UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA
DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
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DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA
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SUMÁRIO

1 O AGRONEGÓCIO CAVALO
2 PELAGEM EQUINA
2.1 Pelagens simples e uniformes
2.1.2 Branca

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2.1.2 Preta

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1 O AGRONEGÓCIO CAVALO

Na década de 50, os professores Jonh Davis e Ray Goldberg, da
Universidade Harvard, constataram qu...
equitação pode tanto ser o consumidor final quanto ser um elo anterior ao
frigorífico na cadeia da carne de equinos. Além ...
aproximadamente igual ao brasileiro (6.800 dólares) (REGATIERI e MOTA,
2012).
No caso das importações de cavalos vivos, o ...
Os cavalos de corrida compõem um dos segmentos mais ativos nesse
comércio internacional. As exportações de cavalos de corr...
Idade – algumas pelagens modificam com o avançar da idade; Nutrição –
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Caracterizada por pelos, crina e cauda de coloração preta. Variedades:
• Preto-mal-tinto, pezenho ou macado: Q...
Formado por pelos amarelados em todo o corpo, inclusive crineira, cola
e membros, que vão de um matiz claro de palha de tr...
• Castanha Escura: O vermelho da pelagem é de tonalidade escura
com crina, cauda e membros pretos.
• Castanha Zaina: Pelag...
• Tordilho-claro: Quando há grande predominância de pelos brancos,
com um mínimo de pelos de outras cores;
• Tordilho-ordi...
• Rosilho-alazão-escuro: Quando predominam os pelos alazões ou
avermelhados;
• Rosilho-alazão-mil-flores: Os pelos brancos...
Não tem sede fixa no corpo do animal. Os pelos modificam o aspecto
das pelagens conferindo-lhes nomes especiais. Exemplos:...
Beta - Pinta branca que corre entre as narinas.
Bebe em branco - Quando um dos lábios ou ambos são brancos,
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Calçado - Quando a cor branca aparece nos membros, bem delimitada,
nas pelagens que não incluem o branco nestas partes. Co...
passou a ter valor comercial, uma vez que, a estimativa da idade é de
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Alguns dentes recebem nomenclatura diferenciada ou específica, de
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• Aos quatro anos e meio de idade: Inicia-se a erupção dos cantos
definitivos; as pinças e os médios apresentam sinal desg...
REFERÊNCIAS

ALLEN, T. Manual of Equine Dentistry. 2ª ed. Muleicorn press, 207 p.,
USA, 2008.

ARCHANJO, A. Odontologia Eq...
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA.
Cidades

de

Minas

Gerais.

Disponível

em:

http://www.ibge.gov....
PADILHA JUNIOR, J. B.; MENDES, J. T. G. Agronegócios: uma
abordagem econômica. São Paulo: Pearson Education, 2007. v. 1. 3...
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  1. 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA EQUIDEOCULTURA - TRABALHO DE EQUIDEOCULTURA 1 ª AVALIAÇÃO SÃO LUÍS – MA 2013 1
  2. 2. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA EQUIDEOCULTURA - TRABALHO DE EQUIDEOCULTURA 1 ª AVALIAÇÃO Trabalho entregue ao Prof. Dr. Afranio Gonçalves Gazolla referente à segunda chamada da primeira avaliação da disciplina de Equideocultura Mariana Mendes de Souza Martins 0951227 SÃO LUÍS – MA 2013 2
  3. 3. SUMÁRIO 1 O AGRONEGÓCIO CAVALO 2 PELAGEM EQUINA 2.1 Pelagens simples e uniformes 2.1.2 Branca 4 7 8 8 2.1.2 Preta 9 2.1.3 Alazã 9 2.1.4 Baio 9 2.2 Pelagens simples com crina, cauda e extremidades pretas 10 2.2.1 Castanha 2.2.2 Pelo de rato 2.3 Pelagens compostas 2.3.1 Tordilha 2.3.2 Rosilha 2.3.3 Pampa 2.3.4 Toveira 3 PARTICULARIDADES DAS PELAGENS 3.1 Particularidades gerais 3.2 Particularidades especiais 3.2.1 Cabeça 3.2.2 Pescoço 3.2.3 Tronco 3.2.4 Membros 4 DENTIÇÃO 4.1 Estruturação dentária 4.2 Tipos, características e nomenclatura dentária 4.3 Cronologia etária 4.4 Cronologia do desgaste etário REFERÊNCIAS 10 11 11 11 12 13 13 13 13 14 14 15 15 15 16 17 17 19 20 24 3
  4. 4. 1 O AGRONEGÓCIO CAVALO Na década de 50, os professores Jonh Davis e Ray Goldberg, da Universidade Harvard, constataram que as atividades rurais e aquelas ligadas a elas não poderiam viver isoladas. Utilizando fundamentos de teoria econômica sobre as cadeias integradas construíram uma metodologia para estudo da cadeia agroalimentar e cunharam o termo “agribussines” que foi traduzido para o português como agronegócio (MEGIDO e XAVIER, 1998). Em 1957 Jonh Davis e Ray Goldberg caracterizaram o agronegócio como a soma total das operações de produção e distribuição de suprimentos agrícolas, das operações de produção nas unidades agrícolas, do armazenamento, processamento e distribuição dos produtos agrícolas e itens produzidos a partir deles‖ (BATALHA e SILVA, 2001). Dessa forma, o conceito engloba os fornecedores de bens e serviços para a agricultura, os produtores rurais, os processadores, os transformadores e distribuidores além de todos os envolvidos na geração e fluxo dos produtos de origem agrícola até o consumidor final (PADILHA JÚNIOR e MENDES, 2007). O agronegócio é uma cadeia produtiva que envolve desde a fabricação de insumos, passando pela produção nos estabelecimentos agropecuários e pela sua transformação, até o seu consumo. Essa cadeia incorpora todos os serviços de apoio: pesquisa e assistência