Gestao da segurança hospitalar 3

338 visualizações

Publicada em

Gestão de segurança em hospitais e emergencias hospitalares

Publicada em: Serviços
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
338
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
8
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
9
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Gestao da segurança hospitalar 3

  1. 1. Riscos na Saúde Produzir Cuidados seguros e duradouros sem gerar Danos. Controlar a segurança das instituições, dos profissionais, dos pacientes e dos visitantes. Casos práticos Vincent LEROUX Médico de Saúde Publica Professor na ECP vincent.leroux@ecp.fr © ECP pole santé
  2. 2. Método :o primeiro risco é a escolha de gestão 1. O método certo (engenharia, sociologia, medicina...) em gestão do risco: para o risco certo, a decisão certa no momento certo. 2. Agir em conjunto: envolvimento da direcção, definição aceite e operacional (de « Aceitável » à « Zero falhas »). 3. Integrar (em relação com) o processo da Qualidade. 4. Sensibilizar todo o pessoal em 2 anos.
  3. 3. OBJECTIF DE SECURITE Gravidade Probabilidade Catastrófica Crítica Significativa Menor Frequente ou Pouco frequente Rara Extremamente rara Extremamente improvável Produzir cuidados, Educar, Reinserir sem criar danos da zona aceitável Aumento Limite de Limite de confiança confiança ZONA INACEITÁVELZONA INACEITÁVEL da zona aceitável Redução ZONA ACEITÁVELZONA ACEITÁVEL Limite de Limite de precaução precaução
  4. 4. Transmitir REX Memorizar Analizar Método : O Retorno da Experiência (REX)
  5. 5. O risco profissional Os grupos de Vigilância Uma política de gestão integrada OO retornoretorno dada experiênciaexperiência (Os estudos de casos) Sistema de Informação e comunicação Definir uma política integrada e Modelizar o processo global
  6. 6. Estabelecer uma política integrada e modelizar o processo global: em modo « Fora das normas » © ECP pole santé V Leroux Os riscos especulativos (ou as oportunidades) ex: Os projectos de serviços, as inovações, as reorganizações Como assumir mais riscos? Os riscos ditos excepcionais (Saúde Pública) ex: A catástrofe, a canícula, o incêndio, o bioterrorismo... Como garantir a continuidade do serviço? A não confundir com uma Crise
  7. 7. Vigilância : Identidade do doente? Um risco iatrogenético e um risco administrativo H: 542 camas, 12 blocos operatórios, 430 médicos e 33 enfermeiros especializados em partos. Na altura do relatório anual existe de 1 a 2% de incidentes ligados à identidade do doente. Objectivo : garantir até à mesa operatória “a identidade certa do doente, que vai ser operado em condições optimais de qualidade e de segurança”.
  8. 8. Caso n°1 : tentativa de usurpação de identidade : criticidade inicial C2 tolerável sob controle Caso n°2 : mistura de documentos no processo clínico do doente: criticidade inicial C2 Caso n°5 : processo clínico impossível de encontrar (mudança do nome depois do casamento) Caso n°6 : ausência de protocolos de identificação no bloco de obstetrícia... Caso n°8 : mistura de documentos no processo clínico do doente Caso n°9 : não respeito do protocolo de verificação da identidade Caso n°10 : protocolo de identificação dos recém-nascidos não aplicado Caso n°11 : doente inconsciente trazido pelos bombeiros Caso n°12 : dados de identificação do cartão de segurança social errados Caso n°13 : os formulários de identificação são preenchidos a 93% Caso n°14 : o protocolo de admissão de noite está incompleto entre as 21h e as 7h .. Caso n°16 : alguns serviços não têm protocolo escrito para a partida do bloco Caso n°17 : alguns funcionários não aplicam a totalidade do protocolo... Vigilância : Identidade do doente? Resultados de APR, estudos no sítio e REX (retorno da experiência)
  9. 9. Caso n°2 : mistura de documentos no processo clínico do doente… O pessoal envolvido está novamente sensibilizado, mas as precauções tomadas são insuficientes. Devem ser melhoradas com um duplo controle antes da partida para o bloco operatório , ou com um controle das etiquetas com um leitor óptico. Apesar dessa medida, o bloco operatório fará vários controles e detectará as falhas. As sinalizações de erro no processo clínico são quase sempre geradas pelo bloco operatório. Vigilância : Identidade do doente ? Ensino e melhoria da qualidade para reduzir a criticidade Caso Criticidade Novo domínio Criticidade residual Quem ? Onde ? Caso 1 C2 Muito bem dominado C1 Adm./labor. Caso 2 C2 Bem dominado C2 No bloco
  10. 10. Projecto médico: concepção da cirurgia ambulatória Um risco projecto e uma oportunidade H 460 camas, 40 % da actividade cirúrgica é programada em concorrência com um hospital privado. Pode-se avaliar um aumento de actividade até 30% das endoscopias e cirurgias realizadas em ambulatório nos próximos 5 anos. O risco maior é a incapacidade de gerir o fluxo de doentes.(/ risco em termos da imagem, risco jurídico e danos para o doente). Objectivo: a descrição do processo na cirurgia e endoscopia ambulatórias deve incluir as acções para controlar o risco, as limitações arquitecturais e de equipamento e os indicadores para analizar a evolução do risco residual.
