SELEÇÃO DE COMPONENTES

621 visualizações

Publicada em

AULA SOBRE SELEÇÃO DE COMPONENTES EM SISTEMAS AGROSILVIPASTORIS EM CURSO SOBRE AGRONEGÓCIO EM BAGÉ-RS

Publicada em: Tecnologia
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
621
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
4
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
9
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

SELEÇÃO DE COMPONENTES

  1. 1. SELEÇÃO DE COMPONENTESMoacir José Sales Medrado Módulo Administração de Sistemas Agrossilvipastoris Bagé- Rio Grande do Sul – 07/11/2009 Universidade da Região da Campanha e Embrapa Pecuária Sul Curso Gestão do Agronegócio
  2. 2. O QUE SE QUER COM A MUDANÇA DE UM SISTEMA DE MONOCULTURA DE FLORESTA OU DE PASTAGEM SOLTEIRA PARA UM SISTEMA SILVIPASTORIL OU AGROSSILVIPASTORIL? OBJETIVO CONCEITO SÓCIECONÔMICO CONCEITO ECOLÓGICO Aumento do rendimento total Produtividade Maior produção total Diversidade de produtos Estabilidade dos rendimentos Redução na diferença dos rendimentos Preservação do modo de vida Sustentabilidade Manutenção de recursos Fonte: adaptado de Anderson e Sinclair (1993). Extraído de Porfírio-da-Silva (2007)
  3. 3. SELEÇÃO DE COMPONENTES ARBÓREO HERBÁCEO
  4. 4. COMPONENTE ARBOREO FOLHOSAS  LEGUMINOSAS  NAO LEGUMINOSAS PALMÁCEAS ARBÓREAS FLORESTAIS  CONIFERAS
  5. 5. PACIULLO et al., (2007); PORFIRIO-DA-SILVA, 2007 ESCOLHA DO COMPONENTE ARBÓREO SELECIONAR ESPÉCIES ADAPTADAS AO CLIMA E SOLO DA REGIÃO OBSERVAR O TIPO DE EXPLORAÇÃO PRETENDIDA CONHECIMENTO A CERCA DO VALOR DOS PRODUTOS QUE SERÃO OBTIDOS APRESENTAR CRESCIMENTO RÁPIDO OPTAR POR ÁRVORES COM SISTEMA RADICULAR PROFUNDO A COPA DAS ÁRVORES DEVE PROMOVER UM SOMBREAMENTO APENAS MODERADO CAPACIDADE DE PROVER SERVIÇOS AMBIENTAIS NÃO APRESENTAREM PROBLEMAS DE INCOMPATIBILIDADE COM OS ANIMAIS E AS ESPÉCIES AGRÍCOLAS SELECIONADAS TER UM BOM MERCADO QUE PAGUE BEM PELOS PRODUTOS COMPATIBILIDADE COM OS DEMAIS COMPONENTES DO SISTEMA
  6. 6. Esquema simplificado das alterações causadas pela introdução de árvores em uma área de pastagem.(Adaptado de Porfírio-da-Silva, 2001 por Porfirio-da-Silva)
  7. 7. EFEITOS BIOCLIMÁTICOS DAS ÁRVORES NO SOLO.(ADAPTADO DE YOUNG, 1994) PORFÍRIO-DA-SILVA, 2007
  8. 8. COMPONENTE HERBÁCEO FORRAGEIRAS
  9. 9. PACIULLO et al., (2007);; PEREIRA; CÓSER (2007) ESCOLHA DA FORRAGEIRA ADAPTADAS À REGIÃO E AOS DIFERENTES RELEVOS DA PROPRIEDADE TOLERÂNCIA MÉDIA A ALTA AO SOMBREAMENTO BOA QUALIDADE ALIMENTAR E PALATABILIDADE APRESENTAR CRESCIMENTO RÁPIDO TOLERÂNCIA ÀS PRINCIPAIS PRAGAS E DOENÇAS RUSTICIDADE E BAIXA EXIGÊNCIA EM FERTILIDADE CICLO DE VIDA ADAPTAÇÃO AO SISTEMA ILP
  10. 10. Extraido de : Sistemas Silvipastoris – palestra organizada por Domingos Sávio C. Paciulo (domingos@cnpgl.embrapa.br) ; Carlos Renato Tavares e Pedro Braga Arcuri)
