CiKAhIÁTHÊaà

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b.  Ela tinha forma humana. 
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2 5_ Escreve uma frase em que o dono do Pimpão Ihe chame a atenção para uma notícia
- que está a ler.  Utiliza um vocativo...
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5.1. Corrige as afirmações falsas. 

6. Lê as frases e indica as funções sintáticas desempenhadas pelas ex...
Frase ativa e frase passiva

As frases podem ainda distinguir-se entre ativas e passivas. 

Frase ativa
É a frase que se o...
j  a Rsii1.r4i'ric; :a. 

2. Classifica,  quanto ao tipo,  as frases destacadas no texto. 

3. Imagina que o texto prosseg...
ARTICULAÇÃO ENTRE CONSTITUINTES E ENTRE FRASES

Frase simples
É a frase em que existe um único verbo principal ou copulati...
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GRANIÀTICA

15

20

se passava cá em baixo e tomava conta das pessoas de quem gostava e que
deixara cá em bai...
4,3. a.  Perante os trêsjavalis,  o rapaz sentiu muito medo e o coração aos pulos_
b.  Perante osjavalis,  o rapaz sentiu ...
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oração coordenada odversoiiva

É a oração coordenada que transmite uma ideia de contraste face ao q...
2_2, Classifica a oração introduzida por essa palavra. 

2_3. Justifica a tua resposta anterior. 

3, Transforma as frases...
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ag GRAMÁTICA

CONCORDÃNCIA

A concordância é um processo gramatical em que duas ou mais palavras partilham traços fle...
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25,3_ Explica o seu significado. 

2,62. Retira do texto: 
a.  Um sinónimo de «bonito»

b.  Um antónimo de «bonit...
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É o recetor de um discurso.  Se se tratar de um diálogo,  pode assumir ta...
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E GRAMÁTICA

Discurso direto e discurso indireto

Processo de integração das falas das personagens num texto através do qu...
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: Ia-
: la-

