Pré modernismo

1.703 visualizações

Publicada em

Aula pré-modernismo da professora Sílvia Caetano.

Publicada em: Turismo, Negócios
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.703
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
70
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Pré modernismo

  1. 1. Arte: instrumento de crítica social
  2. 2. <ul><li>Não! </li></ul><ul><li>Não há um grupo de autores afinados em torno de um mesmo ideário, seguindo determinadas características. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Termo genérico que abrange as mais variadas tendências literárias ocorridas no Brasil, no início do século XX. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Realismo e Naturalismo, Parnasianismo, </li></ul><ul><li>(que estão em agonia); </li></ul><ul><li>Simbolismo; </li></ul><ul><li>Prosa regionalista com linguajar realista/naturalista </li></ul>
  5. 6. <ul><li>A busca por um linguajar mais simples </li></ul><ul><li>A problematização da realidade brasileira </li></ul>
  6. 7. <ul><li>´”República da Espada” (Marechal Deodoro e Floriano Peixoto) substituída pela “República do Café-com-leite” (SP / MG) </li></ul><ul><li>Época áurea da cafeicultura </li></ul><ul><li>Auge do ciclo da borracha na Amazônia </li></ul><ul><li>Surto de urbanização em São Paulo </li></ul><ul><li>Entrada de grande levas de imigrantes </li></ul>
  7. 8. <ul><li>Literatura oficial, acadêmica, comprometida com a classe dominante; </li></ul><ul><li>“ Beletrismo” </li></ul><ul><li>Conferências literárias </li></ul><ul><li>Período estéril em produção literária, embora não faltem motivos: </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Fenômeno do CANGAÇO no Nordeste; </li></ul><ul><li>Atuação do Padre Cícero no Ceará; </li></ul><ul><li>Guerra de Canudos na Bahia; </li></ul><ul><li>Revolta da Vacina e Revolta da Chibata </li></ul><ul><li>no Rio de Janeiro; </li></ul><ul><li>Greves operárias em São Paulo; </li></ul><ul><li>Guerra do Contestado em Santa Catarina. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Augusto dos Anjos </li></ul><ul><li>Euclides da Cunha </li></ul><ul><li>Graça Aranha </li></ul><ul><li>Lima Barreto </li></ul><ul><li>Monteiro Lobato </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Nascido no Rio de Janeiro (Cantagalo), em 20 de janeiro de 1866. </li></ul><ul><li>Positivista, republicano, desacata o então Ministro da Guerra, sendo expulso da Escola Superior de Guerra. </li></ul><ul><li>Formado em Engenharia Militar e Ciências Naturais. </li></ul><ul><li>Desligado do Exército, fixa-se em São José do Rio Pardo, São Paulo, em 1897. </li></ul><ul><li>Como correspondente do jornal “O Estado de São Paulo”, é enviado a Canudos para cobrir a revolta que lá explodira. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Traz à luz, pela primeira vez na Lilteratura Brasileira, as reais condições de vida do Nordeste brasileiro. </li></ul><ul><li>Denúncia do extermínio de 25.000 pessoas no Arraial de Canudos. </li></ul><ul><li>Verdadeiro painel do Sertão Nordestino </li></ul>
  12. 13. <ul><li>Pregava contra a República; é certo. </li></ul><ul><li>O antagonismo era inevitável. Era um derivativo à exacerbação mística; uma variante forçada ao delírio religioso. </li></ul><ul><li>Mas não traduzia o mais pálido intuito político: o jagunço é tão inapto para aprender a forma republicana como a monárquico-constitucional. </li></ul><ul><li>Ambas lhe são abstrações inacessíveis. É espontaneamente adversário de ambas. Está na fase evolutiva em que só é conceptível o império de um chefe sacerdotal ou guerreiro. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>Insistamos sobre esta verdade: a guerra de Canudos foi um refluxo em nossa história. Tivemos, inopinadamente, ressurreta e em armas em nossa frente, uma sociedade velha, uma sociedade morta, galvanizada por um doido. </li></ul><ul><li>Vivendo quatrocentos anos no litoral vastíssimo, em que palejam reflexos da vida civilizada, tivemos de improviso, como herança inesperada, a República. Ascendemos, de chofre, arrebatados na caudal dos ideais modernos, deixando na penumbra secular em que jazem, no âmago do país, um terço da nossa gente. Iludidos por uma civilização de empréstimos; respigando, em faina cega de copistas, tudo o que de melhor existe nos códigos orgânicos de outras nações, tornamos, revolucionariamente, fugindo ao transigir mais ligeiro com as exigências da nossa própria nacionalidade, mais fundo o contraste entre o nosso modo de viver e o daqueles rudes patrícios mais estrangeiros nesta terra do que os imigrantes da Europa. Porque não no-los separa um mar, separam-no-los três séculos... </li></ul>