  11. 11. Tolerância ao sombreamento Gramíneas Leguminosas Alta Axonopus compressus Brachiaria miliformis Ischaemum aristatum Ischaemum timorenses Panicum maximum Paspalum conjugatum Paspalum dilatatum Stenotaphrum secundatum Arachis pintoi Callopogonium caeruleum Centrosema macrocarpum Desmodium heterophylium Desmodium ovalifolium Mimosa pudica Média Brachiaria brizantha Brachiaria decumbens Brachiaria humidicola Hermarthria altissima Paspalum plicatulum Setaria sphacelata Callopogonium mucunoides Centrosema pubescens Desmodium intortium Leucaena leucocephala Pueraria phaseoloides Neonotonia wightii Vigna luteola Baixa Andropogon gayanus Brachiaria mutica Cynodon plectostachyus Digitaria decumbens Mellinis minutiflora Pennisetum purpureum Macroptilium atropurpureum Stylosanthes hamata Stylosanthes guianensis Fontes: Schreiner (1987); Shelton et al. (1987); Carvalho (1998); Castro et al (1999) Níveis de tolerância ao sombreamento de algumas forrageiras herbáceas, gramíneas e leguminosas.
  12. 12. Fontes (Detomini & Dourado Neto, 2004 ). Espécie ou genótipo Taxa mínima de semeadura (kg/ha SPV) Valor cultural (VC) mínimo Quantidade sementes comercial (kg/ha) Panicum maximum cv. Tanzânia 1,6 16 10 Panicum maximum cv. Mombaça 1,6 16 10 Panicum maximum cv. Colonião 1,6 16 10 P. maximum cv. Tobiatã 2,5 16 15,6 P. maximum cv. Massai 2,0 16 12,5 P. maximum cv. Aruana 2,0 16 12,5
  13. 13. Fontes (Detomini & Dourado Neto, 2004 ). Espécie ou genótipo Taxa mínima de semeadura (kg/ha SPV) Valor cultural (VC) mínimo Quantidade sementes comercial (kg/ha) Brachiaria brizantha cv. Marandu 2,8 24 11,7 B. brizantha cv. Xaraes 2,5 24 10,4 Brachiaria decumbens cv. Basilisk 1,8 24 7,5 Brachiaria humidicola 2,5 15 16,7 Brachiaria ruziziensis 2,0 24 8,3 Brachiaria dictyoneura 2,5 15 16,7
  14. 14. Fontes (Detomini & Dourado Neto, 2004 ). Espécie ou genótipo Taxa mínima de semeadura (kg/ha SPV) Valor cultural (VC) mínimo Quantidade final de sementes (kg/ha) Andropogon gayanus cv. Planaltina 2,5 10 25 Paspalum notatum cv. Pensacola 1,5 - - Chloris gayana (capim-de Rhodes) 2,0 15 13,3 Setaria sphacelata cv. Kazungula 1,5 15 10
  15. 15. COMPONENTE HERBÁCEO CULTURAS AGRÍCOLAS
  16. 16. PACIULLO et al., (2007);; PEREIRA; CÓSER (2007) ESCOLHA DAS CULTURAS AGRÍCOLAS COMPATIBILIDADE COM O SISTEMA AGROSSILVIPASTORI A SER ESTABELECIDO COMPATIBILIDADE COM A ESTRATÉGIA DE MERCADO DA PROPRIEDADE COMPATIBILIDADE COM O NÍVEL TECNOLÓGICO E EMPRESARIAL DO PRODUTOR Árvore – Agricultura primeiro ano – pastagens para fenação Árvore – Agricultura por dois a três anos – pastagem – silvipastoril Árvore - Integração Lavoura Pecuária - Santa Fé e Barreirão Outros…
  17. 17. SANTA FÉ E BARREIRAO CONSISTEM EM PLANTAR UMA CULTURA ANUAL (SOJA, MILHO, ARROZ) CONSORCIADA COM UMA GRAMÍNEA PARA PASTEJO, PRINCIPALMENTE A BRACHIARIA DECUMBENS OU BRACHIARIA BRIZANTHA PELOS BENEFÍCIOS QUE ELA TRAZ TAIS COMO UMA BOA PALHADA PARA O PLANTIO DIRETO. NO BARREIRÃO NORMALMENTE É FEITO LAVOURA DE QUATRO EM QUATRO ANOS PARA A RECUPERAÇÃO DAS PASTAGENS E NO SANTA FÉ PLANTA-SE LAVOURA TODO ANO. NO SISTEMA SANTA FÉ A LOTAÇÃO DE ANIMAIS DEVE SER ALTA PARA NÃO PERMITIR QUE A FORRAGEIRA SEMENTEIE NO INVERNO. DEVE-SE ESPERAR DE 30 A 60 DIAS APÓS A COLHEITA DA CULTURA PARA ENTRAR COM O GADO NA ÁREA, TEMPO SUFICIENTE PARA O CAPIM REBROTAR E CHEGAR Á FASE DE FLORESCIMENTO, PONTO EM QUE A FORRAGEIRA APRESENTA O MAIOR TEOR DE PROTEÍNA.