Texto/ Textualidade

O texto é uma sequência de enunciados,  orais ou escritos,  de extensão variável,  c...
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  1. 1. CiKAhIÁTHÊaà Pronome Pode variar em género, em número e em pessoa e substitui o nome. Subclasses do pronome Pronome pessoal - normalmente, refere os participantes no discurso e apresenta formas que surgem à esquerda ou à direita do verbo ou ainda no interior das formas do futuro e do condicional. Funções sintáticas . . Com lemento Com lemento Sujeito . P . Outro V j_ A í _ direto indireto __ l l eu me me, mim mim, comigo l l' " i ' i ' ' ' l í a 1 A . . . à Singular l, , g1 , l MVQEE _ . _te . tati a . t"_°°“t'9°, _ : ' l . si consi o, ele, l 3.¡ ; ele, ela se, o, a lhe, Sl, ele, ela ' g - . __-_a__. , _l_ 1 . _ , , _ . , 7 , _ da _ *L . a nós nos 3 nos nós, connosco _a _ _ _ _ _e . a 7 . _ _ _ _ _ 1 PMN¡ 1 , vos, voces T »vos Í 7 t vos 7 vos, convosco l ' l * si, consi o eles | 3.3 l eles, elas se, os, as v lhes l ¡ g ' ' l ¡ l A e as 1 Pronome demonstrativo - estabelece uma relação de proximidade ou de distância relativamen- te ao participante no discurso. , .__ _ _ “ Singular l Plural este, ESSE, aquele, 0 mesmo, O I estes, esses, aqueles, OS mes- Mascuilno l ' ' outro, o tal mos, os outros, os tais . Fem| .“-'“°. l esta, essa, aquela, a mesma, a 5 estas, essas, aquelas, BS mes- outra, a tal 3 mas, as outras, as tais lnvarláveis l isto, isso, aquilo Pronome possessivo -indica uma relação de posse e é, geralmente, antecedido de um determi- nante. Um possuidor 1 i " . x Sln ular Plural Pessoa l ~ ~ age › _e › › w a¡ › 7-** ~_ _ - _V Masculino Feminino Masculino l Feminino 1 a __ a _ 7 1-' l meu minha meus minhas 2-¡ l teu tua teus i tuas 3P seu sua * seus l suas
  2. 2. É ê É Vários possuidores substitui l l Pessoa ¡- --wà--i-e '“--¡_ _ pm"" i Masculino_ n Feminino Masculino Feminino n°550 10553 nossos nossas V°55_° VOSSB vossos I vossas SEU sua seus lsuas Pronome indefinido -transmite uma ideia mais ou menos vaga de quantidade ou de identidade e corresponde ao uso pronominal de um quantiticador ou de um determinante indefinido. l -Síntsvhr _ l Plural* alguns, nenhuns, todos, muitos, poucos, tantos, outros, quais- , quer, vá rios, certos algum, nenhum, todo, muito, alguma, nenhuma, toda, muita, ' algumas, nenhumas, todas, pouca, tanta, outra, qualquer, muitas, poucas, tantas, outras, 5 . PI certa lquaisquer, várias, certas Invarláveg . . _uííl_ › alguém, algo, ninguém, nada, tudo, outrem, cada Pronome relativo - ocorre no início das orações relativas. os quais a qual í as quais lnvarlívels que, quem Determinante Geralmente, precede o nome ou o grupo nominal, com o qual concorda em género e em número. Subclasses do determinante Artigo - define ou especifica o nome que antecede. run. ; L a a e Ind-finas: : - l - _ _M_ _ Singular V Plural Singular g l Plural ' Masculino l o os um l uns . __-. ,-, _._. .,. .._ - . . i Feminino a as uma l umas
  3. 3. .. _.nnannzz-__-~ . L. -s , .. .g u. .., (33.6 f? ›a'íz§ 'If ii. ? A Determinante demonstrativo - contribui para indicar a relação de proxímídade Ou distância, por exemplo, entre o nome que antecede e o participante do discurso. . .,__ . ..ç-Singular _ __, .. ESÍE, ESSE, aquele, O mesmo, O ESÍES, ESSES, aqueles, OS ITIES- outro. 0 tal mos, os outros, os tais l_ Masculino' esta, 655a, aquela, a mesma, a estas, essas, aquelas, as mes- outra, a tal mas, as outras, as tais l , Feminino I l Determinante possessivo - contribui para estabelecer uma relação de posse entre o nome que antecede e o participante do discurso. Um possuidor - §! "9"_'í*' - 7--. -” si. , a'. . _'f! '!'? '_. ;;__s-; .__. __ Masculin_o_ _lfemiçnilioíç_ g Masculino i___Femini_no__ _¡ meu minha meus Í minhas u¡ teu tua 7_ teus 7 tuas > Ã isuas SEU sua SEUS i, . _ i ' › - › . › _ Singular l , Plural , = Pessoa 5-: - ¡ . ~. ~- . - . . l _ Masculino Feminino Masculino Feminino , -- VW . - -e - »m7, Nem»- , e n, »_- V_ r s r V à 1.' nosso nossa nossos l nossas . ._. --'. _.. .._. . 7¡ . 7 'É > . 1 f_ 71, , 2.' vosso ã vossa vossos vossas 39_ seu sua seus suas Determinante interrogativo - ocorre com o nome em construções interrogativas e permite a identificação do constituinte interrogado. Singular _ 7 Plural 7 qual l, quais lnvariáveis que Determinante relativo - ocorre com o nome no inicio das orações relativas e varia em género ~ em número de acordo com o nome que precede. Singular i É Plural v 2 Masculino i cujo i cujos Feminino cuja cujas
  4. 4. 1cia, que tea TOE « í : s *i É 'v s 5 Copulativa Quantiñcodor Apresenta informação relacionada com o número, a quantidade ou a parte de uma reandade_ Quantíficador numeral - expressa uma quantidade numérica inteira precisa, um múltiplo de uma quantidade ou uma fração precisa de uma quantidade. expressam uma quantidade i . Z dê ' : :i l numérica-Precisa, --- l. .NLFJ*'IÊ'É'ÍÍ“E4Ê; ;Ç_Í: a "gritei-Wade i um/ uma, dois/ duas, três, ç dobro (de), triplo (de), quádru- ' meio/ metade (de), terço (de), quatro, cinco. .. plo (de), quíntuplo (de). .. l quarto (de), quinto (de). .. preposição É uma palavra invariável que permite estabelecer relações de sentido entre elementos da frase. Apresenta-se em formas simples ou em formas contraídas. Preposições simples - a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Exemplos de preposições contraídas (com determinantes, pronomes e advérbios) - à (a + a), ao (a + o), àquilo (a + aquilo), dali (de + ali), daqui (de + aqui), desse (de + esse), do (de + o), naquele (em + aquele), no (em + o), pela (por + a). .. Coniunção É uma palavra invariável que introduz orações e elementos das frases. Conjunção coordenativa , não só. .. como também não só. .. mas também ll I i , -_ _ _ a . i DÍ-"Julltlva ¡ ou ou. .. ou, ora. .. ora, quer. .. _u i quer, seja. .. seja M “ -w-w-o t - , * Versatlva § mas no entanto, ainda assim, * l i apesar disso l - m. . _, -,, _,__: _______l7 . .c . c . _ _ .
  5. 5. Gemwifxrtca conjunção subordinativa . ,_ l A _ Çorijunçõesç* l ¡ l Lodcuçoesftioniiincionals . .I causal porque, pois, porquanto, como, que pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como. .. Final para : para que, a fim de que. .. l , Temporal “ quando, mal, apenas. .. antes que, depois de, ate que, logo l l que, sempre que, assim que, desde “ que, todas as vezes que, cada vez l que. .. i Condicional se, caso contanto que, salvo se, sem que, i l dado que, desde que, a menos que, a l ¡ não ser que. .. l. Lê atentamente o seguinte texto. 1 O homem que inventou a luz elétrica chamava-se Thomas Edison. Deve ter passado muito tempo dentro de um armário escondido, como eu. Acho que as pessoas pensam melhor nas coisas quando têm necessidade de as re- solver e, se calhar, viver todos os dias às escuras ajudou-o nessa ideia. Silên- 5 cio à volta e não existirem irmãs a intrometerem-se também deve ser impor- tante para qualquer cientista. Aliás, nunca li nada nem muito menos ouvi falar de uma irmã de Edison e, mesmo que tenha existido, não ficou para a história e isso pode ter sido uma maneira de fazer justiça se, por acaso, ela fosse a preferida dos pais. 10 Descobrir coisas pode ser divertido. No fundo, elas já existem, nós é que ainda não as tínhamos percebido antes. Quer dizer, já lá estavam só que nin- guém as encontrara; é mais ou menos o que agora se está a passar comigo e com os meus pais. Se a professora me passar um problema de matemática, gosto de pensar 15 na maneira de o resolver. Descobrir a resposta é bom, parece um jogo de po- lícias e ladrões, em que o mau é finalmente encontrado. Quando é descober- to, pronto, acaba o jogo, mas não tem mal porque pode sempre jogar-se outra vez. Também quando se desliga uma luz posso Voltar a ligá-la: é só carregar no mterruptor.
