AULA 02 - FATORES DE TEXTUALIDADE - PRONTO

44.472 visualizações

Publicada em

Material produzido pela Professora Sílvia Cláudia Marques Lima

Publicada em: Educação
2 comentários
19 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
44.472
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
24
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1.133
Comentários
2
Gostaram
19
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

AULA 02 - FATORES DE TEXTUALIDADE - PRONTO

  1. 1. COMO ESCREVER BEM
  2. 2. TEXTO:
  3. 3. O QUE É UM TEXTOTEXTOTECIDO
  4. 4. • Unidade linguística concreta, percebida pela audição (nafala) ou pela visão (na escrita), que tem unidade desentido e intencionalidade comunicativa.• Texto: conjunto de signos linguísticos ou extralinguísticosque veicula sentido, coerência e completude interna.
  5. 5. • Texto não é um aglomerado de frases;• O sentido das frases depende do contexto emque estão inseridas;• Todo texto contém um pronunciamento dentro deuma escala mais ampla.
  6. 6. Contexto- unidade linguísticamaior onde se encaixa umaunidade linguística menor.
  7. 7. Frase ParágrafoCapítulo Obra
  8. 8. • Fatores que formam a situação na qual é produzidoo texto.• Discurso é a atividade comunicativa – constituídade texto e contexto discursivo (quem fala, com quemfala, com que finalidade, etc.) – capaz de gerarsentido, desenvolvida entre interlocutores.
  9. 9.  Para que a escrita seja considerada um texto, énecessário haver significação. Precisa-se trabalhar as palavras, combiná-las de talforma que o produto tenha significação, isto é, sejaum texto.
  10. 10. Falar é muito mais simples, pois não há grandepreocupação com as regras gramaticais.Quando escrevemos, há um cuidado maiorcom a gramática normativa, preocupaçãocom a clareza e seleção do vocabulário.
  11. 11. Para Pimenta (2009), escrever bem é: Obedecer às regras gramaticais, evitando errosde sintaxe, de pontuação, de ortografia Procurar a clareza, evitando palavras e frasesobscuras ou de duplo sentido Agradar o leitor, empregando expressõeselegantes e fugindo de um estilo muito seco.
  12. 12. • Interferência física: dificuldade visual, má grafia das palavras,cansaço, falta de iluminação;• Interferência cultural: palavras ou frases complicadas ouambíguas, diferenças de nível social;• Interferência psicológica: mensagem que contenha agressividade,aspereza, antipatia.É PRECISO TOMAR CUIDADO COM:
  13. 13. O texto é formado de parágrafos com raciocíniosprogressivos;Normalmente, insere-se no início do parágrafo a IDEIACENTRAL, também chamada de TÓPICO FRASAL;TÓPICO FRASAL: uma vez identificado, ajuda-nos a separaro que é relevante do que não o é;Ao redor dessa ideia central, girarão as ideias secundárias oucomplementares.
  14. 14. TEXTUALIDADE• Um dos problemas encontrados com mais frequência nos textos é a falta decoesão e de coerência.• É comum encontrarmos textos que iniciam com um tema e terminam com outro,mostrando falta de unidade, falta de coerência. Além da falta de coerência, háfalta de coesão, o que torna, muitas vezes, os períodos ininteligíveis.• Textualidade – Conjunto de características que fazem comque um texto seja um texto e não apenas uma sequência defrases.
  15. 15. TEXTUALIDADE• Mas, o que é coerência e o que é coesão?Comecemos pela organização textual. Todo texto écomposto por uma macroestrutura e uma microestrutura.• MICROESTRUTURA: COESÃO• MACROESTRUTURA: COERÊNCIA
  16. 16. • COERÊNCIA• COESÃO
  17. 17. • Coerência: estruturação lógico-semântica de um texto – a articulaçãode ideias que faz com que numa situação discursiva palavras e frasescomponham um todo significativo para os interlocutores.Responsável pela construção de sentido que garante ainterpretabilidade do texto, a harmonia dos fatos ou ideias transmitidos.Evita ruídos ou contradições que poderiam dificultar a compreensão dacomunicação ou impossibilitar o entendimento.