  14. 15. <ul><li>Nascido no Rio de Janeiro, em 1881. </li></ul><ul><li>Faleceu no ano da Semana de Arte Moderna </li></ul><ul><li>Negro, pobre e discriminado, alcoólatra </li></ul><ul><li>Crítico social, com olhos perscrutadores da realidade em que se inseria. </li></ul>
  15. 16. &quot;Essas gentes novas, e o espírito frívolo delas, que têm ultimamente invadido este meu Rio de Janeiro, vão, aos poucos, matando o que ele tinha de verdadeiramente belo. À parte a violação da natureza, grandiosa, majestosa, como toda grandeza e majestade – triste, por ser aquilo mesmo – pode-se ver nas suas novas construções como esses adventícios e o seu feitio mental se apartam da terra em que elas se erguem ou são mandadas erguer.” (In O Jardim Botânico e suas palmeiras)
  16. 17. <ul><li>Está dividida em duas: </li></ul><ul><li>de um lado, “os espertos que sobem à custa de mão alheia; </li></ul><ul><li>de outro os honestos, os humildes que não conseguem ascensão justamente porque são honestos. </li></ul><ul><li>A sociedade tem mais defeitos que virtudes porque ‘o pequeno povo’ é um eterno conformado com o jugo dos poderosos”. </li></ul>
  17. 18. <ul><li>Em Gonzaga e Sá ressalta a mediocridade da burocracia; </li></ul><ul><li>em Numa e a Ninfa , a análise dos hábitos e defeitos da vida política; </li></ul><ul><li>em Clara dos Anjos , as condições de vida nos subúrbios cariocas, sempre desfavoráveis aos pobres e mestiços. </li></ul>
  18. 19. <ul><li>Ninguém escapa à lente perscrutadora de Lima Barreto, nem o poder militar e o presidente da então nova república, em </li></ul><ul><li>Triste fim de Policarpo Quaresma. </li></ul><ul><li>Quase todas as personagens de seus livros são tristes, infelizes, ou anti-heróis, como o major Quaresma, chamado de D. Quixote nacional, pelos críticos literários.” </li></ul><ul><li>(Nilva Mariani) </li></ul>
  19. 20. <ul><li>Anti-moderno, </li></ul><ul><li>moderníssimo </li></ul>
  20. 21. <ul><li>Nasceu em Taubaté (1882 – 1948) </li></ul><ul><li>Formado em Direito pelo Largo de S. Francisco </li></ul><ul><li>Um dos fundadores do ramo editorial no Brasil </li></ul><ul><li>Intelectual polêmico </li></ul><ul><li>Envolvido nas lutas do campo político-social </li></ul><ul><li>Na década de 30, envolve-se com a luta pelas reservas naturais brasileiras, então exploradas por multinacionais. </li></ul><ul><li>Preso na ditadura Vargas por ataques ao governo </li></ul>
  21. 22. <ul><li>Destaca-se no gênero “contos” </li></ul><ul><li>Critica um “Brasil agrário, atrasado e ignorante, cheio de vícios e vermes” </li></ul><ul><li>Retrata os vilarejos decadentes do Vale do Paraíba </li></ul><ul><li>Tornou-se literato por mero acaso... </li></ul>
  22. 23. <ul><li>Tendo herdado do avô uma fazenda no Vale do Paraíba, enfrenta dificuldades na lida com o tipo caboclo, que considera indolente, preguiçoso. </li></ul><ul><li>Escreve uma carta de desabafo no jornal local que, percebendo o valor do escrito, publica-a fora da secção de “carta do leitor”, lançando, assim, o futuro literato que será chamado a escrever mais, mais e mais. </li></ul>
  23. 24. <ul><li>A criação do </li></ul><ul><li>personagem </li></ul><ul><li>JECA </li></ul><ul><li>TATU ! </li></ul>
  24. 25. <ul><li>Não! </li></ul><ul><li>Ao contrário, foi um homem adiante de seu tempo, alinhado naturalmente com os ideais modernistas! </li></ul><ul><li>Mas, em 1917, escreveu um artigo a respeito da exposição promovida por Anita Malfatti, reconhecendo-a grande artista, mas criticando seu estilo “caricatural”. </li></ul>
  25. 26. <ul><li>“ Paranoia ou mistificação”, seu artigo, teria função fundamental na criação da nova escola, já que provocou a reunião de muitos nomes em torno da artista, com o intuito de “protegê-la” da crítica de Lobato. </li></ul><ul><li>Estava lançado o germe da revolta modernista! </li></ul>
  26. 27. <ul><li>(...) </li></ul><ul><li>Quando Pedro I lança aos ecos o seu grito histórico e o país desperta estrouvinhado à crise duma mudança de dono, o caboclo ergue-se, espia e acocora-se de novo. </li></ul><ul><li>Pelo 13 de Maio, mal esvoaça o florido decreto da Princesa e o negro exausto larga num uf! o cabo da enxada, o caboclo olha, coça a cabeça, 'magina e deixa que do velho mundo venha quem nele pegue de novo. </li></ul>
  27. 28. <ul><li>A 15 de Novembro troca-se um trono vitalício pela cadeira quadrienal. O país bestifica-se ante o inopinado da mudança. O caboclo não dá pela coisa. </li></ul><ul><li>Vem Floriano! Estouram as granadas de Custódio! Gumercindo bate às portas de Roma! Incitatus derranca o país. O caboclo continua de cócoras, a modorrar... </li></ul><ul><li>Nada o esperta. Nenhuma ferrotoada o põe de pé. Social, como individualmente, em todos os atos da vida, Jeca, antes de agir, acocora-se. </li></ul><ul><li>(...) </li></ul>

×