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Guia de campo de fauna silvestre do município de
São Sepé, Rio Grande do Sul, Brasil
Aves, Mamíferos, Anfíbios e Répteis...
Guia de campo de fauna silvestre do município de
São Sepé, Rio Grande do Sul, Brasil
Aves, Mamíferos, Anfíbios e Répteis
L...
Guia de campo de fauna silvestre do município de
São Sepé, Rio Grande do Sul, Brasil
Aves, Mamíferos, Anfíbios e Répteis
O...
Nota sobre os autores
Luiz Liberato Costa Corrêa – Biólogo, Mestrando em Ambiente e Desenvolvi-
mento pela Univates/RS. At...
Agradecimentos
Agradecemos a Uilson Donalo Borba Modernel, Felipe Peters, Renato Grimm,
Bernadete Casanova, Rafael Balestr...
SUMÁRIO
Apresentação 06
Introdução 07
1. Aspectos sobre a conservação natural 10
2. Aves 14
3. Mamíferos 56
4. Anfíbios 74...
6
APRESENTAÇÃO
Guias de campo elaborados sobre vertebrados silvestres
são de extrema importância como recurso didático no ...
INTRODUÇÃO
O município de São Sepé está inserido na região central
no estado do Rio Grande do Sul (S 30º 10’ 12” W 53º 34’...
Em São Sepé as atividades rurais são basicamente regidas
pela pecuária e plantio de arroz e soja, mas, atualmente a silvi-...
dos de ocorrência no município bem como contribuir com regis-
tros fotográficos sobre aves, mamíferos, anfíbios e répteis ...
1. ASPECTOS SOBRE A CONSERVAÇÃO NATURAL
A cada dia a população do planeta aumenta mais. Um
número crescente de pessoas nec...
sequentes restrições ao tamanho populacional necessário para a
sua manutenção e o isolamento destas populações.
No Brasil ...
fundamente modificado pelas atividades humanas (pastoreio
excessivo, caça, poluição, queimadas, invasão de espécies exóti-...
desta etapa meramente exploratória (mas fundamental) para
uma etapa de ações de gestão política dos ambientes.
No municípi...
2. AVES
As aves são vertebrados endotérmicos (animais que pos-
suem mecanismos internos para o controle da temperatura cor...
São animais ovíparos (colocam ovos), o que é uma grande vanta-
gem para essa espécie, pois não precisam carregar os seus f...
nístico no estado ainda se encontra, em sua maior parte, em fase
exploratória e descritiva (BENCKE, 2001).
No Rio Grande d...
mais de três décadas, conhecida popularmente como Jaó-
do-sul ou Jaó-do-litoral (Crypturellus noctivagus), conforme
Corrêa...
Tachã. Chauna torquata, em vôo. Foto: Luiz Corrêa.
Jaó-do-sul. Crypturellus noctivagus. Espécie considerada ameaçada de
ex...
Jacuaçu. Penelope obscura. Foto: Luiz Corrêa.
Irerê. Dendrocygna viduata. Foto: Luiz Corrêa.
19
Pé-vermelho. Amazonetta brasiliensis. Foto: Luiz Corrêa.
Marreca-pardinha. Anas flavirostris. Foto: Luiz Corrêa.
20
Maguari. Ciconia maguari. Foto: Luiz Corrêa.
Cabeça-seca. Mycteria americana. Foto: Luiz Corrêa.
21
Curicaca. Theristicus caudatus. Foto: Luiz Corrêa.
Tapicuru-de-cara-pelada. Phimosus infuscatus. Foto: Darliane Silva.
22
Caraúna-de-cara-branca. Plegadis chihi. Foto: Luiz Corrêa.
Socó-boi. Tigrisoma lineatum. Foto: Luiz Corrêa.
23
Garça-vaqueira. Bubulcus ibis. Foto: Luiz Corrêa.
Garça-branca-grande. Ardea alba. Foto: Luiz Corrêa.
24
Savacu. Nycticorax nycticorax. Foto: Luciano Mello.
Urubu-de-cabeça-preta. Coragyps atratus. Foto: Luiz Corrêa.
25
Urubu-de-cabeça-preta. Coragyps atratus, jovem. Foto: Luciano Mello.
Caracará. Caracara plancus. Foto: Luiz Corrêa.
26
Chimango. Milvago chimango. Foto: Darliane Silva.
Saracura-do-banhado. Pardirallus sanguinolentus. Foto: Luiz Corrêa.
27
Saracura-carijó. Pardirallus maculatus. Foto: Darliane Silva.
Quero-quero. Vanellus chilensis. Foto: Luiz Corrêa.
28
Narceja. Gallinago paraguaiae. Foto: Luiz Corrêa.
Pomba-de-bando. Zenaida auriculata. Foto: Luiz Corrêa.
29
Papagaio-charão. Amazona pretrei. Espécie considerada ameaçada de
extinção no RS. Foto: Darliane Silva.
Tiriba-de-testa-ve...
Caburé. Glaucidium brasilianum. Foto: Luiz Corrêa.
Jacurutu. Bubo virginianus. Foto: Luiz Corrêa.
31
Corujinha-do-mato. Megascops choliba. Foto: Luiz Corrêa.
Coruja-buraqueira. Athene cunicularia. Casal. Foto: Luiz Corrêa.
...
Urutaú. Nyctibius griseus. Foto: Luiz Corrêa.
Bacurau-tesoura. Hydropsalis torquata. Foto: Luiz Corrêa.
33
Pica-pau-anão-carijó. Picumnus nebulosus. Foto: Luiz Corrêa.
Picapauzinho-verde-carijó. Veniliornis spilogaster. Foto: Lui...
Pica-pau-de-banda-branca. Drycopus lineatus. Espécie considerada
ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa.
Pica-pau-d...
Surucuá-variado. Trogon surrucura. Foto: Luiz Corrêa.
Anu-preto. Crotophaga ani. Foto: André Seixas.
36
Arapaçu-grande. Dendrocolaptes platyrostris. Foto: Luiz Corrêa.
Curutié. Certhiaxis cinnamomeus. Foto: Luiz Corrêa.
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Trepador-quiete. Syndactyla rufosuperciliata. Foto: Darliane Silva.
João-de-barro. Furnarius rufus. Foto: Darliane Silva.
...
João-de-barro. Furnarius rufus. Foto: Luciano Mello.
Bico-chato-de-orelha-preta. Tolmomyias sulphurescens. Foto: Luiz
Corr...
Viuvinha-de-óculos. Hymenops perspicillatus. Macho. Foto: Luiz Corrêa.
Viuvinha-de-óculos. Hymenops perspicillatus. Femêa....
Bem-te-vi. Pitangus sulphuratus. Casal. Foto: Luiz Corrêa.
Suiriri. Tyrannus melancholicus. Foto: Luiz Corrêa.
41
Patinho. Platyrinchus mystaceus. Foto: Luiz Corrêa.
Gralha-picaça. Cyanocorax chrysops. Foto: Luiz Corrêa.
42
Balança-rabo-de-máscara. Polioptila dumicola. Macho.Foto: Luiz Corrêa.
Sabiá-laranjeira. Turdus rufiventris. Foto: Luiz Co...
Sabiá-coleira. Turdus albicollis. Foto: Renato Grimm.
Sabiá-do-campo. Mimus saturninus. Foto: Luiz Corrêa.
44
Calhandra-três-rabos. Mimus triurus. Foto: Renato Grimm.
Bico-duro. Saltator aurantiirostris. Foto: Luiz Corrêa.
45
Trinca-ferro-verdadeiro. Saltator similis. Foto: Luiz Corrêa.
Trinca-ferro-verdadeiro. Saltator similis. Foto: Luciano Mel...
Pitiguari. Cyclarhis gujanensis. Foto. Luciano Mello.
Tico-tico-rei. Lanio cucullatus. Foto: Luiz Corrêa.
47
Tico-tico. Zonotrichia capensis. Foto: Luiz Corrêa.
Tico-tico-do-campo. Ammodramus humeralis. Foto: Luiz Corrêa.
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Coleiro-do-brejo. Sporophila collaris. Macho. Espécie considerada
ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa.
Saíra-pre...
Saíra-preciosa. Tangara preciosa. Fotos: Luciano Mello.
Sanhaço-cinzento. Thraupis sayaca. Foto: Luciano Mello.
50
Sanhaço-papa-laranja. Pipraeidea bonariensis. Macho. Foto: Luciano
Mello.
Sanhaço-papa-laranja. Pipraeidea bonariensis. Fê...
Azulão. Cyanoloxia brissonii. Macho. Foto: Luiz Corrêa.
Pia-cobra. Geothlypis aequinoctialis. Macho. Foto: Luiz Corrêa.
52
Pula-pula-assobiador. Basileuterus leucoblepharus. Foto: Luiz Corrêa.
Fim-fim. Euphonia chlorotica. Macho. Foto: Luiz Corr...
Policia-inglesa-do-sul. Sturnella superciliaris. Macho. Foto: Luiz Corrêa.
Asa-de-telha. Agelaioides badius. Foto: Luiz Co...
À Esquerda: ovos de Tico-tico Zonotrichia capensis (manchados) com
um ovo de Vira-bosta Molothrus bonariensis (branco) em ...
3. MAMÍFEROS
No reino animal, os mamíferos constituem ao lado das
aves o grupo dos animais de sangue quente, o que, pela r...
cia, o que mostra a necessidade de conservação do grupo, bem
como dos ecossistemas que habitam (ALMEIDA et al., 2008) a fi...
Em São Sepé, de acordo em Corrêa et al. (2009), Silva et
al. (2009) e Silva et al. (2011), são apresentados alguns registr...
São Sepé e Vacacaí, mas, até o presente momento, não foi apre-
sentada nenhuma evidência comprobatória destes animais, com...
Gambá-de-orelha-branca. Didelphis albiventris. Foto: Luiz Corrêa
(armadilha fotográfica).
Tatu-peludo. Euphractus sexcinct...
Tatu-mulita. Dasypus hybridus. Foto: Luiz Corrêa.
Tamanduá-mirim. Tamandua tetradactyla. Espécie considerada
ameaçada de e...
Bugio-ruivo. Alouatta guariba. Macho. Espécie considerada ameaçada
de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa.
Lebre-européia. L...
Lebre-européia. Lepus europaeus. Foto: Darliane Silva.
Graxaim-do-campo. Lycalopes gymnocercus. Foto: Luiz Corrêa.
63
Graxaim-do-mato. Cerdocyon thous. Foto: Luiz Corrêa.
Gato-maracajá. Leopardus wiedii. Espécie considerada ameaçada de
exti...
Gato-maracajá. Leopardus wiedii. Espécie considerada ameaçada de
extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa (armadilha fotográfica)...
Gato-palheiro. Leopardus braccatus. Exemplar encontrado atropelado
na Br-392. Espécie considerada ameaçada de extinção no ...
Gato-do-mato-grande. Leopardus geoffroyi. Foto: Luiz Corrêa
(armadilha fotográfica).
Quati. Nasua nasua. Espécie considera...
Mão-pelada. Procyon cancrivorus. Foto: Luiz Corrêa (armadilha
fotográfica).
Paca. Cuniculus paca. Espécie considerada amea...
Ouriço. Sphiggurus villosus. Foto: Felipe Peters.
Veado-catingueiro. Mazama gouazoubira. Espécie considerada
ameaçada de e...
Cutia. Dasyprocta azarae. Espécie considerada ameaçada de extinção no
RS. Foto: Luiz Corrêa (armadilha fotográfica).
Capiv...
Ratão-do-banhado. Myocastor coypus. Foto: Luiz Corrêa.
Lontra. Lontra longicaudis. Espécie considerada ameaçada de extinçã...
Furão. Calictis cuja. Exemplar encontrado atropelado na BR-392. Foto:
Darliane Silva.
Morcego-de-cauda-livre. Molossus mol...
Morcego-vampiro. Desmodus rotundus. Foto: Stefan Oliveira.
Morcego-vampiro. Desmodus rotundus. Foto: Stefan Oliveira.