técnica, processamento, transporte, comercialização, crédito, exportação, serviços portuários, distribuidores (dealers), bolsas, industrialização e o consumidor final. O valor agregado do complexo agroindustrial passa, obrigatoriamente, por cinco mercados: o de suprimentos, o da produção propriamente dita, o do processamento, o de distribuição e o do consumidor final (GASQUES et al., 2004). A literatura define complexo agroindustrial como um conjunto de cadeias produtivas, relativamente independentes de outros complexos. Deve-se destacar que é necessária a existência de articulações intersetoriais entre a agropecuária e a indústria (antes e após a porteira) para a formação do complexo agroindustrial (LIMA, SHIROTA e BARROS, 2006). Ainda, de acordo com Lima, Shirota e Barros (2006), na equideocultura uma atividade apresenta um papel duplo. Por exemplo, uma escola de 4
  5. 5. equitação pode tanto ser o consumidor final quanto ser um elo anterior ao frigorífico na cadeia da carne de equinos. Além disto, ao contrário de muitas cadeias agroindustriais tradicionais, o principal fator dinâmico do setor não está localizado na indústria à montante. Diante dessas características específicas do agronegócio cavalo, a análise deste tem início com a indústria à montante e, a partir daí, as diversas atividades são divididas com base nos aspectos funcionais do cavalo e não exatamente em atividade secundárias e industriais. Desde a formação social, econômica e política do país, quando o cavalo ainda representava a vaidade, o orgulho e até o diferencial social entre muitas famílias, o rebanho de equinos no Brasil cresceu e desempenhou diferentes papéis. O cavalo que era utilizado para transporte de cargas e pessoas, tração, trabalho no campo, e até mesmo em guerras nos campos de batalha, hoje é considerado animal de companhia e está sendo amplamente empregado em atividades de esporte e lazer (LIMA et al., 2006) Apesar da criação de cavalo ser vista, atualmente, como atividade de lazer, o comércio e o negócio na equinocultura mostram-se expressivos. O Brasil possui o quarto maior rebanho equino do mundo, com 5.514.253 milhões de cabeças (IBGE, 2011), perdendo apenas para China, Estados Unidos e México. O maior número de equinos encontra-se nas Regiões Nordeste (24,8%), seguida das regiões Sudeste (24,6%) e Centro-Oeste (20,4%). O negócio na equinocultura é composto por cerca de 30 segmentos que vão desde a confecção de selas e equipamentos, passando pela produção de insumos, medicamentos, rações, acessórios, entre outros. Além disto, inclui como mão de obra: ferrageadores, veterinários, treinadores e outros profissionais envolvidos desde a criação até o destino final dos animais, compondo desta forma, a base do Complexo do Agronegócio do Cavalo (LIMA et al., 2006). Na participação do comércio internacional de equinos, o Brasil tem grande destaque. A expansão da exportação brasileira de cavalos vivos alcançou 524% entre 1997 e 2009, passando de US$ 702,8 mil para US$ 4,4 milhões (MAPA, 2010). Os Estados Unidos foram o principal exportador do ano de 2009 (148.472 cabeças, representando 48,8% do comércio mundial) e a Argentina, principal exportador da América do Sul, exportou quase sete vezes mais que o Brasil (4.255 animais), com preço médio por equino 5
  6. 6. aproximadamente igual ao brasileiro (6.800 dólares) (REGATIERI e MOTA, 2012). No caso das importações de cavalos vivos, o Brasil ocupa a 35º posição e a liderança fica com a Europa (49,8% do comércio mundial) seguida da Ásia (26%), sendo México, Canadá e Itália, individualmente, os principais importadores em número de cabeças. Estão agrupados na tabela abaixo os principais segmentos do complexo do agronegócio do cavalo no Brasil e sua respectiva movimentação financeira, com dados que foram obtidos no estudo contratado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA e que gerou o trabalho elaborado por Lima, Shirota e Barros (2006). 6
  7. 7. Os cavalos de corrida compõem um dos segmentos mais ativos nesse comércio internacional. As exportações de cavalos de corrida brasileiros, da raça Puro Sangue Inglês (PSI) têm aumentado cada vez mais para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. De 2002 para 2006, o número de cavalos de corridas exportados saltou de 99 para 314, segundo dados da Associação Brasileira de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida (ABCPCC). Em relação às técnicas de produção do cavalo de corrida, o Brasil melhorou desde o manejo e a pastagem até a reprodução (REGATIERI e MOTA, 2012). Milhares de atletas praticam esportes equestres em suas diversas modalidades: Salto, Pólo, Enduro, Apartação, Volteio, Adestramento, Turismo Equestre, Vaquejada, Equitação, Turfe, CCE (Concurso Completo de Equitação), 6 Balizas, Três Tambores, Rodeio, etc. No complexo agropecuário, o segmento de equinos utilizados em diversas atividades esportivas movimenta valores da ordem de R$ 705 milhões e emprega, diretamente, cerca de 20.500 pessoas, com a participação estimada de 50 mil atletas (LIMA et al., 2006). Os negócios que envolvem a criação e utilização do cavalo ocupam posição de destaque nos países desenvolvidos e em muitos em desenvolvimento, como o Brasil. Os diversos segmentos que configuram o Agronegócio Cavalo têm participação fundamental no desenvolvimento do país, principalmente a partir da contribuição pela geração de renda e de postos de trabalho (REGATIERI e MOTA, 2012). 2 PELAGEM EQUINA A pelagem é conjunto de pelos, de uma ou diversas cores espalhados pela superfície do corpo e extremidades, em distribuição e disposição variadas, cujo todo determina a cor do animal. A cor do pelo dos cavalos é determinada por uma combinação de 39 genes, sendo por isso possível obter diversos tons de pelagem. O cavalo é uma espécie que apresenta vários tipos de pelagem, apresentado uma grande variação e nomenclaturas específicas (RIBEIRO, 2013). A coloração da pelagem pode ser alterada por alguns fatores como: sexo- garanhões e éguas prenhes apresentam a pelagem com aspecto brilhante, tonalidade mais firme e pelo mais liso, em virtude da ação hormonal; 7