  11. 11. Projecto médico : concepção da Cirurgia Ambulatória Os processos de cuidados e das funções Garantir os cuidados do doente pela cirurgia ou endoscopias programadas dentro dum internamento de menos de 12 h Decidir da elegibilidade Dispensar os cuidados Gerir a alta Planificar os cuidados Performances: - Para os actos elegíveis: 70 - 80% praticados no ambulatório - Actividade: taxa de 100% - Índice de satisfação do doente: > 90 % - Retorno do doente ou transformação em internamento < 2% - Anulação da intervenção : < 5 % Constrangimento: - regulamentações e recomendações dos peritos no domínio - Nível de segurança e tratamento da dor tal como no internamento. - Interface com a actividade do bloco operatório Constrangimento - Recomendações dos peritos Performance: - 70 à 80% de elegibilidade Constrangimento: -gestão em comum da planificação do bloco operatório e do internamento Performance: - Atingir uma taxa de ocupação de 100% Performance: - índice de satisfação do doente >90% -anulação da intervenção <5% Constrangimento: - Nível de segurança - Tratamento da dor - regulamentação Performance: - Retorno do doente ou internamento <2% Constrangimento: - regulamentação - Nível de segurança e tratamento da dor na mesma forma que no internamento Decidir da elegibilidade do acto Decidir da elegibilidade do estado de saúde do doente Decidir da elegibilidade psico-sociológica do doente Planificar o acto no bloco operatório Agendar a intervenção Planificar a entrada administrativa Preparar o processo clínico Acolher o doente Preparar o doente para a intervenção Realizar a intervenção no bloco operatório Vigiar o post-operatório e tratar a dor Garantir a validação médica Verificar as condições da alta Produzir os documentos da alta Informar as instruções de alta
  12. 12. Eventos indesejáveis Frequência medida Complicações dos cuidados 3,3 10-2 Complicação não detectada com o retorno do doente Dado não disponível Complicação da intervenção com internamento 6,1 10-3 Complicação da anestesia com internamento 6,1 10-3 Complicação post-operatória com internamento 1,8 10-2 Projecto médico : Concepção da cirurgia ambulatória Os eventos indesejáveis (REX)
  13. 13. Os eventos indesejáveis e cotação da gravidade: Risco de não domínio do fluxo dos doentes Gravidade Falta de actividade 5 Paragem da actividade (estrutura não disponível) 4 Perda de actividade (anulação no dia J ou sem substituir a vaga) 3 Modificação de actividade (transformação em internamento) 2 Atraso da alta relacionado com um disfuncionamento interno 1 As frequências observadas em 6 semanas de actividade, validadas com alguns dados da experiência doutros estabelecimentos de cirurgia ambulatória: dados em relação com o número de programações realizadas Risco de não domínio do fluxo dos doentes Frequências observadas Falta de actividade Paragem da actividade (estrutura não disponível) 7,7 10-3 Perda de actividade (anulação no dia J ou sem substituir a vaga) 1,6.10-1 Modificação de actividade (transformação em internamento) 3,1 10-2 Atraso da alta relacionado com um disfuncionamento interno 4 10-2 Projecto médico : concepção da Cirurgia Ambulatória Não domínio do fluxo doente: Gravidade? Frequência ?
