CATEGORIA: POESIAS
3º EDIÇÃO.
2012
OBJETIVO:
APRIMORAR A LINGUAGEM ORAL E ESCRITA DO
ALUNO ATRAVÉS DO GÊNERO TEXTUAL “ POESIAS”,
TORNANDO ASSIM BONS LEITORES...
OFICINA: 01
MEMÓRIAS DE VERSOS E MURAL DE
POEMAS:
OBJETIVOS:
 RESGATAR E VALORIZAR A CULTURA DA
COMUNIDADE.
 AVALIAR E A...
 ATIVIDADE 01
 VOCÊS GOSTAM DE POESIAS?
 SE NÃO GOSTAM POR QUÊ?
 CONHECEM ALGUNS POETAS/POETISAS?
 REGISTRE NO CADERN...
 TAREFA PARA CASA:
 PESQUISAR POEMAS OU POESIAS COM OS AVÓS,
PAIS, TIOS, NAS COMUNIDADES ONDE MORAM:
 VOCÊS GOSTAM DE P...
POEMA DE MANOEL BANDEIRA:
O BICHO
VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava ...
POEMAS DE MANOEL BANDEIRA
NEOLOGISMO
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda...
POEMA DE MANOEL BANDEIRA
Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca...
POEMA CECÍLIA MEIRELES
Retrato
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos t...
POEMA CECÍLIA MEIRELES
LUA ADVERSA
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição d...
POEMA CECÍLIA MEIRELES
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou trist...
POEMA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
Canção Amiga
Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se recon...
POEMA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
PARA SEMPRE
Por que Deus permite
que as mães vão se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo ...
POEMA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
POEMA DAS SETE FACES
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, C...
POEMA FERREIRA GULLAR
TRADUZIR-SE
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
uma parte de mim
...
POEMA FERREIRA GULLAR
Cantiga para não morrer
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você n...
POEMA PAULO LEMINSKI
Poetas Velhos
Bom dia, poetas velhos.
Me deixem na boca
o gosto dos versos
mais fortes que não farei....
Eu já fiz chapéu de palha,
fiz bodoque, fiz cangalha,
carrapeta e birimbau,
fui menino presenteiro
correndo pelo terreiro
...
Mãe: Poesia de Deusinha
Mãe, Rainha especial
O clone de Nossa Senhora
A musa que a gente adora
Tudo da nossa vida
Mãe é a ...
Quanta Saudade - William Guerra
Ainda está aqui, na minha memória enrugada,
As imagens daquela rua pequena e sem guarda-no...
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Olimpíada categoria poesias (5º e 6º ano)

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Olimpíada categoria poesias (5º e 6º ano)

  1. 1. CATEGORIA: POESIAS 3º EDIÇÃO. 2012
  2. 2. OBJETIVO: APRIMORAR A LINGUAGEM ORAL E ESCRITA DO ALUNO ATRAVÉS DO GÊNERO TEXTUAL “ POESIAS”, TORNANDO ASSIM BONS LEITORES E APRECIADORES DESTE GÊNERO.
  3. 3. OFICINA: 01 MEMÓRIAS DE VERSOS E MURAL DE POEMAS: OBJETIVOS:  RESGATAR E VALORIZAR A CULTURA DA COMUNIDADE.  AVALIAR E AMPLIAR O REPERTÓRIO DE POEMAS CONHECIDOS PELOS ALUNOS.  RECONHECER OS POEMAS EM SUAS DIVERSAS FORMAS.
  4. 4.  ATIVIDADE 01  VOCÊS GOSTAM DE POESIAS?  SE NÃO GOSTAM POR QUÊ?  CONHECEM ALGUNS POETAS/POETISAS?  REGISTRE NO CADERNO ALGUMA POESIA QUE CONHEÇAM.  LEIA EM VOZ ALTA PARA TURMA.  FAZER UM DIÁRIO DE BORDO...
