cintico dos C2nticos 35. Oseias 27. Sabedoria 36. Joel 28. Eclesiastico 37. Amos Livros profkticos: 38. Abdias 39. Jonas (este primeiro grupo - 29/34 - de- 40. Miqueiasnomina-se "profetas maiores", por causa da 41. Naumextensgo dos escritos) 42. Habacuc 29. Isaias 43. Sofonias 30. Jeremias 44. Ageu 3 1. Lamentapies 45. Zacarias 32. Baruc 46. Malaquias
  19. 19. Esse "c5nonn, que consta ja ter assu- rT 0 s vivfe e sete (ivrosmido consisttncia entre os cristiios desde o do N o v o L s t a m e n t osCculo IV. foi sancionado definitivamentepel0 ~ o n c i l i o Trento (0s protestantes, deporCm, adotaram o c5non hebraico, do qua1 0 s livros do N o v o Testamento reco-falaremos logo adiante). nhecidos como canBnicos s ~ 27, divididos o 0 s hebreus adotaram apenas trinta e da seguinte maneira:seis livros (dividindo-os em tor^", "Pro- Quatro Evangelhos, com os Atos dosfetas" e "Livros"), excluindo Tobias, Judite, Apostolos:Primeiro e Segundo Macabeus, Sabedoria,Eclesiastico, Baruc e tambim parte de Daniel, 1. Evangelho segundo Mateusque siio livros redigidos em grego ou que 2. Evangelho segundo Marcosnos siio conhecidos somente no texto gre- 3. Evangelho segundo Lucasgo. (Hoje, porCm, estamos em condig6es de 4. Evangelho segundo Joiioestabelecer aue tal restriciio remonta aos 5. Atos dos Apostolosfariseus da Palestina, que pensavam que, Um corpus de cartas de s i o Paulo (oudepois de Esdras, cessara a inspiragiio divi- a ele atribuidas):na, enquanto outras comunidades hebrai- 6. Carta aos Romanoscas incluiam entre os livros sagrados tam- 7. Primeira carta aos CorintiosbCm alguns destes livros. Com efeito, nas 8. Segunda carta aos Corintiosdescobertas ocorridas em 1947 em Qumran, 9. Carta aos Galatasque trouxeram $ luz numerosos livros per- 10. Carta aos Efesiostencentes a uma comunidade hebraica ati- 11. Carta aos Filipensesva da ipoca de Cristo, foram achados os 12. Carta aos Colossenseslivros de Tobias e o Eclesiastico, que, por- 13. Primeira carta aos Tessalonicensestanto, niio estavam excluidos dos livros sa- 14. Segunda carta aos Tessalonicensesgrados.) 15. Primeira carta a Tim6teo 16. Segunda carta a Timdteo 17. Carta a Tito 18. Carta a Filemon 19. Carta aos Hebreus Sete cartas de apostolos ou atribuidas a apostolos: 20. Carta de Tiago 21. Primeira carta de Pedro 22. Segunda carta de Pedro 23. Primeira carta de Joao 24. Segunda carta de Joao 25. Terceira carta de JoZo 26. Carta de Judas Um livro profitico de S. Joiio: 27. Apocalipse Hoje, os estudiosos estiio bastante con- cordes em considerar que a Carta aos He- breus niio foi escrita por Paulo, embora o autor esteja proximo da visiio paulina. 0 s textos da Biblia foram redigidos em trts linguas: - hebraico (a maior parte do Antigo Testamento); - pequena parte em ararnaico (um dia- leto hebraico): ,, Uma pugina da preciosa Biblia de Caulos o Cnlvo - e em grego (alguns textos do Antigo ns histijrins de Ad20 (set. I X ) . COWI Testamento e todo o Novo Testamento; ape-