  6. 6. ,m4 AKA¡ g 20 Claro que há ladrões que não se descobrem. E contas que são muito difí- ceis de fazer, mas, como repete a minha mãe, crescer é aprender. E quem não sabe pergunta; até dizem que Einstein, um dos maiores Cientistas do mundo, não gostava de matemática quando era criança e chegou a ter más notas na escola. 2 5 Aprendi quem foi o Thomas Edison porque um dia me lembrei de pergun- tar ao meu pai quem inventou a lâmpada, e era uma pergunta Verdadeira porque realmente eu não sabia a resposta. (. . . ) Pedro STRECHT, Esconderíjo, Lisboa, Assírio g. Amm, 201 1 2. Indica a classe a que pertencem as palavras destacadas no texto. 2.1. Agrupa-as, de acordo com as subclasses a que pertencem. 2.2. Completa as frases seguintes: a. Um conjunto de alunos é. .. b. Um conjunto de ladrões é. .. 2.3. Sublínha o intruso em cada uma das alíneas e identifica a sua subclasse. a. professora - aluno - escola - turma - matemática b. mãe - pai- Edison - filho -irmã 3. Indica o que têm em comum os verbos das frases abaixo apresentadas. a. Thomas Edison inventou a luz elétrica. b. O modo de vida de Edison ajuQoL-o_ nessa ideia. c. O menino resolve problemas de matemática. d. Einstein @i/ _e más notas na escola. 3.1. Redige frases em que empregues formas dos verbos apresentados. a. Adormecer. b. Rachar. C- Cair. 3.1.1. Regista a subclasse a que pertencem os verbos da pergunta anterior. 3'2= Transcreve uma expressão do segundo parágrafo do texto que contenha um verbo auxi- Iiar. 3'3› Classifica os verbos das frases que se seguem, tendo em conta a função síntática dos ele- mentos destacados.
  7. 7. çça^>v g n j GRAMÁTICA 3 a. Estava silêncio dentro do armário. b. A irmã de Edison não era intrometida. c. A história de Einstein parece muito interessante. d. Fiquei esclarecido com a resposta do meu pai. e. O menino continuava curioso com a história da lâmpada. 4. Relê as frases seguintes. a. «Descobrir coisas pode ser divertida» (linha 1 0) b. «Descobrir a resposta e' bom (. . . ).» (linha 15) c. «(. ..) são muito difíceis de fazer (. ..). » (linhas 20 e 21) d. «(. . . ) chegou a ter más notas na escoIa. ›> (linhas 23 e 24) 4.1. Indica a classe e a subclasse a que pertencem as palavras destacadas. 4.2. Reescreve, associando a cada nome sublinhado um adjetivo numeral. a. A cada resposta encontrada, a professora de matemática atribuía um prémio. b. Chegar à solução era o mais dificil. 4.3. Forma adjetivos, partindo dos nomes abaixo apresentados. a. Luz. b. Pessoas. c. Pais. d. Escola. 5. Sublínha os advérbios presentes nas frases apresentadas. a. «Deve ter passado muito tempo dentro de um armário escondido, como eu. » (linhas 1-2) b. «(. . . ) não ficou para a história (. . . ).» (linha 7) c. «(. . . ) é só carregar no interruptor» (linhas 18 e 19) 5.1. Identifica as subclasses a que pertencem os advérbios que sublinhaste. 5.2. O narrador soube da resposta a uma pergunta que terá feito ao pai. Formula perguntas sobre Thomas Edison, empregando advérbios interrogativas. a. PERGUNTA: RESPOSTA: Fo¡ inventada no século XIX. b. PERGUNTA: RESPOSTA: Nasceu nos Estados Unidos da América. ó. Escreve um pequeno diálogo que pudesse dar continuidade ao texto e no qual uses as interjeições ah! , eia! , chiu! , alto! e vamosl.
  8. 8. 10 15 20 17317( ll "L" Lê atentamente o seguinte texto. ca, golpeada aqui e ali pela negrura da humidade. Encaixilhado em grossa moldura, onde os bichos da madeira já pastavam, o quadro, com o vidro esta- lado, mostrava uma mulher rechonchudinha e quase sorridente, dona de duas formidáveis arrecadas penduradas cada uma em sua orelha pequenina. O ca- belo muito esticado rematava num carrapito que mal se via e o resto do corpo, tirando os longos e finos dedos das mãos entrelaçadas sobre o peito, só se adivinhava, e disso era culpado o vestido, feito com muitos folhos e muitas rendas, que tudo cobria. Da cozinha, minha mãe gritou: - Vá tomar banho, meu pai. E eu ali de pé, em frente do avô. E eu ali, de costas voltadas para os restos do sol daquela tarde de outubro que entravam pela janela de guilhotina. E eu ali, de braços cruzados, a olhar para aquela cara lavrada de rugas e barba rala com mais de oito dias. - Se deixasse crescer a barba, até lhe ficava bem. O avô fez de conta que não ouviu. Aprendi com ele a arte da surdez. O velho ensinou-me que não é importante ouvir tudo, o que é preciso é saber escutar o que nos interessa. Foge de quem muito fala e tudo sabe, dizia ele. Tenho pena de não ter registado todas as sentenças que ele trazia engati- lhadas para disparar no momento certo. Às vezes o avô aborrecia-me com aquelas cantilenas. Muitos são os que ouvem e poucos os que escutam. António MOTA, A Casa das Bengalas, Porto, Edições Gailivro, 2010 2- Transcreve todos os pronomes presentes nos quatro últimos parágrafos do texto. 2-1 Distribui-os pelas colunas que indicam as subclasses. Possessivo Indefinido Relativo Pessoal Demonstrativo 2; . . Zi Reescreve a frase, substituindo os elementos sublinhados pelos pronomes pessoais que lhes correspondem.
  9. 9. ser** 'j »l üiRz-MWIÁTÍCÀ «Encaixilhado em grossa moldura, onde Íá PGSTCIVGITL 0 QMQQ, Com 0 vidro estalado, mostrava uma mulher rechonchudinha e guase sorridente, dona de duas for- midáveis arrecadas penduradas cada uma em sua ore/ ha pequenina» (linhas 3-6) 2.2.1. Escreve a frase que produziste em 2.2. na negativa. 2.2.2. Escreve a frase que produziste em 2.2. no futuro. 3. Circunda os determinantes presentes nas frases seguintes e indica a subclasse. a. «E não retirava o olhar do quadro» (linha 2) b. «Da cozinha, minha mãe gritou» (linha 1 1) c. «Vá tomar banho, meu pai. » (linha 12) d. «E eu ali, de braços cruzados, a olhar para aquela cara lavada de rugas e barba rala com mais de oito dias» (linhas 14-16) 4. Identifica os determinantes e os pronomes da frase, sublinhando os primeiros e circun- dando os segundos. O meu avô aborrecia-me com aquelas can tilenas e também com estas. 5. Identifica o(s) quantificador(es) presente(s) na expressão «dona de duas formidáveís arreca- das penduradas cada uma em sua orelha pequenina» (linhas 5-6). 5.1. Completa as frases, empregando quantificadores. a. é o de e era o número de arrecadas da senhora do retrato. b. O narrador aprendeu que quem se afasta dos que falam muito fica a saber 6. Preenche o quadro com as palavras da lista. «na» (linha 1) «daquele» (linha 1) «a» (linha 1) «pela» (linha 3) «da» (linha 4) «com» (linha 4) «num» (linha 7) «sobre» (linha 8) «disso» (linha 9) «para» (linha 13) «de» (linha 13) «em» (linha 3) Preposiçôes simples Preposições contraídas 6.? , Decompõe as preposições contraídas nos elementos que as formam. 7. Completa as frases com conjunções, de acordo com as informações fornecidas. a. . O avô tinha muitas rugas, já era velho. (Conjunção subordinativa causal) b, A mãe do narrador disse ao avô ir tomar banho. (Conjunção subordinativa ñnah