  5. 5.  TAREFA PARA CASA:  PESQUISAR POEMAS OU POESIAS COM OS AVÓS, PAIS, TIOS, NAS COMUNIDADES ONDE MORAM:  VOCÊS GOSTAM DE POESIAS?  SE NÃO GOSTAM POR QUÊ?  CONHECEM ALGUNS POETAS/POETISAS?  REGISTRE NO CADERNO ALGUMA POESIA QUE CONHEÇAM.
  6. 6. POEMA DE MANOEL BANDEIRA: O BICHO VI ONTEM um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem. Manuel Bandeira
  7. 7. POEMAS DE MANOEL BANDEIRA NEOLOGISMO Beijo pouco, falo menos ainda. Mas invento palavras Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana. Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. Intransitivo: Teadoro, Teodora. Petrópolis 25/2/1947
  8. 8. POEMA DE MANOEL BANDEIRA Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor -Eu soubesse repor_ No coração despedaçado As mais puras alegrias de tua infância! Manuel Bandeira
  9. 9. POEMA CECÍLIA MEIRELES Retrato "Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: Em que espelho ficou perdida a minha face?"
  10. 10. POEMA CECÍLIA MEIRELES LUA ADVERSA Tenho fases, como a lua Fases de andar escondida, fases de vir para a rua... Perdição da minha vida! Perdição da vida minha! Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha. Fases que vão e vêm, no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso. E roda a melancolia seu interminável fuso! Não me encontro com ninguém (tenho fases como a lua...) No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua... E, quando chega esse dia, o outro desapareceu...
  11. 11. POEMA CECÍLIA MEIRELES Motivo Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta. Irmão das coisas fugidias, não sinto gozo nem tormento. Atravesso noites e dias no vento. Se desmorono ou se edifico, se permaneço ou me desfaço, — não sei, não sei. Não sei se fico ou passo. Sei que canto. E a canção é tudo. Tem sangue eterno a asa ritmada. E um dia sei que estarei mudo: — mais nada.
  12. 12. POEMA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. Canção Amiga Eu preparo uma canção em que minha mãe se reconheça, todas as mães se reconheçam, e que fale como dois olhos. Caminho por uma rua que passa em muitos países. Se não me vêem, eu vejo e saúdo velhos amigos. Eu distribuo um segredo como quem ama ou sorri. No jeito mais natural dois carinhos se procuram. Minha vida, nossas vidas formam um só diamante. Aprendi novas palavras e tornei outras mais belas. Eu preparo uma canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças.
  13. 13. POEMA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. PARA SEMPRE Por que Deus permite que as mães vão se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não se apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.
  14. 14. POEMA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE POEMA DAS SETE FACES Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. Porém meus olhos não perguntam nada. O homem atrás do bigode é sério, simples e forte. Quase não conversa. Tem poucos, raros amigos o homem atrás dos óculos e do bigode. (...) Mundo mundo vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução. Mundo mundo vasto mundo, mais vasto é meu coração. Eu não devia te dizer mas essa lua mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo.
  15. 15. POEMA FERREIRA GULLAR TRADUZIR-SE Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo. uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira. Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente. Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem. Traduzir-se uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - será arte?
  16. 16. POEMA FERREIRA GULLAR Cantiga para não morrer Quando você for se embora, moça branca como a neve, me leve. Se acaso você não possa me carregar pela mão, menina branca de neve, me leve no coração. Se no coração não possa por acaso me levar, moça de sonho e de neve, me leve no seu lembrar. E se aí também não possa por tanta coisa que leve já viva em seu pensamento, menina branca de neve, me leve no esquecimento.
  17. 17. POEMA PAULO LEMINSKI Poetas Velhos Bom dia, poetas velhos. Me deixem na boca o gosto dos versos mais fortes que não farei. Dia vai vir que os saiba tão bem que vos cite como quem tê-los um tanto feito também, acredite.