  14. 14. freq/gravidade 1 2 3 4 5 V5/5.10-1 C3 C3 C3 C3 C3 V4 /10-1 C2 C3 C3 C3 C3 V3/10-2 C2 C2 C2 C3 C3 V2/10-3 C1 C1 C1 C2 C3 V1/10-5 C1 C1 C1 C2 C2 Projecto médico : concepção da Cirurgia Ambulatória Quadro das Criticidades
  15. 15. Projecto médico : concepção da cirurgia ambulatoria Objectivo de segurança e plano de domínio do risco QUEM faz ? O QUÊ? COMO ? QUANDO? Risco Genérico Evento indesejáveis Precisão Doente Não respeito ou falta de compreensão das instruções Não respeito das regras procedimento, recomendação, regras de programação Carga física ou mental Falta de documento procedimento, recomendação Inadaptação dos documentos Pessoal sem ou mal formado Falta de gestão do pessoal Procedimentos de gestão das interfaces inadequados ausência ou inadequação Falta do sistema de informação Arquitectura inadequada às necessidades ausência ou inadequação Equipamento da hotelaria inadequado Equipamento biomédico inadequado Equipamento informático e sistema de informação inadequado ausência ou inadequação Relaçãocuidadosprimários Alta Preparaçãoprocessoclínico Acolhimentododoente Preparaçãodoacto InterfaceB.O. Produçãodosdocumentos Validaçãooperador Validaçãoanestesia Condiçõesdealta Tratamentopost-op(dor incluida) profissional de saúde Organizacional Ambiental Interfacecuidadosprimários Sub sistema Interfacerestauração sistema elegibilidade Admissão cirurgia ambulatória Admissãoadministrativa Limpeza Elegibilidadedoacto elegibilidadedaanestesia Admissãoemcir-ambulatório Actonoblocoambulatório planificação
  16. 16. Risco Profissional : Um processo regulamentar e/ou da empresa H 560 camas, 1750 funcionários, 3 sítios Objectivo : diminuir os riscos profissionais A partir duma obrigação regulamentada de avaliação a priori dos riscos profissionais, mobilizar realmente o pessoal a participar no processo da segurança, integrada na melhoria das práticas e dos resultados.
  17. 17. Factor de risco Causas Consequências ou situação com risco Danos Colocação do percutor Alergia para administrar uma Perfuração do saco Efeitos cancerígenos perfusão de produtos potenciais citostáticos anti-crancro Risco Profissional : melhoria das práticas e dos resultados Análise dos Perigos
  18. 18. Situações perigosas codigo risco Danos eventuais V F G R Medidas de prevençao existentes Nível de Controle do Serviço Medidas de prevenção a propor Presença de doentes contaminados passeando no corredor B Contaminação Infecção 1 6 3 18 Informação do doente para ficar no seu quarto e pôr uma máscara 50% Repetição da informação nos quartos com explicações Presença de micro- organismos infecciosos aerotransportados e transportados nas mãos no Serviço B Contaminação Infecção 1 6 3 18 Respeito dos procedimentos de higiene 100% Chão molhado durante a limpeza ou depois da passagem da máquina automática nos corredores C Queda, escorregadela Entorse / Ferida Contusão / Fractura 6 3 54 Sapatos anti-derrapantes 80% Manutenção do material Rever os horários de limpeza Revestimento abaulado do chão no corredor de serviço perto das casas de banho C Queda, escorregadela Entorse / Ferida Contusão / Fractura 3 6 3 54 Manutenção do sistema de canalização das casas de banho 80% Reparação do chão em frente das casas de banho. Rever o sistema da evacuação Presença de muitos carrinhos nos corredores (carrinhos do pessoal de cuidados, da limpeza, das refeições, do lixo) C Traumatismo ligeiro 3 6 1 18 Espaço reservado à arrumação dos carrinhos quando não estão utilizados 50% Informação e sensibilização para arrumar os carrinhos Doente fumando no quarto na presença de oxigénio IE Incêndio Explosão Queimadura Ferida 1 2 10 20 Interdição de fumar no estabelecimento 90% Repetição da informação nos quartos com explicações Risco Profissional : Resultados para todas as categorias profissionais