  20. 20. Primeira parte - r e v o l ~ 1 ~ espiri+ual da mensagem 80 biblicanas o Evangelho de Mateus, a o que parece, tando-se de manha, construiu um altar aofoi redigido primeiro em aramaico e depois p i da montanha e doze estelas para as dozetraduzido em grego). tribos de Israel. Depois enviou alguns jo- Duas traduqaes basilares tiveram gran- vens dos filhos de Israel, e ofereceram osde importiincia historica. Uma, em lingua seus holocaustos e imolaram a JavC novi-grega, de todo o Antigo Testamento: a cha- lhos como sacrificios de comunh50. MoisCsmada traduqao dos "Setenta", iniciada em tomou a metade do sangue e colocou-a emAlexandria sob o reinado de Ptolomeu Fi- bacias, e espargiu a outra metade do sangueladelfo (285-246 a.C.), que ficou como pon- sobre o altar. Tomou o livro da alian~a o eto de referhcia na area da cultura grega para leu para o povo; e eles disseram: Tudo oos proprios hebreus helenizados, e para os que JavC falou, nos o faremos e obedecere-gregos (muitasreferincias dos proprios Evan- mos. Moisis tomou do sangue e o aspergiugelhos baseiam-se nela). sobre o povo, e disse: Este C o sangue da A partir do sCculo I1 d.C. a Biblia foi alian~a Jave fez convosco, por meio de quetraduzida tambCm para o latim. Entretan- todas estas clausulas ".to, a traduq5o feita por s5o J e r h i m o entre E no profeta Jeremias (31,31ss), eis a390 e 406 foi a que se imp& de mod0 esta- promessa de uma "nova alianqa" (aquelavel, a ponto de ser oficialmente adotada pela que seria inaugurada por Cristo): "Eis queIgreja, sendo conhecida com o nome de dias vir5o - oraculo de JavC - em que se- Vulgata, por ser considerada a traduqzo la- larei com a casa de Israel (e a casa de Juda)tina por excelincia. urna alian~a nova. N5o como a alianqa que selei com seus pais, no dia em que os tomei pela m5o para fazi-10s sair da terra do Egi- to - minha alian~a que eles mesmos rom- peram, embora eu fosse o seu Senhor, ori- culo de JavC! Porque esta e a alianqa que selarei com a casa de Israel depois desses Como vimos, as duas partes da Biblia dias, oraculo de Javi. Eu porei minha lei nos50 chamadas de Antigo e Novo Testamen- seu seio e a escreverei em seu coraqzo. En-to. 0 que significa "Testamento"? Esse ter- t5o eu serei seu Deus e eles ser5o meu povo.mo traduz o grego diatheke, indicando o Eles n5o teriio mais de instruir seu proximo"pacto" ou "alianqa" que Deus ofereceu a ou seu irmiio, dizendo: Conhecei a JavC!Israel. Nesse pacto (a oferta do pacto e aqui- Porque todos me conhecer50, dos menoreslo que ele comporta), a iniciativa 6 unilate- aos maiores - oraculo de JavC -, porqueral, ou seja, inteiramente dependente de vou perdoar sua culpa e n5o me lembrareiDeus, que o ofereceu. E Deus o ofereceu por mais de seu pecado".mera benevolincia, vale dizer, como dom E o autor da Carta aos Hebreus ( 9 , l l -gratuito. 22) assim explica o sentido do novo "tes- Eis alguns textos particularmente sig- tamento" e da nova "alianqa" que t sancio-nificativos nesse sentido. Em Ginesis 9,9ss nada precisamente com a vinda de Cristo:apos o diluvio, Deus diz a No6 e seus filhos: "Cristo, porCm, veio como sumo sacerdo-"Eis que estabeleqo minha alian~a convosco te dos hens vindouros. Ele atravessou umae com os vossos descendentes depois de v6s tenda maior e mais perfeita, que n5o C obrae com todos os seres animados que est5o de m5os humanas, isto 6, que n5o pertenceconvosco. (. ..) Estabeleqo a