  8. 8. Idade – algumas pelagens modificam com o avançar da idade; Nutrição – animais mal nutridos apresentam pelagem opaca e ressacada. Estação do ano e clima – no inverno os equinos apresentam pelos maiores, mais espessos e opacos, enquanto que no verão a pelagem fica com tonalidade mais viva e os pelos ficam curtos e brilhantes. Os cavalos podem apresentar diversos tipos de pelagens e cada uma delas tem nomenclaturas específicas, o que varia de acordo com a região do Brasil. Os tipos de pelagens conhecidos branca, preta, alazã, castanha, baia, pelo de rato, tordilha, rosilha, são lobuna, ruão, pampa, persa, apalusa e oveira, dentro destes tipos pode haver diversas variações (UCHÔA et al., 2013) As pelagens dos cavalos são divididas em três grupos: pelagens simples, pelagens compostas, e pelagens justapostas. As pelagens simples são aquelas em que o pelo do cavalo possui apenas uma cor, dando um aspecto homogêneo na coloração do cavalo, sem manchas ou misturas de cores, as pelagens compostas são aquelas em que o pelo do cavalo tem duas cores, e dão um aspecto de cores misturadas na pelagem do cavalo, e as pelagens justapostas são aquelas que apresentam as manchas, nas quais duas cores de sobrepões formando – as (PORTAL, 2007). 2.1 Pelagens simples e uniformes São caracterizadas por apresentarem pelos, crina e cauda de uma só tonalidade (PORTAL, 2007) 2.1.1 Branca Composta exclusivamente de pelos brancos. Os cavalos brancos verdadeiros são os que possuem o gene W que, quando em homozigose dominante (WW), causam perda embrionária ou morte do potro logo após o nascimento. Em virtude dessa característica letal do gene, a pelagem branca foi praticamente extinta. Porém, existe a variedade branca pseudo-albina, conhecida como gázeo ou pombo, que ocorre por uma combinação gênica independente do gene W, e se caracteriza pela presença de pelos brancos em pele com ausência quase total de pigmentação. Geralmente, apenas os olhos se apresentam coloridos (castanhos ou azulados) (UCHÔA, et al., 2013). 8
  9. 9. 2.1.2 Preta Caracterizada por pelos, crina e cauda de coloração preta. Variedades: • Preto-mal-tinto, pezenho ou macado: Quando dá a impressão de desbotado; • Preto comum: Quando na mostra reflexos; • Preto-murzelo ou franco: Com laivos arroxeados, como amora madura; • Preto-azeviche: Quando a coloração preta dá um reflexo brilhante (RIBEIRO, 2012) . 2.1.3 Alazã Pelos, crina e cauda de tonalidade vermelha, que pode variar de escura a amarela. A crina pode ser de tonalidade mais clara. Variedades mais comuns: (UCHÔA, et al., 2013). • Alazã Amarilha: Pelos de tonalidade amarela, que pode variar da clara à escura, com crina e cauda branca ou creme. Também chamada erroneamente de Palomina (nome de uma raça americana onde todos os animais registrados são portadores desta pelagem) e baia amarilha (geneticamente a pelagem alazã amarilha se relaciona com alazã e não com a baia) • Alazã Cereja: Pelos com tonalidade vermelha, lembrando a cor da cereja. • Alazã sobre Baia (acima de baia): Cabeça, pescoço e troncos amarelos, com crina, cauda e extremidades avermelhadas. • Alazã Tostada: Pelos do corpo, crina e cauda de tonalidade vermelha escura, lembrando a cor do café torrado. • Alazã Clara: Cabeça, pescoço, tronco e membros cobertos por pelos de tonalidade vermelha clara, com algumas áreas como membros, cauda e crina mais claras. • Alazã Salpicada: Cabeça, pescoço, tronco e membros de tonalidade vermelha, com interpolação de pelos brancos no torso (RIBEIRO, 2012) 2.1.4 Baio 9
  10. 10. Formado por pelos amarelados em todo o corpo, inclusive crineira, cola e membros, que vão de um matiz claro de palha de trigo ou milho até um bem escuro, mais ou menos bronzeado, de modo a constituir as seguintes variedades (UCHÔA, et al., 2013). • Baio-simples-claro ou baio-palha: Quando se parece com a cor de palha de trigo; • Baio-simples-ordinário: O amarelo é um intermediário entre o palha e o escuro; • Baio-simples-escuro: A tonalidade do amarelo é mais carregada; • Baio-simples-encerado: A coloração amarela é sombria, lembrando a cera bruta; • Baio-amarelo ou amarilho: A coloração amarela é dourada, lembrando a gema do ovo e apresentando, obrigatoriamente, crina e cola bem mais clara que os pelos do corpo, razão pela qual é conhecido também por baio-ruano. O baio-amarelo ou baio-amarilho é ainda conhecido, em algumas regiões da zona sul do estado de São Paulo, por baio-marinho. Uma corruptela amarilho. Também é chamado de “Palomino”. • Baio-simples: Coloração baia um pouco encardida. Todas as variedades do baio-simples podem apresentar ou não a lista de mulo, banda crucial e zebruras, embora, algumas vezes, sejam um pouco apagadas (RIBEIRO, 2012) 2. 2 Pelagens simples com crina, cauda e extremidades pretas Caracterizadas por apresentarem coloração uniforme na cabeça, pescoço e tronco, porem com crina, cauda e extremidades pretas (PORTAL, 2007) 2.2.1 Castanha Presença de pelos vermelhos na cabeça, pescoço e tronco, lembrando a cor da castanha madura, com crina, cauda e extremidades pretas. Variedades: • Castanha Clara: O vermelho da pelagem é de tonalidade clara com crina, cauda e membros pretos, sendo que a tonalidade preta dos membros pode não atingir toda a canela. 10
