Os Lusíadas, Canto I, consílio dos deuses

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Os Lusíadas, Canto I, consílio dos deuses, planos narrativos, recursos expressivos

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Os Lusíadas, Canto I, consílio dos deuses

  1. 1. Canto I - Narração
  2. 2.  1ª parte do episódio do Consílio dos Deuses:  “Já no largo Oceano navegavam…”  Início da Narração “in media res” segundo as regras de uma epopeia.  As caravelas vão navegando com bons ventos no Oceano Índico, já perto do seu objetivo.  Reparar na aliteração (v.3 e 4)  e no uso da Perifrástica (v.6)
  3. 3.  2ª parte - intervenção dos Deuses:  “Quando os Deuses no Olimpo luminoso,”  Chegada dos Deuses chamados por Mercúrio, o deus mensageiro, por ordem de Júpiter.  Deixam o governo dos sete planetas para se reunirem em Consílio.  Perífrase – “pelo neto gentil do velho Atlante” = Mercúrio
  4. 4.  Sublime, digno, rosto severo, soberano, imponente na atitude e nos símbolos do poder: coroa de cetro mais brilhante do que o diamante.  Os deuses sentam-se de acordo com a sua hierarquia.  Júpiter preside à Assembleia e inicia a discussão num tom de voz que causa respeito e mostra quem detém o poder.
  5. 5.  Júpiter apresenta aos deuses as razões pelas quais os Portugueses devem ser protegidos na costa africana como amigos, de modo a recuperarem forças e a prosseguirem viagem:  Finalidade do discurso: informar e convencer.  24 – Mostra o valor de um Povo predestinado à fama que ultrapassará a dos heróis da Antiguidade Clássica;  25 – o que fizeram no passado: com pouca gente venceram os Romanos e mais tarde os Mouros e os Castelhanos;
  6. 6.  27 – Rumo a novas conquistas – querem continuar a glória dos seus antepassados, conquistando terras em África e chegando ao Oriente. Coragem e ousadia do povo  28 - Decisão de Júpiter – Júpiter intercede a favor dos Portugueses porque os considera merecedores de serem tratados como amigos, pela sua persistência, apesar do tempo já decorrido, das dificuldades da viagem, do inverno, dos perigos, do cansaço.
  7. 7.  Pequena introdução do Poeta às intervenções dos outros deuses, que irão assumir posições opostas, que procurarão justificar na tentativa de convencerem a Assembleia: uns opõem-se a Júpiter, outros consideram que é uma posição válida.
  8. 8.  Intervenção de Baco (deus do vinho, conquistador da Índia e adorado no Oriente)  Este deus discorda da posição favorável de Júpiter.  Os Portugueses subjugarão a Índia, farão esquecer a sua fama.  Baco é o 1º a intervir porque é o mais lesado.
  9. 9.  Intervenção de Vénus (deusa do amor e da beleza)  33 -Vénus assume a defesa dos Portugueses porque estes lhe fazem lembrar o povo Romano, pela valentia que demonstraram no Norte de África, pela língua semelhante à latina.  34 – O seu nome e o culto do Amor que ela simboliza serão sempre celebrados pelos Portugueses.
  10. 10.  O Poeta faz o ponto da situação:  Baco teme perder a influência na Índia;  Vénus ambiciona ser honrada pelos Portugueses.  Comparação entre o modo tumultuoso como decorre a discussão e um ciclone provocado pelos ventos na floresta e na montanha.
  11. 11.  Intervenção de Marte (deus da guerra)  descrição da figura imponente de Marte feita pelo Poeta: decidido, enérgico, seguro de si.  Hipérbole – Para fazer realçar a violência furiosa dada com o bastão – o céu tremeu e até o sol empalideceu.
  12. 12.  Discurso de Marte:  Lembra a Júpiter a sua autoridade;  Mostra que Baco só fala contra os Portugueses por inveja  Faz Júpiter ver que não lhe fica bem voltar atrás na sua decisão.  Mercúrio deve ir mostrar o caminho.
  13. 13.  Decisão final de Júpiter que aceita a opinião de Marte.  Terminada a reunião, os Deuses regressam aos seus aposentos.  Retoma-se a Narração da Viagem.

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