  18. 18. INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA COM CULTIVO SEQÜENCIAL (ROTAÇÃO) ESTA MODALIDADE DE INTEGRAÇÃO ADOTA UMA SEQÜÊNCIA DE OPERAÇÕES EM QUE A LAVOURA E OS OUTROS CULTIVOS ANUAIS (GRÃOS) OCUPAM UMA MESMA ÁREA DURANTE UMA MESMA ESTAÇÃO DE CRESCIMENTO, EMBORA DEFASADOS NO TEMPO. APÓS A COLHEITA, FAZ-SE O PLANTIO DE UMA ESPÉCIE FORRAGEIRA ANUAL PARA UTILIZAÇÃO EM REGIME DE CORTE OU PASTEJO. NO ANO SEGUINTE, ADOTA-SE O CULTIVO DE GRÃOS OU A IMPLANTAÇÃO DA PASTAGEM PERENE. EM CONDIÇÕES CLIMÁTICAS FAVORÁVEIS, PODE-SE IMPLANTAR A PASTAGEM PERENE ASSOCIADA COM UMA PLANTA FORRAGEIRA ANUAL. A SEQÜÊNCIA DE CULTIVOS, ATÉ A IMPLANTAÇÃO DA PASTAGEM PERENE, DEPENDERÁ DO NÍVEL DE CORREÇÃO DO SOLO E DA ESPÉCIE DA FORRAGEIRA A SER ADOTADA.
  19. 19. INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA COM CULTIVO CONSORCIADO A IMPLANTAÇÃO DA PASTAGEM OCORRE ASSOCIADA AO CULTIVO ANUAL. PARA TANTO, DEVERÃO SER ADOTADAS PRÁTICAS DE PREPARO DO SOLO ESPECÍFICAS AO LONGO DO ANO, VISANDO À DESCOMPACTAÇÃO DO SOLO, INCORPORAÇÃO DE INVASORAS E PELA PRÓPRIA PASTAGEM REMANESCENTE. O CULTIVO ANUAL OCORRE SIMULTANEAMENTE COM A ESPÉCIE FORRAGEIRA. A MISTURA DAS SEMENTES DA PLANTA FORRAGEIRA AO FERTILIZANTE POSSIBILITA A REDUÇÃO DA COMPETIÇÃO ENTRE A NOVA PASTAGEM E O CULTIVO ANUAL. DIFERENTES CULTURAS PODERÃO SER ADOTADAS, TAIS COMO ARROZ, MILHO, SORGO E GIRASSOL, DEPENDENDO DA APTIDÃO DO SOLO, INFRA-ESTRUTURA E RISCOS CLIMÁTICOS INERENTES AO CULTIVO
  20. 20. INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA TEMPORAL NESSES SISTEMAS, A INTRODUÇÃO DE PASTAGENS SERÁ COMPULSÓRIA, VISANDO À RECUPERAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS, FÍSICAS E BIOLÓGICAS DO SOLO. MELHOR INDICADA PARA PRODUTORES ENVOLVIDOS NA PRODUÇÃO DE GRÃOS, EM RAZÃO DOS INVESTIMENTOS EXISTENTES NA PROPRIEDADE E CAPACITAÇÃO GERENCIAL. A ADOÇÃO DE UM SISTEMA DE PRODUÇÃO INTEGRADO POR PECUARISTAS TÍPICOS DEPENDERÁ, BASICAMENTE, DA REMUNERAÇÃO DESSA ATIVIDADE E DA CAPACIDADE GERENCIAL.
  21. 21. IDEAL E TER A BASE COM PLANTIO DIRETO
  22. 22. IDEAL E TER A BASE COM PLANTIO DIRETO
  23. 23. REFERÊNCIAS PACIULLO, D. S. C.; SILVA, V. P. da.; CARVALHO, M. M.; CASTRO, C. R. T. de. Arranjos e modelos de sistemas silvipastoris. In: FERNANDES , E. N.; PACIULLO, D. S. C.; CASTRO, C. R. T. de.; MULLER, M. D.; ARCURI, P. B.; CARNEIRO, J. da C. Sistemas Agrossilvipastoris na América do Sul: desafios e potencialidades. Juiz de Fora : Embrapa Gado de Leite, 2007. p. 13, 14, 15,1617,18 PEREIRA, A. V.; CÓSER, A. C. Pastagem degradada : recuperar ou substituir? Juiz de Fora : Embrapa Gado de Leite. Disponível em: <http://www.cileite.com.br/tecnicas/arquivos/36Instrucao.pdf >. Acesso 31/10/2009 (Instrução Técnica para o produtor de leite FERREIRA, L. R. AGNES, E. L.; SANTOS, L. D. T.; GOMES, R. J.; MACHADO, A. F. L.; FREITAS, L. H. L. de. Integração lavoura pecuária em pequena propriedade: formação de pastagem via consórcio milho-braquiária. Disponível em: <www.emater.mg.gov.br/.../ILPS/ilp%20rogerio%20cartilha%2008.doc > Acesso em 31/10/2009 PORFÍRIO-DA-SILVA, V. In: FERNANDES , E. N.; PACIULLO, D. S. C.; CASTRO, C. R. T. de.; MULLER, M. D.; ARCURI, P. B.; CARNEIRO, J. da C. Ecologia e manejo em sistema silvipastoril. Juiz de Fora : Embrapa Gado de Leite, 2007. p. 56, 57

×