INCLUSÃO ESCOLARDESAFIOS PARA A FORMAÇÃO DEPROFESSORES ALFABETIZADORESMarisa Assunção Teixeiramarisateixeira2011@gmail.com
Formação de Professores no PNAICRecomendações de estratégias de formação:1) A análise de práticas de sala de aula2) A anál...
O objetivo é1) Compartilhar cenas escolares que envolvem estudantesdo ciclo de alfabetização, portadores de deficiência ou...
Cena 1Desenho livreGiovanna, 6 anos, 1º ano inicial do EFÉ agitada, balbucia e emite palavras ininteligíveis.• Estava com ...
• Quando pergunto o que ela está desenhando, respondealgo como:[bé, bé, bia mãe]• Faço a pergunta três vezes, dizendo que ...
Cena 2Autoretrato• A atividade seguinte é a do autoretrato.• Do lado esquerdo da folha de desenho tinha o suportede uma fo...
• Giovanna fez por sua própria conta o que eu chamei deboca. Depois peço para colocar o nariz. Apesar de odesenho ser muit...
Cena 3Escrita do nome• Quando solicito que ela escreva o seu nome no espaçoreservado no cabeçalho onde se lia “meu nomeé”,...
Cena 4Fala palavras isoladas• Para trocar de atividade, perguntei à Giovanna sobre seucaderno.- Você tem um caderno para m...
• Aponto figuras do caderno e pergunto:- Que figura é essa?• Giovanna vai nomeando-as:casa, sol, cachorro
Observáveis• Não fala frases.• Fala palavras isoladas.• Tem um desenho precário.• Entende instruções.• Aponta onde devia e...
Referencial teórico de análise• Extraído da linguística• Foca uma determinada concepção de linguagem.•Linguagem é estrutur...
Linguagem• A escolha por abordar a linguagem comoestrutura está vinculada à:• Língua• Alfabetização em sua etapa inicial• ...
Linguagem•A linguagem é atividade (operação) quecoordena e associa
Coordenaçãoa) Linearidade do significante (aspecto fônico): por ser uma impressão auditiva, osignificante se desdobra numa...
AssociaçãoSão ligações regidas por princípios diversos:a) Analogia de significação – ensino, instrução, educação;b) Semelh...
Contexto de produção• Hipótese:Para expandir a fala/escrita é preciso oferecercontexto, conjuntura de produção.
Regulação e controle•São mecanismos para controlar o diálogo, acomunicação.Exemplos: “Você entendeu?”; “Eu não entendi oqu...
EncerrandoÉ difícil identificar as operações básicas de linguagem.• É possível ensiná-las? Ou pelo menos, potencializá-las...
Considerações1. A utilização das experiências dos professores podefavorecer um trabalho de resgate de suas práticas, do se...
Cena 3Contexto de produção• André (2º ano inicial EF) não desenha, não usa letras nemnúmeros, não fala. Pica e rasga papei...
Cena 5Nome próprio• Os alunos estavam fazendo uma atividade sobre o próprionome, recortando as letras de revistas• Gustavo...
Operação (matemática)Uma operação é qualquer tipo de procedimento queé realizado sobre certa quantidade de elementos, eque...
Formação de Professores no PNAIC1. Análise das ferramentas conceituais• Ela se justifica principalmente pelo fato de se es...
3. Filmagens de situações de sala de aula.4. Análise das atividades do aluno.5. Elaboração de instrumentos de avaliação e ...
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Inclusão escolar: desafios para a formação de professores alfabetizadores - PNAIC

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Apresentação para Orientadores de Estudos do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, em abril de 2013. Local: São Paulo, UNINOVE.

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Inclusão escolar: desafios para a formação de professores alfabetizadores - PNAIC

  1. 1. INCLUSÃO ESCOLARDESAFIOS PARA A FORMAÇÃO DEPROFESSORES ALFABETIZADORESMarisa Assunção Teixeiramarisateixeira2011@gmail.com
  2. 2. Formação de Professores no PNAICRecomendações de estratégias de formação:1) A análise de práticas de sala de aula2) A análise das ferramentas conceituais
  3. 3. O objetivo é1) Compartilhar cenas escolares que envolvem estudantesdo ciclo de alfabetização, portadores de deficiência oucom transtorno global do desenvolvimento (TGD).2) Apresentar a ferramenta conceitual (chave de leitura)alicerçada na linguística e na noção de linguagem.