minha alian~a a esta criaqzo. Ele entrou uma vez por to-convosco: tudo o que existe niio sera mais das no Santuario, n5o com o sangue dedestruido pelas aguas do diluvio; n5o have- bodes e novilhos, mas com o prdprio sun-a mais diluvio para devastar a terra". Em gue, obtendo uma reden~iio: eterna. De fato,Exodo 24,343, podemos ler a passagem mais se o sangue de bodes e de novilhos, e se asignificativa relativa ao "antigo" testamen- cinza da novilha, espalhada sobre os seresto, ou seja, a alianqa sinaitica entre Deus e ritualmente impuros, os santifica purifican-Israel, que devia durar at6 Cristo: "Veio, do os seus corpos, quanto mais o sangue depois, Moisis e referiu ao povo todas as pa- Cristo que, por um espirito eterno, se ofe-lavras de JavC e todas as leis, e todo o povo receu a si mesmo a Deus como vitima semrespondeu a uma so voz: Nos observare- mancha, ha de purificar a nossa consciinciamos todas as palavras ditas por JavC. MoisCs das obras mortas para que prestemos umescreveu todas as palavras de JavC; e, levan- culto ao Deus vivo. Eis por que ele e media-
  21. 21. dor de uma nova alian~a.A sua morteaconteceu para o resgate das transgressliescometidas no regime da primeira alian~a;e, por isso, aqueles que siio chamados re-cebem a heran~a eterna que foi prometida.Com efeito, onde existe testamento, e ne-cessario que se constate a morte do testa-dor. 0 testamento, de fato, so tem valorno caso de morte. Nada vale enquanto otestador estiver vivo. Ora, nem mesmo aprimeira alianqa foi inaugurada sem efusiiode sangue. De fato, depois que MoisCs pro-clamou a todo o povo cada mandamentoda Lei, ele tomou o sangue de novilhos ede bodes, juntamente com a agua, a 12 es-carlate e o hissopo, e aspergiu o propriolivro e todo o povo, anunciando: Este C osangue da alian~a que Deus vos ordenou.Em seguida ele aspergiu com o sangue atenda e todos os utensilios do culto. Segun-do a Lei, quase todas as coisas se purificamcom sangue; e sem efusiio de sangue niioh i remissiio". E, no Evangelho de Mateus (26,27-28), estas palavras siio postas na boca doproprio Cristo: "Depois. tomou um c a k e
  22. 22. e, dando graqas, deu-lho dizendo: Be- impol*t&nciada Bibliabei dele todos, pois isto C o meu sangue,o sangue da a l i a n ~ a (diatheke),que C der- em ~wbito filo~6ficoramado por muitos para remiss50 dos pe-cados ". A Biblia, portanto, se apresenta como "palavra de Deus". E, como tal, a sua men- sagem 6 objeto de fe. Quem acredita poder p6r a fC entre parhteses e ler a Biblia como A insyil*aq&o divina "simples cientista", como se 1 um texto de : d a Biblia filosofia de Platso ou de Aristbteles, na rea- lidade esta realizando um tip0 de operaqiio que C contra o espirito desse texto. A Biblia Numerosas passagens da Biblia fa- muda completamente de significado a me-zem referencia a "inspiraqio divina" d o dida que C lida acreditando-se ou n i o queescrito, quando n i o a ordem @eta do pro- se trata de "palavra de Deus". Entretanto,prio Deus para escrever. N o Exodo, le-se: embora niio sendo urna "filosofia" no sen-"JavC disse a MoisCs: Escreve isso e m u m tido grego do termo, a visiio geral da reali-livro como recorda@o (...) ". O u entio: dade e do homem