Minicurso EREBIO-NE - O que é ciência, afinal?

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Parafraseando Chalmers, no minicurso 'O que é ciência, afinal?' discutimos a natureza do trabalho científico e implicações dessa discussão para a educação científica.

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Minicurso EREBIO-NE - O que é ciência, afinal?

  1. 1. Prof. Mário Amorim mcaoliveira@gmail.com
  2. 2. Ciência
  3. 3. Cientista
  4. 4. Método Científico
  5. 5. Concepção que destaca o ‘papel neutro’ da observação e da experimentação (não influenciada por ideias apriorísticas), esquecendo o papel essencial das hipóteses como orientadoras da investigação, assim como dos corpos coerentes de conhecimentos (teorias) disponíveis, que orientam todo o processo. Marcada por um empirismo extremo, atribuindo a essência da atividade científica à experimentação e à ‘descoberta científica’.
  6. 6. Concepção que destaca o Método Científico como um conjunto de etapas a seguir mecanicamente, cujo tratamento quantitativo e controle rigoroso dos protocolos garantiria a obtenção de resultados e o seu caráter exato e inquestionável.
  7. 7. Concepção que dificulta a captação, bem como a compreensão da racionalidade de todo o processo e empreendimento científicos ao se transmitir os conhecimentos já elaborados, sem mostrar os problemas que lhe deram origem, qual foi a sua evolução, as dificuldades encontradas, etc. não se permitindo conhecer as limitações do conhecimento científico atual nem as perspectivas que, entretanto, se abrem.
  8. 8. Concepção que destaca a necessária divisão parcelar dos estudos, o seu caráter limitado, simplificador, esquecendo os esforços posteriores de unificação e de construção de corpos coerentes de conhecimentos cada vez mais amplos, ou o tratamento de ‘problemas-ponte’ entre diferentes campos de conhecimento que podem chegar a unificarse, como já se verificou tantas vezes e que a História da Ciência evidencia.
  9. 9. Concepção baseada em uma interpretação simplista da evolução dos conhecimentos científicos, como sendo fruto de um crescimento linear, puramente acumulativo, que ignora as crises e as remodelações profundas, fruto de processos complexos que não se desejam e deixam moldar por nenhum modelo (pré)definido de mudança científica, em que se omitem as frequentes confrontações entre teorias rivais, as controvérsias científicas e os complexos processos de mudanças conceituais.
  10. 10. Concepção que associa a ciência ao trabalho de gênios isolados, ignorando-se o papel do trabalho coletivo e cooperativo, dos intercâmbios entre equipes. Em particular, faz-se crer que os resultados obtidos por um só cientista ou equipe podem ser suficientes para verificar, confirmando ou refutando, uma hipóteses ou toda uma teoria. Cientistas inteligentes, brancos, homens, excêntricos.
  11. 11. Concepção que omite as complexas relações entre ciência, tecnologia e sociedade (CTS), proporcionando uma imagem deformada dos cientistas como seres ‘acima do bem e do mal’, insensíveis aos diferentes contextos social, político, econômico, histórico e cultural em que estão inseridos.
  12. 12. Pluralismo metodológico Orientada por paradigmas científicos As hipóteses são tão importantes no processo de investigação científica quanto as experiências A ciência busca estabelecer teorias gerais na busca de coerência global Caráter social do desenvolvimento científico
  13. 13. Apresentar situações problemáticas abertas de um nível de dificuldade adequado; Planejar uma reflexão sobre o possível interesse das situações propostas que dê sentido ao seu estudo; Evitar qualquer discriminação a partir do uso de linguagens racistas, sexistas ou elitistas; Abordagem a partir da perspectiva da ciência-processo e não da ciência-produto.
  14. 14. Enfatizar as implicações CTS do estudo realizado e suas controvérsias; Planejar a integração do estudo realizado em um corpo coerente de conhecimento intra e interdisciplinar; Iniciar o estudante à linguagem científica, estimulando a elaboração de memórias e de sua comunicação; Potencializar a dimensão coletiva do trabalho científico, organizando grupos de trabalho e estudo.

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