  18. 18. • A coerência é uma característica textual que depende dainteração do texto, do seu produtor e daquele que procuracompreendê-lo, além :• Do conhecimento de mundo;• Da situação de produção do texto;• Do grau de domínio dos elementos linguísticos constantes dotexto.
  19. 19. Para haver coerência o texto deve conter:A manutenção da mesma referência temática em todaextensão, ou seja preservar a ideia central. Para isto énecessário que haja:a)harmonia de sentido de modo a não ter nada ilógico, nadadesconexo;b)relação entre as partes do texto, criando uma unidade de sentido.c) as partes devem estar inter-relacionadas;d) expor uma informação nova e expandir o texto;e) não apresentar contradições entre as ideias;f) apresentar um ponto de vista, uma nova visão de mundo
  20. 20. • Coerência interna - não contradição do texto(elementos intratextuais)Ex.: Maria disse a João que iria na casa de Pedro. Logo depois,chegando à casa de Marcelo...• Coerência externa - não contradição do contexto(elementos extratextuais)Ex.: Chegando ao Rio de Janeiro ensolarado, o frio deixava nasplanícies da cidade uma camada de neve que refletia as luzes danoite.
  21. 21. Coerência narrativa - respeito às partes da narrativa e à lógica existente entre essaspartes.Coerência argumentativa - respeito à estrutura argumentativa e ao raciocínioargumentativo.Coerência figurativa - respeito à combinação de figuras para informar um dadotema. Ex.: dizer que tocavam uma música clássica num baile funk.Coerência temporal - respeito às leis da sucessividade dos eventos.Coerência espacial - respeito à compatibilidade entre os enunciados do ponto dalocalização no espaço. Ex.: seria incoerente dizer que 450 pessoas estavam na salade estar do apartamento.
  22. 22. • Portanto, a coerência deve ser entendida comoum fator que se estabelece no processo decomunicação.• A coerência não existe antes do texto, masconstrói-se, simultaneamente, à construçãotextual, estreitamente relacionada com a intençãoe conhecimentos dos interlocutores.
  23. 23. • Narrativa:Havia um menino muito magro que vendia amendoins numa esquina deuma das avenidas de São Paulo. Ele era tão fraquinho, que mal podiacarregar a cesta em que estavam os pacotinhos de amendoim. Umdia, na esquina em que ficava, um motorista , que vinha em altavelocidade, perdeu a direção. O carro capotou e ficou de rodas para o ar.O menino não pensou duas vezes. Correu para o carro e tirou de lá omotorista, que era um homem corpulento. Carregou-o até a calçada,parou um carro e levou o homem para o hospital. Assim, salvou-lhe avida.
  24. 24. • Figurativa:Suponhamos que se deseje figurativizar o tema“despreocupação”. Podem-se usar figuras como“pessoas deitadas à beira da piscina”, “drinquesgelados”, “passeios pelos shoppings”. Não caberia, noentanto, na figurativização, a utilização de figurascomo “pessoas apressadas para o trabalho”,“fábrica funcionando a pleno vapor”.
  25. 25. • Argumentativa:Quando se defende um ponto de vista de que o serhumano deve buscar o amor e a amizade, não sepode dizer em seguida que não se deve confiar emninguém e que por isso é melhor viver isolado.
  26. 26. Coesão: são as conexões gramaticais existentes entre palavras,orações, frases, parágrafos e partes maiores de um texto.Há coesão em um texto quando se empregam de modo adequadoconjunções, pronomes e vocábulos. A coesão ocorre quando nãohá ambiguidades e regências incorretas.Ex.: Achei a obra na biblioteca estragada.O fazendeiro vinha com um bezerro e a mãe dele.
  27. 27. COESÃO Ninguém pode dizer que falta coesão a esse parágrafo. Mas de que eletrata mesmo? Dos problemas do povo? Do presidente? Do seumandato? Fica difícil dizer. Embora ele tenha coesão, não temcoerência. Retomar a cada frase uma palavra anterior não significaescrever bem. A coesão não funciona sozinha.Mas não basta costurar uma frase a outra para dizer que estamosescrevendo bem. Além da coesão, é preciso pensar na coerência.Você pode escrever um texto coeso sem ser coerente. Por exemplo:Ex.:Os problemas de um povo têm de ser resolvidos pelopresidente. Este deve ter ideais muito elevados. Essesideais se concretizarão durante a vigência de seu mandato.O seu mandato deve ser respeitado por todos.
