CÂNCER BUCAL 
Curso “Doenças Crônicas nas Redes de Atenção à Saúde” 
Ministério da Saúde
EPIDEMIOLOGIA 
 Segundo o Instituto Nacional do Câncer, em 2009 
faleceram 5.136 homens e 1.394 mulheres devido ao 
cânce...
CÂNCER BUCAL 
Com o objetivo de aumentar a sobrevida e 
reduzir a morbidade, a desfiguração facial 
provocada por cirurgia...
PREVENÇÃO 
Os fatores de risco mais conhecidos para o 
câncer bucal são: 
- Tabaco: De acordo com a Organização Mundial 
d...
PREVENÇÃO 
- Etilismo: O consumo regular de bebidas 
alcoólicas aumenta o risco de desenvolver 
câncer de boca e a associa...
PREVENÇÃO 
- Radiação solar: A exposição ao sol sem 
proteção representa um risco para o câncer de 
lábios. 
- Higiene e a...
PREVENÇÃO PRIMÁRIA 
 A prevenção primária visa ações ou iniciativas que 
possam reduzir a incidência e a prevalência da 
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PREVENÇÃO SECUNDÁRIA 
 A prevenção secundária visa o diagnóstico precoce 
da doença em uma fase anterior ao paciente 
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PREVENÇÃO TERCIÁRIA 
A prevenção terciária visa limitar o dano, 
controlar a dor, prevenir complicações 
secundárias, melh...
SINAIS E SINTOMAS 
Os principais sinais que devem ser observados 
são: 
 lesões na cavidade oral ou nos lábios que 
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SINAIS E SINTOMAS 
Nos casos mais avançados, observa-se: 
- Dificuldade de mastigação e de engolir; 
- Dificuldade na fala...
EXAME CLÍNICO 
 Para estabelecer o diagnóstico de uma lesão bucal 
potencialmente malignas ou malignas é essencial um 
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EXAME CLÍNICO 
As regiões anatômicas que devem ser 
regularmente inspecionadas e avaliadas são: 
 Lábios; 
 Língua; 
 G...
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 Leucoplasias; 
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 Eritroplasias; 
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AUTO EXAME 
Não há evidências científicas de que o 
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DIAGNÓSTICO PRECOCE 
A alta sensibilidade da cavidade oral pode facilitar a 
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DIAGNÓSTICO PRECOCE 
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facilmente visualizadas e acessíveis a proc...
CONDUTAS 
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CONDUTAS 
Caso a lesão apresente características 
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TRATAMENTO 
Geralmente, o tratamento emprega cirurgia 
e/ou radioterapia. As duas técnicas têm bons 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
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CANCER BUCAL E PATOLOGIAS SIMILARES E TOPÓGRÁFICAS CANCER DA CABEÇA E PESCOÇO.

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  1. 1. CÂNCER BUCAL Curso “Doenças Crônicas nas Redes de Atenção à Saúde” Ministério da Saúde
  2. 2. EPIDEMIOLOGIA  Segundo o Instituto Nacional do Câncer, em 2009 faleceram 5.136 homens e 1.394 mulheres devido ao câncer bucal.  A incidência deste tem como principais fatores de risco o tabagismo, a ingestão de bebidas alcoólicas e a exposição solar.  No Brasil, o câncer da boca apresentou estimativas de, aproximadamente, 15 mil novos casos em 2010. A doença chega a ser a quinta colocada dentre as neoplasias malignas de maior incidência em homens.
  3. 3. CÂNCER BUCAL Com o objetivo de aumentar a sobrevida e reduzir a morbidade, a desfiguração facial provocada por cirurgias para tratamento, a duração do tratamento e custos hospitalares com o câncer bucal dos pacientes é fundamental que os profissionais identifiquem lesões e realizem o diagnóstico precoce do câncer bucal.
  4. 4. PREVENÇÃO Os fatores de risco mais conhecidos para o câncer bucal são: - Tabaco: De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca eram tabagistas. O cigarro representa o maior risco para o desenvolvimento dessa doença, e o risco varia de acordo com a quantidade consumida
  5. 5. PREVENÇÃO - Etilismo: O consumo regular de bebidas alcoólicas aumenta o risco de desenvolver câncer de boca e a associação entre cigarro e bebidas alcoólicas aumenta ainda mais o risco para este tipo de câncer. - Vírus HPV: Algumas pesquisas comprovam que o vírus HPV pode estar relacionado a alguns casos de câncer de boca
  6. 6. PREVENÇÃO - Radiação solar: A exposição ao sol sem proteção representa um risco para o câncer de lábios. - Higiene e alimentação: Observa-se em pacientes com câncer de boca uma higiene bucal deficiente e uma dieta pobre em proteínas, vitaminas e minerais e rica em gorduras.
  7. 7. PREVENÇÃO PRIMÁRIA  A prevenção primária visa ações ou iniciativas que possam reduzir a incidência e a prevalência da doença, modificando os hábitos da comunidade, buscando interromper ou diminuir os fatores de risco como o tabaco, o álcool e a exposição solar dos lábios, antes mesmo que a doença se instale.  Para isto é fundamental a orientação por parte de toda a equipe em grupos ou outras atividades, além da importância de se oferecer recursos para a cessação do tabaco e alcoolismo.