que a Biblia nos apre-"JavC disse a MoisCs: Escreve estas pala- senta, no que se refere a alguns contetidosvras (...) ". Em Isaias (30,8) pode-se ler: essenciais dos quais a filosofia tambCm tra-"Vai agora e escreve-o sobre urna pran- ta, contCm uma sirie de ideias fundamen-cheta, grava-o em um livro". J o i o , n o ini- tais que tern urna relevincia tambem filo-cio do Apocalipse (1,9ss), registra: "Eu, s6fica de primeira ordem. Aliis, trata-se deJoio, vosso irmio e companheiro na tribu- idtias t i o importantes que, niio so para oslaqiio, na realeza e na perseveranqa em Je- crentes, mas tambCm para os incrkdulos, asus, encontrava-me na ilha de Patmos, por difusiio da mensagem biblica mudou decausa da Palavra de Deus e d o Testemu- mod0 irreversivel a fisionomia espiritual donho de Jesus. N o dia d o Senhor, fui movi- Ocidente. Em suma, pode-se dizer que a pa-d o pelo Espirito e ouvi a t r i s de mim uma lavra de Cristo contida no Novo Testamen-voz forte, como de trombeta, ordenando: t o (a qual se apresenta como revelagiio queEscreve o que v2s n u m livro e envia-o as completa, aperfeiqoa e coroa a revelaqio dossete Igrejas (...)". profetas contida no Antigo Testamento)pro- Quanto 2 inspira@o por parte de Deus, 1 duziu urna revoluqio de tal alcance que mu-podemos ler em Jeremias: "Tu seras como dou todos os termos de todos os problemasa minha boca". E a segunda carta de Pe- que o homem se propusera em filosofia nodro (1,20-21) afirma: "Sabei isto: que ne- passado e passou a condicionar tambCm osnhuma profecia da Escritura resulta de urna termos nos quais o homem os proporia nointerpretaqiio particular, pois que a profe- futuro. Em outras palavras, a mensagem bi-cia jamais veio por vontade humana, mas blica condicionara aqueles que a aceitam,os homens, impelidos pel0 Espirito Santo, obviamente de mod0 positivo, mas tambCmfalaram da parte de Deus". Lucas (24,27) condicionara aqueles que a rejeitam: em pri-escreve em seu Evangelho que o Messias, meiro lugar, como termo dialitico de urna"comeqando por MoisCs e por todos os antitese (a antitese so tem sentido, sempre,Profetas, interpretou-lhes em todas as Es- em funqso da tese a qual se contrap6e); e,crituras o que a ele dizia respeito". E Pau- mais globalmente, como um verdadeiro "ho-lo reafirma: "Toda escritura C inspirada por rizonte" espiritual que iria impor-se de talDeus ". mod0 a ponto de n i o ser mais suscetivel de 0 s mandamentos, inclusjve, siio escri- eliminaqiio. Para se entender o que estamostos diretamente por Deus. No Exodo (24,12) dizendo, C paradigmatic0 o titulo (que re-It-se: "Sobe a mim na montanha e fica 1i: presenta todo um programa espiritual) dodar-te-ei tibuas de pedra, a lei e os manda- cClebre ensaio do idealista e niio-crente Be-mentos que escrevi para ensinares a eles". nedetto Croce, Perche non possiamo nonO u e n t i o (34,l): "Lavra duas tibuas de dirci cristiani ("Por que niio podemos dei-pedra, como as primeiras, sobe a mim na xar de nos dizer cristiios"), o que significamontanha, e eu escreverei as mesmas pala- precisamente que, urna vez surgido, o cris-vras que estavam nas primeiras tibuas, que tianismo tornou-se um horizonte intrans-quebraste". ponivel.