  28. 28. MICROESTRUTURA: COESÃO• A coesão - (coeso significa ligado) - propriedade que oselementos textuais têm de estar interligados. De um fazerreferência ao outro. Do sentido de um depender da relaçãocom o outro.• Ligação das frases, traços morfossintáticos que garantem oencadeamento lógico.Para que o texto seja coeso, deve seguir pelo menos um dosmecanismos de coesão.
  29. 29. ÁGUAS DE MARÇO• É pau, é pedra, é o fim do caminho• é um resto de toco, é um pouco sozinho• é um caco de vidro, é a vida, é o sol• é a noite, é a morte, é um laço, é o anzol• é peroba do campo, é o nó da madeira• caingá, candeia, é o Matita Pereira• É madeira de vento, tombo da ribanceira• é o mistério profundo• é o queira ou não queira• é o vento ventando, é o fim da ladeira• é a viga, é o vão, festa da cumeeira• é a chuva chovendo, é conversa ribeira• das águas de março, é o fim da canseira.• É o pé, é o chão, é a marcha estradeira• passarinho na mão, pedra de atiradeira• Uma ave no céu, uma ave no chão• é um regato, é uma fonte• é um pedaço de pão• é o fundo do poço, é o fim do caminho• no rosto o desgosto, é um pouco sozinho• É um estrepe, é um prego• é uma ponta, é um ponto• é um pingo pingando• é uma conta, é um conto• é um peixe, é um gesto• é uma prata brilhando• é a luz da manhã, é o tijolo chegando• é a lenha, é o dia, é o fim da picada• é a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
  30. 30. • É o projeto da casa, é o corpo na cama• é o carro enguiçado, é a lama, é a lama• é um passo, é uma ponte• é um sapo, é uma rã• é um resto de mato, na luz da manhã• são as águas de março fechando o verão• é a promessa de vida no teu coração• É pau, é pedra, é o fim do caminho• é um resto de toco, é um pouco sozinho• é uma cobra, é um pau, é João, é José• é um espinho na mão, é um corte no pé• são as águas de março fechando o verão• é a promessa de vida no teu coração•• É pau, é pedra, é o fim do caminho• é um resto de toco, é um pouco sozinho• é um passo, é uma ponte• é um sapo, é uma rã• é um belo horizonte, é uma febre terçã• são as águas de março fechando o verão• é a promessa de vida no teu coração• É pau, é pedra, é o fim do caminho• é um resto de toco, é um pouco sozinho• É pau, é pedra, é o fim do caminho• é um resto de toco, é um pouco sozinho• Pau, pedra, fim do caminho• resto de toco, pouco sozinho• Pau, pedra, fim do caminho,• resto de toco, pouco sozinho.ÁGUAS DE MARÇO
  31. 31. • REPETIÇÃO: a repetição é um dos principais elementosde coesão do texto. A repetição pode ser considerada amais explícita ferramenta de coesão.• REPETIÇÃO PARCIAL: na retomada de nomes depessoas, a repetição parcial é o mais comummecanismo coesivo do texto.
  32. 32. • ELIPSE: é a omissão de um termo que pode ser facilmentededuzido pelo contexto.• SUBSTITUIÇÕES: uma das mais ricas maneiras de seretomar um elemento já citado ou de se referir a outro queainda vai ser mencionado é a substituição.• Esse é o mecanismo pelo qual se usa uma palavra (ou grupode palavras) no lugar de outra palavra (ou grupo de palavras).
  33. 33. Tipos de substituição: PRONOMES, EPÍTETOS,SINÔNIMOS, ADVÉRBIOS, NUMERAIS, etcPronomes: a função gramatical do pronome é substituir ouacompanhar um nome. Ele pode, ainda, retomar toda uma frase outoda a ideia contida em um PARÁGRAFO ou no TEXTO TODO.Exemplos.: Vitaminas fazem bem à saúde. Mas não devemos tomá-las ao acaso.O colégio é um dos melhores da cidade. Seus dirigentes se preocupam muitocom a educação integral.Aquele político deve ter um discurso muito convincente. Ele já foi eleito seisvezes.Há uma grande diferença entre Paulo e Maurício. Este guarda rancor de todos,enquanto aquele tende a perdoar.