  11. 11. • Castanha Escura: O vermelho da pelagem é de tonalidade escura com crina, cauda e membros pretos. • Castanha Zaina: Pelagem castanha escura ou pinhão que não apresenta particularidades na cabeça e nos membros. • Castanha Pinhão: pelagem de tonalidade vermelha bem escura, quase preta. Pode ser diferenciada da preta maltinta avaliando-se a cabeça, que na castanha pinhão tem predominância de pelos vermelhos e na preta maltinta é coberta de pelos pretos (RIBEIRO, 2012) 2.2.2 Pelo de Rato Caracterizada pela presença de pelos cinza na cabeça, pescoço e tronco, lembrando a cor do rato de esgoto, com crina, cauda e extremidades pretas. Esta pelagem não é encontrada nos equinos (cavalos e éguas), só ocorre nos asininos (jumentos) e muares (burros e mulas) (UCHÔA, et al., 2013). 2.3 Pelagens compostas São formadas pela interpolação de pelos de duas ou três cores diferentes, distribuídos no corpo do animal. A variação de cores pode ocorrer no mesmo pelo (PORTAL, 2007). 2.3.1 Tordilha Interpolação de pelos brancos em todo o corpo do animal. O gene responsável pela pelagem tordilha é epistático, ou seja, sempre que estiver presente no genótipo, vai se manifestar no fenótipo. Portanto, todo produto tordilho é fruto de um acasalamento em que pelo menos um dos pais é tordilho. O animal tordilho tem clareamento progressivo. O potro pode nascer com a interpolação de pelos brancos característica do tordilho e clarear lentamente, com o avançar da idade. Porém, a maioria nasce com uma pelagem firme e os pelos brancos vão aparecendo à medida que envelhecem. Esse clareamento é observado a partir das extremidades, principalmente na região da cabeça (contorno dos olhos, narinas e orelhas), podendo iniciar também a partir da crina, cauda e membros. Durante sua vida, o animal tordilho pode apresentar diversas alterações na tonalidade da pelagem (UCHÔA, et al., 2013). 11
  12. 12. • Tordilho-claro: Quando há grande predominância de pelos brancos, com um mínimo de pelos de outras cores; • Tordilho-ordinário: Quando há uma proporção mais ou menos entre pelos brancos e escuros, dando ao todo um aspecto acinzentado típico; • Tordilho-escuro: Quando a predominância dos pelos escuros sobre os brancos; • Tordilho-negro: Quando a forte predominância de pelos negros, quase o tornando mouro, mais só não é por não ter a cabeça negra; • Tordilho-sujo ou safranado: Quando a mistura de pelos amarelados ou avermelhados, dando ao todo um aspecto cinza-amarelado de sujeira ou açafrão; • Tordilho-azulego ou cardão: Quando há reflexos azulados, pode ser claro ou escuro; • Tordilho-salpicado ou pedrez: Quando a muito salpicados de pelos pretos sobre o fundo de pelos brancos; • Tordilho-vinagre ou Sabino: Quando há uma mescla avermelhados sobre pelos brancos, dando um aspecto de ferrugem; • Tordilho-rodado: Quando os pelos pretos se aglomeram formando manchas pequenas, arredondadas e mais escuras que o todo (RIBEIRO, 2012). 2.3.2 Rosilha Caracterizada pela interpolação de pelos brancos nas diversas pelagens. Esses pelos brancos são menos evidenciados na cabeça. Os potros já nascem rosilho, mas raramente podem apresentar ao nascimento pelagens uniformes e a interpolação de pelos brancos acontecerá mais tarde. As variedades mais comumente encontradas se caracterizam pela ação do gene do rosilho em outra pelagem qualquer. Pode ainda ser classificada como clara (predominância de pelos brancos no pescoço e tronco) ou escuras (predominância de pelos da pelagem de origem) (UCHÔA, et al., 2013). • Rosilho-alazão-claro: Quando predominam os pelos brancos sobre o fundo alazão desbotado, dando ao conjunto uma cloração levemente rosada; • Rosilho-alazão-ordinária: Fracamente róseo; 12
  13. 13. • Rosilho-alazão-escuro: Quando predominam os pelos alazões ou avermelhados; • Rosilho-alazão-mil-flores: Os pelos brancos se distribuem em verdadeiros tufos sobre o fundo alazão, dando a impressão de flores de cor branca; • Rosilho-alazão-flores-de-pessegueiro: Os pelos alazões ou vermelhos se agrupam em pequenos tufos sobre o fundo alazão mais claro, interpolado de pelos brancos, lembrando a flor de pessegueiro (RIBEIRO, 2012). 2.3.3 Pampa Conjugação de malhas brancas despigmentadas, bem delimitadas, em qualquer outra pelagem. A designação pampa precede o nome da pelagem de fundo, se a proporção de malhas brancas for maior, ou deve vir depois do nome da pelagem de fundo, se as malhas brancas estiverem em menor proporção. Algumas variedades: (UCHÔA, et al., 2013) .• Pampa de Preto: pelagem preta sobre fundo branco. • Preta Pampa: malhas brancas sobre fundo preto. • Pampa de Alazã: pelagem alazã sobre fundo branco. • Alazã Pampa: malhas brancas sobre fundo alazão. • Pampa de Castanha: pelagem castanha sobre fundo branco. •Pampa de Tordilha: pelagem tordilha sobre fundo branco despigmentado (róseo) (RIBEIRO, 2012). 2.3.4 Toveira Sua caracterização pode ser feita observando as malhas que são irregulares e grande parte da cabeça apresenta malha despigmentada, como na oveira, porém, as marcas do tronco ultrapassam a linha dorsal e na maioria dos animais, a área despigmentada é maior que a pigmentada (UCHÔA, et al., 2013). 3. PARTICULARIDADES DAS PELAGENS 3.1 Particularidades gerais 13
