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  1. 1. lllss libô 7 A arquitetura: em busca da harmonia e da proporção e do A arte grega clássica foi uma arte racional, expressão da comunidade e ética homem/cidadão. Conciliou dualidades e oposições - aliou estética política e religião, técnica e ciência, reaÌismo e idealismo, beieza e funcionali- glegos, pela sua perfei dade e esteve ao sewiço da vida pública. os edifícios - ção,estabeleceramumaligaçãoharmoniosaentÍeoHomemeosdeuseso perfei mundo concreto e o mundo espirituai e estão, pelas suas volumetrias, plocesso evolutivo que tamente enquadrados na Natureza, culminando um teve o seu início no 2." milénio antes de Cristo povos que habi A sua génese fundou-se em duas grandes heranças: a dos cretenses e taram a bacia do Mediterrâneo, como os Mesopotâmios, Egípcios, cicládicos; e a das vagas de povos indo-europeus que invadiram o território - primeiro os Aqueus, que produziram a civilização Micénica, e depois os bório, (conhecedores do ferro), no século XII a. C., que deram continuidade à cuitura micénica e fizeram lenascel uma alte austela e rigorosa [19J Evoluiu em três períodos claramente definidos, quer pelas característi estéticas quer pelas tecnológicas. São eles: . o período arcaico, balizado entle o século vIII e o sécuio v a. c., que foi um Ìongo espaço de tempo caracterizado pela plocula do inteligíveÌ, da ordem, do monumental, da sobriedade e da maturidade; . o período clássico, que se desenvolveu entre a segunda metade dc a pleni século V e o século IV a. C. e foi um tempo em que a arte atingiu tude, o equilíbrio, o realismo e o idealismo; . e o período helenístico, marcado pela miscigenação de culturas gosto do particular, do concreto e individual e, simultaneamente, tem de declínio da cultlrra grega. Inicialmente, a arquitetura gïega era executada em madeira nomeada pela pedra ca mente a de cedro importada do Líbano, tendo sido substituída cária (sobretudo o mármore) a pafifu dos finais do século VII a. C tlSl A ploporções evoluíram da evolução dos materiais, também as estruturas e as geometria e arqui Isso aconteceu por meio de uma ligação pelmanente entle Cria tetura onde a matemática (o número) estabeleceu o ritmo e a harmonia e regras construtivas , cânonespara a concretização artística, val ram normas os aspet( res estéticos e modelos duradouros, nos quais todos os detalhes, do co decorativos e/ou os polmenoles tinham de se sujeitar à harmonia junto. Determinaram, poÍ isso, os princípios básicos da geometria pla Í8, Entablamento em madêira das primi- proporção, composi< tivas construções gÍegas e espacial, definiram as primeiras noções de medida, e ritmo através dos quais qualquer organização pIástica se deveria reg arquitetos elaboraram projetos nos quais constavam fverDescubra]. Para isso, os ao relevo e a escolha c estudo topográfico do terreno, a adaptação do edifício elaborava teriosa da ordem, de acordo com o tipo do edifício. Depois, estabelecid cálculos onde as medidas e proporções elam rigorosamente
  2. 2. Hrsrônn oas Anrrs Vrsuts I 39 ÍÍm[ a.,lrNúaÍrÉfltos da Arte GÍega ú[, .iDüffÍÌ, ies r,a3ens podemos inÍerir algumas influências sentidas na arte grega. - r${u ilrout@tura 1k/rÍ@.a & Edíu, no Egito, séculos lll e ll a. C. llliilÍ&nrn :::rstrutivo baseia-se na coluna, que aqui possui capitel vegetâlista como na ordem coríntia, e arquitrave. norte do Palácio de cnossos, creta, ll milénÍo a. c. ilillrr ir: Ë3ito. o sistema construtivo é o mesmo mas, neste caso, a coluna possui capitel geométrico como na ordem dórica. üllMG rtro€lar do Etectéion, Atenas, século V a. C. ÌHir:rnEE r,: sislema lÍilítico, constituído por colunas e arquitrave, é evidente. srllltLtrraúa de Assurnarzipal ll, século lV a. C. .Emarun de Nessa, lmpério Antigo, lll dinastia, Egito, lll milénio a. C. 0n ffiÍÌ6 dê Auxerre, penúltimo quartel do século Vll a. C,, Grécia mls :s:..::uas possuem características muito idênticas, porque são estátuas * ]s:- a lei da frontalidade. No entanÌo, podemos verificar que no caso da :Ê. lama de Auxerre, ela apresenta já indícios do naturalismo que irá ser :ri,l:i: e que está patente na separação dos braços em relação ao bloco liirmÌt :GremÌ lca tmË aretense com decoração geométrica sobre fundo escuro ütaso miénico com repÍesentação de uma corrida de carros sobre Íundo claro ïllüBrE grega de volutas, datada de entre 575 e 550 a, C illil?T,:e grega soÍreu influências cretenses e micénicas nas formas de diversos vasos, na decoração geométrica e/ou figurativa e no tratamento dos fun- ::ifrì":s Dom figuras negras e vice-versa.