  23. 23. 9 Capitdo primeiro - $ Biblia, s m mensagem e sMas influ&ncias... Depois da difusiio da mensagem bi- na historia. Por essa raziio, o horizonte bibli-blica, portanto, serzo possiveis so estas po- co permanece urn horizonte estruturalmentesigoes: intransponivel, no sentido que esclarecemos, a) filosofar na fC, ou seja, crendo; isto 6, no sentido de um horizonte para alCm b) filosofar procurando distinguir os sm- do qua1 ja niio podemos nos colocar, tantobitos da "raziio" e da "fC", embora crendo; quem cri como quem niio cr6. C ) filosofar fora da f i e contra a f i , ou Com essas premissas, tratemos de exa-seja, niio crendo. minar as principais idiias biblicas que apre- Niio sera mais possivel filosofar fora da sentam relevsncia filosofica e colocii-las emf i , no sentido de filosofar como se a mensa- confront0 prospectivo e estrutural com agem biblica nunca tivesse feito seu ingress0 vis5o anterior dos gregos. Duas imagens tiradas d o Comentario do Apocalipse de Beatus de Liehana, executado no sic. X I e m Saint-Sever, na Frun~a (Paris, Rihlmteca National).
  24. 24. lo Prilneira pavte - vevoluGiio espiri+unl d n mensagem LiLlicn 11. As idbias biblicas -.-. .- q ~ infuiram e sobre o pensamento ocidental 0 rnonoteisrno As mais significativas contribuiSdes filosoficas da mensa- e o criacionisrno gem biblica sao: a partir do nada 1) o conceit0 de monoteismo que substitui o politeismo + 5 1-2 grego; 2) o criacionismo a partir do nada, que faz o ser depender de um ato de vontade de Deus, e que s contrapde a proibiqao e de Parmenides da geraqao do ser a partir do nao ser; o antropocentrismo 3) uma concep~ao mundo fortemente antropoc@ntrica do e a lei posta que nso tem precedentes na filosofia heliinica, que foi mais por Deus cosmoc@ntrica; +§3 4) uma interpretaqao da lei moral diretamente ligada a vontade de Deus: Deus seria a fonte definitiva da lei moral e odever do homem estaria em obedecer seus mandamentos. Para o grego, ao con-trario, a lei teria o seu fundamento na natureza e a ela tambem Deus estariavinculado; 5) uma desobediiincia a lei teria causado a queda do Opecadoeagraqa homem; +§4 6) o resgate desta situa@o depende nao do homem, mas da iniciativa gratuita de Deus; para os gregos - em particularpara os orficos e para os filosofos que neles s inspiraram -dependeria, ao contra- erio, apenas do homem; 7) a Providencia de que fala a Biblia, diversamente da gre- ProvidGncia ga (em particular socratica e estoica), dirige-se ao homem indi- e RedenqSo vidual; a ela esta ligada a Redensso operada por Deus por amor +§ 5-7 da humanidade; 8) esta aten520 de Deus pelo homem revoluciona com- pletamente o conceito do amor em varios sentidos: primeira- Eros grego mente, porque 0 amor cristao (agape) e caracteristica emi- e agdpe crjstao nentemente divina, enquanto para os gregos Deus era amado +§8 e nao amante; em segundo lugar porque a dimensso do eros helenico era aquisitiva, enquanto a do agape cristao e dona- tiva; 9) tal inversao nao diz respeito apenas ao tema do amor, mas a toda a seriedos valores dos gregos, que o cristianismo ilumina sobre a base do discurso das bem-aventuran~as, que s privilegia a dimensao da humil- em e dade e da mansidao; AS bern- 10) igualmente importante e a mudanga de perspectiva aventuranqas na escatologia - que nao esta mais ancorada apenas no dog- +§9 ma da imortalidade da alma, mas tambem no da ressurrei@o dos corpos - ; 11) e significativo, por fim, o novo sentido da historia, como progress0 para asalva@o e para a realizaqao do reino de Deus: o desenvolvimento da historia se- gundo os gregos tem um andamento circular (a historia nao Escatologia tem inicio nem fim, mas retorna sempre idGntica), enquanto o e historia biblico-cristao acontece segundo um trajeto retilineo, que tem - 3 70 um fim e uma consumaqao (o Juizo universal).