  8. 8. PREVENÇÃO SECUNDÁRIA  A prevenção secundária visa o diagnóstico precoce da doença em uma fase anterior ao paciente apresentar alguma queixa clínica.  O câncer bucal pode levar meses antes de apresentar algum sinal ou sintoma percebido pelo paciente e o diagnóstico precoce dessa doença faz com que os níveis de cura alcancem mais de 90% dos casos. Por isso a importância de uma anamnese que aborde os fatores de risco e um exame físico detalhado.
  9. 9. PREVENÇÃO TERCIÁRIA A prevenção terciária visa limitar o dano, controlar a dor, prevenir complicações secundárias, melhorar a qualidade de vida durante o tratamento, e, sempre que possível, reintegrar o indivíduo à sociedade, tornando-o apto a realizar as atividades diárias exercidas anteriormente.
  10. 10. SINAIS E SINTOMAS Os principais sinais que devem ser observados são:  lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias;  manchas ou placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato, mucosa jugal;  nódulos no pescoço;  rouquidão persistente.
  11. 11. SINAIS E SINTOMAS Nos casos mais avançados, observa-se: - Dificuldade de mastigação e de engolir; - Dificuldade na fala; - Sensação de que há algo preso na garganta.
  12. 12. EXAME CLÍNICO  Para estabelecer o diagnóstico de uma lesão bucal potencialmente malignas ou malignas é essencial um bom exame clínico (visual e tátil).  Os médicos e enfermeiros devem encaminhar o paciente ao cirurgião-dentista, quando houver suspeita de qualquer lesão intra ou extra oral.
  13. 13. EXAME CLÍNICO As regiões anatômicas que devem ser regularmente inspecionadas e avaliadas são:  Lábios;  Língua;  Gengiva;  Assoalho de boca;  Mucosa da bochecha;  Mucosa da bochecha;  Vestíbulo da boca;  Palato;  Úvula;  Glândulas salivares maiores e menores.
  14. 14. LESÕES MALIGNIZÁVEIS:  Leucoplasias;  Estomatite nicotínica;  Eritroplasias;  Eritroleucoplasia;  Ceratose actínica (solar);  Líquen plano (forma erosiva);  Nevo (sinal/pinta);  Candidíase crônica.
  15. 15. AUTO EXAME Não há evidências científicas de que o autoexame seja efetivo como medida preventiva contra o câncer de boca.
  16. 16. DIAGNÓSTICO PRECOCE A alta sensibilidade da cavidade oral pode facilitar a percepção do indivíduo bem orientado para sinais de alerta, como feridas que não cicatrizam nos lábios e na boca, manchas brancas ou avermelhadas nas gengivas, língua ou mucosa oral, tumorações ou caroços na região da boca ou pescoço. É importante orientar os usuários quanto aos sinais de alerta!
  17. 17. DIAGNÓSTICO PRECOCE Apesar das lesões ocasionadas pelo câncer de boca serem facilmente visualizadas e acessíveis a procedimentos diagnósticos, é imperativo que os profissionais de saúde conheçam os sinais iniciais, que, em geral, são inespecíficos e frequentemente se confundem com algumas condições benignas.  Deve-se detalhar ao máximo o exame clínico, conhecer e valorizar a presença desses sinais, independentemente de ter sido um achado clínico ou uma queixa do paciente, para que se possa conduzir de forma adequada e oportuna, realizando os procedimentos diagnósticos necessários e encaminhando os casos positivos para tratamento especializado.
  18. 18. CONDUTAS Quando o paciente visualizar qualquer alteração como manchas, placas, bolhas, nódulos e também ulcerações, deve ser orientado por qualquer membro da equipe a procurar a equipe de saúde bucal para uma avaliação minuciosa.
  19. 19. CONDUTAS Caso a lesão apresente características que tragam dúvidas ou quaisquer suspeitas ao cirurgião-dentista, este deve encaminhar o paciente a um serviço especializado (semiologista), de acordo com o protocolo do município.
  20. 20. TRATAMENTO Geralmente, o tratamento emprega cirurgia e/ou radioterapia. As duas técnicas têm bons resultados nas lesões iniciais e a indicação vai depender da localização do tumor e das alterações funcionais que possam ser provocadas pelo tratamento.
  21. 21. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Rastreamento. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. 2. Instituto Nacional do Câncer – INCA . Tipos de Câncer – Boca. Disponível em http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home+/boca/defini cao 3. Pereira, C. C. T.; Dias, A . A.; Melo, N. S.; Lemos, C. A.; Oliveira, E. M. F. Abordagem do câncer da boca: uma estratégia para os níveis primário e secundário de atenção em saúde. Cad. Saúde Pública vol.28 suppl. Rio de Janeiro 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102- 311X2012001300005&script=sci_arttext 4. Vidal, A. K. L. Programa de Combate ao Câncer de Boca. 2 ed. Recife: EDUPE, 2009.

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