  3. 3. lll+o üllliB{ilÍititil Produziam maquetas, em madeira ou ter- A ORTGEM DA SECÇAO DE OURO racota, que eram submetidas posterior- "Segundo a lenda, foi o maÌemático grego Endoxe que ensaiou a primeira tentativa mente a aprovação oficial. explicativa. pela qual se considera a secção dourada tão agradável ao olhar. Ële passeãv-a-se com um longo bastão e pedia aos que encontrava para designar A concretização da obra era um traba- nesse bastão o p0nt0 que, segundo eles, Íosse mais interessante para dividir. lho coletivo, feito para a cidade, qu Ficou eslupeïacto ao constatar que a maioria das pessoas inÌerrogadas escolhia o ponto exaio da çecção de ouro. envolvia diversos profissionais: arquit Ëndoxe prosseguiu os seus estudos maÌemáticos sobre a proporção divina e des- tos, projetistas, escultores, pintores cobriu que ela se poderia exprimìr por uma ïórmula que se chama PHl, por causa outÍos artesãos. O objetivo final da art do artista Phidias (Fídias) que a utilizava correntemente nas suas esculìuras. Hoje, eÍa a procura de unidade, beleza e har chamamos-lhe o Número de Auro. 0 geómetra grego Pitágoras também se interessou por tal e Íoi o primeiro a desco- monia universais, suportadas, é clar brir que esÌe número é a base das proporÇões do corpo humano, Ìeoria que provou. poÍ uma filosofia que buscou a relaçã 0s Gregos, no seu conjunto, apropria- do Homem com o divino, com o m ram-se desta fórmula, que se pode em- pregar como base numa inÍinidade de e a sua origem, com a vida e a mor Íiguras e desenhos muito belos, como assim como com a dimensão interior o pentagrama ou a estrela de cinco próprio Homem - vaÌores que hoje desi braços que.fez furor na ltália do Renas- cimenì0. namos por Classicismo. Apaixonados por esta descoberta, os A arte grega esteve, então, ao serv Gregos Íizeram investigações aprofun- da vida pública e da vida religiosa, dadas para demonstrar que esïa Ía- mosa proporqão era igualmente a base gando-as harmoniosamente. As suas c da maior parte das Íormas na Natureza, des são exemplo disso. como conchas, Ílocos de neve, plantas, etc. A cidade grega, aberta à vida ao ar Todos os artistas gregos - pintores, vre e enquadrada na Natureza, gerad escultores, ceramistas - estabeleceram inicialmente de forma empírica e ap as suas obras segundo o ptincÍpio do Número de Auro, mas ó na arquiteÌura veitando osdeclivese acidentes do ter. que ele encontra o seu total desenvolvi- reno, era concebida com três áreas di menlo: 0 Ptáftenon de Atenas é talvez o tintas: mais belo exemplo desta perÍeição matemática na obra artística. . uma área fortificada, considerad Fred Gettings, "Art, magie et ses sagrada - a acrópole -, na qual era merveilles", un grandlivre dbn Édition construídos templos, santuários, orác des deux coqs dor, 1964 los e tesouros [20]; . uma área pública, na zona baixa, o instalava aâgora,que era o centïo se vida da pólis, com espaços para reuniões políticas, manifestações desporti vas e artísticas, em particular o teatro, e para o comércio; aí se erguera construções como assembleias, teatros, estádios, mercados, sto as,... l21l; . aâreaprivada, de menor importância monumental, constituída por bai residenciais organizados por classes sociais, com casas de habitação geral mente feitas em madeira, dispostaS ao longo de ruas estreitas, Iabirínticas sem pavimentação [22].