  25. 25. Monoteismo. A doutrina da unici- dade de Deus e especificamentejudai- co-crista, enquanto todo o mundo A filosofia grega chegara a conceber a helCnico e condicionado pelo poli- teismo. No Bmbito do pensamentounidade do divino como unidade de urna grego, todavia, Platso, Aristoteles, eesfera que admitia essencialmente em seu sobretudo Plotino, haviam antecipa-proprio iimbito urna pluralidade de entida- do alguns aspectos com orientasaodes, forqas e manifestaqljes em diferentes monoteista.graus e niveis hierarquicos. Portanto, niio Platso, com efeito, no Timeu fala dachegara a conceber a unicidade de Deus e, unicidade do divino Demiurgo orde-conseqiientemente, nunca havia sentido co- nador do cosmo e, nas doutrinas naomo um dilema a quest50 de se Deus era uno escritas, p6e o Uno no vertice do mun- do supra-sensivel (mesmo admitindoou multiplo. Desse modo, permaneceu sem- urna serie de divindades criadas pelopre aqukm de urna concep@o monoteista. Demiurgo). . .. .Somente com a difusio da mensagem bibli- Aristoteles, embora admitindo urnaca no Ocidente k que se imp& a concepqio multiplicidade de intelighcias moto-do Deus uno e unico. E a dificuldade do ras divinas, colocava um primeirohomem em chegar a essa concepqio demons- Motor imovel unico, que pensa a sitra-se yelo proprio mandamento divino mesmo."niio ter5s outro Deus alCm de mim" ( o que Plotino faz toda a realidade derivar do absoluto e transcendente princi-significa que o monoteismo n i o 6, em abso- pio da Uno.lute, urna concepqiio espontiinea), e pelas con- Em todo caso, o Ocidente ganhou otinuas recaidas na idolatria ( o que implica conceit0 de monoteismo apenas dasempre urna concepqiio politeista) por par- mensagem biblica.te do proprio povo hebreu, atravCs do qua1foi transmitida essa mensagem. E, com essaconcepqiio do Deus unico, infinito em po-tcncia, radicalmente diverso de todo o res-to, nasce urna nova e radical concepqiio datranscendcncia, derrubando qualquer pos-sibilidade de considerar qualquer outra coi-sa como "divino" no sentido forte do termo.0 s maiores pensadores da GrCcia, Platiio eAristoteles, haviam considerado como "di-vines" (ou at6 mesmo como deuses) os as-tros, e Platiio chegara a chamar o cosmo de "Deus visivel" e os astros de "deuses cria-dos"; em As Leis, inclusive, ele deu a parti-da para a religigo chamada "astral", preci- samente com base em tais pressupostos. A Biblia corta pela base toda forma de poli- teismo e idolatria, mas tambkm qualquer compromisso desse tipo. N o Deuteronbmio, podemos ler: "E quando ergueres os olhos para o cCu e vires o sol, a h a , as estrelas,
  26. 26. l2 Primeira parte - A ri.volu+~ espiri+ual d n mcnsuyrw LiLlicnisto C, todo o extrcito do cCu, niio te deixes como e por que os multiplos derivam do Unoarrastar, niio te prostres diante deles e niio e o finito deriva do infinito. A propria cono-lhes prestes culto ". A unicidade do Deus bi- taqiio que Deus da de si mesmo a MoisCs,blico comporta transcendincia absoluta, que "Eu sou Aquele-que-C", sera interpretada,coloca Deus como totalmente outro em re- em certo sentido, como a chave para se en-laqiio a todas as coisas, de um mod0 intei- tender ontologicamente a doutrina da cria-ramente impensave1 no contexto dos filoso- $20: Deus C o Ser por sua propria essCncia efos gregos. a criaqio C urna participaqiio no ser, ou seja, Deus C o ser e as coisas criadas n i o s i o ser, mas tbm o ser (que receberam por partici- paqio). A cria~iio