  14. 14. Não tem sede fixa no corpo do animal. Os pelos modificam o aspecto das pelagens conferindo-lhes nomes especiais. Exemplos: apatacada, salpicada e tordilho pedrês. A direção natural dos pelos também pode ser diferente do corpo, em pequenas áreas, são denominadas rodopios. Possui forma arredondada, especificamente nas regiões da cabeça, garganta, pescoço e flancos. Quando esses pelos irregulares possuírem formato mais alongado recebem o nome de espiga. Se a espiga se localizar na tábua do pescoço é chamada de espada romana, se situada nas espáduas ou costelas é denominada seta. A localização zootécnica dos rodopios espigas sempre deve ser descrita na resenha. 3.2 Particularidades especiais Áreas delimitadas cobertas de pelos brancos contrastando com a pelagem dominante. Podem ser observadas na cabeça, pescoço, tronco e membros (UCHÔA, et al., 2013) 3.2.1 Cabeça Celhado - Quando pelos brancos aparecem nas sobrancelhas. Vestígio de estrela - Quando aparecem pelos brancos esparsos na fronte. Estrelinha - Quando há uma pequena pinta branca na fronte. Estrela ou flor - Formada por uma mancha branca na fronte, podendo ter várias formas: Em coração, em losango, em meia lua, em U. Luzeiro - Formado por uma malha na fronte, podendo ser "escorrido". Filete - Determinado por um estreito fio de pelos brancos que escorre pela fronte ou chanfro. Cordão - Determinado por uma fina mancha branca (mais largo que o filete), que se estende da fronte ao chanfro, e até as narinas às vezes, podendo ser interrompido ou desviado. Frente aberta - Quando o cordão se alarga tomando toda a frente da cabeça e indo até a região das narinas. Façalvo - Determinada por malha branca sobre as faces laterais da cabeça ou somente sobre um dos lados (esquerdo ou direito). 14
  15. 15. Beta - Pinta branca que corre entre as narinas. Bebe em branco - Quando um dos lábios ou ambos são brancos, devendo isto ser esclarecido na resenha. Cabeça de mouro - Mancha escura (pelos mais escuros ou pretos) toma toda a cabeça. Com embornal - A mancha abrange apenas a parte inferior da cabeça. As particularidades acima citadas devem ser descritas na resenha, se possível com um esboço dos contornos e desvios (CICCO, 2011). 3.2.2 Pescoço Crinado - Quando o animal apresenta a crina branca ou desbotada. Esta particularidade é comumente encontrada na pelagem Alazão, variedade amarilho. Deve ser mencionada no resenho somente quando aparecer nas pelagens mais escuras. Neste caso a cauda poderá ou não acompanhar a cor da crineira (RIBEIRO, 2012) 3.2.3. Tronco Listra de burro - Listra estreita, mais escura que a pelagem, que se estende ao longo da linha dorsal, indo da cernelha à base da cauda. Faixa crucial - Faixa escura que corta transversalmente a cernelha, geralmente de pelagem vermelha, alcançando as espáduas. Pangaré - É o animal que apresenta a parte inferior do ventre, face interna das coxas e outras partes do corpo, esbranquiçadas. Rabicão - Animal que apresenta fios brancos na cauda interpolados com outros mais escuros (CICCO, 2011) 3.2.4 Membros Zebruras - Estrias que cortam transversalmente os joelhos e jarretes. Bragado - Quando o animal apresenta malhas brancas no terço posterior do ventre e nas partes internas das coxas. Cana-preta - O animal apresenta canelas pretas nas pelagens que não as incluem. 15
  16. 16. Calçado - Quando a cor branca aparece nos membros, bem delimitada, nas pelagens que não incluem o branco nestas partes. Conforme a extensão do branco o calçamento recebe as seguintes denominações: Cascalvo - Quando somente os cascos são brancos Calçado sobre coroa - Quando o branco está situado apenas na circunferência da coroa do casco. Baixo calçado - Quando o branco vai até o boleto. Médio Calçado - Quando o branco abrange a qualquer parte da canela. Alto Calçado - Quando o branco alcança os joelhos e jarretes Arregaçado - Quando o branco ultrapassa estas articulações (joelhos e jarretes), alcançando os antebraços e pernas. Argel - Quando um só membro é calçado. Manalvo - Somente os anteriores são calçados. Pedalvo - Somente os posteriores são calçados. Calçado em diagonal - O calçamento é no bípede em diagonal, devendo ser esclarecido apenas qual o anterior que forma a diagonal. Trialvo -Três membros são calçados (baixo, médios ou altos); devendo ser citado na resenha da seguinte forma: "trialvo anterior esquerdo" estando nisto explícito que o único membro não calçado é o anterior direito. Quatralvo - Todos os membros são calçados (CICCO, 2011) Os dados de pelagem, de que se lança mão para a resenha, devem obedecer à seguinte sistemática: modalidade ou categoria, tipo, subtipo (se for o caso), variedades, particularidades gerais, particularidades especiais e finalmente particularidades independentes da pelagem. Examina-se o animal de diante para trás, de cima para baixo e da esquerda para a direita, de ambos os lados e, também, deve ser visto por trás. Todos os sinais e marcas, bem como certas taras, devem ser detalhadamente citados (RIBEIRO, 2012). 4 DENTIÇÃO Apesar de relatos quanto à preocupação com a dentição equina, durante a dinastia Shang (1.200 a.C.) na China e nas civilizações egípcias, os dentes dos equinos somente começaram a ser avaliados quando a equinocultura 16