  4. 4. HrsróRn ols ARrcs Ursuns I 41 Recinto de Atena Polias Palácio de Êumenes ìl 20. Reconstituição da acÍópole da cidade Porta da Acrópole de Pérgamo, Ásia Menor, período hele- Altar de Zeus Sóter nístico Está construída em anÍiÌeatro numa colina Mercado de 310 m de altura (em: História da Arte,aba- r{lllìÌÌtlÍìlÌtffi f, rÌr$ Ed. AlÍa). que ïãffeLiilrruite-les e! lllkmrmuorâIte cnlrcs:har- Pórtico do teatrolaro,hção 21. Planta da Stoa de Atalo, Atenas [al,undo sua situação na ágora helenística [B]rorte, pormenor do alçado [G]or doilesig- li_]_M ----Fr ô ro20:wrço 1 -Templo de Heíesto 2 Stoa de Zeus conju- ,Õ 3 - Buleuterio 4 - Métron; cida- 5 - Tholos ( r a- .." ) Ísj 6 - Stoa Central 7 Stoa Sul) ar ii- RÌY --!-.i / B 9 - Via das Panateneias Stoa de Atalolerada 3 ;g: apro-lo ter-as dis-leradaI eram ::r:q -+_- - oM orácu- 22. Plano de um bairÍo residencial iunto4 onde à ágora em Prienentro daespofii-sueramth:bairr0 gerahticasI
  5. 5. ll rz Apesar de, ao longo do tempo, não ter sofrido grandes alterações, a estru- tura da cidade grega respondia a um piano urbanístico regido pelos seus magistrados, reunidos em "colégios", dos quais faziam parte arquitetos e téc- nicos responsáveis pelo estado de conservação das ruas e dos seus diversos edifícios. A organização espacial das cidades gregas foi fruto de uma evolução empírica e natural. Âpenas a cidade de Mileto [24], situada na Ásia Menor, possuiu inovações de raiz dignas de nota. A partir do seu piano urbanístico (o primeiro de toda a arte ocidental) Hipódamo de Miieto (ag-a79 a.C.), urbanista e filósofo, teorizou uma cidade perfeitamente racionai e funcio- nal, não alterando, apesar disso, a estrutura tradicional da cidade grega. No seu piano ideal, a cidade era formada por avenidas Ìongitudinais que se cru- zavam ortogonalmente com ruas transversais, formando quarteirões regula- ,"1 res com áreas diferenciadas, segundo as suas funções. os quarteirões cons- -Tj-J-_<=--_:.4-. [n mrrilE &a ciÉh& & flliil tituíam o módulo a partir do quaÌ a cidade se desenvolvia e que era formado por duas filas de cinco casas de configuração e área semelhantes. Estas, por sua vez, eÍam espaçosas e organizadas à volta de um pátio central, utili zando o plano centrípeto que os Romanos também desenvolveram [26]. Este plano de cidade, aplicado sobretudo no período helenístico, foi utili zado anteriormente noutras cidades, tais como em Atenas, na reconstrução do Pireu, no século V e em Priene, na Ásia Menor, no século IV a. C. [2S], I criando uma nova estética que seria adotada pelos Romanos. Arquitetonicamente, o templo foi e continua a seÍ o exemplo máximo da arquitetura grega e tem, no sécuÌo Y, no Prírtenln e em Atena Nikí, o encontro exemplar entïe o racionalismo, o antropocentrismo e o ideaiismo do pensa- mento grego. Todavia, a sua ferma e estrutuïas básicas evoÌuíram a partir do mágaron micénico (sala de trono, no palácio), que era formado por uma sala quadrangulaÍ, com um vestíbulo ou pórtico suportado por duas colunas e com telhado de duas águas. Esta estrutura básica tornou-se, gradualmente, lilü,,immryinm * Eitrrr@, @ u! mais complexa, com maiores dimensões e rodeada por colunas [281. O templo era a morada e abrigo do deus, local onde se colocava a sua ima- gem, à quaÌ os fiéis não tinham acesso, pois os rituais eram realizados ao ar livre, em redor do templo. Os Gregos usaram, na sua constïução - aliás como em toda a sua arquitetuÍa -, o sistema de construção designado por trilítico, definido por pilares vefiicais unidos por lintéis horizontais [22], não utili tL Sarlâ suHerrânea de consulta do orá- cdo- cDbertâ por um sistema de arcadas zando linhas cuwas, como noutras civilizações da Antiguidade, não po as não soubessem construir () [zg]. o exterior do edifício era majestosamente :. Sabemos pela arqueoÌogia que decorado com esculturas e pintado com azuis, vermelhos e dourados, remi ,s :Ísiemas constÍutivos em arco :::am utiÌizados por mesopotâ- niscência das construções iniciais em madeira que se realizaram até finais do :-:os e gregos em constÍuções século VII a. C.. Virado para o exterior, o tempÌo gÍego tem, como se pode :::ìiiárias e funcionais como :azéns, ou siÌos, e cisternas. constatar, um forte sentido escultórico [22].
  6. 6. HrsróRn om ARres Ursulrs I 43, a estru-los seusDS e téc-diversosvoluçãotMenor,anístico79 a.c.),:funcio-rega. NoÊ SC CÍU.b regula-ES CONS- S,. krüa da cidade de Mileto, século V a. C. 25, Planta da cidade de Priêne, século lV a. C.[ormadostas, por11, utiÌi261.foi utili-Dstrução- c. t251,Hmo da Mégaron ffincontro Mégaron com colunasffi {remplo indnris)LL;ffiD pensa- partir do F-"qr*@ Templo lâ $ Htma sala próstilo p ü dn+6@MM{ ffi [$olunas e Templo circularilmente, [l krçetiva e planta de uma casa grega, em priene outholos @ b5 anrrduplo$ fld Templo in fl ü .l t^**-*F__lsua ima- 27. Reconstituição da tr-iFè.ry--d Íachada principal do Temptoaníipróstilop $ 5dlos ao ar (lemplo de Atena Niker Pártenon segundo Be- le $ Ë@{t fl E noir Loviot, em 1881ás como Templo períptero (templo Como se podê verificar, de Zeus em Olímpia)rilítico, o templo grego era "in- 6#6&&SSSSS vulgarmente colorido" emIao utrlr- relação à aparência queII poÍque lhe conhecemos hoje. & & O sentido "escultórico"hamente do templo advém-lhei tanto dos relevos como Templo períptero (Pártenon)F, reml- da cor e do equilíbrio e &&&&ss&696#*&6ffi justeza das proporções. & &hnais do s & 6 ss grse pode s & @ *6 & & $!a & s & & & fr 6 * m & s &&es&s&Õ&s&a* 28, Evolução planimétrica do templí $re$o"--+
  7. 7. Ill+q Na sua estrutura planimétrica final [zsì, o templo era formado por três espaços: :uma cella ott naos, onde se encontrava a estátua da divindade, ante- cedida poï um espaço designado poÍ pronaos, que era uma espécie de pórti e um outro espaço do lado postedoÍ da cella designado por opistídomos, q tinha como função ser a câmara do teslurl,local onde se guardavam as rendas aos deuses e os bens preciosos da cidade. Esta estrutura tripartida er rodeada por um peristilo, espécie de corredor coberto e circundante, abert Iateralmente através de uma ou mais fiadas de colunas. Em alçado, o templo era constituído por: uma base ou envasamento, eÍa