Ebook como dançar melhor

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  1. 1. Como dançar melhor 1 Maria Cristina Lopes
  2. 2. Como dançar melhor 2 Maria Cristina Lopes Dedicatória A todos os bailarinos com grandes sonhos.
  3. 3. Como dançar melhor 3 Maria Cristina Lopes Sobre a autora Maria Cristina Lopes é psicóloga, trabalha com a dança há mais de quatro anos ajudando bailarinos a dançar melhor. Escreve artigos para a Revista Dança Brasil, nos blogs Mundo bailarinístico e Serafim ballet e em seu site www.mariacristinalopes.com. Criou o primeiro curso de psicologia da dança no Brasil e ainda tem muitos projetos pela frente.
  4. 4. Como dançar melhor 4 Maria Cristina Lopes Sumário Introdução.......................................................5 Quatro dicas para ajudá-lo a controlar a ansiedade.................................................................5 Por que o excesso de cobrança pode estar atrapalhando sua melhora de rendimento...................9 Sete dicas para aumentar a autoestima............12 A principal causa do medo de palco...................15 Duas formas simples de acreditar em si mesmo...................................................................18 3 passos para lidar com situações adversas......20 A importância de uma rede de apoio para bailarinos................................................................23 Três formas de lidar com relações destrutivas em aula.......................................................................25 Considerações finais........................................28 Contato......................................................29
  5. 5. Como dançar melhor 5 Maria Cristina Lopes Introdução A dança é muito exigente em relação ao bailarino. Ela leva seu corpo ao limite para que a técnica seja perfeita. Mesmo com grandes sonhos muitos bailarinos não conseguem acompanhar essa exigência física e mental do contexto da dança. De fato, é muito árduo. Porém, treinando a sua mente e seu cérebro se torna muito mais fácil e você consegue atingir maiores resultados. Neste e-book vou te dar dezenas de dicas sobre como exatamente fazer isso. Depois de muitos anos de estudo eu sei que se o bailarino não se preparar mentalmente seus sonhos estarão na mão do destino. Portanto, atenção! Leia com cuidado este e-book e o mais importante: coloque-o em prática. Vamos juntos?
  6. 6. Como dançar melhor 6 Maria Cristina Lopes Quatro dicas para ajudá-lo a controlar a ansiedade A ansiedade é algo que aflige muitas pessoas e principalmente aqueles que se encontram em contextos estressores. Por contexto estressor digo simplesmente situações que gerem uma instabilidade emocional e acarrete em reações fisiológicas de estresse. Assim, a cada audição, concurso e festival o bailarino se encontra em uma situação de estresse. Ao longo dos anos ele vai tentando administrar essas sensações de ansiedade e muitas vezes obtém sucesso. Mas a verdade é que a maioria ainda experimenta forte ansiedade. Isso atrapalha muito o desempenho em apresentações e festivais. Mas a grande pergunta é “o que faço para me livrar da ansiedade!?”. Bom, antes de passar algumas dicas preciso informar que elas podem ser bastante úteis, porém, em muitas situações apenas o psicólogo clínico será capaz de investigar e procurar modificar a ansiedade. Então, vamos lá: 1º Não assista a apresentações anteriores a sua : a curiosidade é grande, especialmente quando o bailarino anterior está na mesma categoria que você. Mas também sabemos que isso só eleva a ansiedade, certo? Isso vale para as quinze apresentações anteriores a sua. A partir deste momento é hora de checar se o figurino está todo certo, e a maquiagem precisa de retoque e principalmente concentrar-se para a SUA apresentação.