73
4. ANFÍBIOS
Os componentes desta classe de vertebrados são as sala-
mandras, da ordem Caudata, as cobras-cegas, da ordem
G...
Os anfíbios anuros são popularmente conhecidos como
sapos, rãs e pererecas. O termo “sapo” é aplicado às espécies de
hábit...
Graças à combinação de características morfológicas, fi-
siológicas, ciclo de vida com estágios aquáticos e terrestres, ca...
Sapo-cururú-grande. Rhinella schneideri. Foto: Luiz Corrêa.
Sapo-cururú-grande. Rhinella schneideri. Foto: Luciano Mello.
...
Sapo-da-enchente. Odontophrynus americanus. Foto: Daiane Pazinato.
Sapo-da-enchente. Odontophrynus americanus. Foto: Uilso...
Rãzinha-da-lagoa. Psedopaludicula falcipes. Foto: Daiane Pazinato.
Rã-boiadora. Pseudis minuta. Foto: Daiane Pazinato.
79
Rã-boiadora. Pseudis minuta. Foto: Luiz Corrêa.
Rã-boiadora. Pseudis minuta. Foto: Luciano Mello.
80
Rã-cachorro. Physalaemus cuvieri. Foto: Daiane Pazinato.
Rã-cachorro. Physalaemus cuvieri. Foto: Luiz Corrêa.
81
Perereca. Dendropsophus sanborni. Foto: Luiz Corrêa.
Perereca. Dendropsophus sanborni. Foto: Luiz Corrêa.
82
Perereca-rajada. Dendropsophus minutus. Foto: Luiz Corrêa.
Perereca-rajada. Dendropsophus minutus. Foto: Luiz Corrêa.
83
Perereca-de-banheiro. Scinax fuscovarius. Foto: Luiz Corrêa.
Perereca-de-banheiro. Scinax fuscovarius. Foto: Luiz Corrêa.
...
Rã-de-barriga-amarela. Elachistocleis bicolor. Foto: Luiz Corrêa.
Perereca-do-banhado. Hypsiboas pulchellus. Foto: Luiz Co...
Perereca-do-banhado. Hypsiboas pulchellus. Foto: Daiane Pazinato.
Perereca-do-banhado. Hypsiboas pulchellus. Foto: Luiz Co...
Perereca-do-banhado. Hypsiboas pulchellus. Foto: Luiz Corrêa.
Perereca-do-banhado. Hypsiboas pulchellus. Foto: Luiz Corrêa...
Perereca-do-banhado. Hypsiboas pulchellus. Foto: Luiz Corrêa.
Perereca-nariguda. Scinax squalirostris. Foto: Luiz Corrêa.
...
Perereca-nariguda. Scinax squalirostris. Foto: Luiz Corrêa.
Rã. Leptodactylus latinasus. Foto: Luiz Corrêa.
89
Rã. Leptodactylus latinasus. Foto: Luiz Corrêa.
Rã-de-linha-branca. Leptodactylus chaquensis. Foto: Daiane Pazinato.
90
Rã-manteiga. Leptodactylus latrans. Foto: Luciano Mello.
Rã-assobiadora. Leptodactylus fuscus. Foto: Luiz Corrêa.
91
5. RÉPTEIS
Os répteis representam um estágio decisivo na evolução,
tendo sido os “donos” do planeta na Era Secundária (Mes...
placas córneas nos crocodilos e jacarés e de carapaças nas tarta-
rugas (MARÇAL et al., 2011).
Muitos répteis possuem pata...
za de espécies de répteis, ficando atrás apenas da Austrália
(WILSON & SWAN, 2008 apud SBH, 2012).
A maioria da população ...
Para a nomenclatura das espécies seguimos o proposto
por Bérnils & Costa (2012).
Anfisbênia. Amphisbaena trachura. Foto: L...
Tigre d’água (jovem). Trachemys dorbigni. Foto: Darliane Silva.
Tigre d’água (adulto). Trachemys dorbigni. Foto: Luciano M...
Lagarto-do-papo-amarelo. Salvator merianae. Foto: Luiz Corrêa.
Lagarto-do-papo-amarelo (jovem). Salvator merianae. Foto: L...
Teju-verde. Teius oculatus. Foto: Daiane Pazinato.
Teju-verde. Teius oculatus. Foto: Luciano Mello.
98
Cobra-verde-cipó. Philodryas olfersii. Foto: Luiz Corrêa.
Cobra-verde-cipó. Philodryas olfersii. Foto: Luiz Corrêa.
99
Papa-pinto. Philodryas patagoniensis. Foto: Luiz Corrêa.
Cobra d’água. Helicops infrataeniatus. Foto: Darliane Silva.
100
Cobra-verde. Erythrolamprus poecilogyrus. Foto: Luiz Corrêa.
Corredeira-carenada. Thamnodynastes hypoconia. Foto: Luiz Cor...
Corredeira-carenada. Thamnodynastes hypoconia. Foto: Luciano Mello.
Cobra-espada-comum. Tomodon dorsatus. Foto: Luiz Corrê...
Caninana-verde-comum. Chironius sp. Foto: Luiz Corrêa.
Caninana-verde-comum. Chironius sp. Foto: Luiz Corrêa.
103
Muçurana-comum. Boiruna maculata. Foto: Luiz Corrêa.
Cabeça-preta-serrana. Phalotris lemniscatus. Espécime abatido por
mor...
Falsa-coral. Oxyrhopus rhombifer. Foto: Rafael Balestrin.
Cobra-coral-verdadeira. Micrurus altirostris. Serpente peçonhent...
Jararaca-pintada. Bothrops pubescens. Serpente peçonhenta. Possui
como característica desenhos em forma de trapézio no cor...
Cruzeira. Bothrops alternatus. Serpente peçonhenta. Espécime abatido
por moradores locais. Foto: Luiz Corrêa.
Cruzeira (de...
7. ASPECTOS GERAIS SOBRE O COMPORTAMENTO E
ACIDENTES COM OFÍDIOS
Acidente ofídico ou ofidismo é o quadro de envenena-
ment...
No Brasil, as serpentes peçonhentas são representadas
por quatro gêneros: serpentes do grupo Bothrops (jararaca e
outras),...
6. LISTAS DE DIVERSIDADE
Através dos estudos citados anteriormente para São Se-
pé, ainda que preliminares, constituem rel...
Vulnerável (VU) - ocorre o risco de ser extinto;
Em Perigo (EP)– risco muito alto de ser extinto;
Provavelmente extinto (P...
Tabela 1. Lista de aves encontradas no município de São Sepé, RS
(n=218). A nomenclatura das espécies desse grupo segue co...
ARDEIDAE
Tigrisoma lineatum (Boddaert, 1783) Socó-boi
Ardea cocoi (Linnaeus, 1766) Garça-moura
Ardea alba (Linnaeus, 1758)...
CARIAMIDAE
Cariama cristata (Linnaeus, 1766) Seriema
CHARADRIFORMES
CHARADRIIDAE
Charadrius collaris (Vieillot, 1818) Batu...
Hydropsalis torquata (Gmelin, 1789) Bacurau-tesoura
Chordeiles nacunda (Vieillot, 1817) Corucão
Lurocalis semitorquatus (G...
Xiphocolaptes albicollis (Vieillot, 1818) Arapaçu-de-garganta-branca
Lepidocolaptes falcinellus (Cabanis & Heine, 1859) Ar...
Vireo olivaceus (Linnaeus, 1766) Juruviara
Cyclarhis gujanensis (Gmelin, 1789) Pitiguari
CORVIDAE (Leach,1820)
Cyanocorax ...
Sporophila caerulescens (Vieillot, 1823) Coleirinho
CARDINALIDAE
Piranga flava (Vieillot, 1822) Sanhaçu-de-fogo
Cyanoloxia...
Euphractus sexcinctus (Linnaeus, 1758) Tatu-peludo
PRIMATES
ATELIDAE
Alouatta guariba (Humboldt, 1812) Bugio-ruivo V
LAGOM...
Tabela 3. Lista de Anfíbios encontrados no município de São Sepé
(n=17). A nomenclatura das espécies desse grupo segue con...
Teius oculatus (D’Orbigni e Bibron, 1837) Teju
Salvator merianae (Duméril e Bibron, 1839) Lagarto-papo-amarelo
Colubridae
...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ACHAVAL, F.; CLARA, M.; OLMOS, M. C. Mamíferos de la Republica
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REIS, R. E. (eds.). Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção
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PAZINATO, D. M. M; TRINDADE, A. de O; CORRÊA, L. L. C.; SILVA, D. E. &
CAPELLARI L. H. Dados preliminares da anurofauna en...
SILVA, D. E. ; CORRÊA, L. L. C; PAZINATO, D. M. M. & OLIVEIRA, S. V. D.
Ocorrência do Gato-palheiro Leoparduscolocolo (Mol...
Guia de campo de fauna silvestre do município de
São Sepé, Rio Grande do Sul, Brasil
Aves, Mamíferos, Anfíbios e Répteis
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CORRÊA, Luiz Liberato Costa; SILVA, Darliane Evangelho; PAZINATO, Daiane Maria Melo; MELLO, Luciano Moura de.
ISBN 9788565503 68-6 - 2013

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  1. 1. + Guia de campo de fauna silvestre do município de São Sepé, Rio Grande do Sul, Brasil Aves, Mamíferos, Anfíbios e Répteis Luiz Liberato Costa Corrêa Darliane Evangelho Silva Daiane Maria Melo Pazinato Luciano Moura de Mello
  2. 2. Guia de campo de fauna silvestre do município de São Sepé, Rio Grande do Sul, Brasil Aves, Mamíferos, Anfíbios e Répteis Luiz Liberato Costa Corrêa Darliane Evangelho Silva Daiane Maria Melo Pazinato Luciano Moura de Mello 2013
  3. 3. Guia de campo de fauna silvestre do município de São Sepé, Rio Grande do Sul, Brasil Aves, Mamíferos, Anfíbios e Répteis Organização geral: Luiz Liberato Costa Corrêa Capa e projeto gráfico: Luciano Moura de Mello CORRÊA, Luiz Liberato Costa; SILVA, Darliane Evangelho; PAZINATO, Daiane Maria Melo; MELLO, Luciano Moura de. Guia de fauna silvestre do município de São Sepé, Rio Grande do Sul: aves, mamíferos, anfíbios e répteis. São Sepé, RS, 2013. 128 pág. Ill.; ISBN –978-85-65503-68-6 2013 Reprodução proibida: Art 184 do Código Penal Brasileiro e Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1988. Todos os direitos reservados.
  4. 4. Nota sobre os autores Luiz Liberato Costa Corrêa – Biólogo, Mestrando em Ambiente e Desenvolvi- mento pela Univates/RS. Atua em estudos e pesquisas relacionadas à ornitolo- gia, mastofauna e herpetofauna. Email de contato: lc_correa@yahoo.com.br Darliane Evangelho Silva – Bióloga, Mestranda em Ambiente e Desenvolvi- mento pela Univates/RS. Atua em estudos e pesquisas relacionadas à acarolo- gia, ornitologia e mastofauna. Email de contato: ds_evangelho@yahoo.com.br Daiane Maria Melo Pazinato – Bióloga, cursando especialização em Educação Ambiental pela UFSM/RS. Atua em estudos e pesquisas relacionadas à herpeto- fauna. Email de contato: da.paz.melo@hotmail.com Luciano Moura de Mello – Biólogo, Especialista em Ecologia, Mestre em Tec- nologia de Sementes e Doutorando em Tecnologia de Sementes pela UFPel/RS. Atua em estudos e pesquisas relacionadas à botânica (ecologia e sementes de espécies florestais), ornitologia, mastofauna e herpetofauna. Email de contato: luciano_moura_biologia@yahoo.com.br
  5. 5. Agradecimentos Agradecemos a Uilson Donalo Borba Modernel, Felipe Peters, Renato Grimm, Bernadete Casanova, Rafael Balestrin, Stefan Vilges de Oliveira e André Luis da Rosa Seixas pela cedência de algumas fotos que ilustram este guia em especial a André Luis da Rosa Seixas, pelo empréstimo de material digital (Armadilha fotográfica). Somos gratos a Dra. Lize Helena Cappellari pela revisão técnica e científica e a e ao professor de Língua Portuguesa e Especialista em Interdisci- plinaridade, Sérgio Roberto Trindade Machado por dicas e sugestões gramati- cais na redação do livro.