  10. 10. c. A mulher do retrato era rechonchuda _í_ tinha o cabelo esticado. (Conjunção coordenativa copulativa) d. A orelha dela era pequenina, _í usava brincos grandes. (Conjunção coorde- nativa adversativa) e_ o avô cantasse, o neto aborrecia-se. (conjunção subordinativa condicional) f_ cresceu, o narrador percebeu que deveria ter escrito o que o avô costu- mava dizer. (conjunção subordinativa temporal) g_ se ouve _í_ se fala. (Locução conjuncional coordenativa disjuntiva) SINTAXE - FRASE E CONSTITUINTES DA FRASE Uma frase é uma combinação, sujeita a regras, de várias palavras ou grupos de palavras - os seus constituintes. Ex. : O Luís foi à escola. No entanto, há frases constituídas por uma única palavra. Ex. : Amanheceu. A disciplina da linguistica que estuda a forma como as palavras se combinam na frase é a sintaxe. Os constituintes da frase podem ser uma única palavra ou um grupo de palavras. Assim, os constituintes principais da frase são o grupo nominal (GN), o grupo verbal (GV), o grupo preposicional (GPrep) e o grupo adverbial (GAdv). Grupo nominal: grupo de palavras cujo constituinte principal é um nome ou um pronome; pode ser formado somente pelo núcleo ou pelo núcleo e por outras palavras que o complementam ou modificam. Ex. : Lisboa é a maior cidade portuguesa. Esta é uma grande cidade. Todos os meus amigos frequentam esta escola. Grupo verbal: grupo de palavras cujo constituinte principal é um verbo; pode ser formado exclu- sivamente pelo verbo ou pelo verbo e pelos seus complementos. Ex. : Anoiteceu. A Ana adoeceu. O António disse a verdade à mãe. GWPO preposicional: grupo de palavras cujo constituinte principal é uma preposição; todos os grup°5 Preposicionais são formados pelo núcleo preposicional e pelo seu complemento; o comple- rn . . . _ . , . . em° eXIgido por uma preposiçao pode ser um grupo nominal, um adverbio ou uma oraçao. E** Com este remédio, vais ficar boa. Estou de férias desde ontem. Gosto de estar com os meus amigos.
  11. 11. 'i1 l GRAIMLÃTECJ-k Grupo adverbial: grupo de palavras cujo constituinte principal é um advérbio; Um grupo adver- bial pode ser constituído exclusivamente por um advérbio, por um advérbio e pelo seu complemen- to ou por um advérbio e por outros advérbios. Ex. : O João va¡ ao Porto amanhã. Independentemente do que decidas, continuarei a apoiar-te. A Teresa estuda mais frequentemente do que o Paulo. »Mix Íí li f: l. Lê atentamente o seguinte texto. 1 No meio de uma densa floresta (1) houve, uma vez, um Castelo antigo onde morava, sozinha, uma velha. Esta velha (2) era uma terrivel bruxa (3). _É (4) fazia muitas maldades (5). De dia (6), transformava-se em gata ou em coruja e, de noite (7), retomava regularmente (8) a forma humana. Com as 5 suas artes mágicas (9), atraía animais selvagens e pássaros que depois (10) matava e cozinhava para comer (11). Ai de quem se aproximasse do castelo! Num raio de mil passos a toda a volta, a floresta estava embruxada. Quem, distraidamente (12), ali penetrasse ficaria mudo e quedo, sem se poder mexer, até que a bruxa o quisesse vir li- 10 bertar. E, se fosse uma rapariga, pior. .. Irmãos GRIMM, Os Mais Belos Contos de Grimm, Porto, Editora Civilização, 1992 (texto adaptado) 2. Classifica os constituintes da frase assinalados no texto, seguindo o exemplo. Constituintes da frase wGrupo preposicional* _ 3 como llmlmqàlwjnÍd l i i _l IU . a. , ... .,. ... .ni. u.. .zim. _r.
  12. 12. 3. Atenta nas frases apresentadas. a_ A bruxa aprisionava as pessoas. b. Ela tinha forma humana. c, O castelo da bruxa ganhava novos prisioneiros. d. Esta terrível bruxa amaldiçoava toda a gente. e. A floresta estava embruxada. f. Ela gostava de usar artes mágicas. g. O seu maior prazer era o massacre. 3.1. Agora, preenche o quadro que se segue. Frase Grupo nominal 4. Circunda os grupos preposicionais presentes nas frases. 5. a. A bruxa foi para a floresta. b. Ela foi por outro caminho. c. A bruxa transformava as raparigas em animais. d. Colocava os animais sobre a mesa. e. Esta bruxa gosta de fazer maldades. f. Vive sem amigos. Circunda os grupos adverbiais presentes nas frases. a. A bruxa anda muito devagar. b- Já matou vários animais. C- Deixava alguns animais lá fora. da Possivelmente, a bruxa arrependeu-se do que fez. 9- Nunca vi uma bruxa destas. Í Ela mora ali. Grupo verbal
  13. 13. vi¡ i GRAMÁTICA 6. Identifica, com um X, o constituinte sublinhado em cada frase. Frase GV GPrep E GAdv GN Ninguém desafiava esta temível bruxa. l , _ , , Após amanhecer, ela transformava-se. i A bruxa transformava-se em gato ou em coruja. ' De noite, esta malvada bruxa retomava a forma humana. l A bruxa comia pássaros e animais selvagens. l | Francamente a floresta corria perigo. l l As ra ari as corriam sério perigo. FUNÇÕES SINTÃTICAS As frases são constituídas por palavras que se combinam entre si, desempenhando diferentes funções às quais se dá o nome de funções sintáticas. Sujeito O sujeito é um grupo nominal que concorda com o verbo e sobre o qual se diz alguma coisa. O sujeito pode ser constituído por: - um único grupo nominal (sujeito simples) Ex. : O Manuel telefonou à Maria. - dois ou mais grupos nominais coordenados (sujeito composto) Ex. : O Manuel e a Maria visitaram os amigos. O sujeito simples ou composto é sempre representado por palavras (O Manuel, O Manuel e a Má- ria). Quando o sujeito não está expresso através de palavras, diz-se que é nulo. Este sujeito não explí- cito na frase pode ser: - subentendido: quando o contexto permite identificar o sujeito, apesar de não estar representa- do por palavras. Ex. : [Nós] Vamos a Lisboa. - indeterminado: quando não é possível identificar o sujeito. Ex. : Dizem que aquele livro é interes- sante. - expletivo: o sujeito é nulo, porque não existe; ocorre com os verbos que se referem a fenóme- nos da natureza e com o verbo «haver» utilizado em sentido existencial. Ex. : Esta' a nevar. / Ha' pessoas assim.
  14. 14. es TGS' ; oa5 Prediccido o predicado é a função síntática desempenhada pelo grupo verbal, pois o seu núcleo é um verbo. corresponde ao que se diz sobre o sujeito. o predicado pode ser constituído por: verbo (Ex. : A criança nasceu. ); verbo + complemento direto (Em O João leu o Iivro. ); verbo + complemento indireto (Ex. : A Mariana telefonou à mãe. ); verbo + Complemento direto + complemento indireto (Ex. : A Teresa deu um presente ao primo. ); verbo + complemento indireto + complemento direto (Ex. : OAndré agradeceu-lhe a gentileza. ). Assim, os complementos direto e indireto, quando existem na frase, estão incluídos no predicado. Complemento direto 0 complemento direto é selecionado ou exigido pelo verbo. O grupo nominal que desempenha a função síntática de complemento direto pode ser substituído pelos pronomes o, a, os, as. Ex. : A Ana leu o livro. -› A Ana leu-o. Complemento indireto O complemento indireto é selecionado pelo verbo e introduzido por uma preposição. Pode ser substituído pelos pronomes pessoais lhe e lhes. Ex. : A rapariga telefonou ao pai. -› A rapariga telefonou-lhe. vocativo O vocativo é a função síntática desempenhada por uma palavra ou expressão utilizada como cha- mamento ou interpelação da pessoa com quem falamos. É separado dos restantes constituintes da frase através de vírgulas, podendo ocupar diferentes posições na frase. Ex. : Professora, quando é o teste? Complemento oblíquo 0 complemento oblíquo é selecionado ou exigido pelo verbo, não sendo substituível pelos pro- nomes pessoais lhe ou lhes; uma vez que é a própria construção do verbo que o exige, não pode ser eliminado. Ex. : O Nuno foi a Lisboa. Modiliccidor Modificador é a função síntática desempenhada por elementos que não são exigidos ou selecio- nados pOr nenhum constituinte da frase. Se forem retirados, esta continua gramatical (a informação que possuem não é essencial para que a frase seja gramatical). Ex. : O aluno fez o teste na sala. vHq'