  17. 17. passou a ter valor comercial, uma vez que, a estimativa da idade é de importância fundamental para determinação da vida útil do animal, procedida de forma subsidiosa através da avaliação dentária. (ARCHANJO, 2009). 4.1 Estruturação dentária Os dentes estão dispostos e inseridos nos ossos maxilar e mandibular, que constituem duas curvas chamadas de arcadas dentárias (JUNQUEIRA e CARNEIRO, 2004). Cada dente é composto por uma parte visível exteriormente, a coroa, e por uma parte interna, a raiz ou raízes. A zona estreita de separação entre a coroa e a raiz ou raízes é denominada colo do dente. No interior do dente encontra-se a cavidade pulpar, cuja forma se assemelha à do dente, e que nas raízes termina num orifício designado forame apical ou apex, por onde passam os vasos e os nervos. O esmalte, a dentina (estruturas mineralizadas) e a polpa (não mineralizada) constituem-se os principais componentes dentários (DIXON, 2005). 4.2 Tipos, características e nomenclatura dentária. Os mamíferos domésticos têm uma dentição classificada como heterodonte, ou seja, apresentam diversos tipos ou grupos de dentes incisivos, caninos, pré-molares e molares - cada um com características e funções específicas; ou seja, do tipo cortante ou penetrante, como os incisivos e caninos de todos os animais e do tipo triturador, como é observado nos prémolares e molares, particularmente dos animais herbívoros (GETTY, 1986; OMURA, 2003; FRANDSON, 2005). Os dentes dos equinos evoluíram para o tipo hipsodonte, isto é, possuem longas coroas, de sete a dez centímetros, no sentido ápico-coronal, nos dentes pré-molares e molares; a maior parte da coroa é inclusa e, denominada “coroa de reserva”. A mesa dentária dos incisivos apresenta uma cavidade (invaginação do esmalte), com mais de 1 cm de profundidade num dente virgem, designada cavidade dentária externa, infundíbulo ou corneto. Esta cavidade está revestida por uma camada de cemento que se denomina germe da fava (GETTY, 1986; OMURA, 2003). 17
  18. 18. Alguns dentes recebem nomenclatura diferenciada ou específica, de acordo com a sua função, localização ou vulgaridade. Segundo Silva et al. (2003) conforme a sua localização , os incisivos do equino são designados em cada arcada, por pinças; os dois mais próximos do plano mediano, médios, os dois que se seguem às pinças, cantos os dois mais distais, que se seguem aos médios (OMURA, 2003). . Esses dentes têm a forma de uma pirâmide, cujo vértice corresponde à raiz do dente, enquanto a base corresponde à extremidade livre. O dente é encurvado no sentido antero-posterior e achatado e inclinado em sentido lábiolingual na região da base, correspondente à face oclusal (GETTY, 1986; SILVA et al., 2003). Os dentes caninos são também denominados de dente-do-olho, dentedo-freio, presas ou colmilhos. Em geral não ocorre mais que um par de dentes caninos em cada maxila, em qualquer idade e podem estar completamente ausente na égua, nos animais castrados e nos ruminantes (FRANDSON, 2005). Paralelamente próximos às bochechas estão localizados os dentes prémolares (P) e molares (M). Os dentes decíduos da bochecha são os prémolares, sendo numerados, da frente para trás, P1, P2, P3 e P4. Os molares surgem caudais aos pré-molares, senda repetida a sequência numérica da nomenclatura: M1, M2 e M3(FRANDSON, 2005; GALLO e PAVEZI, 2006). Localizado rostralmente ao segundo pré-molar, podem ocorrer os primeiros pré-molares ou “dentes de lobo” (GETTY, 1986; OMURA, 2003; RIBEIRO, 2004). Os quais apresentam forma de caninos e estão presentes, de modo vestigial, na arcada maxilar em 20 a 60% dos equinos, mas são raramente encontrados na arcada mandibular (SMITH, 2006). O espaço inter-dentário entre caninos e pré-molares no antímero de uma arcada,designa-se barra ou diastema, sendo particularmente grande quando os dentes caninos estão ausentes (CALDEIRA et al. 2002; OMURA, 2003; RUCKER, 2006). Nos dentes que ainda não sofreram desgaste a extremidade livre termina no bordo oclusal (cúspide), que se constitui o local de contato do dente mandibular com o homólogo maxilar. Uma vez iniciado o desgaste do dente, é mais correto utilizar para a designação dessas extremidades, as terminologias 18
  19. 19. mesa dentária ou face oclusal (GETTY, (1986), JUNQUEIRA e CARNEIRO (1998)). A conformação da mesa molar de superfície irregular é considerada normal e traz vantagens pelo fato de ser áspera e promover o esmagamento eficiente da forragem ingerida (ALLEN, 2008). 4.3. Cronologia etária Embora não seja absolutamente indispensável a quem lida com equino, saber determinar a idade de forma rigorosamente exata através da avaliação dentária, deixando essa precisão para um perito nos casos litigiosos, uma compra, ou seguro, é útil possuir conhecimentos suficientes para evitar erros graves (MARCENAC et al, 1990). O conhecimento da idade dos animais é naturalmente importante para adequar o seu acompanhamento e expectativa da utilização futura. Se o animal é criado para fins exclusivamente produtivos a idade possibilita noção eminentemente econômica quanto à perspectiva do aproveitamento na exploração. Em se tratando de animal de companhia e/ou lazer, a idade é uma indicação precisa dos cuidados especiais, indispensáveis em cada fase da sua vida, de modo a usufruir dessa relação durante o maior período de tempo. Em termos práticos, a idade implica uma variação do valor comercial do animal, assumindo assim, importância decisiva na determinação do valor da transação (SILVA et al., 2003). No que diz respeito à cronologia de erupção dentária, Lowder e Mueller (1998) descrevem de acordo com a Tabela 1. Contudo, segundo Omura (2003), como a maior parte da coroa dos dentes hipsodontes é inclusa, cerca de 10 a 15% dos dentes pré-molares e molares em animais jovens, forma a coroa clínica, ou seja, a parte da coroa que erupcionou. Transcorrendo de forma lenta, aproximadamente dois a três milímetros por ano, durante a maior parte da vida do equino. 19