  34. 34. EPÍTETO (substituição)• Epítetos: palavras ou grupos de palavras que, ao mesmotempo que se referem a um elemento do texto, qualificam-no.• Essa qualificação pode ser conhecida ou não pelo leitor.Deve ser inserida no texto de modo que fique fácil a suarelação com o elemento qualificado.Ex.: Edson Arantes de Nascimento gostou do desempenhodo Brasil. Para o ex-Ministro dos Esportes, a seleção...(o epíteto ex-Ministro dos Esportes retoma Edson Arantes doNascimento. Poderiamos usar as formas jogador do século,número um do mundo, etc.)
  35. 35. SINÔNIMOS (substituição)• Sinônimos ou quase sinônimos: palavras com o mesmosentido (ou muito parecido) dos elementos a seremretomados. Exemplo:Ex.: O prédio foi demolido às 15h. Muitos curiosos seaglomeraram ao redor do edifício, para conferir o espetáculo(edifício retoma prédio. Ambos são sinônimos).
  36. 36. NOMES DEVERBAIS (substituição)• Nomes deverbais: derivados de verbos e retomam a açãoexpressa por eles. Servem, ainda, como um resumo dosargumentos já utilizados. Exemplo:Ex.: Uma fila de centenas de veículos paralisou o trânsito daAvenida Higienópolis, como sinal de protesto contra o aumentodos impostos. A paralisação foi a maneira encontrada...(paralisação, que deriva de paralisar, retoma a ação decentenas de veículos de paralisar o trânsito da AvenidaHigienópolis).
  37. 37. Classificador e categorizador (substituição)• Elementos classificadores e categorizadores: referem-se a um elemento (palavra ou grupo de palavras) jámencionado ou não por meio de uma classe ou categoria aque esse elemento pertença:Ex.: Uma fila de centenas de veículos paralisou o trânsitoda Avenida Higienópolis. O protesto foi a maneiraencontrada...(protesto retoma toda a ideia anterior - da paralisação -,categorizando-a como um protesto)
  38. 38. Advérbio (substituição)• Advérbios: palavras que exprimem circunstâncias,principalmente as de lugar:Ex.: Em São Paulo, não houve problemas. Lá, osoperários não aderiram...(o advérbio de lugar lá retoma São Paulo).Exemplos de advérbios que comumente funcionam comoelementos referenciais, isto é, como elementos que sereferem a outros do texto: aí, aqui, ali, onde, lá, etc.
  39. 39. NUMERAL (substituição)• Não se pode dizer que toda a turma esteja malpreparada. Um terço pelo menos parece estardominando o assunto.• Recebemos dois telegramas. O primeiro confirmavaa sua chegada; o segundo dizia justamente ocontrário.
  40. 40. Conexão (conectivos)• Além da constante referência entre palavras do texto,observa-se na coesão a propriedade de unir termos eorações por meio de conectivos, que são representados,na Gramática, por inúmeras palavras e expressões.• A escolha errada desses conectivos pode ocasionar adeturpação do sentido do texto.
  41. 41. Exemplo de Texto Coeso• Ulysses era impressionante sob vários aspectos, o primeiro emais óbvio dos quais era a própria figura. Contemplado de perto,cara a cara, ele tinha a oferecer o contraste entre as longaspálpebras, que subiam e desciam pesadas como cortinas deferro, e os olhos claríssimos de um azul leve como o ar. Aspálpebras anunciavam profundezas insondáveis. Quando ele asabria parecia estar chegando de regiões inacessíveis, a regiãodentro de si onde guardava sua força.Roberto Pompeu de Toledo, Veja, 21 out.1992.
  42. 42. CONSIDERAÇÕES ACERCA DO TEXTO• Esse trecho de reportagem gira em torno de Ulysses Guimarães,que é sua palavra-chave. É a retomada direta ou indireta donome de Ulysses Guimarães que dá estabilidade ao texto,encaminhando-o num só direção: fazer uma descriçãoprecisa desse político brasileiro. Além disso, as frases estãobem amarradas porque seu redator soube utilizar com precisãoalguns recursos de coesão textual, tanto dentro da frase, quantoao passar de uma frase para outra. A coesão interna é tãoimportante quanto a externa.