  6. 6. SUMÁRIO Apresentação 06 Introdução 07 1. Aspectos sobre a conservação natural 10 2. Aves 14 3. Mamíferos 56 4. Anfíbios 74 5. Répteis 92 Aspectos gerais sobre o comportamento e acidentes com ofídios 108 Listas de diversidade 110 Referências 121
  7. 7. 6 APRESENTAÇÃO Guias de campo elaborados sobre vertebrados silvestres são de extrema importância como recurso didático no reconhe- cimento das espécies em uma determinada localidade ou região. O estudo direcionado à fauna, caracterizado pelo conhe- cimento da biologia, ecologia e identificação das espécies, é feito através de pesquisas qualitativas e quantitativas, através dos quais busca-se atingir o objetivo principal deste esforço: a con- servação das espécies e dos ambientes em que vivem. O principal objetivo desse guia é facilitar a identificação preliminar em algumas espécies de aves, anfíbios, mamíferos e répteis encontrados no Município de São Sepé, e disponibilizar alguns detalhes gerais sobre esses grupos, como proposta de educação ambiental.
  8. 8. INTRODUÇÃO O município de São Sepé está inserido na região central no estado do Rio Grande do Sul (S 30º 10’ 12” W 53º 34’ 42”) (BRASIL, 1973), no Bioma Pampa, com uma área territorial de 2.200,692 km² (IBGE, 2010). Caracteriza-se por apresentar como formação caracterís- tica a de campos e matas ciliares, numa zona de transição entre as florestas estacionais ao norte e campos abertos ao sul (IBGE, 2004), apresentando vegetação natural em diferentes estágios de sucessão (RAMBO, 1956). O município apresenta relevo levemente ondulado e cli- ma temperado, com temperatura média anual de 18,7°C, e preci- pitação média anual de 1.648 mm. Podem ocorrer chuvas torren- ciais de 182 mm em 24 horas e geadas de abril a novembro. Os períodos mais secos estão entre os meses de novembro a janeiro (BRASIL, 1973). De acordo com Rambo (1956), a região central é considerada a menor de todas as regiões naturais do estado, mas encontra-se muito alterada pela utilização e ocupação humana (BELTON, 1994). 7
  9. 9. Em São Sepé as atividades rurais são basicamente regidas pela pecuária e plantio de arroz e soja, mas, atualmente a silvi- cultura despertou interesse na região onde grandes áreas foram destinadas ao cultivo de Eucalyptus sp., o que constitui um fator preocupante em termos de conservação da fauna silvestre local em função da significativa mudança da fisionomia dos ambientes. Também é preocupante o impacto da caça sobre as popu- lações de animais silvestres no município. Em algumas áreas aleatórias que foram visitadas para coleta de dados e de acordo com comentários de moradores locais ainda é constatada essa prática. A caça na região é principalmente praticada contra per- dizes, marrecas, capivaras, tatus e contra alguns animais amea- çados de extinção como: paca, cutia e veados. Alguns estudos faunísticos em São Sepé ainda são recen- tes e carecem de informações sobre a ocorrência, distribuição e identificação das espécies. As grandes lacunas existentes na pes- quisa e a realização de trabalhos de maior prazo e que envolvam aspectos da dinâmica populacional no município, deste modo é importante ampliar o conhecimento da fauna local como propos- ta de educação ambiental à população, buscando um entendi- mento e conhecimento entre homem e natureza. O presente guia tem por finalidade apresentar alguns dados gerais sobre a biologia e ecologia de espécies de vertebra- 8
  10. 10. dos de ocorrência no município bem como contribuir com regis- tros fotográficos sobre aves, mamíferos, anfíbios e répteis encon- trados no município de São Sepé, facilitando a identificação a campo destes animais. 9
  11. 11. 1. ASPECTOS SOBRE A CONSERVAÇÃO NATURAL A cada dia a população do planeta aumenta mais. Um número crescente de pessoas necessita de mais recursos natu- rais para viver, incluindo alimento, combustível, roupas, ferra- mentas e máquinas. Como esses recursos são extraídos direta- mente do meio ambiente natural, rapidamente mais dessas áreas são destruídas para suprir as necessidades humanas (ANDRADE, 1997b). A perda da biodiversidade, cuja face mais cruel é a extin- ção de espécies, se configura como um dos problemas ambientais mais dramáticos deste século, podendo ser considerado um pro- blema ético do homem, como agente capaz de maiores e mais significativas alterações na natureza. Como resultados da ação humana, nas últimas quatro décadas já foram extintas mais de 450 espécies de animais silvestres no mundo (MARQUES et al., 2002). A fauna silvestre brasileira vêm sendo constantemente ameaçada pelos desmatamentos e consequentemente com a frag- mentação de florestas causando a perda de habitats, com as con- 10
  12. 12. sequentes restrições ao tamanho populacional necessário para a sua manutenção e o isolamento destas populações. No Brasil concentra-se a maior biodiversidade do planeta e ainda assim vivemos diversos problemas ambientais que po- tencialmente podem estar levando muitas espécies à extinção (PRIMACK & RODRIGUES, 2001; FONTANA et al., 2003). Entretanto, com o desenvolvimento científico-biológico, especialmente dos estudos sobre a composição e as condições do meio ambiente vêm sendo amplamente considerados, visando assegurar a continuidade e dignidade da vida a um longo prazo (JACOBI, 2003). Nesse contexto, a necessidade de conservação dos ambientes regionais e dos seres vivos que os compõe, tem despertado grande atenção da sociedade como alternativa às perdas da biodiversidade, especialmente porque podem oportu- nizar medidas de gestão aplicadas a tempo de evitarem-se danos ecossistêmicos. A conservação destes ambientes regionais, assim, tem sido considerado um tema prioritário nas agendas políticas nacionais e internacionais, pela maioria dos países desenvolvi- dos, ampliando cada vez mais o reconhecimento do valor intrín- seco da diversidade biológica e do seu papel na manutenção dos sistemas necessários à vida (MARQUES et al., 2002). No estado do Rio Grande do Sul, o Bioma Pampa abrange cerca de 176.000 km², equivalendo a 63% do território gaúcho e a 2,1% do território nacional (COLLARES, 2006) e tem sido pro- 11
  13. 13. fundamente modificado pelas atividades humanas (pastoreio excessivo, caça, poluição, queimadas, invasão de espécies exóti- cas e conversão em áreas agricultáveis), restando muitas vezes apenas pequenos remanescentes em uma paisagem predominan- temente agrícola (PORTO, 2002; BENCKE, 2003). No estado são conhecidas 261 espécies da fauna silvestre já classificadas como efetivamente ameaçadas de extinção entre aves, anfíbios, mamíferos, répteis, peixes, insetos, crustáceos, moluscos e esponjas (MARQUES et al., 2002), no qual aves repre- senta o maior grupo em ameaça (BENCKE et al., 2003). São necessários estudos de conservação, baseados em dados técnicos de pesquisa e aliados a uma análise criteriosa sobre a fauna, buscando-se inicialmente, inventariar as espécies que ocorrem em determinado local e posteriormente (ou parale- lamente), baseado nestas listas de diversidade recolher informa- ções sobre a biologia e ecologia (relações ecológicas) das espé- cies, bem como as suas estimativas populacionais. Essas práticas de pesquisa, assim, podem gerar propostas conservacionistas realmente efetivas (HEYER et al., 1999; PRIMACK & RODRIGUES, 2001). Precisamos conhecer a biodiversidade existente, identifi- car os principais fatores que as ameaçam e estabelecer priorida- des de ação (FONTANA et al., 2003) e posteriormente avançar 12
  14. 14. desta etapa meramente exploratória (mas fundamental) para uma etapa de ações de gestão política dos ambientes. No município de São Sepé nos deparamos diariamente com situações ambientais que provocam o declínio ou afugentam as populações silvestres locais através da fragmentação dos habi- tats pelas ações urbanas e rurais, desmatamento, poluição, ativi- dades agropastoris, pressão da caça predatória e a forte desca- racterização das florestas nativas. A efetividade das ações de conservação da natureza de- pende da capacidade de organização social e requer que a dis- cussão do tema ambiental atinja o Poder Público, a universidade, as escolas, organizações e entidades locais. Estes agentes sociais, entretanto, devem agir de forma integrada, sempre se apoiando em orientações de técnicos, biólogos, ecólogos, conservacionistas e sempre que possível abordar o tema biodiversidade, conside- rando-o em projetos sociais, na administração pública e no pla- nejamento. Conforme Freitas & Silva (2005a), é necessária a criação de projetos específicos voltados para crianças, estudantes de todos os níveis na comunidade em geral, onde possam ser dedi- cadas ações educativas, criando uma mentalidade conservacio- nista que permita a todos entender a verdadeira utilidade dos animais para a manutenção dos ecossistemas naturais. 13
  15. 15. 2. AVES As aves são vertebrados endotérmicos (animais que pos- suem mecanismos internos para o controle da temperatura cor- pórea), encontradas em quase todas as paisagens naturais e arti- ficiais do planeta. Possuem o corpo coberto de penas (o que as caracteriza entre os animais), grande parte delas com os mem- bros anteriores transformados em asas adaptados para o voo (SICK, 1997; BENCKE et al., 2003; ARES, 2007). Somente não podem ser encontradas no interior do continente antártico e em águas profundas (BENCKE et al., 2003). Do ponto de vista da classificação dos organismos vivos, as aves evoluíram de um grupo de répteis na mesma linhagem dos dinossauros bípedes que possuíam plumas (ARES, 2007). A característica mais marcante e distintiva das aves são as penas, estruturas que as diferenciam de qualquer outro grupo, que oferecem excelente proteção contra o frio e o calor, regulan- do a sua temperatura, além de servir de camuflagem, sinalização, reconhecimento específico e atração na hora do acasalamento. 14