  20. 20. . 4.4 Cronologia do desgaste etário Embora a estimativa da idade dos equinos através do exame dentário tenha atualmente uma aplicabilidade limitada, continua a ser a melhor forma de conhecer a idade na ausência de provas documentais. Considera-se nesta avaliação, aspectos relativos à estrutura, tipos de dentes, fórmula dentária, a evolução dentária dos equinos e a cronologia dos eventos observáveis no exame dentário principalmente da arcada inferior dos equinos (SILVA et al., 2003). A estimativa da idade dos equinos através do exame da dentição é realizada essencialmente através da observação dos dentes incisivos, considerando-se os seguintes aspectos: (GETTY, 1986; SILVA et al., 2003). 20
  21. 21. • Arcada mandibular: A erupção dos dentes temporários e permanentes, o seu desenvolvimento até ser atingido o nível da arcada e, posteriormente, as alterações da superfície oclusal ou mesa dentária, decorrentes de desgaste; no que se refere à cavidade dentária externa e ao esmalte central, à estrela dentária e à forma da mesa dentária; • Arcada maxilar: Nos incisivos laterais (Cantos), a apreciação da formação da “cauda de andorinha” e do “sulco de Galvayne”; • O perfil do ângulo de oclusão das duas arcadas: Com o desgaste dos dentes incisivos, ocorre achatamento da face oclusal para a raiz, que se modifica gradualmente para lateral. Assim, da extremidade livre para a raiz, a secção dos incisivos evolui de uma forma aproximadamente elíptica para oval, redonda, triangular e finalmente de novo oval (também designada biangular), quando o achatamento é já nitidamente lateral (KNOTTENBELT e PASCOE, 1998; CALDEIRA et al., 2002; SILVA et al., 2003). O desgaste dos dentes ocorre de três mecanismos: mecanismos de abrasão (o desgaste resulta da ação de substâncias abrasivas durante a mastigação), mecanismos de atrição (resulta da ação das peças dentárias entre si) e mecanismos de erosão, em que o desgaste resulta da ação química de certas substâncias. Naturalmente, os dois primeiros mecanismos são os mais importantes nos equinos. A erupção e o desgaste dos dentes incisivos é feita a partir do plano médio para os extremos. Em cada dente, o desgaste inicia-se pela região labial do bordo oclusal (por ser mais alta que a região lingual), e divide o esmalte que reveste o dente em duas partes: a externa ou periférica e a interna ou central. À medida que o desgaste progride, o corneto diminui em largura e em profundidade até não ser visível qualquer depressão física, sendo, no entanto ainda evidente o esmalte central; quando a depressão do corneto desaparece diz-se que o dente está raso (CALDEIRA et al., 2002). Sabe-se que o desgaste ocorre conforme com o tipo de dente e segundo a idade. Indicando a Tabela 2, as idades aproximadas de rasamento, nivelamento, aparecimento da estrela dentária e em que esta assume uma posição central e uma forma arredondada na mesa dentária dos incisivos adultos. 21
  22. 22. Portanto, conforme evidenciado, o desgaste dentário é bastante consistente quanto à interpretação etária a partir dos seis anos. Sendo assim Knottenbelt e Pascoe (1998), Getty (1986), Caldeira et al. (2002) e Silva et al (2003) abordam as seguintes evidências. • Em potros de um ano de idade, normalmente a estrela dentária é bem visível nas pinças e médios temporários. Evidencia-se o desgaste dos cantos é ainda pouco marcado. Estão presentes os primeiros molares. • Aos dois anos e meio de idade: Ocorre à erupção das pinças definitivas; os médios temporários estão “rasos e os cantos curtos e muito gastos”; estão erupsionados, os segundos pré-molares definitivos e, os primeiros e os segundos molares. • Aos três anos de idade: A erupção das pinças definitivas está ao nível da arcada e erupsionados os primeiros (caso existam), segundos e terceiros pré-molares definitivos e, presentes os primeiros e os segundos molares. • Aos três anos e meio de idade: Erupção dos médios definitivos, as pinças definitivas apresentam algum desgaste e os cantos temporários rasos. A partir desta idade pode iniciar-se a erupção dos dentes caninos (caso existam); estão erupsionados os primeiros (caso existam), segundos e terceiros prémolares definitivos e, presentes os primeiros e os segundos molares. • Aos quatro anos de idade: As pinças definitivas revelam algum desgaste, porém os cornetos são ainda profundos; os médios definitivos atingem o nível da arcada e estão presentes todos os pré-molares e molares. 22