  4. 4. Cena 1Desenho livreGiovanna, 6 anos, 1º ano inicial do EFÉ agitada, balbucia e emite palavras ininteligíveis.• Estava com uma atividade de desenho livre comuso de tintas.• Fazia rabiscos coloridos sem estruturarnenhuma forma.
  5. 5. • Quando pergunto o que ela está desenhando, respondealgo como:[bé, bé, bia mãe]• Faço a pergunta três vezes, dizendo que não entendi oque ela me falou e a resposta tem o mesmo padrão.• Pergunto como se chama a pessoa que está do seulado. – Cris.• Pergunto qual o nome da pessoa que está a nossafrente e aponto. – Pro.
  6. 6. Cena 2Autoretrato• A atividade seguinte é a do autoretrato.• Do lado esquerdo da folha de desenho tinha o suportede uma fotografia de rosto da menina.• Proponho que Giovanna desenhe a sua cara. A garotatraça uma forma arredondada. Peço para desenharuma parte de cada vez, começando pelos olhos
  7. 7. • Giovanna fez por sua própria conta o que eu chamei deboca. Depois peço para colocar o nariz. Apesar de odesenho ser muito precário, exprime coerência das partes.• Solicito que desenhe a sua franjinha. Giovanna desenha unsrabiscos na parte alta da “cabeça”. Novamente aparece acoerência no traçado.• Terminada a atividade de desenho, Giovanna retiraespontaneamente o avental de pintura que estavausando, demonstrando boa compreensão da mudança derotina.
  8. 8. Cena 3Escrita do nome• Quando solicito que ela escreva o seu nome no espaçoreservado no cabeçalho onde se lia “meu nomeé”, Giovanna apenas aponta as letras e, atocontínuo, começa a pintar a sua fotografia.
  9. 9. Cena 4Fala palavras isoladas• Para trocar de atividade, perguntei à Giovanna sobre seucaderno.- Você tem um caderno para me mostrar?• Giovanna diz que não. A professora entrega dois cadernose mostro para Giovanna um que tem o seu nome escrito nacapa. Peço para a menina virar as folhas para mim e memostrar suas lições.
  10. 10. • Aponto figuras do caderno e pergunto:- Que figura é essa?• Giovanna vai nomeando-as:casa, sol, cachorro
  11. 11. Observáveis• Não fala frases.• Fala palavras isoladas.• Tem um desenho precário.• Entende instruções.• Aponta onde devia escrever seu nome eescapa da atividade.• A escrita do nome está próxima da garatuja.
  12. 12. Referencial teórico de análise• Extraído da linguística• Foca uma determinada concepção de linguagem.•Linguagem é estrutura•Linguagem é acontecimento•Linguagem enquanto forma (oral, gestual)
  13. 13. Linguagem• A escolha por abordar a linguagem comoestrutura está vinculada à:• Língua• Alfabetização em sua etapa inicial• As crianças embaraçadas com a alfabetizaçãoinicial
  14. 14. Linguagem•A linguagem é atividade (operação) quecoordena e associa
  15. 15. Coordenaçãoa) Linearidade do significante (aspecto fônico): por ser uma impressão auditiva, osignificante se desdobra numa sequência de tempo.Exemplo: M A Rb) Diferenças conceituais e diferenças fônicasPalavraMENINO / MENINA MAR / MARÉGrupo de palavras, frases, enunciadosMAR DE ROSAS / MAR DE GENTEO que vai possibilitar o sentido (ou significação) é o contexto, a conjuntura deprodução da frase.Essas leis mínimas envolvem a noção de tempo, ordenamento, diferenças.A coordenação está na ordem da língua
  16. 16. AssociaçãoSão ligações regidas por princípios diversos:a) Analogia de significação – ensino, instrução, educação;b) Semelhança das imagens acústicas –“Chora menina”,“Chora, me liga”c) Analogia de eventos – Cauã parou de fazer contagemquando se deparou com a figura de um coelho desenhada atéa cintura.- Que número você falou? Perguntou a professora.- Pipi. Cauã fechou o livro e se recusou a continuar a tarefa.A associação pertence a outras ordens fora dalíngua
  17. 17. Contexto de produção• Hipótese:Para expandir a fala/escrita é preciso oferecercontexto, conjuntura de produção.