  18. 18. Eu já fiz chapéu de palha, fiz bodoque, fiz cangalha, carrapeta e birimbau, fui menino presenteiro correndo pelo terreiro em meu cavalo de pau Luís da Câmara Cascudo com seu profundo estudo, sobre o folclore tratou, na cultura popular foi o maior potiguar que o Rio Grande criou Contava tudo a miúdo porque sabia de tudo, conservava nos arquivos populares tradições, lendas e superstições e costumes primitivos Do folclore foi patrono, ergueu ali o seu trono com o dom que Deus lhe deu, não há em nosso universo quem possa dizer em verso o que ele em prosa escreveu Eu não tenho competência para fazer referência sobre o seu grande saber falando de coisa antiga, por mais que o poeta diga falta ainda o que dizer Acho ser ignorante, muito ousado, petulante, atrevido e linguarudo, um matuto agricultor falar sobre o professor Luís da Câmara Cascudo
  19. 19. Mãe: Poesia de Deusinha Mãe, Rainha especial O clone de Nossa Senhora A musa que a gente adora Tudo da nossa vida Mãe é a mulher mais querida Mais amiga mais capaz Mais confiável, mais meiga Mais perfeita ninguém faz. A mãe é quem sofre mais É quem conhece profundamente o amor Ser mãe, é se doar e por o filho sentir a dor É dar a própria vida pelo amor verdadeiro Ser mãe, é responsabilizar-se primeiro Por a família que é a razão do seu viver A mãe é quem protege e dar carinho E se dedica inteiramente a você. É um orgulho um prazer Escrever-te mãezinha amada Sou uma privilegiada Em hoje poder fazer Versos pra te agradecer Mamãe tesouro importante Você é minha riqueza maior É meu troféu de brilhante. Sou feliz a todo instante Por ter a sua bondade Quero pra toda a eternidade Seu amor, sua atenção Mãezinha meu coração Bate aplaudindo você Por os milhões de motivos Que ele tem a te agradecer. Mãe, é impossível descrever As suas virtudes boas Você é aquela pessoa Que nunca quero perder Se infelizmente isso acontecer A dor não vou suportar Por isso quero ir contigo Pra onde Deus te levar. Deusinha Poetisa Popular de Córrego Apodi-RN 2006 
  20. 20. Quanta Saudade - William Guerra Ainda está aqui, na minha memória enrugada, As imagens daquela rua pequena e sem guarda-noturno, Não carecia da vigilância alheia, O costume era amizade, sossego e bondade. Rua descalça onde enterrei minha infância inteira! Quantas vezes, à sombra pelas calçadas, Brincava encantado com os redemoinhos velozes, Rodopiando feitos dançarinos na ponta do pé, Carregando a sujidade da rua, Alertando do pecado pela gula à sesta, Sumindo no eito do mundo, Deixando o vácuo como um buraco no tempo. Rua cansada de tantos anos vividos, Testemunha de traições e aparências enganosas, De alegrias e festas, de amantes aos beijos, Quando era noite de lua cheia, Os clarões entortados pela ventania, As sombras de fantasmas pelos lençóis de areia. Rua sem mistério, que guardava as mágoas, Que dava alento às ilusões... Se soubesses falar, enquanto vivias, Ó rua dos meus sonhos, o que dirias, Para os que a habitavam sem vexame, Acostumados com tuas manias? As casas agarradas umas nas outras, Assim querendo dizer que eram irmãs... E eram todas as moradias de cumeeiras altas, Com suas telhas feitas pestanas, E a frente das casas era que nem olhos, Olhando o mundo, olhando a vida de cada um. Rua que parecia num sorriso eterno, Nascida antigamente, envelhecida, Mas nunca sem deixar o carinho, A ternura, a sua proteção e o seu amor... Hoje, olhando para ti, a mudança monstruosa, Com asfalto, portões de ferro não se vêem mais seus tetos, Nem pestanas e aqueles olhos hoje tão escuros, Parecem cegos, acabou com a tua vida essa mudança, Ó rua onde enterrei inteira a minha infância!

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