  7. 7. Como dançar melhor 7 Maria Cristina Lopes 2º Não tente fazer um passo complicado no camarim: esse é um erro muito comum e você já sabe qual o final da história: você não conseguirá realizá-lo naquele espaço inadequado e por fim se desesperará. A intenção é boa, na verdade você quer treinar mais uma vez para sair perfeito, mas infelizmente não é o que acontece e sua mente vence fazendo-o acreditar que vai sair tudo errado, o que atrapalha muito a coreografia. Eu sei que provavelmente você já cometeu esse erro 1, 2, 3, 4, ...5, ... enfim... não cometeremos mais este. Tenho certeza que isso já irá ajudá-lo bastante. 3º Lembre-se: uma coisa de cada vez: Uma coisa que ocorre com frequência é uma forte preocupação com a apresentação com horas antes dela. Checar de cinco em cinco minutos a ordem da apresentação, perguntar para o organizador “está em qual?”, não conseguir se alongar direito: são característicos desta pessoa. Você provavelmente já é amigo dos organizadores de tanto perguntar sobre a ordem dos bailarinos e eles já te chamam pelo primeiro nome. Brincadeiras à parte é importante lembrar-se sempre: uma coisa de cada vez. Marque um tempo para alongar-se, para checar se falta alguma coisa, para tirar fotos. A grande dificuldade é não pensar na ansiedade, por isso pense objetivamente no que precisa fazer. 4º Simplesmente relaxe: separe um momento logo antes da sua apresentação para simplesmente relaxar. Sente-se confortavelmente no local mais calmo
  8. 8. Como dançar melhor 8 Maria Cristina Lopes que conseguir encontrar e respire fundo, tente pensar em coisas positivas, frases de incentivo que te tocam, imagens belas, uma música bonita e relaxante. Isso tem o poder de diminuir a tensão muscular e te desviar de pensamentos negativos. Então, resumindo: 1º Não assista a apresentações anteriores a sua. Afinal, o foco é você. 2º Não tente fazer um passo complicado no camarim. Isso só vai atrapalhá-lo e desencadear um ciclo de pensamentos negativos. 3º Lembre-se: uma coisa de cada vez. Uma preocupação forte e antecipatória é comum e o bailarino precisa saber lidar com ela. Uma boa maneira é separar seu tempo para cada tarefa. 4º Simplesmente relaxe. Muitas vezes dentro do camarim está uma loucura e isso só aumenta a ansiedade. Procure coisas que o relaxem. Com estas dicas sua ansiedade pode diminuir consideravelmente, mas lembre-se: o objetivo é controlar a ansiedade e não eliminá-la, pois isso não seria possível, afinal vocês não estão assistindo a um filme na televisão, vocês estão se apresentando.
  9. 9. Como dançar melhor 9 Maria Cristina Lopes Por que o excesso de cobrança pode estar atrapalhando sua melhora de rendimento Desde que comecei a trabalhar com a dança percebo algumas frases comuns de bailarinos. Algumas dessas são típicas. Já me preparo quando estou na coxia. Depois do agradecimento saem sem fôlego com a já manjada ideia “foi tudo horrível”. E é daí para pior. Eu já falei o quanto pensamentos influenciam emoções e comportamentos. Então obviamente estou muito interessada em capturar estes pensamentos. Agora pare e pense: o que este pensamento vai gerar? Certamente uma emoção ruim, de fracasso, culpa, etc. Mas e o comportamento? Como um bailarino que pensa dessa forma vai se comportar? Muitos vão ler e dizer: “ora, de que vale a pena eu me sentir bem? Se eu vejo que está ruim eu vou fazer mais aulas e melhorar muito mais. Então esse é um pensamento muito bom!”. Ledo engano. É obvio que o bailarino vai buscar melhorar sempre mais. O trabalho é exaustivo em busca do inalcançável: a perfeição. Mas esta busca pela perfeição deixa os bailarinos cegos. A atitude dos bailarinos se torna esta: tudo o que não é perfeito não me serve. E como já disse antes a perfeição é inalcançável! Quem dança tende a ter pensamentos do tipo “tudo ou nada”, “oito oitenta” e passa a não enxergar as nuances. Quer saber o resultado? É simples: não conseguem ver onde melhoraram, onde ainda precisam