a partir do n a d a J vimos quais e quantos foram os va- Arios tipos de soluqio propostos pelos gre- I& &A concep&o antropoci5ntricagos no que se refere ao problema da "ori-gem dos seres": de ParmCnides, que resolvia contida nu Bibliao proprio problema com a negaqio de qual-quer forma de devir, aos pluralistas, que fa- Entre os filosofos gregos, a concepqiiolavam de "reuniiio" ou "combinaqiio" de antropocbntrica teve urna dimensiio apenaselementos eternos; de Platiio, que falava de um tanto limitada. Podemos encontrar tra-um demiurgo e de urna atividade demiur- qos dela nos Memorabilia de Xenofonte, que,gica, a Aristoteles, que falava da atraqiio de naturalmente, siio eco de idCias socraticas.um Motor imovel; dos estoicos, que propu- Posteriormente, encontramos interessantesnham urna forma de monismo panteista, a desdobramentos nesse terreno na Estoa dePlotino, que falava de urna "processiio" me- Zen50 e Crisipo. Mas, como foi demons-tafisica. E vimos tambem as diferentes aDo- trado recentemente, Zeniio e Crisipo eramrias que se aninhavam nessas soluq6es. de origem semitica, de forma que levantou- A mensagem biblica, ao contrario, fala se a hipotese de que o antropocentrismo porde "criaqiio", precisamente in limine: "No eles professado poderia ser um eco de idCiasprincipio, Deus criou o cCu e a terra". E os biblicas, proveniente de seu patrimcinio cul-criou pela sua "palavra": Deus "disse" e as tural Ctnico. Contudo, o antropocentrismocoisas "existiram". E, como todas as coisas niio foi marca do pensamento grego, que,do mundo. Deus criou diretamente tambCm ao contrario, apresentou-se sempre comoo homem: "Deus disse: Facarnos o ho- fortemente cosmocbntrico. Homem e cos-mem.. . " E Deus n i o usou nada de preexis- mo apresentam-se estreitamente conjugadostente, como o demiurgo plat6nic0, nem se e nunca radicalmente contrapostos, at6 por-valeu de "intermCdios" na criaqio: ele pro- que. no mais das vezes, o cosmo i concebi-duziu tudo do nada. como sendo dotado de alma e de vida Com essa concepqio de criaqiio a par-tir "do nada", cortava-se pela base a maiorparte das aporias que, desde ParmCnides,haviam afligido a ontologia grega. Todas ascoisas tim origem do "nada", sem distin-qio. Deus cria livremente, ou seja, com urnato de vontade, por causa do bem. Ele pro- Criacionismo. A doutrina da cria-duz as coisas como "dom" gratuito. 0 cria- @o do mundo a partir do nada e dedo, portanto, C positivo. Falando da cria- origem biblica. No iimbito do pensamento grego, em$50, a Biblia ressalta insistentemente: "E particular no que se refere a Platao,Deus viu que era bom". A concepqiio plat8- pode-se falar de "semicriacionismo":nica do Timeu, que tambCm sustenta que o segundo Platgo, com efeito, o Demiur-demiurgo plasmou o mundo por causa do go n%ocria do nada, mas plasma ebem, 6 apresentada aqui sob um novo en- ordena urna materia caotica e infor-foque e num contexto bem mais coerente. me preexistente. 0 criacionismo impor-se-a como a so-luqio por excelincia do antigo problema de