  15. 15. "T7 l . em GRAMÁTICA Complemento agente da passiva O complemento agente da passiva é a função síntática desempenhada por um grupo preposicio- nal presente numa frase passiva, que corresponde ao sujeito na frase ativa com o mesmo significado. Ex. : O doente é tratado pelo médico. -› Frase ativa correspondente: O médico trata o doente. Predicaiivo do sujeito O predicativo do sujeito é a função síntática desempenhada pelo constituinte que ocorre em fra- ses com verbos copulativos e que atribui uma propriedade ao sujeito ou o localiza (refere-se a algo acerca do sujeito). Ex. : O teste era fácil. ? I13lNiíÍ. líÍIl"i>~7 "I. Lê com atenção o seguinte texto. 1 Costumo ler o jomal (1) ao meu cão (2), todas as tardes (3). É uma gentile- za que ele aprecia muito, tanto mais que, agora, que já está velho, pouco sai, pouco convive. Compreende-se. Antigamente, era um cão de. caça e de Valen- tes caçadas (4), agora é um cão de casa e de fofas almofadas. 5 É (5) chama-se Pimpão, só Pimpão, mas, aqui para nós, já não está tão_ pimpão como era dantes. Por atenção para com ele, como, disse, leio o jornal em voz alta. Não leio tudo, claro: só uma ou outra notícia que, pelo título, calculo que possa interes- sar-lh_e (6). António TORRADO, Histórias à Solta na Minha Rua, Porto, Civilização Editora, 2003 2. Retira do texto um sujeito simples. 2.1. Classifica os sujeitos da primeira e da terceira frases do texto. 2.2. Justifica a tua resposta anterior. 2.3. Transcreve do texto uma expressão que desempenhe a função síntática de predicado. 2.4. Identifica as funções sintáticas desempenhadas pelas palavras e expressões sublinha- das no texto. 2.5. Atenta na frase: «Leio o jornal em voz alta. » (linha 7). Transforma-a, de modo a que passe a ter um complemento agente da passiva e sublinha-o. . _. , _; ... ._. -,_. .__. _^. .-›'. -'. _,, ___, .._
  16. 16. 2 5_ Escreve uma frase em que o dono do Pimpão Ihe chame a atenção para uma notícia - que está a ler. Utiliza um vocativo e sublinha-o_ 3_ Identifica os tipos de sujeito presentes nas seguintes frases_ a, O cão e o dono ficavam satisfeitos com a leitura do jornal. b. , Gostavam daquele momento. c. Diz-se que aquele cãojá estava a ficar velho. d, Eu gostaria de ter um cão assim. O 4_ Observa as frases da coluna A. Associa cada uma delas à constituição do predicado corres- pondente. A B Frases Predicado constituído por. .. l a. O dono respeita-o. 1. um verbo b. O dono respeita o cão. 2. verbo + CD c. Ele ouviu tudo. 3. verbo + CI d. Choveu. 4. verbo + CD + CI e. O cão deu atenção ao dono. 5. . ..verbo + CI + CD f. O cão deu-lhe atenção. 5. Assinala como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações seguintes, assinalando com X. . e _ 'Íciñfírmatõss' *f l . a. A frase «O cão ouvia a leitura do jornal. » tem complemento indire- t0. r-. b, Em «leio tudo», o sujeito é nulo subentendido. c. Na frase «A leitura era feita pelo dono. », existe um complemento _ agente , da passiva. › d. O predicado «calculo que sim» admite como sujeito a palavra nós. e. A expressão «lia tudo» admite como sujeito as palavras eu e tu. f; A frase «Ouve-me, cãol» não tem vocativo. l 9. Na frase «O cão ouvia o dona», existe complemento direto. lt Em «O cão mora ali. i›, _oadvéírbio ali desempenha a função sintáti- . Ca dsseuplemshto obliquer_ I ã. Em «O dono leu ojornal ontem», o advérbio ontem desempenha a A “mçãossintátsisa demedifisêslor- , A frase «O cão está atento» tem complemento direto.
  17. 17. .m, GRAMÁTICA 5.1. Corrige as afirmações falsas. 6. Lê as frases e indica as funções sintáticas desempenhadas pelas expressões destacadas. a. O cão gosta do seu dono. b. Ele compra jornais atuais. c. A leitura do jornal é escutada pelo cão. d. O cão parece velho. e. O dono confia no cão. f. O cão adormece no sofá. g. O dono lê o jornal ao cão. h. Eles vivem na mesma casa. TIPOS DE FRASE Existem quatro tipos de frase - o tipo de frase declarativa, o tipo de frase interrogativa, o tipo de frase exclamatíva e o tipo de frase imperativa. Frase declaraiiva Termina geralmente com um ponto final e dela estão ausentes os elementos específicos dos ou- tros tipos de frase (interrogativo, exclamativo e imperativo). Ex. : A Maria leu um livro. Frase interrogativo Corresponde à formulação de uma pergunta. Ex. : Quem quer ler este texto? Frase exclamatíva Corresponde à expressão de uma avaliação de quem fala. Ex. : Que história fantástica! O texto é fascinante! Frase imperativo Corresponde à expressão de uma ordem ou de um pedido do falante e tem geralmente o verbo no modo imperativo ou no modo conjuntivo. Ex. : Escreve/ Escrevam a frase.
  18. 18. Frase ativa e frase passiva As frases podem ainda distinguir-se entre ativas e passivas. Frase ativa É a frase que se opõe à frase passiva e nela os constituintes selecionados pelo predicado são o sujeito e o complemento direto. Ex. : O Manuel ouve a explicação. Frase passiva É a frase em que o predicado seleciona o sujeito e o complemento agente da passiva. Nela o ver- bo é conjugado na forma passiva (com recurso ao verbo auxiliar ser). Ex. : A explicação é ouvida pelo Manuel. de EXERCÍCIOS l. Lê com atenção o seguinte texto. 1 São várias as perguntas possíveis: - Quando terá nascido? (a) - Onde terá nascido? - Quais os acontecimentos, os pormenores mais importantes do tempo da 5 sua infância e juventude? Sabe-se tão pouco sobre estes assuntos, quer pela falta de documentos, quer pelas dúvidas provocadas sobre a vida de Camões, imaginem que, de entre os seus biógrafos e os estudiosos dos seus trabalhos, até houve quem se interrogasse deste modo: 10 - Mas, afinal, Luís de Camões terá sido real, ou fabuloso? (b) - Bem real! (c) - respondo eu. (d) - Quanto mais não seja, por tudo o que em poesia nos deixou, tanto épica como lírica. Luís de Camões foi um traba- lhador infatigável ao longo de toda a sua vida, a confirmar que realmente POETA é o que faz 15 POESIA é a coisa feita. Portanto, Luís Vaz de Camões nasceu! Mas quando? Esta é a primeira dúvida com que nos deparamos. .. Pois bem, ele nasceu em 1524 ou em 1525.. . um. .. »nz-rurais Maria Alberta MENÉRES, Camões, o Super-Herói da Lingua Portuguesa, Porto, Edições ASA, 2010