  10. 10. Como dançar melhor 10 Maria Cristina Lopes se esforçar mais e acabam por não conseguir dar atenção especial a nada em aula. Usam o mesmo esforço para tudo, ou seja, não se esforçam a mais em nada. Quando acabam a aula e querem praticar alguma coisa ficam um pouco sem saber o que praticar exatamente. Não raro um professor ou colega fala que o bailarino melhorou e ele responde com um olhar surpreso. E para o que ainda deve ser desenvolvido o bailarino também se cega, por achar que está “tudo horrível”. Portanto: quando saem da coxia e falam “foi tudo horrível” peço que se acalmem, façam suas atividades do dia normalmente e assistam a um vídeo da apresentação no dia seguinte – é muito importante sempre ter alguém para filmar. Por quê? No dia da apresentação o pensamento de que “tudo foi horrível” está “quente” (ainda tem muita força na nossa mente). No dia seguinte nossa mente já está mais livre desses pensamentos negativos. Depois de assistido ao vídeo geralmente já se tem uma ideia diferente da apresentação, podendo ser percebido por frases como “até que isso eu fiz bem”. Então, feito isso peço que escrevam o que afinal está tão ruim, mas também do que está bom. Assim, o bailarino vai fazer uma lista clara e específica e perceber que afinal, não foi “tudo ruim”, mas sim algumas coisas pontuais. O resultado: ele poderá em aula depositar maior energia e dedicação a alguns movimentos que precisam de maior atenção e claro não terá tantos sentimentos
  11. 11. Como dançar melhor 11 Maria Cristina Lopes negativos. Apesar de parecer a princípio bom se pensar que tudo está ruim, afinal de contas não é tão positivo para o rendimento final. Portanto, comece a perceber que nem tudo que não é perfeito é horrível. Passe a notar pequenas mudanças e melhoras e continue cada vez mais a buscar seus sonhos!
  12. 12. Como dançar melhor 12 Maria Cristina Lopes Sete dicas para aumentar a autoestima Sentir-se melhor e ativar seu comportamento! 1 – Pare de se comparar! Um tipo de pensamento disfuncional é o da comparação. Estamos constantemente nos comparando com outros. Em geral essa comparação é limitada em alguns grupos, por exemplo: nossos iguais (família, amigos, colegas de trabalho, etc.) ou de pessoas que se sobressaem (bailarinos famosos, primeiras bailarinas, solistas de destaque, etc). Esquecemos-nos de fazer uma comparação mais ampla, realista e justa para nós. Uma dica: compare-se com si mesmo. Faça pequenas metas e após atingi-la parabenize-se pela superação. 2 – Não avalie seu valor pelas suas conquistas! Confundimos valor e realização. Nossos pensamentos, personalidade, atribuições pessoais vão muito além de nossas conquistas. Além do que existem muitas qualidades que não cabem no mérito da conquista. São valores intrínsecos e pessoais. Apenas por que uma pessoa não realizou algo, isso não significa que ela não é capaz. Na verdade, isso significa apenas que ela ainda não realizou. E apenas isso. Recado: você vai muito além de suas conquistas. 3 – Não se rotule! Muitas pessoas utilizam este tipo de pensamento disfuncional. Por quê? Por que nosso cérebro está