  16. 16. São animais ovíparos (colocam ovos), o que é uma grande vanta- gem para essa espécie, pois não precisam carregar os seus filho- tes. Outra característica importante é a visão e audição extre- mamente apuradas e seus belos cantos melodiosos (ANDRADE, 1997a; BENCKE et al., 2003). Existem aproximadamente cerca de 10.000 diferentes espécies de aves no mundo (BENCKE, et al., 2003). Mais de 3.000 espécies são encontradas somente no Continente Americano (ANDRADE, 1997a). No Brasil a diversidade de ecossistemas, da Amazônia até os Pampas (SICK, 1997), promove a grande rique- za de espécies. No país já podem ser catalogadas 1.832 espécies (CBRO, 2011), sendo que as aves brasileiras estão entre as mais exuberantes do mundo, o que faz com que o Brasil seja conside- rado o terceiro país no mundo em número de espécies de aves (ANDRADE, 1997a). O Rio Grande do Sul é o estado mais austral do Brasil, com o clima variando de subtropical a temperado. Ocupa uma zona de transição entre os Biomas Pampa e Mata Atlântica e faz limites com a Argentina, Uruguai e Oceano Atlântico (BELTON, 1994). No Rio Grande do Sul são conhecidas atualmente 661 es- pécies (BENCKE et al., 2010), entretanto, o conhecimento avifau- 15
  17. 17. nístico no estado ainda se encontra, em sua maior parte, em fase exploratória e descritiva (BENCKE, 2001). No Rio Grande do Sul, devido ao número considerável de aves, são alarmantes os processos relacionados à fragmentação de habitats, desmatamentos, poluição e caça que estão levando a um declínio considerável desse grupo nas categorias de ameaça- das ou até já extintas a nível regional (BENCKE, et al., 2003). Em São Sepé são registradas 218 espécies de aves (COR- RÊA et. al., 2012; CORRÊA & SILVA, 2012), no entanto, é impor- tante disponibilizar estas informações de maneira prática à po- pulação em geral, entidades e escolas para que efetivamente gere a mudança de hábitos e contribua com a cultura da conservação, que tanto desejamos. No município são encontradas aves comuns e am- plamente distribuídas, como o João-de-barro, Cardeal, Par- dal, Pombas entre outras. No entanto, espécies ameaçadas de extinção também são registradas: Papagaio-charão (Amazona pretrei), Tucanuçu (Ramphastos toco), Pica-pau- de-banda-branca (Drycopus lineatus), Pato-do-mato (Cairi- na moschata), Coleiro-do-brejo (Sporophila collaris), Ui-pí (Synallaxis albescens) e a recente redescoberta da ave flo- restal que era considerada extinta no Rio Grande do Sul a 16
  18. 18. mais de três décadas, conhecida popularmente como Jaó- do-sul ou Jaó-do-litoral (Crypturellus noctivagus), conforme Corrêa et. al. (2010), evidenciando a necessidade de que medidas conservacionistas sejam adotadas na região. A seguir são apresentados alguns registros fotográfi- cos de aves que ocorrem em São Sepé, com o intuito de faci- litar a identificação em campo destas espécies. Para a nomenclatura seguimos conforme o Comitê de Ornitologia Brasileiro (CBRO, 2011). Ema. Rhea americana. Foto: Darliane Silva. 17
  19. 19. Tachã. Chauna torquata, em vôo. Foto: Luiz Corrêa. Jaó-do-sul. Crypturellus noctivagus. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa. 18
  20. 20. Jacuaçu. Penelope obscura. Foto: Luiz Corrêa. Irerê. Dendrocygna viduata. Foto: Luiz Corrêa. 19
  21. 21. Pé-vermelho. Amazonetta brasiliensis. Foto: Luiz Corrêa. Marreca-pardinha. Anas flavirostris. Foto: Luiz Corrêa. 20
  22. 22. Maguari. Ciconia maguari. Foto: Luiz Corrêa. Cabeça-seca. Mycteria americana. Foto: Luiz Corrêa. 21
  23. 23. Curicaca. Theristicus caudatus. Foto: Luiz Corrêa. Tapicuru-de-cara-pelada. Phimosus infuscatus. Foto: Darliane Silva. 22
  24. 24. Caraúna-de-cara-branca. Plegadis chihi. Foto: Luiz Corrêa. Socó-boi. Tigrisoma lineatum. Foto: Luiz Corrêa. 23
  25. 25. Garça-vaqueira. Bubulcus ibis. Foto: Luiz Corrêa. Garça-branca-grande. Ardea alba. Foto: Luiz Corrêa. 24
  26. 26. Savacu. Nycticorax nycticorax. Foto: Luciano Mello. Urubu-de-cabeça-preta. Coragyps atratus. Foto: Luiz Corrêa. 25
  27. 27. Urubu-de-cabeça-preta. Coragyps atratus, jovem. Foto: Luciano Mello. Caracará. Caracara plancus. Foto: Luiz Corrêa. 26
  28. 28. Chimango. Milvago chimango. Foto: Darliane Silva. Saracura-do-banhado. Pardirallus sanguinolentus. Foto: Luiz Corrêa. 27
  29. 29. Saracura-carijó. Pardirallus maculatus. Foto: Darliane Silva. Quero-quero. Vanellus chilensis. Foto: Luiz Corrêa. 28
  30. 30. Narceja. Gallinago paraguaiae. Foto: Luiz Corrêa. Pomba-de-bando. Zenaida auriculata. Foto: Luiz Corrêa. 29
  31. 31. Papagaio-charão. Amazona pretrei. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Darliane Silva. Tiriba-de-testa-vermelha. Pyrrhura frontalis. Foto: Luiz Corrêa. 30
  32. 32. Caburé. Glaucidium brasilianum. Foto: Luiz Corrêa. Jacurutu. Bubo virginianus. Foto: Luiz Corrêa. 31
  33. 33. Corujinha-do-mato. Megascops choliba. Foto: Luiz Corrêa. Coruja-buraqueira. Athene cunicularia. Casal. Foto: Luiz Corrêa. 32
  34. 34. Urutaú. Nyctibius griseus. Foto: Luiz Corrêa. Bacurau-tesoura. Hydropsalis torquata. Foto: Luiz Corrêa. 33
  35. 35. Pica-pau-anão-carijó. Picumnus nebulosus. Foto: Luiz Corrêa. Picapauzinho-verde-carijó. Veniliornis spilogaster. Foto: Luiz Corrêa. 34
  36. 36. Pica-pau-de-banda-branca. Drycopus lineatus. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa. Pica-pau-do-campo. Colaptes campestris. Foto: Luiz Corrêa. 35
  37. 37. Surucuá-variado. Trogon surrucura. Foto: Luiz Corrêa. Anu-preto. Crotophaga ani. Foto: André Seixas. 36
  38. 38. Arapaçu-grande. Dendrocolaptes platyrostris. Foto: Luiz Corrêa. Curutié. Certhiaxis cinnamomeus. Foto: Luiz Corrêa. 37
  39. 39. Trepador-quiete. Syndactyla rufosuperciliata. Foto: Darliane Silva. João-de-barro. Furnarius rufus. Foto: Darliane Silva. 38
  40. 40. João-de-barro. Furnarius rufus. Foto: Luciano Mello. Bico-chato-de-orelha-preta. Tolmomyias sulphurescens. Foto: Luiz Corrêa. 39
  41. 41. Viuvinha-de-óculos. Hymenops perspicillatus. Macho. Foto: Luiz Corrêa. Viuvinha-de-óculos. Hymenops perspicillatus. Femêa. Foto: Luiz Corrêa. 40
  42. 42. Bem-te-vi. Pitangus sulphuratus. Casal. Foto: Luiz Corrêa. Suiriri. Tyrannus melancholicus. Foto: Luiz Corrêa. 41
  43. 43. Patinho. Platyrinchus mystaceus. Foto: Luiz Corrêa. Gralha-picaça. Cyanocorax chrysops. Foto: Luiz Corrêa. 42
  44. 44. Balança-rabo-de-máscara. Polioptila dumicola. Macho.Foto: Luiz Corrêa. Sabiá-laranjeira. Turdus rufiventris. Foto: Luiz Corrêa. 43
  45. 45. Sabiá-coleira. Turdus albicollis. Foto: Renato Grimm. Sabiá-do-campo. Mimus saturninus. Foto: Luiz Corrêa. 44
  46. 46. Calhandra-três-rabos. Mimus triurus. Foto: Renato Grimm. Bico-duro. Saltator aurantiirostris. Foto: Luiz Corrêa. 45
  47. 47. Trinca-ferro-verdadeiro. Saltator similis. Foto: Luiz Corrêa. Trinca-ferro-verdadeiro. Saltator similis. Foto: Luciano Mello. 46
  48. 48. Pitiguari. Cyclarhis gujanensis. Foto. Luciano Mello. Tico-tico-rei. Lanio cucullatus. Foto: Luiz Corrêa. 47
  49. 49. Tico-tico. Zonotrichia capensis. Foto: Luiz Corrêa. Tico-tico-do-campo. Ammodramus humeralis. Foto: Luiz Corrêa. 48
  50. 50. Coleiro-do-brejo. Sporophila collaris. Macho. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa. Saíra-preciosa. Tangara preciosa. Foto: Luiz Corrêa. 49
  51. 51. Saíra-preciosa. Tangara preciosa. Fotos: Luciano Mello. Sanhaço-cinzento. Thraupis sayaca. Foto: Luciano Mello. 50
  52. 52. Sanhaço-papa-laranja. Pipraeidea bonariensis. Macho. Foto: Luciano Mello. Sanhaço-papa-laranja. Pipraeidea bonariensis. Fêmea. Foto: Luciano Mello. 51
  53. 53. Azulão. Cyanoloxia brissonii. Macho. Foto: Luiz Corrêa. Pia-cobra. Geothlypis aequinoctialis. Macho. Foto: Luiz Corrêa. 52
  54. 54. Pula-pula-assobiador. Basileuterus leucoblepharus. Foto: Luiz Corrêa. Fim-fim. Euphonia chlorotica. Macho. Foto: Luiz Corrêa. 53
  55. 55. Policia-inglesa-do-sul. Sturnella superciliaris. Macho. Foto: Luiz Corrêa. Asa-de-telha. Agelaioides badius. Foto: Luiz Corrêa. 54
  56. 56. À Esquerda: ovos de Tico-tico Zonotrichia capensis (manchados) com um ovo de Vira-bosta Molothrus bonariensis (branco) em um ninho no chão. À direita: ovos de Codorna-amarela (ou Perdiz, RS) Nothura ma- culosa, em um ninho no chão, em área campestre. Fotos: Luciano Mello. Poste contendo fezes de aves: a diversidade de sementes dispersadas pelas aves denota parte do papel funcional destes animais na natureza como agentes de multiplicação de florestas. Fotos: Luciano Mello. 55
  57. 57. 3. MAMÍFEROS No reino animal, os mamíferos constituem ao lado das aves o grupo dos animais de sangue quente, o que, pela regulação da temperatura pode lhes conferir ampla distribuição geográfica. Entretanto, sua maior diversidade pode ser encontrada nas zo- nas tropicais. Possuem o corpo geralmente recoberto com pelos e as fêmeas são providas de glândulas mamárias desenvolvidas. Apresentam grande variação em sua anatomia, biologia, ecologia, comportamento e ampla variação em tamanho e formas, com adaptações para correr, saltar, escavar, nadar, mergulhar, escalar e alguns voar (TIRIRA,1999; FREITAS & SILVA, 2005b; REIS et al., 2011). Estudos relacionados com esse grupo são importantes não só porque contribuem para o conhecimento das espécies mas também por que auxiliam a adicionar dados sobre habitats de ocupação e sua preservação, possibilitando ainda estudos ecológicos comparativos entre diferentes regiões. Os mamíferos possuem a importante função ecológica de manter o equilíbrio de uma floresta, ocupando diversas posições nas redes tróficas e, em contra partida, sofrem uma crescente ameaça à sua existên- 56