  19. 19. j a Rsii1.r4i'ric; :a. 2. Classifica, quanto ao tipo, as frases destacadas no texto. 3. Imagina que o texto prossegue e que, após a informação acerca do ano do nascimento de Luís de Camões, te ordenam que faças uma investigação sobre outros dados biográficos do poeta. Escreve três frases que expressem essa ordem. Preenche o quadro, colocando um X no local correto. Frase Declarativa Imperativa Exclamatlva Interrogativa_ Em que ano nasceu Camões? Este poeta é consagrado. Oue poeta fabuloso! Lê Os Lusíadas. i A vida dele levanta dúvidas. 5. Constrói frases sobre poesia, respeitando as indicações que te são dadas. a. Frase de tipo imperativo (verbo no modo imperativo). b. Frase de tipo imperativo (verbo no modo conjuntivo). 6. Assinala com X as afirmações verdadeiras (V) e as falsas (F). Afirmações E E V E 'E E GF a. A frase «POESIA é a coisa feita» é imperativa. l - , l b, As frases «Camoes era um poeta» e «Nasceu no seculo X Vl. » l são declarativas. l . l l í * r. A frase «Sobre quem é este texto? » é interrogatíva. l A frase «Continuem a investigar» é declarativa. 6.1. Corrige as afirmações falsas. É'. Transforma as seguintes frases, seguindo as instruções. a. Queres ler poesia de Camões? (frase imperativa) b. Que livro espetacular! (frase declarativa) 8. Escreve frases que se utilizem para: a. perguntar a um colega sejá leu algum texto camoniano; manifestar satisfação por ter lido um poema de Camões.
  20. 20. ARTICULAÇÃO ENTRE CONSTITUINTES E ENTRE FRASES Frase simples É a frase em que existe um único verbo principal ou copulativo. Ex. : OAntónio foi à escola. A Margarida está atenta. Frase complexa É a frase em que existe mais do que um verbo principal ou copulativo. As frases complexas são frases que contêm mais do que uma oração. Ex. : O Filipe disse que vai estudar mais. A Marta quer ir à escola. O Diogo fica triste se não for à escola. A Teresa escreveu no quadro e o João copiou. Oração É a designação tradicional para os constituintes frásicos coordenados e subordinados que exis- tem em frases complexas. Ex. : O António disse que vai estudar mais. (Inclui a oração «que vai estudar mais») lá-uü ll 'lu' l. Lê o texto com muita atenção. 1 Quando ficava com frio de tanto tomar banho, o rapaz vinha estender-se IIUJII pequeno espaço de areia muito grossa que havia na margem do ribeiro e ficava a aquecer-se ao sol. Nas noites de verão, antes de ir para a cama, vinha também muitas vezes sentar-se ali, para se refrescar com a brisa fresca que 5 Vinha do rio, ou então deitava-se de costas na areia e ficava a olhar para as estrelas do céu, que brilhavam como se estivessem todas em festa. Às vezes passava uma estrela cadente no céu, e o rapaz pedia logo três desejos à estrela, como tinha aprendido com a sua mãe. A mãe ensinara-lhe também que cada estrela do céu era uma pessoa boa 10 que tinha morrido e que tinha deixado na terra alguém de quem gostava mui- to e, por isso, ficava no céu, depois de morrer, e de lá de cima via tudo o que
  21. 21. us- . 'r l GRANIÀTICA 15 20 se passava cá em baixo e tomava conta das pessoas de quem gostava e que deixara cá em baixo. Uma noite de verão, quando a luz da Lua deixava ver tudo até ao fundo do rio, aconteceu que o rapaz estava sentado à sombra de um Chorão e ouviu o barulho de alguma coisa a roçar nas silvas, na outra margem do ribeiro. à condeu- e mais na som ra e fico mui o uie a escutar. E então viu um grande javali, com as suas presas que pareciam facas e o focinho a cheirar o chão, que saíu do mato, seguido por dois filhotes pequenos, e foi até ao ribei- ro, onde todos começaram a beber água. Com o coração aos pulos, de medo e de excitação. o rapaz ficou suspenso, sem fazer nenhum movimento e guase sem respirar, até gue o javali e gs seus filhotes acabassem de beber e desapa- recessem outra vez I1O IIIEIÍO. Miguel Sousa TAVARES, OSegredo do Rio, Lisboa, Oficina do Livro, 2008 2. Classifica as frases sublinhadas como simples ou complexas. 3. Distingue as frases, assinalando com S (frases simples) ou C (frases complexas). 4.1. 4.2. I' a. Esta história passa-se no verão. . b. Quando passava uma estrela cadente, o menino pedia-lhe três desejos. c. O menino viu um javali que estava acompanhado de dois filhotes. d. Javali e crias sairam do mato, beberam água do ribeiro e voltaram para o _mato e. Entretanto, o rapaz ficou à espera. l 4. Dos grupos de frases apresentados, sublinha as frases complexas. a. O rapaz ficava deitado de costas, porque queria ver o céu. b. O rapaz ficava deitado de costas na areia grossa. c. O rapaz ficava deitado de costas na areia muito grossa. a. A mãe ensinou ao rapaz uma grande lição sobre as estrelas e sobre a morte. b. A mãe ensinou uma grande lição sobre as estrelas e o céu ao rapaz. c. A mãe ensinou-lhe uma grande lição e ele não a esquecía.
  22. 22. 4,3. a. Perante os trêsjavalis, o rapaz sentiu muito medo e o coração aos pulos_ b. Perante osjavalis, o rapaz sentiu medo, mas não mostrou. c. Pera nte os javalis, o rapaz sentiu medo e excitação. 4.4. a. Os javalis desapareceram quando o rapaz se acalmou. b. O desaparecimento dos javalis acalmou o rapaz. c. A calma do rapaz foi o resultado do desaparecimento dosjavalis. 4.5. a. Osjavalis voltarão um dia, talvez. b. Os javalis foram embora, mas poderão voltar. c. Os javalis não ficarão acomodados. Coordenação Consiste na junção de duas ou mais unidades Iinguisticas com a mesma categoria e/ ou com a mesma função síntática. Os constituintes coordenados podem ser frases ou orações, grupos nomi- nais, grupos adverbiais ou grupos preposicionais. Ex. : O João foi à escola e a Maria encontrou-o no intervalo. - Frase Li um livro e uma revista. - Grupo nominal Queres fazer o trabalho de escrita hoje ou amanhã? - Grupo adverbial Vou para a escola de carro, de autocarro ou a pé. - Grupo preposicional Oração coordenada É a oração contida numa frase complexa e que não pode ser anteposta. Ex. : Gostei muito do livro, mas esperava um final diferente. Li o livro e gostei. Oração coordenado copulotiva E a Oração coordenada através de uma conjunção coordenativa que transmite um valor de adi- 930 de informação à oração com que se combina. Ex. : A Ana escreveu um con to e a Marta leu-o. Omçõo coordenada disiuniiva Éa Oração coordenada através de uma conjunção coordenativa que exprime um valor de alter- na ' , _ . twa face ao que e expresso pela oraçao com que se combina. EX* Ou faço os trabalhos de casa ou tenho falta.
  23. 23. T” l _gi_ GRAMÁTICA oração coordenada odversoiiva É a oração coordenada que transmite uma ideia de contraste face ao que é expresso na frase ou oração com que se combina. Ex. : Não gosto muito desta matéria, mas vou aplicar-me. 1. 1 10 15 20 2. 2.1. 'gruta-Tintin Lê o texto com muita atenção. Era uma vez uma menina que estava presa na torre mais alta de um castelo. Ela era uma princesa, mas não lhe valia de nada, porque perdera os seus pais e o reino numa guerra que o dono do castelo, já se vê, é que ganhara. Ainda era o tempo das fadas. Por isso a menina disse, para que as paredes ouvissem: - Se uma fada me salvasse, fosse boa, má ou assim-assim e eu reparlia a meias com ela o tesouro do meu perdido reino, que só eu sei onde está enterrado. As paredes toda a gente diz que têm ouvidos. Estas ouviram, passaram pa- lavra e daí a nada uma Velha fada apareceu na sala. - Vou dar a volta à tua vida - disse a fada. - És uma fada boa? - perguntou a menina. - Nem por isso - respondeu a fada. Era uma fada assim-assim e para provar que não era das melhores, mas também não era das piores, impôs à partida uma condição. Salvava a menina, mas, antes, ela tinha de adivinhar-lhe o nome. E avisou logo que não tinha um nome muito mimoso. ~ Serafina - disse a menina. Nem pensar. Não era Serafina nem Leopoldina nem Marcelina. Nem Eufrá- sia nem Tomásia. Nem Quitéria nem Pulquéria. Nem Aniceta nem Eustáquia nem Teodósia nem Venância nem Bonifácia nem Gregória. Nem sequer Capi- tolina. (. ..) - Chamo-me Joaninha (. . . ). ~ Mas Joaninha é um nome bonito - estranhou a princesa. - Eu não acho - disse ela. - Gostava mais de ser Virgolina Zebedeia. António TORRADO, 100 Histórias Bem-Díspostas, Porto, Edições Asa, 2005 (texto com supressões) Observa a seguinte frase: «Ela era uma princesa, mas não lhe valia de nada» (linha 2). Refere a classe a que pertence a palavra que introduz a oração sublinhada.