  13. 13. Como dançar melhor 13 Maria Cristina Lopes programado para pensar de forma simples. E assim como foi muito difícil aprender conceitos complexos e abstratos no ensino médio também é difícil modificar este tipo de pensamento. Mas é necessário que façamos isso se queremos nos sentir melhor. “Sou muito fraca” “sou um imbecil” “sou uma perdedora”, são alguns tipos de rotulações. Ocorre que nos observamos apenas através desse rótulo e nossa autoestima vai lá para baixo. É muito mais adequado e relista dizer “é, ainda preciso melhorar um pouco nessa área”, “fiz besteira aqui”, “não sou tão bom nessa tarefa”. 4 – Não persiga a perfeição! É preciso tirar esse peso dos nossos ombros. Queremos e necessitamos algo que nunca poderemos ser: perfeitos. Essa ideia é uma ilusão produzida por nós em um labirinto sem saída. Algumas coisas nós não podemos mudar. É a vida. Seria agradável se fossemos perfeitos. Mas a realidade é que não podemos ser. E isso é aceitável. Lembre-se que mesmo primeiras bailarinas são falhas. Por que, afinal de contas, você também não seria? 5 – Estabeleça metas realistas que melhorem sua qualidade de vida! Metas irrealistas tem o grande poder de nos colocar para baixo. Pois são inalcançáveis e muitas vezes não são saudáveis. Metas realistas de acordo com a sua rotina e capacidade são um ótimo tempero para alegrar
  14. 14. Como dançar melhor 14 Maria Cristina Lopes o dia e para que possamos posteriormente comemorar conquistas. Mas metas inatingíveis nos derrubam e nos fazem desistir de tudo. O que você escolhe? 6 – Se aprove! Procuramos a aprovação de terceiros: da família, amigos, professor e esquecemos o mais básico: aprovar-nos. Veja tudo o que você tem de positivo! Valores, características, etc. Por mais que tenhamos coisas negativas é certo dizer que possuímos também qualidades. Precisamos reconhecê-las e aprová-las. Muitas vezes minimizamos o que temos de positivo. Como se não existissem. Mas existem sim! Está lá. 7 – Reconheça suas forças e qualidades! Quando vemos o mundo pelos óculos da negatividade paramos de enxergar o positivo. Às vezes isso ocorre por uma causa nobre: queremos tanto ser bons que ficamos atentos a tudo de ruim para podermos nos livrar daquilo imediatamente. Mas a realidade é que acabamos nos sentindo muito mal e acabamos encontrando algo errado mesmo nas coisas positivas. Quando só vemos coisas negativas precisamos nos esforçar para ver também as positivas. Faça uma lista sobre suas características e preencha os dois lados: o negativo e o positivo.
  15. 15. Como dançar melhor 15 Maria Cristina Lopes A principal causa do medo de palco O medo do palco é um algo que aflige diversos bailarinos. O medo é caracterizado por um conjunto de sintomas emocionais, fisiológicos, comportamentais e cognitivos (pensamentos relacionados ao medo e sua atenção voltada para este estímulo). Para compreender melhor isso basta se lembrar da última vez que teve medo de algo. Podemos dar um exemplo mais simples e comum, como o típico medo de ratos. Imagine-se caminhando por uma rua tranquila e de repente você vê a poucos metros um rato. Neste exato momento você sente um calafrio que denuncia uma alteração fisiológica causada pelo medo. É também muito provável que você modifique seu comportamento afastando-se do rato. Imediatamente sente o medo em si em oposição à tranquilidade que estava sentindo, o que demonstra a alteração das suas emoções. Sua atenção estará voltada para observar este rato e garantir que você fique afastado dele. E é possível que esteja passando alguma imagem ou frase na sua mente, como, por exemplo, o rato vindo em sua direção ou “preciso me afastar deste rato”. A partir deste simples exemplo podemos compreender que o medo não é uma simples emoção. Na verdade ele altera significativamente tudo! Para um bailarino isso é especialmente importante, pois a forma como estamos internamente afeta o desempenho. Porém,