uma plataforma elevada e tinha como função nivelar o terreno; as colu 8, Templo de Hera, em Paestum, século nas, que constituíam o sistema de elevação e suporte do teto; e o entabla lV a. C. mento, elemento superior e de remate que era formado pela arquitraue, pel A imagem mostra a simetria axial, em planta lAl, alçado [B] e corte [C] do Ìemplo grego. fnso e pela cornija, encimada pelo frontão triangular. O teto de duas águas er 1. pronaos coberto por telhas de barro [33]. 2. naos 3. opistódomos O tempÌo grego, como se pode verificar pela sua estrutura planimétrica {. peristilo pelo alçado principal, possui uma simetria axlal, criando fachadas simétric duas a duas [29]. Processo de articulação métrì- Marcado poÍ esta mesma estrutura desde a sua origem no século IX a. ca dos diversos elementos de um todo, em Íunção da sua o templo grego sofreu, apesar disso, uma sensível evolução estilística. N harmonia Íinal. Essa articula- século VII a. C., os Gregos já tinham definido os dois principais estilos arqui çã0, a partir da base, da coluna e do Íriso, numa escala Íixa de tetónicos ou ordens: a ordem dórica e a ordem jónica. valores, regula as dimensões do templo em números, carac- O conceito de ordem está ligado a um sistema de proporções que h terÍsticas e relaqões mútuas, é trrzava as partes do edifício em relação ao todo. Era aplicado ao traçado uma regularidade, uma hierar- quia, um ritmo, uma muìtiplici- coluna - determinando as proporções das suas partes con-stituintes: dade na unidade, fuste e capitel -, e à relação entre a sua espessura e a sua aÌtura totai A coluna é o elemento que melhor define as características de cada ordem, ta1 forma que o diâmetro médio do seu fuste determina o mídulo métríc segundo o qual se construía todo o sistema proporcional do edifíci A coluna teve também um valor icónico extÍemamente forte, que est para além da sua função estrutural. Ela é o símboÌo do Homem, é antro l mórfica - e tomou assumidamente essa forma humana no pórtico das cariáli tides [30] do Erectíion, na acrópole de Atenas, e de atlantes, como no casoir templo de Zeus Olímpíco, em Agrigento, datado do século IV a. C. [311.i A ordem dórica é a mais antiga [33 e 36ì. Nasceu na Grécia Continen cerca de 6oo a. C. e possui formas geométricas, com quase total ausência decoração. Derivou das primitivas construções em madeira nas quais a ped I ! era utilizada apenas nas colunas e alicerces. Possui um aspeto maciço e atribuindo-se-lhe um carácter masculino e sóbrÌo, ligado ao espírito guerrei i i dos Dórios, seus inventoÍes, que chegaram à Grécia vindos do Norte, aproxi damente em rooo a. C.. Nesta ordem, o envasamento é composto pelo este bato, plataforma de aÌicerçamento rodeada de dois ou mais degraus de 30. A cariátide é uma estátua Íeminina úÌtimo degrau (o superior) onde assenta o edifíci e pelo estilóbato, que é o utilizada como coluna (na imagem, por- A coluna é robusta e possui fuste com caneluras em aresta viva e capitel menor do Pórtico das Cariátides, no Erectéion) mado por ábaco e equino, ou coxim, muito simples e geométrico [32J.