  24. 24. 2_2, Classifica a oração introduzida por essa palavra. 2_3. Justifica a tua resposta anterior. 3, Transforma as frases simples em frases complexas em que exista uma oração coordenada copulativa. Efetua as alterações necessárias. a. A menina perdeu os pais. Perdeu o reino numa guerra com o dono do castelo. b. Todas as paredes têm ouvidos. Aquela não era diferente das outras. c. A menina não sabia o nome da fada. Não fazia a menor ideia. 4_ Lê a frase: A menina adivinhava o nome da fada ou ficava presa para sempre. 4.1. Associa corretamente a coluna A à coluna B, de modo a obteres afirmações verdadeiras. r_ j. a. A palavra que liga as duas orações 1. conjunção coordenativa disjuntiva. b. «Ou» é uma 2. é uma oração coordenada disjuntiva. - l c. A relaçao que se estabelece entre as , - - 3. e de coordenaçao. duas oraçoes cl. A expressão «ou ficava presa para sempre» * 4. é «ou». a. b. c. d. 5. Une as frases apresentadas e forma frases complexas, seguindo as orientações dadas. 5.1. A fada não se chamava Aniceta. A fada não se chamava Bonifácia. - Oração coordenada disjuntiva 5.2. A fada tinha um nome. A fada gostaria de ter outro nome. - Oração coordenada adversati- va 5-3- A fada não gostava do seu nome. A fada queria chamar-se Virgolina Zebedeia. - Oração coordenada copulat¡ va A* A fada estava insatisfeita. A fada arranjou uma solução para o seu problema. - Oração Coordenada adversativa mw» D-OLHLIILH¡ *.27*-
  25. 25. 'f' ag GRAMÁTICA CONCORDÃNCIA A concordância é um processo gramatical em que duas ou mais palavras partilham traços flexio- nais de pessoa, de género ou de número. Existe concordância obrigatória nos seguintes contextos: entre sujeito e verbo do predicado (Ex. : Eles fizeram uma pesquisa); entre determinante e nome (Ex. : Este rapaz é inteligente); entre qua ntificador e nome (Ex. : L¡ cinco livros durante o verão. ); entre nome e adjetivo (Ex. : A rapariga alta é da minha turma); entre sujeito e predicativo do sujeito (Ex. : Ele está desesperada); entre sujeito e participio passado em construções passivas (Ex. : O chocolate foi comido pela criança. ). '| . 1 Lê atentamente o seguinte texto. No tempo em que os animais falavam, até davam entrevistas na televisão. Imaginem um camelo sentado no sofá a conversar com o papagaio Caio. - Bom dia, senhores espectadores. No nosso estúdio ternos hoje o camelo Bossa. É Verdade que se chama Bossa? - Mais do que isso. Eu sou o Bossa Excelência! (. . . ] Embora triste, sou tam- bém um romântico. Quando conheci a D. Camela, hoje minha esposa, tentei atrai-la com piropos que, na nossa raça, são barulhos que mais parecem gar- garejos. Ela achou graça, casámos e hoje temos um simpático camelinho que, só com uma semana de vida, já tem quase um metro de altura. Também lhe 10 digo que estou deserto, quer dizer, desejoso por deixar esta vida de camelo! Júlio ISIDRO, 100 Histórias para Contare Sonhar, Porto, Edições Asa, 2007 (texto com supressões) Retira do texto um exemplo de concordância entre: a. Sujeito e verbo do predicado. b. Determinante e nome. c. Quantificadore nome. d. Nome e adjetivo. e. Sujeito e predicativo do sujeito. As frases que se seguem possuem erros de concordância. Corrige-os e identifica os ele- mentos em que se regista essa falta de concordância. a. O camelo vivem no deserto. b. As entrevistas eram dada na televisão. c. A D. Camela é simpático.
  26. 26. iu ll) 25,3_ Explica o seu significado. 2,62. Retira do texto: a. Um sinónimo de «bonito» b. Um antónimo de «bonito». 245.3. Escreve um sinónimo e um antónimo das seguintes palavras do texto. Palavras Sinónimos Antónimos «gosta» «diferente» 2.7. O texto faz referência a diversas etapas da vida do João. Caracteriza a personagem em cada uma destas etapas. Passado 2.8. Assinala com X a opção correta, de modo a localizares temporalmente as ações. Passado Presente) Ç __ j a. O João estudará cada vez mais. l l ' b. Ele está sempre concentrado nas aulas. c. Ele tem um DVD. : ç __ , _._ - , 1 d. Ele comprou um DVD novo. ANÀLass DO DlSCURSO, RETÓRiCA. PRAGMÁTiCA E LlNGUÍSTlCA TEXTUAL Análise do discurso É Uma disciplina recente que se dedica ao estudo do discurso oral e do discurso escrito, assim C°m0 das relações que estabelecem com o respetivo contexto. Emissor O emissor é a pessoa que, num determinado tempo e num determinado espaço, realiza o ato de C0 ~ - . . . mumcaçao verbal, ou seja, produz um discurso (oral ou escrito). L°°Ufor O '°CUtor é a pessoa que fala, isto é, que produz um discurso numa situação de comunicação Ora¡-
  27. 27. ; GRAMÁTICA L 7_í. _.1m : P: interlocutor É o recetor de um discurso. Se se tratar de um diálogo, pode assumir também o papel de locutor. Por isso, no plural, designam-se como interlocutores os intervenientes numa situação de comunica- ção oral. Destinatário Pessoa ou entidade à qual se dirige um discurso ou um texto. Ouvinte O ouvinte é aquele que recebe/ compreende o discurso produzido pelo locutor sem participar nele diretamente. Recetor Pessoa que recebe um discurso ou um texto. Contexto Conjunto de elementos ou de circunstâncias que rodeiam um discurso. Diálogo O diálogo é uma modalidade discursiva que consiste no intercâmbio de informação realizado por um locutor e um interlocutor, cujo papel é alternante (conversação). Ex. : - Mãe: Não consigo entender como tiveste esta nota! - Filho: Desculpa, mãe. Prometo estudar mais para o próximo teste. .. - Mãe: Espero que sim. .. Monólogo O monólogo é o discurso dirigido pelo locutor a si próprio. Ex. : - Mãe (falando consigo própria): Não consigo entender como e' que o meu filho teve esta nota! Informação Os interlocutores, para além do conhecimento da lingua que utilizam, partilham um conjunto de informações sobre o mundo. Ato de fala Produção de um enunciado (discurso), num contexto institucional adequado, através do qual o emissor realiza uma ação (por exemplo, condenar ou absolverjudicialmente, batizar, casar, etc. ). Ato ilocutórío Ato que consiste em realizar, ou pretender realizar, determinado objetivo (promessa, conselho. pedido, agradecimento, etc. ) através da produção de um enunciado/ discurso (o discurso terá que ser adequado ao objetivo que, através dele, se pretende alcançar). Oralidade A oralidade é o modo primário, natural e universal da realização da lingua, ou seja, um processo através do qual podemos comunicar. O aparelho fonador produz os enunciados que são transmÍTÍ' l l l