  16. 16. Como dançar melhor 16 Maria Cristina Lopes não devemos confundir o medo excessivo – que é de fato um sintoma – com uma ansiedade saudável antes da apresentação. Naturalmente o bailarino sente-se diferente internamente antes de dançar no palco. É saudável que certa ansiedade neste sentido aconteça. Esta ansiedade saudável ajuda a ativar internamente o bailarino e permite, inclusive, a dançar melhor. Ela é referente a uma alteração fisiológica antecipatória. Muitos bailarinos a conhecem como um leve “frio na barriga” antes de entrar no palco. Isto é perfeitamente saudável e não deve causar preocupação. Já o medo excessivo é algo que causa sofrimento e impede o melhor desempenho. Pois bem! Mas, afinal, de onde vem este medo excessivo? O medo excessivo vem de diversos pensamentos que temos sobre questões referentes a dança, à performance e a nós mesmos. Vamos falar sobre uma das principais influências! - A busca excessiva pela perfeição A clássica busca do bailarino pela perfeição tem muitas pegadinhas. É natural que o primeiro caminho seguido por ele seja este. Porém, deve ser feito um esforço consciente de deixar esta busca excessiva de lado e buscar melhorar hoje, amanhã e depois no que é possível ser modificado a curto e médio prazo. O bailarino deve saber onde quer chegar em um, dois, cinco ou dez anos. Mas não deve colocar sua energia
  17. 17. Como dançar melhor 17 Maria Cristina Lopes somente nisso. É preciso pensar a curto prazo no que pode ser melhorado agora. Se o bailarino não consegue fazer isto ocorrem alguns prejuízos. Sua atenção ficará completamente voltada para pequenos erros ou preocupações relacionadas à observação de terceiros sobre estes erros. O medo excessivo, em geral, é causado por esta alteração da atenção do presente para um futuro brilhante e distante. Quando vemos o mundo através destes óculos os erros ficam muito mais acentuados o que prejudica o desempenho geral do bailarino. O medo do palco se torna inevitável pois o foco está em tudo o que ainda não conseguimos realizar e não em desempenhar da melhor forma possível o que já aprendemos. É preciso entender que sua mente tem uma enorme influência sobre o seu desempenho e sobre o medo do palco. É necessário humildade e busca por excelência para compreender que é necessário treinar a mente para ser cada dia melhor e sempre um vencedor. Cuidar da mente é cuidar do seu presente, passado e futuro.
  18. 18. Como dançar melhor 18 Maria Cristina Lopes Duas formas simples de acreditar em si mesmo Em essência a dança preza pela perfeição do movimento. Os ídolos dentro deste mundo são aqueles bailarinos que conseguem entregar no palco algo que toque emocionalmente o público, mas também, aqueles que desenvolvem ao máximo possível a técnica. Bailarinos em formação têm estes últimos como objetivo de carreira a ser alcançado. Em geral, elegem um bailarino como modelo de perfeição e o seguem como reais ídolos. Não raro há “brigas” entre os alunos para afirmar que o seu ídolo é melhor bailarino que o do colega. Mas ídolos são também figuras que podem diminuir a crença do bailarino em seu próprio valor. Afinal, nunca chega ao seu objetivo. E qual a solução para isso? Não ter um ídolo? De forma alguma! A solução é simples e vou explicá-la em duas formas simples. 1ª Destrinche metas De nada adianta buscar chegar a um nível muito além do atual. Busque metas que são possíveis de serem atingidas em uma a duas semanas – ao máximo um mês. 2ª Mantenha um diário de evolução É difícil olhar para trás e perceber o quanto evoluímos. Manter um diário sobre isso é muito importante para ter uma prova física de que você é sim capaz! Principalmente se sua mente não permite que você
  19. 19. Como dançar melhor 19 Maria Cristina Lopes sinta-se confiante no momento. Mas, afinal, há um ano quem diria que você estaria aqui hoje? Acredite que você é capaz de evoluir dia após dia. Não pense apenas no objetivo final. Pense em metas de curto prazo!