  58. 58. cia, o que mostra a necessidade de conservação do grupo, bem como dos ecossistemas que habitam (ALMEIDA et al., 2008) a fim de garantir a estabilidade dinâmica dos ambientes. No globo terrestre são conhecidas cerca de 5.100 espé- cies desse grupo distribuídas nos mais diversos habitats e ecos- sistemas com adaptação específica para cada espécie (ACHAVAL et al., 2007). O Brasil é considerado um dos países com a maior diver- sidade em espécies desse grupo no mundo (REIS et al., 2011) com 701 espécies já registradas (PLAGIA et al., 2012), no entan- to, conforme a intensificação dos levantamentos de campo existe a tendência de que novos registros ocorram (REIS et al., 2011). A mastofauna do Rio Grande do Sul é expressiva, graças a sua posição fisiográfica (SILVA, 1994), com cerca de 170 espécies já conhecidas para o estado (GONZÁLEZ & MARIN, 2004). Pes- quisas com algumas espécies de mamíferos podem se tornar complexas, quando se tem por objetivo estimar tamanho de po- pulações pelo fato de muitas espécies gruparem características como hábitos noturnos e grandes áreas de vida, o que dificultam a observação em ambiente natural. Nestes casos tornam-se ne- cessárias técnicas e métodos específicos e diferenciados para esses estudos (SILVA, 1994; SCOSS et al., 2004). 57
  59. 59. Em São Sepé, de acordo em Corrêa et al. (2009), Silva et al. (2009) e Silva et al. (2011), são apresentados alguns registros das espécies de mamíferos de médio e grande porte. Entretanto, é necessário a continuidade dos estudos e pesquisas mastológi- cas na região, visando, no futuro, uma listagem completa das espécies, especialmente incorporando os grupos a respeito dos quais a coleta de informações possa ser mais dificultada, como os mamíferos de médio e grande porte, inventários de morcegos, e em especial pequenos roedores. Algumas espécies como capivaras e ratões-do-banhado são conhecidas da população local (muitas vezes caçados) e fa- cilmente observadas em banhados e açudes na região, já espécies como gatos-do-mato e outros felinos são raramente visualizados. A pressão da caça é relativamente forte na região ainda, e segun- do relatos é constatada a prática da caça amadora onde buscam principalmente pacas, tatus, veados entre outras. Em algumas visitas em áreas aleatórias no município de São Sepé, foram relatadas a presença de avistamento por mora- dores da área rural de possíveis dois felinos: a Jaguatirica (Leo- pardus pardalis) e o Puma (Puma concolor), também a possível presença do canídeo Lobo-guará (Chrsosyon brachyurus). É im- portante salientar que essas três espécies são consideradas ame- açadas de extinção no RS. É bem provável que estas espécies possam ocorrer na região no entorno das matas ciliares do Rio 58
  60. 60. São Sepé e Vacacaí, mas, até o presente momento, não foi apre- sentada nenhuma evidência comprobatória destes animais, como registros fotográficos para confirmar suas presenças na região de São Sepé. A seguir, são apresentados os registros fotográficos de al- guns mamíferos de médio e grande porte que ocorrem em São Sepé, para apoiar a identificação preliminar a campo. Para a nomenclatura das espécies de mamíferos silvestre seguimos o proposto por Plagia et al. (2012). Sendo somente uma espécie, a Lebre-européia (Lepus europaeus), por ser consi- derada exótica no estado e já daptada a região, segundo Silva (1994). Modelo de armadilha fotográfica utilizada para os registros de fauna. Foto: Luciano Mello. 59
  61. 61. Gambá-de-orelha-branca. Didelphis albiventris. Foto: Luiz Corrêa (armadilha fotográfica). Tatu-peludo. Euphractus sexcinctus. Foto: Darliane Silva. 60
  62. 62. Tatu-mulita. Dasypus hybridus. Foto: Luiz Corrêa. Tamanduá-mirim. Tamandua tetradactyla. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Felipe Peters. 61
  63. 63. Bugio-ruivo. Alouatta guariba. Macho. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa. Lebre-européia. Lepus europaeus. Foto: Darliane Silva. 62
  64. 64. Lebre-européia. Lepus europaeus. Foto: Darliane Silva. Graxaim-do-campo. Lycalopes gymnocercus. Foto: Luiz Corrêa. 63
  65. 65. Graxaim-do-mato. Cerdocyon thous. Foto: Luiz Corrêa. Gato-maracajá. Leopardus wiedii. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa. 64
  66. 66. Gato-maracajá. Leopardus wiedii. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa (armadilha fotográfica). Gato-maracajá. Leopardus wiedii. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa. 65
  67. 67. Gato-palheiro. Leopardus braccatus. Exemplar encontrado atropelado na Br-392. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa. Gato-do-mato-grande. Leopardus geoffroyi. Exemplar encontrado atropelado na Br-392. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa. 66
  68. 68. Gato-do-mato-grande. Leopardus geoffroyi. Foto: Luiz Corrêa (armadilha fotográfica). Quati. Nasua nasua. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa. 67
  69. 69. Mão-pelada. Procyon cancrivorus. Foto: Luiz Corrêa (armadilha fotográfica). Paca. Cuniculus paca. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa (armadilha fotográfica). 68
  70. 70. Ouriço. Sphiggurus villosus. Foto: Felipe Peters. Veado-catingueiro. Mazama gouazoubira. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa (armadilha fotográfica). 69
  71. 71. Cutia. Dasyprocta azarae. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Luiz Corrêa (armadilha fotográfica). Capivara. Hydrochoerus Hydrochaeris. Foto: Luiz Corrêa (armadilha fotográfica). 70
  72. 72. Ratão-do-banhado. Myocastor coypus. Foto: Luiz Corrêa. Lontra. Lontra longicaudis. Espécie considerada ameaçada de extinção no RS. Foto: Felipe Peters. 71
  73. 73. Furão. Calictis cuja. Exemplar encontrado atropelado na BR-392. Foto: Darliane Silva. Morcego-de-cauda-livre. Molossus molossus. Foto: Luiz Corrêa. 72
  74. 74. Morcego-vampiro. Desmodus rotundus. Foto: Stefan Oliveira. Morcego-vampiro. Desmodus rotundus. Foto: Stefan Oliveira. 73
  75. 75. 4. ANFÍBIOS Os componentes desta classe de vertebrados são as sala- mandras, da ordem Caudata, as cobras-cegas, da ordem Gymnophiona e os chamados anuros (sapos, rãs e pererecas), da ordem Anura (LOEBMANN, 2005). Os anfíbios são vertebrados que, em sua maioria, iniciam sua vida na água e depois passam a viver na terra, devido a esta característica, recebem o nome que tem origem no grego e signi- fica “vida dupla” (anfi: duas e bio: vida) (MARÇAL et al., 2011). No globo são conhecidas cerca de 7.044 espécies de anfíbios, sendo que a ordem anura é a mais representativa com 6.200 es- pécies (FROST, 2013). O fato da diversidade faunística no Brasil ser considerada uma das maiores do planeta já foi abordado. Entretanto, no caso dos anfíbios, o Brasil ocupa destacadamente a primeira coloca- ção na relação de países com maior riqueza de espécies, estando esta classe representada por aproximadamente 946 espécies, distribuídas em três ordens: 913 Anuros, um Caudata e 32 Gymnophionas (SBH, 2012). 74
  76. 76. Os anfíbios anuros são popularmente conhecidos como sapos, rãs e pererecas. O termo “sapo” é aplicado às espécies de hábitos mais terrícolas, que apresentam pele bastante rugosa, geralmente com glândulas paratóides presentes. Possuem foci- nho achatado e patas traseiras curtas, o que lhes confere um há- bito mais “caminhador” do que “saltador”. O termo “rã” já é apli- cado a uma grande variedade de espécies que apresentam a pele pouco rugosa ou lisa, ausência de glândulas paratóides, focinho mais acuminado, patas traseiras longas e que se locomovem por saltos. Já as “pererecas” têm hábito escalador, apresentam discos adesivos na ponta dos dígitos, geralmente têm patas traseiras compridas e delgadas, focinho achatado e pele lisa e sem glându- las (BORGES-MARTINS et al., 2007). Os anuros reproduzem-se em ambientes aquáticos (lagos, poças, riachos) e também em micro-ambientes que possam ar- mazenar água, como axilas de bromélias e ocos de árvores. Al- gumas espécies apresentam reprodução terrestre, contudo, esco- lhendo locais úmidos como buracos no solo e debaixo de troncos caídos (BERNARDE, 2006). Alimentam-se principalmente de artrópodes e, portanto são importantes reguladores populacionais deste grupo de ani- mais, muitos destes considerados pragas pelo homem. 75
  77. 77. Graças à combinação de características morfológicas, fi- siológicas, ciclo de vida com estágios aquáticos e terrestres, ca- pacidade de dispersão limitada e padrões de distribuição geográ- fica e/ou área de vida restrita, os anfíbios são um grupo extre- mamente suscetível às alterações ambientais. Por esses motivos são potenciais indicadores da qualidade ambiental e têm sido utilizados em estudos sobre os efeitos de alterações ambientais provocadas pelo homem (BORGES-MARTINS et al., 2007) e devi- do à degradação ambiental, poluição, aquecimento global e ou- tros fatores, populações de anfíbios estão declinando em todo o mundo. Muitas espécies estão sendo descritas face aos estudos que vem sendo realizados na área da herpetologia, o que com- prova a necessidade e a relevância dos estudos herpetofaunísti- cos. No município de São Sepé é recente os estudos com esse grupo sendo apenas um trabalho disponibilizado por Pazinato et al. (2011a). Abaixo são apresentados registros fotográficos de alguns anfíbios que ocorrem em São Sepé, para apoiar a identificação em campo destas espécies. Para a nomenclatura das espécies seguimos conforme o proposto por Segalla et al. (2012). 76
  78. 78. Sapo-cururú-grande. Rhinella schneideri. Foto: Luiz Corrêa. Sapo-cururú-grande. Rhinella schneideri. Foto: Luciano Mello. 77
  79. 79. Sapo-da-enchente. Odontophrynus americanus. Foto: Daiane Pazinato. Sapo-da-enchente. Odontophrynus americanus. Foto: Uilson Modernel. 78
  80. 80. Rãzinha-da-lagoa. Psedopaludicula falcipes. Foto: Daiane Pazinato. Rã-boiadora. Pseudis minuta. Foto: Daiane Pazinato. 79
  81. 81. Rã-boiadora. Pseudis minuta. Foto: Luiz Corrêa. Rã-boiadora. Pseudis minuta. Foto: Luciano Mello. 80
  82. 82. Rã-cachorro. Physalaemus cuvieri. Foto: Daiane Pazinato. Rã-cachorro. Physalaemus cuvieri. Foto: Luiz Corrêa. 81
  83. 83. Perereca. Dendropsophus sanborni. Foto: Luiz Corrêa. Perereca. Dendropsophus sanborni. Foto: Luiz Corrêa. 82
  84. 84. Perereca-rajada. Dendropsophus minutus. Foto: Luiz Corrêa. Perereca-rajada. Dendropsophus minutus. Foto: Luiz Corrêa. 83
  85. 85. Perereca-de-banheiro. Scinax fuscovarius. Foto: Luiz Corrêa. Perereca-de-banheiro. Scinax fuscovarius. Foto: Luiz Corrêa. 84
  86. 86. Rã-de-barriga-amarela. Elachistocleis bicolor. Foto: Luiz Corrêa. Perereca-do-banhado. Hypsiboas pulchellus. Foto: Luiz Corrêa. 85