  28. 28. le IO¡ ití' dos pelo ar e recebidos, através da audição, pe| o(s) recetor(es) (o emissor e O recetor partilham o mesmo tempo e o mesmo espaço, porque estão em presença um do outro). Escrita A escrita é um modo de realização da lingua, ou seja, um processo através do qual pOClEmO-S C0' municar. Geralmente, o emissor e o recetor não estão em presença um do outro, ou seja, não Pam' Iham a mesma situação de comunicação. Isto faz com que o emissor tenha a possibilidade de produ- zir enunciados mais elaborados, porque reflete sobre o que escreve, Registo formal/ informal Quando se produz um discurso, há que ter em atenção os diferentes tipos de contexto situacional. A linguagem utilizada é determinada pelo tipo de relação social e institucional existente entre os interlo- cutores. É o a quem se vai dizer que condiciona o o quê/ como se vai dizer. Assim, no registo formal (usado quando a situação de comunicação tem por base uma relação de afastamento entre o emissor e o re- cetor), o vocabulário é mais cuidado e as construções linguisticas mais complexas. No registo informal (utilizado quando existe uma relação de proximidade ou de intimidade entre o emissor e o recetor), o vocabulário é familiar ou popular e o discurso é simples e com algumas repetições. Ex. : Realizar um pedido: Registo formal - ExcelentI'ss¡mo Senhor, venho por este meio solicitar a Vossa Excelência. . . Registo informal - Querido amigo, ajuda-me a. .. Cooperação (princípio de) O princípio da cooperação está na base da comunicação, porque os interlocutores avançam com a informação necessária, adequada, importante e verdadeira, através de um discurso claro e ordenado. Ex. : Professor: Fizeste o trabalho de casa? i Aluno: Sim e achei-o bastante complicado. .. (a resposta do aluno foi adequada, correspondendo ao objetivo da pergunta do professor e respeitando, assim, o principio da cooperação). Cortesia (principio de) Na comunicação, ajustamos o modo como falamos à relação que temos com o interlocutor, assim Como à situação de comunicação em geral. Assim, escolhemos o vocabulário e as formas de trata- mento em função do nosso interlocutor. Ex. : Se queremos dirigir um texto escrito ao diretor da nossa escola - Excelentíssimo Senhor Diretor. .. (como o nosso interlocutor, neste caso, se encontra numa posição hierarquicamente superior à nos- Sa, recorremos à forma de tratamento adequada). Formas de tratamento Correspondem a um recurso da língua de natureza formal cujo objetivo é colocar em prática as formas adequadas à situação de comunicação e demarcar as posições do locutor e do interlocutor. A °pÇã0 por uma forma de tratamento é determinada pelo sentido de familiaridade/ proximidade en- tre 0 locutor e o interlocutor. Ex. : Tu (forma de tratamento utilizada entre interlocutores com grande proximidade); Senhor Pre- sidente (forma de tratamento utilizada por um interlocutor que se encontra numa posição hierarquicamente inferior à do seu interlocutor).
  29. 29. E GRAMÁTICA Discurso direto e discurso indireto Processo de integração das falas das personagens num texto através do qual o narrador as repro- duz totalmente. Por seu turno, o discurso indireto é um processo de integração das falas das perso- nagens num texto através do qual o narrador as reproduz, ajustando-as à situação de comunicação em que se encontra. Assim, na passagem do discurso direto para o discurso indireto, as falas das personagens sofrem algumas transformações, não se mantendo o discurso original. Ex. : Discurso direto: Maria: Ontem, li uma revista muito interessante. Discurso indireto: A Maria disse que, no dia anterior, tinha lido uma revista muito interessante. Verbos declarativos (que introduzem o discurso direto e o discurso indireto): dizer, afirmar; decla- rar, responder, confessar, indagar, ordenar, continuar, replicar, murmurar, lamentar, perguntar, excla- mar. .. Marcas gráficas do discurso direto: - verbo declarativo seguido de dois pontos, mudança de linha e travessão; - verbo declarativo seguido de dois pontos e aspas; - colocação do enunciado entre vírgulas, seguido de verbo declarativo. No discurso indireto, o verbo declarativo é seguido de que ou se. Discurso Direto l Discurso indireto 'l l Prñondmes pessoais** 'l 17.3 e 2.a pessoas gramaticais 3.a pessoa gramatical _ * l l IVDetermi-nantes elpronomfes 7 (1.3 e 2.a pesÉoÊs gramaticais (31.3 pessoa graimatlcalldñlv 7 ; possessivos , , . 7! . _ 7 z_ _En_ ___ _ . -._ _cn , n j Determinantes e pronomes este, esta, isto aquele, aquela, aquilo demonstrativos esse, essa, isso Verbos presente pretérito imperfeito pretérito perfeito pretérito mais-que-perfeito futuro do indicativo condicional imperativo conjuntivo/ infinitivo Advérbios e expressões de aqlui, cã, hoje, ontem, amanhã, ali, Iãlnaquelediaf A** lugar e tempo no próximo inverno, no verão na véspera/ no dia anterior, assado, no dia se uinte, no inverno P seguinte, no verão anterior, Discurso indireto livre O discurso indireto livre é um fenómeno discursivo intermédio entre o discurso direto e o discurso indireto. Tal como no discurso direto, não se utiliza verbo declarativo nem subordinação. No entanto. mantém algumas carateristicas do discurso indireto (marcações gráficas, recurso à 3.a pessoa grama' tical, ao pretérito imperfeito, ao pretérito mais-que-perfeito e ao condicional). Ex. : Continuava a pensar na questão que o professor lhe tinha colocado. Se tinha feito o trabalho de casa. Que pergunta! Claro que tinha!
  30. 30. ;v : Ia- : la- Texto/ Textualidade O texto é uma sequência de enunciados, orais ou escritos, de extensão variável, com um princípio e um fim bem delimitados, produzido por um ou vários autores. Para que haja textualidade (para que seja realmente um texto e não um amontoado desorganizado de palavras ou frases), os diferenc tes elementos Iinguísticos que constituem o texto devem estar articulados entre si e a informação transmitida deve ser importante, lógica e coerente. Coesão textual Termo que designa os elementos linguisticas que estabelecem relações entre as diferentes partes do texto, articulando-as entre si. Ex. : O João e o Pedro são os meus melhores amigos. Convidei-os para virem a minha casa no dia do meu aniversário. Divertimo-nos imenso e deliciámo-nos com o lanche que a minha mãe carinho- samente preparou para nós. Depois disto, cada um deles foi para sua casa e eu fui dormir, pois estava muito cansado. As frases deste pequeno texto articulam-se umas com as outras (são retomadas palavras surgidas anteriormente, são utilizados marcadores discursivos. . . ). coerência textual Fenómeno que resulta do facto de o sentido transmitido pelo texto estar de acordo com o nosso conhecimento do mundo. Ex. : A minha amiga Ana fo¡ a Paris. Visitou vários monumentos e também foi à Disney. Durante estas férias, aproveitou para falar um pouco francês e para comprar lembranças para os amigos que ficaram em Portugal. Neste enunciado, existe coerência, porque a informação que vai surgindo vem a propósito, não contrariando a anterior - respeita o nosso conhecimento do mundo; toda a informação existente é necessária para a compreensão do texto. ' Sentido O sentido do texto resulta da articulação entre os mecanismos linguisticas que o constituem (pa- laVrãs. frases. ..) e elementos extralinguisticos, como, por exemplo, o contexto em que é produzido. Autor Termo que designa o produtor de um texto, oral ou escrito. Leitor Pe550a que lê o texto e que o interpreta. RecUrsos estilisticos c°mPoraçõo A mmlõaração consiste numa associação entre duas realidades, através de uma conjunção, ÍOCU' 0. a ' - - . , . dVeYblO ou expressao sinonima (Ex. : como, tal como, parece, semelhante a. . . ). X. : , . - O “Paz corria para casa como um aviao. Çã

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