  20. 20. Como dançar melhor 20 Maria Cristina Lopes 3 passos para lidar com situações adversas O mundo do ballet é muito exigente e os bailarinos muitas vezes se veem afogados por tantas exigências. Professores são os primeiros a cobrar em relação à disciplina, postura, motivação e muitos outros. Depois adentramos no mundo dos festivais. Então além de quem irá julgá-lo e além da plateia o palco se torna exigente. Em alguns momentos o bailarino se sente desmotivado e em outros relembra que seus sonhos são maiores. Então chegam audições e mais dificuldades em relação ao físico, altura e competição são inevitáveis. Sem falar sobre o mercado de dança local. O que fazer com esta montanha de dificuldades em relação ao mundo da dança é o que passa pela cabeça de muitas pessoas. Antes de ler os passos para lidar com situações adversas pergunte-se se o seu sonho é grande o suficiente para lutar. Por que, afinal, você pode ter ajuda. E é justamente isso que eu quero poder fazer: te ajudar. Mas quem irá realizar para chegar lá é você. 1º Passo: Reconhecer Temos que ter conhecimento de nossas próprias dificuldades. A melhor maneira de fazer isso é listar – pode ser feito com um professor – pontos que ainda precisam ser melhorados ou dificuldades invencíveis – como altura, por exemplo. Para poder lidar com algo é
  21. 21. Como dançar melhor 21 Maria Cristina Lopes primeiro necessário que tomemos conhecimento deste algo. 2º Passo: Resolução de problema Muitas vezes ficamos presos em pensar nas nossas dificuldades e não em resolvê-las. Um primeiro passo da resolução de problema é se perguntar “é possível modificar?”. E a resposta pode ser sim ou não. Algumas coisas não podemos modificar. E aí precisamos lidar com a realidade daquilo para conseguirmos viver bem apesar da dificuldade. Um segundo passo é listar três possibilidades para resolver aquele problema e os prós e contras de cada possibilidade. Se a sua dificuldade é emagrecer uma possibilidade é se consultar com um nutricionista (um pró poderia ser saber quais os alimentos ais adequados e um contra o investimento financeiro). E depois de analisar cada opção cuidadosamente escolher aquela que mais se adéqua a sua realidade. 3º Passo: Readaptar Seus sonhos podem ser readaptados frente às dificuldades. Talvez você possa abrir mão do sonho de dançar na companhia mais almejada do mundo mas continuar com o sonho de dançar em uma companhia. A carreira ideal muitas vezes está incompatível com a carreira possível e real, mas esta pode não deixar de ser satisfatória.
  22. 22. Como dançar melhor 22 Maria Cristina Lopes 4º Passo: Remanejar a autoestima Se a dificuldade está intimamente ligada a alguma competência técnica, artística ou mesmo física é ainda mais provável que sua autoestima se abale. É preciso investir – tempo, dinheiro ou energia – para modificar a sua relação consigo mesmo. Faça atividades que tragam sensações positivas e de realização pessoal. Auxiliar outro bailarino iniciante pode ser de grande valia neste momento. Fazer uma psicoterapia é outro instrumento que pode trazer muitos benefícios e aumentar a autoestima. O recado é: cuide de você!
  23. 23. Como dançar melhor 23 Maria Cristina Lopes A importância de uma rede de apoio para bailarinos Todos nós sofremos diversas frustrações no nosso dia-a-dia e em diversas áreas da nossa vida. Seja profissionalmente, em âmbito familiar, com amigos e colegas, saúde, ou qualquer outra área: somos constantemente inseridos em situações frustrantes. Isso é verdade também para bailarinos. Mas, para estes, além de frustrações comuns a todos há diversas outras que só eles conhecem. São centenas de horas de aulas e ensaios, muitas vezes em um único mês para aprender novas coisas e aprimorar o que já aprendeu. E não é o suficiente aprender cognitivamente – ou seja, fazer com que o seu cérebro aprenda – é preciso que o seu corpo assimile tudo – o que leva tempo. De fato bailarinos são seres que precisam lidar com uma alta carga de frustração constante. Além do próprio aprendizado há outras situações de cobrança: do professor, dos colegas, familiares e do tempo. Pois não há saída, quando a apresentação está marcada você precisa aprender até aquela data. Existem muitas formas de lidar com a frustração. Inclusive para alguns é tão difícil e insuportável que abrem mão de sonhos pela cobrança, dificuldade de aprendizagem, mercado de trabalho incerto, entre outras razões compreensíveis. Mas aprender a lidar de forma saudável com a frustração é importante para a
  24. 24. Como dançar melhor 24 Maria Cristina Lopes vida de todos, e também para o bailarino. Imagine-se aprendendo a encarar as situações de forma madura e saudável. Quantos sonhos não serão desperdiçados? O desenvolvimento pessoal é algo que todos devem buscar. Mas que não é adquirido da noite para o dia. Mas existem muitos estudos que mostram o quanto que uma rede de apoio ajuda na resiliência. Entenda por resiliência a capacidade de passar por situações muito difíceis e depois voltar ao seu estado de ânimo, saúde mental e emocional normal. Uma rede de apoio pode contar com professores, colegas, amigos, parentes, família nuclear, etc. Todos que estão lá por você nos momentos difíceis. E principalmente saber recorrer a eles na hora certa. Uma palavra amiga, um abraço, uma piada, enfim, o apoio podem ser a diferença entre seguir os sonhos da sua vida e desistir de tudo. Podem ser a diferença entre ter uma crise de ansiedade ou estresse e ter uma boa saúde mental. Amplie sua rede de apoio e recorra a ela sempre!