  18. 18. Regulação e controle•São mecanismos para controlar o diálogo, acomunicação.Exemplos: “Você entendeu?”; “Eu não entendi oque você disse”, “Ou seja”, “Isto é”, “Em outraspalavras”, “Eu quis dizer”.
  19. 19. EncerrandoÉ difícil identificar as operações básicas de linguagem.• É possível ensiná-las? Ou pelo menos, potencializá-las?• Quais estratégias o professor poderia utilizar parapotencializar as operações de coordenação eassociação?• Como acompanhar os resultados/as aprendizagens?• Como o Orientador de estudo pode transmitir estadiscussão para os Professores?
  20. 20. Considerações1. A utilização das experiências dos professores podefavorecer um trabalho de resgate de suas práticas, do seufazer pedagógico.2. Filmagens de situações de sala de aula.3. Análise das atividades do aluno para identificar a operaçãoque o estudante fez. O objetivo é o de identificar como oaluno “opera com e sobre a língua”.4. Elaboração de instrumentos de avaliação e instrumentos deacompanhamento das aprendizagens.5. Estratégias que coloquem o corpo em ação.
  21. 21. Cena 3Contexto de produção• André (2º ano inicial EF) não desenha, não usa letras nemnúmeros, não fala. Pica e rasga papeis, folhas, capas de livro.• Não tem noção de corpo próprio unificado.• Ao final de um ano, pega um adulto pelo braço para levá-lo àbiblioteca.• Pega um livro.• Cada vez um novo livro• Criar contexto, conjuntura em relação ao título do livro.
  22. 22. Cena 5Nome próprio• Os alunos estavam fazendo uma atividade sobre o próprionome, recortando as letras de revistas• Gustavo (6 anos, 1º ano inicial do EF) recorta as letras donome e as cola na folha.• No cabeçalho Gustavo escreveu seu nome• As letras do nome estão trocadas de lugar. A letra “G” estápor último. A letra “s” está no meio.• Não coordena (sequencia de letras) nem associa (com aescrita do nome feita no cabeçalho).
  23. 23. Operação (matemática)Uma operação é qualquer tipo de procedimento queé realizado sobre certa quantidade de elementos, eque obedece sempre a uma mesma regra ouprincípio.
  24. 24. Formação de Professores no PNAIC1. Análise das ferramentas conceituais• Ela se justifica principalmente pelo fato de se estabelecer pormeio de análises contextualizadas e próximas do vivenciadocotidianamente, permitindo ao professor deparar-se comdiferentes situações, conhecidas ou não, e colocá-las em xeque.(Formação de Professores no PNAIC, p. 16).2. A utilização das experiências dos professores pode favorecerum trabalho de resgate de suas práticas, do seu fazerpedagógico.
  25. 25. 3. Filmagens de situações de sala de aula.4. Análise das atividades do aluno.5. Elaboração de instrumentos de avaliação e discussão deseus resultados
  26. 26. Programas de Formação de Professores AlfabetizadoresPeríodo 2001 à 2012Período MEC Programa Coordenação doProgramaPresidente PartidoMinistro daEducação2001 SEF (Secretariade EnsinoFundamental) eTV EscolaPROFA - Programa deFormação deProfessoresAlfabetizadoresGrupo deprofissionaiscoordenados pelaprofessora TelmaWeisz, do Instituto dePsicologia da USPFernandoHenriqueCardosoPSDB Paulo RenatoSouza2008 SEB (Secretariade EducaçãoBásica)PRÓ LETRAMENTO -Programa deFormação Continuadade Professores dosAnos/Séries Iniciaisdo Ensino FundamentalProfissionais doCEALE - Centro deAlfabetização, Leiturae Escrita daFaculdade deEducação da UFMGLuiz Inácio Lulada SilvaPT FernandoHaddad2012 SEB (Secretariade EducaçãoBásica)PNAIC - Pacto Nacionalpela Alfabetização naIdade CertaProfissionais queintegram o CEEL –Centro de Estudosem Educação eLinguagem da UFPEDilma Rousseff PT AloizioMercadante

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