  87. 87. Perereca-do-banhado. Hypsiboas pulchellus. Foto: Daiane Pazinato. Perereca-do-banhado. Hypsiboas pulchellus. Foto: Luiz Corrêa. 86
  88. 88. Perereca-do-banhado. Hypsiboas pulchellus. Foto: Luiz Corrêa. Perereca-do-banhado. Hypsiboas pulchellus. Foto: Luiz Corrêa. 87
  89. 89. Perereca-do-banhado. Hypsiboas pulchellus. Foto: Luiz Corrêa. Perereca-nariguda. Scinax squalirostris. Foto: Luiz Corrêa. 88
  90. 90. Perereca-nariguda. Scinax squalirostris. Foto: Luiz Corrêa. Rã. Leptodactylus latinasus. Foto: Luiz Corrêa. 89
  91. 91. Rã. Leptodactylus latinasus. Foto: Luiz Corrêa. Rã-de-linha-branca. Leptodactylus chaquensis. Foto: Daiane Pazinato. 90
  92. 92. Rã-manteiga. Leptodactylus latrans. Foto: Luciano Mello. Rã-assobiadora. Leptodactylus fuscus. Foto: Luiz Corrêa. 91
  93. 93. 5. RÉPTEIS Os répteis representam um estágio decisivo na evolução, tendo sido os “donos” do planeta na Era Secundária (Mesozóica) dominando os mares, solo e ar (LEMA, 2002). Compreendem um grupo bem diversificado de animais, com distribuição em varia- dos habitats do planeta, inclusive em regiões áridas. A classe Reptilia é representada atualmente por quatro ordens: Testudines (cágados, jabutis e tartarugas), Squamata (anfisbênios, cobras e lagartos) Crocodylia (crocodilos e jacarés) e Sphenodontia (tuataras) (BERNARDE & MACHADO, 2006). Foram os primeiros vertebrados bem adaptados à vida terrestre, ao contrário dos anfíbios que ainda dependem do meio aquático para reproduzir-se. Os répteis são independentes da água porque seus ovos possuem casca, evitando a perda de água (QUINTELA & LOEB- MANN, 2009). A pele desses animais é seca e desprovida de glândulas, sendo constituída de escamas nas cobras e lagartos, de 92
  94. 94. placas córneas nos crocodilos e jacarés e de carapaças nas tarta- rugas (MARÇAL et al., 2011). Muitos répteis possuem patas curtas e por isso, parecem rastejar quando andam, é o caso das tartarugas, jacarés e lagar- tos, já as serpentes por não terem patas, realmente rastejam. A ectotermia é uma característica desse grupo, sendo que esses animais regulam a temperatura corpórea através da troca de energia com o ambiente. São animais predadores de primei- ra ordem, de um modo geral, mas havendo alguns fitófagos co- mo algumas tartarugas e lagartos que, junto com a alimentação carnívora, comem folhas verdes, flores e frutos. Existem ainda répteis de alimentação onívora (animais e vegetais) ou apenas carnívora e os generalistas (animais que apresentam hábitos alimentares variados). Outros são especialistas, comem deter- minados tipos de vertebrados ou mesmo de invertebrados. De um modo geral alimentam-se espaçadamente, podendo ficar até muitos dias ou meses sem alimento (LEMA, 2002). Desse grupo são conhecidas 9766 espécies em geral (UETZ, 2013). No território brasileiro são conhecidas atualmente 744 espécies, sendo 36 quelônios, 06 jacarés, 248 lagartos, 68 anfisbênias e 386 serpentes (SBH, 2012), números que colocam o Brasil na segunda posição na relação de países com maior rique- 93
  95. 95. za de espécies de répteis, ficando atrás apenas da Austrália (WILSON & SWAN, 2008 apud SBH, 2012). A maioria da população tem ideias errôneas acerca da ecologia destes animais. Os répteis estão rodeados por mitos e superstições que têm contribuído para a sua redução populacio- nal. Conforme cita Narçal et al. (2011), embora temidos e pouco compreendidos pelo homem, os répteis são animais de grande importância na manutenção do equilíbrio ecológico, como por exemplo, no controle das populações de insetos e de roedores. Em São Sepé o único trabalho conhecido abordando esse grupo é apresentado por Pazinato et al. (2011b), sendo ainda muito recente os estudos, não sendo possível caracterizar total- mente a fauna reptiliana local, pois muitas áreas do município ainda não puderam ser inventariadas. A continuidade dos esfor- ços permitirá, certamente, identificar a ocorrência de novas es- pécies para o município. Abaixo serão apresentados alguns registros fotográficos de répteis que ocorrem em São Sepé. Alguns registros trazem junto da foto- grafia a simbologia ao lado, que alerta para os riscos de acidentes ofídicos com alguns animais. 94
  96. 96. Para a nomenclatura das espécies seguimos o proposto por Bérnils & Costa (2012). Anfisbênia. Amphisbaena trachura. Foto: Luiz Corrêa. Jacaré-papo-amarelo. Caiman latirostris. Foto: Luiz Corrêa. 95
  97. 97. Tigre d’água (jovem). Trachemys dorbigni. Foto: Darliane Silva. Tigre d’água (adulto). Trachemys dorbigni. Foto: Luciano Mello. 96
  98. 98. Lagarto-do-papo-amarelo. Salvator merianae. Foto: Luiz Corrêa. Lagarto-do-papo-amarelo (jovem). Salvator merianae. Foto: Luiz Cor- rêa. 97
  99. 99. Teju-verde. Teius oculatus. Foto: Daiane Pazinato. Teju-verde. Teius oculatus. Foto: Luciano Mello. 98
  100. 100. Cobra-verde-cipó. Philodryas olfersii. Foto: Luiz Corrêa. Cobra-verde-cipó. Philodryas olfersii. Foto: Luiz Corrêa. 99
  101. 101. Papa-pinto. Philodryas patagoniensis. Foto: Luiz Corrêa. Cobra d’água. Helicops infrataeniatus. Foto: Darliane Silva. 100
  102. 102. Cobra-verde. Erythrolamprus poecilogyrus. Foto: Luiz Corrêa. Corredeira-carenada. Thamnodynastes hypoconia. Foto: Luiz Corrêa. 101
  103. 103. Corredeira-carenada. Thamnodynastes hypoconia. Foto: Luciano Mello. Cobra-espada-comum. Tomodon dorsatus. Foto: Luiz Corrêa. 102
  104. 104. Caninana-verde-comum. Chironius sp. Foto: Luiz Corrêa. Caninana-verde-comum. Chironius sp. Foto: Luiz Corrêa. 103
  105. 105. Muçurana-comum. Boiruna maculata. Foto: Luiz Corrêa. Cabeça-preta-serrana. Phalotris lemniscatus. Espécime abatido por moradores locais. Foto: Bernadete Casanova. 104
  106. 106. Falsa-coral. Oxyrhopus rhombifer. Foto: Rafael Balestrin. Cobra-coral-verdadeira. Micrurus altirostris. Serpente peçonhenta. Pos- sui como característica anéis vermelhos, pretos, brancos ou amarela- dos, dispostos como na figura e na cabeça um desenho negro que lem- bra uma borboleta. Foto: Luiz Corrêa. 105
  107. 107. Jararaca-pintada. Bothrops pubescens. Serpente peçonhenta. Possui como característica desenhos em forma de trapézio no corpo, margina- dos de branco. Foto: Luiz Corrêa. Jararaca-pintada. Bothrops pubescens. Serpente peçonhenta. Foto: Luci- ano Mello. 106
  108. 108. Cruzeira. Bothrops alternatus. Serpente peçonhenta. Espécime abatido por moradores locais. Foto: Luiz Corrêa. Cruzeira (detalhe do corpo). Bothrops alternatus. Serpente peçonhenta. Possui como característica manchas escuras em forma de ferradura ou semelhante a um gancho de telefone no corpo. Note o detalhe na figura. Foto: Luiz Corrêa. 107
  109. 109. 7. ASPECTOS GERAIS SOBRE O COMPORTAMENTO E ACIDENTES COM OFÍDIOS Acidente ofídico ou ofidismo é o quadro de envenena- mento decorrente da inoculação de toxinas através do aparelho inoculador (presas) de serpentes (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2013). Apesar da função primária do veneno das serpentes ser a captura de suas presas, ele pode ser usado secundariamente co- mo defesa, causando acidentes em seres humanos (BERNARDE, 2009), mas as serpentes não atacam deliberadamente, apenas o fazem quando sentem-se ameaçadas, apresentando comporta- mento defensivo (LEMA, 2002). Portanto não apresentam inte- resse em “picar” uma pessoa e, quando fazem isso, é com o intui- to de defesa. Nenhuma espécie peçonhenta vem intencionalmen- te até uma pessoa para picá-la, são as pessoas que não percebem a presença destes animais e se aproximam demais (Bernarde, 2009), este, e outros mitos a respeito destes animais têm contri- buído, ou servido de justificativa, para a captura e morte delibe- rada destes animais. 108
  110. 110. No Brasil, as serpentes peçonhentas são representadas por quatro gêneros: serpentes do grupo Bothrops (jararaca e outras), Crotalus (cascavel); Lachesis (surucucu-pico-de-jaca) e Micrurus (coral-verdadeira). O envenenamento ocorre quando a serpente consegue in- jetar o conteúdo de suas glândulas venenosas, o que significa que nem toda picada leva ao envenenamento. Há muitas espécies de serpentes que não possuem presas ou, quando presentes, estão localizadas na porção posterior da boca, o que dificulta a injeção de veneno ou toxina (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2013). De acordo com Lema (2002), das cerca de 80 espécies de serpentes registradas no Rio Grande do Sul, apenas 13 são peço- nhentas. É importante ressaltar que o veneno produzido por al- gumas espécies está sendo utilizado no estudo de várias doenças humanas, como câncer, trombose, hipertensão e outras (BER- NARDE & MACHADO, 2006). Portanto, a conservação das serpentes, além da sua im- portância ecológica, possui grande potencial farmacêutico, tra- zendo benefícios socioeconômicos. 109
  111. 111. 6. LISTAS DE DIVERSIDADE Através dos estudos citados anteriormente para São Se- pé, ainda que preliminares, constituem relevantes levantamentos da biodiversidade local e contribuem com a difusão das informa- ções sobre a fauna local. Nestes trabalhos pioneiros foram consi- derados os registros e informações adicionais de espécies pelos autores. Ressalta-se que a continuidade dos estudos é de grande importância, não só para consolidar as listas de fauna silvestre no município como também para avançar para fases que permiti- rão a gestão integral dos recursos naturais. O número de espécies de vertebrados já registradas em São Sepé é bastante significativo: 218 para aves, 26 para mamífe- ros, 17 anfíbios e 23 espécies de répteis. Algumas espécies encontradas em São Sepé são listadas como ameaçadas no Rio Grande do Sul, conforme Fontana et al. (2003). As espécies foram caracterizadas com ameaça de extin- ção nas seguintes categorias: (VU) vulnerável, (EP) em perigo, (PE) provavelmente extinta e que recentemente foi redescoberta, (DD) dados insuficientes de informações sobre a espécie. 110
