A consciência mítica

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Metodologia, 2011.2

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A consciência mítica

  1. 1. Faculdade de Ciências Humanas, Saúde, Exatas e Jurídicas de Teresina Turma: Ciência da Computação Período: 1º - Manhã Docente: Jaqueline de Jesus Discentes: Carlos Luciano Marcelo Kelle Luís Felipe Whallysson Estevam Humberto Aragão Wandson Araújo
  2. 2.  A perenidade dos mitos não é devida ao prestígio da fabulação, à magia da literatura. É que ela atesta a perenidade mesma da realidade humana. Gusdorf Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  3. 3.  Classificá-las a partir das nossas categorias, como a sociedade “sem escrita”, “sem Estado”, “sem comércio”, “sem história”; A tendência de ver esses grupos como inferiores decorre da tradição da colonização; Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  4. 4.  A expansão ultramarina europeia nos séculos XV e XVI, dão o nome de índios aos nativos americanos, que supunham pertencerem às terras do Oriente; Usam-se também denominações como povos, nações ou etnias “primitivas” ou “sem-escrita”. Esses povos devem ser vistos como diferentes, e não inferiores; Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  5. 5.  Os indígenas têm a vista e o ouvido treinados para perceber o que não mais conseguimos ver ou ouvir e como acumulam conhecimentos admiráveis sobre as plantas e os animais; Com o potencial que têm, poderiam ter modificado a qualidade das suas mentes, mas tal modificação não seria adequada ao tipo de vida que levam e ao tipo de relações que mantem com a natureza. Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  6. 6.  A origem do dia e da noite; O mito de Pandora; Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  7. 7.  A consciência mítica persiste em todos os tempos e culturas como componente indissociável da maneira humana de compreender a realidade; O mito não é lenda, mas verdade intuída, ou seja, não necessita de comprovações, porque o critério de adesão do mito é a fé; Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  8. 8.  O “falar sobre o mundo” simbolizado pelo mito está impregnado do desejo humano de dominá-lo, afugentando a insegurança, os temores e a angústia diante do desconhecido e da morte.Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  9. 9.  Sua função é acomodar e tranquilizar o ser humano em um mundo assustador e não se restringe apenas ao âmbito do grado; Os modelos de construção mítica recorre-se aos deuses para compreender a origem e natureza dos fatos; Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  10. 10.  A origem da técnica; A natureza dos instrumentos; A origem da agricultura; A fertilidade das mulheres; O caráter mágico das danças e desenhos; Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  11. 11.  Uma das funções do mito é fixar os modelos exemplares de todos os ritos e de todas as atividades humanas significativas. Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  12. 12.  A primeira consciência pessoal está presa na massa comunitária e nela submergida, ela é dependente e relativa não é uma ausência de consciência; Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  13. 13. A consciência mítica é ingênua desprovida de problematização e supõe a aceitação tácita dos mitos e das prescrições dos rituais; Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  14. 14.  Na tragédia Édipo rei, de Sófocles, ficamos sabendo que o crime de Édipo traz toda sorte de pragas para Tebas, e o sábio Tirésias vaticina que a cidade só se livraria delas quando fosse encontra doo assassino de Laio. Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  15. 15.  No desenvolvimento da cultura humana, não podemos fixar um ponto onde termina o mito e a religião começa. Em todo curso de sua história, a religião permanece indissoluvelmente ligada a elementos míticos e repassada deles;Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  16. 16.  Os deuses momentâneos; O deus funcional; O deus pessoal; Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  17. 17.  O sentido ético substituiu e suplantou o sentido mágico. A vida inteira do homem se converte numa luta constante pelo amor da justiça. O indivíduo entra em contato com o sagrado como árbitro do seu próprio destino. Ao dar a sua livre adesão ao bem, torna-se aliado da divindade, praticando o dever religioso. Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  18. 18.  O desenvolvimento do pensamento reflexivo decretou a morte da consciência mítica? Ao criticar o mito e exaltar a ciência faz nascer o mito do cientificismo; Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  19. 19.  O mito é o ponto de partida para a compressão do ser; Como o mito é a nossa primeira leitura do mundo, o advento de outras interpretações da realidade não exclui o fato de ele ser raiz da inteligibilidade; Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  20. 20.  O nosso comportamento também é permeado de “rituais”, mesmo que secularizados: as comemorações de nascimentos, casamentos, aniversários, os festejos de ano- novo, as festas de formatura, de debutantes, trote de calouros lembram verdadeiros ritos de passagem. Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia
  21. 21.  O mito não resulta, portanto, de delírio nem se reduz a simples mentira, mas faz parte da nossa vida cotidiana, como uma das formas indispensáveis do existir humano; Mito e razão se complementam mutuamente; O mito propõe, mas cabe à consciência dispor. Fonte: Filosofando - Introdução à filosofia

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