  8. 8. HrsróRn ons Anrrs Vrsults | 45mÍl ììiruÌflnmrÍü úB jiq,s O{ímpico, em Agrigento, com os seus 32. Evolução do capitel dórico entre a época arcaica [À] e a clássica [B]roÍfiiltÍrdrì riltur slnsr€rn com colunas dóricas adossadas 29t 27 16 t5 l0 -1 -z:.a:2. perístases ou perístilo;3. pronaos; 4, cella;5, opistódomos - 6. =stilóbato; 7. grampos de união; 8. fuste das colunas; 9. colarinho; 10. capitel; 1Í. anel mtttt|lÍumiuna 12, équino; 13. ábaco;14. ortostato; Í5. arquitrave; trruru "Ì i e:e e goteira; 18. lintel: 19. triglíÍo; 20. métopa; 21, gárgula; 22, mútulas; 23. teto; 24. telhas; 25. Írontão; 26. cimalha Írontal; 27. cornija ![. : -:ano: 29, cornija oblÍqua; 30. anteÍixo; 31. acrotério angular; 32. acrotério terminal
  9. 9. llllao O entablamento compreende a arquitrave, o friso dividido em métopas e tríglifos (reminiscências da construção em madeira) e a cornija. O frontão triangular coloa o edifício [361. Os arquitetos $egos plocularam, em tudo o que construíram, uma ilusória sensação de simplicidade. Tal não é inteira- mente verdade. Observando os templos dóricos, verificou-se que poI seÍem perípteros,estavam sujeitos a determinadas deformações óticas que desvirtua- 34- Fachada oriental do Pártenon com vam a perfeição e a simetria que buscavam. Assim, corrigiram matematica- exageradas alterações, para se conse- guir um melhoÍ êÍeito ótico mente essas deformações [34 e 351. Exemplos de templos de ordem dórica sáo: o Templo de Herq em Olímpia, o de Poseídon, datado de meados do século V a. C. [3S], o de Apolo, em Corinto, o de Ceres,e o mais famoso de todos, o Prírtenon[ver r.Caso prático]. A ordem jónica nasceu no século vI a. c., na |ónia, e desenvolveu-se sobretudo nas costas da Ásia Menor e nas ilhas do Mar Egeu. Esta ordem difere da ordem dórica nas plopoIções de todos os seus elementos e na deco- ração mais abundante da coluna e do entablamento. Esta, associada às suas 35, Dêformações veÍiíicadas no templo dimensões mais esbeltas, confere-lhe um carácter feminino dórico [Â] ê coÍÍêções [B] matemáticas eÍetuadas de modo a que na construção O envasamento dos edifícios de ordem jónica é formado apenas pelo este- se lessem corretamente as linhas vêrti- reóbato constituído poÍ tIês degraus. A coluna possui umabase individual, um cais e hoÍizontais Os elementos horizontais do Ìemplo que, fuste com caneluras semicilíndricas, sem alestas vivas, e em maior número visualmente, são lidos de Íorma abaula- que o da coluna dórica, e também mais longo e delgado, e um capitel com da/côncava, são ligeiramente encurvados para cima e para Íora, ou seja, convexos; ábaco simples e equino em forma de volutas enroladas em espiral [371. os elementos verticais inclinados para den- tro e para cima segundo um ponto de Íuga, O entablamento tem uma arquitrave tripartida longitudinalmente e um conlrariando a leitura visual que era in- versa; toda a colunata é construída ligeira- friso contínuo, com decoração esculpida, rematado pela cornija; o frontão mente inclinada para dentro do templo uma vez que a tendência de leitura era ver triangular encima o edifício, tal como acontece na ordem dórica. Este tipo de a Íachada do ediÍício curvada para fora. estrutuÍa foi aplicado, inicialmente, a edifícios de planta simples, como o tem- A curvatura desta Ílexão vertical era calcu- lada com um raio de 800 metros, segundo plo de Atena Nikálver r.Caso práticol. No entanto, outlas obras mais complexas Vitrúvio; as distâncias entre as colunas, utilizaram igualmente esta ordem, como o Erectáion. Neste edifício, a função exatamente iguais quando medidas, apare- cem aos olhos humanos ligeiramente dis- icónica da coluna adquire antlopomolfismo num dos pórticos, através da sua torcidas; o Íuste das colunas era ligeira- mênte engrossado, no primeiro terço da substituição por estátuas de figuras femininas - o pórtico das cariátides [30 e 421. sua altuÍa (êntase); e o intercolúneo êra maior entre as colunas das pontas do que nas do meio. A. -++-f-"T-ê Horizontal ÏTT # ------------ :T-F-rr--rffil verticar W
  10. 10. . HrsTóRI oAs ARTEs Vrsulrs I 47 llltopas Acrotério Moldura de cornijantãoudo o Faixa DentículosLteira- -_-l Mútulos Friso;erem Lacrimal ]- rn,"bt,-.n,.irtua- Métopa Tríglifo Arquitrave Iatica- Taenia Entablamento Ábaco Régula - Cotas voluta l- capiter Arqüitrave Ábaco corjar lmrpia, Equinolrinto, Aneletesreu-serrdemt deco-ls SUASlo este-ral,um Cilindros/tamboresúmeroel com l BaseeeumLontãotipo de) o tem- n:, Estrutura da ordem dórica Estilóbato lnfraestrutura de apoio (estereóbato) 37. EstÍutura da ordem jónica Estilóbato Estereóbato l Socalconplexasfunção; da sualilt e 42]. 0i 5 10 15 i 10 15 !-ffi m -m ú^ Templo de Poseídon, datado do século V a. C., teito em calcáÍio ssrÌquíÍero e rêvestido a estuque, com 59,93 x 24,31 m i€ :iocos eram talhados com rigor e depois justapostos sem qualquer arga- *. Basílica de PesÍos, na Magna Grécia, ltália, meados do século Vl a. C. ltr.sa, só esporadicamente unidos com cavilhas ou gatos de metal, em Tem cerca de 24,52 x 54,27 m e Íoi construída em calcário puro e poroso, iil:r*a de H ou N. outrora coberto por uma camada de estuque.