  112. 112. Vulnerável (VU) - ocorre o risco de ser extinto; Em Perigo (EP)– risco muito alto de ser extinto; Provavelmente extinto (PE) – não é registrado há algum tempo, mas pode vir ocorrer algum registro; Dados Insuficientes (DD) – é raro, mas não se sabe ao certo sua situação de ameaça e distribuição. A seguir são apresentadas as listas da diversidade de espécies já registradas para o município de São Sepé: Aves (Tabela 1), Mamíferos (Tabela 2), Anfíbios (Tabela 3) e Répteis (Tabela 4). Para os dois últimos grupos, até o presente momento, não foram registradas espécies no município que sejam consideradas ameaçadas de extinção. 111
  113. 113. Tabela 1. Lista de aves encontradas no município de São Sepé, RS (n=218). A nomenclatura das espécies desse grupo segue conforme o Comitê de Ornitologia Brasileiro (CBRO, 2011). Status de conservação: (VU) vulnerável, (EP) em perigo, (PE) provavelmente extinta e que recentemente foi redescoberta. A ausência de referência no status sig- nifica dados insuficientes ou status de conservação não preocupante. Taxon Nome-comum Status STRUTHIONIFORMES RHEIDAE Rhea americana (Linnaeus, 1758) Ema TINAMIFORMES TINAMIDAE Crypturellus obsoletus (Temminck, 1815) Inhambuguaçu Crypturellus noctivagus (Wied, 1820) Jaó-do-sul PE Nothura maculosa (Temminck, 1815) Codorna-amarela Rhynchotus rufescens (Temminck, 1815) Perdiz ANSERIFORMES ANHIMIDAE Chauna torquata (Oken, 1816) Tachã ANATIDAE Dendrocygna bicolor (Vieillot, 1816) Marreca-caneleira Dendrocygna viduata (Linnaeus, 1766) Irerê Cairina moschata (Linnaeus, 1758) Pato-do-mato V Callonetta leucophrys (Vieillot, 1816) Marreca-de-coleira Amazonetta brasiliensis (Gmelin, 1789) Pé-vermelho Anas versicolor (Vieillot, 1816) Marreca-cricri Anas flavirostris (Vieillot, 1816) Marreca-pardinha Oxyura vittata (Philippi, 1860) Pés-na-bunda PODICIPEDIFORMES PODICIPEDIDAE Podilymbus podiceps (Linnaeus, 1758) Mergulhão-caçador Podicephorus major (Boddaert, 1783) Mergulhão-grande GALLIFORMES CRACIDAE Penelope obscura (Temminck, 1815) Jacuaçu Ortalis guttata (Spix, 1825) Aracuã SULIFORMES PHALACROCORACIDAE Phalacrocorax brasilianus (Gmelin, 1789) Biguá ANHINGIDAE Anhinga anhinga (Linnaeus, 1766) Biguatinga CICONIIFORMES CICONIIDAE Ciconia maguari (Gmelin, 1789) Maguari Mycteria americana (Linnaeus, 1758) Cabeça-seca PELECANIFORMES
  114. 114. ARDEIDAE Tigrisoma lineatum (Boddaert, 1783) Socó-boi Ardea cocoi (Linnaeus, 1766) Garça-moura Ardea alba (Linnaeus, 1758) Garça-branca-grande Butorides striata (Linnaeus, 1758) Socozinho Syrigma sibilatrix (Temminck, 1824) Maria-faceira Egretta thula (Molina, 1782) Garça-branca-pequena Bubulcus ibis (Linnaeus, 1758) Garça-vaqueira Nycticorax nycticorax (Linnaeus, 1758) Savacu THRESKIORNITHIDAE Theristicus caudatus (Boddaert, 1783) Curicaca Theristicus caerulescens (Vieillot, 1817) Maçarico-real Platalea ajaja (Linnaeus, 1758) Colhereiro Plegadis chihi (Vieillot, 1817) Caraúna-de-cara-branca Phimosus infuscatus (Lichtenstein, 1823) Tapicuru-de-cara-pelada CATRARTIFORMES CATHARTIDAE Cathartes aura (Linnaeus, 1758) Urubu-de-cabeça-vermelha Cathartes burrovianus (Cassin, 1845) Urubu-de-cabeça-amarela Coragyps atratus (Bechstein, 1793) Urubu-de-cabeça-preta ACCIPITRIFORMES ACCIPITRIDAE Rostrhamus sociabilis (Vieillot, 1817) Gavião-caramujeiro Heterospizias meridionalis (Latham, 1790) Gavião-caboclo Rupornis magnirostris (Gmelin, 1788) Gavião-carijó Urubitinga urubitinga (Gmelin, 1788) Gavião-preto Geranoeatus albicaudatus (Vieillot, 1816) Gavião-de-rabo-branco Circus buffoni (Gmelin,1788) Gavião-do-banhado Accipiter bicolor (Vieillot, 1817) Gavião-bombachinha-grande FALCONIFORMES FALCONIDAE Caracara plancus (Miller, 1777) Caracará Milvago chimachima (Vieillot, 1816) Carrapateiro Milvago chimango (Vieillot, 1816) Chimango Falco sparverius (Linnaeus, 1758) Quiriquiri GRUIFORMES ARAMIDAE Aramus guarauna (Linnaeus, 1766) Carão RALLIDAE Aramides cajanea (Statius Muller, 1776) Três-potes Aramides ypecaha (Vieillot, 1819) Saracuraçu Aramides saracura (Spix, 1825) Saracura-do-mato Pardirallus sanguinolentus (Swainson, 1837) Saracura-do-banhado Pardirallus maculatus (Boddaert, 1783) Saracura-carijó Gallinula melanops (Vieillot, 1819) Frango-d´água-carijó Gallinula galeata (Lichtenstein, 1818) Frango-d´água-comum Porphyrio martinica (Linnaeus, 1766) Frango-d´água-azul CARIANIFORMES
  115. 115. CARIAMIDAE Cariama cristata (Linnaeus, 1766) Seriema CHARADRIFORMES CHARADRIIDAE Charadrius collaris (Vieillot, 1818) Batuíra-de-coleira Vanellus chilensis (Molina, 1782) Quero-quero RECURVIROSTRIDAE Himantopus melanurusi (Vieillot, 1817) Pernilongo-de-costas-brancas SCOLOPACIDAE Gallinago paraguaiae (Vieillot, 1816) Narceja Tringa melanoleuca (Gmelim, 1789) Maçarico-de-perna-amarela Calidris melanotos (Vieillot, 1819) Maçarico-de-colete Calidris fuscicollis (Vieillot, 1819) Maçarico-de-sobre-branco JACANIDAE Jacana jacana (Linnaeus, 1766) Jaçanã COLUMBIFORMES COLUMBIDAE Columbina talpacoti (Temminck, 1811) Rolinha-roxa Columbina picui (Temminck, 1813) Rolinha-picui Patagioenas picazuro (Temminck, 1813) Pombão Leptotila verreauxi (Bonaparte, 1855) Jutiti-pupu Zenaida auriculata (Des Murs, 1847) Pomba-de-bando Columba livia (Gmelim, 1789) Pombo-doméstico PISTTACIFORMES PSITTACIDAE Myiopsitta monachus (Boddaert, 1783) Caturrita Pyrrhura frontalis (Vieillot, 1817) Tiriba-de-testa-vermelha Amazona pretrei (Temminck, 1830) Papagaio-charão V CUCULIFORMES CUCULIDAE Piaya cayana (Linnaeus, 1766) Alma-de-gato Coccyzus melacoryphus (Vieillot, 1817) Papa-lagarta-acanelado Crotophaga ani (Linnaeus, 1758) Anu-preto Guira guira (Gmelin, 1788) Anu-branco Tapera naevia (Linnaeus, 1766) Saci STRIGIFORMES TYTONIDAE Tyto alba (Scopoli, 1769) Coruja-da-igreja STRIGIDAE Megascops choliba (Vieillot, 1817) Corujinha-do-mato Glaucidium brasilianum (Gmelin, 1788) Caburé Bubo virginianus (Gmelin, 1788) Jacurutu Athene cunicularia (Molina, 1782) Coruja-buraqueira CAPRIMULGIFORMES NYCTIBIIDAE Nyctibius griseus (Gmelin, 1789) Urutau CAPRIMULGIDAE Hydropsalis parvula (Gould, 1837) Bacurau-chintã
  116. 116. Hydropsalis torquata (Gmelin, 1789) Bacurau-tesoura Chordeiles nacunda (Vieillot, 1817) Corucão Lurocalis semitorquatus (Gmelin, 1789) Tuju APODIFORMES APODIDAE Chaetura cinereiventris (Sclater, 1862) Andorinhão-de-sobre-branco Chaetura meridionalis (Hellmayr, 1907) Andorinhão-do-temporal TROCHILIDAE Florisuga fuscus (Vieillot, 1818) Beija-flor-preto Hylocharis chrysura (Shaw, 1812) Beija-flor-dourado Stephanoxis lalandi (Vieillot, 1818) Beija-flor-de-topete Chlorostilbon lucidus (Shaw, 1812) Besourinho-de-bico- vermelho Thalurania glaucopis (Gmelin, 1788) Beija-flor-de-fronte-violeta Leucochloris albicollis (Vieillot, 1818) Beija-flor-de-papo-branco TROGONIFORMES TROGONIDAE Trogon surrucura (Vieillot, 1817) Surucuá-variado CORACIFORMES ALCEDINIDAE Megaceryle torquata (Linnaeus, 1766) Martim-pescador-grande Chloroceryle amazona (Latham, 1790) Martim-pescador-verde Chloroceryle americana (Gmelin, 1788) Martim-pescador-pequeno PICIFORMES RAMPHASTIDAE Ramphastos toco (Statius Muller, 1776) Tucanuçu V PICIDAE Picumnus nebulosus (Sundeval, 1866) Pica-pau-anão-carijó Veniliornis spilogaster (Wagler, 1827) Picapauzinho-verde-carijó Piculus aurulentus (Temminck, 1821) Pica-pau-dourado Colaptes melanochloros (Gmelin, 1788) Pica-pau-verde-barrado Colaptes campestris (Vieillot, 1818) Pica-pau-do-campo Drycopus lineatus (Linnaeus, 1766) Pica-pau-de-banda-branca V Melanerpes candidus (Otto, 1796) Pica-pau-branco PASSERIFORMES THAMNOPHILIDAE Mackenziaena leachii (Such, 1825) Borralha-assobiadora Thamnophilus caerulescens (Vieillot, 1816) Choca-da-mata Thamnophilus ruficapillus (Vieillot, 1816) Choca-de-chapéu-vermelho Dysithamnus mentalis (Temminck, 1823) Choquinha-lisa Drymophila malura (Temminck, 1825) Choquinha-carijó CONOPOPHAGIDAE Conopophaga lineata (Wied, 1831) Chupa-dente FORMICARIIDAE Chamaeza campanisona (Lichtenstein, 1823) Tovaca-campainha DENDROCOLAPTIDAE Sittasomus griseicapillus (Vieillot, 1818) Arapau-verde Dendrocolaptes platyrostris (Spix, 1825) Arapaçu-grande
  117. 117. Xiphocolaptes albicollis (Vieillot, 1818) Arapaçu-de-garganta-branca Lepidocolaptes falcinellus (Cabanis & Heine, 1859) Arapaçu-escamado-do-sul FURNARIIDAE Furnarius rufus (Gmelin, 1788) João-de-barro Schoeniophylax phryganophilus (Vieillot, 1817) Bichoita Certhiaxis cinnamomeus (Gmelin, 1788) Curutié Synallaxis ruficapilla (Vieillot, 1819) Pichoré Synallaxis cinerascens (Temminck, 1823) Pi-puí Synallaxis spixi (Sclater, 1856) João-teneném Synallaxis albescens (Temminck, 1823) Uí-pi V Syndactyla rufosuperciliata (Lafresnaye, 1832) Trepador-quiete Anumbius annumbi (Vieillot, 1817) Cochicho Cranioleuca obsoleta (Reichenbach, 1853) Arredio-oliváceo Heliobletus contaminatus (Berlepsch, 1885) Trepadorzinho RYNCHOCYCLIDAE Tolmomyias sulphurescens (Spix, 1825) Bico-chato-de-orelha-preta Poecilotriccus plumbeiceps (Lafresnaye, 1846) Tororó Leptopogon amaurocephalus Tschudi, 1846 Cabeçudo Phylloscarthes ventralis (Temminck, 1822) Borboletinha-do-mato TYRANNIDAE Elaenia flavogaster (Thunberg, 1822) Guaracava-de-barriga- amarela Elaenia mesoleuca (Deppe, 1830) Tuque Camptostoma obsoletum (Temminck, 1824) Risadinha Serpophaga nigricans (Vieillot, 1817) João-pobre Serpophaga subcristata (Vieillot, 1817) Alegrinho Lathrotriccus euleri (Cabanis, 1868) Enferrujado Pyrocephalus rubinus (Boddaert, 1783) Príncipe Knipolegus cyanirostris (Vieillot, 1818) Maria-preta-de-bico-azulado Knipolegus lophotes (Boie, 1828) Maria-preta-de-penacho Hymenops perspicillatus (Gmelin, 1789) Viuvinha-de-óculos Xolmis irruptero (Vieillot, 1818) Noivinha Empidonomus varius (Vieillot, 1818) Peitica Machetornis rixosa (Vieillot, 1819) Suiriri-cavaleiro Pitangus sulphuratus (Linnaeus, 1766) Bem-te-vi Megarynchus pitangua (Linnaeus, 1766) Nei-nei Tyrannus melancholicus (Vieillot, 1819) Suiriri Tyrannus savana (Vieillot, 1808) Tesourinha Myiarchus swainsoni (Cabanis & Heine, 1859) Irré Myiodynastes maculatus (Statius Muller, 1776) Bem-te-vi-rajado Satrapa icterophrys (Vieillot, 1818) Suiriri-pequeno INSERTAE SEDIS Platyrinchus mystaceus (Vieillot, 1818) Patinho PIPRIDAE Chiroxiphia caudata (Shaw & Nodder, 1793) Tangará TITYRIDAE Pachyramphus polychopterus (Vieillot, 1818) Caneleiro-preto VIREONIDAE