  43. 43. CONECTIVOS UTILIZADOS NO TEXTO• Na primeira frase, vários aspectos projeta o texto para adiante. Apalavra aspectos é retomada pelo segmento o primeiro mais óbviodos quais era a própria figura;• Na segunda frase, o pronome relativo que retoma as longaspálpebras que (as quais) subiam e desciam;• Na última frase:O relativo onde mantém o elo coesivo com a região dentro de si onde(na qual) guardava sua força;• Os pronomes si (dentro de si) e sua ( sua força) reportam-se aosujeito ele de quando ele as abria.
  44. 44. CONETORES EXPRESSAM:• Prioridade, relevância.• Tempo.• Semelhança, comparação, conformidade.• Condição, hipótese.• Adição, continuação.• Dúvida.• Certeza, ênfase.• Surpresa, imprevisto.• Ilustração, esclarecimento.• Propósito, intenção, finalidade.• Lugar, proximidade, distância.• Resumo, recapitulação, conclusão.• Causa e consequência. Explicação.• Contraste, oposição, restrição, ressalva.• Ideias alternativas
  45. 45. FATORES DE TEXTUALIDADEEXTRALINGUÍSTICOS• ACEITABILIDADE• INTENCIONALIDADE• INFORMATIVIDADE• SITUCIONALIDADE
  46. 46. ACEITABILIDADEO texto produzido também deverá ser compatível com aexpectativa do receptor em colocar-se diante de um textocoerente, coeso, útil e relevante.O contrato de cooperação estabelecido pelo produtor e peloreceptor permite que a comunicação apresente falhas dequantidade e de qualidade, sem que haja vazioscomunicativos. Isso se dá porque o receptor esforça-se emcompreender os textos produzidos.
  47. 47. INTENCIONALIDADE• Esforço do produtor do texto em construir uma comunicaçãoeficiente capaz de satisfazer os objetivos de ambos osinterlocutores.• O texto produzido deverá ser compatível com as intençõescomunicativas de quem o produz.
  48. 48. INFORMATIVIDADENível discursivo capaz de informar o leitor, de modo menosprevisível. Sua recepção é mais trabalhosa, porém maisinteressante, envolvente.O excesso de informatividade pode ser rejeitado peloreceptor, que não poderá processá-lo.O ideal é que o texto se mantenha num nível mediano deinformatividade, que fale de informações que tragamnovidades, mas que venham ligadas a dados conhecidos.
  49. 49. SITUCIONALIDADEÉ a adequação do texto a uma situação comunicativa, ao contexto. Note-se que a situação orienta o sentido do discurso, tanto no modo deproduzir o texto como de sua interpretação.É importante notar que a situação comunicativa interfere na produção dotexto, assim como este tem reflexos sobre toda a situação, já que o textonão é um simples reflexo do mundo real.O homem serve de mediador, com suas crenças e ideais, recriando asituação. O mesmo objeto é descrito por duas pessoas distintamente, poiselas o encaram de modo diverso. Muitos linguistas têm-se preocupado emdesenvolver cada um dos fatores citados, ressaltando sua importância naconstrução dos textos.
  50. 50. Intertextualidade• Relação entre dois textos textos caracterizada por citar o outro;• Temática – quando os textos apresentam em comum umTEMA, uma determinada ideologia ou visão de mundo;• Estilística – Texto apresenta procedimentos muito conhecidosem outro texto como o emprego de palavras, expressõessintáticas similares.•
  51. 51. Fator textual que torna a interpretação de um textodependente da interpretação de outros. Cada textoconstrói-se, não isoladamente, mas em relação a outro jádito, do qual abstrai alguns aspectos para dar-lhes outrafeição.Aborsão e transformação de uma multiplicidade de outrostextos;O contexto de um texto também pode ser de outros textoscom os quais se relaciona.