  27. 27. 13 Capitdo primeiro - $ Biblia, s u a m e n s a g e m ... iufluGuc~as r S U ~ Scomo o homem. E, por maiores que possam conhecimento. A Biblia, porCm, atribui ater sido os reconhecimentos da dignidade e vontade o instrumento da assimilaqiio: as-da grandeza do homem pelos gregos, eles se semelhar-se a Deus e santificar-se significainscrevem sempre em um horizonte cosmo- fazer a vontade de Deus, ou seja, querer ochtrico global. Na visiio helenica, o homem querer de Deus. E C exatamente essa capa-nao C a realidade mais elevada do cosmo, cidade de fazer livremente a vontade decomo revela este exemplar texto aristotklico: Deus que p6e o homem acima de todas as"Ha muitas outras coisas que, por nature- coisas.za, sao mais divinas (= perfeitas) do que ohomem, corno, para ficar apenas nas maisvisiveis, os astros de que se compoe o uni-verso ". 4 O respeito Na Biblia, ao contrario, mais do que pelos wandamentos divinos:como um momento do cosmo, ou seja, comouma coisa entre as coisas do cosmo, o ho- a virtude e o pecadomem C visto como criatura privilegiada deDeus, feita "a imagem" do proprio Deus e, 0 s gregos entenderam a lei moral comoportanto, dono e senhor de todas as outras lei da physis, a lei da propria natureza: umacoisas criadas por ele. N o Genesis esta es- lei aue se imtGe a Deus e ao homem aocrito: "Deus disse: Fagamos o homem a mesmo tempo, visto que niio foi feita pornossa imagem, como nossa semelhan~a,e Deus e que a ela o proprio Deus esta vincu-que ele domine sobre os peixes do mar, as lado. 0 conceit0 de u m Deus que da a leiaves do ciu, os animais domisticos, todas moral (um Deus "nomoteta") C estranho aas feras e todos os rCpteis que rastejam so- todos os filosofos gregos. bre a terra". E ainda: "Entiio JavC Deus 0 Deus biblico, ao contrario, da a leimodelou o homem com a argila do solo, ao homem como "mandamento". Primei-insuflou em suas narinas um halito de vida ro, ele a da diretamente a Ad50 e Eva: "Ee o homem se tornou um ser vivente". E o Javi Deus deu ao homem este mandamen- Salmo 8 diz ainda, de mod0 paradigmatico: to: Podes comer de todas as arvores do jar- dim. Mas da arvore do conhecimento do "Quando vejo o cCu, obra dos teus dedos, bem e do ma1 niio comeras, porque no dia a h a e as estrelas que fixaste, em que dela comeres teras de morrer ". o que C um mortal, para dele Posteriormente. como ia dissemos. Deus [te lembrares, "escreve" diretamente os mandamentos. e um filho de Adiio, que venhas A virtude ( o bem moral supremo) tor- [visita-lo? na-se obedigncia aos mandamentos de Deus, E o fizeste pouco menos do gue u m coincidindo com a "santidade", virtude que, Ideus. na visiio "naturalista" dos gregos, ficava em coroando-o de doria e beleza. segundo plano. 0 pecado (o ma1 moral su- Para que d o m i i e as obras premo), ao contrario, torna-se desobedi8n- [de tuas miios, cia a Deus, dirigindo-se portanto contra sob seus pes tudo colocaste: Deus, a medida que vai contra os seus man- ovelhas e bois, todos eles, damentos. e as feras do campo tambCm; as aves do cCu e os peixes do oceano Diz o Salmo 119: que percorrem as sendas dos mares". "Indica-me, JavC, o caminho dos teus [estatutos, E, sendo feito a imagem e semelhanqa eu quero guarda-lo como recompensa.de Deus, o homem deve se esforgar por to- Faze-me entender e guardar tua lei,dos os modos para "assemelhar-se a ele". para observa-la de todo o coraqiio.0 Levitico ja afirmava: "NZo deveis vos Guia-me no caminho dos teuscontaminar. Porque o vosso Deus sou eu, [mandamentos,JavC, que vos fez sair da terra do Egito para pois nele esta meu prazer".ser o vosso Deus: vos, pois, sereis santoscomo eu sou santo". 0 s gregos ja falavam E no Salmo 51 podemos ler:de "assimilaciio a Deus", mas acreditavam "Pequei contra ti, contra ti somente,poder alcanti-la com o intelecto, com o hratiauei o aue i mau aos teus olhos". C I

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