Canto IV despedida em belém

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Canto IV despedida em belém, Os Lusíadas, 9º ano

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Canto IV despedida em belém

  1. 1. Os Lusíadas, Canto IV
  2. 2.  Vasco da Gama continua o seu relato ao rei de Melinde.  Conta a preparação da partida da armada e o ambiente vivido durante as despedidas em Belém.
  3. 3.  O Rei D. Manuel pagou aos marinheiros e, com palavras de louvor, encorajou-os a esforçarem-se o mais possível e a resistir a todas as dificuldades com que se vão deparar.  “Foram de Emanuel remunerados, /Por que com mais amor se apercebessem, /E com palavras altas animados /Pera quantos trabalhos sucedessem.” (83)
  4. 4.  No porto de Lisboa, soldados e marinheiros estão prontos para acompanhar Vasco da Gama.  “E já no porto da ínclita Ulisseia, /C’um alvoroço nobre e c’um desejo/(…) as naus prestes estão (…)/ Porque a gente marítima e a de Marte/Estão pera seguir-me a toda a parte.” (84)
  5. 5.  A brisa faz ondear as bandeiras das naus e os heróis que as conduzirão estão destinados a subir aos céus, isto é, a tornarem-se imortais.  “Nas fortes naus os ventos sossegados /Ondeiam os aéreos estandartes. /Elas prometem, vendo os mares largos, /De ser no Olimpo estrelas, como a de Argos.” (85)
  6. 6.  Depois de as naus estarem prontas, os marinheiros ouvem missa, comungam e pedem proteção a Deus.  “Despois de aparelhados, desta sorte, /(…) Aparelhámos a alma pêra a morte, / (…) implorámos favor que nos guiasse /e que nossos começos aspirasse.” (86)
  7. 7.  Quando se lembra da partida da praia do Restelo, o narrador emociona-se.  “Certifico-te, ó Rei, que, se contemplo /Como fui destas praias apartado, /Cheio dentro de dúvida e receio, / Que apenas nos meus olhos ponho o freio.” (87)  “Aparelhámos a alma pêra a morte,” – A utilização da 1ª pessoa mostra que o narrador é participante, presente na ação narrada.  O narrador deste episódio é Vasco da Gama.
  8. 8.  Emoções dos marinheiros e das gentes que testemunham a partida das naus portuguesas.  Marinheiros – ânimo e determinação: “C’um alvoroço nobre e c’um desejo”;  Arrojo e audácia: “(…) e não refreia/Temor nenhum o juvenil despejo”;  Apreensão e temor: “Aparelhámos a alma pera a morte,/ (…) Implorámos favor(…)”;  Dúvida e tristeza: “Cheio dentro de dúvida e receio, /Que apenas nos meus olhos ponho o freio”;87  Devoção: “a Deus orando”;88  Mágoa e determinação: “Por não nos magoarmos, ou mudarmos /Determinei de assi nos embarcarmos/ Sem o despedimento costumado”.93
  9. 9.  As gentes – (os homens, as esposas, as mães, os velhos e as crianças):  Amargurados e tristes: “Saudosos na vista e descontentes”;88  Dor e aflição: “As mulheres c’um choro piedoso,/ Os homens com suspiros (…)”;89  Desespero e medo: “A desesperação e frio medo”;89  Amor e ansiedade: “(…) ó filho caro (…) / (…) ó doce e amado esposo”.
  10. 10.  “Os montes de mais perto respondiam,/ Quase movidos de alta piedade; A branca area as lágrimas banhavam; Que em multidão com elas se igualavam.” – (est.92)  – Personificação – através do eco, e “movidos de alta piedade”, “os montes” respondem aos lamentos da multidão.  - Hipérbole: devido à imensidão de “lágrimas” que banhava a areia.  Estas figuras de estilo servem para acentuar o sofrimento e a dor por todos sentida.
  11. 11.  O comportamento dos marinheiros (est.93) contribui para o enaltecimento do herói do poema, pois apesar da imensa dor sentida, os corajosos marinheiros ultrapassam-na; eles não hesitam e embarcam com o intuito de cumprir a sua missão.
  12. 12. A palavra “Argonauta”, vinda do grego, significa tripulante da nau Argo, que, segundo a lenda grega, demandava o velo de ouro. Também é utilizada para referir um “navegador arrojado”. Para o narrador da “Despedida em Belém”, os novos “Argonautas”são os portugueses. Como classicista, Camões recorre à mitologia clássica e, neste caso, à mitologia grega.

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