  11. 11. I I Il,a A ordem coríntia apaleceu apenas no final do sécu1o V a. C. e é uma deri vação da ordem jónica, resultando do seu enriquecimento decorativo O seu autor foi Calímaco d.e Corínto- da cidade de Corinto - e daí o nome de corín- tia. As principais diferenças estão na coÌuna que possui uma base mais traba- thada, um fuste mais delgado e um capitel em forma de sino invertido, que era repleto de decoração esculpida, formada por duas filas de folhas de acanto, coroadas por volutas jónicas t401. O entablamento e o frontão eÍaln I sobrecarregados de refinados preciosismos decorativos. A ordem coríntia foi i usada pelos Gregos de forma parcimoniosa e encaÍna o espírito olnamenta- lìsta do século IV a. C.. No entanto, seria a oldem preferida peÌos Romanos ilìfi que lhe deram grande exPansào. Na Grécia, podemos encontrá Iano Templo de zeus olímpico 1411e no Montr iü mento Cortígico aLisícrates,datado do século IV a. C., ambos situados em Atenas o tempÌo gÍego, quaÌquer que fosse a ordem utllizada, possuía na sua 40. Evolução do capitel iónico para o estrutura espaços destinados à escultura que valorizavam o edifício e aumen- rilil clfrlLliilil{nï coríntio tavam o seu valor icónico, pois devemos considerar que o templo foi, po: excelência, dedicado a glorificar um deus. 41. Ruínas do Templo de Zeus Olímpíco, em Atenas, iniciado em 174 a C w. +iqL . l o.l --ry,ffi- I
  12. 12. HrsróRn ons Anrrs Vrsuus I 49 f o Templo Antigo m O Erectéion N Trìbu na das Cariátidesnh, ullÌüt@M B. Planta ftlm do Erectéíon, século V a. C., Atenas ÍrNrmrn-: r"ì santuário triplo com uma cella desÌinada às marcas de Poseídon e à lança de Atena; uma outra destinada ao culto de Cécrope e Erecteu; r|Ìnmu mmrr: -s Cariátìdes destinada a Pândroso, Íilha de Cécrope. Havia ainda um espaço onde era colocada a oliveira sagrada de Atena. E, apesar de a jónicas de 6,59 m de altura =r regular, exisÌe proporcionalidade e harmonìa. Possui dois belos pórticos- O que está virado a norte tem colunas Íinlr riÊmÍEìs :,:icados. No que está virado a sul, as colunas foram substituídas por seis cariátides (antigas KoraÌ), com cerca de 2,3 m de altura. Estas i:,,:a possuem longas tranças e mantos magnìficamente pregueados, numa atitude graciosa, obra que se atribui à escola de Fídias. Na varanda iim:Ërm*{ :Íriso não tem entablamento, mas possui uma arquitrave e uma cornija com dentículos, pequenas mísulas coìocadas sob a goteira, o que lhe n|rÍJ,:4ade.Tal como noutros Ìemplos gregos, a sua decoração é requintada e policromada com pasta de vidro derretìdo e incrustado, com bandas e *m ::nze dourado.

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