Os Lusíadas Canto VI
Plural 9, Raiz Ed., p. 229
 1. A tempestade faz-se anunciar por um vento mais
fresco e mais intenso e por uma nuvem negra.
 1.1. Quem primeiro se a...
 2. A tempestade abate-se sobre a armada. (est. 71)
 2.1. - rapidez com que se levanta a tempestade:
 “Não eram os traq...
 2.2. Os marinheiros gritam aterrorizados e
descontrolados. O mestre dá, com firmeza, as ordens
necessárias para que não ...
 3.2. Referem-se deuses e peripécias da mitologia
pagã para tornar sobre-humana a situação vivida
pelos nautas. Não estav...
 3.4. Os versos introduzidos pelo advérbio “agora”
sugerem a imagem de umas embarcações que ora
estão no alto de uma onda...
 4. Vasco da Gama dirige-se à “Divina Guarda”. (est. 82)
 4.1. Vasco da Gama parece procurar explicações.
Parece não com...
 4.2. Vasco da Gama qualifica de “ditosos” os que
“puderam/ Entre agudas lanças Africanas/ Morrer”
porque esses morreram ...
 5. (est. 70 a 93) Interligam-se dois planos narrativos: o
da viagem e o mitológico.
 5.1. A nível mitológico, o conflit...
 5.2. A nível mitológico, as ninfas usam o seu poder
de sedução para acalmar os ventos e desviá-los da
sua missão. A níve...
 5.4. Ao conseguir seduzir e acalmar os ventos, Vénus
e as ninfas fazem com que a tempestade por eles
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 7. Vocábulos de conotação negativa (ests. 70 a 84):
procela, destruído, fere, gritos, cruel, indómitos,
relâmpagos, guer...
 1.1. [o mestre] o apito toca (subordinante) / e os
traquetes das gáveas tomar manda (coordenada
copulativa) porque o ven...
 2. “Os balanços que, os mares temerosos/ Deram à
nau, num bordo os derribaram.”
 2.1. O pronome pessoal desempenha a fu...
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  1. 1. Os Lusíadas Canto VI Plural 9, Raiz Ed., p. 229
  2. 2.  1. A tempestade faz-se anunciar por um vento mais fresco e mais intenso e por uma nuvem negra.  1.1. Quem primeiro se apercebeu desses indícios foi o “mestre”, o homem que comandava as manobras do navio.  1.2. Além de acordar os marinheiros, como medida preventiva, mandou-os recolher os traquetes das gáveas.
  3. 3.  2. A tempestade abate-se sobre a armada. (est. 71)  2.1. - rapidez com que se levanta a tempestade:  “Não eram os traquetes bem tomados, /Quando dá a grande e súbita procela”  - intensidade crescente da intempérie: “Não esperam os ventos indinados/ Que amainassem”;  - adequação da atitude do mestre ao intensificar do perigo: “Amaina (disse o mestre a grandes brados), /Amaina (disse), amaina a grande vela!”.
  4. 4.  2.2. Os marinheiros gritam aterrorizados e descontrolados. O mestre dá, com firmeza, as ordens necessárias para que não se perca, por completo, o controlo da situação.  3. Descrição da tempestade (est. 74 a 80)  3.1. movimento da água: est. 74, v. 5; est. 76, vv. 1 a 4; est. 80, vv. 1 a 4;  intensidade dos raios: est. 76, vv. 7, 8; est. 84, v. 5;  força dos ventos: est. 74, vv. 1 e 2; est. 76, vv. 5 e 6; est. 84, vv. 1 a 4.
  5. 5.  3.2. Referem-se deuses e peripécias da mitologia pagã para tornar sobre-humana a situação vivida pelos nautas. Não estavam a sofrer uma simples tempestade, mas antes uma fúria desmedida e invulgar das forças da natureza.  3.3. A intenção é idêntica nas hipérboles dos versos 4 a 8 da estrofe 76:  “Noto, Austro, Bóreas, Áquilo queriam /Arruinar a máquina do Mundo;/ A noite negra e feia se alumia/Cos raios em que o Pólo todo ardia!”