  25. 25. Como dançar melhor 25 Maria Cristina Lopes Três formas de lidar com relações destrutivas em aula Muitos bailarinos sonham grande: com grandes palcos, companhias, viagens. E não é por menos: a dança de fato oferece isso a quem chega ao topo. Mas para chegar lá é preciso muito suor, lágrimas, aulas, frustrações, dicas, professores... Enfim... é preciso batalhar! As dificuldades em aula são muitas. São muitas mesmo se estamos totalmente motivados, engajados e em uma ótima escola. Porém, em alguns casos – que não são poucos – estes bailarinos motivados acabam tendo um percalço nas aulas: seus próprios amigos. Eles estão o tempo inteiro distraindo, rindo e procurando conversar. Estes amigos podem ser nossos melhores amigos. Eles podem compreender que buscamos o nível máximo na dança. Mas mesmo assim continuam nos “atrapalhando”. Se você tem amigos assim e não sabe o que fazer vem comigo que eu vou te dar três dicas para lidar com essa situação. Primeira dica: invista no diálogo. A melhor forma de tentar resolver a questão é conversando. Diga para o seu colega que quer conversar algo sério com ele e prepare um local reservado para isso. É importante que a conversa seja pessoalmente, assim evitamos qualquer mal entendido. Seja assertivo e diga que você busca ter uma aula melhor por que tem grandes
  26. 26. Como dançar melhor 26 Maria Cristina Lopes sonhos e. sem querer, ele está atrapalhando isso. Peça que pare de conversar durante a aula e que adora ele e que quer continuar conversando e rindo nos intervalos. Segunda dica: afaste-se durante a aula. Busque ficar em outra posição na barra, no centro e no chão. Diga a este amigo a verdade: fará isso, pois se distrai com facilidade e quer evitar a distração de conversar com ele. Seja honesto para não acabar empurrando para longe um amigo. Terceira dica: converse com seu professor. O professor é um dos maiores interessados no seu desenvolvimento. Diga-lhe que busca melhorar muito para ser um grande bailarino e que ultimamente está se distraindo com facilidade. Peça-lhe que coloque você com outras pessoas quando for dividir a turma em grupos e pergunte se pode ajudá-lo de alguma outra forma. Geralmente quando bailarinos têm amigos que atrapalham em sala de aula vejo que “suportam” aquela situação até não aguentar mais e explodir, chegando a brigar com seus colegas. Estas dicas são para você conseguir ter a melhor aula possível e manter um bom relacionamento com seus amigos. Mas, atenção: pessoas são diferentes e encaram cada situação de forma singular. Se você tem algum receio vá com calma buscando sempre conciliar a amizade e o seu sonho.
  27. 27. Como dançar melhor 27 Maria Cristina Lopes
  28. 28. Como dançar melhor 28 Maria Cristina Lopes Considerações finais A dança é uma arte que incorpora emoções, cultura, movimento e dedicação. A influência da mente na performance é sem tamanho. É preciso cuidar da técnica, do corpo e também da mente para ser um grande bailarino.
  29. 29. Como dançar melhor 29 Maria Cristina Lopes Contato Maria Cristina Lopes | Psicóloga da dança CRP 5/47829 mariacristinalopes@gmail.com www.mariacristinalopes.com @balletsemestresse +55 21 993053432

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