  19. 19. Risco Profissional : cartografia e acções prioritárias RISCO DE QUEDA RISCO DE MANUTENÇÃO RISCO INFECCIOSO RISCO TOXICOLÓGICO RISCO DEVIDO Á ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO RISCO PSICO SOCIOLÓGICO Chãomolhadodepois dalimpeza Chãomolhadodevido afugas,sacodelixo, urinadosdoentes……. Chãoirregular Manutençãodos doentes,mápostura Manutençãodos carrinhos,camas, processosclínicos.. Acidentedeexposição aosangue Contactoambiental Contactoproduto infecciosooudoente Manipulaçãodos citostáticosanti-cancro Manipulatçãoou residuoscitostáticos Trabalhointensivopor faltadepessoal Mudançadehorário transmissões Interrupçãodas tarefas,multiplicação dastarefas sofrimentodos doentesedaangústia dasfamílias Confrontaçãoàmorte dosdoentes Pessoal hospitalar indiferenciado 54 27 54 54 54 108 NR 27 NR 36 72 36 NR 36 36 Auxiliar de acção médica 54 27 54 54 36 108 36 18 NR 36 36 36 NR 72 36 Enfermeiro chefe 54 NR 54 NR 27 108 NR 36 36 NR NR NR 72 36 36 Enfermeiro 54 NR 54 27 27 108 NR 54 36 NR 36 36 36 36 36 Médico 54 NR 54 54 54 108 NR NR 36 NR 36 36 36 72 72
  20. 20. Nombre de décès toutes causes confondues (hors foetus) bilans annuels 2003 - 2004 64 63 77 55 68 64 74 125 72 65 59 70 64 72 63 63 53 60 61 52 57 66 0 20 40 60 80 100 120 140 janvier m ars avril m ai juin juillet septem bre octobre novem bre Nbre de décès 2003 Nbre de décès 2004 Risco Ambiental: Risco humano, organisacional e crise mediática Paris 2003, 15 000 mortes, 65 no Hospital T. Objectivo : nunca mais!!
  21. 21. Risco Ambiental : REX : não é mais uma crise Uma definição da canícula Um alerta difícil Uma população fragilizada com mais riscos médicos Equipamento de arrefecimento simples (protecção) Uma relação cuidados primários-hospital e uma relação entre os cuidados e o componente social Uma gestão duma afluência excepcional Uma gestão do pessoal
  22. 22. A gestão dos riscos explicada aos gestores hospitalares A implementação dum programa operacional de gestão do risco nos estabelecimentos hospitalares Duma gestão dos riscos nos estabelecimentos para idosos e cuidados continuados, com uma mutualização do processo para as estruturas com pouca capacidade Uma intranet dedicada à gestão dos riscos A coordenação das vigilâncias A análise metodológica dos riscos da utilização dos produtos de saúde : a propósito dum estudo duma base de notificações espontânea de 300 erros medicamentosos hospitalares Casos práticos
  23. 23. Elaboração dum plano de gestão dos riscos em relação com os produtos químicos no laboratório de anatomia patológica Análise dos Riscos intrínsecos em relação à concepção e à implementação dum projecto de gestão dos riscos O circuito do medicamento numa rede materno-infantil Análise previsional dos riscos na implementação dum « tumoroteca » num Centro Hospitalar Regional Tratamento médico dum afluxo de vítimas de riscos específicos « NRBC ». Casos práticos
  24. 24. O estabelecimento, a organização de saúde dedicada ao doente As funções dirigem a organização. Os procedimentos são identificados mas as funções ainda dominam. Os procedimentos dirigem a organização. Direcção GestãoAdministrativa Serviçodecuidados Instalaçõestécnicas ServiçosLogísticos Internar Gerir Melhorar Facturar Seguir Cuidar ONTEM HOJE AMANHÃ

×