  52. 52. INTERTEXTUALIDADEOs LusíadasAs armas e os barões assinaladosQue da Ocidental praia Lusitana,Por mares nunca dantes navegadosPassaram ainda além da Taprobana,Em perigos e guerras esforçadosMais do que prometia a força humanaE entre gente remota edificaramNovo Reino, que tanto sublimaram.Canto I – Luís de CamõesOs alas e becões assinaladosDa oriental praia paulistanaPartiram em missão desumanaA bater inimigos colorados.Depois do empate duro e fero,Três a três em pleno alçapão,Queriam ao menos 1 a 0,e o sonho manter no coração.(José Roberto Torero)
  53. 53. Meus oito anos Meus oito anosOh! que saudades que tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infância queridaQue os anos não trazem mais!Que amor, que sonhos, queflores,Naquelas tardes fagueirasÀ sombra das bananeiras,Debaixo dos laranjais!Oh que saudades que eu tenhoDa aurora de minha vidaDas horas de minha infânciaQue os anos não trazem maisNaquele quintal de terraDa Rua de Santo AntônioDebaixo da bananeiraSem nenhum laranjaisRelação entre dois discursos caracterizada por citar o outro discurso (texto)
  54. 54. Qualidades de um Texto• Para um texto ter unidade de sentido, para ser um todocoerente, é necessário que apresente TEXTUALIDADE, isto é,apresente conexões gramaticais e articulação de ideias. Emoutras palavras, que apresente qualidades como:• Concisão;• Correção;• Grafia;• Flexão das palavras;• Concordância;• Regência;• Colocação dos pronomes;• Clareza;• Elegância;
  55. 55. • Concisão: em oposição a textos prolixos que subestimam acompreensão (e a paciência) dos leitores, tornando-se enfadonhos,repetitivos e até irritantes. Ser conciso é escrever pouco etransmitir muito, com o cuidado de não prejudicar a clareza. Comunica com a medida PRECISA de palavras e ideias; Dispensa clichês; Preserva a exatidão e nitidez da informação; Evita excessos.
  56. 56. AULA 6• Consiste em conseguir a maior eficiência nacomunicação com o menor número possível depalavras.PROBLEMAS COMUNS:Imprecisão nas ideias;Uso de palavras desnecessárias;Períodos muito longos;Adjetivos em excesso;Redundância das ideias.CONCISÃO
  57. 57. AULA 6A linguagem utilizada na redação deve estar de acordo com a norma culta.Obedecer aos princípios estabelecidos pela gramática normativa.Grafia: palavras desconhecidas, em caso de dúvida, consulte umdicionário. Se não for possível, substitua a palavra por uma cuja grafiavocê conheça. Língua rica em sinônimos;Flexão das palavras: cuidado coma formação do plural de algumaspalavras, ex. Palavras compostas (primeiro-ministro, abaixo-assinado,luso-brasileiro, etc)Concordância: verbo sempre concordará com o sujeito e os nomesconcordam entre si;Regência: atenção aos verbos e nomes que exigem a preposição A,para o bom uso da crase.CORREÇÃO GRAMATICAL
  58. 58. AULA 6• Pontuação é importante.• Deve-se ter cuidado com cacofonias. Com acolocação adequada dos pronomes.HARMONIACORREÇÃO GRAMATICALColocação dos pronomes – observe a colocação dos pronomesoblíquos átonos;
  59. 59. AULA 6A cacofonia e o casamento- Mulher, eu quero amá-la!A mulher, sonolenta, respondeu ao marido sem abrir os olhos:- Está em cima do armário…Ele não desistiu. E sussurrou:- Mulher, hoje, vou amar-te.Aí a mulher acordou nervosa e gritou:- Vá para Marte, para Júpiter, Netuno, vá para qualquer lugar,mas me deixe dormir!HARMONIA
  60. 60. AULA 6• Muito da clareza de linguagem diz respeito ao leitora que se destina o texto.• A clareza combina com o vocabulário adequado comboa estruturação das sentenças (= emprego desentenças curtas).CLAREZA
  61. 61. AULA 6• Consiste na criação de um estilo próprio e nãona criação de algo inédito.• Importância da organização das ideias.• Produção de argumentos próprios.
  62. 62. Elegância• Consiste em tornar a leitura agradável ao leitor.Conseguida quando se observam as qualidades apontadas(correção gramatical, clareza e concisão, originalidade ecriatividade).

×