  6. 6.  3.4. Os versos introduzidos pelo advérbio “agora” sugerem a imagem de umas embarcações que ora estão no alto de uma onda quase a chegar ao céu, ora descem como que ao inferno. Uma imagem que nos permite visualizar o movimento inconcebível das águas.
  7. 7.  4. Vasco da Gama dirige-se à “Divina Guarda”. (est. 82)  4.1. Vasco da Gama parece procurar explicações. Parece não compreender por que motivo a Divina Guarda, que já operou tantos milagres para guardar os seus protegidos, o deixa, a ele e aos seus companheiros, desamparados, depois de tantas provas já vencidas com imenso sacrifício. Parece-lhe tanto mais difícil de aceitar este desamparo quanto todo o esforço desta empresa é feito para servir a Deus, dilatando a fé cristã.
  8. 8.  4.2. Vasco da Gama qualifica de “ditosos” os que “puderam/ Entre agudas lanças Africanas/ Morrer” porque esses morreram gloriosamente, lutando pela sua fé, contra os mouros. Ele irá morrer sem glória, vencido pelas forças da Natureza.  4.3. (est. 84) A prece de Vasco da Gama não foi de imediato atendida. A tormenta continua. Ventos relâmpagos e trovões intensificavam a sua guerra.
  9. 9.  5. (est. 70 a 93) Interligam-se dois planos narrativos: o da viagem e o mitológico.  5.1. A nível mitológico, o conflito gera-se entre os ventos libertados por Éolo, por ordem de Neptuno e a pedido de Baco, e as ninfas amorosas comandadas por Vénus. ◦ A nível da ação central, o conflito gera-se entre os navegantes portugueses e a tempestade marítima.
  10. 10.  5.2. A nível mitológico, as ninfas usam o seu poder de sedução para acalmar os ventos e desviá-los da sua missão. A nível da ação central, os homens, a partir de certo momento, nada podem fazer senão pedir a proteção divina.  5.3. A nível mitológico, há um equilíbrio de forças. Os ventos são poderosos e indomáveis e as ninfas possuem o poder da sedução irresistível. Ao nível da ação central, não há qualquer equilíbrio de forças. O Homem, no meio do oceano, está completamente à mercê da vontade dos ventos.
  11. 11.  5.4. Ao conseguir seduzir e acalmar os ventos, Vénus e as ninfas fazem com que a tempestade por eles desencadeada termine. Assim, os navegantes, apesar dos estragos causados, sobrevivem ao conflito com as forças da Natureza.  6. (Comentário da estrofe 93) É o momento mais glorioso da viagem. É o momento da chegada ao ponto planeado. Estava provado que havia um caminho marítimo para a Índia.
  12. 12.  7. Vocábulos de conotação negativa (ests. 70 a 84): procela, destruído, fere, gritos, cruel, indómitos, relâmpagos, guerra, fulminantes, fúria.  8. Vocábulos de conotação positiva: “amorosa Estrela cintilava/ Diante do Sol claro” (est. 85);  “Grinaldas de rosas” (est. 86); “Abrandar (…) por amores”, “Ninfas belas” , “formosas” , (est. 87); “amor constante” , “brandura” (est. 89); “amansavam” , “linda Vénus” (est. 91); “manhã clara” (est. 92). Estas palavras de conotação positiva sugerem um ambiente luminoso, brilhante, colorido, um ambiente de beleza, calma e amor.
  13. 13.  1.1. [o mestre] o apito toca (subordinante) / e os traquetes das gáveas tomar manda (coordenada copulativa) porque o vento vinha refrescando (subordinada adverbial causal)  1.2. Sujeitos: o mestre, o mestre (subentendido), o vento.  1.3. “vinha refrescando” confere a noção de algo que se está a desenrolar lentamente.  1.4. “os traquetes das gáveas” é o complemento direto.
  14. 14.  2. “Os balanços que, os mares temerosos/ Deram à nau, num bordo os derribaram.”  2.1. O pronome pessoal desempenha a função sintática de complemento direto.  2.2. Substitui a palavra “os soldados” (est. 73)  3. “Conquanto teve o mestre tanto tento”. (est. 75)  3.1. Embora o mestre tivesse tido tanto tento…  Conjunção subordinativa concessiva

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