  23. 23. • Aos quatro anos e meio de idade: Inicia-se a erupção dos cantos definitivos; as pinças e os médios apresentam sinal desgaste, com cornetos ainda profundos. • Aos cinco anos de idade: Todos os incisivos atingiram o nível da arcada - “o animal tem a boca feita” - as pinças e os médios com sinal de desgaste; nos cantos, desgaste apenas visível na região labial do bordo oclusal • Aos sete anos de idade: As pinças rasadas e o esmalte central próximo ao bordo lingual, podendo também os médios começar a rasar. A estrela dentária pode aparecer nas pinças com a forma de uma linha transversal e, poderá estar presente nos cantos maxilares a “cauda de andorinha”. • Aos oito anos de idade: As pinças e os médios estão rasos, podendo também os cantos começar a rasar, a estrela dentária é evidente nas pinças e pode aparecer também nos médios. A mesa dentária das pinças começa a “tomar uma forma arredondada”. • Aos dez anos de idade: Mesa dentária das pinças e dos médios arredondada, com o esmalte central das pinças próximo do bordo lingual; “estrela dentária”, próxima ao centro da mesa dentária, com forma cada vez mais arredondada. • Aos onze anos de idade: Todos os incisivos podem apresentar uma mesa dentária redonda. O esmalte central aproxima-se do bordo lingual em todos os incisivos. A estrela dentária pode ocupar já uma posição central em todos os incisivos, e pode assumir uma forma arredondada. • Aos doze anos de idade: Todos os incisivos podem apresentar uma mesa dentária redonda. As pinças podem estar niveladas e a estrela dentária resumir-se a uma pequena mancha amarela no centro da mesa dentária. • Aos treze anos de idade: A mesa dentária das pinças pode começar a assumir uma forma triangular. Todos os incisivos podem estar nivelados e a estrela dentária resumir-se a uma pequena mancha amarela no centro da mesa dentária. • Aos vinte e dois anos de idade: A mesa dentária pode ter uma forma oval em todos os incisivos, que parecem estar comprimidos transversalmente. Os acidentes da mesa dentária resume-se à estrela dentária que aparece como uma pequena mancha amarela em posição central. 23
  24. 24. REFERÊNCIAS ALLEN, T. Manual of Equine Dentistry. 2ª ed. Muleicorn press, 207 p., USA, 2008. ARCHANJO, A. Odontologia Equina: Uma história. Disponível em: <www.revistahorse.com.br>. Acesso em: 27 de março de 2009. BATALHA, M. O.; SILVA, A. L. Gerenciamento de Sistemas Agroindustriais: Definições e Correntes Metodológicas : In : BATALHA,M.O. Gestão Agroindustrial V1. 2ed. São Paulo, 2001. CALDEIRA, R. M.; FRAÚSTO DA SILVA, M.; GRAVE, J.; et al. Apontamentos de Exognosia. Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Técnica de Lisboa, 2002. CICCO, L. H. S. Cavalos: Marcas e Particularidades Especiais. Disponível em: <http://www.saudeanimal.com.br/sinal.htm> . Acesso em : 12/12/2013 DIXON, P. M.; DACRE, I. A review of equine dental disorders. The Veterinary Journal 169 (2005): 165–187. GALLO, M. A.; PAVEZI, K. S. Técnicas radiológicas intra-orais em equinos. In: Cong. Bras. Cir. Anest. Vet. II Mini Curso de Odontologia Equina, 7, 2006, Santos, 2006, p.40-43. GASQUES, J. G.; REZENDE, G.; VERDE, C. M. V.; SALERNO, M. S.; CONCEIÇÃO, J. CARVALHO, J. C. S. Desempenho e crescimento do agronegócio no Brasil. Brasília: IPEA, 2004. 40p GETTY, R. Anatomia dos Animais Doméstico. Vol. I, 7 ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1986. 1134p. 24
  25. 25. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades de Minas Gerais. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1 . Acesso em: 20 Janeiro 2011. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 7. ed. Rio de Janeiro. Guanabara koogan. 2004. KNOTTENBELT, D. C.; PASCOE, R. R. Afecções e Distúrbios do Cavalo. 1ª ed. São Paulo: Manole LTDA, 1998. 432p. LIMA, R. A. S.; SHIROTA, R.; BARROS, G. S. C. Estudo do complexo do agronegócio cavalo. Piracicaba: CEPEA/ESALQ/USP, 2006, 251 p. LOWDER, M. Q.; MUELLER, P. O. Dental embryology anatomy, developmente and aging. Veterinary Clinics of North America – Equine Pratice, v. 14, n. 2, p. 23, Aug. 1998. MAPA. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível em: http://www.agricultura.gov.br. Acesso em: 01 fev. 2010. MARCENAC, L-N.; AUBLET, H.; D’AUTHEVILLE, P. Enciclopédia do equino. 4 ed. São Paulo: Organizão Andrei Editora Ltda, 1990. 994p. MEGIDO, J.L. T.; XAVIER, C. Marketing &Agribusiness. São Paulo: Atlas, 1998. OMURA, Carla Michel. Mensuração da sobressaliência incisal e dos diastemas em potros (Equus caballus). 2003. 67 p. Dissertação (Mestrado em Cirurgia) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003. 25
  26. 26. PADILHA JUNIOR, J. B.; MENDES, J. T. G. Agronegócios: uma abordagem econômica. São Paulo: Pearson Education, 2007. v. 1. 300 p PORTAL DO HIPISMO, 2007. Disponível em: <http://www.portaldohipismo.com.br/index.php?view=article&catid=40&id=89&f ormat=pdf&option=com_content&Itemid=118> . Acesso em : 11/12/2013 REGATIERI, I.C; MOTA, M. D. S. Melhoramento genético de equinos: Aspectos bioquímicos. ARS VETERINARIA, Jaboticabal, SP, v.28, n.4, 227233, 2012. RIBEIRO, M. G. Principais avanços técnicos e indicações de exodontias de pré-molares e molares de equinos. In: Cong. Bras. Cir. Anest. Vet. Mini Curso de Odontologia Equina, 6, 2004, Indaiatuba, 2004, p.72-86. RIBEIRO, P. S. Pelagens e resenha dos equinos. Aula de monitoria. Paraná – PR, 2012. RUCKER, B. A. Treatment of Equine Diastemata. American Association of Equine Practitioners - AAEP - Focus Meeting, 2006. Indianapolis, IN, USA. SILVA, M. F; GOMES, T; DIAS, A. S; MARQUES, J. A; JORGE, L. M; FAÍSCA, J. ; PIRES, A. G; CALDEIRA, R. M. Estimativa da idade dos equinos através do exame dentário. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias, 2003. Pag.: 103 – 110. SMITH, B. P. Medicina interna de grandes animais, 3 ed. Barueri, SP: Manole, 2006. 1900p. UCHÔA, E. B; SOUSA, M. C; SOUZA, S. S. Pelagem de Equinos. Atividade avaliativa. Paragominas – PA , 2013 26

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