  118. 118. Vireo olivaceus (Linnaeus, 1766) Juruviara Cyclarhis gujanensis (Gmelin, 1789) Pitiguari CORVIDAE (Leach,1820) Cyanocorax chrysops (Vieillot, 1818) Gralha-picaça Cyanocorax caeruleus (Vieillot, 1818) Gralha-azul HIRUNDINIDAE Progne tapera (Vieillot, 1817) Andorinha-do-campo Progne chalybea (Gmelin, 1789) Andorinha-doméstica-grande Pygochelidon cyanoleuca (Vieillot, 1817) Andorinha-pequena-de-casa Tachycineta leucorrhoa (Vieillot, 1817) Andorinha-de-sobre-branco TROGLODYTIDAE Troglotydes musculus (Naumann, 1823) Corruíra POLIOPTILIDAE Polioptila dumicola (Vieillot, 1817) Balança-rabo-de-mascará TURDIDAE Turdus rufiventris (Vieillot, 1818) Sabiá-laranjeira Turdus amaurochalinus (Cabanis, 1850) Sabiá-poca Turdus albicollis (Vieillot, 1818) Sabiá-coleira Turdus subalaris (Seebohm, 1887) Sabiá-ferreiro Turdus leucomelas (Vieillot, 1818) Sabiá-barranco MIMIDAE Mimus saturninus (Lichtenstein, 1823) Sabiá-do-campo Mimus triurus (Vieillot, 1818) Calhandra-três-rabos MOTACILIDAE Anthus lutescens (Pucheran, 1855) Caminheiro-zumbidor COEREBIDAE Coereba flaveola (Linnaeus,1758) Cambacica THRAUPIDAE Saltator aurantiirostris (Vieillot, 1817) Bico-duro Saltator similis (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837) Trinca-ferro-verdadeiro Lanio cucullatus (Statius Muller, 1776) Tico-tico-rei Thraupis sayaca (Linnaeus, 1766) Sanhaçu-cinzento Tangara preciosa (Cabanis, 1850) Saíra-preciosa Stephanophorus diadematus (Temminck, 1823) Sanhaçu-frade Pipraeidea bonariensis (Gmelin, 1789) Sanhaçu-papa-laranja Pipraeidea melanonota (Vieillot, 1819) Saíra-viúva Paroaria coronata (Miller, 1776) Cardeal EMBERIZIDAE Zonotrichia capensis (Statius Muller, 1776) Tico-tico Ammodramus humeralis (Bosc, 1792) Tico-tico-do-campo Poospiza nigrorufa (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837) Quem-te-vestiu Poospiza cabanisi (Bonaparte, 1850) Tico-tico-da-taquara Sicalis flaveola (Linnaeus, 1766) Canário-da-terra-verdadeiro Sicalis luteola (Sparrman, 1789) Tipio Emberizoides herbicola (Vieillot, 1817) Canário-do-campo Embernagra platensis (Gmelin, 1789) Sabiá-do-banhado Volatinia jacarina (Linnaeus, 1766) Tiziu Sporophila collaris (Boddaert, 1783) Coleiro-do-brejo V
  119. 119. Sporophila caerulescens (Vieillot, 1823) Coleirinho CARDINALIDAE Piranga flava (Vieillot, 1822) Sanhaçu-de-fogo Cyanoloxia brissonii (Lichtenstein, 1823) Azulão Cyanoloxia glaucocaerulea (d'Orbigny & Lafresnaye, 1837) Azulinho-do-sul PARULIDAE Parula pitiayumi (Vieillot, 1817) Mariquita Geothlypis aequinoctialis (Gmelin, 1789) Pia-cobra Basileuterus culicivorus (Deppe, 1830) Pula-pula Basileuterus leucoblepharus (Vieillot, 1817) Pula-pula-assobiador ICTERIDAE Cacicus chrysopterus (Vigors, 1825) Tecelão Icterus cayanensis (Linnaeus, 1766) Encontro Gnorimopsar chopi (Vieillot, 1819 Graúna Chrysomus ruficapillus (Vieillot, 1819) Garibaldi Pseudoleistes guirahuro (Vieillot, 1819) Chopim-do-brejo Agelaioides badius (Vieillot, 1819) Asa-de-telha Molothrus bonariensis (Gmelin, 1789) Vira-bosta Molothrus rufoaxillaris Cassin,1866 Vira-bosta-picumã Sturnella superciliaris (Bonaparte, 1850) Policia-inglesa-do-sul FRINGILLIDAE Sporagra magellanica (Vieillot, 1805) Pintassilgo Euphonia chlorotica (Linnaeus, 1766) Fim-fim PASSERIDAE Passer domesticus (Linnaeus, 1758) Pardal Tabela 2. Lista de algums mamíferos encontrados no município de São Sepé, RS (n=26). A nomenclatura das espécies desse grupo segue con- forme a Lista Anotada dos Mamíferos do Brasil (PAGLIA et al., 2012). Status de conservação: (VU) vulnerável, (EP) em perigo, (PE) prova- velmente extinta e que recentemente foi redescoberta. A ausência de referência no status significa dados insuficientes (DD) ou status de conservação não preocupante. Táxon Nome-comum Status DIDELPHIMORPHIA DIDELPHIDAE Didelphis albiventris (Lund, 1840) Gambá-de-orelha-branca PILOSA MYRMECOPHAGIDAE Tamandua tetradactyla (Linnaeus, 1758) Tamanduá-mirim V CINGULATA DASYPODIDAE Cabassous tatouay (Desmarest, 1804) Tatu-de-rabo-mole-grande DD Dasypus hybridus (Desmarest, 1804) Tatu-mulita Dasypus novemcinctus (Linnaeus, 1758) Tatu-galinha
  120. 120. Euphractus sexcinctus (Linnaeus, 1758) Tatu-peludo PRIMATES ATELIDAE Alouatta guariba (Humboldt, 1812) Bugio-ruivo V LAGOMORPHA LEPORIDAE Sylvilagus brasiliensis (Linnaeus, 1758) Tapeti Lepus europaeus (Pallas, 1758) Lebre-européia CARNIVORA FELIDAE Leopardus braccatus (Cope, 1889) Gato-palheiro EP Leopardus geoffroyi (d’Orbigny & Gervais, 1844) Gato-do-mato-grande V Leopardus wiedii (Schinz, 1821) Gato-maracajá V Puma yagouaroundi (É. Geoffroy, 1803) Gato-mourisco V CANIDAE Cerdocyon thous (Linnaeus, 1766) Graxaim-do-mato Lycalopes gymnocercus (G. Fischer, 1814) Graxaim-do-mato MUSTELIDAE Calictis cuja (Molina, 1782) Furão Lontra longicaudis (Olfers, 1818) Lontra V MEPHITIDAE Conepatus chinga (Molina, 1782) Zorrilho PROCYONIDAE Procyon cancrivorus (G. Cuvier, 1798) Mão-pelada Nasua nasua (Linnaeus, 1766) Quati V ARTIODACTYLA CERVIDAE Mazama gouazoubira (G. Fischer, 1814) Veado-catingueiro V RODENTIA CAVIIDAE Hydrochoerus Hydrochaeris Capivara Cavia aperea (Erxleben, 1777) Preá CUNICULIDAE Cuniculus paca Paca EP DASYPROCTIDAE Dasyprocta azarae Cutia V ERETHIZONIDAE Sphiggurus villosus Ouriço MYOCASTORIDAE Myocastor coypus Ratão-do-banhado CHIROPTERA MOLOSSIDAE Molossus molossus (Pallas, 1766) Morcego-de-cauda-livre PHYLLOSTOMIDAE Desmodus rotundus (É. Geoffroy, 1810) Morcego-vampiro
  121. 121. Tabela 3. Lista de Anfíbios encontrados no município de São Sepé (n=17). A nomenclatura das espécies desse grupo segue conforme a Lista Brasileira de Anfíbios (SEGALLA et al., 2012). Não há espécies listadas nas categorias de ameaça. Taxons Nome-comum ANURA Bufonidae Rhinella schneideri (Werner, 1894) Sapo-cururú-grande Cycloramphidae Odontophrynus americanus (Duméril & Bibron, 1841) Sapo-da-enchente Hylidae Dendropsophus minutus (Peters, 1872) Perereca-rajada Dendropsophus sanborni (Schmidt, 1944) Perereca Hypsiboas pulchellus (Duméril & Bibron, 1841) Perereca-do-banhado Pseudis minuta (Günther, 1858) Rã-boiadora Scinax fuscovarius (A. Lutz, 1925) Perereca-de-banheiro Scinax squalirostris (A. Lutz, 1925) Perereca-nariguda Leiuperidae Physalaemus biligonigerus (Cope, 1861 “1860″) Rã-chorona Physalaemus cuvieri (Fitzinger, 1826) Rã-cachorro Physalaemus gracilis (Boulenger, 1883) Rã-chorona Pseudopaludicola falcipes (Hensel, 1867) Rãzinha-da-lagoa Leptodactylidae Leptodactylus chaquensis (Cei, 1950) Rã-de-linha-branca Leptodactylus fuscus (Schneider, 1799) Rã-assobiadora Leptodactylus latinasus (Jiménez de la Espada, 1875) Rã Leptodactylus latrans (Steffen, 1815) Rã manteiga Microhylidae Elachistocleis bicolor (Valenciennes in Guérin-Menéville, 1838) Rã-de-barriga-amarela Tabela 4. Lista de Répteis encontrados no município de São Sepé, RS (n=23). A nomenclatura das espécies desse grupo segue conforme a Lista Brasileira de Répteis (BÉRNILS & COSTA, 2012). Não há espécies listadas nas categorias de ameaça. Taxons Nome-comum CROCODYLIA Alligatoridae Caiman latirostris (Daudin, 1802) Jacaré-papo-amarelo SQUAMATA Amphisbaenidae Amphisbaena trachura (Cope, 1885) Anfisbênia Diploglossidae Ophiodes striatus (Spix, 1825) Cobra-de-vidro Teiidae
  122. 122. Teius oculatus (D’Orbigni e Bibron, 1837) Teju Salvator merianae (Duméril e Bibron, 1839) Lagarto-papo-amarelo Colubridae Chironius sp Cobra-cipó Mastigodryas bifossatus (Raddi, 1820) Overa-bagual Dipsadidae Boiruna maculata (Boulenger, 1896) Muçurana-comum Helicops infrataeniatus (Jan, 1865) Cobra d’água Ligophis anomalus (Günther,1858) Jararaquinha-d’água-comum Erythrolamprus poecilogyrus (Wied, 1825) Cobra-verde-comum Oxyrhopus rhombifer (Duméril, Bibron e Duméril, 1854) Falsa-coral Phalotris lemniscatus (Duméril, Bibron & Duméril, 1854) Cabeça-preta-serrana Philodryas olfersii (Lichtenstein, 1823) Cobra-cipó-comum Philodryas patagoniensis (Girard, 1858) Papa-pinto Sibynomorphus sp. Dormideira Thamnodynastes hypoconia (Cope, 1860) Corredeira-carenada Tomodon dorsatus (Duméril, Bibron e Duméril, 1854) Cobra-espada Viperidae Bothrops alternatus (Duméril, Bibron e Duméril, 1854) Cruzeira Bothrops pubescens (Cope, 1870) Jararaca-pintada Elapidae Micrurus altirostris (Cope, 1859) Coral-verdadeira TESTUDINES Chelidae Hydromedusa tectifera (Cope, 1869) Cágado Emydidae Trachemys dorbigni (Duméril e Bibron, 1835) Tigre-dágua 120
  123. 123. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ACHAVAL, F.; CLARA, M.; OLMOS, M. C. Mamíferos de la Republica Oriental del Uruguay, guia fotográfico. 2ª edição. Zonalibro Indústria Gráfica, Montevideo Uruguay, 2007. ALMEIDA, I. G.; REIS, N. R.; ANDRADE, F. R.; GALLO, P. H. Mamíferos de médio e grande porte de uma mata nativa e um reflorestamento no município de Rancho Alegre, Paraná, Brasil. Pp. 133-143. In: REIS, N.R.; A. L. PERACCHI; SANTOS, G.A.S. (Eds). Ecologia de mamíferos. Londri- na: Techinical books editora. 2008. ANDRADE, M. A. de. A Vida das Aves: Introdução à biologia da conser- vação. Belo Horizonte: Acangaú / Líttera. 1997a. ANDRADE, M. A. de. Aves Silvestres: Minas Gerais. Belo Horizonte: Editora Líttera Maciel Ltda. 1997b. ARES, R. Aves : vida y conduta. 1º ed. Buenos Aires : Vásques Mazzini Editores, 2007. BELTON, W. Aves do Rio Grande do Sul: Distribuição e Biologia. São Leopoldo: Unissinos. 1994. BENCKE, G. A. Apresentação. Pp. 14-21. In: FONTANA, C. S. ;BENCKE, G. G. A. & REIS, R. E.(eds.). Livro vermelho da fauna ameaçada de extin- ção no Rio Grande do Sul. EDIPUCRS, Porto Alegre. 2003. BENCKE, G. A. Lista de Referência das Aves do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Publicações Avulsas FZB. 2001. BENCKE, G. A. FONTANA, C. S. DIAS, R. A. MAURÍCIO, G. N.; & JR MÄHLER, J. K. Pp. 189-479. Aves. In: FONTANA, C. S. BENCKE, G. A. & 121
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